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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1090 DE 17 DE ABRIL DE 2026

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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1090 | 17 de abril de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Preços do boi gordo seguem firmes. contratos futuros sinalizam enfraquecimento

Cotações dos animais terminados ficaram estáveis nas 17 praças monitoradas pela Agrifatto, incluindo a de SP, onde a arroba segue valendo R$ 370, no prazo. No PARANÁ: Boi: R$ 360,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: seis dias. Boli China: PARANÁ: R$ 355,50/@ (à vista) e R$ 360,00/@ (prazo)

 

O mercado físico do boi gordo apresentou poucas mudanças ao longo desta semana, indicando um movimento de acomodação dos preços em relação às semanas anteriores, observam os analistas da Agrifatto. Na quinta-feira (16/4), as cotações dos animais terminados ficaram estáveis nas 17 praças monitoradas pela consultoria, incluindo a de São Paulo, onde a arroba segue valendo R$ 370, no prazo, um recorde nominal no País. Pelos dados apurados pela Scot Consultoria nesta quinta-feira (16/4), o boi gordo sem padrão-exportação segue valendo R$ 365/@, enquanto o “boi-China”, a vaca gorda e a novilha terminada são vendidas por R$ 370, R$ 335/@ e R$345/@, respectivamente (valores brutos, no prazo). Segundo ressaltam os analistas, em razão da oferta seguir restrita e da firme resistência dos vendedores em manter preços elevados, as indústrias encontram dificuldades para alongar suas programações de abate, que permanecem, na média nacional, entre 6 e 7 dias úteis.  No entanto, diz a consultoria, o mercado futuro do boi gordo, negociado na B3, já sinaliza uma possível perda de fôlego no curto prazo. Na quarta-feira (15/4), o contrato com vencimento em maio/26 encerrou o pregão cotado a R$ 350,10/@, com um leve recuo de 0,45% em relação ao fechamento anterior. Por sua vez, o papel de curtíssimo prazo (abril/26) fechou a sessão da B3 de valendo R$ 362,70/@, ante o preço de R$ 362,85/@ registrado no dia anterior. Já os papeis para entrega em junho/26, julho/26, agosto/26 e setembro/26 encerraram o pregão de quarta-feira cotados a R$ 339,95/@, R$ 336,45/@, 337,30/@ e 340,55/@, respectivamente, versus os preços de R$ 341,10/@, 336,40/@, R$ 338,55/@ e 341,45/@ do fechamento de terça-feira (14/4). Cotações do boi gordo conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 370,00. Boi China: R$ 370,00. Média: R$ 370,00. Vaca: R$ 335,00. Novilha: R$ 345,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 360,00. Boi China: R$ 360,00. Média: R$ 360,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas seis dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 360,00. Boi China: R$ 360,00. Média: R$ 360,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: seis dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 350,00. Boi China/Europa: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 345,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: quatro dias. PARÁ: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: três dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. Preços brutos do “boi-China” na terça-feira (14/4), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 365,50/@ (à vista) e R$ 370,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 350,50/@ (à vista) e R$ 355,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$360,50/@ (à vista) e R$ 365,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 355,50/@ (à vista) e R$ 360,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 355,50/@ (à vista) e R$ 360,00/@ (prazo).  PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 350,50/@ (à vista) R$ 355,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 348,50/@ (à vista) e R$ 353,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 333,00/@ (à vista) e R$ 337,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 321,00/@ (à vista) e R$ 325,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

Custo de confinamento no Sudeste em março foi menor do que no Centro-Oeste

Diferença entre as duas regiões contraria o padrão observado no setor no início do ano. Na comparação anual, ambas as regiões apresentaram custo de confinamento abaixo de março de 2025

 

Após apresentarem comportamento divergente em fevereiro, os custos de confinamento no Centro-Oeste e no Sudeste inverteram de direção em março e passaram a apresentar alta de 11,93% no Centro-Oeste, estimado em R$ 13,23 por cabeça por dia, enquanto no Sudeste houve queda de 3,64% no mesmo período, em R$ 12,19 por cabeça por dia, segundo o indicador ICAP, calculado pela Ponta Agro. De acordo com a empresa, a diferença entre as duas regiões contraria o padrão observado no setor desde o início do ano. “Na comparação anual, ambas as regiões permanecem abaixo de março de 2025. O Centro-Oeste apresenta redução de 4,89%, enquanto o Sudeste registra queda mais expressiva de 8,14%”, afirma o boletim divulgado pela Ponta Agro. No Centro-Oeste, a alta dos custos foi impulsionada principalmente pelos insumos energéticos e volumosos em meio à transição entre a safra de verão e a expectativa da safrinha. Na média trimestral, a silagem de capim subiu mais de 30% e o milho grão seco 2,2%. Já no Sudeste, a maior disponibilidade de coprodutos agroindustriais contribuiu para a redução dos custos, especialmente nos grupos de energéticos e proteicos, mesmo diante da alta dos volumosos. Destaque para a queda de 15,3% no preço do sorgo e o recuo de 1,5% no preço milho. Considerando os valores apontados pelo indicador, a Ponta Agro estimou que o custo da arroba produzida no Centro-Oeste tenha ficado em R$ 192,76, com lucro de R$ 1.278,79 por cabeça no boi físico. Para o Sudeste, o custo da arroba produzida estimado ficou em R$ 193,50 e o lucro em R$ 1.267,65. A diferença de apenas R$ 0,74 no custo entre as regiões e inferior a R$ 12 no lucro calculado é apontado como um “empate técnico” pela empresa e “sinal claro de equalização da competitividade entre Centro-Oeste e Sudeste”.

“A inversão levanta uma questão relevante para o setor: trata-se de um movimento pontual, associado à sazonalidade, ou o início de um novo padrão de competitividade regional? A resposta dependerá principalmente do comportamento da safrinha de milho ao longo do ano”, aponta a Ponta Agro em nota.

GLOBO RURAL

 

SUÍNOS

 

21,3 mil toneladas: exportações paranaenses de suínos têm melhor resultado para março

Foi o quarto melhor resultado da história, ficando atrás apenas dos volumes exportados em setembro (25,18 mil t), outubro (22,18 mil t) e dezembro (22,12 mil t) do ano passado. Volume do terceiro mês de 2026 foi impulsionado pela demanda do mercado filipino, que importou 4,64 mil toneladas, um aumento de 86,9% em relação ao mesmo mês de 2025.

 

A suinocultura paranaense enviou 21,36 mil toneladas para o mercado externo em março de 2026, configurando o melhor desempenho exportador para este mês, segundo o boletim semanal, do Deral (Departamento de Economia Rural), da Secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento, divulgado na quinta-feira (16). O resultado foi impulsionado pela demanda do mercado filipino, que importou 4,64 mil toneladas no terceiro mês de 2026, um aumento de 86,9% (2,16 mil toneladas) em relação ao mesmo mês do ano anterior. Março registrou o quarto melhor resultado da história, ficando atrás apenas dos volumes exportados em setembro (25,18 mil t), outubro (22,18 mil t) e dezembro (22,12 mil t) do ano passado. Os dados da plataforma Comex Stat/MDIC, que levantam os números das exportações brasileiras desde 1997, mostram que as 21,36 mil toneladas exportadas em março representam um aumento de 10,1% em relação a março de 2025. Esse padrão de resultados recordes vem sendo observado no Paraná desde julho de 2024.

SEAB-PR/DERAL

 

Suínos/Cepea: Preços do animal vivo e da carne registram baixas históricas

Mesmo com as vendas externas recordes, os preços do animal vivo e da carne seguem em queda no Brasil.

 

A fraca demanda doméstica, já observada ao longo de março, se manteve nesta primeira quinzena de abril. Além da procura enfraquecida, agentes consultados pelo Cepea relatam que o mercado de carne está altamente competitivo e ofertado, o que reforça o movimento de desvalorizações. Nesta última semana (entre 7 e 14 de abril), inclusive, as desvalorizações observadas pelo Cepea para o animal vivo foram as mais expressivas desde janeiro deste ano, evidenciando uma sobreoferta no mercado interno. Diante disso, os atuais preços do animal vivo são os menores desde março de 2022, em termos reais. No caso da carne, levantamento do Cepea mostra que os valores são os mais baixos desde maio de 2020, também em termos reais.

CEPEA

 

FRANGOS

 

Boletim SEAB-PR/DERAL

O custo de produção do frango vivo no Paraná está estabilizado em R$ 4,72/kg, informa o técnico do Deral, Roberto Carlos de Andrade e Silva. 

 

Já o preço nominal médio pago ao produtor fechou o mês passado em R$ 4,59/kg – 2,75% menor que no mês anterior. A alta dos insumos é a principal causa do aumento dos custos de produção. Segundo informações da Deral, o preço do milho no atacado paranaense, em março, atingiu R$ 62,92 a saca de 60 kg, representando um aumento de 2,5% em relação ao mês anterior. Roberto Carlos ressalta que os indicadores de março ainda não sofreram os impactos do conflito entre Estados Unidos/Israel contra o Irã, iniciado em fevereiro. “Como a guerra teve início no fechamento do bimestre, os números de março ainda não refletiram os custos dos insumos que tendem a subir num cenário de guerra, mesmo que bem longe do Brasil”, observou.

DERAL

 

Foco de gripe aviária em estação ecológica no RS é encerrado

Foram conduzidas ações de vigilância ativa e educação sanitária na região. Drones foram utilizados para observar aves silvestres na Estação Ecológica do Taim

 

Após 28 dias sem aves mortas, a Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul (Seapi) encerrou na quinta-feira (16/4) o foco de influenza Aviária de Alta Patogenicidade (gripe aviária), registrado em 28 de fevereiro, em Santa Vitória do Palmar. Na ocasião, foi constatada a morte de aves silvestres da espécie cisne-coscoroba (Coscoroba coscoroba), na Estação Ecológica do Taim. A partir da confirmação do foco, a Seapi mobilizou equipes para a região, conduzindo ações de vigilância ativa e educação sanitária em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). As equipes designadas utilizaram barcos e drones para o monitoramento de aves silvestres na Estação Ecológica do Taim, procurando por sinais clínicos nos animais ou aves mortas. Foram realizadas 95 atividades de vigilância em propriedades, localizadas no raio de 10 quilômetros a partir do foco, que contam com criações de aves de subsistência. Adicionalmente, foram feitas 22 fiscalizações em granjas avícolas localizadas em municípios da região, para verificação das medidas de biosseguridade adotadas. Ações de educação sanitária junto a produtores rurais, autoridades locais e agentes comunitários de saúde e de controle de endemias também integraram o plano de atuação da Secretaria na área do foco. Foram conduzidas 143 atividades educativas. “Por se tratar de área de risco permanente, continuamos com o monitoramento de ocorrências na Estação Ecológica do Taim, em conjunto com o ICMBio”, complementa o diretor do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Seapi, Fernando Groff.

GLOBO RURAL

 

INTERNACIONAL

 

Boi gordo nos EUA rompe US$ 250 e atinge máxima histórica

Escassez de gado e demanda interna aquecida pela carne bovina, além de falta de importações do México, pressionam positivamente as cotações

 

No mercado dos EUA, os contratos futuros do boi gordo ultrapassaram a marca histórica de US$ 250 por cwt (100 libras de peso vivo, o equivalente a 83 arrobas) – nesta semana, impulsionados por negociações físicas recordes nesse mesmo nível no Norte e por um rebanho bovino local no menor nível em 75 anos, informa reportagem da revista Drovers. “Apesar das tensões geopolíticas e dos custos mais altos de combustível, a forte demanda do consumidor e a falta de importações do México continuam elevando tanto o gado pronto para abate quanto o gado para engorda (garrotes/boi magro) a níveis recordes, à medida que o setor entra na temporada de pico de churrascos na primavera”, relatou o texto da publicação. Segundo observou a Drovers, após a correção a partir das máximas recordes no fim do ano passado — desencadeada por uma publicação do presidente Trump dizendo que queria reduzir os preços da carne bovina —, alguns analistas não tinham certeza se o mercado voltaria a esses níveis. 

No entanto, os contratos futuros do boi gordo superaram os recordes de outubro de 2025, enquanto o gado para engorda em confinamento também alcançou novas máximas contratuais. O contrato futuro de curtíssimo prazo (abril/26) do boi gordo norte-americano superou a marca psicológica de US$ 250 nesta semana, atingindo US$ 253,60 na terça-feira (14/4), enquanto o contrato de junho/26 chegou a US$ 252. “Os futuros foram impulsionados pela recuperação dos mercados acionários, mas principalmente pelo movimento de alta no mercado físico de gado pronto”, ressaltou a reportagem. Na semana passada, o preço médio ponderado de bois (steers) nas cinco principais regiões atingiu um recorde de US$ 248,38, alta de US$ 3,42 em relação à semana anterior. O analista e trader Brad Kooima, da Kooima Kooima Varilek, afirma que, apesar do baixo volume de vendas, a região Norte liderou o comércio à vista, com as vendas de animais terminados atingindo a impressionante marca de US$ 250 pela primeira vez na história. “Alguns de nós conseguiram US$ 250 no Norte com frigoríficos regionais. Não foi generalizado. Nenhum dos grandes pagou isso”, explica ele à Drovers, acrescentando: “O restante dos confinamentos estava mais próximo de US$ 248, então a maioria recusou vender”. O recorde anterior era de US$ 246,91, registrado na semana de 23 de fevereiro. Mesmo com esses níveis elevados, o analista Kooima acredita que os preços do gado pronto no mercado físico dos EUA podem continuar subindo nesta semana, já que a oferta apertada sustenta o mercado. Além disso, relata a reportagem, com o fortalecimento do mercado físico, Kooima espera que os futuros continuem resistentes, mesmo com fatores como guerra no Irã, alta dos combustíveis e volatilidade nas bolsas. Além disso, fundos especulativos voltaram a comprar agressivamente. A oferta é apenas metade da equação, já que a demanda do consumidor permanece muito forte com a chegada da temporada de churrasco. As compras começam com o Dia das Mães, e espera-se que cortes de maior valor, como steaks, liderem o mercado. Segundo Kevin Good, da CattleFax, a alta dos últimos anos foi impulsionada pela demanda por carne bovina, que está no maior nível em 40 anos. Ele afirma que não há sinais de rejeição aos preços altos. Os contratos futuros de gado para engorda também atingiram novos recordes, com o contrato de maio chegando a US$ 377,57, informa a Drovers. Esse mercado também é pressionado pela menor oferta de gado em 75 anos e pela falta de importações de gado mexicano para engorda, o que reduziu ainda mais a disponibilidade. A fronteira sul está fechada há um ano para evitar a entrada do parasita New World screwworm, resultando em 1,2 milhão de cabeças a menos sendo colocadas em confinamentos no sul dos EUA. O índice de preços do gado para engorda reflete essa escassez, com valores extremamente elevados nos leilões pelo país. O índice subiu US$ 7,27 na terça-feira, para US$ 373,94.

REVISTA DROVERS

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Nova atualização do Monitor de Secas aponta para continuidade da estiagem no Paraná

As regiões Oeste e Noroeste do Paraná estão em situação de seca fraca. Agora todas as regiões paranaenses registram algum tipo de seca no mapa referente a março.

 

O estudo é realizado em parceria com vários institutos, entre eles o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. Nas cidades de divisa com São Paulo, de Sengés à Jacarezinho, houve um recuo da seca grave para moderada. Além destas cidades, a seca moderada também atinge o Vale do Ribeira, as cidades mais ao norte do Litoral, do Sul até a cidade de Pinhão e parte mais ao sul do Sudoeste paranaense. Nas outras regiões, há registro de seca fraca. No norte da Região Metropolitana de Curitiba, nos Campos Gerais e no Norte Pioneiro, a seca já está estabelecida há mais de um ano. Os impactos são de curto e longo prazo no Norte do Paraná, ou seja, podem prejudicar a agricultura e o abastecimento de água; e de curto prazo nas demais áreas, ou seja, prejudicando apenas a agricultura. A irregularidade das chuvas nos últimos meses foi o principal fator para o avanço da seca, que já era observada no Centro-Leste e Centro-Norte do Paraná, para a faixa oeste. Janeiro, fevereiro e março são os meses com maior volume de chuva no Estado, porém o verão registrou chuvas com má distribuição.  A situação ficou mais crítica em março. Entre as 47 estações meteorológicas do Simepar com mais de seis anos de operação, apenas oito atingiram o volume histórico de chuva para o mês de março de 2026. Algumas delas registraram menos de 25 mm de chuva durante o mês inteiro, como é o caso de Cascavel, Curitiba, Irati, Loanda, Pato Branco e Santo Antônio da Platina. “Essa precipitação abaixo da média histórica foi influenciada pela atuação de massas de ar seco que predominaram ao longo do mês. A ausência de movimento de umidade da região amazônica para o estado do Paraná também justifica a ocorrência de vários dias consecutivos com pouca ou nenhuma chuva, principalmente nos municípios das regiões Oeste e Sudoeste”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar. O déficit de precipitação no Oeste, Noroeste e Sudoeste favoreceu para que a seca fraca se estabelecesse. “A seca fraca está relacionada à ausência de precipitação e alguns indicadores, como o crescimento baixo de algumas culturas, afetando a agricultura. Além disso, no Sudoeste especificamente, a seca se agravou um pouco mais, evoluindo de fraca intensidade para moderada. Ou seja, também há impactos em alguns riachos, rios da região. Isso pode ocasionar desabastecimento, ou alguma cultura poderá ser mais atingida que outras”, diz Kneib. As informações da plataforma de inteligência agroclimática do Simepar, o Simeagro, apontam que os eventos pontuais de precipitação identificados nas imagens de chuva espacializada foram insuficientes para recompor o déficit hídrico acumulado. Esse comportamento se reflete em anomalias negativas moderadas no índice de vegetação, indicando redução do vigor das culturas, especialmente em áreas de soja em final de ciclo e milho segunda safra em fase inicial de desenvolvimento. Já na região Noroeste, segundo o Simeagro, o cenário é mais crítico, com maior persistência de falta de chuva ao longo do mês de março e aumento expressivo do risco de incêndio, evidenciando condições de estresse hídrico mais severo. Nesse contexto, os impactos sobre as lavouras tendem a ser mais acentuados, com comprometimento do desenvolvimento vegetativo, maior risco de falhas no estabelecimento do milho safrinha e redução do potencial produtivo. 

A tendência é de que a situação de seca continue ao longo do mês de abril. Neste mês, historicamente, as chuvas são mais volumosas em poucos episódios: são muitos dias sem chuva, e quando chove, os acumulados são mais altos. A previsão climática do Simepar indica que o Litoral terá volumes acumulados de chuva dentro ou muito próximo da média histórica para abril, e o resto do Estado registrará acumulados abaixo da média - principalmente a Região Metropolitana de Curitiba e os Campos Gerais, onde já choveu pouco em março. 

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

 

ECONOMIA

 

Dólar fecha estável, abaixo de R$5,00, com mercado à espera de desfecho para a guerra

Em mais um dia de espera pelo desfecho das conversas entre EUA e Irã, o dólar encerrou a quinta-feira estável ante o real, enquanto no exterior a moeda norte-americana tinha sinais mistos ante outras divisas de países emergentes. 

O dólar à vista fechou o dia com variação positiva de apenas 0,01%, aos R$4,9934. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 9,03% ante o real. Às 17h19, o dólar futuro para maio DOLc1 -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,08% na B3, aos R$5,0085. Ao longo do dia, investidores ao redor do mundo reagiram ao noticiário sobre a guerra e seus ruídos. Fontes iranianas disseram à Reuters que os negociadores de EUA e Irã reduziram suas ambições em relação a um acordo de paz abrangente, após as conversas do último fim de semana, em Islamabad, não terem avançado. Os dois países estariam agora buscando um memorando temporário para evitar o retorno do conflito no curto prazo. No exterior, o dólar subia no fim da tarde ante o peso chileno e o rand sul-africano, mas caía ante o peso colombiano e a rupia indiana, em um sinal de que o noticiário sobre a guerra não trouxe gatilhos fortes para definir uma tendência única. No Brasil, profissionais ouvidos pela Reuters nos últimos dias têm pontuado que, ao ceder abaixo dos R$5,00, o dólar ficou com menos espaço para continuar a trajetória de queda. “O investidor estrangeiro olha muito menos para o mercado interno. Ele está menos sensível às eleições e ao rombo fiscal, na comparação com o investidor local. Isso acaba fortalecendo o fluxo estrangeiro”, comentou Nicolas Gomes, especialista de câmbio da Manchester Investimentos, ao avaliar os recuos recentes da moeda norte-americana. Pela manhã, o Banco Central informou que seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) subiu 0,6% em fevereiro ante janeiro, na série com ajuste sazonal, ficando acima da expectativa de economistas ouvidos pela Reuters de alta de 0,47%. Na renda fixa, as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) registraram leves ganhos após o IBC-Br acima do esperado, com investidores consolidando apostas de que o BC cortará a taxa básica Selic em apenas 25 pontos-base no fim do mês. Atualmente, a Selic está em 14,75% ao ano.

REUTERS

 

Ibovespa recua em novo pregão de ajustes, mas Petrobras atenua perda

O Ibovespa fechou em queda na quinta-feira, em mais um pregão de ajustes após renovar recordes no começo da semana, mas o movimento foi atenuado pelo desempenho robusto de Petrobras, em meio ao avanço do petróleo e assembleia de acionistas.

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,46%, a 196.818,59 pontos, tendo marcado 198.586,57 pontos na máxima e 196.353,98 pontos na mínima do dia. O volume financeiro somou R$30,6 bilhões. Foi a segunda queda seguida, após o Ibovespa renovar suas máximas na terça-feira, quando ultrapassou pela primeira vez o patamar dos 199 mil pontos no melhor momento do pregão. Em Wall Street, o S&P 500 fechou com acréscimo de 0,26%, renovando sua máxima histórica, em meio a apostas de que o pior do conflito no Oriente Médio pode ter ficado para trás. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira que o Líbano e Israel concordaram com um cessar-fogo de 10 dias e disse que a próxima reunião entre os EUA e o Irã pode ocorrer no fim de semana, referendando expectativas de que a guerra com o Irã pode estar perto do fim. No noticiário brasileiro, um dos holofotes voltou-se para o IBC-Br, considerado um sinalizador do PIB, que registrou alta de 0,6% em fevereiro ante janeiro, acima da expectativa em pesquisa da Reuters de acréscimo de 0,47%. 

REUTERS

 

Atividade econômica no Brasil cresce 0,6% em fevereiro e fica acima do esperado, diz BC

País tem quinto mês seguido de alta no IBC-Br, mas houve desaceleração em relação a janeiro

Indústria impulsiona resultado que é uma prévia do PIB brasileiro

 

A atividade econômica brasileira cresceu mais do que o esperado em fevereiro com impulso de indústria, embora tenha mostrado desaceleração antes do início da guerra no Oriente Médio, mostraram dados do Banco Central divulgados nesta quinta-feira (16). O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica), considerado um sinalizador do PIB (Produto Interno Bruto), teve alta de 0,6% em fevereiro em relação ao mês anterior, segundo dado dessazonalizado. A expectativa em pesquisa da Reuters de ganho de 0,47%. A leitura de fevereiro marcou o quinto resultado positivo seguido, mas mostrou desaceleração em relação à alta de 0,86% em janeiro, em dado revisado pelo BC de avanço de 0,8% informado antes. O resultado do IBC-Br refere-se ainda ao período anterior ao início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro. O conflito vem elevando os preços do petróleo e provocando preocupações com a inflação, sem sinais de uma reabertura rápida do estreito de Hormuz para aliviar a maior interrupção já registrada no abastecimento de energia. Os dados de março do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) já mostraram impacto da guerra nos preços, com o índice de inflação avançando 0,88% no mês, taxa mais alta em cerca de um ano, sob pressão principalmente de transportes e alimentos. No mês passado, o BC deu início a um ciclo de corte de juros ao reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, a 14,75% ao ano, defendendo cautela para passos futuros devido ao "forte aumento da incerteza" em meio aos conflitos no Oriente Médio. A abertura dos dados do BC mostra que em fevereiro o destaque foi a indústria, com o índice do setor avançando 1,2% na comparação com janeiro. O IBGE informou no início deste mês que a produção industrial brasileira cresceu 0,9% em fevereiro, acima do esperado.

REUTERS 

 

Tesouro aponta participação de 69%de investidores da Europa em captação de 5 bi de euros

Para órgão, a emissão reforça o papel "importante" da dívida externa no alongamento do prazo média de dívida, na diversificação, ampliação da base de investidores e diversificação cambial

 

O Tesouro Nacional informou que a operação de emissão de títulos no mercado europeu teve participação "expressiva" de investidores não residentes. Entre os participantes da oferta, 69% dos investidores eram da Europa e 9% da Ásia. A América Latina, incluindo o Brasil, representou cerca de 13%. Para o Tesouro, a emissão reforça o papel "importante" da dívida externa no alongamento do prazo média de dívida, na diversificação, ampliação da base de investidores e diversificação cambial. A emissão atingiu volume final de captação de 5 bilhões de euros. Segundo o Tesouro, seria a maior emissão de títulos internacionais da história do Brasil. Em nota, o Tesouro Nacional disse que a emissão atraiu "interesse significativo" de investidores com ápice de 700 ordens no livro de ofertas. A demanda superou em "mais de três vezes" o volume emitido com livro acima de 16 bilhões de euros em seu pico. "Os resultados com alta demanda, alto volume e spreads baixos evidenciam a confiança dos investidores na robustez e atratividade da dívida soberana brasileira, marcando o retorno do Brasil ao mercado Europeu, refletindo a percepção favorável do mercado internacional quanto à credibilidade do país", apontou o Tesouro. A emissão foi colocada em três vencimentos: 2030, 2033 e 2036. No caso de 2030, foram emitidos 2 bilhões de euros com vencimento em 23 de abril e taxa de retorno do investidor de 4,240% ao ano, um spread de 145 pontos-base acima do mid-swap, que é referência no mercado europeu. Já na emissão de 2033, o montante foi de 1,5 bilhão de euros com cupom de juros de 4,875% ao ano e vencimento também em 23 de abril. A taxa de retorno foi de 5,031% ao ano, um spread de 210 pontos-base acima do mid-swap. No caso da emissão de 2036, o montante também foi de € 1,5 bilhão de euros e o cupom de juros foi de 5,500% ao ano. O spread de 255 pontos-base em uma taxa de retorno de 5,627% ao ano

VALOR ECONÔMICO

 

CNI revisa para cima projeção de crescimento do PIB em 2026, de 1,8% para 2% 

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) aumentou de 1,8% para 2% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e de 1,1% para 1,6% a expectativa de alta da indústria em 2026.

 

As previsões constam do Informe Conjuntural do 1º Trimestre, divulgado na sexta-feira (17). Os serviços e a agropecuária também tiveram as estimativas revistas para cima em relação às projeções feitas em dezembro do ano passado: de 1,9% para 2,1% e de 0% para 1,1%, respectivamente. “Os ajustes das projeções de crescimento da economia se devem especificamente a três fatores. O primeiro é o desempenho melhor do que o esperado para a indústria extrativa nos primeiros meses do ano, puxado pela produção de petróleo e de minério de ferro, dinâmica que deve se repetir nos próximos meses. O segundo é a contínua revisão da previsão para a safra, para a qual se previa queda, e o último fator é um melhor desempenho do setor de serviços, que deve ser sensibilizado pela expansão fiscal”, explica o diretor de Economia da CNI, Mário Sérgio Telles. O desempenho acima do esperado da atividade econômica nos primeiros meses de 2026 também contribuiu para a melhora das expectativas e, consequentemente, das projeções. Por outro lado, a qualidade do crescimento econômico, marcado por um desequilíbrio entre consumo e investimento, persiste e preocupa, aponta o Informe. “É o tipo de crescimento que não se sustenta. Se nós não tivermos aumento dos investimentos que gere uma oferta maior no futuro e supra o maior nível de consumo, o ritmo de expansão da economia será comprometido”, explica Telles. Segundo a análise da CNI, o consumo das famílias deve subir 2% em 2026, uma alta de 0,7 ponto percentual frente ao ritmo de crescimento do ano passado. O impulso fiscal, a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e o crescimento da massa salarial devem impulsionar esse avanço. Já os investimentos devem subir 0,6%, ante alta de 2,9% em 2025, refletindo o impacto dos juros elevados e o endividamento das empresas. Impulso da indústria extrativa A exemplo do que ocorreu no ano passado, a indústria extrativa deve puxar o crescimento do setor industrial em 2026. Menos sensível aos juros elevados, o setor continua exibindo aumento da produção, impulso que deve se ampliar com a elevação do preço do barril de petróleo devido à guerra no Oriente Médio. Por isso, a CNI reviu de 1,1% para 7,8% a projeção de alta do segmento. Por outro lado, o cenário deve continuar adverso para a indústria de transformação, projeta o documento. Internamente, os custos financeiros causados pelos juros se somam à queda da demanda por bens industriais, à alta das importações, ao encarecimento da mão de obra e ao aumento da carga tributária. No cenário externo, a instabilidade no preço do petróleo pode trazer impacto ao setor de transportes e energia. Com isso, a indústria de transformação deve crescer 0,3% e não mais 0,5% este ano. O recorde no lançamento e venda de unidades residenciais no fim do ano passado e o anúncio de políticas de estímulo ao setor, como a concessão de crédito para reformas de moradias de famílias de baixa renda, devem impulsionar a indústria da construção em 2026. O setor, no entanto, seguirá penalizado pelas elevadas taxas de juros e, por isso, teve a projeção de crescimento diminuída de 2,5% para 1,3%. Perspectivas positivas para serviços e agro A melhora das expectativas para o desempenho do setor de serviços passa, principalmente, por três fatores: o avanço do rendimento dos trabalhadores, a expansão dos gastos do governo e o aumento da renda disponível decorrente da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. O endividamento das famílias, por outro lado, deve atuar como freio ao crescimento do setor. Já a revisão para cima do crescimento da agropecuária se deve à melhora das projeções para a safra e à continuidade do bom desempenho da pecuária. Mesmo com a perda de ritmo da economia, o mercado de trabalho seguirá aquecido, ainda que em menor intensidade do que no ano passado, estima a CNI. Projeta-se alta de 1% da população ocupada, o que levaria a taxa de desemprego a 5,2% no fim de 2026. A baixa desocupação, por sua vez, continuará sustentando ganhos reais de rendimento aos trabalhadores. Por isso, a expectativa é que a massa de rendimento real suba 4,7%. Apesar dos sinais de moderação da atividade econômica e enfraquecimento do crédito, os núcleos de inflação — que excluem os preços mais voláteis — seguem acima do IPCA “cheio”, há resistência nos preços relacionados aos serviços e piora das expectativas de inflação para 2026 e 2027. Além disso, a deterioração do ambiente externo e riscos geopolíticos podem impactar os preços no Brasil. Nesse cenário, a taxa Selic deve encerrar o ano em 12,75% e não em 12%, como a estimativa anterior. Consequentemente, as concessões de crédito devem crescer 2,2%, alta inferior à de 2025 (3,2%).

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