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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1140 DE 01 DE JULHO DE 2026

  • prcarne
  • há 5 horas
  • 15 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1141 | 01 de julho de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL  


Preço do boi gordo recua R$ 3/@ em São Paulo

Cotações do boi gordo sem padrão-exportação e do “boi-China” caíram para R$ 337/@ e R$ 342/@, respectivamente (valores brutos, no prazo), apurou a Scot Consultoria. No PARANÁ: Boi: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: oito dias. Boi China: PARANÁ: R$ 334,50/@ (à vista) e R$ 338,00/@ (prazo).

 

Na terça-feira (30/6), os preços do boi gordo sem padrão-exportação e do “boi-China” registraram queda de R$ 3/@ no mercado de São Paulo, fechando dia valendo R$ 337/@ e R$ 342/@, respectivamente (valores brutos, no prazo), apurou a Scot Consultoria. Segundo avaliação da Agrifatto, a maior oferta de animais terminados e a escalas de abate confortáveis – suficientes para atender entre nove e dez dias de abate – vem pressionando negativamente das cotações da arroba nas principais praças brasileiras. “O mercado perde sustentação de forma gradual, ampliando a preocupação dos pecuaristas”, afirma a consultoria. Outro fator que impede a reação dos preços é o fraco desempenho da demanda doméstica. “Apesar da queda das temperaturas em diversas regiões do país, condição que tradicionalmente favorece o consumo de carne bovina, o escoamento no varejo permanece aquém das expectativas”, observa a Agrifatto. No entanto, continua a consultoria, a expectativa do setor é de que a injeção de renda decorrente do pagamento dos salários, no início de julho, estimule o consumo interno, aumentando o giro no atacado e contribuindo para a sustentação dos preços da carne bovina. “Até que esse movimento se consolide, a tendência segue predominantemente baixista”, prevê a consultoria. No mercado futuro, a segunda-feira foi marcada por leves perdas nos contratos do boi gordo. O contrato com vencimento em junho/26 encerrou o pregão da B3 cotado a R$ 338,60/@, com recuo de 0,24% em relação ao fechamento anterior. Cotações do boi gordo, conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 34,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: nove dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 325,00. Boi China: R$ 325,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: dez dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 335,00. Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: nove dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 335,00.

Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: oito dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 325,00. Boi China/Europa: R$ 325,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: nove dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: oito dias. PARÁ:

Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: oito dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00.

Escalas: nove dias. MARANHÃO: Boi: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: oito dias. Preços brutos do “boi-China” na quinta-feira (25/6), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 338,50/@ (à vista) e R$ 342,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 321,50/@ (à vista) e R$ 325,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 336,50/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 341,50/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 326,50/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 341,50/@ (à vista) R$ 345,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 336,50/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 331,50/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo).

ESPÍRITO SANTO: R$ 316,50/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 328,50/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/PORTALDBO/AGRIFATTO


SUÍNOS

 

Lar Cooperativa celebra investimentos de R$ 50,5 milhões em Serranópolis do Iguaçu

Aportes modernizam recepção de grãos e transformam unidade produtora, que vai elevar produção para 256 mil leitões por ano.

 

A Lar Cooperativa entregou oficialmente as obras de revitalização e ampliação estratégica de importantes unidades em Serranópolis do Iguaçu (PR). O marco foi celebrado na manhã do último sábado (27) em um evento simbólico que reuniu lideranças, funcionários e a família associada. Com um investimento de R$ 50,5 milhões, essas melhorias estruturais vão transformar o atendimento, o fluxo operacional e a produtividade da suinocultura regional.

Os investimentos foram divididos em três grandes frentes. “Estamos celebrando a entrega da ampliação e revitalização da Unidade de Atendimento ao Produtor, a transformação da UPL (Unidade Produtora de Leitões) para UPD (Unidade Produtora de Desmamados), com ampliação para 8 mil matrizes, além da modernização do fluxo e sistema de secagem de grãos. Este último inclui um novo secador, silo pulmão, queimador a cavaco, máquinas de limpeza e melhorias estruturais na unidade operacional”, afirmou o diretor-presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues. Com esse pacote de investimentos, a Lar Cooperativa direciona atenção para atualizar pontos estratégicos da sua estrutura no município. “É importante ressaltar que não são locais antigos, mas estruturas construídas nos últimos 20 anos que agora recebem esses investimentos para melhorar ainda mais o atendimento ao associado e o ambiente de trabalho dos funcionários”, acrescentou Irineo da Costa Rodrigues. Com um investimento de R$ 2,5 milhões, a Unidade de Atendimento ao Produtor de Serranópolis do Iguaçu (PR) passou por uma completa reforma e ampliação. A iniciativa visa oferecer mais conforto, agilidade e um ambiente totalmente revitalizado para estreitar o relacionamento e a assistência aos produtores rurais. A unidade operacional recebeu investimentos na ordem de R$ 20 milhões, totalmente focados em tecnologia e eficiência para a recepção das safras. Com a instalação de um novo silo de 15.000 toneladas, a capacidade estática da unidade foi expandida de 24.340 para 39.340 toneladas, representando um aumento expressivo superior a 60% no potencial de armazenagem. Além disso, o sistema de secagem ganhou um salto significativo de potência com a substituição do secador antigo por um novo sistema de 200 t/h, fazendo com que a capacidade total da unidade dobrasse, passando de 160 t/h para 320 t/h. Buscando ainda mais agilidade e eficiência nos processos de limpeza, secagem e armazenagem, a Lar Cooperativa implantou um silo pulmão de 1.300 toneladas, um silo de resíduos de 450 toneladas e um queimador a cavaco 100% automatizado. Todo o fluxo operacional de caminhões também foi aprimorado através da instalação de máquinas de limpeza mecanizadas de 240 t/h, da adequação do pátio com pavimentação asfáltica para melhor tráfego e de uma reestruturação elétrica completa, garantindo um recebimento de safra muito mais rápido e organizado.

O maior aporte financeiro do pacote, no valor de R$ 28 milhões, foi destinado à transformação da UPL em uma UPD. Com foco estratégico, a unidade deixará de operar o setor de creche para focar exclusivamente nas fases de Gestação e Maternidade. Com a readequação, a capacidade saltará das atuais 5 mil matrizes para 8 mil matrizes em produção. A mudança altera o perfil do produto e a unidade passará a entregar leitões desmamados de 7kg, em vez dos antigos animais de 24kg da creche. Na prática, o aumento de matrizes fará a produtividade da Lar saltar de 160.000 para 256.000 leitões por ano. Para suportar esse crescimento, serão construídos dois barracões de recria para as futuras matrizes e a maternidade ganhará o acréscimo de 900 celas, entre ampliações e um novo barracão. O projeto completo desta transição tem prazo final de execução previsto para 2027 e deve gerar cerca de 10 novos postos de trabalho diretos na unidade.

ASSESSORIA LAR COOPERATIVA

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Paraná reforça liderança na avicultura com novos investimentos de R$ 475 milhões da Seara

Empresa quer tornar o Estado autossuficiente em toda a cadeia de produção de frangos, da genética ao abate, enquanto reúne 2 mil produtores para discutir tecnologia e produtividade.

 

Paraná, líder nacional na produção e exportação de carne de frango, deve ampliar ainda mais seu protagonismo na avicultura. Durante a primeira edição da Feira Aves Seara, realizada na sexta-feira (26), em Arapongas, a empresa reafirmou investimentos de R$ 475 milhões no Estado, incluindo a implantação de uma granja de genética em Cerro Azul e recursos para financiar a construção e modernização de aviários. O evento reuniu cerca de 2 mil produtores integrados de frangos de corte e matrizes do Paraná e de Mato Grosso do Sul, além de especialistas, fornecedores de tecnologia e representantes do setor. Segundo dados apresentados durante a feira, o Paraná responde por 34% da produção nacional e 36% das exportações brasileiras de carne de frango. Em 2025, o Estado registrou um recorde de 2,29 bilhões de aves abatidas. “Empresas como a Seara e a JBS, além das nossas cooperativas, fazem com que o Paraná seja o maior produtor de carne de frango do País, respondendo por mais de um terço de todo o volume nacional”, afirmou o governador em exercício, Darci Piana, ressaltando: “Mais de 180 países compram a nossa produção. Feiras como esta ajudam o produtor a melhorar a qualidade e aumentar a capacidade de produção, podendo conquistar novos mercados.” Um dos principais projetos da Seara é a construção de uma granja de genética em Cerro Azul, na Região Metropolitana. de Curitiba, com investimento de R$ 175 milhões. A unidade será responsável pela produção de matrizes e integra a estratégia da empresa de concentrar no Paraná todas as etapas da cadeia produtiva. “O Paraná é muito importante para nós. Estamos fazendo um investimento relevante para trazer o topo da cadeia de aves para cá, com a construção de uma granja de genética. Com isso, faremos do Estado um cluster autossuficiente, desde a avó, a matriz e o frango”, afirmou o diretor-executivo de Agropecuária da Seara, José Antonio Ribas Júnior. Os outros R$ 300 milhões anunciados pela companhia serão destinados ao FIDC Paraná II, fundo estruturado em parceria com a Fomento Paraná para financiar investimentos em aviários de frangos de corte e matrizes. Desse montante, R$ 240 milhões serão aportados pela Seara e R$ 60 milhões pela instituição estadual. Além dos anúncios, a Feira Aves Seara promoveu painéis técnicos e uma exposição com mais de 40 empresas fornecedoras de equipamentos, genética, nutrição, bem-estar animal e outras tecnologias voltadas à produção avícola. O objetivo foi apresentar soluções para aumentar a eficiência das granjas e ampliar a competitividade da cadeia produtiva.

ASSESSORIA SEARA

 

Plano Safra Empresarial terá R$ 525,1 bilhões e queda de juros

Recursos aumentaram apenas 2% em relação à temporada anterior; haverá um corte de juros de até 1,5 ponto percentual nas linhas de custeio e investimentos. Cerimônia aconteceu na manhã da terça-feira, em Brasília

 

O Plano Safra da Agricultura Empresarial 2026/27 terá R$ 525,1 bilhões em crédito rural e títulos do agronegócio para médios e grandes produtores, 2% a mais que os R$ 516,2 bilhões anunciados para a temporada anterior, que termina nesta terça-feira (30/6), com incremento nominal de R$ 8,9 bilhões. As informações foram confirmadas à reportagem por fonte do Ministério da Agricultura. Os detalhes foram divulgados em cerimônia no Palácio do Planalto.

Apesar do aumento de recursos e da queda nos juros, as condições não atenderam ao pedido inicial feito pelo Ministério da Agricultura, que queria R$ 570 bilhões em oferta total de recursos e taxas de um dígito para todos os agricultores. Recentemente, secretários da Pasta falaram em conseguir R$ 550 bilhões. Serão R$ 384,9 bilhões para as operações de custeio e comercialização (queda de 7%) R$ 140,2 bilhões para investimentos (alta de 38%). O Pronamp terá R$ 72,6 bilhões com juros controlados ante R$ 69,1 bilhões no ciclo anterior. Demais produtores terão R$ 452,5 bilhões no total, a maior parte a juros livres. “Esse Plano Safra não cresce só em volume, ele melhora as taxas de financiamento. É uma redução de 10% [nas taxas] significativamente maior do que a própria redução da taxa Selic no mesmo tempo [de 15% para 14,25% ao ano]”, disse o ministro da Agricultura, André de Paula, que lançou o Plano Safra 2026/27 ao lado do presidente em exercício, Geraldo Alckmin. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não participou da cerimônia. A linha de custeio dos grandes produtores cairá de 14% para 12,5% ao ano. Já os médios produtores terão alíquota de 9% ante 10% em 2025/26 no Pronamp. As linhas do RenovAgro (Programa de Financiamento a Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis) e do Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para grandes unidades, acima de 6 mil toneladas, terão juros de 9,5% ao ano. O corte foi de 0,5 ponto percentual em relação ao índice da safra 2025/26. Já o PCA destinado ao financiamento de armazéns para até 6 mil toneladas terá os menores juros da agricultura empresarial: 8% ao ano ante 8,5% na safra anterior. No geral, o montante de recursos destinados para a armazenagem vai cair 28%, de R$ 8,2 bilhões para R$ 5,9 bilhões.

Para o RenovAgro Ambiental (voltado para a regularização ambiental, recuperação de áreas degradadas e preservação das propriedades rurais) e o RenovAgro para recuperação e conversão de áreas degradadas terão os juros mantidos em 8,5% ao ano na safra 2026/27.

Com desempenho aquém do esperado nos últimos anos, o Moderfrota, principal programa para aquisição de máquinas e implementos agrícolas, terá menos da metade dos recursos disponibilizados na safra 2025/26. O montante cairá 54%, de R$ 12,5 bilhões para R$ 5,8 bilhões. Os juros foram ajustados para baixo. Grandes produtores pagarão 12,5% e médios, 11,5%. Na temporada anterior as taxas eram de 13,5% e 12,5%, respectivamente. Inovagro, Proirriga e investimento empresarial terão juros de 11,5% ante 12,5% ao ano em 2025/26. Prodecoop e Procap-Agro, destinados a cooperativas, também tiveram o corte mais acentuado, de 1,5 p.p, e ficaram com taxas de 12% ao ano ante 13,5% na temporada anterior.

Os recursos a juros controlados sem equalização são de livre negociação das taxas de juros, carência e limites de financiamento. Dos R$ 525,1 bilhões que serão anunciados para a agricultura empresarial, R$ 194 bilhões serão de financiamentos feitos por meio de Cédulas de Produto Rural (CPRs), emprestadas a juros livres, com recursos do direcionamento das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e poupança rural. As CPRs títulos não eram incluídas no cômputo do Plano Safra até o início deste governo. Desde o ano passado, o Executivo passou a defender que há apoio federal na emissão das LCAs, com a desoneração do imposto de renda para os investidores, e que, por isso, deve incluir esses recursos como fonte oficial do crédito rural, mesmo que emprestados a juros livres. Na semana passada, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma resolução que oficializou a medida. O Plano Safra 26/27 também terá R$ 331,1 bilhões em linhas tradicionais de crédito rural e outros programas, como o Move Agrícola (máquinas) e o Ecoinvest (recuperação de pastagens), que foram incluídos para inflar o número final. Mesmo assim, o valor ficou abaixo do pedido feito pelo setor produtivo. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) havia solicitado ao governo R$ 518,2 bilhões para médios e grandes produtores apenas pelas linhas tradicionais, sem contabilizar os títulos e outras fontes. Lideranças criticam a inclusão de outros recursos no Plano Safra. O montante de recursos equalizados, que contam com a subvenção direta do Tesouro Nacional nos juros, disponível para médios e grandes produtores na safra 2026/27 será de R$ 97 bilhões, confirmou a fonte. O valor representa uma queda em relação aos R$ 113,7 bilhões com recursos equalizados disponibilizados ao público no início da safra 2025/26. Ao longo da temporada, com remanejamentos feitos entre linhas e instituições financeiras, o montante caiu para R$ 91,3 bilhões. Apesar do aperto orçamentário, o governo federal aumentou a previsão de gastos para a subvenção do Plano Safra. Na área empresarial, o custo será 41% maior, saltando de R$ 3,9 bilhões na temporada 2025/26 para R$ 5,5 bilhões agora. Essa é a verba aplicada pelo Tesouro Nacional ao longo de vários anos para equalizar a diferença entre o custo que os bancos têm para captar os recursos mais o spread e a taxa final cobrada dos agricultores que tomam os empréstimos.

VALOR ECONÔMICO

 

ECONOMIA

 

Dólar fecha com leve queda em dia de disputa pela Ptax

O dólar fechou a terça-feira com leve variação negativa ante o real, em um dia marcado pela disputa dos investidores pela formação da Ptax de fim de mês e pelos sinais mistos da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes no exterior.

 

O dólar à vista encerrou a sessão com queda de 0,19%, aos R$5,1626. No mês de junho, a moeda acumulou alta de 2,32% ante o real e, no ano, passou a ceder 5,95%. Às 17h06, o dólar futuro para agosto -- que se tornou o mais líquido do mercado brasileiro -- cedia 0,23% na B3, aos R$5,2050. Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa).

Em função da disputa, é comum haver maior volatilidade na primeira metade da sessão, em especial nos horários próximos às janelas de coleta de valores pelo BC, às 10h, 11h, 12h e 13h.

A determinação da Ptax é especialmente importante nos finais de trimestre -- como visto nesta terça-feira -- porque a taxa também serve de referência para conversão de valores em moeda estrangeira nos balanços e demonstrações financeiras de muitas empresas no Brasil.

Definida a Ptax no início da tarde (R$5,1760 na compra e R$5,1766 na venda), o dólar passou a oscilar sem influências técnicas, mantendo-se perto da estabilidade, na ausência de novos gatilhos de operação. No exterior, o dólar sustentou ganhos pela manhã ante moedas fortes como o euro, a libra e o iene, mas durante a tarde a moeda norte-americana já havia perdido boa parte da força. O dólar também perdeu fôlego de mais cedo ante divisas de países emergentes e no fim da tarde tinha sinais mistos, caindo ante o peso colombiano e o rand sul-africano, mas subindo ante o peso chileno e a rupia indiana. Como pano de fundo das negociações com moedas nesta terça-feira estavam as movimentações diplomáticas de Estados Unidos e Irã, que tentam sustentar uma trégua ainda frágil no Oriente Médio. Equipes de negociação dos dois países deveriam chegar a Doha nesta semana, mas o Irã informou na segunda-feira que nenhuma reunião entre as partes havia sido agendada. Além disso, pela manhã, o Departamento do Trabalho dos EUA informou que as vagas de emprego em aberto no país -- um indicador da demanda por mão de obra -- aumentaram em 9.000, chegando a 7,594 milhões no último dia de maio, conforme o relatório Jolts. Na quinta-feira sai o relatório de empregos payroll dos EUA referente a junho.

REUTERS

 

Ibovespa fecha em queda e acumula quarto mês seguido no negativo

O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira, confirmando mais um desempenho mensal negativo, mas se afastou da mínima do dia, registrada após dados sobre o mercado de trabalho no Brasil mais fracos do que o esperado. 

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,68%, a 172.029,52 pontos, acumulando um declínio de 1,01% em junho, de acordo com dados preliminares. No segundo trimestre, a perda alcançou 8,23%, reduzindo a alta no ano para 6,77%. Na mínima do dia, o Ibovespa recuou a 170.538,48 pontos. Na máxima, marcou 173.204,72 pontos. O volume financeiro nesta sessão somava R$17,76 bilhões antes dos ajustes finais.

REUTERS

 

Tesouro vê dívida bruta do Brasil em alta até 2029 e posterior recuo até 83,1% do PIB em 2036

O Tesouro Nacional projeta que a dívida bruta do governo geral fechará este ano em 83,5% do Produto Interno Bruto e seguirá em trajetória de alta até 2029, quando chegará a 87,9%, segundo relatório divulgado na terça-feira.

 

A partir de 2030, segundo o Tesouro, a relação dívida PIB passará a cair de forma contínua, encerrando 2036, fim do horizonte de projeções, em 83,1% -- patamar ainda superior aos 78,6% registrados no ano passado. A alta da dívida esperada para este ano "se explica, principalmente, pelo nível dos juros nominais, que seguem pressionando a dívida nos anos seguintes", disse o Tesouro no documento.

REUTERS

 

Brasil abre 72,9 mil vagas formais em maio, em pior resultado no mês desde 2020

Geração de empregos bate recorte negativo e registra desaceleração pelo segundo mês seguido

 

Economia brasileira teve 2,2 milhões de contratações e 2,1 milhões de demissões em maio

O Brasil abriu 72,9 mil vagas de trabalho formal em maio, de acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. É o segundo mês seguido que a geração de empregos bate recorde negativo, com o pior resultado para maio desde 2020, ano da pandemia.

Em abril, foram geradas 85 mil vagas, também pior resultado em seis anos. A economia brasileira teve 2,2 milhões de contratações e 2,1 milhões de demissões em maio. No acumulado de janeiro até agora, o saldo é de 767 mil empregos formais também o pior resultado desde a pandemia. No mesmo período do ano passado, o saldo foi de 1 milhão.

Já no acumulado dos últimos doze meses, o saldo foi positivo, com mais 973 mil, um aumento de 2,1% no período. Segundo Luiz Marinho, ministro do Trabalho, a queda no número de empregos neste mês é resultado do impacto da alta dos juros, para além dos efeitos da guerra no Irã. Hoje, a Selic está em 14,25% ao ano. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, tem sido alvo de críticas entre os governistas pela taxa elevada. "Não sei o que acontece com o Banco Central. A política monetária do jeito que está tem gerado efeito muito negativo no mercado de trabalho. Também há um efeito guerra, que criou transtorno no mercado global e tem consequências para o Brasil. O ritmo poderia ser muito superior ao que estamos rodando." Todos os cinco principais agrupamentos da economia tiveram saldo positivo no mês de maio. O setor com maior número absoluto de novas vagas foi o de serviços, com mais 45 mil novos postos formais, seguido pelo setor de construção, com mais 12 mil. O resultado positivo para o setor de comércio foi ínfimo, com apenas 40 vagas criadas.

No setor de serviços, com melhor resultado, houve alta no segmento de saúde e serviços sociais, seguido pelo de atividades administrativas, que teve aumento de 11 mil.

A agropecuária, que vinha registrando saldo negativo, teve uma alta no mês de maio, impulsionada pela geração de emprego no cultivo de café (com mais 17,6 mil vagas), de laranja (com mais 2.458) e cana-de-açúcar (com 828). Na indústria, o resultado foi de mais 4.974 postos formais de trabalho, puxado pela alta na fabricação de veículos, de produtos derivados do petróleo e no de alimentação. Já no comércio, em que a alta foi menor, houve um crescimento no comércio e reparação de automotores. Por estado, as maiores altas foram no Espírito Santo, onde houve aumento de 1% no total de empregos formais, seguido por Acre e Piauí com 0,7% e 0,5%, respectivamente. Já os piores desempenhos foram para Tocantins, com uma queda 0,32%, seguido pelo Rio Grande do Sul, com menos 0,2%, e Goiás, com menos 0,17%.

FOLHA DE SP

 

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