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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1089 DE 16 DE ABRIL DE 2026

  • prcarne
  • há 4 horas
  • 24 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1089 | 16 de abril de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Preço do boi gordo estaciona nos R$ 370/@, um recorde nominal

Na quarta-feira (15/4), os preços do boi gordo ficaram estáveis nas principais praças brasileiras, conforme apuração das consultorias do setor pecuário. No PARANÁ: Boi: R$ 360,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: seis dias. Boli China: PARANÁ: R$ 355,50/@ (à vista) e R$ 360,00/@ (prazo)

 

No restante das regiões monitoradas, a consultoria detectou, nesta quarta-feira, elevação nas cotações da arroba nas praças de Rondônia e do Rio Grande do Sul.  Nas demais regiões, os preços ficaram estáveis. Pelos números da Scot, o boi gordo sem padrão-exportação segue cotado em R$ 365/@ no interior de São Paulo, enquanto o “boi-China” está apregoado em R$ 370/@ (valores brutos, no prazo). Para as fêmeas, o mercado também está comprador, e as ofertas de compra subiram R$ 9 (vaca gorda) e R$ 5/@ (novilha) desde o início de abril/26, para R$ 335/@ em R$ 345/@, respectivamente, acrescenta a Scot, ainda referindo-se ao mercado paulista. “As exportações brasileiras de carne bovina, somada ao recebimento dos salários e à menor oferta de boiadas, estão sustentando o mercado”, diz o zootecnista Felipe Fabbri, analista da Scot.  “Destaque para a China, cujo ritmo de compras está aquecido”, completa ele. Segundo Fabbri, a preocupação quanto a um possível recuo nos embarques de carne bovina diminuiu.  Em março/26, lembra ele, o Brasil embarcou outro recorde mensal, despejando no mercado internacional 233,9 mil toneladas do produto in natura, com a China responsável por 101,9 mil toneladas. “O fechar de portas para a exportação à China, cada dia mais próximo com o preenchimento gradual da cota, mantém a demanda para a exportação ao país asiático aquecida em um momento diferente do habitual”, observa Fabbri, acrescentando que o “mercado está comprador e não dá sinais de desaceleração”.  “A oferta de boiadas está mais comedida em relação ao ano passado e, ao menos em abril, assim deve seguir”, prevê o analista, completando que, no curto prazo, o “mercado deve seguir com preços firmes e tendência de alta”. Segundo a Agrifatto, desde o início do mês os frigoríficos de grande porte passaram a conceder férias coletivas temporárias para ajustar o ritmo de abate diante da menor oferta de animais prontos e das escalas encurtadas. Com a perda de qualidade das pastagens após o período chuvoso e o avanço do inverno no Sul e no Sudeste, a expectativa é de aumento gradual da oferta de animais terminados nas próximas semanas, alerta a Agrifatto. O mercado futuro do boi gordo registrou leve alta no pregão de terça-feira (14/4) da B3. O contrato com vencimento em maio/26 encerrou a sessão cotado a R$ 351,70/@, com aumento de 0,31% em relação ao fechamento anterior. Cotações do boi gordo conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 370,00. Boi China: R$ 370,00. Média: R$ 370,00. Vaca: R$ 335,00. Novilha: R$ 345,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 360,00. Boi China: R$ 360,00. Média: R$ 360,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas seis dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 360,00. Boi China: R$ 360,00. Média: R$ 360,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: seis dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 350,00. Boi China/Europa: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 345,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: quatro dias. PARÁ: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: três dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. Preços brutos do “boi-China” na terça-feira (14/4), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 365,50/@ (à vista) e R$ 370,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 350,50/@ (à vista) e R$ 355,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$360,50/@ (à vista) e R$ 365,00/@ (prazo)

MATO GROSSO DO SUL: R$ 355,50/@ (à vista) e R$ 360,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 355,50/@ (à vista) e R$ 360,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 350,50/@ (à vista) R$ 355,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 348,50/@ (à vista) e R$ 353,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 333,00/@ (à vista) e R$ 337,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 321,00/@ (à vista) e R$ 325,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

China suspende importação de carne bovina de frigorífico brasileiro

Autoridade sanitária justificou a medida na detecção de substância proibida no produto

Carne bovina: exportação para a China está sujeita a cota

A autoridade sanitária da China determinou a suspensão das importações de carne bovina do frigorífico brasileiro Pantaneira Indústria e Comércio de Carnes e Derivados, pertencente à empresa Frigosul —conhecida com SulBeef —, após ter detectado resíduos de uma substância não aprovada no país em carga de carne exportada por uma de suas unidades. Conforme documento enviado pela adidância agrícola em Pequim ao Ministério da Agricultura do Brasil, ao qual o Valor teve acesso, a Administração Geral de Aduanas da República Popular da China (Gacc) informa ter encontrado resíduos de acetato de medroxiprogesterona, substância utilizada como medicamento veterinário e não aprovada no país, em um lote de carne congelada de bovino sem osso, proveniente do estabelecimento com SIF (registro no Serviço de Inspeção Federal) 1206. A unidade, localizada em Várzea Grande (MT) pertence à Frigosul, conforme informado pela empresa, em seu site, sobre as localizações de suas unidades e os SIFs correspondentes. Conhecida comercialmente como SulBeef, a Frigosul possui outras três unidades além da de Mato Grosso, localizadas nos estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio Grande do Sul. Fundada em 1998, a empresa afirma exportar para mais de 50 países. “A autoridade chinesa destaca que a substância em questão não é aprovada para uso em animais destinados à produção de alimentos e não é naturalmente produzida, cuja presença em alimentos é proibida pela legislação chinesa”, diz o documento enviado pelos adidos do Ministério da Agricultura do Brasil em Pequim ao Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), subordinado à Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA). De acordo com o documento, após a detecção da substância a GAAC rejeitou a carga e suspendeu temporariamente novas declarações de importação de produtos provenientes do estabelecimento de Várzea Grande, considerando embarques realizados a partir de 13 de abril do porto de origem. A autoridade chinesa também solicitou ao lado brasileiro que conduza investigação sobre o caso, identifique as causas da ocorrência e adote medidas corretivas e preventivas, comunicando os resultados das apurações no prazo de até 45 dias, segundo o comunicado. No documento, os adidos afirmam, ainda, que a ocorrência “guarda estreita relação com o panorama recentemente consolidado” pela adidância em comunicado anterior, de “crescimento expressivo e acelerado das não conformidades identificadas pela GACC em carregamentos brasileiros de carnes, em especial aquelas relacionadas a resíduos de medicamentos veterinários”. Os adidos continuam dizendo que “tais eventos podem transcender casos pontuais, aproximando-se de um entendimento de natureza sistêmica.”

Procurados, o Ministério da Agricultura e a Frigosul não enviaram comentários até a publicação da notícia.

GLOBO RURAL

 

CARNES

 

Custos de produção de suínos recuam pelo terceiro mês; frango permanece estável em março

No Paraná, o custo de produção do quilo do frango de corte em fevereiro se manteve em R$ 4,72, marcando 365,38 pontos. No ano, o índice soma alta de 1,44%.

 

Em março, os custos de produção de suínos voltaram a cair, seguindo uma tendência que começou em janeiro. Já os custos de frangos de corte se mantiveram praticamente estáveis conforme o levantamento mensal da Embrapa Suínos e Aves divulgados por meio da Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS), disponível em embrapa.br/suinos-e-aves/cias. No Paraná, o custo de produção do quilo do frango de corte em fevereiro se manteve em R$ 4,72, marcando 365,38 pontos. No ano, o índice soma alta de 1,44%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a variação é negativa: -2,95%. Os custos com a ração (63,60% do total) subiram 0,37% em março, mas acumulam queda de 8,72% nos últimos 12 meses. Em Santa Catarina, o custo de produção do quilo do suíno vivo passou de R$ 6,36 em fevereiro para R$ 6,30 em março, queda de 0,96%, com o ICPSuíno recuando para 360,63 pontos. No ano, o índice acumula uma diminuição de 2,71%. Na soma dos últimos 12 meses, a variação é de -1,76%. A ração, responsável por 72,22% do custo total de produção em março, baixou 0,55% no mês de março e acumula -1,96% no ano.

EMBRAPA

 

SUÍNOS

 

Master Agroindustrial compra 38% do grupo chileno de carne suína Coexca

Catarinense dona da marca Sulita avança em seu processo de internacionalização e projeta sinergias produtivas, industriais e comerciais.

 

A Master Agroindustrial, empresa catarinense especializada na produção e processamento de carne suína, concluiu a aquisição de 38% das ações do grupo chileno Coexca S.A. A transação contempla a compra de um pacote acionário de vários sócios, entre eles o fundo de investimento dinamarquês Impact Fund Denmark (IFU). “Esta aquisição representa uma etapa importante no processo de internacionalização da Master, que atualmente exporta seus produtos para mais de 20 países e que, a partir dessa associação com a Coexca, também amplia sua operação industrial. Este investimento reflete a confiança da Master, e de nosso acionista Grupo Vall Companys, no potencial de crescimento da Coexca, bem como na geração de sinergias relevantes em inovação, desenvolvimento produtivo e expansão comercial”, afirmou Mario Faccin, CEO da Master. Em março, durante apresentação na Federação das Indústrias de SC (FIESC), a Master anunciou o investimento de até R$ 1 bilhão até 2030. O valor será aplicado em tecnologias, incremento da produção, assistência técnica e acesso a crédito, entre outros segmentos. Neste ciclo, cerca de R$ 250 milhões serão investidos diretamente nas propriedades rurais. “O campo é a nossa raiz. É lá que estão nossos valores”, disse Mario Faccin. Atualmente, mais de 70% da produção local da empresa é destinada à exportação — com foco no Japão, um dos mercados mais exigentes do mundo. Sediada em Videira, a Master é um dos principais participantes do mercado de proteína suína no Brasil, detentora da marca comercial Sulita, com faturamento anual de US$ 250 milhões, mais de 2.000 empregos diretos, 350 produtores associados e um volume anual superior a 100.000 toneladas de carne. A companhia conta com 42.000 matrizes reprodutoras e uma produção de 1.200.000 suínos por ano. Com sede na Região do Maule, a Coexca é uma empresa chilena especializada na produção e exportação de carne suína. Opera sob um modelo verticalmente integrado, semelhante ao da Master, que abrange todas as etapas da cadeia de valor, desde a criação até o processamento industrial e a comercialização. A empresa registra vendas de US$ 165 milhões, exporta para mais de 30 mercados internacionais e gera mais de 1.000 empregos. Conta com 14.000 matrizes reprodutoras, mais de 470.000 suínos abatidos ao ano e um volume processado superior a 56.000 toneladas de carne.  A integração com a Master Agroindustrial “nos permite projetar uma nova etapa de crescimento, respaldada pela experiência de uma empresa de referência no Brasil e por um dos grupos agroalimentares mais relevantes da Europa e do mundo: Grupo Vall Companys”, afirmou Guillermo García, CEO da Coexca.

ASSESSORIA MASTER

 

EMPRESAS

 

Sadia Halal ganha aval de órgãos antitruste e projeta IPO em 2027

Abertura de capital na bolsa de Riad, na Arábia Saudita, esperada para meados do ano que vem, deve viabilizar plano de crescimento da empresa na região

 

A MBRF anunciou ontem que obteve, junto com a Halal Products Development Company (HPDC), subsidiária do fundo soberano saudita Public Investment Fund (PIF), a aprovação para a criação da Sadia Halal, fruto da joint venture entre as duas empresas. Se a fundação da nova companhia foi anunciada em outubro, portanto muito antes do conflito no Irã e no Oriente Médio, o aval de órgãos concorrenciais neste momento, em que cresce a preocupação com segurança alimentar na região, dá força à planejada abertura de capital da empresa. “A Sadia Halal é uma empresa que tem marca, produtos, funciona dentro dos critérios de segurança alimentar e se consolida como a maior companhia de frango halal do mundo. Tudo isso deveria se transformar em uma precificação excelente do IPO”, disse em entrevista ao Valor o diretor presidente global da MBRF, Miguel Gularte. “A conclusão da transação da Sadia Halal nos aproxima da abertura de capital na Arábia Saudita. Esse é o grande objetivo dessa operação, iniciar os processos e conseguir fazer o IPO em meados do ano que vem”, acrescentou o diretor de novos negócios da MBRF, Rafael Braz. O reino da Arábia Saudita já tinha a segurança alimentar como prioridade, tendo lançado o plano “Visão 2030” de crescimento e ampliado gradativamente parcerias com a MBRF, observou Gularte. Mas a preocupação com a oferta de alimentos aumentou entre outras nações árabes após o início dos conflitos, acrescentou. Desde o início dos ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã e das retaliações iranianas, empresas vêm reportando maior demanda por carnes e alta dos preços pagos na região, com consumidores reforçando estoques de comida. A partir de agora, com novas estruturas da Sadia Halal prestes a entrarem em operação e a familiaridade de consumidores com a marca, a empresa pretende atuar como “hub” de abastecimento para diversos países da região. Os alimentos halal são produzidos conforme os preceitos da religião islâmica. Avaliada em US$ 2,07 bilhões, a Sadia Halal nasce com as fábricas e centros de distribuição da MBRF na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos, empresas de distribuição no Catar, Kuwait e Omã, além do negócio de exportações diretas de aves, bovinos e produtos processados para clientes da região. Entre as fábricas está a de Kezad, em Abu Dahbi, nos Emirados Árabes, que passa por ampliação de capacidade, de 50 mil para 90 mil toneladas anuais, a ser concluída em maio. Outra unidade é a de Jeddah, na Arábia Saudita, cuja construção deve ser finalizada no segundo semestre e terá capacidade para até 50 mil toneladas por ano. Os ativos da MBRF na Turquia não entram no negócio. Os cerca de US$ 97,4 milhões a serem aportados pela HPDC na Sadia Halal devem ser aplicados, majoritariamente, no gradual aumento da produção em Jeddah, segundo Rafael Braz. Os recursos se referem a US$ 24,3 milhões a serem pagos pela HPDC no dia do fechamento da operação e outros US$ 73,1 milhões até 31 de dezembro deste ano, dentro de um aditivo contratual que formaliza o compromisso da HPDC de obter ao menos 20% de participação no capital social da Sadia Halal, com possibilidade de chegar a 40% até o IPO. Para alcançar o compromisso, também está prevista a aquisição, pela HPDC, de ações da BRF GmbH, subsidiária da MBRF, no valor total de US$ 170,5 milhões até o dia 30 de junho de 2027 ou até o IPO, o que ocorrer primeiro. O IPO da Sadia Halal na bolsa de Riad, capital saudita, deve abrir um novo capítulo de expansão, segundo Braz. Além do histórico da empresa na região, os executivos contam com sua atuação durante o conflito, mantendo a oferta de produtos por meio de rotas alternativas, para reforçar sua imagem junto a consumidores e investidores. “Acreditamos que o da Sadia Halal vai ter muita demanda, pois não há empresa comparável ao perfil de operações que nós temos. Temos uma visão muito otimista quanto ao sucesso do nosso IPO”, disse Braz.

VALOR ECONÔMICO

 

INTERNACIONAL

 

Consumo de carne cresce nos EUA mesmo com pressão econômica

Entre os cinco estados mais populosos dos EUA, a carne continua em alta, impulsionada principalmente pela redução no número de veganos e vegetarianos, e pelo aumento de americanos que consomem carne regularmente.

 

Desde janeiro, a porcentagem de indivíduos que consomem regularmente produtos de origem animal aumentou em 5 pontos percentuais, segundo uma análise do Monitor de Demanda por Carne (MDM) do primeiro trimestre de 2026. “Acho que os dois principais pontos aqui são que ‘a carne continua vivendo seu momento’ e isso está alinhado com uma tendência mais ampla de consumidores sendo intencionais ao aumentar ou manter o consumo de proteína”, diz Glynn Tonsor, professor de economia agrícola da Kansas State University e coautor do MDM. “Sim, o desenvolvimento dos medicamentos GLP-1 faz parte disso, mas isso se aplica a cerca de 13% da população dos EUA segundo o MDM, enquanto o consumo intencional de proteína é muito mais amplo.” Na verdade, parece que cerca de um terço dos americanos está consumindo proteína de forma deliberada para ajudar a atingir metas pessoais de saúde e condicionamento físico, segundo um relatório adicional elaborado por Tonsor e Justin Bina, professor assistente na Morrison School of Agribusiness da Arizona State University. Lançado em fevereiro de 2020, o projeto MDM é parcialmente financiado pelos programas Beef Checkoff e Pork Checkoff e acompanha as preferências, percepções e demanda dos consumidores norte-americanos por carne, com análises separadas para os canais de varejo e food service. A pesquisa mensal é realizada online com mais de 3.000 participantes, representando a população nacional. No primeiro trimestre de 2025, entre os cinco estados mais populosos, a Califórnia tinha 78% de consumidores regulares de carne, o Texas 87%, a Flórida 86%, Nova York 74% e a Pensilvânia 89%. No primeiro trimestre de 2026, esses números aumentaram em quase todos os casos: Califórnia com 84%, Texas 86%, Flórida 90%, Nova York 86% e Pensilvânia 90%. Esses números cresceram mesmo com a porcentagem de entrevistados que relatam melhora nas finanças familiares em comparação com um ano atrás continuando a cair a cada mês. Em março, 16% indicaram que suas finanças estavam melhores do que um ano antes (contra 17% em fevereiro), enquanto 48% disseram estar iguais e 37% relataram piora. Tonsor afirma que isso está alinhado com discussões mais amplas sobre a “economia em K” e “acessibilidade”, já que os gastos com alimentação — especialmente fora de casa — seguem diretamente as mudanças nas finanças das famílias. Isso também costuma corresponder a diferenças significativas na frequência de consumo de carne no dia anterior, já que o consumo e a demanda por carne aumentam com renda e patrimônio. Em março, 72%, 52% e 72% dos entrevistados consumiram café da manhã, almoço e jantar em casa. Os participantes indicaram que 10%, 20% e 33% consumiram carne bovina no dia anterior no café da manhã, almoço e jantar, respectivamente. A carne suína esteve presente em 18%, 11% e 16% dessas refeições. Em janeiro, 72%, 51% e 69% dos entrevistados consumiram café da manhã, almoço e jantar em casa. Naquele mês, 16%, 22% e 35% consumiram carne bovina no dia anterior no café da manhã, almoço e jantar, enquanto a carne suína esteve presente em 19%, 12% e 18% dessas refeições. “De fato, o ambiente macroeconômico e seus impactos subsequentes sobre a percepção financeira das famílias continuam sendo fatores críticos a monitorar. Observando 2024 e 2025, a demanda doméstica por carne foi bastante robusta, apesar das preocupações elevadas”, afirma Tonsor.

BEEF MAGAZINE

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Governo do Estado envia LDO de 2027 para a Assembleia Legislativa

O documento delimita as metas e prioridades do Poder Executivo para o próximo ano fiscal e serve como guia para a elaboração do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA).

 

O Governo do Estado enviou na quarta-feira (15) o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para o ano de 2027 à Assembleia Legislativa do Paraná, conforme determina a Lei de Responsabilidade Fiscal. O documento delimita as metas e prioridades do Poder Executivo para o próximo ano fiscal e serve como guia para a elaboração do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA). Para o próximo ano, o PLDO prevê uma receita total líquida de R$ 84,5 bilhões — valor 5,9% superior aos R$ 74,5 bilhões de 2026. Desse total, as receitas primárias (impostos e transferências) somam R$ 77,5 bilhões e as receitas de aplicações financeiras, R$ 5,8 bilhões.

Segundo a projeção da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), a arrecadação de tributos em 2027 deve apresentar um crescimento médio de 5% em comparação ao esperado para 2026, saltando de R$ 42 bilhões para R$ 44,2 bilhões, com destaque para o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).  Com a entrega do documento à Assembleia Legislativa, os deputados estaduais têm até o início do segundo semestre para votar o projeto e devolvê-lo ao Executivo. É a partir disso que a Secretaria de Estado da Fazenda usará o texto aprovado e sancionado como base para a elaboração do PLOA, que vai determinar os detalhes do orçamento de 2027.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS 

 

Comércio do Paraná teve crescimento de 2,9% em fevereiro

No acumulado do ano, o setor varejista paranaense mantém ritmo positivo, com crescimento de 3,3%, o dobro da média nacional (1,5%), e no acumulado dos últimos doze meses o resultado chega a 2,8%, à frente da média nacional de 1,4%.

 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na quarta-feira (15) a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC). Em fevereiro, o Estado registrou alta de 2,9% em relação a janeiro, desempenho quase cinco vezes superior à média nacional, que ficou em 0,6%. A pesquisa analisa o comportamento do comércio varejista do país com indicadores da receita e volume de vendas de empresas com 20 ou mais pessoas ocupadas. O Paraná lidera o ranking entre as unidades da federação, à frente da Bahia (2,7%), Minas Gerais (2,5%) e Paraíba (2,4%). O resultado também coloca o Estado com ampla vantagem na região Sul, superando o Rio Grande do Sul (1,8%) e Santa Catarina (1%). Apenas 17 das 27 Unidades da Federação tiveram resultado positivo. No acumulado do ano, o setor varejista paranaense mantém ritmo positivo, com crescimento de 3,3%, o dobro da média nacional (1,5%), e no acumulado dos últimos doze meses o resultado chega a 2,8%, à frente da média nacional de 1,4%. Esse resultado é do quadro que não engloba os setores de veículos e construção civil. E o bom desempenho também aparece no comércio varejista ampliado. Nesse recorte, o Paraná registrou crescimento de 3,7% em fevereiro na comparação com janeiro, resultado 3,7 vezes maior que a média nacional, que foi de 1% no período. O desempenho é o terceiro melhor do País, atrás apenas de Mato Grosso do Sul (6,2%) e da Bahia (5,4%). Na região Sul, o Paraná também lidera com folga, seguido por Santa Catarina (2,2%) e Rio Grande do Sul (0,2%). No primeiro bimestre do ano, o avanço do comércio no Estado foi puxado principalmente por segmentos ligados ao consumo das famílias. O destaque ficou para o setor de artigos de uso pessoal e doméstico, com alta de 15,3%. Também contribuíram para o resultado os artigos farmacêuticos (8,8%), hipermercados e supermercados (5,7%), tecidos e vestuário (3,4%) e eletrodomésticos (0,7%).

A pesquisa do IBGE mostra ainda avanço na receita nominal do comércio ampliado paranaense. Entre janeiro e fevereiro, a receita cresceu 2,6%, resultado quase três vezes superior ao nacional, que registrou alta de 0,9%. No acumulado de 12 meses, o Estado apresenta crescimento de 3% na receita, reforçando o cenário de expansão do setor.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

 

Mesmo com queda em março, exportações do agro bateram recorde no trimestre

Apesar do aumento do volume exportado nos três primeiros meses do ano, houve queda do preço médio. Complexo soja liderou as exportações do agronegócio brasileiro

 

As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 38,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 0,9% em relação ao mesmo período de 2025. Segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, esse é o maior valor da série histórica para os meses de janeiro a março. Por sua vez, as importações do setor totalizaram US$ 5 bilhões (queda de 3,3% em relação ao primeiro trimestre de 2025), o que resultou em superávit de US$ 33 bilhões no período (alta de 1,8% em relação ao mesmo intervalo do ano passado). Apesar do aumento do volume exportado em 3,8%, houve queda do preço médio em 2,8%. Entre os fatores associados ao recuo está a redução do preço médio das cotações de algumas commodities da pauta exportadora, como açúcar de cana em bruto, algodão não cardado nem penteado, milho e farelo de soja. Em nota, a Pasta disse que o desempenho no trimestre reflete, entre outros fatores, a estratégia de abertura e ampliação de mercados. Entre janeiro e março deste ano, foram 30 novos mercados abertos para produtos do agro brasileiro, que se somam aos mais de 500 mercados abertos nos três primeiros anos de gestão. Apesar dos números positivos, os resultados dos embarques encerraram o último mês do primeiro trimestre em queda. Em março, as exportações do agronegócio brasileiro atingiram US$ 15,41 bilhões. Houve recuo de 0,7% em comparação aos US$ 15,52 bilhões exportados em março de 2025. Os preços médios de exportação dos produtos do agronegócio brasileiro apresentaram elevação de 0,1% no mesmo período, houve, contudo, queda de 0,8% no volume total embarcado. Em nota, a Pasta disse que o desempenho do setor no cenário externo demonstrou resiliência dentro do contexto de guerra entre Estados Unidos e Irã. No primeiro trimestre, a China foi o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, responsável por 29,8% de participação na pauta exportadora, com US$ 11,33 bilhões (alta de US$ 510 milhões, +4,7% em relação ao primeiro trimestre de 2025). A União Europeia ficou na segunda posição, com +14,9% de participação e US$ 5,67 bilhões (recuo de US$ 5,6 milhões, -0,1%, em relação ao primeiro trimestre de 2025), seguida pelos Estados Unidos, com +5,9% de participação e US$ 2,24 bilhões (recuo de US$ 1,02 bilhão, -31,2%, em relação ao primeiro trimestre de 2025). Os três principais setores exportadores do agronegócio no primeiro trimestre de 2026 foram: complexo soja (US$ 12,13 bilhões, 31,8% do total das exportações e incremento de 11,5% em relação ao mesmo período de 2025); proteínas animais (US$ 8,12 bilhões, 21,3% do total das exportações e incremento de 21,8% em relação ao mesmo período de 2025); e produtos florestais (US$ 3,94 bilhões, 10,3% do total das exportações e decréscimo de 10,1% em relação ao mesmo período de 2025). O ministério destacou o recorde para carne bovina in natura em valor (US$ 3,98 bilhões, 10,5% do total exportado e aumento de 37,3% em relação ao primeiro trimestre de 2025) e em quantidade (702 mil toneladas, 1,2% do volume total exportado e aumento de 19,7% em relação ao primeiro trimestre de 2025). A carne suína in natura também bateu recorde em valor (US$ 846 milhões, 2,2% do total das exportações e aumento de 16,4% em relação ao primeiro trimestre de 2025) e em quantidade (336 mil toneladas, 0,6% do volume total exportado e aumento de 15,3% em relação ao primeiro trimestre de 2025). Em ambos os casos, o desempenho coincide com a estratégia de abertura e ampliação de mercados. A carne bovina e derivados acumulam 31 aberturas desde 2023. A carne suína e derivados, por sua vez, já somam 21 aberturas, sendo quatro apenas no primeiro trimestre de 2026, disse o ministério, em nota. Também houve recorde em quantidade para soja em grãos (23,47 milhões de toneladas, 39,9% do volume total exportado e aumento de 5,9% em relação ao primeiro trimestre de 2025), farelo de soja (5,43 milhões de toneladas, 9,2% do volume total exportado e aumento de 5,1%) e algodão (935 mil toneladas, 1,6% do volume total exportado e aumento de 0,6% em relação ao primeiro trimestre de 2025). Os cinco principais setores exportadores do agronegócio brasileiro foram responsáveis por 82,7% do valor total das exportações do setor em março de 2026: complexo soja (US$ 6,8 bilhões; 44,1% de participação); carnes (US$ 2,83 bilhões; 18,4% de participação); produtos florestais (US$ 1,31 bilhão; 8,5% de participação); café (US$ 1,1 bilhão; 7,2% de participação); complexo sucroalcooleiro (US$ 701,8 milhões; 4,6% de participação). No mesmo mês de março de 2025, os mesmos setores responderam por 83,8% das vendas externas do agronegócio.

GLOBO RURAL

 

ECONOMIA

 

Dólar fecha estável no Brasil com mercado à espera de retomada das negociações entre EUA e Irã

O dólar fechou a quarta-feira quase estável ante o real, após oscilar em margens bastante estreitas durante a sessão, enquanto no exterior a moeda norte-americana exibia sinais mistos ante as demais divisas, sem que surgissem novidades de impacto sobre a guerra no Oriente Médio.  

 

Em meio às movimentações de Estados Unidos e Irã para a retomada das negociações de paz, o dólar à vista fechou o dia em leve baixa de 0,02%, aos R$4,9927. Foi a sexta sessão consecutiva em que a moeda norte-americana fechou com sinal negativo, ainda que com variação mínima.

No ano, a divisa passou a acumular baixa de 9,04% ante o real. Às 17h19, o dólar futuro para maio -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,14% na B3, aos R$5,0085.

Na quarta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a guerra com o Irã pode terminar em breve, sinalizando uma retomada das negociações nos próximos dias. Conforme o site Axios, os dois países fizeram progressos na terça-feira e estão se aproximando de um acordo-quadro para encerrar a guerra. Porém, sem notícias mais palpáveis sobre um possível acordo, o dólar oscilou em margens estreitas durante todo o dia, sem força para se firmar em alta ou em baixa. Após registrar a máxima de R$5,0036 (+0,20%) às 9h26, o dólar à vista atingiu a mínima de R$4,9849 (-0,17%) às 10h27. Da máxima para a mínima a variação do dólar foi de apenas -0,36%, o que mostra o quanto as cotações seguiram travadas, com os investidores à espera de novidades sobre a guerra no Oriente Médio. “A divisa acompanhou o comportamento lateral do DXY (índice do dólar), com o mercado em compasso de espera por sinais mais claros sobre as negociações entre EUA e Irã, enquanto o petróleo oscilou, mas se manteve abaixo de US$100, reduzindo pressões adicionais”, resumiu Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, em comentário escrito. No noticiário local, destaque para a pesquisa Genial/Quaest sobre a eleição presidencial de outubro. No primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem 37% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) soma 32%. Bem mais atrás aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 6%, e Romeu Zema (Novo), com 3%, entre outros candidatos. No segundo turno, Flávio tem 42% e Lula soma 40%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

REUTERS

 

Ibovespa fecha em queda em pregão de ajustes após 11 altas seguidas

O Ibovespa voltou a testar os 199 mil pontos nesta terça-feira, mas fechou em queda, em pregão de ajustes, encerrando uma série de onze altas, quando renovou suas máximas históricas e se aproximou da marca inédita de 200 mil pontos.

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,58%, a 197.500,35 pontos, no primeiro fechamento negativo de abril, de acordo com dados preliminares. Na sessão, chegou a 199.232,46 pontos na máxima e a 196.966,16 na mínima. somava R$35,36 bilhões antes dos ajustes finais, em dia também marcado pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa e de contrato futuro do índice. Na véspera, o Ibovespa ultrapassou os 199 mil pontos pela primeira vez na história no melhor momento, chegando a 199.354,81 pontos, mas não sustentou o fôlego e encerrou a 198.657,33 pontos. Ainda assim, renovou recorde de fechamento e confirmou uma sequência de onze altas, período em que acumulou um ganho de mais de 9%.

REUTERS

 

IGP-10 sobe mais que o esperado em abril sob impacto da guerra no Oriente Médio, mostra FGV

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) registrou alta de 2,94% em abril, depois de cair 0,24% no mês anterior, em resultado bem acima do esperado diante das pressões causadas pela guerra no Oriente Médio.

 

Com isso, o IGP-10 passa a acumular em 12 meses avanço de 0,56%, de acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A expectativa em pesquisa da Reuters para a leitura mensal era de alta de 1,79%. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, teve avanço de 3,81% em abril, depois de recuar 0,39% no mês anterior. “A expressiva alta ... nos preços ao produtor decorre dos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. Seus efeitos extrapolam os derivados de petróleo e atingem insumos relevantes de diversos setores da economia, como o ácido sulfúrico e os adubos ou fertilizantes, cujos preços registraram elevações de 29% e 6,8%, respectivamente", explicou Matheus Dias, economista do FGV IBRE.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que as negociações com o Irã podem ser retomadas no Paquistão nos próximos dois dias, depois de terem falhado no fim de semana. Autoridades paquistanesas e iranianas também disseram que as negociações podem ser retomadas. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que responde por 30% do índice geral, registrou alta de 0,88% no mês, contra variação positiva de 0,03% em março. Dias destacou que os preços ao consumidor também foram impactados pelo conflito entre Estados Unidos e Israel com o Irã, que começou em 28 de fevereiro, com destaque para a gasolina como principal influência. O combustível teve alta de 6,38% em abril, abandonando a queda de 0,56% do mês anterior. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10), por sua vez, subiu 0,88% em abril, depois de uma alta de 0,29% no mês anterior. "De forma semelhante, os custos da construção... refletiram de maneira significativa os reajustes dos combustíveis e derivados de petróleo, os quais afetaram indiretamente os preços de produtos com elevado consumo de transporte, como cimento, massa de concreto e bloco de concreto", completou Dias.

REUTERS

 

Brasil tem fluxo cambial negativo de US$750 mi em abril até dia 10, diz BC

O Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$750 milhões em abril até o dia 10, conforme dados divulgados na quarta-feira pelo Banco Central.

 

Pelo canal financeiro, houve saídas líquidas de US$678 milhões em abril até o dia 10. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Pelo canal comercial, que contabiliza exportações e importações, o saldo de abril até o dia 10 foi negativo em US$72 milhões. Os dados mais recentes do BC são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. Na semana passada, de 6 a 10 de abril, saíram do país US$1,303 bilhão.

No acumulado do ano, apesar das saídas de dólares em março, em função da guerra no Oriente Médio, o Brasil ainda registra fluxo cambial total positivo, de US$3,357 bilhões.

REUTERS

 

Governo projeta alta de 2,56% no PIB. inflação de 3,04% em 2027 Números constam do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) do ano que vem

 

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve crescer 2,56% em 2027, conforme divulgado pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) do ano que vem, que será encaminhado ao Congresso Nacional. As projeções para 2028, 2029 e 2030, sempre de crescimento, são respectivamente de 2,56%, 2,59% e 2,66%. Os ministérios projetam que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado ficará em 3,04% em 2027, 3,00% em 2028, 2029 e 2030. PLDO fixa meta de superávit primário de 0,5% do PIB para 2027 e dívida bruta de 86% do PIB. Para o Índice de Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) a estimativa é de 3,06% em 2027, 3,00% em 2028, 2029 e 2030. Em relação ao Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), da Fundação Getulio Vargas (FGV), a estimativa é de 4,00% em 2027, 3,80% em 2028, 2029 e 2030. Pelo texto, a previsão para a alta da massa salarial no ano que vem é 11,19%. Para 2028, é 11,08%. Para 2029, é 11,06%, enquanto para 2030 é 11,12%. Já a Selic média, prevê o governo, será de 10,55% em 2027, 9,27% em 2028, 8,27% em 2029 e 7,27% em 2030. O câmbio, por sua vez, teria uma média de R$ 5,47 no próximo ano, R$ 5,45 em 2028, R$ 5,50 em 2029 e R$ 5,53 em 2030, respectivamente. Além disso, o governo calcula que o preço médio do barril de petróleo ficará US$ 67,69 em 2027, US$ 66,60 em 2028, US$ 66,92 em 2029 e US$ 67,44 em 2030.

VALOR ECONÔMICO

 

Tesouro capta 5 bilhões de euros na maior emissão de dívida soberana já feita no país

A oferta de títulos de dívida do Tesouro Nacional no mercado europeu, de 5 bilhões de euros, alcançou o maior volume já emitido no mercado externo, segundo bancos que atuaram na operação.

 

A emissão, que ocorreu após mais de uma década sem operações desse tipo, foi bem recebida pelos investidores. Mais de 700 nomes participaram da oferta e a demanda se aproximou dos 16 bilhões de euros, o que permitiu a redução das taxas em 35 pontos-base (bps), conforme uma fonte. Foram, no total, três séries com vencimento em quatro, sete e dez anos. Na série mais curta, a taxa ficou em 1,45% acima do “mid-swap”, que representa uma cesta de títulos públicos de países europeus. Nas demais, o spread foi de 2,1% e 2,55%, apurou o Valor. No início do dia, a previsão era de que a oferta movimentasse 3 bilhões de euros, mas o volume foi ampliado diante da forte demanda pelos papéis. Nesta semana, o Tesouro Nacional disse em

nota que a captação tem por objetivo a construção de uma curva soberana eficiente em euros, oferecendo referência para outros emissores domésticos. “Ademais, a retomada das emissões em euros, em complemento ao dólar, contribui para a diversificação cambial da dívida pública brasileira”, afirmou. A operação é liderada pelos bancos BBVA, BNP Paribas, Bank of America e UBS.

VALOR ECONÔMICO

 

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