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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 96 DE 29 DE MARÇO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 96| 29 de março de 2022


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Mercado estável na segunda-feira na maioria das praças

Apesar da calmaria nos negócios, a IHS Markit observou uma tendência de pressão baixista para os preços da arroba nesta etapa final do mês.


Na segunda-feira, 28 de março, o mercado físico do boi gordo seguiu com morosidade de negócios e preços estáveis na grande maioria das praças brasileiras, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário. Como de praxe, neste início de semana, as indústrias frigoríficas analisam os resultados das vendas de carne bovina no atacado durante o final de semana para depois traçar as estratégias de compra de boiadas gordas. Com escalas de abate formadas até meados da próxima semana e o baixo escoamento de carne bovina, boa parte das indústrias frigoríficas tirou o pé das compras, aguardando uma oferta maior de animais terminados nas próximas semanas, observa IHS. Com o término da estação das águas, continua a consultoria, as previsões sinalizam quedas nas temperaturas e períodos mais secos, prejudicando as condições das pastagens. “O clima mais adverso eleva os riscos de manutenção dos animais nas propriedades, forçando muitos pecuaristas a realizarem negócios”, relata a IHS. A forte queda do dólar frente ao real acendeu um sinal de alerta no setor exportador de carne bovina. “Indústrias que não atuam com ferramentas de trava para o câmbio podem estar operando com margens operacionais mais apertadas”, relatam os analistas, acrescentando que a desvalorização da moeda norte-americana reduz a competitividade da carne brasileira no mercado internacional. Além disso, diz a IHS, os frigoríficos brasileiros ainda observam o desenrolar do conflito entre Rússia e Ucrânia, bem como a impactos no comércio global diante destas tensões geopolíticas e sanções comerciais. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 320/@ (à vista) vaca a R$ 290/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 350/@ (prazo) vaca a R$ 300/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 290/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 312/@ (prazo) vaca a R$ 287/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 312/@ (prazo) vaca a R$ 290/@ (prazo); MT-Tangará: boi a R$ 312/@ (prazo) vaca a R$ 291/@ (prazo) MT-Cuiabá: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 293/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 308/@ (à vista) vaca a R$ 290/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 315/@ (prazo) ;vaca R$ 295/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 330/@ (à vista) vaca a R$ 310/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 291/@ (prazo) vaca a R$ 275/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 296/@ (prazo) vaca a R$ 287/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 295/@ (prazo) vaca a R$ 282/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 295/@ (à vista) vaca a R$ 276/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 286/@ (à vista) vaca a R$ 276/@ (à vista) MA-Açailândia: boi a R$ 283/@ (à vista). vaca a R$ 264/@ (à vista).

PORTAL DBO


SUÍNOS


Preços do suíno vivo caíram em MG, SP e RS na segunda-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF registrou queda de 0,99%/3,67%, custando R$ 100,00/R$ 105,00, enquanto a carcaça especial ficou estável em R$ 7,90 o quilo/R$ 8,20 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (25), os preços ficaram estáveis no Paraná, valendo R$ 5,03/kg, e em Santa Catarina, com preço de R$ 4,81/kg. Houve queda de 2,64% em Minas Gerais, atingindo R$ 5,91/kg, baixa de 0,87% em São Paulo, alcançando R$ 5,71/kg, e de 0,77% no Rio Grande do Sul, fechando em R$ 5,13/kg.

Cepea/Esalq


FRANGOS


Frangos: alta de mais de 3% para a ave resfriada

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado ficou estável em R$ 7,45/kg, assim como o frango na granja, valendo R$ 6,50/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, enquanto Santa Catarina ficou estável em R$ 4,03/kg e no Paraná, afixado em R$5,68/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (25), o frango congelado teve leve queda de 0,13%, atingindo R$ 7,51/kg, enquanto a ave resfriada subiu 3,85%, fechando em R$ 7,83/kg.

Cepea/Esalq


CARNES


Laboratório da Adapar é credenciado para diagnóstico de Influenza Aviária e Doença de Newcastle por PCR em tempo real

O Centro de Diagnóstico “Marcos Enrietti” (CDME), da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), é o terceiro laboratório do Brasil a ser credenciado junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para o diagnóstico de Influenza A e Doença de Newcastle pela técnica de PCR em Tempo Real (qPCR)


O Paraná é responsável por 33,6% da exportação de carne de frango do país e o Brasil é o maior exportador mundial. Essas são as principais doenças de controle oficial do Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA), pois trazem prejuízos econômicos significativos, altíssima mortalidade e interdição de propriedades, comprometendo a cadeia produtiva e suspendendo exportações. A unidade, que já é referência nacional, agora se junta ao Centro de Diagnóstico em Saúde Animal (Cedisa), de Santa Catarina, e ao Centro Avançado de Pesquisa Tecnológica do Agronegócio Avícola (CAPTAA), do Instituto Biológico de São Paulo, no grupo dos únicos laboratórios fora do âmbito do Ministério autorizados a realizar esse tipo de exame. A decisão foi oficializada pelo Mapa neste mês. Com isso, a defesa agropecuária do Estado ganha eficiência. Antes, as amostras para PCR em tempo real precisavam ser enviadas para laboratórios em outros estados. Agora, podem ser analisadas no próprio CDME. Além disso, a qPCR é considerada uma técnica mais avançada e precisa e, assim, permite ação mais rápida em caso de detecção. O Paraná é livre de ambas as doenças e o último registro da Doença de Newcastle no Brasil aconteceu em 2006. No entanto, o protocolo de sanidade exige acompanhamento constante dos plantéis e notificação obrigatória quando um produtor identifica sinais digestivos, respiratórios ou nervosos nos animais. Segundo o gerente de Laboratórios da Adapar, Rubens Chaguri de Oliveira, mesmo sem registros das doenças, os Estados precisam demonstrar esse padrão sanitário constantemente, por meio de testagem. “Com o credenciamento, nos juntamos a um seleto grupo de laboratórios capacitados e autorizados a realizar esses ensaios em prol da sanidade avícola”, diz. No total, o laboratório tem credenciamento junto ao Mapa para diagnosticar 16 enfermidades de interesse da defesa agropecuária, englobando 28 diferentes técnicas.

ADAPAR


EMPRESAS


CAPAL: Unidade de Curiúva (PR) recebe R$ 2,5 mi de investimentos em obras

Neste mês, completam-se seis anos de atuação da Capal Cooperativa Agroindustrial em Curiúva, no interior do Paraná


Em 2016, foi oficializada a incorporação da Cooperativa Agropecuária Caeté (Coac) e, desde então, os valores do cooperativismo renasceram na região. Atualmente, a unidade de Curiúva atende mais de 300 produtores associados e a área assistida é de 5,3 mil hectares. A atividade principal é o cultivo de grãos - correspondente a 80% da movimentação -, seguido da pecuária leiteira e de corte. O gerente da unidade, Vitor Lopes, atua há 14 anos no ramo do cooperativismo agrícola e afirma que, com a entrada da Capal na região, houve um aumento significativo de produtores rurais associados. “Acompanhei o retorno de alguns produtores, que se juntaram aos novos que foram chegando. Hoje conseguimos atender a todos com qualidade, e notamos que o cooperado está satisfeito, porque está alcançando mais resultados com aumento da produção e da rentabilidade”, comenta. Para Vitor, além da gestão embasada nos princípios cooperativistas, o preço justo praticado para todos e o trabalho dos profissionais na assistência técnica correspondem às expectativas dos cooperados e foram definitivos para a consolidação da Capal em Curiúva. “Os resultados líquidos da cooperativa foram muito positivos nos últimos dois anos e a região está em plena situação de desenvolvimento econômico”, observa. A filial de Curiúva está atualmente em obras, tendo recebido repasse de aproximadamente R$ 2,5 milhões para melhorias na infraestrutura, como a ampliação do armazém de insumos agrícolas, armazenamento vertical (porta-pallets), ampliação da loja agropecuária, construção de área de apoio para os funcionários (vestiários, refeitório, arquivo e sala de treinamento) e construção da portaria e guarita. As obras têm conclusão prevista para o segundo semestre deste ano. Fundada em 1960, a Capal conta atualmente com mais de 3,4 mil associados, distribuídos em 21 unidades de negócios, nos estados do Paraná e São Paulo. A cadeia agrícola responde por cerca de 65% das operações da cooperativa, produzindo mais de 862 mil toneladas de grãos por ano, com destaque para soja, trigo, milho e café. A área agrícola assistida ultrapassa os 161 mil hectares. O volume de leite negociado mensalmente é de 12 milhões de litros, proveniente de 320 produtores. Além disso, a cooperativa comercializa 31 mil toneladas de suínos vivos ao ano.

Imprensa Capal


Chapa da Marfrig para a BRF é eleita com 68,9% dos votos, dizem fontes

Indicação de Marcos Molina para a presidência do conselho foi aprovada por 99% dos presentes


A Marfrig conseguiu eleger sua chapa para o conselho de administração da BRF, disseram duas fontes consultadas pelo Valor. Em uma assembleia com 80,09% de quórum, a chapa foi eleita com 68,9% dos votos. A indicação de Marcos Molina, controlador da Marfrig, como Presidente do Conselho e de Sergio Rial (ex-Santander Brasil) como vice foi aprovada por 99% dos presentes, disseram as fontes. A Marfrig é a principal acionista da BRF, com participação de 33%. A chapa de dez conselheiros, que terão um mandato de dois anos, é composta por Molina, Rial, Augusto Cruz, Márcia Marçal dos Santos, Eduardo Pocetti, Flávia Bittencourt, Pedro de Camargo Neto, Altamir Batista da Silva e Deborah Vieitas e Aldo Mendes.

VALOR ECONÔMICO


INTERNACIONAL


Bulgária relata surto de gripe aviária em fazenda industrial

Um surto de gripe aviária em uma fazenda búlgara com mais de 177 mil galinhas poedeiras forçou as autoridades a começarem a abater o rebanho restante, disse a agência de segurança alimentar do país na segunda-feira


O surto na cidade de Asenovgrad é a sexta fazenda industrial atingida pela gripe aviária altamente patogênica tipo A no sul da Bulgária desde dezembro.

O risco da doença para os seres humanos é considerado baixo, mas surtos anteriores entre aves de criação resultaram em extensos programas de abate para conter a propagação.

REUTERS


EUA seguem sofrendo com casos de gripe aviária

Minnesota foi o 18º estado com um surto de HPAI

Pela primeira vez, a gripe aviária altamente patogênica (HPAI) foi confirmada em Minnesota, o principal estado produtor de perus do país, disseram autoridades agrícolas no fim de semana. Cerca de 14,6 milhões de aves em bandos domésticos morreram de HPAI ou no abate de rebanhos infectados para reduzir a propagação da doença viral este ano. O USDA disse que a gripe aviária de “fluxo alto” foi identificada em uma fazenda de perus no condado de Meeker, cerca de 80 quilômetros a oeste de Minneapolis, e em um rebanho de espécies mistas no condado de Mower, cerca de 160 quilômetros ao sul de Minneapolis. Havia 300.000 perus na fazenda no condado de Meeker e 17 galinhas, patos e gansos no rebanho no condado de Mower, de acordo com a Minnesota Public Radio e a Associated Press. Minnesota foi o 18º estado com um surto de HPAI. Quatro outros surtos foram relatados no fim de semana, três em fazendas de perus e ovos em Dakota do Sul e um em uma fazenda de caça de terras altas no estado de Nova York, de acordo com o Serviço de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal. Separadamente, o Serviço de Marketing Agrícola disse aos avicultores orgânicos que eles poderiam manter seus pássaros dentro de casa como precaução contra HPAI, que pode ser transmitido por pássaros selvagens e seus excrementos. “O confinamento temporário pode ser feito sem comprometer o status orgânico da operação certificada” quando a gripe aviária é detectada na área, de acordo com um memorando do USDA. “O método de confinamento temporário deve ser aprovado pelo agente certificador e deve fornecer a proteção necessária às aves, atendendo aos requisitos dos regulamentos orgânicos do USDA.” Normalmente, o gado orgânico fica do lado de fora pelo menos parte do dia.

AGROLINK


Gripe aviária: França notifica mais 173 casos da cepa HPAI; total é de 1.028

Segundo o ministério, 34 países da Europa são afetados com a cepa de gripe aviária, que já notificaram focos em perus, galinhas e frangos de corte


O Ministério da Agricultura da França confirmou, até a última sexta-feira (25), mais 173 casos de uma cepa altamente patogênica de gripe aviária (HPAI), que tem sido responsável por surtos da doença no país. Até o momento são 1.028 casos em plantéis comerciais de aves, 39 casos em animais selvagens e outros 19 casos em galinhas. A pasta não informou em que região esses animais foram identificados. Segundo o ministério, 34 países da Europa são afetados com a cepa de gripe aviária, que já notificaram focos em perus, galinhas e frangos de corte. O primeiro caso na França foi detectado em 26 de novembro de 2021. O órgão orienta, como medida de prevenção ao avanço do vírus, o abate de animais em locais contaminados, a desinfecção da área e o controle da circulação de outras aves da propriedade em zonas definidas como proteção e vigilância.

Estadão conteúdo


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Copel reafirma compromisso com a neutralidade das emissões de carbono

Empresa participou do lançamento no Brasil de uma nova aliança global para o combate às mudanças climáticas. A campanha Race to Zero reúne iniciativas de todo o mundo, com uma soma de US$ 130 trilhões de capital privado engajado


Uma nova aliança global formada para conter o aquecimento do planeta foi lançada no Brasil nesta segunda-feira (28), em um evento que contou com a participação da Copel, entre as empresas compromissadas com as metas de curto e longo prazo para a neutralização das emissões de carbono. A campanha Race to Zero reúne iniciativas financeiras de todo o mundo comprometidas em acelerar a descarbonização da economia, com uma soma de US$ 130 trilhões de capital privado engajado. As articulações para a formação desta rede iniciaram em abril de 2021, no contexto dos preparativos para a 26ª Conferência sobre Mudança do Clima das Nações Unidas (COP-26). O lançamento no Brasil foi uma promoção da Aliança Financeira de Glasgow para a neutralidade do carbono (GFANZ), em parceria com a Embaixada Britânica no Brasil. O evento foi realizado em São Paulo e contou com a participação do presidente da COP-26, Alok Sharma. “Este é um evento-chave, pois é a primeira vez na América do Sul que temos um encontro focado em economia verde. Isto é importante não só para o meio ambiente, para o nosso crescimento, mas o futuro de nossos filhos e netos depende disto”, afirmou Sharma. O Diretor de Governança, Risco e Compliance da Copel, Vicente Loiácono Neto, esteve presente ao evento, reafirmando o compromisso da empresa com a temática de mudança do clima. “A Copel busca avançar a passos firmes na agenda ESG, e tem direcionado esforços na inserção do tema mudança do clima em seu planejamento. Este evento permite identificar avanços e oportunidades relacionados a uma economia de baixo carbono, com a participação de instituições financeiras e empresas de diversos setores”, explica. No ano passado, a Companhia elaborou o Plano de Neutralidade de Carbono, que resultará na redução de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e na compensação de emissões residuais até 2030 para os ativos sob controle operacional da empresa. A Copel conquistou ainda, nos dois últimos anos, o mais alto nível de certificação do Programa Brasileiro GHG Protocol. Esta é a principal ferramenta usada no país para entender, quantificar e gerenciar as emissões de gases de efeito estufa (GEE) de uma organização.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar fecha em alta de 0,52%, a R$ 4,7714 na venda

Apesar da recuperação de ontem, o dólar ainda cai 14,40% no acumulado do ano frente ao real


O dólar fechou em alta frente ao real na segunda-feira, em dia marcado por receios sobre os próximos passos de política monetária do Federal Reserve, a guerra na Ucrânia e a disseminação da Covid-19 na China. A moeda norte-americana à vista subiu 0,52% no dia, a 4,7714 reais na venda, recuperando-se após registrar a oitava sessão seguida de desvalorização na sexta-feira. Na B3, às 17:12 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,47%, a 4,7735 reais. Depois de o banco central norte-americano ter elevado os juros em 0,25 ponto percentual neste mês, na primeira alta desde 2018, os mercados monetários passaram a precificar ajuste mais agressivo, de 0,5 ponto, no próximo encontro do Federal Reserve, o que é visto como fator de impulso global para os rendimentos dos Treasuries e para o dólar. Além disso, a alta da moeda norte-americana nesta sessão refletiu cautela de investidores com as negociações de paz entre Rússia e Ucrânia, que ainda não tiveram progresso concreto, e temores sobre o salto nos casos de Covid-19 na China, que levou a um lockdown no centro financeiro de Xangai, comentou Guilherme Esquelbek, da Correparti Corretora. Ele também chamou a atenção para a valorização internacional do dólar frente a divisas de países exportadores de commodities diante da forte queda do petróleo, com o barril do tipo Brent fechando esta segunda-feira em baixa de quase 7%, a 112,48 dólares. A possibilidade de o Banco Central encerrar seu ciclo de aperto monetário em maio, com o Presidente Roberto Campos Neto sinalizando alta da Selic a 12,75% ao ano, também foi destacada pelo Goldman Sachs, que, assim como várias outras instituições financeiras, esperava elevação adicional dos juros em junho. Custos de empréstimos mais altos têm sido apontados como importante fator de impulso para o real, já que tornam a moeda mais atraente para investidores que buscam lucrar com a tomada de empréstimos em países de juro baixo e aplicação desses recursos num mercado que oferece maiores rendimentos. Atualmente, a Selic está em 11,75%.

REUTERS


Ibovespa interrompe sequência de oito altas consecutivas

O Ibovespa caiu 0,29%, a 118.737,78 pontos. O volume financeiro da sessão foi de 22,5 bilhões de reais - nas últimas cinco sessões, o montante havia ficado entre cerca de 26 bilhões e pouco mais de 30 bilhões de reais


A MARFRIG subiu 4% e a BRF avançou 2,3%. O setor teve sessão positiva, com altas de 1,6% da JBS e de 3,7% de MINERVA, em meio à alta do dólar, o que beneficia empresas com operações no exterior. O principal índice da bolsa brasileira caiu na segunda-feira, com a queda do petróleo aliada a um movimento de correção em ativos domésticos, após oito altas consecutivas, enquanto o avanço em Wall Street ajudou a limitar perdas. Ações da Petrobras cederam diante da baixa vertiginosa nas cotações do petróleo, após novas restrições contra Covid-19 na China. Além disso, no fim da tarde, notícia sobre potencial interferência do presidente Jair Bolsonaro na companhia pressionou ainda mais os papéis. Frigoríficos estiveram entre os destaques de alta. O dólar subiu ante o real, também interrompendo sequência de quedas, enquanto os principais contratos de juros futuros voltaram a recuar. Em Nova York, o Nasdaq avançou 1,3%, liderando alta entre os principais índices acionários. O mercado aguarda para terça-feira, na Turquia, a primeira reunião presencial em mais de duas semanas entre representantes de Ucrânia e Rússia. Apesar dessa sinalização, um oficial sênior dos Estados Unidos disse que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, não parece pronto para fazer concessões, enquanto representantes da Ucrânia também não esperam grandes avanços. Além disso, o mercado aguarda por dado de emprego nos EUA nesta semana, que pode ajudar a calibrar apostas para o aperto monetário no país.

REUTERS


Mercado eleva projeção para inflação este ano pela 11ª vez, a 6,86%, mostra Focus

Para a taxa básica de juros Selic, as estimativas permaneceram em 13,0% e 9,0% ao final de 2022 e 2023. Também não sofreu alteração o cenário para a atividade, com a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) permanecendo em 0,50% e 1,30%, respectivamente.


O mercado deu seguimento à piora do cenário para a inflação no Brasil com a 11ª elevação seguida na projeção para o resultado do IPCA neste ano, aproximando-se de 7%, de acordo com pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na segunda-feira. Segundo a mediana das projeções dos analistas consultados no Focus, o IPCA deve registrar alta em 2022 de 6,86%, contra avanço de 6,59% previsto na semana anterior. Para 2023 a conta subiu em 0,05 ponto percentual, a 3,80%. Essas leituras se dão em meio ao aumento das projeções também para a inflação dos preços administrados, a 6,03% e 4,52%, respectivamente, neste ano e no próximo. O levantamento anterior apontava avanços de 5,80% e 4,51% para os preços desse grupo. O centro da meta oficial para a inflação em 2022 é de 3,5% e para 2023 é de 3,25%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Depois de o Banco Central elevar a Selic a 11,75% neste mês, em um dos mais fortes apertos monetários do mundo, o Presidente do BC, Roberto Campos Neto, afirmou que o pico da inflação brasileira deve ocorrer em abril, tocando 11% no acumulado em 12 meses. Ele também reforçou ser provável que a autoridade monetária esteja perto de encerrar seu ciclo de aperto monetário com uma taxa Selic de 12,75% em maio. Mas explicou que essa decisão pode ser repensada, com um ajuste adicional em junho, se a crise provocada pelo conflito na Ucrânia se agravar ou se houver alguma mudança brusca e não prevista no mercado.

REUTERS


Arrecadação sobe 5,3% em fevereiro e bate recorde com ganhos de royalties do petróleo

A arrecadação do governo federal teve alta real de 5,27% em fevereiro sobre igual mês do ano passado, atingindo patamar recorde de 148,664 bilhões de reais, divulgou a Receita Federal na segunda-feira


O resultado de fevereiro, puxado por ganhos do governo com royalties de petróleo em meio à alta nos preços do barril, foi o maior para o mês da série histórica corrigida pela inflação, iniciada em 1995. Se considerada apenas a receita administrada pela Receita Federal, que engloba a coleta de impostos de competência da União, a arrecadação teve uma alta real de 3,45% no mês. Em contrapartida, as receitas administradas por outros órgãos, que são sensibilizadas sobretudo pelos royalties decorrentes da produção de petróleo, deram um salto de 79,77% acima da inflação. Nos dois primeiros meses do ano, o crescimento real da arrecadação foi de 12,92%, a 383,986 bilhões de reais, também com o desempenho mais forte para o período na série. De acordo com a Receita, o desempenho da arrecadação também reflete uma melhora em indicadores macroeconômicos, o que amplia ganhos de empresas e impulsiona o pagamento de tributos. No mês, as vendas de serviços subiram 9,5% na comparação com fevereiro de 2021, enquanto houve aumento de 30,5% no valor em dólar das importações e de 13,6% no valor das notas ficais eletrônicas emitidas. Por outro lado, houve recuo de 7,2% na produção industrial e de 1,5% na venda de bens. Um dos fatores colocados pelo fisco como determinantes para o resultado positivo do mês foi uma alta real de 6,7% nos ganhos de PIS/Cofins na comparação com fevereiro de 2021, sob influência do setor financeiro e o setor de combustíveis. Além disso, houve aumento real dos recolhimentos de IOF no período, de 26,3%, especialmente em operações de crédito de empresas e em títulos e valores mobiliários. Também foi registrada elevação de 57,8% em Imposto de Renda retido na fonte sobre capital, com ganhos em rendimentos de fundos e títulos de renda fixa, e de 38,2% em Imposto de Renda da pessoa física por ganhos na venda de bens.

REUTERS


Ipea: número de ocupados em janeiro atinge patamar pré-pandemia

O Ipea aponta que, mesmo diante de uma recuperação mais forte do emprego formal, a maior parte das novas vagas ainda está sendo gerada nos segmentos informais da economia.


Levantamento divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sinaliza que a retomada do mercado de trabalho está se consolidando no Brasil, com expansão da população ocupada e com efeitos sobre a redução do desemprego. A pesquisa do Ipea salienta que, apesar do cenário mais favorável, o mercado de trabalho brasileiro ainda apresenta uma série de desafios a serem superados. Os pesquisadores lembram que, em janeiro, o país ainda tinha um contingente de 12,1 milhões de desempregados, dos quais mais de 30% estão nessa situação há mais de dois anos. No documento, elaborado com base nos dados da Pesquisa Nacional de Amostras de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os pesquisadores do Ipea observaram que, em janeiro deste ano, o contingente de ocupados no país chegou 94,1 milhões de trabalhadores, atingindo patamar semelhante ao do período pré-pandemia, quando alcançava 94,5 milhões em janeiro de 2020. Segundo o estudo, o recuo generalizado do desemprego foi mais intenso na Região Sudeste, onde a taxa de desocupação caiu 3,9 pontos percentuais de 2020 para 2021, passando de 15,1% para 11,2%. Em termos absolutos, as maiores taxas de desocupação foram verificadas no Amapá (17,5%), Bahia (17,3%) e Pernambuco (17,1%). Já as taxas de desocupação das regiões metropolitanas e não metropolitanas passaram de 17,1% e 12%, em 2020, para 13,1% e 9,6%, em 2021. À exceção da administração pública, que mostrou queda de 2,4%, na comparação interanual, todos os demais setores tiveram expansão da ocupação no último trimestre de 2021. Destaque para os serviços de alojamento e alimentação (23,9%), serviços domésticos (21,7%), pessoais (14,7%) e construção civil (17,4%). A pesquisa do Ipea acentua também que no último trimestre móvel encerrado em janeiro de 2022, enquanto o montante de trabalhadores com carteira evoluiu 9,3% na comparação interanual, os contingentes de ocupados sem carteira e por conta própria aumentaram 19,8% e 10,3%, respectivamente. Para o ano de 2022 como um todo, porém, a estimativa do Ipea é que embora se mantenha a expectativa de continuidade do processo de recuperação do mercado de trabalho, o ritmo dessa recuperação tende a diminuir, como reflexo do desempenho mais moderado da economia.

Agência Brasil


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