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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1175 DE 19 DE AGOSTO DE 2026

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  • há 2 dias
  • 15 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1175 | 19 de agosto de 2026


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Preços do boi gordo recuam nas praças de SP e MT

Animal sem padrão-exportação sofreu baixa de R$ 3/@ na terça-feira (18/8), para R$ 347/@, enquanto o “boi-China” teve queda diária de R$ 2/@, encerrado o dia valendo R$ 350/@, no prazo. PARANÁ: Boi: R$ 360,00. Vaca: R$ 335,00. Novilha: R$ 345,00. Escalas: cinco dias. Boi China: PARANÁ: R$ 357,50/@ (à vista) e R$ 362,00/@ (prazo)

 

Após um mês de preços firmes e valorizações pontuais, a arroba do boi gordo recuou nas praças de São Paulo e de Mato Grosso, informou a Scot Consultoria, que acompanha diariamente os negócios em mais de 30 regiões brasileiras.  “A queda do desempenho da exportação e o ritmo lento do escoamento de carne no mercado explicam o viés negativo”, apontam os analistas da Scot. Segundo a consultoria, o animal sem padrão-exportação sofreu baixa de R$ 3/@ nesta terça-feira (18/8), para R$ 347/@, enquanto o “boi-China” teve queda diária de R$ 2/@, encerrado o dia valendo R$ 350/@ (valores brutos, no prazo). De acordo com apuração da Agrifatto, a pressão baixista sobre a arroba ganhou força nesta semana, principalmente nas praças de São Paulo, mas ainda sem produzir os recuos pretendidos pelos frigoríficos. “As indústrias de maior porte continuam testando preços menores, sobretudo onde as escalas estão mais confortáveis, favorecidas pela maior participação de animais de parceria e pela reorganização das programações de abate após períodos de férias coletivas”, relata a Agrifatto.  A situação é ainda mais ajustada para frigoríficos de menor porte, que enfrentam maior dificuldade na compra de gado, acrescenta. No entanto, observa a Agrifatto, a perda de ritmo nos mercados interno e externo reforça a cautela para os próximos dias. Revertendo a sequência de dois pregões consecutivos de baixa, o mercado futuro do boi gordo na B3 encerrou a sessão de segunda-feira (17/8) em alta. O contrato com vencimento em outubro/26, pico da entressafra de boiada terminada a pasto, fechou o pregão valendo R$ 358,30/@, com valorização de 1,21% em relação ao fechamento anterior. Cotações do boi gordo desta terça-feira (18/8), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 355,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: sete dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 340,00. Boi China/Europa: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: cinco dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: cinco dias. PARÁ: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: quatro dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: sete dias. MARANHÃO: Boi: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: sete. Preços brutos do “boi-China” nesta terça-feira (18/8), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 345,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). MINAS GERAIS: (Exceto região Sul): R$ 345,50/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 333,00/@ (à vista) e R$ 337,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 336,00/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 345,50/@ (à vista) R$ 350,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 333,00/@ (à vista) e R$ 337,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 329,00/@ (à vista) e R$ 333,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 336,00/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

Produtor de carnes do Brasil reitera defesa de antimicrobianos

Mais de 200 fazendas já adotam protocolo que prevê segregação de animais destinados à União Europeia. “É preciso que as empresas interessadas em exportar mantenham incentivo econômico para os produtores”, diz ministro da Agricultura

 

A duas semanas de entrar em vigor o bloqueio da União Europeia às proteínas animais brasileiras — os europeus alegam que o Brasil não tem comprovado o controle do uso de antimicrobianos nas cadeias produtivas —, pecuaristas reforçaram os argumentos pela utilização desses insumos no país. Os produtores têm defendido a segregação dos bovinos cuja carne será enviada para o bloco por meio do protocolo privado para certificação de cumprimento das exigências sanitárias. No início de junho, o Ministério da Agricultura homologou o Protocolo de Exportação de Bovinos Livres de Antimicrobianos. Como o mecanismo destina-se a pecuaristas que desejam vender à UE, ele não impõe exigências adicionais aos demais criadores. Em julho, 20 fazendas haviam aderido ao instrumento, mas, agora, já são 220 propriedades, disse ao Valor uma fonte que participou ontem da reunião da Câmara Setorial da Carne Bovina do Ministério da Agricultura. Todos os frigoríficos que têm habilitação para exportar para a UE e as empresas certificadoras já participam do protocolo. Mas a volta do Brasil à lista de países aptos a exportar para os europeus pode estar próxima, ainda que venha a ocorrer paulatinamente. “Trabalhamos para realistar (...) neste semestre. O fornecimento depende muito do período da cadeia”, disse o ministro da Agricultura, André de Paula, a uma rádio de Pernambuco. Ele acreditou que as aves, que têm ciclo de 45 dias, voltarão à lista antes do que a carne bovina, que, por ter ciclo mais longo, não deverá retornar em setembro. No momento, o cronograma da UE prevê retirar a autorização aos exportadores brasileiros de carnes bovina e de aves, além de pescados, ovos e mel, a partir de 3 de setembro. Para o ministro, ficar fora da lista pode afetar as vendas não apenas ao bloco, mas a um conjunto de até 18 países que seguem as exigências sanitárias europeias e poderão replicar o veto aos produtos brasileiros. O aval dependerá, além disso, de auditoria da UE nesse novo modelo de produção e comprovação de que os pecuaristas não estão usando antimicrobianos, relatou uma fonte. Na cadeia de carne bovina, a discussão passou a girar em torno da oferta de estímulos para que os pecuaristas permaneçam no sistema de certificação para exportar à UE, prosseguiu a fonte. Isso ocorre porque, até agora, não há garantias de que o protocolo e as comprovações que a fiscalização agropecuária oficial tem apresentado serão suficientes para viabilizar os embarques ao mercado europeu. “É preciso que as empresas interessadas em exportar mantenham incentivo econômico para os produtores”, disse. O incentivo econômico seria, por exemplo, o pagamento de um prêmio pela arroba aos pecuaristas que participam do protocolo. A questão é que a resposta europeia pode demorar e, até lá, os frigoríficos também não recebem a mais pela carne. Por outro lado, sem estímulo, criadores podem sair do protocolo, o que limitaria a oferta de produto para exportação quando o mercado for reaberto. “A indústria que quiser exportar tem que incentivar os produtores pelo pagamento do prêmio, mesmo correndo o risco de o mercado fechar”, completou a fonte. O ministro André de Paula repetiu que “todo o governo está envolvido” na busca de uma solução para a questão. Os esforços incluem o chanceler Mauro Vieira, para ações na área diplomática, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em tratativas de Estado. “Estamos trabalhando intensamente para que isso [interrupção no fornecimento] não ocorra. Tenho expectativa favorável em relação a essa questão”, disse na entrevista. Ele disse que há questões econômicas e políticas por trás das exigências técnicas. “A carne bovina brasileira tem competitividade enorme. Muitos países da Europa têm carne oito vezes mais cara que a nossa. É evidente que por trás de exigências sanitárias também existem interesses que a gente compreende”, afirmou. O ministro lembrou que os países europeus têm interesse em manter comércio de seus produtos com o Brasil e que o governo brasileiro tem “instrumentos importantes” para usar na negociação.

VALOR ECONÔMICO

 

SUÍNOS

 

Preço do suíno vivo cai 37,65% em Minas Gerais, mas redução não chega ao consumidor

Cotação sugerida ficou em R$ 5,30 por quilo entre 14 e 20 de agosto; pesquisa apontou estabilidade ou alta em alguns cortes na Grande BH. A forte queda no valor de referência do suíno vivo em Minas Gerais ainda não apareceu na mesma proporção nos preços

pagos pelos consumidores.

 

Na primeira semana de janeiro, a cotação vigente chegou a R$ 8,50 por quilo. Na terça-feira (18), o preço sugerido pela Bolsa de Suínos do Estado de Minas Gerais (BSEMG) é de R$ 5,30, redução de 37,65%. O valor de R$ 5,30 foi mantido na negociação realizada em 13 de agosto entre produtores associados à Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (ASEMG) e frigoríficos. Como não houve acordo entre as partes, a BSEMG estabeleceu a quantia como preço sugerido para o quilo do suíno vivo, com validade de 14 a 20 de agosto.

Enquanto a matéria-prima ficou mais barata para a cadeia produtiva, pesquisa do Mercado Mineiro na Região Metropolitana de Belo Horizonte indica estabilidade ou até alta em alguns cortes comercializados ao consumidor. A costelinha, por exemplo, passou de preço médio de R$ 29,13 para R$ 29,70 o quilo entre julho e agosto, avanço de 1,96%. A copa-lombo subiu 1,83%, de R$ 22,95 para R$ 23,37. O levantamento reúne preços coletados em estabelecimentos da capital e da região metropolitana. Outros produtos apresentaram redução. A orelha suína caiu de R$ 11,18 para R$ 10,75, recuo de 3,85%. O pé passou de R$ 12,40 para R$ 12,24, enquanto o toucinho comum teve queda de 3,62%. Feliciano Abreu, responsável pelo Mercado Mineiro, afirmou à Itatiaia que a retração registrada no valor recebido pelo produtor ainda não foi transferida na mesma intensidade para o consumidor. Na avaliação dele, preços menores nas gôndolas poderiam favorecer o consumo de carne suína e ampliar a competitividade diante das carnes bovina e de frango. A pesquisa também aponta grande variação de preços entre os locais consultados. O quilo do pé suíno foi encontrado de R$ 5,99 a R$ 19,99, diferença de 233,72%. A copa-lombo variou entre R$ 13,99 e R$ 38,99, enquanto a costelinha apareceu de R$ 19,98 a R$ 47,90. Os dados reforçam que a comparação entre estabelecimentos pode representar economia significativa para o consumidor. À Itatiaia, o presidente da ASEMG, Donizetti Ferreira Couto, explicou que o suíno vivo passa por frigoríficos, indústrias, atacadistas e varejistas antes de chegar às gôndolas, o que pode fazer com que oscilações na origem não sejam reproduzidas imediatamente ou na mesma proporção no preço final. A próxima negociação da Bolsa de Suínos de Minas Gerais está prevista para quinta-feira (20). Até lá, permanece em vigor o preço sugerido de R$ 5,30 por quilo do suíno vivo no estado.

REDAÇÃO PLOX

 

INTERNACIONAL

 

A Europa descobriu que precisa de agricultores

Não existe transição ecológica sem produção. Não existe soberania alimentar sem agricultores. Não existe coesão territorial sem atividade económica no mundo rural.

 

Uma das discussões mais interessantes que estão atualmente a decorrer a nível europeu passa relativamente despercebida ao grande público. Em julho, a Comissão Europeia adotou a “Estratégia Europeia para a Pecuária” e o “Plano de Ação para as Proteínas”, que podem parecer apenas documentos técnicos destinados a especialistas, mas na realidade ajudam a perceber como Bruxelas “imagina” a agricultura das próximas décadas. Durante muito tempo, o debate europeu sobre a agricultura foi dominado pelas preocupações ambientais e climáticas. Essas preocupações mantêm-se, naturalmente, mas os acontecimentos dos últimos anos vieram acrescentar novas prioridades. A pandemia, a guerra na Ucrânia, a instabilidade dos mercados internacionais e as crescentes tensões geopolíticas demonstraram que a segurança alimentar voltou a ser um tema estratégico. A capacidade de produzir alimentos no espaço europeu deixou de ser apenas uma questão económica para passar também a ser uma questão de autonomia, resiliência e segurança. Esta preocupação, que os europeus pareciam ter deixado de ter, passou a voltar a ter centralidade. É neste contexto que surge a nova Estratégia para a Pecuária. A Comissão Europeia parte de uma constatação simples. O setor representa cerca de 40% do valor acrescentado da agricultura europeia, gera aproximadamente 400 mil milhões de euros de volume de negócios por ano, envolve quatro milhões de explorações agrícolas e assegura emprego a sete milhões de pessoas. Apesar desta importância económica e social, a Europa perdeu desde 2005 cerca de 10% dos seus bovinos, 15% dos suínos e 25% dos ovinos e caprinos. Em vez de assumir como inevitável um declínio contínuo da atividade pecuária, Bruxelas procura agora construir uma visão que combine competitividade, sustentabilidade e coesão territorial. A mudança de abordagem é particularmente interessante porque reconhece explicitamente algo que muitas vezes tem sido ignorado nos debates públicos. Nem toda a pecuária é igual. Os estudos que acompanham a estratégia mostram que os sistemas mais extensivos apresentam características muito distintas dos sistemas intensivos. Têm menor dependência de fatores de produção externos, utilizam mais recursos locais, asseguram níveis mais elevados de autonomia alimentar e desempenham um papel essencial na gestão da paisagem. Em muitas regiões da Europa, o desaparecimento da pecuária significaria (ou acentuaria ainda mais o processo em curso) o abandono das terras, a degradação dos territórios rurais e o aumento dos riscos de incêndio. Cerca de um terço dos habitats protegidos ao abrigo da Diretiva Habitats depende da continuidade do pastoreio extensivo, abrangendo aproximadamente 35 milhões de hectares em toda a União. Ou seja, a pecuária extensiva é essencial para a defesa do ambiente.

 

Uruguai vai bloquear automaticamente envio de bovinos ao abate durante período de carência de medicamentos

O Uruguai dará mais um passo no controle de resíduos de medicamentos veterinários na carne bovina. A partir de 19 de agosto de 2026, o Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP) colocará em funcionamento um mecanismo automático capaz de impedir o envio ao frigorífico de bovinos que ainda não tenham cumprido integralmente o período de carência dos medicamentos utilizados.

 

Na prática, o sistema utilizará a estrutura de rastreabilidade individual já existente no país para verificar, antes da emissão dos documentos necessários para o abate, se determinado animal está sanitariamente apto. A medida faz parte das ações do governo uruguaio para melhorar o uso dos medicamentos veterinários e reduzir o risco de resíduos em alimentos de origem animal. O mecanismo será operado pelo Sistema Nacional de Informação Pecuária (SNIG), em coordenação com a Direção-Geral de Serviços Pecuários (DGSG). Para realizar a verificação, o sistema utilizará informações sobre tratamentos veterinários registradas nos documentos digitais de movimentação e controle dos animais e em permissões especiais. Com esses dados, será possível avaliar em tempo real a condição sanitária de cada bovino identificado individualmente. Se o sistema identificar que o período de carência de determinado medicamento ainda está vigente, a validação dos documentos necessários para enviar aquele bovino ao abate será automaticamente impedida. Ou seja: um animal que recebeu determinado medicamento e ainda não completou o período mínimo exigido não poderá integrar um certificado sanitário nem uma guia de propriedade e trânsito com destino ao frigorífico. O bloqueio será feito animal por animal. Isso significa que a restrição de um bovino não impedirá a movimentação dos demais animais da propriedade que estejam em conformidade com as exigências sanitárias. O próprio animal bloqueado também poderá ser movimentado para outros destinos permitidos; a restrição específica é para seu envio ao abate enquanto o período de carência estiver vigente. Quando o período exigido terminar, o bloqueio será retirado automaticamente pelo sistema e o bovino voltará a estar habilitado para eventual envio ao frigorífico. Além do bloqueio automático, o Uruguai disponibilizará uma ferramenta para tentar evitar que o problema seja descoberto apenas no momento da emissão da documentação. O SNIG oferecerá um simulador de aptidão sanitária, por meio do qual os produtores poderão consultar antecipadamente a situação dos bovinos e verificar se algum animal possui restrição vigente por ainda estar dentro do período de carência de um medicamento registrado no sistema. A ideia é permitir que essa conferência seja feita antes da certificação e da preparação dos animais para o abate, reduzindo problemas na hora de gerar a documentação necessária para o transporte.

EL OBSERVADOR

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Milho: Paraná colhe 1,74 milhão de hectares da segunda safra

Chuvas atrasam colheita do milho no Paraná

 

A colheita do milho da segunda safra 2025/26 alcançou pouco mais de 1,74 milhão de hectares no Paraná, o equivalente a 60% da área plantada, segundo dados divulgados pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), em boletim publicado na quinta-feira (13). As chuvas da última semana, porém, reduziram o ritmo das operações no estado. Segundo dados divulgados pelo Deral/Seab, as precipitações registradas em várias regiões do Paraná elevaram a umidade dos grãos e dificultaram os trabalhos de campo. Em algumas áreas, a condição chegou a paralisar as operações de colheita. Com isso, o avanço na última semana ficou abaixo do esperado. Para esta semana, a previsão do Simepar indica chuvas isoladas e de baixo volume nas principais regiões que ainda possuem áreas de milho a serem colhidas. Caso o cenário previsto se confirme, a colheita deverá avançar de forma significativa, segundo dados divulgados pelo Deral/Seab. O relatório de acompanhamento de plantio e colheita divulgado pelo Deral apontou que pouco mais de 1,74 milhão de hectares da segunda safra de milho já foram colhidos. O volume representa 60% dos 2,9 milhões de hectares plantados no ciclo 2025/26. O ritmo, contudo, apresenta diferenças importantes entre as regiões produtoras do estado. Na região oeste, segunda principal produtora de milho da segunda safra do Paraná, mais de 90% da área já foi colhida. Segundo dados divulgados pelo Deral/Seab, a região possui pouco mais de 941 mil hectares semeados com milho e está na reta final das operações. A situação é diferente no norte do estado, principal região produtora, onde a colheita ainda está no início. A região norte possui mais de 1,02 milhão de hectares plantados com milho na segunda safra. Até esta semana, apenas 22% da área havia sido colhida, segundo dados divulgados pelo Deral/Seab. De acordo com o Zarc (Zoneamento Agrícola de Risco Climático), o plantio no norte do Paraná ocorre, em média, mais tarde do que nas demais regiões do estado. Com isso, a colheita também tende a ocorrer posteriormente, explica o boletim do Deral/Seab.

DERAL/SEAB

 

Valor Bruto da Produção Agropecuária é estimado em R$ 1,39 trilhão em julho

Mato Grosso e Minas Gerais apresentam os maiores valores entre os estados, enquanto soja, milho e bovinocultura concentram parte relevante do indicador

 

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), que mede o faturamento da produção agropecuária, é estimado em R$ 1,39 trilhão em julho, segundo dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A maior parte do valor corresponde à lavoura, que soma R$ 893,3 bilhões, equivalente a 63,9% do total. A pecuária registra R$ 504,8 bilhões, correspondente a 36,1% do VBP. Entre os produtos agrícolas, a soja apresenta o maior valor estimado, de R$ 336 bilhões, seguida pelo milho, com R$ 158,4 bilhões, pela cana-de-açúcar, com R$ 108,7 bilhões, e pelo café, com R$ 103,4 bilhões. Na pecuária, a carne bovina apresenta projeção de faturamento de R$ 246,5 bilhões, equivalente a 17,6% do total, seguida pela carne de frango, com R$ 106,2 bilhões. No recorte por unidades da Federação, Mato Grosso apresenta o maior valor estimado, com R$ 216 bilhões, equivalente a 15,5% do total. Em seguida, aparecem Minas Gerais, com R$ 166,2 bilhões (11,9%), e São Paulo, com R$ 156,2 bilhões (11,2%). O VBP é calculado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa com base nas estimativas de produção e na variação de preços de mercado recebidos pelos produtores rurais. Os valores de 2026 são preliminares e consideram as informações disponíveis até maio de 2026.

MAPA

 

ECONOMIA

 

Dólar fecha em alta no Brasil com cautela externa

O dólar fechou a terça-feira em alta contra o real, em dia de aversão ao risco no exterior diante de novas tensões no Oriente Médio e de cautela na véspera da publicação da ata da mais recente reunião de política monetária do Federal Reserve.

O dólar à vista fechou em alta de 0,44%, aos R$5,2229 na venda. Às 17h54, o contrato de dólar futuro para setembro -- atualmente o mais negociado no Brasil -- subia 0,29% na B3, aos R$5,2375. No exterior, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,13%, a 99,663 por volta das 17h50, e a divisa norte-americana mostrava ganhos em relação a moedas pares do real brasileiro, como o peso chileno e o peso mexicano. O noticiário geopolítico esteve no radar durante a sessão, depois que o Irã afirmou que adotará uma postura militar “totalmente ofensiva”, uma vez que os esforços para negociar um fim definitivo à guerra com os Estados Unidos estagnaram, disse uma autoridade iraniana de alto escalão à Reuters. Os temores em relação ao Oriente Médio se somaram ao sentimento de cautela antes da divulgação da ata do Fed na quarta-feira, que poderá trazer mais indícios sobre a trajetória dos juros nos EUA. Dados das últimas semanas, incluindo perdas inesperadas de empregos no mês passado e índices de inflação moderados, apontam para uma economia americana mais fraca, levando os investidores a reduzirem as expectativas de um aumento da taxa de juros pelo Federal Reserve dos EUA. Ainda assim, os analistas permanecem cautelosos quanto à possível trajetória da inflação, com o Estreito de Ormuz ainda praticamente fechado e o conflito entre os EUA e o Irã em ebulição. No plano doméstico, o início da campanha eleitoral gera pressão negativa adicional sobre o real, afastando investidores estrangeiros do país, movimento que já vinha sendo observado na última semana. "Estamos em período pré-eleição. Isso já traz muita volatilidade. Mas o principal fator da semana é a divulgação da ata do Fed, e ainda temos a escalada das tensões no Oriente Médio", disse Matheus Massote, especialista em câmbio da One Investimentos.

REUTERS

 

Ibovespa fracassa em reação e amplia sequência negativa em agosto

O Ibovespa voltou a fechar com sinal negativo na terça-feira, marcando a 11ª queda consecutiva, sem conseguir sustentar a tentativa de recuperação que o colocou acima dos 168 mil pontos no melhor momento do pregão. 

 

Bancos figuraram entre as maiores pressões negativas, conforme permanecem preocupações sobre o cenário de crédito no país, enquanto Petrobras atuou como contrapeso, mesmo com o enfraquecimento da alta do petróleo. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,22%, a 166.409,56 pontos, de acordo com dados preliminares, renovando a maior série de perdas desde as 13. Na máxima da sessão, o Ibovespa marcou 168.389,49 pontos. Na mínima, registrou 166.211,30 pontos. No mês, o índice acumula até o momento uma queda de 6,51%. O volume financeiro no pregão somava R$19,23 bilhões antes dos ajustes finais.

REUTERS

 

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