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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 63 DE 08 DE FEVEREIRO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 63| 08 de fevereiro de 2022



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boi gordo: preços da arroba estáveis nas principais praças brasileiras

O mercado brasileiro do boi gordo inicia a semana em ritmo lento, com indústrias e pecuaristas ausentes dos negócios, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário


Segundo apurou a Scot Consultoria, na segunda-feira, 7 de fevereiro, o cenário segue na mesma toada da última semana, com frigoríficos comprando paulatinamente, diante de um mercado pouco ofertado, devido à escassez de animais terminados. Nas praças do interior paulista, as cotações seguem firmes para boi, vaca e novilha gordos, negociados em R$ 337/@, R$ 303/@ e R$ 325/@, respectivamente (preços brutos e a prazo), informa a Scot. O preço para os animais com destino ao mercado externo gira entre R$ 340/@ e R$ 345/@. De acordo com a IHS Markit, as indústrias frigoríficas brasileiras atuam no mercado somente para atender alguns compromissos pontuais, especialmente clientes internacionais. Neste período inicial do mês, informa IHS, já há relatos de maiores dificuldades em comprar boiada com padrão-exportação nas principais praças brasileiras. Os ágios para o boi-China (abatido mais jovem, com até 30 meses) já se encontram na faixa de R$ 15/@, informa a IHS. “Notadamente, com mercado externo condicionando melhores margens de operação, as indústrias atuam de forma mais agressiva nas compras de animais com perfil exportação, porém, as renovações negativas do câmbio devem trazer maior cautela nas negociações”, observam os analistas da IHS. No atacado, as vendas de cortes bovinos durante o final de semana apresentaram movimentos minimamente regulares, a ponto de sustentar os preços dos principais cortes de carne. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 295/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 340/@ (prazo) vaca a R$ 305/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 312/@ (prazo) vaca a R$ 292/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 318/@ (à vista) vaca a R$ 300/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 315/@ (prazo) vaca R$ 302/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 330/@ (à vista) vaca a R$ 310/@ (à vista); PA-Paragominas: boi a R$ 291/@ (prazo) vaca a R$ 284/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 291/@ (prazo) vaca a R$ 281/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 294/@ (à vista) vaca a R$ 278/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 283/@ (à vista) vaca a R$ 266/@ (à vista.

PORTAL DBO


Exportações: Primeira semana de fevereiro movimentou 39.656 toneladas de carne bovina

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de Carne bovina in natura atingiram 39.656 toneladas ou 38,8% do total exportado em fevereiro do ano passado, com 102.103 toneladas


A receita alcançou a US$ 216,2 milhões, o que representa 46,6% do montante obtido em todo fevereiro de 2021, que foi de US$ 463,4 milhões. Em toneladas, a média diária foi de 9.914 toneledas, alta de 74,78% no comparativo com o mesmo mês de 2021. Comparada ao resultado da semana anterior, aumento de 48,13%. O preço pago por tonelada nesta primeira semana de fevereiro foi de US$ 5.452 e ele é 20,12% superior ao praticado em fevereiro do ano passado, com US$ 4.539.

AGÊNCIA SAFRAS


SUÍNOS


Suínos: preços estáveis na segunda-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 88,00/R$ 100,00, enquanto a carcaça especial subiu 2,78%/1,33%, valendo R$ 7,40 o quilo/R$ 7,60 o quilo.

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (4), o preço ficou estável somente em Santa Catarina, valendo R$ 4,33/kg e queda apenas no Rio Grande do Sul de 0,23%, custando R$ 4,39/kg. Foi registrado aumento de preço em São Paulo, chegando a R$ 5,05/kg, avanço de 0,39% em Minas Gerais, atingindo R$ 5,20/kg, e de 0,24% no Paraná, fechando em R$ 4,19/kg.

Cepea/Esalq


Exportações: Primeira semana de fevereiro movimentou 16.744 toneladas de carne SUÍNA

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia


O volume embarcado atingiu 16.744 toneladas, o que representa 23,4% do total exportado em fevereiro do ano passado, com 71.457. Já a receita obtida foi de US$ 36,4 milhões, o que representa 21% do montante obtido em todo fevereiro de 2021, US$ 173,2 milhões. A receita por média diária chegou a US$ 9.108, valor 5,37% menor do que fevereiro de 2021. No comparativo com a semana anterior, houve aumento de 27,25%. Em toneladas, a média diária, alcançou 4.186 toneladas, alta de 5,45% no comparativo com o mesmo mês de 2021. Quando comparada ao resultado da semana anterior, avanço de 29,6%. No preço pago por tonelada, US$ 2.175, ele é 10,26% inferior ao praticado em fevereiro passado. Frente ao valor da semana anterior, queda de 1,9%.

AGÊNCIA SAFRAS


Retomada da produção na China faz suinocultores paranaenses buscarem novos mercados

China reduz compra de carne suína e Brasil tem que buscar novos mercados


Um dos maiores consumidores de carne suína do mundo, a China está reestabelecendo sua produção interna depois de exterminar grande parte de seu plantel de porcos vitimados pela peste suína africana, que chegou ao país em 2018. A retomada da produção por lá indica que os chineses passarão a importar menos carne suína, o que impacta fortemente a suinocultura brasileira, em especial os estados do Paraná e Santa Catarina, que são os maiores produtores e grandes exportadores da proteína animal. A China tem sido, nos últimos anos, um dos principais destinos da carne suína produzida no Brasil. “No ano passado, o Brasil exportou para os chineses 400 mil toneladas de carne suína. Neste ano, este volume vai cair pela metade”, diz Elias Zyder, Diretor Executivo da Cooperativa Central Frimesa. Com sede em Medianeira, no Oeste do Paraná, a Frimesa é a maior empresa brasileira de abate e processamento de suínos. A notícia da redução da demanda pelos chineses chega num momento já crítico para a suinocultura brasileira. A estiagem prolongada quebrou boa parte das safras de soja e milho, principais componentes da ração animal, fazendo o custo de produção do suíno disparar. A redução da demanda pelo mercado chinês está também provocando uma desvalorização da carne suína no mercado mundial. Nos últimos 90 dias, a tonelada do suíno passou de US$ 2,8 mil para US$ 2,3 mil. No caso do Brasil tem o agravante do impacto do câmbio nas cotações. Para o Diretor da Frimesa, a situação atual da suinocultura vai demandar um ajuste na produção, com uma redução em torno de 10%, e a diminuição das margens tanto da indústria quanto do varejo já que o consumidor não tem condições de absorver mais aumento no preço da carne.

GAZETA DO POVO


Desempenho do suíno, na granja, na 5ª semana de 2022

Os negócios realizados com o suíno terminado não apresentaram boa movimentação


No decorrer da semana passada (5ª semana de 2022, 30 de janeiro a 05 de fevereiro) os negócios realizados com o suíno terminado não apresentaram boa movimentação. Entretanto, no último dia de fechamentos, os preços alcançaram nova valorização nos fechamentos considerando a possibilidade de uma melhora considerável no giro da mercadoria. Com isso, o preço médio semanal alcançou valor médio de R$98,80, significando leve evolução semanal e índice negativo superior a 15% na comparação com a mesma semana de 2021. No acumulado de fevereiro, a cotação média atingiu R$99,13, significando índices negativos de 5,9% em relação ao primeiro mês do ano e de 28,4% sobre fevereiro do ano passado. A semana atual (6ª semana de 2022, 06 a 12 de fevereiro) traz a expectativa do mercado varejista apresentar boa movimentação pelo recebimento dos salários da grande massa de trabalhadores e aposentados. Assim, a semana pode propiciar novos reajustes. O histórico do ano passado aponta nessa direção.

SUISITE


FRANGOS


Frango: preços estáveis na segunda

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, enquanto a ave no atacado subiu 1,10%, valendo R$ 5,53/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, enquanto Santa Catarina ficou estável em R$ 3,97/kg, assim como no Paraná, custando R$ 5,10/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (4), o frango congelado teve recuo de 0,68%, chegando a R$ 5,81/kg, enquanto a ave resfriada cedeu 0,51%, fechando em R$ 5,90/kg. Cepea/Esalq


Exportações: primeira semana de fevereiro movimentou 72.379 toneladas de carne de frango

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, o volume embarcado de carne de frango in natura chegou a 72.379 toneladas na primeira semana de fevereiro, ou 22,3% do total exportado em fevereiro do ano passado, com 323.758 toneladas


A receita obtida com esta movimentação foi de US$ 122,4 milhões, o que representa 25,8% do montante obtido em todo fevereiro de 2021, que foi de US$ 472.7 milhões. Por média diária a receita alcançou US$ 30.6 milhões quantia 16,54% maior do que fevereiro de 2021. No comparativo com a semana anterior, houve alta de 17,9%. Em toneladas por média diária, 18.094 toneladas, houve leve incremento de 0,6% no comparativo com o mesmo mês de 2021. Quando comparado ao resultado no quesito da semana anterior, observa-se avanço de 19,59%. No preço pago por tonelada, a média diária é de US$ 1.691, ou seja: 15,84% superior ao praticado em fevereiro passado. Frente ao valor da semana anterior, representa queda de 1,4%.

AGÊNCIA SAFRAS


ABPA: Exportações de carne de frango crescem 19,7% em janeiro

Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 349,1 mil toneladas, volume que supera em 19,7% os embarques realizados no mesmo período do ano passado, com 291,6 mil toneladas


O resultado das vendas de carne de frango no primeiro mês deste ano chegou a US$ 616,9 milhões, número 42% superior ao registrado em janeiro de 2021, com US$ 434,4 milhões. Conforme avaliação do Presidente da ABPA, Ricardo Santin, o mercado internacional de produtos avícolas tem enfrentado a forte pressão da alta dos custos dos insumos, o que é refletido nos preços mais elevados. “A elevação dos preços da proteína é um fenômeno global. O preço médio das exportações brasileiras neste mês foi 18,6% superior, o que ajudou a diminuir a forte pressão gerada pelos custos do milho e da soja, além de outros insumos que encareceram no mercado brasileiro. O ponto positivo é que, mesmo diante do preço mais caro, a carne de frango brasileira segue fortemente demandada graças a atributos como a qualidade dos produtos e o fato do Brasil ser o único grande exportador livre de Influenza Aviária”, detalha Santin. A China, maior importadora da carne de frango do Brasil, incrementou suas compras em 4,6%, com 48,3 mil toneladas em janeiro. O grande destaque, entretanto, é o segundo principal importador, posto que foi assumido pelos Emirados Árabes Unidos que, em janeiro, importou 42,8 mil toneladas, número 96,6% maior do que o registrado no primeiro mês do ano passado. Outro mercado que aumentou as suas importações é a União Europeia 53,5%, com 18,1 mil toneladas. Também foram destaques as Filipinas, com 11,4 mil toneladas (+339,4%), Coreia do Sul, com 10 mil toneladas (+94%) e Rússia, com 9,2% (100%). “A questão sanitária também está ditando o comportamento do mercado internacional para o Brasil. Países da Europa, Ásia e África vem enfrentando focos da enfermidade e há uma situação crítica instalada, em especial, em nações da União Europeia. Neste quadro, o fato de nunca termos registrado Influenza Aviária no país tem sido um diferencial competitivo, reforçando a posição brasileira como porto seguro para a demanda mundial de carne de frango”, avalia Luís Rua, Diretor de Mercados da ABPA.

ABPA


Calor em SC: ferramenta da Epagri/Ciram mede o nível de estresse térmico das aves

Uma ferramenta disponível na plataforma Agroconnect, disponibilizada pela Epagri/Ciram, permite observar o nível de estresse térmico nas aves oriundo do forte calor que tem feito em Santa Catarina. Altas temperaturas do ar combinadas com umidade do ar podem ter efeitos negativos sobre o bem-estar e a saúde dos animais, principalmente em aves mantidas em aviários e, em casos extremos, podem levar à perda da produção

“Esses dados são importantes para ações preventivas nos aviários”, afirma o pesquisador da Epagri/Ciram Hamilton Justino Vieira. Ele explica que esse estresse é medido pelo índice de calor calculado em aproximadamente 200 pontos de monitoramento nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. “A entalpia da atmosfera é a energia contida na atmosfera. Essa variável é calculada e atualizada no sistema Agroconnect a cada hora com dados coletados pelas estações meteorológicas automáticas. A entalpia é dependente da temperatura, umidade relativa do ar e pressão atmosférica”, explica. O pesquisador ressalta que em dias de calor muito intenso associado à alta umidade do ar, as aves têm dificuldade de respirar, ficam ofegantes e podem morrer em poucas horas. “Antes de atingir os valores letais de entalpia, os animais são prejudicados e, portanto, as medidas de prevenção já devem ser iniciadas antecipadamente”, diz. Hamilton alerta também que os avicultores devem estar atentos a possíveis problemas de energia elétrica que possam interferir nos sistemas de ventilação e resfriamento dos aviários. Ele relata que em 2014 mais de 200 mil aves morreram na região de Concórdia, pois era um período muito quente e a falta de energia elétrica provocou o desligamento dos sistemas de ventilação da unidade produtiva.

Epagri


Desempenho do frango (vivo e abatido) na 5ª semana de 2022, passagem de janeiro para fevereiro

O frango abatido passou pela primeira semana de fevereiro sem dar sinais de que começou novo mês


Desde meados de janeiro o produto vem operando com preços inferiores aos de um ano atrás, o que significa que perde não só para a inflação, mas também para o custo que, em relação ao mesmo mês do ano passado, deve estar entre 10% e 15% mais caro. Comparativamente ao mesmo dia de 2021, a semana passada foi encerrada (sexta-feira, 4) com um valor médio cerca de 7,5% menor. Mas, na média do mês (primeiros quatro dias úteis de fevereiro) o resultado negativo cai para pouco mais de 4% e se encontra quase 2% aquém do que foi registrado em janeiro passado. O comportamento do frango vivo é bem diferente, pois sua cotação permanece inalterada desde o último dia 10 de janeiro. Mas essa é uma estabilidade apenas aparente, pois, em decorrência do fraco desempenho do frango abatido, a procura pela ave viva tem sido mínima, forçando boa parte do mercado a operar com descontos sobre a cotação vigente. O atual panorama é o mesmo registrado nos primeiros dias do ano passado, ocasião em que a cotação então registrada também correspondia a um valor máximo, não ao preço médio recebido pelos produtores. Depois de ter iniciado fevereiro com aquela que seria a menor remuneração de 2021, a partir do dia 10 o frango vivo entrou em um processo praticamente contínuo de altas que só cessaram cerca de nove meses depois, quando recomeçou o atual ciclo de baixa procura e preços estáveis ou em retrocesso. Informações de mercado dão conta de que o alojamento de reprodutoras de corte de 2021 não apresentou aumento significativo, mantendo-se quase nos mesmos níveis do ano anterior. Se isso se confirmar, o potencial de produção de carne de frango do corrente exercício também se manterá nos mesmos níveis do ao passado, criando mais oportunidades para rápida superação do defasado e gravoso preço do produto.

AVESITE


CARNES


Brasil lança campanha na Rússia para promover a carne suína e de frango

A busca por novos mercados é outra estratégia para driblar a crise e compensar a redução nas compras pela China. Um trunfo é o Paraná ter sido declarado área livre de febre aftosa sem vacinação, o que derruba qualquer restrição sanitária que até então o produto poderia ter


Uma das iniciativas na busca de novos mercados é a campanha que a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), lançou esta semana em Moscou, na Rússia, para promover a carne suína e da carne de frango do Brasil. A campanha se estenderá durante todo o mês de fevereiro em outdoors, relógios de rua, pontos de ônibus, entre outros, instalados na área turística de Moscou, ao redor do Centro de Exposições e da Praça Vermelha. Ao todo, são 69 pontos de publicidade na região central da cidade. Realizada pela agência CAP Amazon e com a mensagem “Quality you can trust - a Long-term partnership” (na tradução livre, “Qualidade que você pode confiar - uma parceria de longo prazo”), a ação acontecerá em paralelo a um período de forte presença brasileira na capital russa, com a participação na Prodexpo - feira de alimentos que acontecerá entre os dias 09 e 11 de fevereiro - e a missão presidencial do Brasil à Rússia. O objetivo é fortalecer as marcas internacionais Brazilian Chicken e Brazilian Pork em um momento estratégico para o setor. Recentemente, a Rússia anunciou a liberação de uma cota de 100 mil toneladas para importação de carne suína, e há expectativa de que os exportadores brasileiros enviem volumes expressivos para o mercado do Leste Europeu. Ao mesmo tempo, os exportadores brasileiros também buscam expandir a participação da carne de frango no mercado russo, que já apresenta significativa participação entre os principais destinos da proteína animal do Brasil. Hoje, a Rússia está entre os 10 maiores importadores da carne de frango do Brasil, com 105,9 mil toneladas embarcadas em 2021 (equivalente a 2,4% do total), gerando receita de US$ 167,3 milhões no período. A Rússia também se destaca entre os destinos de carne suína, com 9,2 mil toneladas importadas no ano passado (equivalente a 0,8% do total), com receita de US$ 23,8 milhões.

GAZETA DO POVO


INTERNACIONAL


Preços altos da carne impulsionam lucros da Tyson Foods

O lucro da Tyson Foods quase dobrou no primeiro trimestre e superou as estimativas, impulsionado por preços mais altos, fazendo com que as ações do maior frigorífico dos Estados Unidos disparassem na segunda-feira


Em um momento em que a demanda dos restaurantes está se recuperando à medida que lançam novos itens de menu para trazer de volta os clientes perdidos durante a pandemia, o aumento dos preços da carne para combater os custos mais altos de mão de obra e transporte beneficiou muito os frigoríficos norte-americanos. O CEO da companhia, Donnie King, disse que já está vendo menor rotatividade e redução na ausência de trabalhadores, após desafios em relação a mão de obra ocorridos durante o surgimento da variante Ômicron do coronavírus. Segundo ele, a expectativa é que a disponibilidade de trabalhadores seja maior no restante do ano. No primeiro trimestre, a Tyson informou que os preços médios da carne bovina subiram quase 32%, compensando um declínio no volume causado por restrições na cadeia de suprimentos. Isso ajudou a margem operacional da Tyson a crescer para 11,3%, acima dos 6,7% do ano anterior. Os preços mais altos da carne, no entanto, deixaram o governo Biden preocupado, pois os lucros continuam aumentando nos frigoríficos. Analistas disseram que o aumento das margens operacionais poderia atrair mais escrutínio indesejado de Washington para a Tyson e três outros gigantes da indústria que abatem cerca de 85% do gado engordado com grãos no país. As vendas gerais de carne bovina aumentaram cerca de 25%, para 5 bilhões de dólares, ajudando as vendas da Tyson, com sede em Springdale, Arkansas, a subir 23,6%, para 12,93 bilhões de dólares no primeiro trimestre encerrado em 1º de janeiro, conforme dados do IBES da Refinitiv. O lucro líquido atribuível saltou para 1,12 bilhão de dólares e, excluindo itens, a Tyson ganhou 2,87 dólares por ação, também superando as estimativas de 1,95 dólar por ação. Com relação ao custo com alimentação animal, o CEO da empresa projeta novos avanços dos insumos usados na ração, como milho e farelo de soja. "Espero totalmente que continuem a subir", disse ele sobre os grãos. Sobre o segmento de frangos, o CFO da Tyson, Stewart Glendinning, acrescentou que a companhia reestruturou a estratégia de preços da proteína para responder à inflação e às condições do mercado. O CEO disse que a Tyson se tornou dependente demais da compra de frango de outras empresas e "esqueceu de crescer" no segmento.

REUTERS


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Cobrança de nova taxa para produtos com benefícios fiscais preocupa setor produtivo

Se o governo não voltar atrás, a partir de abril setores da produção paranaense que gozam de incentivos ou benefícios fiscais poderão ter uma cobrança extra. E o custo, na avaliação do G7, pode recair sobre os consumidores


O grupo, que reúne sete grandes entidades do setor produtivo paranaense (Faciap, FAEP, Fecomércio, FIEP, Fetranspar, Ocepar e ACP), está em fase de reuniões com o governo para que o Decreto 9.810, que inclui essa taxação, seja revogado. De acordo com o Presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap) e Coordenador do G7, Fernando Moraes, as entidades do setor não foram avisadas sobre a emissão do decreto, assinado em 14 de dezembro de 2021. “Vamos ver se a gente consegue jogar pra frente isso. Já temos uma inflação muito grande, alguns segmentos sofrem com a crise hídrica e quebra de safra. Se você colocar mais um imposto ali, fica mais complicado ainda”, diz. O decreto estadual complementa lei de 2020 que instituiu o Fundo de Recuperação e Estabilização Fiscal do Paraná (Funrep), cuja finalidade é "atenuar os efeitos decorrentes de recessões econômicas ou desequilíbrios fiscais e de prover recursos para situações de calamidade pública no Estado do Paraná", como diz seu texto. Com isso, o estado passa a cobrar taxa de 12% em cima dos benefícios fiscais concedidos aos setores produtivos beneficiados na região. O leite, por exemplo, tem uma alíquota normal de ICMS de 18%. O benefício do Paraná para a produção é de 14% [o produtor paga os 4% restantes]. Em cima desse crédito, o governo vai cobrar 12%. A cada R$ 100, portanto, em vez de pagar R$ 4, a produtora passará a pagar R$ 5,68. São 37 segmentos atingidos, entre eles o da avicultura. “O decreto é inoportuno em qualquer momento e principalmente agora. O setor de carnes é um dos maiores geradores de emprego do estado. Estamos falando em mais de um milhão de pessoas que estão impactadas de forma positiva pela avicultura”, disse Irineo da Costa Rodrigues, Presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar). “No apagar das luzes de 2021 vem essa surpresa. Isso precisa ser revertido”, reclamou.

GAZETA DO POVO


Porto de Paranaguá lança edital para leilão de área de carga geral

O prazo do novo arrendamento será de 10 anos, prorrogáveis a critério do poder concedente, nos termos do edital. A PAR32 fica no lado oeste do cais, tem 6,6 mil metros, e já conta com estrutura ligada ao berço 205 de atracação


A Portos do Paraná publicou na segunda-feira (7) o edital do leilão 001/2022, de área para movimentação e armazenagem de carga geral, na faixa primária do Porto de Paranaguá. A PAR32 fica no lado oeste do cais, tem 6,6 mil metros, e já conta com estrutura ligada ao berço 205 de atracação. “Este será o segundo leilão conduzido pela administração dos portos do Paraná. Abrimos o ano com uma expectativa muito boa em relação ao avanço dos novos arrendamentos portuários no Estado”, diz o Diretor-Presidente da empresa pública paranaense, Luiz Fernando Garcia. Destinado, em especial, a cargas de açúcar, o terminal já tem uma estrutura física, ou seja, não é greenfield. O critério de licitação será o maior valor de outorga e a estimativa de investimento (Capex) é de cerca de R$ 4,17 milhões. O prazo do novo arrendamento será de 10 anos, prorrogáveis a critério do poder concedente, nos termos do edital. Os documentos também são encontrados na sede administrativa do Porto de Paranaguá, na Avenida Ayrton Senna da Silva, 161, bairro Dom Pedro II. A sessão pública do leilão será na Bolsa de Valores do Brasil, a B3, no próximo dia 1º de abril, às 14h. A autoridade portuária paranaense é a primeira do Brasil a conduzir os leilões dos próprios terminais. A empresa pública Portos do Paraná recebeu autonomia para administrar os contratos de exploração de áreas, em agosto de 2019. Os cenários e projeção de demanda da área fazem parte do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA), feito pela Empresa de Planejamento e Logística S.A, vinculada ao Ministério da Infraestrutura.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


Estado orienta empresas sobre os benefícios do distrito industrial de exportação de Umuarama

A primeira ZPE do Estado está sendo criada em Umuarama como projeto-piloto. A área de livre comércio está na fase de seleção de administrador. Essa fase vai até o dia 29 de março

O edital para escolha da empresa responsável pela implementação e administração da Zona de Processamento de Exportações (ZPE) de Umuarama foi prorrogado até o dia 29 de março. O projeto é coordenado pelo Governo do Estado, por meio da Invest Paraná, com apoio da prefeitura do município do Noroeste do Estado. A ZPE é uma área de livre comércio, um distrito industrial onde empresas operam com suspensão de impostos e liberdade cambial, ou seja, não são obrigadas a converter em reais as divisas obtidas nas exportações. As empresas também possuem procedimentos administrativos simplificados, o que garante mais competitividade. De acordo com a Invest Paraná, agência de promoção de investimentos do Governo do Estado e articuladora do projeto, as empresas interessadas em operar na ZPE de Umuarama podem entrar em contato para obter mais informações sobre o projeto. “A ZPE só começará a operar depois da formalização por decreto federal, mas já estamos em tratativas com empresas interessadas em se instalar na área, o que é um ótimo indicativo de que o projeto terá sucesso”, destacou Bruna Radaelli, assessora da Invest. Assim que for encerrada a seleção do administrador, o Estado, o município e o administrador vencedor da licitação irão solicitar ao governo federal o decreto necessário para a formalização da ZPE. O objetivo é gerar renda, emprego e movimentar a economia da região. Segundo o diretor de Relações Internacionais e Institucionais da Invest Paraná, Giancarlo Rocco, o próximo passo é buscar as empresas interessadas em se instalar na área. “As Zonas de Processamento de Exportações são áreas de livre comércio para instalação de empresas voltadas à produção de bens para o mercado externo. As operações dentro da ZPE de Umuarama terão tratamentos tributários, cambiais e administrativos específicos para promover a maior competitividade de seus produtos”, afirmou. As indústrias instaladas na ZPE de Umuarama terão um vasto rol de benefícios na importação de bens para fins de produção e na exportação de produtos. Um dos destaques é a “liberdade cambial”, ou seja, as empresas podem manter permanentemente no Exterior as divisas obtidas em suas exportações. Fora da ZPE, esse processo depende de Resolução do Conselho Monetário Nacional. Outra vantagem é que não há exigência de IPI, Cofins e PIS/Pasep para aquisição de bens e serviços no mercado interno. Com relação ao mercado externo, caem as exigências do Imposto de Importação, AFRMM, IPI, Cofins Importação e PIS/Pasep Importação. Na prática, é a suspensão tributária na aquisição de máquinas, aparelhos, instrumentos e equipamentos, novos ou usados. Já no âmbito dos tributos estaduais, há a isenção de ICMS nas importações e nas compras no mercado interno, além de incentivos na esfera municipal. Outro ponto atrativo é a redução para 0% da alíquota do Imposto de Renda sobre remessas ao Exterior para pagamento de despesas com pesquisa de mercado e promoção de produtos brasileiros.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar cai a R$ 5,25 com ajuste e melhora no exterior

Ajudou também certo enfraquecimento do dólar global


O dólar comercial fechou em baixa de 1,27% no pregão da segunda-feira, negociado a R$ 5,2531. O pregão foi de correção em relação à alta observada na sexta-feira, após dados mais fortes que o esperado do mercado de trabalho nos Estados Unidos reforçarem expectativas por uma normalização mais rápida da política monetária mais rápida no país. Na segunda metade do pregão, ajudou também certo enfraquecimento, na margem, do dólar global. Após sustentar leve alta durante a manhã, o índice DXY da ICE cedia 0,07%, aos 95,42 pontos no horário de fechamento no Brasil.

VALOR ECONÔMICO


Em dia morno, Ibovespa tem leve queda no início de semana cheia

O principal índice da bolsa brasileira registrou recuo tímido nesta segunda-feira, após ficar praticamente toda a sessão próximo do zero, com a alta de ações de Vale, de siderúrgicas e de JBS contrabalançando a queda nos papéis dos setores de saúde, financeiro e de petróleo


A agenda recheada de indicadores importantes na cena local deve movimentar a semana, incluindo o IPCA e o IBC-Br, além da ata da última reunião de política monetária do Banco Central. Preocupações fiscais também seguem no radar do mercado. Em Nova York, índices fecharam sem direção única. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa caiu 0,19%, a 112.036,86 pontos. O volume financeiro da sessão foi de 22,9 bilhões de reais.

REUTERS


Governo suspende contratações de crédito rural subsidiado

De acordo com o Ministério da Economia, o recurso disponível no orçamento deste ano se tornou insuficiente para a subvenção


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) suspendeu, a partir da segunda-feira (7), os pedidos de financiamento e de contratações de operações de crédito rural para o ano agrícola 2021/22. A informação consta em aviso publicado à tarde no site do banco de fomento. Segundo o aviso número 4/2022, fica suspensa a contratação de operações de crédito entre 7 e 28 de fevereiro, conforme determinado pela Secretaria do Tesouro Nacional, “relativamente aos Programas Agropecuários do Governo Federal, com recursos do BNDES, sujeitos à Portaria do Ministério da Economia nº 7.867, de 1/7/2021, do Ano Agrícola 2021/2022”. Ao longo do ano agrícola, que se iniciou em 1º de julho do ano passado e se encerrará oficialmente em 30 de junho deste ano, o BNDES vinha suspendendo novos pedidos de financiamento de várias linhas de crédito rural subsidiadas pelo Tesouro Nacional por causa do esgotamento de recursos. Agora, porém, com o avanço da taxa básica de juros para 10,75% ao ano, a Selic, ficou mais oneroso ao Tesouro arcar com a equalização dos juros. De acordo com um ofício encaminhado pelo Ministério da Economia às instituições financeiras na última sexta-feira (4), o dinheiro disponível no orçamento deste ano se tornou insuficiente para a subvenção, especialmente depois dos aumentos consecutivos da Selic. A medida deve se estender até o fim de fevereiro. “O governo entende a importância dessa questão e está trabalhando na busca pela sua solução”, disse o ministério. Segundo ofício do Ministério da Economia, o recuso disponível no orçamento deste ano tornou-se insuficiente para a subvenção, devido à forte demanda por crédito rural. Entre julho e dezembro de 2021, os produtores brasileiros contrataram R$ 160 bilhões em crédito agrícola subsidiado, alta de 30% na comparação anual.

Estadão Conteúdo


Indicador de emprego da FGV atinge menor nível desde agosto de 2020

Índice visa antecipar tendências do mercado de trabalho


O Indicador Antecedente de Emprego (Iaemp), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), teve queda de 5,3 pontos de dezembro de 2021 para janeiro de 2022. Foi o terceiro recuo consecutivo. Ele chegou a 76,5 pontos, menor patamar desde agosto de 2020 (74,8 pontos). O Iaemp busca antecipar tendências do mercado de trabalho, com base em entrevistas feitas com consumidores e empresários da indústria e do setor de serviços.Todos os componentes tiveram queda em janeiro. O principal destaque negativo foi o indicador de situação atual dos negócios da indústria, que contribuiu com -1,6 ponto para a queda de 5,3 pontos do Iaemp. Também tiveram recuos relevantes a tendência dos negócios nos próximos seis meses e as intenções de contratação nos próximos três meses do setor de serviços, que contribuíram com -1 e -0,9 ponto, respectivamente. “A piora mais acentuada no início de 2022 decorre da combinação da desaceleração econômica iniciada no quarto trimestre com o surto de Ômicron e Influenza, o que afeta principalmente o setor de serviços, que é o maior empregador, tornando no curto prazo difícil vislumbrar uma alteração no curso do indicador”, disse o pesquisador Rodolpho Tobler, em nota divulgada pela FGV.

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Mercado eleva projeção para inflação este ano a 5,44%, mostra Focus

O mercado voltou a elevar a perspectiva para a inflação este ano, indo mais além do teto da meta, mas sem alterar o cenário para a política monetária, mostrou a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na segunda-feira


A mediana das projeções dos economistas consultados pelo BC é de uma alta do IPCA de 5,44% este ano, de 5,38% na semana anterior, resultado que superaria o objetivo --de 3,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para 2023 a projeção seguiu de uma inflação de 3,50%, o que fica acima do centro da meta, que é de 3,25% --também com margem de 1,5 ponto. O levantamento semanal apontou ainda que a expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022 segue sendo de 0,30%, enquanto, para 2023, caiu em 0,02 ponto percentual, a 1,53%. A taxa básica de juros continuou sendo estimada em 11,75% ao final deste ano e em 8,0% no próximo.

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IGP-DI acelera alta para 2,01% em janeiro com pressão do atacado, diz FGV

O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 2,01% em janeiro, iniciando 2022 com aceleração ante a taxa de 1,25% de dezembro, segundo dados divulgados na segunda-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV)


O resultado ficou acima da expectativa em pesquisa da Reuters, de alta de 1,78%, e levou o índice a acumular alta de 16,71% em 12 meses. Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador geral, avançou 2,57%, depois de ganhar 1,54% no mês anterior. Segundo André Braz, coordenador dos índices de preços, esse resultado foi reflexo da aceleração de commodities e combustíveis. O minério de ferro também teve contribuição expressiva, de 30%, na aceleração da taxa do IPA, embora tenha arrefecido a alta para 11,33% em janeiro, de 17,62% no mês anterior. "Além da contribuição do minério, soja (de 0,89% para 5,55%), milho (de -0,02% para 8,40%) e diesel (de 0% para 5,13%) também registraram aumentos e contribuíram para a elevação da inflação medida pelo IGP-DI", acrescentou Braz. Para o consumidor, a pressão diminuiu, já que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) -- que responde por 30% do IGP-DI -- passou a subir 0,49% no período, depois de alta de 0,57% em dezembro. Entre os grupos componentes do índice ao consumidor, o destaque foi da Habitação, que desacelerou a alta a 0,13% no mês passado, ante 1,10% em dezembro, após queda de 1,76% dos preços da tarifa de eletricidade residencial. No mês anterior, este item havia subido 3,06%. Já o Índice Nacional de Custo de Construção (INCC) acelerou a alta a 0,71% em janeiro, de 0,35% no mês anterior. O IGP-DI calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre o 1º e o último dia do mês de referência.

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