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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1059 DE 04 DE MARÇO DE 2026

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  • há 4 horas
  • 19 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1059 | 04 de março de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Preços do boi gordo sobem em 7 praças das 17 monitoradas pela Agrifatto

Cotações subiram em AL, GO, MG, MT, PA, RO e TO. Já as exportações de carne bovina podem ter seus custos logísticos encarecidos pelo conflito no Irã, alerta consultoria. No PARANÁ: Boi: R$ 355,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: três dias.

 

Na terça-feira (3/3), o preço do boi gordo permaneceu estável em São Paulo, mas subiu em 7 das 17 praças monitoradas diariamente pela Agrifatto – em AL, GO, MG, MT, PA, RO e TO.

Nas demais regiões (AC, BA, ES, MA, MS, PR, RJ, RS e SC), as cotações fecharam o dia com estabilidade, acrescenta a consultoria. Pelos dados da Scot Consultoria, o animal macho sem padrão exportação continua valendo R$ 352/@ no mercado paulista, enquanto o “boi-China, a vaca gorda e a novilha terminada são negociados por R$ 355,00/@, R$ 325/@ e R$ 337/@, respectivamente (preços brutos, no prazo). Segundo a Agrifatto, quatro fatores explicam o movimento de alta nos preços do boi gordo observado nas últimas semanas: a oferta restrita de animais terminados; a boa qualidade das pastagens favorecidas pelas chuvas generosas nas principais regiões produtores; a demanda interna em ritmo razoável (mesmo diante os preços mais baixos das proteínas correntes); e as exportações de carne bovina in natura altamente aquecidas. Além disso, diz a Agrifatto, as escalas de abate reduzidas, que na média Brasil não ultrapassam quatro a cinco dias úteis, concedem maior poder de barganha ao pecuarista, garantindo a sustentação dos valores da arroba. No entanto, alerta a consultoria, as exportações brasileiras da proteína, o principal motor de demanda no início de 2026, podem ter seus custos logísticos encarecidos pelo conflito no Irã, embora o volume exportado não pareça ser afetado. No mercado futuro, os contratos do boi gordo encerram a sessão de segunda-feira (2/3) da B3 em baixa. O papel com vencimento em abril/26 – o mais negociado – fecho cotado a R$ 342,90/@, com recuo de 1,64%, no comparativo diário. Cotações do boi gordo desta terça-feira (3/3), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO :Boi comum: R$ 355,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: cinco dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00.

Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: quatro dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 315,00.

Novilha: R$ 325,00. Escalas: três dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: cinco dias. GOIÁS:

Boi comum: R$ 335,00. Boi China/Europa: R$ 345,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 315,00.

Novilha: R$ 325,00. Escalas: cinco dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: quatro dias.

PARÁ: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 300,00.

Novilha: R$ 310,00. Escalas: três dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 310,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: seis dias. MARANHÃO: Boi: R$ 325,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: cinco dias. Preços brutos do “boi-China” nesta terça-feira (3/3), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 351,00/@ (à vista) e R$ 355,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 336,00/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$338,50/@ (à vista) e R$ 342,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 336,50/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 331,50/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo)

PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 324,50/@ (à vista) R$ 328,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 324,50/@ (à vista) e R$ 328,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 312,00/@ (à vista) e R$ 315,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 319,00/@ (à vista) e R$ 322,00/@ (prazo)

TOCANTINS: R$ 323,50/@ (à vista) e R$ 327,00/@ (prazo). PARANÁ: R$ 351,50/@ (à vista) e R$ 355,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

Confinamento avança no Brasil com fartura de grãos e arroba do boi firme

Com arroba acima de R$ 350 e oferta recorde de grãos, sistema pode alcançar 9,5 milhões de cabeças neste ano, mas alta da reposição exige atenção

 

O confinamento de bovinos no Brasil cresceu em 2025 em relação ao ano anterior, o que indica uma continuidade da expansão do sistema como estratégia adotada por produtores diante das oscilações de mercado, dos custos de produção e da busca por maior previsibilidade nos sistemas de engorda. Para Maurício Velloso, presidente da Associação Brasileira de Pecuária Intensiva (Assocon), uma das principais causas desse aquecimento foi a produção recorde dos grãos mais utilizados, como milho e soja, além de uma maior disponibilidade de coprodutos, com destaque para o DDG. “Essa confluência de fatores ofereceu, principalmente aos pecuaristas que bem usaram as ferramentas de comercialização futura, boas margens. Os custos de produção frente aos valores de comercialização estabelecem a margem possível, e é ela que define a oportunidade de ganho no negócio”, destacou. O crescimento do confinamento tem sido consistente nos últimos anos e ocorre em função de estratégias adotadas pelos pecuaristas. Felipe Fabbri, coordenador da equipe de inteligência de mercado da Scot Consultoria, avalia que o movimento de alta para a cotação da arroba do boi gordo no fim de 2024 acabou trazendo margens interessantes para quem trabalhou com o sistema no ano passado. “Ao longo de 2025, essas margens para o confinamento também acabaram sendo atrativas, principalmente em função dos custos alimentares dentro do contexto de confinamento, que trabalharam menos onerosos do que a reposição e do preço da arroba do boi gordo mais interessante”. Atualmente, a Scot Consultoria trabalha com preços entre R$ 350 e R$ 355 por arroba em São Paulo, com negócios pontuais chegando a R$ 360. Segundo a empresa, a redução na oferta de boiadas e fêmeas tem sustentado os preços, enquanto frigoríficos paulistas ampliam as compras em estados vizinhos como Goiás, Mato Grosso do Sul e Triângulo Mineiro, acirrando a concorrência e elevando as cotações regionais. “O preço do bezerro tem atraído a manutenção de fêmeas nas fazendas. As pastagens, favorecidas pelo volume de precipitação, beneficiam o poder de barganha do pecuarista, que consegue segurar mais o gado. Talvez pontualmente possamos ter ajustes, mas nada que tire os R$ 350 do radar como referencial. Inclusive, alguns fatores podem trazer ainda mais sustentação. Se tivéssemos um câmbio mais próximo de R$ 6, essa arroba poderia estar ainda mais firme”, disse Fabbri. Pelo lado da alimentação, o confinamento também foi impulsionado por uma oferta de milho confortável no ano passado. No caso do DDG, coproduto do etanol de milho e principal componente energético da dieta, houve um aumento na oferta e preços mais baixos em dezembro devido a uma demanda sazonalmente menor no último trimestre e primeiro trimestre do ano seguinte. Segundo estimativas da Scot Consultoria, o confinamento este ano pode atingir recorde, com até 9,5 milhões de cabeças abatidas. No entanto, segundo a empresa, o ponto de atenção está totalmente relacionado à reposição. “O bezerro tem atingido o seu preço máximo nominal. Isso tem levado também ao aumento de preços das outras categorias de reposição, consequentemente boi magro e garrote. Custos pensando na aquisição desse perfil de boiada para o confinamento maiores são esperados”, destacou Fabbri.

Ele considera que a estratégia do confinamento está atrativa, considerando os preços atuais, no mercado futuro da B3 e o custo alimentar vigente. “Se tivermos alguma inversão nesse contexto ou ficar exposto sem nenhuma estratégia de hedge ao longo da temporada, a gente pode ver talvez essas margens um pouco mais depreciadas. Então, atenção na estratégia de hedge e principalmente no custo da alimentação”. “Mercados interno e externo aquecidos, safra farta e barata de grãos e oferta restrita de animais aptos à terminação compõem receita quase certa para um bom guisado de margem positiva à terminação intensiva. Para quem souber e cumprir os fundamentos de produção e comercialização futura, 2026 promete”, acrescentou Velloso, da Assocon.

SCOT CONSULTORIA

 

CARNES

 

Câmara aprova proposta que reserva uso das palavras ‘carne’ e ‘leite’ a produtos animais e pode gerar reflexos tributários

A Câmara dos Deputados aprovou no início da madrugada da terça-feira um projeto de lei que restringe o uso das palavras “carne”, “leite” e “mel” exclusivamente a produtos de origem animal. A proposta determina que alimentos de origem vegetal não poderão utilizar denominações tradicionalmente associadas à proteína animal, como “carne de soja” ou “leite de castanha”, e estabelece novas regras de rotulagem e comercialização. A proposta será analisada pelo Senado Federal.

 

Pelo texto, “carne” passa a ser definida como os tecidos comestíveis de animais de açougue abatidos sob inspeção veterinária. Já “leite” fica restrito ao produto da secreção mamária de fêmeas mamíferas. A proposta também veda que produtos de origem vegetal utilizem denominação associada a alimentos de origem animal. Na prática, itens hoje comercializados como “carne de soja”, “hambúrguer vegetal”, “leite vegetal” ou “iogurte vegano” terão de alterar embalagens, rótulos e estratégias de comunicação. Restaurantes e estabelecimentos também deverão informar de forma clara quando utilizarem produtos similares no preparo de alimentos. O texto estabelece prazo de 180 dias para adaptação após a sanção. De um lado, parlamentares ligados ao agronegócio defenderam a proposta sob o argumento de que a medida garante clareza ao consumidor e evita confusão entre produtos de origem animal e vegetal. — O leite é um produto de origem animal, assim como a carne, e às vezes transparece que existem de origem vegetal. Nós precisamos esclarecer isso ao consumidor. Leite de soja não é leite. Parece que é o que não é — afirmou Pompeo de Mattos (PDT-RS). Na avaliação de deputados favoráveis ao texto, a restrição ao uso das denominações tradicionais protege cadeias produtivas do campo e evita o que classificam como concorrência desleal. Em contrapartida, parlamentares da oposição criticaram a medida e afirmaram que o projeto representa um retrocesso no debate sobre alternativas alimentares e inovação no setor.

— Esse projeto é no mínimo desnecessário e não soma ao avanço da alimentação saudável, de proteínas alternativas, para o consumo humano — disse Chico Alencar (PSOL-RJ). Embora o projeto não altere diretamente alíquotas de impostos nem crie tributos, técnicos apontam que a redefinição legal do que pode ser considerado “carne” ou “leite” pode influenciar o enquadramento tributário desses produtos. No sistema brasileiro, a carga de tributos sobre alimentos varia conforme a classificação fiscal e a natureza jurídica do produto. Carnes in natura, por exemplo, podem ter tratamento tributário diferenciado em determinados regimes e compor lista de itens com tributação reduzida. Já alimentos vegetais processados seguem outra lógica de enquadramento. Ao estabelecer que apenas produtos de origem animal podem ser denominados “carne”, a nova lei tende a consolidar a separação entre proteína animal e vegetal também na esfera fiscal. Isso pode reforçar o enquadramento de itens como a chamada “carne de soja” exclusivamente como produto vegetal industrializado, afastando eventual equiparação a regimes aplicáveis à cadeia da proteína animal. O efeito não é automático e dependerá da regulamentação posterior e da interpretação da Receita Federal. Ainda assim, a definição legal pode influenciar disputas de classificação fiscal e o acesso a benefícios previstos na reforma tributária, especialmente no debate sobre itens da cesta básica com alíquotas reduzidas. O projeto também prevê que o descumprimento das regras poderá sujeitar fabricantes e estabelecimentos às penalidades do Código de Defesa do Consumidor e à perda ou restrição de incentivos e benefícios fiscais concedidos pela União. Nesse ponto, há impacto tributário direto: empresas que mantiverem rotulagem considerada irregular podem perder regimes favorecidos ou incentivos federais.

O GLOBO

 

Com guerra no Irã, exportadores de frango do Brasil querem enviar cargas para a África e Ásia

Várias opções estão sendo consideradas para continuar entregando carne aos países do Oriente Médio. Todos os dias saem do Brasil cerca de 350 contêineres carregados com carne de frango para o Oriente Médio, para onde o país envia 30% de todas as suas exportações da proteína

 

Exportadores brasileiros de carne de frango vêm buscando formas de enviar navios originalmente destinados aos países do Oriente Médio, que precisariam passar pelo Estreito de Ormuz, fechado em virtude da guerra no Irã, para outros países da África e da Ásia, disse o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, em entrevista à Globo News. Com o Estreito de Ormuz fechado, navios que já haviam partido em direção à região estão aguardando em portos de transbordo ou de segurança, "até que a situação se aclare", de acordo com o executivo. “Já há empresas fazendo carregamento para o mar Mediterrâneo ou Vermelho, embora o Canal de Suez esteja fechado”, continuou Santin. Como rota alternativa para chegar à Arábia Saudita, por exemplo, o setor tem considerado cruzar o Cabo da Boa Esperança, no sul da África, e posteriormente subir até portos de Omã ou cruzar o estreito de Bar al-Mandab, entre o Iêmen e a África, segundo Santin. Esse trajeto aumentaria o tempo de trânsito das embarcações em 10 a 15 dias, mas não comprometeria a validade das cargas. “Isso é possível, tem companhias que ontem não faziam esse trajeto e hoje já dizem que pode ser feito com segurança”, disse Santin, acrescentando que várias opções estão sendo consideradas para continuar entregando carne aos países do Oriente Médio, apesar do conflito. “Esses países precisam que o Brasil entregue a comida lá”, disse. Segundo o presidente da ABPA, todos os dias saem do Brasil cerca de 350 contêineres carregados com carne de frango para o Oriente Médio, para onde o país envia 30% de todas as suas exportações da proteína. Ele destacou a alta dependência das nações da região em relação à carne de frango brasileira, inclusive porque os outros grandes exportadores globais do produto, Estados Unidos e Europa, também estão envolvidos no conflito. Conforme Santin, 57% do que a Arábia Saudita importa de carne de frango sai do Brasil. No caso dos Emirados Árabes, o percentual sobe para 74% e na Jordânia, para cerca de 90%. Ele também informou que teve conversas com o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, com o secretário de Comércio e Relações Internacionais da pasta, Luis Rua, e o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, para garantir a validade documental de navios que precisam ser redirecionados de seus destinos originais para outros países, em virtude do conflito. A resposta do governo, disse ele, é de que haverá ajuda neste sentido. Para criadores de frangos brasileiros, o conflito não deve ter impacto imediato, mas pode gerar problemas caso a situação se estenda por mais tempo, dois a três meses, conforme Santin.

VALOR ECONÔMICO

 

SUÍNOS

 

Mercado do suíno vivo segue firme, com ajustes pontuais nas cotações

Dados do Cepea indicam variações discretas no início do mês, sem mudanças expressivas nas principais regiões produtoras.

 

O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, apresentou estabilidade em parte das praças e leves altas em outras na segunda-feira (02). Em Minas Gerais (posto), a cotação ficou em R$ 6,76/kg, sem variação no dia nem no mês. Em Santa Catarina (a retirar), o valor foi de R$ 6,51/kg, também estável.

Já no Paraná (a retirar), o preço atingiu R$ 6,60/kg, com alta de 0,15% no dia e no acumulado do mês. No Rio Grande do Sul (a retirar), a cotação ficou em R$ 6,74/kg, com avanço de 0,15%. Em São Paulo (posto), o indicador registrou R$ 6,91/kg, elevação de 0,14%.

Os dados têm como base levantamento do Cepea.

CEPEA

 

FRANGOS

 

RS registra foco de gripe aviária em aves silvestres na Reserva do Taim

Descoberta não afeta a condição sanitária do Estado e do país como livre da doença. O vírus foi identificado em aves silvestres da espécie cisne-coscoroba

 

O governo do Rio Grande do Sul informou na terça-feira (3/3) que detectou foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1), conhecida como gripe aviária, em aves silvestres encontradas na Lagoa da Mangueira, no município de Santa Vitória do Palmar, na Reserva do Taim. Segundo a Secretaria da Agricultura do RS, a infecção pelo vírus da gripe aviária em aves silvestres não afeta a condição sanitária do Estado e do país como livre de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), não impactando o comércio de produtos avícolas. O órgão ressaltou ainda que não há risco na ingestão de carne e de ovos, porque a doença não é transmitida por meio do consumo. O vírus foi identificado em aves silvestres da espécie Coscoroba coscoroba, conhecidas como cisne-coscoroba. A notificação de animais mortos ou doentes foi atendida pelo Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul (SVO-RS), no dia 28 de fevereiro, e as amostras coletadas foram enviadas para o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP), que confirmou a doença. De acordo com o diretor do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), Fernando Groff, serão conduzidas medidas de vigilância e prevenção nas criações de subsistência locais. "O Rio Grande do Sul convive com o vírus da influenza desde 2023, e temos priorizado as atividades de prevenção e reforço das condições de biossegurança das granjas avícolas, de forma contínua, visando proteger o plantel avícola e manter a condição sanitária do nosso Estado”, ressaltou.

GLOBO RURAL

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

4º melhor do País: Paraná abre ano com saldo positivo de 18,3 mil postos de trabalho

Com exceção do comércio, os demais setores tiveram saldo positivo na geração de postos de trabalho. Serviços registrou 9.859 novas vagas de emprego preenchidas no mês de janeiro, seguido pela construção, com 5.447; indústria, com 4.692; e agropecuária, com 515.

 

O Paraná iniciou o ano de 2026 com saldo positivo de 18.306 novos postos de trabalho formais registrados em janeiro, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O resultado equivale a 16,3% de todas as 112.334 vagas abertas no Brasil no período. Divulgado nesta terça-feira (03) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o número coloca o Paraná com o 4º melhor resultado do País e muito próximo dos três primeiros.

Somente Santa Catarina (19.000), Mato Grosso (18.731) e Rio Grande do Sul (18.421) aparecem à frente do Paraná. Já em relação a São Paulo (16.451), Goiás (10.733) e Minas Gerais (7.425), próximos na lista, as distâncias são mais significativas, de 1.855, 7.573 e 10.881, respectivamente. O saldo paranaense em janeiro é resultado de 178.199 admissões e 159.893 desligamentos no período. Com exceção do comércio, os demais setores tiveram saldo positivo na geração de postos de trabalho. Serviços registrou 9.859 novas vagas de emprego preenchidas no mês de janeiro, seguido pela construção, com 5.447; indústria, com 4.692; e agropecuária, com 515. O Caged também traz o acumulado dos últimos 12 meses, referente a fevereiro de 2025 até o primeiro mês de 2026. Foram 81.931 novos postos de trabalho no período de um ano na série com ajuste. O estoque de vagas do Paraná foi de 3,3 milhões no mês de janeiro. O Caged apresenta também o salário médio de admissão em janeiro. O Paraná obteve a sexta colocação nesse item, com vencimentos de R$ 2.343,75. Os líderes neste quesito foram São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Mato Grosso e Distrito Federal.

BRASIL – Em todo o País, foram criados 112.334 postos de trabalho com carteira assinada em janeiro. O resultado é a diferença entre 2.208.030 admissões e 2.095.696 desligamentos registrados no mês. Com isso, são mais de 48,5 milhões de vínculos formais ativos. Em nível regional, 18 das 27 Unidades da Federação tiveram saldo positivo. O Paraná também fechou 2025 com o menor índice de desemprego da história, com 3,2%, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com uma força de trabalho de 6,47 milhões (pessoas empregadas ou em busca de emprego), 6,26 milhões estavam ocupadas, enquanto apenas 205 mil estavam desocupadas no quarto trimestre do ano passado.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

 

ECONOMIA

 

Dólar tem maior alta desde dezembro com escalada do conflito entre EUA e Irã

Após se aproximar dos R$5,35 no início da tarde, o dólar perdeu força no Brasil e fechou a terça-feira em patamar mais baixo, mas ainda assim com forte alta ante o real, na esteira do acirramento do conflito entre EUA e Irã.

O dólar à vista encerrou a sessão com alta de 1,91%, aos R$5,2639. Foi o maior avanço percentual em um único dia desde os 2,34% de 5 de dezembro do ano passado -- dia em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) foi lançado como candidato à Presidência. Em 2026, o dólar à vista acumula agora queda de 4,10%. Às 17h21, o dólar futuro para abril -- o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 1,67% na B3, aos R$5,3035. Na segunda-feira uma autoridade de alto escalão da Guarda Revolucionária Iraniana disse que o país pretende disparar contra qualquer navio que tentar passar pelo Estreito de Ormuz -- onde circulam diariamente cerca de 20% do petróleo mundial. Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que é “tarde demais” para negociar com o Irã, reforçando a perspectiva de continuidade do conflito iniciado no sábado, que envolve Israel do lado norte-americano. A reação nos mercados globais foi de alta forte do petróleo e fuga dos investidores de ativos mais arriscados, como ações, moedas e títulos de países emergentes, em meio aos receios de que o conflito possa reduzir o crescimento e acelerar a inflação. No Brasil, o dólar à vista marcou a cotação máxima de R$5,3444 (+3,47%) às 12h20, em um momento em que a bolsa brasileira estava nas mínimas do dia. Profissionais consultados pela Reuters afirmaram que a disparada de ordens de stop loss (parada de perdas) no mercado de câmbio intensificou em vários momentos do dia o avanço do dólar, com investidores vendidos em dólar (esperando a queda das cotações) fechando posições. O avanço do dólar ante o real esteve em sintonia com a disparada da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes, como o peso chileno e o peso mexicano. “O investidor precisa cobrir posição lá fora, (então) ‘vende emergente’. É o movimento clássico de aversão ao risco”, comentou durante a tarde Fernando Bergallo, diretor da assessoria FB Capital. “O mercado está revertendo toda aquela inclinação a risco que trouxe o dólar para R$5,13. Mas espero que seja transitório”, acrescentou. Profissionais ouvidos pela Reuters ponderaram que os desdobramentos do conflito no Oriente Médio ainda são bastante incertos, o que dificulta quaisquer projeções sobre o dólar e as taxas de juros no curto prazo. No mercado de DIs (Depósitos Interfinanceiros), as taxas dispararam nesta terça-feira, na esteira da busca dos investidores por ativos de menor risco. “Com o petróleo em alta, crescem as preocupações com inflação global. Isso faz os investidores reverem expectativas de cortes de juros e adotarem uma postura mais defensiva”, disse Jucelia Lisboa, sócia e economista da Siegen Consultoria, em comentário por escrito. “Em momentos como esse, normalmente, o mercado reduz a exposição a ativos de risco, como ações e moedas de países emergentes, e busca proteção em ativos considerados mais seguros, como o dólar.” Durante a tarde, em meio à forte pressão de alta para a moeda norte-americana, o Banco Central do Brasil anunciou e cancelou logo na sequência dois leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra), alegando um erro técnico.

REUTERS

 

Ibovespa tem maior queda do ano com guerra no Oriente Médio

O Ibovespa fechou em queda de mais de 3% na terça-feira, com a aversão a risco desencadeada pela escalada do conflito no Oriente Médio ditando uma forte correção negativa nas ações brasileiras, que vinham de um rali sustentado por estrangeiros.

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 3,46%, a 182.763,31 pontos, menor patamar de fechamento desde 5 de fevereiro e maior queda percentual desde 5 de dezembro de 2025, segundo dados preliminares. Na mínima do dia, marcou 180.518,33 pontos. Na máxima, 189.602,38 pontos. O volume financeiro no pregão somava R$42,9 bilhões antes dos ajustes finais.

REUTERS

 

Brasil abre 112 mil vagas com carteira assinada em janeiro Foram registradas 2.208.030 admissões contra 2.095.696 desligamentos no período

 

O mercado de trabalho brasileiro registrou abertura líquida de 112.334 vagas com carteira assinada em janeiro. Os dados fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, hoje em São Paulo. O resultado em janeiro ficou acima da mediana de instituições consultadas pelo Valor Data, que estimavam abertura líquida de 92 mil vagas. As projeções iam de 18 mil a 157 mil vagas. Foram registradas 2.208.030 admissões contra 2.095.696 desligamentos no primeiro mês de 2026. No mês, foram registrados saldos positivos em 18 das 27 unidades federativas, com destaque para Santa Catarina (19 mil vagas), Mato Grosso (18.731) e Rio Grande do Sul (18.421). O resultado líquido de janeiro foi pior do que o de igual mês de 2025, quando houve abertura de 154.396 vagas. Entre os cinco setores da economia, quatro tiveram abertura líquida de postos formais de trabalho em janeiro: agropecuária (23.073), indústria (54.991), serviços (40.525) e construção (50.545). Comércio, contudo, fechou 56.800 vagas. Para 2026, a mediana de 15 projeções captadas pelo Valor Data indica que o ano terá a geração de 900 mil novas vagas de empregos formais. O salário médio de admissão de novos empregados com carteira assinada ficou em R$ 2.389,78 em janeiro. O valor representa uma alta de R$ 77,02 em relação a dezembro de 2025 (R$ 2.303,78), um aumento de 3,3%

VALOR ECONÔMICO

 

Agro cresceu 11,7% e liderou avanço de 2,3% do PIB brasileiro em 2025, diz IBGE

Foi o maior avanço percentual entre os setores e componentes considerados na pesquisa. Desempenho foi puxado principalmente pela produção de grãos

 

O Valor Adicionado da Agropecuária ao Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 11,7% em 2025, para R$ 775,3 bilhões, segundo boletim divulgado na terça-feira (03/03) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o maior avanço percentual entre os setores e componentes considerados na pesquisa. Todos os demais apresentaram crescimento abaixo de 3% no ano. Segundo o IBGE, a variação do Valor Adicionado da Agropecuária no ano decorreu, principalmente, do crescimento da produção e da produtividade na agricultura. O instituto destacou o crescimento de 23,6% da produção de milho em 2025, de 14,6% da produção de soja, “recordes” na série histórica, conforme o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE). O IBGE também chamou atenção para a contribuição positiva da pecuária no ano passado. No quarto trimestre, o PIB da Agropecuária cresceu 12,1% na comparação com o mesmo intervalo de 2024 e 0,5% em relação ao terceiro trimestre de 2025. O avanço em relação ao último trimestre de 2024, segundo o IBGE, foi decorrente da contribuição positiva da pecuária e ao bom desempenho de alguns produtos com safra relevante no trimestre, em especial fumo (29,8%), laranja (28,4%) e trigo (3,7%). O PIB do Brasil em 2025 totalizou R$ 12,7 trilhões, dos quais R$ 11 trilhões do valor adicionado a preços básicos e R$ 1,8 trilhão de impostos sobre produtos líquidos de subsídios, segundo o IBGE. Considerando o valor adicionado das atividades no ano, além dos R$ 775,3 bilhões da agropecuária, o IBGE reportou R$ 2,6 trilhões da indústria e R$ 7,6 trilhões do setor de serviços. Entre os componentes da despesa, o consumo das famílias totalizou R$ 8,1 trilhões, o consumo do governo, R$ 2,4 trilhões, e a formação bruta de capital fixo, R$ 2,1 trilhões. A balança de bens e serviços ficou superavitária em R$ 44,6 bilhões e a variação de estoque foi de R$ 30,2 bilhões.

VALOR ECONÔMICO

 

CNA projeta queda de 4,6% para o valor bruto de produção do setor em 2026

Cenário contrasta com o desempenho obtido pelo setor em 2025, quando avançou 11,7%

Preços menores projetados para este ano repercutiram na previsão da entidade 

 

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima que o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), índice que representa o faturamento bruto dentro da porteira, vai cair 4,6% em 2026, para R$ 1,4 trilhão, na comparação com os dados consolidados de 2025. O cálculo leva em consideração a média dos preços reais (IGP-DI) recebidos pelos produtores rurais de todo o país. O cenário contrasta com os bons resultados alcançados pelo setor em 2025. Na terça-feira (3/3), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 2,3% no ano passado e que a agropecuária, que evoluiu 11,7% no período, foi responsável por 33% de crescimento da economia como um todo. Esses números, no entanto, consideram também a atividade fora da porteira, como o processamento dos produtos nas agroindústrias. De acordo com a CNA, embora haja expectativa de aumento na produção da pecuária e de parte das commodities agrícolas, os preços menores projetados para este ano, em comparação com os preços médios de 2025, repercutiram na previsão de queda do VBP agropecuário. Para a agricultura, o faturamento estimado para 2026 é de R$ 926,9 bilhões, retração de 4,5% em relação a 2025. Com exceção do caroço de algodão, do feijão e da maçã, os demais produtos registraram queda nos preços em relação a 2025. A soja deve apresentar leve avanço de 0,6% no VBP, pressionada pela redução dos preços (-3,0%), não compensada pelo aumento da produção (3,79%). Para o milho, projeta-se queda de 5,3% nos preços e de 1,92% na produção, o que resultará em diminuição de 7,1% no VBP. Já a cana-de-açúcar deve registrar recuo de 6,5%, em razão da queda nos preços (-7,0%), apesar da leve alta na produção (0,57%). Entre as culturas com expectativa de crescimento do VBP em 2026, destaca-se o café arábica. Mesmo com recuo de 3,9% nos preços, o grão deve registrar expansão de 23,29% na produção e acumular alta de 18,4% no VBP. O faturamento estimado para a pecuária é de R$ 476.307 bilhões, queda de 4,7% em relação a 2025, segundo a projeção da CNA. A perspectiva é de queda no VBP dos produtos de todos os segmentos, impulsionada pela redução esperada nos preços. A exceção é a carne bovina, para a qual a estimativa é de aumento de 3,7% nos preços em 2026. Ainda assim, o avanço na receita não deve compensar a queda projetada de 5,73% na produção. Com isso, o VBP da atividade deve recuar 2,3%. Para os demais produtos, a projeção é de crescimento da produção não superior a 3%. O resultado combinado a quedas de preços superiores a 4% deve gerar uma queda de 1,6% no VBP da carne de frango, de 11% no leite, de 1,8% na carne suína e de 22,8% nos ovos.

GLOBO RURAL

 

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