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CLIPPING DO SINDICARNE NÂș 683 DE 14 DE AGOSTO DE 2024

  • prcarne
  • 14 de ago. de 2024
  • 20 min de leitura

Sindicato da IndĂșstria de Carnes e Derivados no Estado do ParanĂĄ

Ano 4 | nÂș 683 | 14 de agosto de 2024


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL

 

BOVINOS


BOI GORDO: PREÇOS SE MANTÉM FIRMES

Na terça-feira (13/8), os preços do boi gordo continuaram firmes na maioria das praças brasileiras, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuårio. No Paranå, o boi vale R$238,00 por arroba. Vaca a R$210,00. Novilha a R$220,00. Escalas de abate de sete dias

 

No estado de SĂŁo Paulo, referĂȘncia para as demais regiĂ”es pecuĂĄrias, as cotaçÔes dos animais terminados mantiveram a estabilidade neste segundo dia da semana, de acordo com apuração da Scot Consultoria. O boi gordo paulista segue negociado em R$ 230/@, enquanto a vaca e a novilha gordas valem R$ 207/@ e R$ 220/@, respectivamente. O “boi-China”, por sua vez, estĂĄ cotado em R$ 235/@, com ĂĄgio de R$ 5/@ sobre o animal “comum”, sem padrĂŁo-exportação. Pelo levantamento da Agrifatto, o boi gordo de SĂŁo Paulo vale hoje R$ 237,50/@ (preço mĂ©dio entre o animal “comum” e o “boi-China”). Nas demais 16 regiĂ”es monitoradas pela consultoria, o valor mĂ©dio estĂĄ em R$ 221,10/@. De acordo com a Agrifatto, 8 das 17 praças tiveram ajuste positivo na arroba nesta terça-feira: SP, AC, ES, PA, PR, RJ, RO e SC. As outras 9 regiĂ”es (AL, BA, GO, MA, MG, MS, MT, RS e TO) mantiveram as suas cotaçÔes estĂĄveis. No mercado futuro, o contrato com vencimento em setembro/24 fechou a sessĂŁo de segunda-feira (11/8) em R$ 239,10/@, com ligeira alta de 0,13% em relação ao dia anterior. “Embora o possĂ­vel declĂ­nio no consumo interno possa exercer alguma pressĂŁo sobre os preços da carne no varejo, as exportaçÔes indicam que permanecerĂŁo em ritmo crescente, com perspectiva de quebra de recorde mensal”, prevĂȘ a Agrifatto. Diante desta expectativa, continua a consultoria, as cotaçÔes do boi terminado podem entrar em um perĂ­odo temporĂĄrio de estagnação, sem grandes variaçÔes, sejam elas positivas ou negativas. “AtĂ© mesmo dianteiro para carne de panela, que era para estar com rotatividade consistente, empacou”, destaca a consultoria. Nas negociaçÔes programadas para quinta-feira (15/8), voltadas para o suprimento da segunda quinzena de agosto, a expectativa Ă© de preços estĂĄveis, embora com uma sustentação frĂĄgil, apontam os analistas. Preços dos animais terminados apurados pela Agrifatto nesta terça-feira (13/8): SĂŁo Paulo — O “boi comum” vale R$235,00 a arroba. O “boi China”, R$240,00. MĂ©dia de R$237,50. Vaca a R$210,00. Novilha a R$220,00. Escalas de abates de onze dias; Minas Gerais — O “boi comum” vale R$225,00 a arroba. O “boi China”, R$230,00. MĂ©dia de R$227,50. Vaca a R$205,00. Novilha a R$215,00. Escalas de abate de nove dias; Mato Grosso do Sul — O “boi comum” vale R$235,00 a arroba. O “boi China”, R$240,00. MĂ©dia de R$237,50. Vaca a R$210,00. Novilha a R$220,00. Escalas de sete dias; Mato Grosso — O “boi comum” vale R$210,00 a arroba. O “boi China”, R$215,00. MĂ©dia de R$212,50. Vaca a R$195,00. Novilha a R$205,00. Escalas de abate de nove dias; Tocantins — O “boi comum” vale R$210,00 a arroba. O “boi China”, R$220,00. MĂ©dia de R$215,00. Vaca a R$195,00. Novilha a R$200,00. Escalas de abate de dez dias; Pará — O “boi comum” vale R$210,00 a arroba. O “boi China”, R$220,00. MĂ©dia de R$215,00. Vaca a R$190,00. Novilha a R$195,00. Escalas de abate de doze dias; GoiĂĄs — O “boi comum” vale R$225,00 a arroba. O “boi China/Europa”, R$230,00. MĂ©dia de R$227,50. Vaca a R$205,00. Novilha a R$215,00. Escalas de abate de oito dias; RondĂŽnia — O boi vale R$190,00 a arroba. Vaca a R$175,00. Novilha a R$180,00 185,00. Escalas de abate de treze dias; MaranhĂŁo — O boi vale R$200,00 por arroba. Vaca a R$185,00. Novilha a R$190,00. Escalas de abate de nove dias.

Scot Consultoria/Portal DBO/S&P Global/Agrifatto

 

China paga mais pela carne brasileira para garantir abastecimento

Importadores chineses aceitam negociar cargas de dianteiro bovino por um valor 7% acima do preço de junho/24, saindo dos US$ 4.250/t para US$ 4.550/t, informou a Agrifatto

 

Os chineses, que sĂŁo responsĂĄveis por mais de 50% das compras totais de carne brasileira, jĂĄ estĂŁo aceitando negociar cargas de dianteiro bovino que serĂŁo embarcadas em outubro/24 por um preço 7% maior que pagavam no inĂ­cio de junho/24 – saindo dos US$ 4.250/toneladas para atingir US$ 4.550/toneladas no atual momento. Segundo a consultoria, os importadores chineses estĂŁo querendo garantir o abastecimento no segundo semestre deste ano e, por isso, aceitam pagar um pouco mais pela carne bovina brasileira. No entanto, em comparação aos preços de anos anteriores, a carne bovina do Brasil segue depreciada no mercado mundial. Em julho/24 uma mĂ­nima de 44 meses foi renovada, destaca a Agrifatto. O preço mĂ©dio da carne bovina in natura brasileira foi de US$ 4.409/t, 1,29% a menos que o registrado em junho/24 e o menor patamar dos Ășltimos 44 meses. “A principal justificativa para atingirmos esse nĂ­vel de preço estĂĄ no excesso de produção que o Brasil irĂĄ produzir em 2024”, afirma a Agrifatto, acrescentado que a oferta de carne bovina deverĂĄ bater recorde histĂłrico neste ano. AlĂ©m disso, diz a consultoria, os juros altos nos EUA e na Europa dificultam a liquidez e impactam nos valores que os importadores aceitam pagar pela proteĂ­na bovina. No entanto, nos Ășltimos meses, as quedas nos preços da carne bovina brasileira tĂȘm ficado cada vez mais tĂ­midas. “A pressĂŁo dos compradores por preços mais baixos tem ficado cada vez menor”, reforça a Agrifatto. Em julho/24, a China comprou 122,13 mil toneladas da proteĂ­na bovina brasileira, 33,60% acima do volume de junho/24 e a maior quantidade embarcado para o paĂ­s asiĂĄtico em 2024. “Foi o sexto maior volume adquirido pelos chineses durante um mĂȘs”, detalha a Agrifatto, lembrando que a mĂĄxima histĂłrica (para a China) foi atingida em setembro/22, quando foram exportadas 136,51 mil toneladas. Segundo a consultoria, os chineses estĂŁo adquirindo grandes quantidades da proteĂ­na brasileira mesmo diante dos preços do boi gordo e da carne bovina no paĂ­s atingindo os menores valores dos Ășltimos 6 anos. “A proteĂ­na bovina brasileira estĂĄ barata”, reforça a Agrifatto, acrescentando que, em julho/24, a China pagou 1,1% a menos que o valor mĂ©dio de venda para os “outros paĂ­ses”.

Portal DBO

 

SUÍNOS

 

Preço do suíno CIF tem ganho de 1,27% em São Paulo

De acordo com as informaçÔes divulgadas pela Scot Consultoria, a carcaça suína especial apresentou ganho de 0,81% e estå cotada em R$ 12,40/kg, enquanto o preço médio da arroba do suíno CIF também registrou alta de 1,27% e estå próximo de R$ 159,00/@

 

Segundo levantamento realizado pelo Cepea na Ășltima segunda-feira (12), o Indicador do SuĂ­no Vivo em Minas Gerais registrou alta de 1,95% e estĂĄ cotado em R$ 8,36/kg. No ParanĂĄ, o preço do animal teve alta de 1,81% e estĂĄ precificado em R$ 7,88/kg. JĂĄ na regiĂŁo do Rio Grande do Sul, o animal teve ganho 3,03% e estĂĄ precificado em R$ 7,49/kg. Em SĂŁo Paulo, o valor ficou prĂłximo de R$ 8,27/kg e teve ganho de 1,35%. Em Santa Catarina, o valor do suĂ­no registrou ganho de 0,53%% e estĂĄ cotado em R$ 7,61/kg. 

Cepea/Esalq

 

FRANGOS

 

Frango teve estabilidade na 3ÂȘ feira

A cotação do frango no atacado paulista registrou alta de 0,77% em São Paulo

 

A Scot Consultoria informou que os preços do frango na granja paulista ficaram estĂĄveis e cotado em R$ 5,50/kg, enquanto os valores para o frango no atacado paulista registraram valorização de 0,77% no comparativo diĂĄrio, sendo negociado em R$ 6,55/kg. A referĂȘncia para o animal no ParanĂĄ estĂĄ em R$ 4,57/kg e seguindo estĂĄvel. A Empresa de Pesquisa AgropecuĂĄria e ExtensĂŁo Rural de Santa Catarina (Epagri) divulgou que o frango vivo seguiu com estabilidade, negociado em R$ 4,38/kg. Com base no levantamento realizado pelo Cepea na Ășltima segunda-feira (12), o preço do frango congelado permaneceu estĂĄvel e cotado em R$ 7,12/kg. JĂĄ a referĂȘncia para o frango resfriado tambĂ©m seguiu com estabilidade e estĂĄ sendo comercializado em torno de R$ 7,37/kg.

Cepea/Esalq

 

CARNES

 

Abate de bovinos aumenta 17,2% no segundo trimestre de 2024, diz IBGE

Processamento de suínos e aves, aquisição de leite e produção de ovos também cresceram. Abate de bovinos alcançou 9,94 milhÔes de cabeças entre abril e junho de 2024

 

O abate de bovinos no país registrou total de 9,941 milhÔes de cabeças no segundo trimestre de 2024, aumento de 17,2% ante igual período de 2023. As informaçÔes constam das Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro, e da Produção de Ovos de Galinha. Primeiros resultados para o segundo trimestre de 2024, divulgadas na terça-feira (13/8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o primeiro trimestre de 2024, houve aumento de 6,9% no abate de bovinos. Sobre bovinos, o IBGE informou ainda que houve produção de 2,573 milhÔes toneladas de carcaças bovinas no segundo trimestre deste ano. O volume representa uma alta de 17% frente ao segundo trimestre de 2023. Frente ao primeiro trimestre de 2024, houve aumento de 7,3%. Jå o abate de suínos subiu 2,4% no Brasil no segundo trimestre de 2024, ante igual trimestre em 2023, para 14,545 milhÔes de cabeças. Na comparação com o primeiro trimestre de 2024, houve aumento de 4,3% no abate de suínos do país. No caso do abate de frangos no país, esse totalizou 1,609 bilhão de aves no segundo trimestre de 2024, o que representou aumento de 3,2% em relação ao segundo trimestre de 2023; e alta de 1,1% na comparação com o primeiro trimestre de 2024. O IBGE divulgou também dados sobre os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro. Os curtumes declararam ter recebido 10,08 milhÔes de peças inteiras de couro cru no segundo trimestre deste ano, ganho de 17% em comparação ao segundo trimestre de 2023; e aumento de 8,2% em relação ao primeiro trimestre de 2024. A Pesquisa Trimestral do Couro investiga os curtumes que efetuam curtimento de pelo menos 5 mil unidades inteiras de couro cru bovino por ano.

Globo Rural

 

EMPRESAS

 

ApĂłs prejuĂ­zo milionĂĄrio em 2023, JBS lucrou R$ 1,7 bilhĂŁo no segundo trimestre

Conjuntura de 2024 é formada por fundamentos bem mais positivos que os do ano passado, como a queda nos preços dos insumos usados na ração animal. No mesmo período de 2023, a companhia obteve prejuízo de R$ 263,6 milhÔes

 

A JBS, uma das maiores empresas de proteĂ­na animal do mundo, lucrou R$ 1,7 bilhĂŁo no segundo trimestre. No mesmo perĂ­odo de 2023, a companhia obteve prejuĂ­zo de R$ 263,6 milhĂ”es. A conjuntura de 2024 Ă© formada por dois fundamentos bem mais positivos que os do ano passado. O primeiro Ă© a queda nos preços dos insumos usados na ração animal (milho e farelo de soja) que abrem caminho para menores custos e melhores margens na indĂșstria, principalmente de aves e suĂ­nos. O segundo Ă© o maior equilĂ­brio entre oferta e demanda nas principais proteĂ­nas em que a gigante frigorĂ­fica atua, a bovina, suĂ­na e de frango. HĂĄ exceção apenas na unidade de bovinos na AmĂ©rica do Norte, onde as margens seguem apertadas pelo ciclo do gado, mas que teve os resultados negativos compensados pelo bom desempenho em todos os demais negĂłcios do grupo. “O resultado [lucro] veio tambĂ©m das melhorias operacionais que fizemos”, disse o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, destacando os ganhos obtidos na operação da Seara, por exemplo. A unidade de aves e suĂ­nos no Brasil elevou em 13,3 pontos percentuais a margem no comparativo anual, para 17,4%. Neste cenĂĄrio, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglĂȘs) ajustado mais que dobrou, ao passar de R$ 4,47 bilhĂ”es no segundo trimestre de 2023 para R$ 9,88 bilhĂ”es no mesmo intervalo deste ano. A receita lĂ­quida consolidada cresceu 12,6% no perĂ­odo, para R$ 100,6 bilhĂ”es. Cerca de 75% das vendas globais da JBS foram realizadas nos mercados domĂ©sticos em que a companhia atua e 25% por meio de exportaçÔes. A geração de caixa livre saltou de R$ 1,26 bilhĂŁo no segundo trimestre do ano passado, para R$ 5,5 bilhĂ”es entre abril e junho deste ano, o que permitiu baixar a alavancagem — relação entre dĂ­vida lĂ­quida e Ebitda — para 2,77 vezes em dĂłlares no segundo trimestre de 2024, versus 4,15 vezes um ano antes. “A gente chegou a esse patamar de alavancagem seis meses antes do previsto”, afirmou Guilherme Cavalcanti, CFO e diretor de RelaçÔes com Investidores da JBS. O executivo ressaltou que o terceiro e quarto trimestres, sazonalmente, tambĂ©m geram fluxo de caixa livre positivo, entĂŁo “vamos apresentar Ebitdas no terceiro trimestre e no quarto trimestre acima do ano passado, porque essa alavancagem vai continuar caindo e vai se aproximar de duas vezes no final do ano”. O Ebitda ajustado da JBS Brasil, dona da marca Friboi, avançou 74,7% no segundo trimestre, para R$ 1,2 bilhĂŁo. Mesmo com os preços da tonelada de carne bovina menores no mercado internacional, a receita da companhia aumentou 11,2%, para R$ 15,5 bilhĂ”es. O Ășnico revĂ©s ficou para a unidade americana de bovinos, JBS Beef North America, onde o Ebitda ajustado caiu 65,1%, para R$ 151 milhĂ”es, pressionado pelo ciclo de baixa oferta de gado e custos altos — o contrĂĄrio do que acontece no Brasil atualmente. A receita lĂ­quida, porĂ©m, avançou 8,7%, para R$ 31,3 bilhĂ”es.

Valor EconĂŽmico

 

GOVERNO

 

Abertura de mercado no Egito para exportação de carne bovina com osso

Com esta nova autorização, o agronegĂłcio brasileiro alcança sua 91ÂȘ abertura de mercado no ano, totalizando 169 aberturas em 56 destinos desde o inĂ­cio de 2023

O governo brasileiro recebeu com satisfação o anĂșncio, pelo governo egĂ­pcio, da autorização para que o Brasil exporte carne bovina com osso para aquele paĂ­s. As exportaçÔes agrĂ­colas brasileiras para o Egito ultrapassaram US$ 1,73 bilhĂŁo em 2023, dos quais mais de US$ 384 milhĂ”es corresponderam a vendas de proteĂ­na animal. No primeiro semestre deste ano, o Brasil jĂĄ exportou mais de US$ 1,31 bilhĂŁo em produtos agrĂ­colas para o paĂ­s. Em março, foi aberto tambĂ©m o mercado egĂ­pcio para carne, produtos cĂĄrneos e miĂșdos de caprinos e ovinos. Com esta nova autorização, o agronegĂłcio brasileiro alcança sua 91ÂȘ abertura de mercado no ano, totalizando 169 aberturas em 56 destinos desde o inĂ­cio de 2023. Esses resultados sĂŁo fruto do trabalho conjunto do MinistĂ©rio da Agricultura e PecuĂĄria (Mapa) e do MinistĂ©rio das RelaçÔes Exteriores (MRE).

MAPA

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Serviços e turismo do ParanĂĄ crescem acima da mĂ©dia nacional no 1Âș semestre

Dados do IBGE apontam um aumento de 4% no volume de atividades e de 9% na receita das empresas prestadoras de serviços instaladas no Estado entre janeiro e junho deste ano contra variaçÔes de 1,6% e 5,8% no Brasil no mesmo período, respectivamente. Turismo acumula alta de 5% nos seis primeiros meses de 2024, quase quatro vezes acima do crescimento médio de 1,3% do País.

O ParanĂĄ terminou o primeiro semestre de 2024 com um crescimento acumulado de 4% no volume de serviços prestados por empresas, um Ă­ndice 2,5 vezes maior do que a variação do Brasil no mesmo perĂ­odo, que foi de 1,6% neste segmento. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada na terça-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e EstatĂ­stica, e que tambĂ©m aponta para um desempenho acima da mĂ©dia do Estado no turismo. Entre maio e junho, o ParanĂĄ registrou um aumento de 3% no volume de serviços prestados, o que, segundo o IBGE, representa a segunda maior contribuição para o crescimento mensal do setor no Brasil em nĂșmeros gerais. O Estado ficou atrĂĄs apenas de SĂŁo Paulo, que teve uma variação de 2,6% entre os dois meses, porĂ©m com um peso maior no volume total em nĂ­vel nacional. No comparativo entre junho de 2024 com o mesmo mĂȘs do ano passado, o volume das atividades ligadas aos serviços cresceu 2,1% no ParanĂĄ. JĂĄ nos Ășltimos 12 meses mais recentes analisados pelo Instituto, o Estado acumula alta de 7,4%. Todos os ramos de atividades de serviços definidos pelo levantamento do IBGE registraram variação positiva em seus volumes de atividades em 2024. Os serviços profissionais, administrativos e complementares acumulam crescimento de 4,4%, seguido pelos serviços prestados Ă s famĂ­lias, com alta de 4%, os serviços de informação e comunicação, com 3,8%, e os serviços de transportes e correios, com 2,2%. A maior ampliação, no entanto, foi para os outros serviços, que abrange uma variedade de atividades com menor peso econĂŽmico, e que cresceram 8,3% de janeiro a junho. No indicador de receita nominal, as empresas paranaenses que prestam serviços acumulam alta de 9% no primeiro semestre de 2024, superando o desempenho mĂ©dio do Brasil no ano, que Ă© de 5,8%. Os indicadores do ParanĂĄ tambĂ©m sĂŁo melhores em outros recortes temporais: na variação mensal, a alta no Estado Ă© de 3,2% contra 2,7% na mĂ©dia do PaĂ­s. No comparativo entre os meses de junho de 2023 e 2024, as empresas instaladas no Estado ampliaram em 8,8% as suas receitas, frente a uma variação de 6,3% de todas as empresas brasileiras. As empresas ligadas aos serviços profissionais, administrativos e complementares aumentaram em 10,3% as suas receitas no primeiro semestre de 2024. Na sequĂȘncia, aparecem os serviços de transportes e correios, com alta acumulada de 9,6% na receita nominal, os serviços prestados Ă s famĂ­lias (9%) e os serviços de informação e comunicação (8,9%). As demais atividades, agrupadas em ‘outros serviços’, tiveram um ganho de receita na ordem de 13,1% atĂ© agora no ano. No ParanĂĄ, houve crescimento de 2,1% no turismo entre maio e junho e uma alta acumulada 5% nos seis primeiros meses de 2024, quase quatro vezes acima da mĂ©dia nacional, que foi de 1,3% no ano. TambĂ©m foi o quarto melhor resultado do semestre, atrĂĄs de Bahia, Minas Gerais e Santa Catarina. No comparativo com junho do ano passado, o aumento em nĂ­vel estadual foi de 5,8% contra 3,9% de todo o segmento no Brasil.

AgĂȘncia Estadual de NotĂ­cias

 

Deral indica colheita do milho perto do fim no ParanĂĄ e "dificuldades para cobrir os custos"

Restando apenas 4% das lavouras ainda em campo, algumas regiĂ”es do estado tĂȘm comercialização lenta e produtores enfrentando dificuldades

 

O Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do ParanĂĄ divulgou seu relatĂłrio semanal trazendo as condiçÔes de tempo e cultivo para as principais culturas do estado. De acordo com o levantamento, 96% das lavouras da segunda safra de milho jĂĄ foram colhidas no estado, avançando dos 92% da semana passada. O restante estĂĄ totalmente em maturação. Os tĂ©cnicos do Deral ainda classificaram 29% das ĂĄreas como em boas condiçÔes, 45% como em mĂ©dias e 26% em ruins. Esses Ă­ndices ficaram superiores aos 27%, 46% e 27%, respectivamente, da semana anterior. Detalhando a situação do milho paranaense, o Deral indica que, “ainda restam alguns talhĂ”es a serem colhidos e os trabalhos foram parcialmente interrompidos devido Ă  alta umidade dos grĂŁos. Ainda assim, os trabalhos estĂŁo bastante adiantados em relação Ă  safra anterior”. Sobre os rendimentos, os tĂ©cnicos apontam que “em regiĂ”es onde a pluviometria ajudou o desenvolvimento, alguns produtores que haviam semeado milho para ensilar acabaram colhendo grĂŁos. JĂĄ em regiĂ”es afetadas pela seca, os produtores enfrentam dificuldades para cobrir os custos e a comercialização segue lenta”. A publicação acrescenta ainda que, “foram registradas geadas em grande parte do ParanĂĄ neste fim de semana, inclusive em ĂĄreas mais ao norte do estado, porĂ©m em sua maioria fracas ou em baixadas. As chuvas que a precederam foram favorĂĄveis, de maneira geral”. 

SEAB-PR/DERAL

 

Safra de grĂŁos de 2024 deve cair 5,5%, diz IBGE

Previsão é de uma colheita de 298 milhÔes de toneladas neste ano. Algodão é a cultura onde é estimado o maior crescimento de produção, diz IBGE

 

A safra brasileira de grĂŁos, leguminosas e oleaginosas deve atingir 298 milhĂ”es de toneladas em 2024, 5,5% abaixo de 2023. Em nĂșmeros absolutos, Ă© um recuo de 17,4 milhĂ”es de toneladas. Os dados sĂŁo do Levantamento SistemĂĄtico da Produção AgrĂ­cola (LSPA) de julho, divulgados nesta terça-feira (13/8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e EstatĂ­stica (IBGE). A estimativa de safra do IBGE, no entanto, Ă© 0,7% maior que a previsĂŁo anterior, relacionada ao mĂȘs de junho (acrĂ©scimo de 2,2 milhĂ”es de toneladas). O IBGE informou ainda que a ĂĄrea a ser colhida Ă© de 78,6 milhĂ”es de hectares, na safra atual. Isso significa aumento de 0,9% frente Ă  ĂĄrea colhida em 2023; crescimento de 727,2 mil hectares ante ano anterior; e aumento de 0,3% (acrĂ©scimo de 264.488 hectares) em relação a junho. O arroz, o milho e a soja, os trĂȘs principais produtos deste grupo, representam 91,7% da estimativa da produção e respondem por 87,3% da ĂĄrea a ser colhida. O instituto detalhou ainda que, na safra 2024 ante safra 2023, estĂŁo previstos acrĂ©scimos de 13,1% na ĂĄrea a ser colhida do algodĂŁo herbĂĄceo (em caroço); de 4,9% na do arroz em casca; de 6,0% na do feijĂŁo e de 3,2% na da soja. Por outro lado, estĂŁo previstos declĂ­nios, na ĂĄrea a ser colhida, de 3,2% na ĂĄrea do milho (reduçÔes de 8,7% no milho 1ÂȘ safra e de 1,5% no milho 2ÂȘ safra); de 11,2% na do trigo e de 5,3% na do sorgo. O IBGE informou ainda estimativas de produção, por produtos, para safra de 2024 bem como comparação com a safra de 2023. Em relação Ă  produção, houve acrĂ©scimos, nas estimativas de produção, de 10,8% para o algodĂŁo herbĂĄceo (em caroço); de 1,9% para o arroz; de 7,1% para o feijĂŁo e de 22,7% para o trigo. Por outro lado, ocorreram decrĂ©scimos de 4,3% para a soja, de 10,3% para o milho (reduçÔes de 15,7% no milho de 1ÂȘ safra e de 8,9% no milho de 2ÂȘ safra) e de 10,9% para o sorgo.

Globo Rural


ECONOMIA/INDICADORES

 

DĂłlar cai pela 6ÂȘ sessĂŁo e fica abaixo de R$5,45

Em mais um dia de otimismo nos mercados, o dólar emplacou na terça-feira a sexta queda consecutiva no Brasil, para abaixo dos 5,45 reais, em sintonia com o recuo generalizado da moeda norte-americana ante as demais divisas, após a divulgação de dados favoråveis de inflação ao produtor nos EUA

 

O dĂłlar Ă  vista fechou o dia em queda de 0,90%, cotado a 5,4491 reais. Esta Ă© a menor cotação de fechamento desde 16 de julho, quando encerrou em 5,4293 reais. Nos Ășltimos seis dias Ășteis o dĂłlar acumulou baixa de 5,09%. Às 17h04, na B3 o contrato de dĂłlar futuro de primeiro vencimento caĂ­a 0,89%, a 5,4585 reais na venda. Desde 5 de agosto, quando chegou a ser cotado acima dos 5,86 reais, o dĂłlar vem apresentando baixas firmes ante o real, em um processo de ajuste de preços. Por trĂĄs do movimento estĂĄ a diminuição dos receios de que os EUA possam entrar numa recessĂŁo iminente, alĂ©m da perspectiva de inĂ­cio do processo de corte de juros pelo Federal Reserve em setembro. Outro fator Ă© a relativa acomodação do iene nos Ășltimos dias, reduzindo a desmontagem de operaçÔes de carry trade. Na terça-feira a queda global do dĂłlar -- inclusive ante o real -- foi favorecida pela divulgação do Ă­ndice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglĂȘs) dos EUA, que subiu 0,1% na base anual em julho, depois da alta de 0,2% em junho. Economistas consultados pela Reuters previam um avanço de 0,2% no mĂȘs passado. O dado abaixo do esperado fortaleceu as apostas de corte de juros pelo Fed em setembro, o que se somou Ă  perspectiva de manutenção ou mesmo alta da taxa bĂĄsica Selic no Brasil no mesmo mĂȘs, como precificado na curva a termo brasileira. Durante audiĂȘncia pĂșblica conjunta das ComissĂ”es de Desenvolvimento EconĂŽmico e de Finanças e Tributação da CĂąmara dos Deputados, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, voltou a abordar a questĂŁo de possĂ­veis intervençÔes no cĂąmbio em momentos de estresse. Em discurso semelhante ao adotado na vĂ©spera pelo diretor de PolĂ­tica MonetĂĄria do BC, Gabriel GalĂ­polo, Campos Neto afirmou que a autarquia nĂŁo atuou no perĂ­odo recente porque entendeu que nĂŁo havia disfuncionalidade no mercado.

Reuters

 

Ibovespa avança e fecha na måxima desde janeiro

No setor de proteínas, a JBS ON fechou em alta de 4,21%, antes da divulgação do balanço do segundo trimestre após o fechamento dos negócios nesta terça-feira. Analistas do Goldman Sachs esperam que a companhia relate lucro sólido, dada a sua exposição ao aquecido mercado global de frango

 

O Ibovespa fechou em alta pelo sexto pregĂŁo seguido na terça-feira, com CSN e CSN Mineração entre os maiores ganhos na esteira de resultado trimestral, enquanto Natura&Co desabou apĂłs a companhia anunciar pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos da sua subsidiĂĄria Avon Products Inc. Índice de referĂȘncia do mercado acionĂĄrio brasileiro, o Ibovespa avançou 0,98%, a 132.397,97 pontos, maior patamar de fechamento desde 8 de janeiro, tendo marcado 132.429,5 pontos na mĂĄxima e 131.115,4 pontos na mĂ­nima do dia. O volume financeiro somou 24,1 bilhĂ”es de reais. O recorde histĂłrico de fechamento do Ibovespa foi registrado em 27 de dezembro do ano passado, quando terminou o dia aos 134.193,72 pontos. No dia seguinte, chegou Ă  mĂĄxima histĂłrica intradia de 134.391,67 pontos. O cenĂĄrio externo, na visĂŁo do advisor e sĂłcio da Blue3 Willian Queiroz, foi o principal "driver" para a alta na bolsa paulista. Ele tambĂ©m chamou a atenção para fluxo positivo de capital externo na bolsa no mĂȘs, como mais um componente apoiando a sequĂȘncia recente de altas do Ibovespa. Novos balanços corporativos tambĂ©m ocuparam as atençÔes nesta sessĂŁo, enquanto uma nova bateria estĂĄ reservada para o final do dia, incluindo os nĂșmeros de Localiza, JBS, Rede D'Or, RaĂ­zen, LWSA, Eneva, entre outros. Do ponto de vista da anĂĄlise tĂ©cnica, Queiroz, da Blue3, acrescentou que o desempenho do Ibovespa em agosto reforça o sinal de alta de julho e cria uma expectativa para superar a mĂĄxima histĂłrica de 134 mil pontos. No mĂȘs, o Ibovespa jĂĄ acumula uma valorização de 3,72%.

Reuters

 

Volume de serviços prestados no País sobe 1,7% em junho, diz IBGE

Resultado ante maio veio acima da mediana das previsÔes de analistas; na comparação com junho de 2023, houve avanço de 1,3%

 

O volume de serviços prestados no País subiu 1,70% em junho ante maio, na série com ajuste sazonal, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços divulgados na terça-feira, 13, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  O resultado superou a mediana das previsÔes de analistas consultados pelo ProjeçÔes Broadcast, que apontava alta de 0,9%. O intervalo das estimativas ia de alta de 0,3% a avanço de 2,0%. Na comparação com junho de 2023, houve avanço de 1,30%, jå descontado o efeito da inflação. A taxa acumulada no ano, que tem como base de comparação o mesmo período do ano anterior, foi de alta de 1,60%. No acumulado em 12 meses, houve alta de 1%, ante avanço de 1,20% até maio. A receita bruta nominal do setor de serviços subiu 2,70% em junho ante maio. Na comparação com junho de 2023, houve avanço de 6,30% na receita nominal. Cinco das cinco atividades de serviços registraram ganhos na passagem de maio para junho, segundo o IBGE. Os serviços prestados às famílias avançaram 0,30%, enquanto os serviços de informação e comunicação subiram 2%. Houve avanço de 1,30% em serviços profissionais, administrativos e complementares, e alta de 1,80% em transportes. Outros serviços, por sua vez, registraram avanço de 1,60% em junho. Na comparação com junho de 2023, quatro das cinco atividades de serviços registraram avanço. Os serviços prestados às famílias avançaram 4,10%, enquanto os serviços de informação e comunicação subiram 5,80%. Houve avanço de 0,50% em serviços profissionais, administrativos e complementares e queda de 2,70% em transportes. Outros serviços, por sua vez, registraram avanço de 5% em junho, na comparação com junho de 2023.

O Estado de SĂŁo Paulo

 

Cùmara aprova texto-base de regulação da reforma tributåria com mudanças em imóveis e herança

Proposta altera ITBI e tributo sobre herança; deputados analisarão destaques nesta quarta (14)

 

O plenĂĄrio da CĂąmara dos Deputados aprovou na noite de terça-feira (13) o texto-base do segundo projeto de lei complementar da regulamentação da reforma tributĂĄria. A proposta trata das regras do ComitĂȘ Gestor do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) de estados e municĂ­pios que serĂĄ criado pela reforma e altera regras do ITBI (Imposto sobre TransmissĂŁo de Bens ImĂłveis), tributo cobrado pelos municĂ­pios e do Distrito Federal, e do ITCMD, o imposto sobre herança e doaçÔes. Na sessĂŁo desta terça, foram votos 303 favorĂĄveis e 142 contrĂĄrios —eram necessĂĄrios 257 votos. Os deputados precisarĂŁo analisar os destaques ao texto. Assim que o resultado foi proclamado, o presidente da CĂąmara, Arthur Lira (PP-AL), anunciou que os destaques serĂŁo votados na quarta-feira (14), o que indica uma falta de acordo em pontos nevrĂĄlgicos da matĂ©ria. Poucos minutos antes do inĂ­cio da sessĂŁo de votação, o relator do projeto, deputado Mauro Benevides (PDT-CE), protocolou um novo parecer atendendo uma das principais demandas do setor imobiliĂĄrio e da construção civil ao tornar opcional o pagamento do ITBI com alĂ­quota reduzida na formalização do negĂłcio. Ou seja, no momento da assinatura de qualquer documento que formalize a compra e venda de imĂłvel, como o contrato de promessa de compra e venda. O projeto original tornava obrigatĂłria a cobrança antecipada. Hoje, o ITBI Ă© cobrado apĂłs a transferĂȘncia ser formalizada. A queixa era de que, ao antecipar o fato gerador para o momento da assinatura do contrato, a regulamentação da reforma criaria mais um ĂŽnus ao comprador que adquire seu imĂłvel. O ITBI pode chegar a 5% do valor total da aquisição e Ă© pago Ă  vista. Com a mudança, o segmento foi parcialmente atendido. NĂŁo conseguiu, porĂ©m, alterar a base de cĂĄlculo do ITBI estabelecida no projeto como "o valor pelo qual o bem ou direito seria negociado Ă  vista, em condiçÔes normais de mercado", ou seja, nĂŁo considera o valor efetivo da compra e venda, mas sim, um valor fixado pelo Fisco municipal. O projeto tambĂ©m determina que estados poderĂŁo taxar recursos aportados em planos de previdĂȘncia privada transmitidos a beneficiĂĄrios por meio do ITCMD (Imposto sobre a TransmissĂŁo Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos). Segundo o texto que foi aprovado pelos deputados, nĂŁo serĂŁo alvo de cobrança os valores que tenham sido aportados em planos do tipo VGBL (Vida Gerador de BenefĂ­cio Livre) com prazo superior a cinco anos, contados da data do aporte atĂ© a ocorrĂȘncia do fato gerador. Hoje, alguns estados jĂĄ cobram o ITCMD sobre planos de previdĂȘncia privada do tipo PGBL e VGBL. No entanto, as regras nĂŁo sĂŁo homogĂȘneas e enfrentam questionamentos na Justiça. "Havia uma preocupação de como as pessoas mais ricas estavam fazendo em relação ao VGBL, eles aplicavam em fundos, em CDBs, em letras as mais variadas possĂ­veis, e quando alcançavam os 70 anos, migravam todas essas aplicaçÔes e iam para o VGBL numa tentativa de um planejamento tributĂĄrio, de nĂŁo pagar o ITCMD", justificou. Esse Ă© o segundo projeto da regulamentação da reforma tributĂĄria que Ă© aprovado pelos deputados. O projeto trata das regras de funcionamento do ComitĂȘ Gestor do IBS, ĂłrgĂŁo que serĂĄ criado para gerir e arrecadar o novo imposto, de fiscalização e do sistema pelo qual os contribuintes poderĂŁo questionar autuaçÔes feitas pelos fiscais. Segundo o projeto aprovado, o conselho serĂĄ instalado em atĂ© 120 dias, contados a partir da publicação da lei. A proposta inclui dispositivo no texto para oferecer maior segurança jurĂ­dica Ă  aplicação das normas dos novos tributos. A medida Ă© uma demanda do setor empresarial, que teme que haja interpretaçÔes diferentes das regras no caso da necessidade de recorrer aos tribunais administrativos contra aplicaçÔes de multas pelos fiscais. O relatĂłrio do projeto vai vincular as decisĂ”es do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) Ă  orientação dada pelo fĂłrum de harmonização da reforma. O fĂłrum Ă© uma instĂąncia de deliberação para unificar as normas dos dois novos impostos que serĂŁo criados com a entrada em vigor da reforma tributĂĄria: a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), cobrado pelo governo federal, e o IBS.

Folha de SĂŁo Paulo

 

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