CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1102 DE 07 DE MAIO DE 2026
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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1102 | 07 de maio de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Preço do “boi-China” recua R$ 2/@, para R$ 360/@, aponta a Scot
Na quarta-feira (6/5), a Scot Consultoria identificou queda de R$ 2/@ no preço do “boi-China” negociado no interior paulista, agora cotado em R$ 360/@, no prazo (valor bruto). No PARANÁ: Boi: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: sete dias. Boi China: PARANÁ: R$ 351,00/@ (à vista) e R$ 355,00/@ (prazo)
Por sua vez, o preço do boi gordo sem padrão-exportação continua valendo R$ 355/@ na praça paulista, enquanto a vaca e a novilha gordas são vendidas por R$ 328/@ e R$ 340/@, respectivamente, no prazo, acrescentou a Scot. “Os frigoríficos com escalas de abate com mais dias reduziram a necessidade de compras imediatas e aumentaram a pressão sobre as cotações”, afirma a Scot, acrescentando que as indústrias de menor porte, que atuam no mercado spot, já têm encontrado menos resistência nas negociações. Na visão dos analistas da Agrifatto, o mercado brasileiro do boi gordo iniciou maio com baixa liquidez e forte cautela entre compradores e vendedores, em um ambiente de negociações mais travadas nas principais praças pecuárias. Segundo a consultoria, apesar da postura mais estratégica da indústria, que alonga as compras e pressiona a arroba, a realidade no campo segue outra:
“Boiada acabada, com padrão adequado e entrega imediata continuam valorizados, sobretudo quando há necessidade de compor escalas no curto prazo”, observou a Agrifatto. Do lado do produtor, continua a consultoria, a leitura é de que ainda existe demanda ativa e espaço para valores acima da média em lotes específicos. No mercado futuro do boi gordo, os contratos negociados na B3 fecharam a terça-feira (6/5) em baixa. O destaque ficou para o contrato com vencimento em julho/26, que terminou o pregão cotado a R$ 336,10/@, com queda de 1,29% em relação ao dia anterior. Cotações do boi gordo da quarta-feira (6/5), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 355,00. Boi China: R$ 365,00. Média: R$ 360,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: nove dias. MINAS GERAIS:Boi comum: R$ 335,00. Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: nove dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: sete dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 360,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 335,00. Boi China/Europa: R$ 335,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: nove dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: sete dias. PARÁ: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: sete dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: dez dias. MARANHÃO: Boi: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: sete dias. Preços brutos do “boi-China” na quarta-feira (6/5), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 356,00/@ (à vista) e R$ 360,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 331,50/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$356,00/@ (à vista) e R$ 360,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 340,50/@ (à vista) e R$ 344,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 351,00/@ (à vista) R$ 355,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 348,00/@ (à vista) e R$ 352,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 326,50/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 316,50/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO/SAFRAS
Mercado do boi gordo opera em ritmo lento e registra quedas pontuais na arroba
Indicador Cepea do boi gordo fechou a terça-feira em queda em São Paulo, enquanto mercado de reposição continua firme
O mercado físico do boi gordo voltou a registrar maior movimentação na terça-feira (5), com frigoríficos retomando as negociações após parte das indústrias ficar fora das compras no início da semana. Apesar disso, o ritmo dos negócios ainda segue lento e marcado por lotes pequenos, segundo análise do Cepea. De acordo com o levantamento, os frigoríficos que estiveram ativos mantiveram os preços ofertados ou reduziram as propostas de compra. O predomínio continua sendo de vendas pontuais para geração de caixa no curto prazo. As escalas de abate seguem entre sete e dez dias na maior parte das regiões monitoradas, embora algumas praças apresentem programações mais alongadas. Queda pontual em Mato Grosso e Goiás Em diversas regiões, os preços permaneceram estáveis, como em Cassilândia e Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, além de Colíder, em Mato Grosso, e Rio Verde, em Goiás. Já em Rondonópolis (MT), houve queda pontual de R$ 5 na arroba, com negociações entre R$ 345 e R$ 355 para o boi gordo. Em Goiânia (GO), a arroba também recuou R$ 5, com negócios ocorrendo entre R$ 330 e R$ 335. Segundo o Cepea, em Goiás parte das indústrias já se afastou das compras devido à melhora da oferta de animais e ao alongamento das escalas, que variam entre sete e 14 dias. No Mato Grosso do Sul, alguns negócios foram fechados em valores menores, mas grande parte do mercado segue sustentando os preços. Na média, a arroba tem sido negociada entre R$ 340 e R$ 345. Em São Paulo, o mercado continua em ritmo lento. O Indicador do boi gordo Cepea fechou a terça-feira cotado a R$ 353,80 por arroba, com queda diária de 0,11%. Apesar da pressão sobre os preços do boi gordo, o mercado de reposição segue firme. O Indicador Cepea do bezerro em Mato Grosso do Sul registrou média à vista de R$ 3.419,59, alta de 0,32% no acumulado do mês.
CEPEA
Carcaça bovina de MT atinge preço recorde em abril/26, cotada em R$ 25,34/kg
Valor da proteína no atacado mato-grossense registrou avanço de 4,16% sobre março/26 e um aumento de 13,13% em relação à cotação de abril/25, informou o Imea
Em abril/26, a carcaça casada bovina negociada no atacado de Mato Grosso atingiu o maior valor da série histórica, cotada em média a R$ 25,34/kg, um avanço de 4,16% frente ao mês anterior e aumento de 13,13% em relação ao preço de abril/25, informa o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). Com isso, no comparativo entre abril/26 e abril/25, a carcaça no atacado registrou alongamento de 2,71 pontos percentuais em relação ao preço do boi gordo mato-grossense, acrescenta o instituto. Escalas: Na última semana, de acordo com dados levantados pelo Imea, as escalas de abate dos frigoríficos de Mato Grosso alongaram 2,57% em relação à semana anterior, ficando na média de 10,39 dias, em razão do aumento na oferta de animais terminados. Fêmeas: Por sua vez, no mesmo comparativo, o preço da vaca gorda recuou 0,52%, fechando em R$ 324,75/@, na média semanal, enquanto a cotação da novilha apresentou baixa semanal de 4,56%, ficando cotada a R$ 11,53/kg, em média. Machos: No comparativo semanal, o preço do bezerro de 7 arrobas recuou 11,31% em MT, para R$ 14,96/kg, em média, enquanto o boi magro registrou aumento de 1%, fechando a semanal em R$ 13,29/kg, em média.
IMEA
Lucro com gado confinado no Brasil teve alta de 28,85% em 2025
Resultado reflete cenário de custos sob controle e alta da arroba do boi, diz Cargill. Levantamento analisou 217 confinamentos em todo o país
O lucro médio por animal confinado no Brasil em 2025 ficou em R$ 869, aumento de 28,85% em relação aos R$ 674,4 por cabeça registrado no ano anterior, segundo levantamento feito pela Cargill junto a 217 confinamentos do país. Ao todo, a amostra soma mais de 2,7 milhões de cabeças de gado, o que representa cerca de 27% do total do rebanho bovino nacional mantido em sistema de confinamento. O resultado, segundo os executivos da companhia, reflete um cenário de custos sob controle, com preços de grãos como milho e soja em queda na comparação com 2024, e de preços da arroba em alta diante de exportações recordes e consumo interno aquecido no último ano. “O ano passado foi um ano muito bom economicamente. O preço da arroba veio bom boa parte do ano, o pecuarista conseguiu fazer uma dieta barata e conseguiu atingir números como esse”, destaca o gerente de tecnologia para gado de corte da Cargill Nutrição e Saúde Animal, Felipe Bortolotto. A pesquisa também questionou as expectativas do pecuarista com a operação em 2026 e para 70,2% deles, este ano será melhor quando comparado a 2025. Para outros 21,5%, o cenário é estável e para 6,3% deverá ser pior. Cerca de 2% não souberam opinar. Em relação às principais oportunidades para este ano, 62,86% citaram o valor de venda dos animais e outros 52,38% citaram o custo dos insumos. Os produtores podiam citar mais de um item do questionário, que incluía ainda gestão de risco na comercialização do gado, citado por 50,95%, e o custo de reposição, citado por 14,29% dos produtores. Realizado desde 2016, inicialmente com 11 confinamentos e 111 mil animais, o levantamento foi criado pela Cargill com a finalidade de ser uma base comparativa para o mercado como um todo. Os pecuaristas que participam do questionário e cedem os dados da fazenda o fazem de forma anônima e, em troca, contam com apoio técnico da companhia. Ao longo de dez anos, o Benchmarking Confinamento Probeef analisou dados de 11,8 milhões de animais em mais de 300 confinamentos diferentes, reunindo e comparando dados de gestão pecuária de confinamentos do Centro-Oeste e do Sudeste do país, além de propriedades da Bolívia e do Paraguai. Dentre as principais tendências capturadas pelo levantamento ao longo dos anos, gerente de tecnologia para gado de corte da Cargill Nutrição e Saúde Animal, destaque para a maior conversão alimentar dos animais, com redução de 9,4 quilos de matéria seca por arroba produzida desde 2016, e aumento do ganho de peso médio diário, de 0,0098 quilo por dia ao ano. Outro dado ressaltado pelo executivo foi o a redução do peso de entrada dos animais no confinamento ao longo da última década, de 1,2 quilo ao ano em média, e o aumento de dias no cocho, de 1,09 dia ao ano em média. Ao todo, os animais confinados no Brasil em 2025 entraram no regime de confinamento com 12,54 arrobas e ficaram 112 dias no cocho. “A gente pode afirmar que a tendência futura no Brasil é o animal entrar cada vez mais leve e ficar cada vez mais tempo no cocho. Esses 112 dias vão virar 120, 130, 150”, afirma Bortolotto ao comparar a média nacional a dos EUA, onde os animais ficam de 180 a 200 dias no cocho. “Já teve bastante país que passou por isso que a gente está passando. O rebanho não vai continuar crescendo e a gente vai ter que extrair mais leite da mesma vaca, ou mais carne no mesmo boi. E para isso acontecer o boi vai ficar mais tempo no cocho”, completa o gerente de tecnologia para gado de corte da Cargill Nutrição e Saúde Animal.
GLOBO RURAL
SUÍNOS
Suínos/Cepea: Proximidade do Dia das Mães movimenta o mercado
A procura pela carne suína, sobretudo por cortes como lombo e costela, aumentou com a proximidade do Dia das Mães, elevando as cotações na semana. De acordo com agentes de mercado consultados pelo Cepea, além da proximidade da data comemorativa, o período de início de mês também elevou a demanda. Já os preços do animal vivo ficaram estáveis nos últimos dias, interrompendo a sequência de baixas verificada ao longo do mês. Pesquisadores do Cepea apontam que também houve aumento na demanda nos últimos dias, inclusive por carregamentos extras, mas esse cenário não se traduziu em reação de preços. Para as próximas semanas, o Centro de Pesquisas indica que os valores do animal vivo podem se manter estáveis ou até registrar alta, devido justamente ao recente aquecimento na demanda pelos cortes.
CEPEA
Região Sul responde por quase 75% do abate de suínos no Brasil em 2025
Com um volume total de 48,5 milhões de cabeças, Santa Catarina lidera o ranking nacional, enquanto o Centro-Oeste reforça sua posição como nova fronteira produtiva do setor.
O desempenho da suinocultura brasileira em 2025 consolidou o avanço da atividade e reforçou a liderança da Região Sul no processamento de proteína animal. Dados do Relatório Anual da ABPA indicam que o país encerrou o ano com 48,5 milhões de suínos abatidos sob o Serviço de Inspeção Federal (SIF), mantendo o Brasil entre os principais produtores globais.
Os números evidenciam forte concentração regional. Santa Catarina permaneceu na liderança nacional, respondendo por 32,3% do total abatido, com 15,6 milhões de cabeças. O resultado reflete a consolidação do modelo de integração e o reconhecimento sanitário do estado no mercado internacional. Na sequência, Paraná e Rio Grande do Sul mantiveram a força da região. O Paraná registrou o abate de 10,2 milhões de animais, equivalente a 21,03% da produção nacional, enquanto o Rio Grande do Sul somou 9,7 milhões de cabeças, com participação de 20,08%. Juntos, os três estados do Sul concentraram cerca de 74% do volume total, reforçando a predominância regional na cadeia. Fora desse eixo, o Centro-Oeste segue ampliando participação e se firmando como nova fronteira de crescimento. Mato Grosso contabilizou 2,7 milhões de cabeças abatidas, representando 5,58% do mercado, impulsionado pela disponibilidade de grãos. Mato Grosso do Sul superou esse volume, com 3,2 milhões de animais e participação de 6,64%, enquanto Goiás respondeu por 1,6 milhão de cabeças, equivalente a 3,17%. No Sudeste, Minas Gerais manteve posição de destaque, com 3,9 milhões de suínos abatidos (8,06%), bem à frente de São Paulo, que encerrou o período com 1,4 milhão de cabeças (2,89%). Em outras regiões, estados como Distrito Federal e Acre, embora com menor representatividade, contribuem para a distribuição da produção em mercados locais e nichos específicos. De acordo com analistas, o resultado de 2025 foi sustentado pela estabilidade nos custos de produção e pela demanda externa aquecida. Para os próximos anos, o setor deve concentrar esforços na ampliação de mercados e na manutenção dos padrões sanitários, considerados decisivos para a competitividade da suinocultura brasileira.
O PRESENTE RURAL
EMPRESAS
Lucro líquido da Minerva teve queda de 53%no primeiro trimestre
Ebitda teve alta de 16,2% no período, para R$ 1,118 bilhão; exportações foram responsáveis por 55% da receita da companhia
A maior exportadora de carne bovina in natura da América do Sul, registrou lucro líquido de R$ 87,3 milhões no primeiro trimestre deste ano, 52,8% menor do que no mesmo período de 2025, segundo o balanço financeiro divulgado na quarta-feira. “O que explica isso é o resultado financeiro, pois no ano passado tivemos um resultado positivo de hedge [derivativo] e neste ano tivemos um resultado negativo, porque o real se apreciou muito [em relação ao dólar) no período”, disse a jornalistas o diretor de finanças e relações com investidores, Edison Ticle. Ainda que o lucro tenha caído, a companhia registrou alta de 16,2% do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) no primeiro trimestre, na comparação anual, para R$ 1,118 bilhão. A receita líquida cresceu 19,8%, para R$ 13,409 bilhões. As exportações continuaram sendo a principal fonte de receita da Minerva nos três primeiros meses do ano, 55% do total, com forte impulso de China e Estados Unidos —que seguem enfrentando acentuada escassez de gado para abate —, responsáveis, respectivamente, por 24% e 18% da receita de exportação. Mesmo com a cota anual de 1,1 milhão de toneladas de carne bovina sem tarifa adicional imposta pela China ao Brasil — abaixo das cerca de 1,7 milhão de toneladas exportadas aos chineses no ano passado —, a prevê enviar ao país asiático neste ano o mesmo volume do ano passado, porém de origens diferentes, segundo Ticle. As unidades da empresa no Brasil devem embarcar menor volume do que no ano passado à China, cedendo espaço para Argentina, Uruguai e Colômbia. “A Minerva continuará exportando os mesmos volumes, o que vai mudar é a origem, vamos usar nossa diversificação geográfica”, afirmou Ticle. Parte da quantia que potencialmente deixará de ser enviada à China será direcionada ao mercado doméstico, influenciando os preços da carne, disse na entrevista o diretor-presidente da companhia, Fernando Galletti de Queiroz. “O que vemos é que até pelas plantas que são aprovadas [para exportar para a] China, haverá uma possível pressão maior no mercado interno brasileiro, ou seja, uma pressão de venda, de volume, que deve se traduzir em preço”, acrescentou. A Minerva já vem lidando com a menor disponibilidade de gado bovino para abate no Brasil e a alta dos preços do boi, fatores que influenciaram os resultados do primeiro trimestre. A recente alta de 10% a 15%, em média, da arroba do boi, já era esperada para o ano e se refletiu em uma margem bruta de lucro de 17,1% no primeiro trimestre, 1,4 ponto porcentual menor do que um ano antes, segundo Ticle. No entanto, a integração dos ativos da Marfrig permitiu à Minerva diluir despesas com vendas, que no primeiro trimestre ficaram em 10,8% da receita líquida, em comparação a 12,3% no mesmo período do ano passado. A perspectiva, disse o executivo, é manter o porcentual entre 10,5% e 11,5% neste ano. A menor disponibilidade de gado no Brasil também resultou em uma queda de 5,3% do número de animais abatidos pela no primeiro trimestre, para 1,354 milhão de cabeças. Apesar disso, a empresa conseguiu produzir volume de carne 16,2% maior, de 481,7 milhões de toneladas. O incremento foi possível porque a companhia havia acumulado estoques ao longo de 2025, viabilizados pela integração das plantas que eram da Marfrig, segundo Ticle. Para o segundo trimestre, a empresa ainda possui estoques mais altos do que os do quarto trimestre do ano passado, disse ele.
VALOR ECONÔMICO
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
População ocupada no agronegócio é recorde, mas emprego na produção agropecuária cai
Participação do setor na geração total de empregos no país alcançou 26,3% em 2025. Agronegócio brasileiro empregou 28,4 milhões de pessoas em 2025, crescimento de 2,2% em relação a 2024
A população ocupada (PO) no agronegócio brasileiro alcançou o número recorde de 28,4 milhões de pessoas em 2025, crescimento de 2,2% em relação a 2024 (601,8 mil pessoas a mais). Na mesma comparação, o mercado de trabalho brasileiro cresceu 1,7% (equivalente a 1,8 milhão de pessoas). Com isso, a participação do setor na geração total de empregos no país passou de 26,1%, em 2024, para 26,3% em 2025. As informações constam no boletim “Mercado de Trabalho no Agronegócio Brasileiro”, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O resultado do agronegócio foi impulsionado sobretudo pelo segmento de agrosserviços, que registrou aumento de 6,1% no número de trabalhadores, que atingiram 10,6 milhões de pessoas em 2025 (600 mil a mais do que em 2024). Segundo os pesquisadores do Cepea/CNA, a expansão das ocupações nesse segmento está fortemente associada à retomada das atividades agroindustriais, que abrangem desde o processamento de produtos agropecuários até a produção de insumos. Além disso, o desenvolvimento da agropecuária tem ampliado a demanda por serviços de apoio e logística. Já o segmento primário teve queda de 1,1% na população ocupada. Com isso, em 2025, 7,774 milhões de pessoas trabalhavam diretamente com a produção agrícola e pecuária no país, uma redução de 87 mil pessoas em relação a 2024.
Segundo o estudo, o resultado reflete, sobretudo, a queda do contingente na agricultura, em contraste com a relativa estabilidade observada na pecuária. Os demais elos da cadeia apresentaram expansão na população ocupada, seguidos por insumos (3,4%) e agroindústria (1,4%). No caso dos insumos, os pesquisadores indicam que esse resultado foi impulsionado pelo desempenho positivo das indústrias de fertilizantes, defensivos, medicamentos veterinários e máquinas agrícolas. A publicação apontou crescimento de 4,6% no número de trabalhadores com carteira assinada e de 3,2% entre os que trabalham por conta própria. Por nível de escolaridade, houve aumento da participação de trabalhadores com ensino superior (8,3%) e ensino médio (4,2%). Ainda de acordo com o boletim CNA/Cepea, a participação da mão de obra feminina cresceu 2,6%, enquanto a masculina avançou 1,9%. O rendimento médio da população ocupada no agronegócio também registrou alta de 3,9% em 2025, na comparação com 2024, ficando 0,5 ponto percentual acima da média total de empregos, que foi de 3,4%. A massa salarial total do agronegócio cresceu 7,2% em 2025 em relação a 2024, com destaque para a categoria “trabalhadores por conta própria”, que apresentou alta de 7,2%, e para “empregados e outros”, com crescimento de 6,7%.
GLOBO RURAL
ECONOMIA
Dólar sustenta leve ganho no Brasil em dia de correção e leilão do BC
O dólar fechou a quarta-feira com leve viés positivo ante o real, em um dia de correção após forte queda na véspera e de leilão de swap cambial reverso do Banco Central. O sinal positivo do dólar no Brasil contrastou com o exterior, onde a moeda norte-americana cedeu ante quase todas as demais divisas, em meio à expectativa de que Irã e EUA possam chegar a um acordo para encerrar a guerra.
O dólar à vista fechou com leve alta de 0,17%, aos R$4,9207. No ano, a divisa dos EUA passou a acumular baixa de 10,35% ante o real. Às 17h04, o dólar futuro para junho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,19% na B3, aos R$4,9505. Após abrir a sessão em baixa, acompanhando o viés negativo no exterior, o dólar passou a exibir leves ganhos ante o real nesta quarta-feira, após o BC ter vendido em leilão 10.000 contratos de swap cambial reverso, no valor de US$500 milhões. A operação com swaps reversos, realizada pelo BC às 9h20, tem o efeito equivalente à compra de dólares no mercado futuro. Na prática, isso representa um impulso de alta para o dólar no mercado futuro -- que, por ser o mais líquido, tende a puxar as cotações também no mercado à vista. Ao atuar apenas por meio do swap reverso, o BC facilita que investidores atualmente comprados no mercado futuro -- ou seja, posicionados para a alta das cotações do dólar -- reduzam essas posições. O noticiário sobre a guerra justificou os movimentos agudos. Após o início do conflito, no fim de fevereiro, o dólar saiu da faixa dos R$5,13 para um pico de R$5,31 em 13 de março, no auge das preocupações do mercado, para depois se reaproximar dos R$4,90 na sessão desta quarta-feira, em meio à expectativa de um acordo de paz. Desde 8 de novembro de 2016 o BC não realizava uma operação semelhante à desta quarta-feira -- ou seja, de venda de swap cambial reverso, sem negociação simultânea de dólar à vista. A diminuição de posições compradas em dólar no mercado futuro pode fazer sentido para muitos investidores justamente por conta da melhora do cenário geopolítico no Oriente Médio. No início do dia, uma fonte paquistanesa familiarizada com as conversas diplomáticas afirmou que Irã e EUA estão perto de um acordo sobre um memorando de uma página para encerrar o conflito no Golfo Pérsico. A informação surgiu após o site Axios ter noticiado que a Casa Branca acredita estar perto de um memorando para encerrar a guerra com o Irã, depois que o presidente norte-americano Donald Trump suspendeu uma missão naval de três dias para reabrir o Estreito de Ormuz.
Durante a tarde, Trump reforçou a expectativa de um acordo. "Estamos indo muito bem no Irã. Está tudo indo muito bem, e veremos o que acontece. Eles querem fazer um acordo, querem negociar", disse Trump em um evento na Casa Branca. A jornalistas, Trump disse ainda que é muito possível que Washington e Teerã fechem um acordo. A esperança de um acordo conduziu a queda do dólar ante quase todas as demais divisas globais, incluindo pares do real como o rand sul-africano, o peso chileno e o peso mexicano. O Brasil foi uma exceção, com o dólar em leve alta ante o real durante a maior parte do dia, na esteira do leilão do BC. Profissionais do mercado também pontuaram que, após o forte recuo da véspera, para o menor valor desde janeiro de 2024, era de se esperar algum ajuste de alta nas cotações do dólar ante o real.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta com alívio do petróleo e otimismo sobre acordo entre EUA e Irã
Disparada das ações da Vale e o forte desempenho dos papéis ligados à economia doméstica foram suficientes para manter o índice em terreno positivo
O otimismo com as negociações entre Estados Unidos e Irã e o consequente alívio nos preços do petróleo impulsionaram as ações brasileiras na quarta-feira. Apesar da desvalorização de Petrobras e Itaú, o Ibovespa encerrou em alta de 0,50%, aos 187.691 pontos, oscilando entre 186.762 pontos e 188.674 pontos. A disparada das ações da Vale e o forte desempenho dos papéis ligados à economia doméstica - mais sensíveis ao ciclo de juros - foram suficientes para manter o índice em terreno positivo, diante da perspectiva de redução das pressões inflacionárias. Nesse contexto, o volume financeiro do Ibovespa somou R$ 22 bilhões, enquanto a B3 movimentou R$ 28,8 bilhões. A perspectiva positiva de um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio também animou as bolsas no exterior. Em Wall Street, o Dow Jones subiu 1,24%, o S&P 500 ganhou 1,46% e o Nasdaq teve alta de 2,02%. As ações da Vale avançaram 3,62%, diante da valorização de 2,84% do minério de ferro em Dalian, na China. Entre as maiores altas do pregão, C&A ON disparou 7,06%, apesar da queda do lucro líquido para R$ 1,7 milhão no primeiro trimestre, queda anual de 59,1%. Analistas do Bradesco BBI afirmam que os resultados foram positivos e devem reforçar o otimismo do mercado com a varejista, já que houve recuperação nas vendas mesmas lojas e a rentabilidade surpreendeu positivamente. A instituição cortou o preço-alvo do papel de R$ 24 para R$ 18, mas reiterou a recomendação de compra. Na ponta negativa do pregão, as ações ordinárias da TIM recuaram 7,88%, após resultados do primeiro trimestre. A receita líquida da companhia ficou levemente acima da esperada pelo Citi, mas o lucro líquido do período frustrou em 13% a projeção do banco, em razão de despesas financeiras e com impostos mais altas. Já as ações do Itaú recuaram 1,60%. Analistas afirmam que os números trimestrais do banco foram positivos, mas apontam alguma uma desaceleração pontual, atribuída à sazonalidade típica do período. Os papéis ordinários e preferenciais da cederam 3,77% e 2,86%, respectivamente, diante da queda dos preços do petróleo. O Brent, com entregada para julho, recuou 7,82%, cotado a US$ 101,27, enquanto o WTI, com entrega para o mesmo mês, perdeu 7,03%, cotado a US$ 95,08.
VALOR ECONÔMICO
Brasil tem fluxo cambial positivo de US$9,291 bi em abril, diz BC
O Brasil registrou fluxo cambial total positivo de US$9,291 bilhões em abril, conforme dados divulgados na quarta-feira pelo Banco Central, um resultado que representa uma reversão do forte fluxo negativo de US$6,350 bilhões contabilizado em março, primeiro mês da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã.
Pelo canal financeiro, houve entradas líquidas de US$2,674 bilhões em abril. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Em março, em meio ao pânico dos investidores com a guerra no Oriente Médio, saíram do país pela via financeira US$14,054 bilhões. Pelo canal comercial, que contabiliza exportações e importações, o saldo de abril foi positivo em US$6,616 bilhões, contra saldo também positivo de US$7,703 bilhões em março -- quando exportadores aproveitaram as cotações mais elevadas do dólar para internalizar recursos no Brasil. Os dados mais recentes do BC são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. Na semana passada, de 27 a 30 de abril, entraram do país US$3,307 bilhões. No acumulado do ano, o Brasil registra fluxo cambial total positivo de apenas US$13,397 milhões.
REUTERS
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