CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1185 DE 02 DE SETEMBRO DE 2026
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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1185 | 02 de setembro de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Setembro inicia com alta nos preços do boi gordo em SP, MT, MS, TO
No interior de São Paulo, informa a Scot Consultoria, o animal sem padrão-exportação subiu R$ 3/@ na terça-feira (1/9), fechando o dia em R$ 345/@, no prazo. No PARANÁ: Boi: R$ 355,00. Vaca: R$ 330,00 Novilha: R$ 340,00 Escalas: seis dias. Boi China: PARANÁ: R$ 358,50/@ (à vista) e R$ 363,00/@ (prazo
Após um fim de agosto pressionado, o mercado brasileiro do boi gordo iniciou setembro/26 com recuperação nos preços da arroba, informou a Scot Consultoria, que acompanha diariamente as negociações em mais de 30 regiões do País. Na terça-feira (1/9), a Scot apurou aumento nos preços do animal terminado nas praças de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins. No interior de São Paulo, informa a consultoria, o boi gordo sem padrão-exportação registrou alta diária de R$ 3/@, fechando o dia em R$ 345/@, no prazo, enquanto o “boi-China” avançou R$ 1/@, também cotado em R$ 345/@ – portanto sem ágio entre as duas categorias. “A ponta vendedora está firme em suas expectativas de preços e não negocia a referências muito inferiores, mantendo a oferta de gado controlada”, observaram os analistas da Scot. Segundo a consultoria, as indústrias paulistas que precisaram se abastecer e manter escalas de abate confortáveis elevaram suas ofertas entre a tarde de ontem e a manhã da terça-feira. “As ofertas ainda não chegam ao que é pedido pelos vendedores, mas também não ficam tão abaixo a ponto de inviabilizar os negócios”, ressaltou a Scot. Segundo os analistas, além do recebimento dos salários neste início de setembro e do quadro atual de escassez de oferta de animais terminados neste período de entressafra de capim, o mercado do boi passou a conviver com um outro fundamento importante de alta: a possibilidade de exportar mais carne bovina brasileira aos EUA, depois que o governo Trump ampliou temporariamente em 300 mil toneladas a cota de importação de carne bovina sem cobrança de tarifas. “A medida abre uma oportunidade para a indústria brasileira, embora o volume seja disputado com outros fornecedores habilitados e ainda não seja possível dimensionar a participação efetiva do Brasil”, relatou a Agrifatto. Além disso, continua a consultoria, a medida norte-americana ganha ainda mais importância diante da perda de ritmo dos embarques brasileiros após o quase esgotamento da cota chinesa de importação para 2026. No pregão de segunda-feira (31/8) da B3, os contratos do boi gordo apresentaram estabilidade pelo segundo dia consecutivo. O papel para outubro/26, pico da entressafra, fechou a sessão cotado a R$ 368,15/@, com leve avanço de 0,07% sobre o fechamento anterior. Cotações do boi gordo da terça-feira (1/9), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 335,00. Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 335,00. Boi China/Europa: R$ 335,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: seis dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: seis dias. PARÁ: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: seis dias.
RONDÔNIA: Boi: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 340,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: sete. Preços brutos do “boi-China” na terça-feira (1/9), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 336,00/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 328,00/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 331,00/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 345,50/@ (à vista) R$ 350,50/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 336,00/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 331,00/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 336,00/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 336,00/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO
SUÍNOS
Capal planeja expandir 30% na suinocultura e firma parceria com a Aurora Coop
Cooperativas criaram sistema de integração voltado a associados e demais interessados em ingressar na cadeia produtiva
A Capal Cooperativa Agroindustrial pretende expandir em 30% sua atuação na suinocultura. Em parceria com a Aurora Coop e aproveitando a capacidade de ampliação do frigorífico da cooperativa em Castro, no Paraná, ambas criaram um sistema de integração voltado a produtores associados da Capal e demais interessados em ingressar na cadeia produtiva de carne suína e se tornar cooperados. Segundo nota divulgada pela Capal, o programa já está disponível para os interessados. No sistema de integração, a cooperativa fornece insumos, ração, medicamentos e assistência técnica, enquanto o produtor fica responsável pela mão de obra e pelos investimentos na estrutura física da propriedade. Segundo a Capal, o principal benefício do modelo é a previsibilidade financeira, que protege o cooperado das oscilações de preços da carne suína no mercado convencional. “A vantagem para o cooperado é não se preocupar se o preço subiu ou baixou, o produtor só precisa focar no seu resultado zootécnico”, disse na nota o coordenador de Assistência Técnica em Suínos da Capal, Nisley Travaini. De acordo com Travaini, o pagamento dos produtores integrados à cooperativa é feito com base no desempenho e eles não desembolsam caixa para comprar leitão ou ração. “O escoamento da produção está garantido e quem está no sistema integrado fica seguro”, afirmou. No primeiro semestre, a área de suinocultura da Capal comercializou mais de 15,5 mil toneladas de animais para abate, além de 2,7 mil toneladas de leitões. Atualmente, a cooperativa conta com aproximadamente 50 suinocultores, concentrados na região de Arapoti e distribuídos por outros municípios do Paraná.
GLOBO RURAL
ABPA lança campanha para reforçar cuidados sanitários na suinocultura
Iniciativa orienta produtores sobre biosseguridade, controle de acesso, higienização e manejo nas granjas.
Em nova ação para a proteção do status sanitário brasileiro, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) lançou ontem uma campanha de conscientização sobre os cuidados que devem ser adotados por suinocultores de todo o país para a proteção do plantel nacional. A campanha contou com a participação de produtores integrados a empresas produtoras e exportadoras de carne suína do Brasil, e apresenta cuidados nos detalhes com a saúde e o bem-estar dos animais nas granjas. Entre os cuidados apontados na campanha estão questões como acesso de pessoas às granjas, cuidados com higienização e uso de roupas exclusivas nas granjas, controle total de circulação de veículos e pessoas nas propriedades, cuidados com a estrutura geral nas unidades produtoras, questões de alimentação, cuidados com animais externos à produção, e outros pontos. A ação contará com ações em redes sociais e distribuição de materiais pelas empresas associadas do setor junto aos seus produtores. De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a iniciativa busca fortalecer cuidados no planejamento e na rotina da produção, blindando o país de enfermidades que hoje afetam unidades produtivas na Ásia, África, Europa e em regiões da América do Norte. “O Brasil é livre de Peste Suína Africana, de Diarreia Suína Epidêmica, entre outras enfermidades. Isso é resultado, em grande parte, dos cuidados adotados pelos produtores da suinocultura nacional na rotina de produção. São estes cuidados que queremos reforçar, lembrando a todos da responsabilidade que cada um carrega em nosso papel pela segurança alimentar do Brasil e das nações importadoras de nosso produto”, ressalta.
O PRESENTE RURAL
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Entenda o veto da UE que poderá ter impacto de US$ 2 bi nas exportações do agro
Bloco diz que Brasil não comprovou o controle sobre o uso de antimicrobianos na produção. Bloqueio da União Europeia valerá para as carnes bovina e de aves, ovos, mel e pescados.
A União Europeia vai suspender a partir de amanhã (3) as importações de produtos de origem animal do Brasil por falta de comprovação do controle sobre o uso de antimicrobianos nas cadeias produtivas. O bloqueio valerá para as carnes bovina e de aves, ovos, mel e pescados, e pode ter um impacto de quase US$ 2 bilhões em um ano. Apesar da intervenção pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e das inúmeras tratativas técnicas e diplomáticas nos últimos meses, o bloco não flexibilizou a decisão, anunciada em maio, de retirar o Brasil da lista de países autorizados a vender os produtos à UE. A medida pode significar a interrupção das exportações de carne bovina aos europeus até 2028. Para o frango, há esperança de retomar as vendas ainda neste ano. A Europa proíbe o uso de antimicrobianos como promotores de crescimento de animais e de medicamentos também usados para infecções humanas. O objetivo é combater a resistência antimicrobiana e evitar o possível surgimento de superbactérias. A decisão de banir a entrada de alimentos produzidos com aplicação de antimicrobianos foi tomada em 2019. A medida foi regulamentada em 2023. O Brasil foi comunicado da decisão há sete anos, mas não conseguiu apresentar a tempo os mecanismos de controle que comprovem o cumprimento das exigências. O Ministério da Agricultura responsabilizou, em parte, o setor privado pela falta de uma solução prévia para atender às exigências e de sistemas de controle privados que garantissem a segregação da produção aos europeus. A perspectiva, segundo fontes a par do assunto, era de que a obrigatoriedade fosse adiada, o que não ocorreu. Como forma de atender às exigências europeias, o Brasil apresentou um protocolo privado de bovinos livres de antimicrobianos, homologado pelo Ministério da Agricultura. A expectativa era conseguir um regime de transição, sem interrupção nas vendas, até a implementação ampla para comprovação das exigências. Mas os europeus negaram a solicitação. Com isso, frigoríficos e fazendas passaram a aderir ao protocolo, mas o resultado prático só deverá ocorrer em dois anos, tempo entre nascimento e abate dos animais. Sem o cliente europeu até 2028, o prejuízo pode ser de US$ 2 bilhões só para os abatedouros de bovinos. O governo brasileiro também adotou um novo procedimento de fiscalização nas cadeias, a partir de 1 de julho. Na de frango, uma nova camada de fiscalização foi adicionada. É isso que uma auditoria técnica da União Europeia está avaliando em missão no Brasil desde a semana passada. O roteiro também inclui visitas a exportadores de mel e produtos apícolas. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que a missão europeia para inspeção do sistema brasileiro de produção de frango ocorre de “maneira satisfatória”. A entidade disse que a avicultura “já cumpre integralmente todos os requisitos determinados” pelos europeus. Há expectativa de que a missão aprove os procedimentos e sugira a reinclusão do Brasil na lista de exportadores ao Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações da Comissão Europeia, que poderá decidir sobre o tema em reunião em novembro. O cenário para a cadeia de frango também é menos preocupante porque exportadores intensificaram as vendas à UE nos últimos meses, diante da perspectiva de suspensão das compras pelo bloco. Segundo uma fonte do setor, importadores europeus fizeram estoques de frango brasileiro que devem ser suficientes para ao menos o mês de setembro. Com isso, a expectativa é que a interrupção das vendas não tenha efeito imediato nos embarques, já que a Europa aceitará o que foi certificado no Brasil até 2 de setembro. O volume de frango exportado à Europa de janeiro a julho, de quase 226,5 mil toneladas, já supera em 73,4% o exportado no mesmo intervalo de 2025, conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Com a entrada em vigor da barreira europeia, o Brasil pode aplicar medidas de reciprocidade, com retaliação aos azeites e lácteos da Europa, e acionar os mecanismos de soluções de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC) e do Acordo Mercosul-UE. O ministro da Agricultura, André de Paula, tem classificado como “inadmissível” a retirada do Brasil da lista de exportadores e reforçado a crença no retorno ainda neste ano. Em entrevistas recentes, disse que a questão passou a ser “diplomática” e dependente de uma ampla “pactuação” com a participação do presidente Lula, que enviou carta à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para pedir a normalização das vendas de frango e mel. Para ovos e pescados, o impacto da suspensão dos embarques deve ser menos relevante. O mercado europeu está aberto aos ovos do Brasil desde abril. De lá para cá, foram apenas 239 toneladas exportadas ao bloco. Já as vendas de pescados estavam suspensas desde 2018, por falta de um sistema de controle sanitário das embarcações. Além disso, o segmento “nunca utilizou” antimicrobianos, disse o diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), Jairo Gund. Procurados há uma semana, os ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores não responderam. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) disse que o assunto é de responsabilidade da Agricultura. O Palácio do Planalto não comentou.
VALOR ECONÔMICO
ECONOMIA
Dólar recua ante o real com perspectiva de disputa eleitoral mais acirrada
Mesmo assim, a divisa brasileira foi uma das mais fortes na sessão de ontem e isso pôde se justificar pelo misto de ajustes de posição
O dólar à vista exibiu desvalorização frente ao real na terça-feira, em um movimento descolado da maioria das moedas mais líquidas, ainda que alinhado a alguns mercados pares. Mesmo assim, a divisa brasileira foi uma das mais fortes na sessão de ontem e isso pode ser justificado pelo misto de ajustes de posição, pelo otimismo com o cenário eleitoral, diante de uma possível disputa mais acirrada, e pelo suporte vindo dos preços do petróleo, que fecharam em forte alta. Encerradas as negociações do mercado à vista, o dólar fechou negociado em queda de 0,47%, cotado a R$ 5,1556, depois de ter tocado na mínima de R$ 5,1379 e batido na máxima de R$ 5,2016. Já o euro comercial recuou 0,74%, negociado a R$ 5,9733. No exterior, perto das 17h10, o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, avançava 0,27%, aos 99,695 pontos. “O cenário eleitoral melhorando para a direita pode explicar essa outperformance [valorização acima dos pares] do real", diz um gestor de moedas, na condição de anonimato. Já um trader aponta que não vê algo específico fazendo preço, mas um cenário como um todo mais construtivo. “O real teve um desempenho bastante fraco em agosto, mesmo com o petróleo subindo, então faz sentido um movimento como o de hoje.” O sócio e diretor de investimentos (CIO) da Armor Capital, Alfredo Menezes, diz que a disputa eleitoral mais acirrada pode ter beneficiado os mercados locais na terça. “Um bom termômetro disso é o pré longo”, diz, fazendo referência aos juros futuros de longo prazo. “As taxas longas dos Treasuries abriram [subiram], e mesmo assim as nossas caíram. E os nossos juros longos estão muito ligados à expectativa por um ajuste fiscal. Então uma disputa acirrada pode ajustar o prêmio que há nisso”, afirma, fazendo referência ao fato de que o mercado vê com bons olhos uma mudança na condução da política fiscal do país´.
VALOR ECONÔMICO
Ibovespa fecha em alta com impulso de Petrobras e PIB
O Ibovespa fechou em alta na terça-feira, ultrapassando os 181 mil pontos na máxima pela primeira vez em quase quatro meses, endossado por blue chips, notadamente Petrobras, em meio a novo avanço do petróleo no exterior.
A primeira sessão de setembro também incluiu dados sobre o PIB do Brasil no segundo trimestre, que confirmaram a desaceleração da atividade econômica e alimentaram expectativas de novos cortes na taxa Selic. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou em alta de 1,27%, a 179.676,78 pontos, de acordo com dados preliminares. Na máxima do dia, chegou a 181.060,89 pontos. Na mínima, marcou 177.299,50 pontos. O volume financeiro no pregão somava R$26,98 bilhões antes dos ajustes finais.
REUTERS
PIB da Agropecuária cresceu 6,8% no segundo trimestre de 2026
Desempenho foi registrado na comparação com o mesmo período em 2025. Quando a relação é com o primeiro trimestre deste ano, a expansão foi de 2,8%. Café esteve entre os principais vetores de crescimento do PIB da agropecuária no segundo trimestre
O Produto Interno Bruto (PIB) do setor agropecuário teve crescimento de 2,8% no segundo trimestre, na comparação com o primeiro trimestre. A alta do segundo trimestre veio em acima da projeção mediana de aumento de 0,2%, esperada por analistas de consultorias e instituições financeiras consultados pelo Valor. Em comparação ao segundo trimestre de 2025, o PIB agro cresceu 6,8%. A expectativa mediana pelo Valor era de aumento de 1,6%. No resultado acumulado em 12 meses, o setor agropecuário avançou 6,2% até o segundo trimestre. O resultado acumulado até o primeiro semestre de 2026 foi de 3,6%. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, houve aumento de 5,3% da soja e de 15,1% do café. Por outro lado, os destaques negativos foram arroz (-11,3%) e algodão (-6,7%). “A agropecuária foi puxada pela soja, café e pela pecuária, com destaque para aves e bovinos”, afirmou o coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Ricardo Montes de Moraes. O IBGE informou que o Produto Interno Bruto da Agropecuária atingiu o maior nível da série histórica, iniciada em 1996. Em valores correntes, a produção rural gerou R$ 204,6 bilhões entre abril e junho de 2026. A participação do setor no PIB do Brasil (de R$ 3,4 trilhões) foi de 6,01%.
VALOR ECONÔMICO
Cota da China antecipou abates e impactou PIB do agro no primeiro semestre, diz FGV
Movimento tende a ser um ponto de atenção para a segunda metade do ano, quando a demanda do gigante asiático estará menos aquecida. Boa notícia para o segundo semestre é a janela de importação para os EUA
A cota estabelecida pela China para a importação de carne bovina em 2026 provocou uma "corrida" dos frigoríficos para atender à demanda no primeiro semestre, antecipando abates que seriam realizados na segunda metade do ano. O resultado pode ser observado no desempenho positivo do PIB agropecuário do segundo trimestre, mas será um ponto de atenção para a pecuária brasileira no segundo semestre, avalia Felippe Serigati, pesquisador do FGV Agro. "Todo mundo queria colocar o maior volume possível de carne bovina no mercado chinês antes de atingir a cota, e aí houve um movimento de antecipar uma parte dos abates que estariam no segundo semestre", explica o especialista.
VALOR ECONÔMICO
PIB do Brasil desacelera no 2º trimestre, mas sustenta avanço anual de 1,9%
A economia brasileira perdeu fôlego e cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, na comparação com os primeiros três meses deste ano, mostram dados divulgados ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Com a variação, acima das expectativas dois analistas, o PIB (Produto Interno Bruto) nacional acumula alta de 1,9% nos últimos quatro trimestres.
Avanço do PIB desacelera na comparação trimestral. O leve avanço de 0,5% da economia brasileira em relação ao primeiro trimestre ficou abaixo da taxa apurada nos três meses anteriores, de 1,1%. Desempenho no segundo trimestre veio levemente acima das expectativas de analistas. Para a divulgação de ontem, as projeções do mercado financeiro projetavam um crescimento de 0,4% da economia na base de comparação trimestral. No acumulado de quatro trimestre, desempenho foi o mais fraco em meia década. O Brasil cresceu 1,9% nos últimos quatro trimestres encerrados em 30 de junho. A variação ante os quatro períodos imediatamente anteriores foi a menor desde o primeiro trimestre de 2021 (-2,9%). No mesmo intervalo entre abril e junho do ano passado, a soma de bens e serviços finais produzidos no Brasil acumulava alta anual bem maio, de 3,3%. Apesar da desaceleração, PIB nacional alcançou o 21º trimestre consecutivo de crescimento. A alta acumulada em quatro trimestres mantém a trajetória positiva do indicador. Já em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, a economia avançou 2% após três períodos de estabilidade em 1,8% e segue positiva na comparação desde o quarto trimestre de 2020 (-0,3%). Em valores correntes, o Brasil produziu R$ 3,4 trilhões. A geração registrada no período entre janeiro e março deste ano é composta por R$ 2,9 trilhões referentes ao valor adicionado a preços básicos e por R$ 487,9 bilhões aos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios. Taxa de investimento foi de 16,1% do PIB, abaixo dos 16,6% do segundo trimestre de 2025. Já a taxa de poupança foi de 16,6%, superando os 16,5% do mesmo trimestre de 2025. Consumo das famílias encolheu ante o primeiro trimestre. A queda de 0,4% é a maior registrada na comparação com os três meses imediatamente anteriores desde os últimos três meses de 2024 (-0,6%). Em relação ao mesmo período do ano passado (+0,5%) e no acumulado dos últimos quatro trimestres (+0,9%), os números seguem positivos. Gastos do governo permanecem em trajetória de expansão. A soma de R$ 667,7 bilhões consumidos pela administração pública representa uma alta de 0,4% na comparação com o primeiro trimestre. O aumento alcança 3,1% em relação ao mesmo período do ano passado.
UOL ECONOMIA
Retração da indústria brasileira se aprofunda em agosto com quedas de produção e novos negócios, mostra PMI
A retração da atividade no setor industrial do Brasil se intensificou em agosto, com a produção e os novos negócios registrando as maiores quedas desde abril de 2023, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI) divulgada na terça-feira.
O PMI da indústria, compilado pela S&P Global, caiu em agosto para 46,3, de 47,5 em julho, indicando a segunda deterioração mensal consecutiva e a contração mais acentuada em 40 meses. A marca de 50 separa crescimento de retração. “Os próximos meses parecem desafiadores, com os fabricantes enfrentando incertezas relacionadas às eleições presidenciais, condições frágeis de demanda e tensões geopolíticas globais contínuas”, disse Pollyanna De Lima, diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence. Os dados da pesquisa apontaram para um enfraquecimento generalizado da demanda, com as empresas relatando vendas mais baixas, concorrência acirrada, relutância dos clientes em se comprometer com novos projetos e desafios contínuos nos setores agrícola e automotivo. A produção caiu pelo quarto mês consecutivo, com os participantes da pesquisa citando redução no volume de pedidos, retração da demanda, pressões sobre os custos e incerteza geopolítica. O volume de novos negócios diminuiu pelo 17º mês consecutivo, com a taxa de contração acelerando em relação a julho. Segundo a pesquisa, ficaram evidentes reduções entre os produtores de bens de consumo, bens intermediários e bens de investimento. Os novos pedidos para exportação industrial diminuíram pelo quarto mês seguido e no ritmo mais intenso em pouco mais de três anos e meio. Os participantes da pesquisa observaram queda nas vendas para a Argentina e os Estados Unidos, em particular. A demanda mais fraca afetou o número de funcionários e a capacidade produtiva na indústria. O emprego caiu pelo segundo mês consecutivo e na maior proporção desde outubro de 2025, com as empresas citando medidas de controle de custos, demanda moderada, condições de mercado difíceis e, em alguns casos, escassez de candidatos adequados. A inflação dos custos de insumos e dos preços de venda continuou desacelerando pelo quarto mês seguido em agosto, recuando dos recentes picos registrados em abril e atingindo os níveis mais baixos desde fevereiro. As empresas que aumentaram seus preços citaram o repasse dos custos mais elevados aos clientes. Os fabricantes brasileiros permaneceram otimistas em relação às perspectivas para o próximo ano, embora a confiança tenha diminuído em relação a julho. Quase 61% das empresas esperam que a produção aumente nos próximos 12 meses, enquanto apenas 3% preveem queda. A confiança foi sustentada por expectativas de condições econômicas melhores após as eleições presidenciais, investimentos em tecnologia, ganhos de produtividade, lançamentos de novos produtos e parcerias comerciais.
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