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Exportações brasileiras seguem positivas apesar da queda na demanda chinesa

Em 2021, apenas o Brasil viu os embarques de carne suína crescerem; já para o segundo semestre deste ano, as exportações brasileiras devem se recuperar ante o menor ritmo dos seis meses iniciais de 2022


De acordo com os dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), com um volume de 4,8 milhões de toneladas, a União Europeia se posiciona como o principal exportador de carne suína em 2022, com uma participação de 40,7% do total.


Da mesma forma, os Estados Unidos ocupam a segunda posição, participando com 25,6% das exportações, embora com uma queda de 6,2% em relação a 2021. Por sua vez, o Canadá ocupa o terceiro lugar com uma participação de 12,5% e um volume das exportações que subiu para 1,5 milhão de toneladas.


Seguindo a ordem, o Brasil continua na quarta posição com participação de 11,4% com 1,3 milhão de toneladas. De acordo com o Rabobank, em 2022, as exportações continuam pressionadas devido à queda nas importações da China. Em junho, os embarques para o mercado chinês caíram 38% no acumulado do ano. Mesmo assim, a China ainda é o maior destino, com 37% de participação no total de embarques.


As Filipinas ficaram em segundo lugar com um aumento de 282% no mesmo período, enquanto Singapura é o terceiro maior destino (+45%). No primeiro semestre do ano, as exportações caíram 9,8% em volume e 17,8% em valor; projetando uma queda de 4% a 6% em relação ao ano anterior no total de remessas para 2022.


Para o segundo semestre os analista estão mais devido à recente recuperação de preços na China, à oferta limitada de carne suína em algumas regiões e à desvalorização do real brasileiro em relação ao dólar americano, o que aumentou a demanda pelas exportações brasileiras.


Junho teve o maior volume mensal exportado este ano em 37.000 toneladas, um aumento de 36% em relação a maio. Segundo o banco, no curto prazo, algumas oportunidades devem continuar a surgir na China, mas dificilmente reverterão a tendência de queda em relação ao ano anterior.


Entre os grandes, apenas o Brasil viu os embarques crescerem em 2021


De acordo com o USDA, dos quatro maiores exportadores, apenas o Brasil viu os embarques gerais crescerem em 2021 com fortes ganhos de produção, preços competitivos e um real fraco. Até as exportações para a China aumentaram ano após ano, já que o Brasil aumentou sua participação nesse mercado para 16%. Em 2022, o Brasil deverá sustentar as exportações agregadas, com um crescimento modesto de menos de 1%. Na China, o Brasil provavelmente capturará uma porção maior de um bolo que está encolhendo devido a preços mais competitivos do que outros grandes exportadores. Enquanto isso, o Brasil continua com bom desempenho no Vietnã e nas Filipinas e a demanda está crescendo nos vizinhos Argentina e Uruguai.


A demanda de importação de carne suína da China aumentou após os déficits de oferta causados pela Peste Suína Africana (PSA). Como a produção de carne suína diminuiu em quase um terço em 2020, as importações quase quadruplicaram e a China respondeu por mais de 40% do comércio global para saciar o maior consumidor mundial de carne suína. Os setores de suínos em todo o mundo – estimulados pelos preços altíssimos na China – expandiram a produção, retiraram o produto de seus mercados domésticos e redirecionaram a carne suína de outros destinos. Entre os quatro maiores exportadores em 2020, a participação das exportações destinadas à China variou entre 29% e 55% em volume.


Leia mais sobre esse assunto em https://www.suinoculturaindustrial.com.br/imprensa/exportacoes-brasileiras-seguem-positivas-apesar-da-queda-na-demanda-chinesa/20221214-092321-F486

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Fonte: Suinocultura Industrial - Carol Mendes

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