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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 84 DE 11 DE MARÇO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 84| 11 de março de 2022


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


BOI: Estabilidade nos preços da quinta-feira

Na quinta-feira, 10 de março, os preços do boi gordo registraram estabilidade na maioria absoluta das praças brasileiras, informaram as consultorias que acompanham diariamente o comportamento do setor pecuário


“A queda de braço entre compradores e vendedores está acirrada e deve limitar baixas na arroba, com os pecuaristas aproveitando a possibilidade de segurar os animais em pasto, visando maiores remunerações”, disse a médica veterinária Sophia Honigmann, analista de mercado da Scot Consultoria. Os analistas do setor acreditam em alguma reação no consumo interno de carne bovina nos próximos dias, puxada pela entrada dos salários nas contas dos trabalhadores e também pelos aumentos recentes nos preços das proteínas concorrentes, sobretudo o frango, que subiu quase 15% no atacado nas duas últimas semanas. Um movimento mais acelerado da demanda doméstica pela carne vermelha reforçaria ainda mais a expectativa de avanço nos preços da arroba no curto prazo. Segundo apuração da Scot Consultoria, após três dias de alta consecutiva, a cotação do boi gordo no interior de São Paulo ficou estável nesta quinta-feira. “As escalas de abate dos frigoríficos paulistas avançaram e atendem, em média, 11 dias”, informa a Scot. Os preços de referência para boi, vaca e novilha gordos no mercado de São Paulo estão em R$ 342/@, R$ 300/@ e R$ 332/@ (valores brutos e a prazo), segundo a consultoria. O ágio para bovinos que se encaixam no padrão de exportação gira entre R$ 15/@ a R$ 20/@ em São Paulo, acrescenta a Scot. Na média das 32 praças monitoradas pela Scot Consultoria, a cotação do boi gordo subiu 0,5% no período de sete dias, com destaque para Goiânia-GO (3,3%), Rondônia (1,7%) e São Paulo (1,2%). Cotações: PR- Maringá: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 290/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 348/@ (prazo) vaca a R$ 305/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 315/@ (à vista) vaca a R$ 290/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 317/@ (prazo) vaca a R$ 285/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 305/@ (prazo) vaca a R$ 285/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 307/@ (à vista) vaca a R$ 295/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 305/@ (à vista) vaca a R$ 285/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 310/@ (prazo) vaca R$ 295/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 324/@ (à vista) vaca a R$ 309/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 285/@ (prazo) vaca a R$ 278/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 293/@ (prazo) vaca a R$ 282/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 295/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 294/@ (à vista) vaca a R$ 280/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 283/@ (à vista) vaca a R$ 264/@ (à vista).

PORTAL DBO


Boi/Cepea: Indicador atinge casa dos R$ 350

O Indicador do boi CEPEA/B3 (estado de São Paulo, à vista) atingiu nesta semana a casa dos R$ 350,00, recorde nominal diário da série histórica, iniciada em 1994


Segundo pesquisadores do Cepea, as exportações brasileiras de carne bovina bastante aquecidas neste começo de ano, sobretudo à China, e a baixa oferta de animais para abate mantêm os preços da arroba em patamares elevados. Dados da Secex mostram que, de janeiro a fevereiro, o Brasil embarcou 334,10 mil toneladas de carne bovina (in natura, industrializada, miúdos entre outros), um recorde para o período. Esse volume também ficou 33,8% acima do escoado no primeiro bimestre do ano passado e 25,49% acima do de janeiro a fevereiro de 2020, que, até então, sustentava o recorde.

Cepea


SUÍNOS


Suínos: cotações estáveis na quinta-feira

Conforme análise do Cepea/Esalq, setor suinícola nacional está apreensivo com o conflito entre a Rússia e a Ucrânia porque os custos dos principais insumos da atividade, milho e farelo de soja, que já estão elevados, tendem a subir ainda mais


Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 111,00/R$ 116,00, enquanto a carcaça especial caiu, no mínimo, 1,18%, valendo R$ 8,40 o quilo/R$ 8,80 o quilo. Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (9), houve alta apenas em Santa Catarina, na ordem de 0,18%, chegando em R$ 5,50/kg. Ficaram estáveis os valores em Minas Gerais, valendo R$ 607/kg, R$ 5,37/kg no Paraná, R$ 5,39/kg no Rio Grande do Sul e R$ 6,13/kg em São Paulo.

Cepea/Esalq


Suinocultura independente: Cotações seguem com estabilidade

No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 03/03/2022 a 09/03/2022), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve alta de 3,59%, fechando a semana em R$ 5,82/kg vivo


Conforme divulgado pela Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), o mercado nesta semana sinalizou manutenção nos preços do suíno vivo. Segundo o Presidente da entidade, Valdomiro Ferreira, a expectativa do setor é que ocorra correção nos preços do abatido e cortes para a próxima semana. “Se esse cenário de alta se concretizar vamos ter uma possível mudança nos patamares de preços do suíno vivo. Outro fato relevante do momento, é a forte diminuição nos pesos dos animais vivos, não só no estado de São Paulo, como no restante do país”, informou. No estado, os preços do animal estão sendo negociados ao redor de R$ 120,00/@ condições de bolsa, na qual a associação informou que foram 15.300 suínos comercializados. Já em Minas Gerais, o preço também se manteve estável pela quarta semana consecutiva, em o animal está sendo comercializado em torno de R$ 6,10/kg vivo, conforme as informações da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Em Santa Catarina, os preços também seguiram com estabilidade e estão sendo negociados em R$ 5,76 pela terceira semana seguida. De acordo com o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio de Lorenzi, o mercado esperou por uma alta no início de mês, mas que não foi concretizada. No Rio Grande do Sul, o mercado da suinocultura independente também segue com estabilidade nos preços. O presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Valdecir Folador, reportou que o valor do suíno está próximo dos R$ 5,55/kg vivo. “O ritmo de negócios está muito caminhando de forma compassada já que com o aumento nos custos de produção os produtores estão preferindo se afastar dos negócios”, comentou.

AGROLINK


Suínos/Cepea: Setor nacional está apreensivo com o conflito no leste europeu

O setor suinícola nacional está apreensivo com o conflito entre a Rússia e a Ucrânia. Isso porque os custos dos principais insumos da atividade, milho e farelo de soja, que já estão elevados, tendem a subir ainda mais


A Rússia e a Ucrânia estão entre os maiores produtores mundiais de trigo e ambos têm forte relevância na oferta de excedentes para transações externas. No atual contexto, os preços internacionais do trigo dispararam, influenciando também os valores de outros grãos, como milho e soja. Vale lembrar que muitos agentes do setor suinícola brasileiro relatam já trabalhar com margens negativas, e novos reajustes nos preços do grão devem intensificar os prejuízos. Já no caso das exportações brasileiras de carne suína à Rússia, o conflito não deve trazer grandes impactos. Atualmente, os envios nacionais ao país russo representam apenas 5,9% dos embarques totais. Ressalta-se, contudo, que o país já teve um papel de destaque no setor suinícola nacional. Por 16 anos, a Rússia foi o principal destino da carne suína brasileira, chegando a ser responsável por 77% das vendas nacionais em 2002, e se mantendo na liderança até 2017. Desde 2018, porém, com a proibição da entrada do produto brasileiro no país por conta de barreiras não-tarifárias, os embarques à Rússia não representam mais grande parte das exportações nacionais, mesmo após revogadas as proibições.

Cepea


FRANGOS


Frangos: preços subindo na quinta-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja subiu 1,85%, chegando a R$ 5,50/kg, enquanto a ave no atacado aumentou 0,74%, valendo R$ 6,85/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, enquanto Santa Catarina ficou estável em R$ 4,53/kg, assim como no Paraná, R$4,95/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (9) a ave congelada subiu 1,64%, enquanto o frango resfriado valorizou 0,15%, atingindo R$ 6,84%.

Cepea/Esalq


Exportações de carne de frango crescem 13% no primeiro bimestre

Embarques de fevereiro foram 7,4% superiores


As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 374,5 mil toneladas em fevereiro, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número supera em 7,4% o total embarcado pelo país no segundo mês de 2021, com 348,8 mil toneladas. O resultado em dólares das exportações de fevereiro chegou a US$ 663 milhões, número 27,1% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, com US$ 521,6 milhões. No primeiro bimestre, as vendas internacionais de carne de frango totalizaram 723,7 mil toneladas, volume 13% maior que o total exportado em 2021, com 640,4 mil toneladas. Em receita, houve aumento de 33,9%, com US$ 1,280 bilhão neste ano, contra US$ 956,1 milhões em 2021. “As altas históricas dos custos de produção têm pressionado positivamente os preços internacionais de carne de frango, com o repasse aos preços finais. Ao mesmo tempo, as ocorrências de focos de Influenza Aviária em vários países da Europa, Ásia, África e, mais recentemente, na América do Norte, também favoreceram o desempenho das exportações brasileiras”, avalia o Presidente da ABPA, Ricardo Santin. Os Emirados Árabes Unidos assumiram, pela primeira vez, a liderança nas exportações de carne de frango do Brasil, com 42,8 mil toneladas exportadas em fevereiro, número 89,9% superior ao alcançado no mesmo período de 2021. A China, agora no segundo posto, importou 42,3 mil toneladas (-8,4%). Em terceiro lugar, a África do Sul importou 30,7 mil toneladas. Outros destaques do mês foram o México, com 19,6 mil toneladas (+358,3%), e União Europeia, com 16,5 mil toneladas (+35,1%). “Os Emirados Árabes Unidos ganharam forte protagonismo nas exportações brasileiras dos últimos meses e foram decisivos, assim como o reforço das vendas ao México e à União Europeia. É esperado que estes níveis de compras nestas regiões se mantenham pelos próximos meses, especialmente porque a Ucrânia, que é um forte competidor do Brasil em destinos como a União Europeia, Arábia Saudita e países do Golfo, com o conflito, seguramente deixará de exportar os volumes habitualmente destinados a estas regiões”, avalia o Diretor de Mercados da ABPA, Luís Rua.

ABPA


Gripe aviária volta a atingir os EUA

Cerca de 3 milhões de aves, quase todas galinhas e perus, morreram em surtos de gripe aviária de alta patogenicidade (HPAI) desde a primeira confirmação da doença em rebanhos domésticos em 8 de fevereiro, disse uma agência do USDA na quarta-feira. Os últimos surtos envolveram 442.000 galinhas e perus em fazendas em Delaware, Maryland e Missouri


O Serviço de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal disse que a doença viral foi confirmada em um bando de 265.000 galinhas frangas – galinhas jovens que não começaram a botar ovos – em uma fazenda no condado de New Castle, no norte de Delaware; um bando de 150.000 frangos de corte em uma fazenda no condado de Queen Anne, do outro lado da baía de Chesapeake de Annapolis, na costa leste de Maryland; e um bando de 27.000 perus em uma fazenda no condado de Jasper, no sudoeste do Missouri. Delaware foi o estado mais atingido, perdendo 1,4 milhão de aves para HPAI ou para abate destinado a impedir a propagação da doença contagiosa e letal. HPAI pode acabar com um rebanho rapidamente, então as autoridades agrícolas são implacáveis na erradicação de rebanhos infectados. Mais de 50 milhões de frangos e perus morreram em uma epidemia de HPAI que ocorreu de dezembro de 2014 a junho de 2015, levando à escassez de ovos e elevando os preços. O surto também fez com que alguns países proibissem as importações de carne de aves dos EUA. Cerca de 16% da carne de aves dos EUA é exportada.

AGROLINK


CARNES


Rússia cancela embarques de carne brasileira

O setor pecuário brasileiro pode deixar de arrecadar até US$ 14 milhões mensais, segundo um levantamento feito pela CNN com base nas Estatísticas do Comércio Exterior (Comex), do Ministério da Economia


Na terça-feira (8), os importadores russos começaram a suspender os embarques brasileiros de carne bovina, frango e suínos. Mensalmente, o Brasil arrecada cerca de US$ 1 bilhão com a exportação da proteína animal. A CNN confirmou com entidades do setor que os empresários do país europeu não sabem se terão condições de pagar as remessas brasileiras, já que muitos canais bancários foram bloqueados por conta das sanções da guerra. Atualmente, a Rússia é a oitava maior importadora de proteínas animais do Brasil, com uma aquisição mensal média de 20 mil toneladas, segundo o relatório mais recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O país fica atrás, por exemplo, dos Estados Unidos, Egito e China — esta última representa 40% de toda a exportação brasileira. Dados do Ministério da Economia apontam que a Rússia importa mensalmente, em média, US$ 5,5 milhões de carne de frango do Brasil. Normalmente, no mesmo período, o país europeu também gasta, respectivamente, US$ 5,2 e US$ 3,3 milhões na aquisição da carne bovina e suína. A interrupção na importação russa acontece em meio a uma tentativa do país europeu de aumentar o consumo da carne brasileira, de acordo com a consultoria Safras & Mercado, maior representante do setor no Brasil. Segundo o economista-chefe da empresa, Fernando Iglesias, a Rússia se programava para comprar até 200 mil toneladas de carne bovina brasileira e 100 mil toneladas de carne suína anualmente. No entanto, o cenário atual frustrou os planos de ambos os países. “Ficou mais complicado ver um volume relevante de compra de proteínas por parte dos russos, já que os métodos de pagamentos estão todos bloqueados por causa da guerra”, afirmou. “Os empresários locais teriam que pensar em mecanismos inusitados para fazer a transação para os produtores brasileiros. E por esses problemas logísticos, acredito que a Rússia não vai bater esse volume programado”, ressaltou Iglesias.

CNN


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Volume de vendas no comércio varejista cresce 0,8% em janeiro

Cinco das oito atividades do varejo ficaram negativas em janeiro, segundo o IBGE


As vendas no comércio varejista tiveram um aumento de 0,8% em janeiro de 2022 no Brasil, após recuo de 1,9% em dezembro de 2021. A média móvel trimestral foi de -0,2%. As informações foram divulgadas na quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Na série sem ajuste, frente a janeiro de 2021, o comércio varejista caiu 1,9%, sexta taxa negativa consecutiva. O indicador acumulado nos últimos doze meses registrou aumento de 1,3%, similar ao acúmulo registrado até dezembro (1,4%)”, aponta o levantamento do órgão. Ainda segundo o IBGE, cinco das oito atividades do varejo ficaram negativas em janeiro. Tecidos, vestuário e calçados (-3,9%); Livros, jornais, revistas e papelaria (-2,0%); Móveis e eletrodomésticos (-0,6%); Combustíveis e lubrificantes (-0,4%); e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,1%). Por outro lado, os setores de Equipamentos e material para escritório informática e comunicação (0,3%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (3,8%), e de Outros artigos de uso pessoal e doméstico (9,4%) tiveram resultados positivos e puxaram a alta. As duas atividades adicionais que compõem o varejo ampliado também registraram resultados negativos na passagem de dezembro para janeiro. Veículos, motos, partes e peças teve uma queda de 1,9% e Material de Construção variou caiu 0,3%. O levantamento mostra que 15 dos 27 estados tiveram alta no varejo em janeiro, com destaque para Rio de Janeiro (3,0%), Alagoas (2,8%) e Pernambuco (2,5%). Já os estados do Amapá (-3,7%), Rio Grande do Norte (-1,8%) e Amazonas (-1,7%) tiveram as maiores reduções durante o período.

GAZETA DO POVO


Paraná criou 18 mil empregos formais em janeiro

Dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na quinta-feira (10) pelo Ministério do Trabalho e Previdência. Número representa quase 12% do total de vagas criadas no País no primeiro mês do ano, que chegou ao saldo de 155.178 postos de trabalho formais


No acumulado de 12 meses, o Estado tem saldo de 167.433 vagas abertas entre fevereiro de 2021 e janeiro de 2022. O saldo positivo em janeiro se refere à diferença entre 140.945 admissões e dos 122.594 desligamentos no mês. O número representa quase 12% do total de vagas criadas no País no primeiro mês do ano, que chegou ao saldo de 155.178 postos de trabalho formais. O Paraná ficou atrás apenas de São Paulo (48.355) e de Santa Catarina (23.358) em números absolutos de vagas. Das 27 Unidades da Federação, 19 fecharam o mês com saldo positivo. Com resultados positivos nos três estados, a região Sul liderou a abertura de postos formais em janeiro, com 58.773 vagas, 11,6% a mais que o Sudeste, que teve saldo de 52.651 empregos. As cinco regiões brasileiras tiveram saldo positivo no mês. Dos 399 municípios paranaenses, 233 (58%) tiveram saldo positivo no período. Em 11 deles, o número de contratações e demissões foi o mesmo, e nos outros 155 o saldo de vagas foi negativo, com mais desligamentos do que admissões. Curitiba foi a cidade com o maior número de vagas abertas, com saldo de 7.288 postos de trabalho no período. No Interior, a geração de empregos é puxada por Maringá, que teve saldo de 1.045 vagas no período. Na sequência estão Cascavel (808), Londrina (658), Colombo (629), Toledo (439), São José dos Pinhais (431), Araucária (425), Palmas (401) e Fazenda Rio Grande (392). Com o resultado positivo, o estoque de empregos formais no Estado, que contava com 2.813.032 paranaenses trabalhando com carteira assinada, passa para 2.831.384 pessoas, na tabela com ajustes. É o maior estoque na região Sul: são 2.577.895 no Rio Grande do Sul e 2.285.971 em Santa Catarina.

AGENCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar à visa fecha com leve alta de 0,09%, a R$5,017

O dólar praticamente zerou as firmes altas de mais cedo, chegando ao fim do pregão no mercado à vista na quinta-feira quase estável


No campo geopolítico, as negociações para um cessar fogo na Ucrânia fracassaram. Na cena local, o destaque foi para os combustíveis. A Petrobras anunciou um aumento de 18,7% no preço da gasolina, de 24,9% no preço do diesel e de 16% no gás liquefeito de petróleo (GLP). À tarde, o plenário do Senado aprovou um projeto de lei que altera a política de preços da Petrobras. O dólar à vista encerrou com variação positiva de 0,09%, a 5,017 reais, muito distante da máxima de 5,077 reais (+1,29%) alcançada mais cedo e mais próximo da mínima intradiária (de 5,0107 reais, ligeira queda de 0,03%).

REUTERS


Ibovespa cai com reajuste da Petrobras

Após reajuste de combustíveis, papéis da estatal eram das poucas altas da sessão. Ibovespa fecha em baixa, apesar de alta das ações da estatal; juro futuro volta a subir


Em um ambiente global ainda profundamente volátil por conta da guerra entre Rússia e Ucrânia, que segue sem abrandar, os mercados locais ganharam alguma dinâmica própria no pregão de ontem após a Petrobras anunciar reajustes nos preços dos combustíveis pela primeira vez em 57 dias - ou 152 dias no caso do gás de cozinha. A notícia, que impulsionou as ações da estatal, pressionou o Ibovespa, tirou força do real e deixou os juros futuros de curto prazo em forte alta, com agentes do mercado passando a embutir nos ativos financeiros um cenário de inflação mais adverso. De forma simultânea, os participantes do mercado passaram a projetar que o Banco Central terá de manter a taxa Selic em um patamar mais elevado por mais tempo para lidar com a persistência da alta dos preços. O principal índice de ações local cedeu 0,21%, aos 113.663 pontos, chegando a tocar os 111.889 pontos nas mínimas. No final da sessão regular na B3, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2023 avançava de 12,92% a 13,03%, enquanto a do DI janeiro de 2027 tinha alta de 12,04% para 12,145%. Os mercados domésticos já indicavam nos primeiros negócios de ontem que a sessão deveria ser negativa, mas o sentimento se acirrou após a Petrobras anunciar um aumento de 18,7% no preço da gasolina e de 24,9% no do diesel nas refinarias. O gás liquefeito de petróleo (GLP) também foi reajustado, em 16%. No Ibovespa, o movimento impulsionou as ações da estatal, com as ordinárias subindo 2,80% e as preferenciais ganhando 3,50% na sessão. Em relatório, o UBS BB afirmou que o aumento veio acima do previsto e “destaca a sólida governança da empresa e a livre política de preços, apesar de todo o barulho”.

VALOR ECONÔMICO


Brasil cria 155,2 mil empregos em janeiro, 39% menos que em 2021 e abaixo da projeção de mercado

O Brasil abriu 155.178 vagas formais de trabalho em janeiro, 39% a menos que o observado no mesmo mês de 2021 e abaixo das expectativas de mercado, apontam dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado na quinta-feira pelo Ministério do Trabalho e Previdência


Em janeiro de 2021, a criação líquida de vagas havia sido de 254.323 postos, conforme série do Caged com ajustes. O resultado também veio pior que as expectativas de mercado. Pesquisa Reuters com analistas projetava uma criação líquida de 170.000 postos no mês passado. Ainda assim, o saldo foi o terceiro melhor para meses de janeiro desde 2010, conforme série histórica sem ajuste apresentada pela pasta, perdendo para 2021 (+257.059) e 2010 (+181.419). O dado do mês passado é resultado de 1.777.646 admissões, uma alta de 3,8% em relação a janeiro de 2021, e 1.622.468 desligamentos, elevação de 11,3%. Dentre os cinco setores mapeados, houve fechamento de vagas apenas no comércio (-60.088 postos). O destaque positivo ficou com o setor de serviços, com abertura de 102.026 empregos, seguido por indústria (+51.419 postos), construção (+36.809) e agropecuária (+25.014 postos).

REUTERS


CONAB: safra 2021/22 cresce 4% em relação ao ciclo anterior, estimativa de 265,7 milhões de toneladas

Seca faz Conab cortar mais uma vez projeção de safra de grãos em 2021/22. Agora o crescimento é de 10 milhões de toneladas em relação ao ciclo anterior, com a produção de grãos chegando a 265,7 milhões de toneladas, conforme aponta o 6º Levantamento da Safra 2021/22 realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)


Publicado na quinta-feira (10/03), o documento mostra ainda um incremento de 4,3% na área a ser plantada, estimada em 72,7 milhões de hectares – o que corresponde à incorporação de 3 milhões de hectares, influenciados, sobretudo, pelo crescimento da área de soja e de milho.

Apesar da expectativa de aumento na colheita quando comparada com o resultado obtido no período 2020/21, observa-se uma leve perda na produção de 0,9% sobre o volume divulgado no último mês, quando eram esperadas 268,2 milhões de toneladas. A queda é reflexo da forte estiagem verificada, sobretudo, nos estados da Região Sul do país e no centro-sul de Mato Grosso do Sul. O clima adverso impactou de maneira expressiva as produtividades das lavouras de soja e milho 1ª safra, principalmente. Com o plantio encerrado da soja em 40,7 milhões de hectares, acréscimo de 3,8% na área plantada em relação à safra 2021/22, as atenções se voltam para o andamento da colheita da oleaginosa, que já ultrapassa 50% em todo país. Segundo observado pelos técnicos da Companhia, as produtividades obtidas refletem o cenário climático durante o ciclo da cultura. A expectativa é que a produção alcance 122,76 milhões de toneladas. O avanço da colheita da soja dita o ritmo do plantio do milho segunda safra. Atualmente, a Conab estima 74,8% da área já semeada. Destaque para Mato Grosso com 94% plantado. A previsão é de um plantio em uma área aproximada de 16 milhões de hectares, o que representa um acréscimo de 6,7% à safra anterior. A atual expectativa da Conab é que a produção total do cereal cresça 29%, podendo chegar a 112,3 milhões de toneladas. O incremento é impulsionado pelo melhor desempenho principalmente da segunda safra do grão, que tende passar de 60,7 milhões de toneladas no período 2020/21 para 86,2 milhões de toneladas na atual temporada. Expectativa de crescimento também para o algodão. No atual levantamento da Companhia, é esperado um incremento de 19,7% na produção da fibra, podendo chegar a aproximadamente 6,9 milhões de toneladas, sendo 2,82 milhões de toneladas apenas da pluma. Durante o webinar do 6º levantamento, a Conab apresentou o percentual de participação dos fertilizantes nos custos para as culturas de soja, milho e trigo. De acordo com o estudo, atualmente a participação destes produtos fica dentro de uma margem entre 30% a 40% nos custos variáveis, a depender da região produtora e do produto analisado. “Vale ressaltar, no entanto, que este percentual contempla os valores praticados até fevereiro deste ano. O conflito entre Rússia e Ucrânia, por sua vez, teve início no final do mês passado. Com isso, o impacto, tanto nos preços recebidos pelos produtores como nos valores pagos pelos insumos, será melhor mensurado a partir das apurações a serem realizadas ao longo deste mês”, pondera o gerente de Custos de Produção da Conab, Rodrigo Souza. No caso do trigo, os fertilizantes representam cerca de 33% dos custos variáveis em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, enquanto que no município paranaense de Cascavel o percentual chega a 38%. Para o milho 2ª safra, o peso destes insumos chega a 33% em Sorriso (MT). Já no cultivo de soja no município mato-grossense o percentual de participação dos fertilizantes atinge um índice de 37%. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior, cerca de 22% dos fertilizantes importados no último ano tiveram como origem a Rússia, seguido da China com 15% e do Canadá com 10%.

CONAB


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