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CLIPPING DO SINDICARNE NÂș 1019 DE 05 DE JANEIRO DE 2025

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Sindicato da IndĂșstria de Carnes e Derivados no Estado do ParanĂĄ

Ano 5 | nÂș 1019 | 05 de janeiro de 2025

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Mercado do boi gordo inicia ano com estabilidades nos preços

Feriado limitou negociaçÔes, enquanto anĂșncio de salvaguardas chinesas impĂ”e cautela ao setor ao longo do ano

 

O mercado fĂ­sico do boi gordo iniciou 2026 com fluxo inexpressivo de negociaçÔes e manutenção das indicaçÔes de preços na maior parte do paĂ­s. A baixa movimentação ainda reflete o perĂ­odo de feriado, que reduziu a presença dos agentes nas praças pecuĂĄrias. No dia 31 de dezembro, a China anunciou salvaguardas para a importação de carne bovina, estabelecendo para o Brasil, em 2026, uma cota de 1,106 milhĂŁo de toneladas. O volume Ă© inferior aos embarques registrados em 2025, quando as exportaçÔes brasileiras ao mercado chinĂȘs tendem a alcançar cerca de 1,7 milhĂŁo de toneladas. Segundo analistas, a mudança exige maior cautela do mercado brasileiro, diante da possibilidade de redução no volume total de carne bovina embarcada ao longo de 2026, o que pode impactar a formação de preços no mercado interno. No mercado atacadista, o cenĂĄrio Ă© de acomodação neste inĂ­cio de ano. O padrĂŁo de consumo projetado para o primeiro trimestre aponta para maior demanda por proteĂ­nas mais acessĂ­veis, como carne de frango, ovos e embutidos, comportamento considerado tĂ­pico do perĂ­odo, marcado por despesas tradicionais como IPTU, IPVA e compra de material escolar. Preços do boi gordo no atacado: Quarto dianteiro: manteve-se em R$ 17,85 por quilo. Quarto traseiro: segue precificado em R$ 25,40 por quilo. Ponta de agulha: permanece no patamar de R$ 17,50 por quilo.

SAFRAS NEWS

 

Carne bovina vai ficar mais barata? Entenda o impacto da sobretaxa chinesa

Especialistas avaliam como deve ficar o comportamento de preços do alimento ao consumidor.

VariaçÔes maiores podem ser sentidas no segundo semestre do ano

 

A cota de importação de carne bovina anunciada em 31/12 pela China deverĂĄ fazer com que o Brasil exporte menos para o seu principal cliente em 2026. O volume que exceder 1,1 milhĂŁo de toneladas por ano serĂĄ taxado em 55%, o que na prĂĄtica inviabiliza embarques acima desta quantidade. Em 2025, a estimativa Ă© de que o Brasil tenha exportado 1,5 milhĂŁo a 1,7 milhĂŁo de toneladas para o mercado chinĂȘs (os nĂșmeros finais ainda nĂŁo foram contabilizados). Ou seja, pelo menos 400 mil toneladas de carne bovina nĂŁo deverĂŁo ser exportadas para a China em 2026. O coordenador de Mercados da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, diz que nĂŁo se pode esperar quedas muito agressivas, mas ressalta que o mercado perde o apelo a altas que estava presente antes do anĂșncio das cotas. "O movimento tradicional vai apontar para uma queda de preços que pode chegar a 5% nos cortes do traseiro bovino, que sĂŁo cortes de maior valor agregado", observa o especialista, citando como exemplos a picanha, a alcatra e o filĂ© mignon. Segundo Iglesias, o inĂ­cio do ano costuma registrar consumo mais fraco, com o orçamento das famĂ­lias pressionado por despesas como IPTU, IPVA e material escolar, o que reduz a demanda por cortes mais caros e favorece proteĂ­nas mais acessĂ­veis. Na avaliação da Agrifatto, o impacto da cota chinesa sobre os preços da carne bovina no mercado interno tende a ser limitado no curto prazo. Segundo a analista Lygia Pimentel, a medida desencadeou uma reação imediata dos frigorĂ­ficos brasileiros para acelerar os embarques ao mercado chinĂȘs. “No momento, o que estamos vendo Ă© uma corrida para se preencher logo essa cota”, afirma. AlĂ©m disso, parte do volume que deixaria de ser exportado diretamente para a China pode ser redirecionada por meio de operaçÔes de arbitragem, principalmente via Argentina e Uruguai, paĂ­ses que tĂȘm cotas superiores ao volume que exportaram no ano passado. Com esse cenĂĄrio, a tendĂȘncia para o primeiro semestre Ă© de relativa estabilidade, com dificuldade tanto para quedas expressivas quanto para altas relevantes nos preços da carne no varejo. A pressĂŁo maior, avalia Lygia, pode ficar para o segundo semestre, quando a oferta de gado tende a diminuir e os efeitos da nova regra chinesa sobre as exportaçÔes ficarĂŁo mais claros. Para JoĂŁo Figueiredo, analista da Datagro PecuĂĄria, a imposição da cota chinesa tende a alterar o ritmo das exportaçÔes, mas nĂŁo deve provocar uma queda abrupta nos preços da carne no mercado interno. De acordo com ele, a tendĂȘncia inicial Ă© de uma corrida dos exportadores para antecipar embarques e preencher o volume autorizado, o que pode manter o mercado aquecido no começo do ano. Na avaliação do especialista, essa antecipação muda o ritmo das exportaçÔes, concentrando volumes maiores nos primeiros meses do ano. No mercado domĂ©stico, o analista avalia que a medida pode gerar um efeito inicial de estabilidade, com viĂ©s pontual de baixa, mas reforça que 2026 ainda tende a ser um ano de preços firmes, diante da expectativa de oferta menor de gado e de um cenĂĄrio global de escassez de carne bovina. Segundo Figueiredo, fatores como cĂąmbio, consumo interno e eleiçÔes devem aumentar a volatilidade ao longo do ano, limitando movimentos extremos de preço.

GLOBO RURAL

 

CARNES

 

ABPA monitora renovação de isenção tarifåria no México para carne de frango. A isenção para a carne suína foi suspensa

 A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) acompanha os efeitos da renovação do decreto publicado pelo governo do México que trata da isenção tarifåria para a importação de diversos produtos alimentícios, incluindo a carne de frango.

 

O PACIC (Paquete Contra la InflaciĂłn y la CarestĂ­a), programa adotado pelo governo mexicano para mitigar os efeitos da inflação sobre alimentos bĂĄsicos, concede isenção temporĂĄria de tarifas de importação a paĂ­ses sem acordos comerciais com o MĂ©xico, como forma de ampliar a oferta interna. O benefĂ­cio nĂŁo Ă© direcionado exclusivamente ao Brasil. Trata-se de uma decisĂŁo de polĂ­tica interna mexicana, aplicada de forma geral a todos os paĂ­ses que nĂŁo possuem acordo comercial com o paĂ­s. Na renovação do PACIC deste ano, a principal notĂ­cia foi a permanĂȘncia da isenção para a carne de frango. Quinto maior destino das exportaçÔes brasileiras, o MĂ©xico importou 238 mil toneladas entre janeiro e novembro do ano passado, volume 16% maior em relação ao mesmo perĂ­odo do ano anterior. Ao mesmo tempo, no novo PACIC, a isenção para a carne suĂ­na foi suspensa, e o produto passa a ser importado com tarifa em torno de 16%, patamar que, na avaliação da ABPA, diminui a competitividade, mas nĂŁo torna proibitivo o comĂ©rcio com o mercado mexicano. A alĂ­quota que passa a vigorar nĂŁo inviabiliza a continuidade do fluxo comercial, especialmente diante do histĂłrico de demanda pelo produto. Entre janeiro e novembro de 2025, os embarques brasileiros para o paĂ­s cresceram mais de 70% em volume, chegando a 74 mil toneladas. No caso dos produtos sem isenção, cabe destacar, ainda, que hĂĄ regras de transição previstas no decreto mexicano, permitindo a manutenção de benefĂ­cios administrativos para contratos firmados anteriormente.

ABPA

 

FRANGOS

 

Frango/Cepea: Setor projeta novo avanço em 2026; risco sanitårio segue no radar

Pesquisadores do Cepea apontam que a avicultura de corte brasileira deve manter trajetória de crescimento em 2026, sustentada pelo avanço das exportaçÔes, pela oferta ajustada às demandas interna e externa e por margens favoråveis ao produtor.

 

Esse cenĂĄrio, porĂ©m, depende da ausĂȘncia de novos focos de Influenza AviĂĄria, sobretudo durante o perĂ­odo crĂ­tico do fluxo migratĂłrio de aves. A ABPA estima o consumo per capita de carne de frango em 47,3 kg em 2026, alta de 1,2% frente a 2025. Agentes consultados pelo Cepea ressaltam que a isenção do imposto de renda para salĂĄrios atĂ© R$ 5 mil deve contribuir para sustentar a demanda interna. O Brasil responde por cerca de um terço da carne de frango exportada globalmente e manteve liderança mesmo diante de restriçÔes pontuais provocadas pela gripe aviĂĄria. ProjeçÔes do Cepea apontam incremento de 2,4% nos embarques em 2026 e produção de 14,73 milhĂ”es toneladas, aumento de 3,8% sobre 2025. A concretização desse desempenho requer controle sanitĂĄrio rigoroso, jĂĄ que eventuais focos em granjas podem resultar em barreiras imediatas de importadores – como ocorrido em maio/25. O Cepea destaca a necessidade de monitoramento contĂ­nuo do vĂ­rus H5N1, considerando surtos recentes na Europa, nos Estados Unidos e no JapĂŁo, impulsionados pela migração de aves. O perĂ­odo crĂ­tico coincide com a chegada de aves migratĂłrias, entre maio e julho. Apesar do alerta, o setor brasileiro dispĂ”e de elevado nĂ­vel de biosseguridade e de capacidade tĂ©cnica e comercial para responder a eventuais ocorrĂȘncias, como demonstrado em 2025.

CEPEA

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Caged de novembro coloca o ParanĂĄ entre os trĂȘs maiores saldos de empregos do Brasil

Pelo levantamento publicado pelo MinistĂ©rio do Trabalho e Emprego (MTE), o ParanĂĄ ocupa a terceira posição entre os Estados com maior saldo de empregos em dois recortes, tanto no acumulado do ano quanto nos Ășltimos 12 meses. O saldo de empregos Ă© a diferença entre as contrataçÔes e os desligamentos em um determinado perĂ­odo.

 

A Ășltima atualização do Caged divulgada em 2025, com os dados de novembro, foi publicada dia 30 de dezembro. Pelo levantamento publicado pelo MinistĂ©rio do Trabalho e Emprego (MTE), o ParanĂĄ ocupa a terceira posição entre os Estados com maior saldo de empregos em dois recortes, tanto no acumulado do ano quanto nos Ășltimos 12 meses. Considerando apenas os nĂșmeros do ano vigente, entre janeiro e novembro, o ParanĂĄ chegou a um saldo de empregos de 131.674, fruto de 1.913.872 contrataçÔes e 1.782.198 demissĂ”es. Apenas SĂŁo Paulo (541.115) e Minas Gerais (151.364) apresentaram desempenho superior no perĂ­odo.

Nesse extrato, o setor de serviços teve o maior saldo de vagas: 72.590. A indĂșstria foi o segundo segmento mais expressivo, registrando 26.074 contrataçÔes a mais do que demissĂ”es. ComĂ©rcio veio logo atrĂĄs, com 22.069. JĂĄ a ĂĄrea de construção conseguiu somar 8.886, ficando Ă  frente da agropecuĂĄria, que teve 2.296. O estudo trouxe ainda 20 vagas consideradas nĂŁo identificadas. Tendo em vista os 12 meses anteriores, o saldo paranaense ficou em 91.889 vagas — um reflexo das 2.023.507 admissĂ”es entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, ante os 1.931.618 desligamentos. Desta vez, no entanto, as duas unidades da Federação com melhor rendimento foram SĂŁo Paulo (350.546) e Rio de Janeiro (109.821).

Em novembro, o ParanĂĄ registrou 145.321 contrataçÔes e 143.568 demissĂ”es, garantindo um saldo positivo de 1.753 vagas de trabalho. As atividades que mais se destacaram incluem a de comĂ©rcio, com 3.490 postos de trabalho de saldo, e de serviços, com 1.547. A agropecuĂĄria tambĂ©m teve saldo positivo de 68. Os setores de construção e indĂșstria, porĂ©m, fecharam o mĂȘs no negativo: -1.633 e -1.719, respectivamente. Curitiba lidera os municĂ­pios paranaenses com maior saldo no acumulado do ano de 2025, com 31.048. Logo depois, aparecem Londrina, com 9.982, e SĂŁo JosĂ© dos Pinhais, que registrou saldo de 7.063. O top 5 do Estado tem ainda Toledo, que acumulou 5.601 vagas nesse perĂ­odo, e MaringĂĄ, com 5.595. O Caged se debruçou tambĂ©m sobre o salĂĄrio mĂ©dio de admissĂŁo em novembro. O ParanĂĄ obteve a quinta colocação nesse item, com vencimentos de R$ 2.270,54, o que representou um aumento de 0,49% em relação a outubro e de 2,56% na comparação com novembro de 2024. Os lĂ­deres neste quesito na atualização desta terça-feira foram Distrito Federal, SĂŁo Paulo, Santa Catarina e Rio de Janeiro.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

 

Indenização da Petrobras: Paranå avança na execução de R$ 639,5 milhÔes em projetos ambientais

De acordo com o mais recente relatório divulgado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentåvel (Sedest), concluído em dezembro, 82 projetos foram aprovados e estão em diferentes fases de execução.

 

Segundo o mais recente relatĂłrio divulgado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento SustentĂĄvel (Sedest), concluĂ­do em dezembro, 82 propostas foram aprovadas e estĂŁo em diferentes fases de execução, alcançando R$ 639,5 milhĂ”es em investimentos. O valor total da verba compensatĂłria depositada em juĂ­zo pela Petrobras, com juros e correçÔes, Ă© atualmente de aproximadamente R$ 1,2 bilhĂŁo. O acordo contempla iniciativas que abrangem todas as regiĂ”es do Estado, com foco em conservação ambiental, gestĂŁo hĂ­drica, recuperação de ĂĄreas degradadas, parques urbanos, modernização da estrutura pĂșblica e apoio ao manejo de resĂ­duos sĂłlidos. Entre as açÔes em andamento por meio de projetos apresentados pelo Instituto Água e Terra (IAT) estĂŁo a construção de 13 parques urbanos, 10 barracĂ”es de coleta seletiva, reaparelhamento da fiscalização ambiental, restauração de viveiros florestais e laboratĂłrios de sementes e o Monitora ParanĂĄ entre outros. Na ĂĄrea de conservação da biodiversidade, o IAT avança na proposta de proteção do muriqui-do-sul, espĂ©cie criticamente ameaçada. A iniciativa, atualmente em fase de licitação, envolve monitoramento, manejo e fortalecimento de corredores ecolĂłgicos para preservação do animal. AlĂ©m disso, o Estado monitora o desenvolvimento de projetos voltados para criação de Unidades de Conservação (UCs), controle de erosĂŁo e cheias, modernização tecnolĂłgica da gestĂŁo ambiental e implantação de Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas). TambĂ©m hĂĄ iniciativas apoiadas por universidades estaduais, federais e fundaçÔes de pesquisa, alĂ©m de programas municipais para drenagem, revitalização urbana e proteção de bacias hidrogrĂĄficas. A indenização se refere Ă  ação civil pĂșblica de compensação dos danos morais coletivos e difusos em razĂŁo do vazamento de petrĂłleo da Refinaria Presidente GetĂșlio Vargas (Repar), em AraucĂĄria, na RegiĂŁo Metropolitana de Curitiba, ocorrido em julho de 2000. Os recursos serĂŁo aplicados pelo Governo do ParanĂĄ em açÔes de conservação, proteção e recuperação de ĂĄreas de proteção ambiental, como encostas, rios e mananciais. Parte do valor tambĂ©m poderĂĄ ser utilizada para açÔes que visem a redução da geração de resĂ­duos sĂłlidos, a implantação e fiscalização de parques pĂșblicos, viveiros florestais e centros de triagem de animais silvestres e iniciativas de educação ambiental. O acordo prevĂȘ que 5% do valor seja utilizado para projetos que venham a ser apresentados pelo municĂ­pio de AraucĂĄria, ĂĄrea mais afetada pelo desastre, bem como outros 5% para programas que beneficiem a bacia hidrogrĂĄfica do Alto Iguaçu, que envolve ĂĄreas nos municĂ­pios de Curitiba, Fazenda Rio Grande, Pinhais, Piraquara, SĂŁo JosĂ© dos Pinhais e outros. O restante serĂĄ dividido em açÔes voltadas para as Unidades de Conservação estaduais e federais, e projetos oriundos do Fundo Estadual do Meio Ambiente (Fema), criado por meio da Lei Estadual 12.945, de 2000, com a finalidade de concentrar recursos para financiamento de planos, programas e projetos sobre o controle, a preservação, a conservação e a recuperação do meio ambiente, com verbas do Estado, UniĂŁo e municĂ­pios, alĂ©m de multas e decisĂ”es judiciais por infraçÔes ambientais, como no caso da ação envolvendo a Petrobras. Os recursos servem como compensação financeira aos danos causados pelo vazamento de cerca de 4 milhĂ”es de litros de petrĂłleo de uma vĂĄlvula do oleoduto que transportava o combustĂ­vel fĂłssil do porto de SĂŁo Francisco, em Santa Catarina, atĂ© a Refinaria Presidente GetĂșlio Vargas, em AraucĂĄria. Os impactos do acidente alcançaram 40 quilĂŽmetros de extensĂŁo do Rio Iguaçu na Ă©poca, alĂ©m de contaminar aproximadamente 140 hectares de solo, o que trouxe sĂ©rios prejuĂ­zos Ă  fauna e Ă  flora da regiĂŁo do Alto Iguaçu. A reparação envolve danos causados a anfĂ­bios, aves, mamĂ­feros, peixes, flora, qualidade do ar e ĂĄguas subterrĂąneas.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

 

ECONOMIA

 

DĂłlar Ă  vista fecha em queda firme com liquidez reduzida

O dólar fechou o primeiro pregão do ano em queda firme, em um movimento de ajuste de posiçÔes, após um pregão de baixa liquidez nos mercados por conta das festas de fim de ano.

 

O dĂłlar Ă  vista fechou em queda de 1,19%, aos R$5,4238 na venda. Na mĂ­nima intradia, o dĂłlar atingiu R$5,4176 (-1,30%), Ă s 15h23. A cotação mĂĄxima de R$5,4517 (-0,68%) foi atingida Ă s 12h21. Às 17h54, o contrato de dĂłlar futuro para fevereiro -- atualmente o mais negociado no Brasil -- caĂ­a 1,01% na B3, aos R$5,4640. Para operadores do mercado ouvidos pela Reuters, o movimento visto nesta sexta-feira jĂĄ era aguardado. "JĂĄ era esperado esse movimento, uma vez que tivemos uma alta bem significativa no fim do ano puxada pelas remessas de dividendos de grandes empresas multinacionais. É um ajuste normal devido a essas remessas", disse Thiago Avallone, especialista em cĂąmbio da Manchester Investimentos. Para Fernando Bergallo, diretor da assessoria FB Capital, o movimento tambĂ©m reflete um movimento do "mercado buscando novamente seu preço de equilĂ­brio no cĂąmbio que, na nossa opiniĂŁo, sempre foi abaixo de R$5,40". Durante a tarde, o Banco Central informou que o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$8,410 bilhĂ”es em dezembro atĂ© o dia 26. Pelo canal financeiro, houve saĂ­das lĂ­quidas de US$15,047 bilhĂ”es no perĂ­odo. Pelo canal comercial, o saldo do mĂȘs atĂ© o dia 26 foi positivo em US$6,637 bilhĂ”es. Mais cedo, a pesquisa do Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglĂȘs) mostrou que a atividade industrial no Brasil encerrou 2025 com a retração mais acentuada em trĂȘs meses em dezembro, com redução da produção e das encomendas diante da fraqueza da demanda. O Ă­ndice, compilado pela S&P Global, caiu a 47,6 em dezembro, de 48,8 em novembro, indo mais abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração. Com as principais autoridades brasileiras em recesso, as atençÔes do mercado agora se voltam para a publicação dos dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), na semana.

REUTERS

 

Ibovespa começa 2026 em queda com Minerva e MBRF entre maiores baixas

O Ibovespa voltou a orbitar os 162 mil pontos, mas fechou em queda na sexta-feira, no primeiro pregão do ano, com as açÔes da Minerva e da MBRF entre as maiores perdas após decisão da China de aplicar tarifas de importação para carne bovina.

 

Índice de referĂȘncia do mercado acionĂĄrio brasileiro, o Ibovespa caiu 0,42%, a 160.455,46 pontos, de acordo com dados preliminares, apĂłs marcar 161.956,56 pontos na mĂĄxima e 160.059,14 pontos na mĂ­nima do dia. Em sessĂŁo marcada por baixa liquidez, entrecortada por feriado e fim semana, o volume financeiro somava R$13,9 bilhĂ”es antes dos ajustes finais. A queda ocorre apĂłs o Ibovespa registrar em 2025 uma alta de quase 34%, no melhor desempenho anual em nove anos, tendo quebrado vĂĄrios recordes no ano passado.

REUTERS

 

Retração da indĂșstria do Brasil se aprofunda em dezembro, mostra PMI

A atividade industrial no Brasil encerrou 2025 com a retração mais acentuada em trĂȘs meses em dezembro, com redução da produção e das encomendas diante da fraqueza da demanda, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglĂȘs) na sexta-feira.

 

O Ă­ndice, compilado pela S&P Global, caiu a 47,6 em dezembro, de 48,8 em novembro, indo mais abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração. Segundo os dados da pesquisa, todos os cinco subcomponentes tiveram influĂȘncia negativa na Ășltima leitura.

“A indĂșstria do Brasil foi severamente impactada pela retração da demanda... As novas encomendas nĂŁo conseguiram se recuperar, mesmo com as empresas reduzindo seus preços de venda no ritmo mais forte em pouco menos de dois anos e meio”, destacou a diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence, Pollyanna De Lima. "Os dados indicaram muito pouco que aponte para qualquer recuperação imediata no curto prazo", completou. A taxa de contração da entrada de novos negĂłcios acelerou em dezembro, com os entrevistados identificando retração da demanda como o principal determinante das vendas menores. Isso desencadeou uma nova contração na produção industrial, a mais rĂĄpida desde setembro passado. Quanto Ă  demanda internacional por produtos brasileiros, embora ela tenha continuado a piorar, a taxa de redução das vendas externas moderou em relação a novembro. A pesquisa mostrou ainda que os fabricantes no Brasil sinalizaram uma segunda queda mensal consecutiva nos custos de insumos no final de 2025, com a taxa de desconto marcando o ritmo mais rĂĄpido em 27 meses. As empresas relataram tarifas menores para energia, alimentos, frete, metais, plĂĄsticos e resina. A combinação de economia com os custos e esforços para estimular as vendas reduziu os preços cobrados pelos produtos, caindo pelo quarto mĂȘs consecutivo e no ritmo mais rĂĄpido desde julho de 2023. Mas o aumento marginal no emprego registrado em novembro foi revertido em dezembro, com as empresas cortando o quadro de funcionĂĄrios pela quarta vez em sete meses em meio a iniciativas de controle de custos e capacidade ociosa. Apesar do cenĂĄrio fraco, os produtores de bens preveem um aumento na produção durante 2026 em comparação aos nĂ­veis atuais. O otimismo foi atribuĂ­do Ă  expectativa de melhores condiçÔes de demanda, redução da taxa de juros, investimentos em tecnologia e maior foco em aprimorar a produtividade.

REUTERS

 

DĂ­vida pĂșblica bruta do Brasil chega a 79% do PIB em novembro, em linha com o esperado

A dĂ­vida bruta do governo registrou nova alta em novembro, quando o setor pĂșblico voltou a registrar dĂ©ficit primĂĄrio, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central.

 

A dĂ­vida pĂșblica bruta do paĂ­s como proporção do PIB fechou novembro em 79,0%, contra 78,4% no mĂȘs anterior e em linha com o esperado por economistas. JĂĄ a dĂ­vida lĂ­quida do setor pĂșblico foi a 65,2% do PIB, de 64,8% em outubro. No mĂȘs passado, o setor pĂșblico consolidado registrou dĂ©ficit primĂĄrio de R$14,420 bilhĂ”es, ligeiramente acima da expectativa de economistas consultados em pesquisa da Reuters de um saldo negativo de R$14,0 bilhĂ”es. Em outubro, o setor pĂșblico teve um superĂĄvit de R$32,392 bilhĂ”es. No acumulado em 12 meses, o dĂ©ficit primĂĄrio correspondeu a 0,36% do PIB. Considerando tambĂ©m as despesas com juros, o dĂ©ficit nominal ficou em 8,13% do PIB.

REUTERS

 

Desemprego cai mais do que o esperado no Brasil em novembro e bate novo recorde, a 5,2%

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,2% nos trĂȘs meses atĂ© novembro, menor nĂ­vel da taxa histĂłrica iniciada em 2012, com novos recordes na renda e no nĂșmero de pessoas ocupadas, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e EstatĂ­stica (IBGE).

 

Economistas esperavam que a taxa ficaria em 5,4%, segundo a mediana das previsĂ”es em pesquisa da Reuters. Em um sinal da resiliĂȘncia do mercado de trabalho mesmo em meio aos juros elevados, o desemprego recuou 0,4 ponto percentual frente ao trimestre mĂłvel anterior (junho a agosto de 2025) e caiu 0,9 ponto sobre o mesmo perĂ­odo de 2024. O nĂșmero de pessoas ocupadas -- 103,2 milhĂ”es -- foi recorde, enquanto a população em busca de emprego -- 5,644 milhĂ”es -- foi a menor da sĂ©rie. A queda do desemprego foi acompanhada de um aumento de 1,8% sobre o trimestre mĂłvel anterior do rendimento real, que chegou ao valor recorde de R$3.574. O Banco Central tem mantido a taxa bĂĄsica de juros Selic em 15% ao ano, maior nĂ­vel em duas dĂ©cadas, na tentativa de levar a inflação Ă  meta contĂ­nua de 3%, sem indicar quando poderĂĄ iniciar um ciclo de cortes nos juros.

REUTERS

 

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