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CLIPPING DO SINDICARNE NÂș 1147 DE 10 DE JULHO DE 2026

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Sindicato da IndĂșstria de Carnes e Derivados no Estado do ParanĂĄ

Ano 5 | nÂș 1147 | 10 de julho de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Mercado do boi gordo segue travado com demanda fraca por carne bovina

Frigoríficos seguem cautelosos diante do consumo enfraquecido. Segundo o Cepea, a liquidez permaneceu baixa na quarta-feira, com estabilidade nos preços e agentes cautelosos nas negociaçÔes diante da fraca demanda por carne no mercado interno. No PARANÁ: Boi: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas sete dias. Boi China: PARANÁ: R$ 334,00/@ (à vista) e R$ 338,00/@ (prazo)


Em CassilĂąndia, tentativas de reduzir a arroba em R$ 5 nĂŁo resultaram em negĂłcios, e a oferta restrita manteve as cotaçÔes firmes, entre R$ 325 e R$ 330 para o boi gordo. Em ColĂ­der, a resistĂȘncia dos pecuaristas tambĂ©m limitou as negociaçÔes. Com dificuldades no escoamento da proteĂ­na, alguns frigorĂ­ficos reduziram o ritmo de abate. No atacado da Grande SP, a carcaça casada de boi recuou para R$ 23,77/kg Ă  vista. CotaçÔes do boi gordo conforme levantamento diĂĄrio da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. MĂ©dia: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 315,00. Boi China: R$ 315,00. MĂ©dia: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: oito dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. MĂ©dia: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 320,00. MĂ©dia: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 315,00. Boi China/Europa: R$ 315,00. MĂ©dia: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: oito dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 320,00. Boi China: R$ 320,00. MĂ©dia: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: sete dias. PARÁ: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 320,00. MĂ©dia: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: sete dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 325,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: sete dias. Preços brutos do “boi-China”, de acordo com levantamento diĂĄrio da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 331,00/@ (Ă  vista) e R$ 335,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto regiĂŁo Sul): R$ 316,50/@ (Ă  vista) e R$ 320,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 321,50/@ (Ă  vista) e R$ 325,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 328,50/@ (Ă  vista) e R$ 332,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 316,50/@ (Ă  vista) e R$ 320,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 331,00/@ (Ă  vista) R$ 335,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 318,50/@ (Ă  vista) e R$ 322,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 313,50/@ (Ă  vista) e R$ 317,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 316,50/@ (Ă  vista) e R$ 320,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 316,50/@ (Ă  vista) e R$ 320,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/PORTAL DBO/AGRIFATTO

 

Boi/Cepea: Embarques no 1Âș semestre tĂȘm melhor desempenho da histĂłria

No primeiro semestre deste ano, as exportaçÔes brasileiras de carne bovina (em geral) estiveram aquecidas e foram as mais elevadas da história.

 

De acordo com o Cepea, esse resultado reflete a combinação entre a elevada competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, a oferta consistente de animais para abate ao longo do semestre e a demanda firme dos principais importadores. Segundo o Centro de Pesquisas, além da manutenção das compras chinesas em patamares elevados, o avanço das aquisiçÔes pelos Estados Unidos reforça a diversificação dos mercados de destino e contribui para manter o ritmo dos embarques brasileiros em patamares recordes. De acordo com pesquisadores do Cepea, para o segundo semestre, a expectativa é de que as exportaçÔes permaneçam em níveis elevados. No entanto, esse desempenho dependerå da evolução da demanda dos principais parceiros comerciais, especialmente da China, uma vez que a cota anual de importação de carne bovina brasileira, de 1,106 milhão de toneladas estå próxima de ser atingida. Esse fator pode impactar os embarques entre julho e setembro. Além disso, pesquisadores do Cepea também destacam que o comportamento das exportaçÔes também dependerå das condiçÔes da oferta doméstica de gado para abate e da evolução do cùmbio.

CEPEA

 

ExportaçÔes elevam atenção do setor pecuårio

JĂĄ na B3, a pressĂŁo permaneceu concentrada nos contratos de vencimento mais prĂłximo

O mercado do boi gordo atravessa um perĂ­odo de pressĂŁo sobre os preços no inĂ­cio do segundo semestre, em um cenĂĄrio marcado pela predominĂąncia do viĂ©s baixista no mercado fĂ­sico e por expectativas distintas entre o curto e o longo prazo. Segundo anĂĄlise da StoneX, a combinação de oferta confortĂĄvel para a indĂșstria, enfraquecimento do mercado de reposição e incertezas nas exportaçÔes tem limitado uma recuperação mais consistente das cotaçÔes, enquanto os contratos futuros de vencimentos mais longos continuam indicando perspectiva de melhora para o fim do ano. Ao longo da Ășltima semana, as principais praças produtoras registraram novas quedas nos preços do boi gordo, com Mato Grosso alcançando o menor patamar desde fevereiro. As escalas de abate seguem em nĂ­veis considerados confortĂĄveis na maior parte das regiĂ”es, garantindo maior poder de negociação aos frigorĂ­ficos e restringindo movimentos de valorização no mercado fĂ­sico. O segmento de reposição tambĂ©m acompanhou a tendĂȘncia de baixa, mas a redução dos preços nĂŁo foi suficiente para recompor as relaçÔes de troca. Esse cenĂĄrio reduz o estĂ­mulo para novos investimentos em recria e engorda no curto prazo, diante da menor atratividade econĂŽmica da atividade. No mercado externo, a proximidade do preenchimento da cota de importação da China aparece como um dos principais fatores de atenção para o segundo semestre. A avaliação Ă© de que esse movimento pode diminuir o suporte que as exportaçÔes vinham oferecendo aos preços domĂ©sticos ao longo dos primeiros meses do ano. JĂĄ na B3, a pressĂŁo permaneceu concentrada nos contratos de vencimento mais prĂłximo, enquanto os vencimentos do fim de ano ampliaram os prĂȘmios, refletindo a expectativa de um reequilĂ­brio entre oferta e demanda nos prĂłximos meses. Para a prĂłxima semana, o mercado deve acompanhar os dados oficiais da balança comercial de junho e o desempenho dos embarques para a China, indicadores que podem influenciar o comportamento das cotaçÔes.

AGROLINK

 

SUÍNOS

 

ExportaçÔes de carne suĂ­na atingem recorde histĂłrico no 1Âș semestre, diz Cepea

Os embarques brasileiros de carne suína no primeiro semestre de 2026 são os maiores da história para este período. Segundo pesquisadores do Cepea, diante do enfraquecimento do mercado doméstico, as exportaçÔes foram uma maneira encontrada pelos agentes para escoar a produção e reduzir a sobreoferta.

 

De acordo com dados da Secex, as vendas de carne suína brasileira ao exterior totalizaram 785,4 mil toneladas de janeiro a junho de 2026, o maior volume da série da Secretaria, que se iniciou em 1997, considerando-se o primeiro semestre. Apesar de, historicamente, os envios no primeiro semestre terem ritmo mais fraco em relação aos da segunda metade do ano, essa é a primeira vez em que todos os meses apresentam volumes acima das 110 mil toneladas (dados da Secex), outro marco para o setor. Assim, de acordo com o Cepea, o setor nacional pode ampliar ainda mais os embarques no segundo semestre de 2026.

CEPEA

 

Brasil amplia exportaçÔes para países africanos

Novas exportaçÔes de suínos e bovinos liberadas

 

De acordo com as informaçÔes do MinistĂ©rio da Agricultura e PecuĂĄria (Mapa), as autoridades sanitĂĄrias da NigĂ©ria e da MauritĂąnia autorizaram a abertura de seus mercados para novos produtos brasileiros destinados Ă  reprodução animal, ampliando as oportunidades para o setor pecuĂĄrio nacional. No caso da NigĂ©ria, foi autorizado o ingresso de sĂȘmen suĂ­no e de suĂ­nos vivos destinados Ă  reprodução. A decisĂŁo representa a abertura do mercado nigeriano para esses produtos brasileiros. JĂĄ a MauritĂąnia comunicou o aceite para a importação de sĂȘmen bovino, embriĂ”es bovinos e ovĂłcitos bovinos produzidos no Brasil, permitindo a exportação desses materiais genĂ©ticos ao paĂ­s africano.

MAPA

 

EMPRESAS

 

JBS recua da meta de zerar emissÔes líquidas até 2040

Empresa passa a concentrar compromissos de redução de gases nas emissÔes diretas de suas operaçÔes e no consumo de energia. Estratégia climåtica da empresa havia sido anunciada em 2021

 

A JBS reformulou sua estratégia climåtica e deixou de lado a meta anunciada em 2021 de zerar suas emissÔes líquidas até 2040, passando a concentrar seus compromissos de redução de gases de efeito estufa nas emissÔes diretas de suas operaçÔes e no consumo de energia.

A mudança pode ser observada no RelatĂłrio de Sustentabilidade 2025 da companhia, publicado na terça-feira (8/7), e em artigo assinado por Jason Weller, diretor global de sustentabilidade da empresa. Com a revisĂŁo, a companhia passou a estabelecer metas de redução da intensidade das emissĂ”es apenas dos escopos 1 e 2, que abrangem as emissĂ”es das prĂłprias operaçÔes e da energia consumida, deixando de contemplar em seus objetivos climĂĄticos o escopo 3, que inclui a cadeia de fornecedores (gado bovino) e responde pela maior parte da pegada de carbono de empresas de proteĂ­na animal. No novo desenho, a JBS se comprometeu a reduzir em 30% a intensidade das emissĂ”es dos escopos 1 e 2 atĂ© 2030 e em 70% atĂ© 2050, sempre em relação aos nĂ­veis de 2019. A empresa tambĂ©m fixou a meta de alcançar 60% de uso de eletricidade renovĂĄvel globalmente atĂ© 2030. "À medida que avançåvamos na execução, ficava cada vez mais claro que uma meta de Net Zero que abrange centenas de milhares de produtores agropecuĂĄrios independentes, distribuĂ­dos por dezenas de milhĂ”es de hectares em dezenas de paĂ­ses - cada um com prĂĄticas diferentes, linhas de base diferentes e sem uma infraestrutura padronizada de mensuração - representa um desafio imenso", escreveu Weller. "Cumprir uma ambição de alcance sistĂȘmico nessa escala depende de dados, adesĂŁo dos produtores, tecnologia e infraestrutura de mensuração que ainda estĂŁo em desenvolvimento na agropecuĂĄria global", complementou.

VALOR ECONÔMICO

 

CLIMA

 

El Niño se intensifica e tem 81% de chance de ficar muito forte até o fim do ano

FenĂŽmeno pode ser o mais intenso desde 1950, segundo agĂȘncia climĂĄtica norte-americana

No Brasil, El Niño tende a aumentar a incidĂȘncia de chuvas no Centro-Sul e causar secas no Norte e Nordeste

 

O El Niño se intensificou no Ășltimo mĂȘs e tem 81% de chance de atingir a categoria “muito forte” entre outubro e dezembro de 2026, segundo estimativa publicada nesta quinta-feira (9/7) pela Administração Nacional OceĂąnica e AtmosfĂ©rica (NOAA), agĂȘncia climĂĄtica dos Estados Unidos. Segundo a NOAA, se a previsĂŁo se confirmar, esse pode ser o El Niño mais intenso desde 1950, ano em que começaram a ser feitas as mediçÔes. (veja grĂĄfico abaixo)

A agĂȘncia ressalta, no entanto, que mesmo em anos de El Niño mais intensos os impactos tĂ­picos do fenĂŽmeno nĂŁo ocorrem em todas as regiĂ”es esperadas, mas eventos mais fortes podem aumentar significativamente a probabilidade de ocorrĂȘncia dos efeitos esperados.

AlĂ©m disso, a previsĂŁo da NOAA indica que o El Niño persiste e deve se intensificar atĂ© o final do ano, com 97% de chance de seguir ativo atĂ© junho de 2027. No Brasil, o fenĂŽmeno tende a aumentar a incidĂȘncia de chuvas no Centro-Sul e causar secas no Norte e Nordeste.

GLOBO RURAL

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Paranå criou 734 mil vagas de emprego formais desde 2019 

Estado atingiu estoque recorde de 3,29 milhĂ”es de trabalhadores com carteira assinada e registrou taxa de desemprego de 3,5% no 1Âș trimestre 

 

O ParanĂĄ criou 734.289 vagas de emprego formais entre janeiro de 2019 e maio de 2026, de acordo com as estatĂ­sticas oficiais do MinistĂ©rio do Trabalho e Emprego (MTE). O resultado corresponde Ă  soma do saldo ajustado de 51.441 empregos, apurado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) entre janeiro e dezembro de 2019, com o saldo ajustado de 682.848 empregos, registrado pelo Novo Caged entre janeiro de 2020 e maio de 2026. A partir de janeiro de 2020, o MTE passou a divulgar as estatĂ­sticas de emprego formal por meio do Novo Caged, em substituição ao Caged tradicional. A nova metodologia passou a utilizar informaçÔes provenientes do eSocial, do Caged e do Empregador Web. Embora exista uma mudança metodolĂłgica entre as sĂ©ries, ambas representam os saldos oficiais para seus respectivos perĂ­odos. Somente entre janeiro e maio deste ano, foram criadas 60.400 vagas com carteira assinada no Estado, nĂșmero superior ao registrado no ano inteiro de 2019, enquanto estava em vigĂȘncia o antigo Caged. Quarto maior empregador do PaĂ­s nos primeiros cinco meses do ano, o ParanĂĄ respondeu por cerca de 8% de todas as vagas formais abertas no PaĂ­s entre janeiro e maio. O Estado manteve um nĂșmero expressivo no saldo de empregos em todos os anos, inclusive em 2020, com as restriçÔes causadas pela pandemia de Covid-19. Naquele ano, foram abertas 30.998 novas vagas no Estado, nĂșmero que saltou para 178.586 em 2021, melhor resultado para um ano no perĂ­odo. Desde entĂŁo, foram criados 118.329 postos de trabalho em 2022, 87.072 novas vagas em 2023, 127.260 em 2024 e 80.203 em 2025. Com os dados acumulados atĂ© maio de 2026, o ParanĂĄ chegou a um estoque de 3.291.074 de empregos, que Ă© o nĂșmero de todos os trabalhadores formais do Estado. Os nĂșmeros do Caged se refletem na taxa de desocupação, calculada pela Pesquisa Nacional por Amostra de DomicĂ­lios (Pnad) ContĂ­nua, do Instituto Brasileiro de Geografia e EstatĂ­stica (IBGE). O ParanĂĄ alcançou, no 1Âș trimestre de 2026, uma taxa de 3,5%, a menor da histĂłria para os trĂȘs primeiros meses do ano desde o inĂ­cio da sĂ©rie histĂłrica da pesquisa. O resultado do 1Âș trimestre de 2026 representa uma queda de 0,5 ponto percentual em relação ao mesmo perĂ­odo de 2025. A sĂ©rie histĂłrica da PNAD ContĂ­nua mostra que o ParanĂĄ saiu de uma taxa de 10,4% no 1Âș trimestre de 2017 para os atuais 3,5%, uma redução de 6,9 pontos percentuais em menos de uma dĂ©cada.

FOLHA DE LONDRINA 

 

ECONOMIA

 

DĂłlar acompanha exterior e cai ao menor valor em trĂȘs semanas

O dólar fechou a quinta-feira em baixa ante o real, alinhado ao recuo da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior, ainda que persistam as preocupaçÔes com a retomada das açÔes militares no Oriente Médio.

 

O dĂłlar Ă  vista encerrou a sessĂŁo com queda de 0,48%, aos R$5,1238. Esse Ă© o menor valor de fechamento em trĂȘs semanas, desde 17 de junho, quando atingiu R$5,1104. No ano, a moeda passou a acumular baixa de 6,65% ante o real. Às 17h02, o dĂłlar futuro para agosto -- atualmente o mais lĂ­quido no mercado brasileiro -- cedia 0,56% na B3, aos R$5,1520, com cerca de 167 mil contratos negociados atĂ© o momento. Apesar do feriado no Estado de SĂŁo Paulo, as negociaçÔes cambiais seguiram normalmente nesta quinta-feira, inclusive na B3, mas a liquidez foi afetada, conforme dois profissionais ouvidos pela Reuters. No exterior, apĂłs o presidente dos EUA, Donald Trump, declarar na vĂ©spera que o acordo provisĂłrio com o IrĂŁ “acabou”, as Forças Armadas norte-americanas lançaram novos ataques contra o paĂ­s. JĂĄ o IrĂŁ realizou ataques contra infraestruturas militares dos EUA em paĂ­ses vizinhos no Golfo PĂ©rsico nesta quinta-feira, enquanto enterrava seu lĂ­der supremo assassinado, o aiatolĂĄ Ali Khamenei, no santuĂĄrio mais sagrado do paĂ­s, em Mashhad. Apesar das tensĂ”es, o dĂłlar exibiu perdas nesta quinta-feira ante moedas fortes como o iene e o euro. AlĂ©m disso, cedeu ante divisas de paĂ­ses emergentes como o peso colombiano, o peso chileno e o rand sul-africano. No Brasil, o viĂ©s negativo para o dĂłlar se firmou entre o fim da manhĂŁ e o inĂ­cio da tarde, em uma sessĂŁo no geral favorĂĄvel aos ativos locais, com o Ibovespa em alta e as taxas dos DIs (DepĂłsitos Interfinanceiros) em queda. “Estamos acompanhando o enfraquecimento do dĂłlar lĂĄ fora, onde hĂĄ hoje apetite a risco”, comentou durante a tarde o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo.

REUTERS

 

Ibovespa fecha em alta com aval externo

O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira, orbitando os 173 mil pontos, apoiado pelo viés positivo no exterior e avanço de açÔes de bancos, enquanto Petrobras figurou na ponta negativa com o recuo do petróleo no mercado internacional.

 

Índice de referĂȘncia do mercado acionĂĄrio brasileiro, Ibovespa subiu 1,27%, a 172.828,31 pontos, de acordo com dados preliminares, vindo de trĂȘs quedas seguidas, perĂ­odo em que acumulou um declĂ­nio de quase 2%. Na mĂĄxima do dia, chegou a 172.932,89 pontos. Na mĂ­nima, marcou 170.652,87 pontos. O volume financeiro no pregĂŁo somava R$17,15 bilhĂ”es antes dos ajustes finais, em dia de feriado no Estado de SĂŁo Paulo pela Revolução Constitucionalista de 1932.

REUTERS

 

IGP-M cai 0,39%na primeira prévia de julho, informa FGV 

Na primeira prévia de junho, o indicador havia avançado 0,21%

 

O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) caiu 0,39%% na primeira prĂ©via de julho, segundo dados divulgados na quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). Na primeira prĂ©via de junho, o indicador havia avançado 0,21%. Entre os trĂȘs grupos que formam o IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que tem peso de 60% no indicador final, caiu 0,66%, ante alta de 0,09% na primeira prĂ©via do mĂȘs passado. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30% no IGP-M, oscilou para 0,01%, de elevação de 0,32% na primeira prĂ©via de junho. JĂĄ o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), que responde por 10% do IGP-M, teve alta de 0,69%, ante elevação de 0,77% na primeira prĂ©via de junho.

VALOR ECONÔMICO

 

Entrada de dólares no primeiro semestre é a maior desde 2018 Brasil reverte saldo bastante negativo de 2025 no fluxo com melhora financeira e comercial

 

Um ano após o fluxo cambial registrar a maior saída de dólares para um primeiro semestre em toda a série histórica do Banco Central (BC), iniciada em 1982, o cenårio se reverteu. O país anotou, em 2026, os melhores primeiros seis meses de um ano desde 2018. De acordo com dados publicados na quarta-feira, houve entrada líquida de US$ 17,78 bilhÔes

no paĂ­s atĂ© junho, resultado que, na Ășltima dĂ©cada, sĂł nĂŁo supera os US$ 22,5 bilhĂ”es registrados oito anos atrĂĄs. A melhora do fluxo cambial coincidiu com um perĂ­odo de apreciação do real, com o dĂłlar caindo do nĂ­vel de R$ 5,4887 no fim de 2025 para R$ 5,1485 na cotação do fechamento de ontem. Embora a taxa de cĂąmbio local seja majoritariamente definida pelo mercado de derivativos e sofra pouca influĂȘncia direta da entrada ou saĂ­da de dĂłlares “spot” (Ă  vista), hĂĄ a leitura de que um fluxo cambial positivo tende a dar mais sustentação Ă  moeda, jĂĄ que a dinĂąmica dos derivativos Ă© mais volĂĄtil. De acordo com os dados do BC, houve a saĂ­da lĂ­quida de US$ 16,12 bilhĂ”es pelo fluxo financeiro no primeiro semestre, mais do que compensada pela entrada de US$ 33,90 bilhĂ”es na conta comercial. AlĂ©m disso, as duas mĂ©tricas exibiram melhora relevante na comparação com o primeiro semestre de 2025, quando a conta financeira sofreu saĂ­da de US$ 39,71 bilhĂ”es e a comercial registrou entrada de US$ 25,37 bilhĂ”es. Assim, a melhora do fluxo cambial de um ano para cĂĄ pode ser explicada tanto pela conta financeira quanto pela comercial, “e em particular pelo ingresso de capital estrangeiro no paĂ­s, embora com alguma acomodação desde o inĂ­cio da guerra” no Oriente MĂ©dio, avalia a economista JĂșlia Marasca, do ItaĂș Unibanco. Segundo ela, as exportaçÔes jĂĄ rodam em nĂ­veis recordes desde o ano passado, o que denota uma melhora estrutural da balança comercial, principalmente por meio do aumento da produção de petrĂłleo. Nesse sentido, a melhora observada no cĂąmbio contratado pelo lado comercial em 2026 segue uma tendĂȘncia recente. “A guerra trouxe um efeito positivo em termos de preço, mas, por outro lado, parece ter contribuĂ­do para uma perda de volume possivelmente por uma demanda global menor, em especial da China. Com a normalização [do conflito geopolĂ­tico], devemos ver essa demanda crescer novamente”, afirma a economista. O bom desempenho do fluxo cambial pelo comĂ©rcio exterior ocorre mesmo diante de um nĂ­vel ainda “bastante elevado” de importaçÔes, em decorrĂȘncia de uma economia brasileira que segue resiliente, pondera Marasca. Houve tambĂ©m uma lacuna entre o cĂąmbio embarcado (dĂłlares no comĂ©rcio exterior) e o cĂąmbio contratado (recurso internalizado no paĂ­s) que se criou com a queda do dĂłlar a patamares prĂłximos ou abaixo de R$ 5 entre abril e maio. Isso fez com que parte desse fluxo nĂŁo fosse efetivado. “Mas, com o dĂłlar voltando a patamares de R$ 5,15 a R$ 5,20, espero que essa entrada maior de dĂłlares pelo canal comercial volte”, avalia. Para o economista Felipe Kotinda, do Santander, hĂĄ uma melhora notĂĄvel da parte comercial em relação ao ano passado, ao passo que o fluxo financeiro somente voltou Ă  mĂ©dia dos Ășltimos cinco anos apĂłs um 2025 bastante negativo. “Do lado da conta financeira, vemos que o investimento direto tem melhorado nos Ășltimos 12 meses. JĂĄ a parte de investimentos via portfĂłlios Ă© muito volĂĄtil, mas tambĂ©m estĂĄ melhor do que no ano passado”, diz Kotinda. Para ele, esse fluxo de investidores estrangeiros tem se concentrado mais na renda fixa do que na renda variĂĄvel. “NĂŁo Ă© algo que estĂĄ superbom, mas, sim, dentro da mĂ©dia recente”. Segundo ele, a grande histĂłria do fluxo cambial em 2026 Ă© a valorização dos preços de commodities.

VALOR ECONÔMICO

 

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