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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 80 DE 07 DE MARÇO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 80| 07 de março de 2022



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boi gordo: mercado brasileiro encerrou a semana com cotações estáveis

A curta primeira semana de março trouxe poucas novidades ao mercado brasileiro do boi gordo, informam as consultorias que acompanham o setor pecuário. Em São Paulo, a cotação fechou na sexta-feira com o boi a R$ 348/@ (prazo) e a vaca a R$ 305/@ (prazo)


“A cadeia da carne retornou as atividades pós-Carnaval com baixa liquidez e preços da arroba majoritariamente estáveis nas praças brasileiras”, relata a IHS Markit. Embora a oferta de animais prontos para abate continue restrita, grande parte das indústrias frigoríficas continua cadenciando o ritmo de suas aquisições de gado. As vendas externas de carne bovina bateram um novo recorde (tanto em volume quanto em receita) no primeiro bimestre de 2022, mas o fraco consumo doméstico da proteína surge como principal obstáculo para a maior procura por lotes de boiada gorda, observa a IHS. Nesse contexto, continua a consultoria, o ambiente sugere certa estagnação nos preços da arroba nas principais regiões brasileiras, salvo algumas exceções. “De certa forma, lotes de animais que cumprem os requisitos de exportação, sobretudo ao mercado chinês, continuam sendo comprados a valores acima das máximas vigentes”, destaca a IHS. Entre os principais importadores da carne bovina nacional, China e EUA são os países que pagam valores mais altos pelo produto brasileiro. “Tais operações são concedidas com a opções de prêmios para boi-exportação acima dos R$ 30 por arroba”, informa a IHS. A recuperação nos preços da carne de frango e a chegada do mês de março (entrada de massa salarial) podem resultar no aumento do consumo doméstico de carne bovina, favorecendo a formação de preços mais firmes na cadeia pecuária. No Oeste maranhense os compradores passaram a ofertar R$2,00 a mais por arroba de boi gordo e de vaca gorda, fazendo com que as escalas andassem. Assim, boi, vaca e novilha para abate estão cotados em R$290,00/@, R$264,00/@ e R$267,00/@, respectivamente, preços brutos e a prazo. No mercado atacadista de carne com osso a carcaça casada de bovinos castrados ficou cotada em R$20,61/kg, estabilidade na comparação feita semana a semana. Já a carcaça casada de bovinos inteiros ficou cotada em R$19,22/kg, queda de 0,1%, ou R$0,02/kg, no mesmo comparativo. Para o início de março a expectativa é que ocorram ajustes positivos, tendo em vista a melhoria pontual do consumo durante o Carnaval. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 290/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 348/@ (prazo) vaca a R$ 305/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 315/@ (à vista) vaca a R$ 290/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 317/@ (prazo) vaca a R$ 285/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 305/@ (prazo) vaca a R$ 285/@ (prazo) MT-Tangará: boi a R$ 305/@ (prazo) vaca a R$ 286/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 307/@ (à vista) vaca a R$ 295/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 305/@ (à vista) vaca a R$ 285/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 310/@ (prazo) vaca R$ 295/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 324/@ (à vista) vaca a R$ 309/@ (à vista); PA-Paragominas: boi a R$ 289/@ (prazo) vaca a R$ 282/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 285/@ (prazo) vaca a R$ 275/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 286/@ (à vista) vaca a R$ 276/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 294/@ (à vista) vaca a R$ 280/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 283/@ (à vista) vaca a R$ 264/@ (à vista).

PORTAL DBO


Boi/Cepea: Mesmo diante de conflito internacional, preço da arroba segue firme

Os preços do boi gordo até oscilaram ao longo de fevereiro, mas se mantiveram acima dos R$ 330,00 – Indicador CEPEA/B3, estado de São Paulo


No acumulado do mês (entre 31 de janeiro e 25 de fevereiro), o Indicador registrou ligeira queda de 0,22%, encerrando o período a R$ 343,05. Os valores seguiram sustentados pela oferta baixa de animais e pela demanda externa aquecida, sobretudo por parte da China. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário mostra que o conflito entre a Rússia e a Ucrânia não trouxe – ao menos no curto prazo – grandes impactos sobre a cadeia pecuária nacional. Apesar de a Rússia já ter se configurado como um dos maiores destinos da proteína brasileira, o país vem reduzindo as aquisições nos últimos anos. Em 2021, a Rússia foi o oitavo maior destino da proteína brasileira, somando 35,356 mil toneladas de carne bovina, volume 40,1% inferior ao do ano anterior, de acordo com dados da Secex. Evidentemente, as vendas brasileiras à Rússia poderiam até voltar a se aquecer neste ano, especialmente diante da aproximação comercial entre os dois países. Agora, a maior preocupação de agentes nacionais refere-se aos fertilizantes, tendo em vista que a Rússia é um dos maiores fornecedores deste insumo ao Brasil. Esse cenário pode, por sua vez, elevar os custos de produção da pecuária nacional. Outro fator de influência deste conflito é sobre os preços dos grãos. A Rússia e a Ucrânia estão entre os maiores produtores mundiais de trigo e ambos têm relevância expressiva na oferta de excedentes para transações externas. Com a guerra, os preços internacionais do trigo dispararam, influenciando também os valores de outros grãos, como milho e soja, que são bastante utilizados na pecuária brasileira.

Cepea


Carne bovina: demanda global segue forte e preços aquecidos

Segundo análise do Rabobank, apesar da demanda em alta, há risco de consumidores trocarem a carne bovina por outros tipos de proteína


Em relatório relativo ao primeiro trimestre de 2022, o Rabobank destaca que a demanda global por carne bovina segue firme e os preços aquecidos, em razão da oferta mais limitada. Por outro lado, as pressões de custo seguem influenciando e impactando a cadeia de fornecimento de suprimentos do setor. Nos últimos dois anos, os movimentos dos preços da carne bovina no varejo foram impulsionados em grande parte pela forte demanda do consumidor e alguns choques de oferta. Em muitos casos, esse aumento foi causado pela alta procura. Com a oferta incapaz de acompanhar, criou-se um desequilíbrio no mercado e, como resultado, os preços subiram. Segundo o banco, os aumentos de custos serão permanentes e precisarão ser acomodados na cadeia de suprimentos. Outros são mais cíclicos e, com o tempo, esperamos que eles diminuam, de fato, podemos começar a ver algum alívio desses custos até 2022. Novos aumentos nos preços trazem o risco de os consumidores substituam por outras proteínas ou que haja uma redução em seu consumo geral. “Estamos começando a ver sinais de que eles podem estar chegando ao seu limite. Mas a disposição dos consumidores em pagar pelo produto na maioria dos mercados tem sido fenomenal e, embora possa haver sinais de enfraquecimento da demanda em alguns locais, outros permanecem fortes. Talvez ainda não tenhamos chegado ao limite”, sinaliza o Rabobank. Alguns cenários foram previstos e verificados em importantes mercados produtores de carne bovina nos primeiros meses deste ano. América do Norte: A demanda por carne bovina permanece muito firme, embora haja um cenário ainda de aceleração na contração dos rebanhos. Europa: Os preços da carcaça seguem firmes, embora haja uma preocupação com os sinais de aquecimento da inflação. Além disso, há agora um cenário de incerteza no mercado por conta do conflito entre Rússia e Ucrânia. China: O consumo de carne bovina no varejo segue resiliente, embora haja impactos no segmento de foodservice ainda causados pela pandemia de Covid-19. A expectativa é de que a importação de carne bovina pelos chineses seguirá forte em 2022. Brasil: Embora a demanda doméstica por carne bovina siga enfraquecida, os preços seguem em patamares elevados. A perspectiva é de que haja um incremento das exportações neste ano. Austrália/Nova Zelândia: Os volumes de produção de carne bovina estão se recuperando, mas os preços seguem elevados. Para a Nova Zelândia é esperado um aumento no valor das exportações de carne bovina, embora os volumes estejam recuando. Japão: O país vem registrando uma queda nas importações de carne bovina, uma vez que os consumidores estão migrando para proteínas como a carne de frango e suína.

RABOBANK


SUÍNOS


Suínos: sexta-feira de preços estáveis. No Paraná, alta

De acordo com análise do Cepea/Esalq, os valores médios do suíno vivo recuaram em fevereiro em praticamente todas as praças acompanhadas pelo órgão e voltaram aos menores patamares reais desde agosto de 2018


Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 113,00/R$ 116,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 8,50 o quilo/R$ 8,80 o quilo. Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (3), houve alta de 1,12% no Paraná, chegando a R$ 5,40/kg, e de 0,16% em Minas Gerais, alcançando R$ 5,08/kg. Ficaram estáveis os preços no Rio Grande do Sul, custando R$ 5,29/kg, R$ 5,49/kg em Santa Catarina e R$ 6,12/kg em São Paulo.

Cepea/Esalq


Suínos/Cepea: Preços do animal vivo são os menores desde ago/18

Os valores médios do suíno vivo recuaram em fevereiro em praticamente todas as praças acompanhadas pelo Cepea e voltaram aos menores patamares reais desde agosto de 2018


Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão veio da oferta elevada de animais, que vem sendo observada desde o início deste ano. Além disso, o recuo na demanda final, sobretudo na primeira quinzena de fevereiro, por parte dos mercados interno e externo, reforçou o movimento de baixa nos preços. O preço médio do suíno comercializado na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba) foi de R$ 5,49 kg em fevereiro, queda de 0,6% frente a janeiro e 31,1% abaixo do de fevereiro/21, em termos reais (a série foi deflacionada pelo IGP-DI de janeiro/22).

Cepea


FRANGOS


Frango: sexta-feira com valorização na maior parte das cotações

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja subiu 2,04%, chegando a R$ 5,00/kg, enquanto a ave no atacado aumentou 0,79%, valendo R$ 6,35/kg


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, enquanto Santa Catarina ficou estável em R$ 3,99/kg, e o Paraná cedeu 2,75%, custando R$4,95/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (3), tanto a ave congelada quanto a resfriada subiram 1,31%, valendo, ambas, R$ 6,18/kg.

Cepea/Esalq


Frango/Cepea: Valores médios caem em fevereiro

Os preços da carne de frango caíram com tanta força no início de fevereiro que, mesmo diante da reação nos valores já na segunda semana do mês, o movimento não foi suficiente para reverter as perdas registradas nos primeiros dias


Diante disso, a média de valores da maioria dos produtos de origem avícola acompanhados pelo Cepea apresentou queda em fevereiro frente ao mês anterior. Os estoques ainda elevados da carne em quase todas as regiões do País e a liquidez abaixo do esperado pelo setor pressionam as cotações. As baixas mais intensas foram observadas na região Sul do País. Em Toledo (PR), o frango inteiro congelado registrou média de R$ 6,89/kg em fevereiro, recuo de 9,9% frente à de janeiro.

Cepea


China suspende compra de carne de aves de unidade da BRF em MT

A China suspendeu suas compras de carne de aves de uma unidade da BRF localizada em Lucas do Rio Verde (MT), uma das maiores fábricas da companhia, porém a expectativa da empresa é que a medida não traga efeitos negativos para suas margens


A informação foi publicada pela Administração Geral de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês) e confirmada pela companhia à Reuters na sexta-feira. "A BRF informa que teve ciência por meio do site do GACC a respeito da suspensão de sua unidade em Lucas do Rio Verde (MT)...", disse. A empresa afirmou ainda que não foi notificada oficialmente pelo Ministério da Agricultura brasileiro. Segundo dados da companhia, o volume exportado de frango pela BRF para a China atualmente corresponde a 2,7% de suas receitas totais. A planta de Lucas do Rio Verde representa 12% do volume total de aves embarcado para este mercado. "Ou seja, 0,3% das receitas, sem efeito adverso esperado na margem Ebitda", esclareceu. "Os volumes desta unidade serão direcionados para outros mercados, em conexão com o Planejamento Integrado da BRF. A empresa ressalta ainda que suas sete unidades habilitadas continuam exportando frango normalmente para a China, sem qualquer intercorrência." A BRF também disse que tomará as medidas cabíveis e trabalhará na reversão da situação com as autoridades chinesas e brasileiras, ressaltando que possui rigorosos processos de segurança de alimentos e controles de qualidade. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) reafirmou em nota sua confiança na associada BRF, em relação ao pleno cumprimento de todos os requisitos para realizar exportações nos diversos mercados onde atua, incluindo a China. "Neste sentido, a ABPA, respaldada por sua representação no mercado chinês, apoiará a indústria e o governo brasileiro para a apresentação dos devidos esclarecimentos e a retomada das exportações pela planta suspensa", disse a entidade. De acordo com a associação, assim como a empresa, o setor ainda não foi notificado oficialmente sobre a suspensão da unidade frigorífica em questão. A planta de Lucas do Rio Verde já havia tido os embarques de carne suína embargados pela China em agosto do ano passado, suspensão que segue vigente até hoje, de acordo com a BRF. Em janeiro, o mercado chinês --principal comprador de frango e suínos do Brasil-- suspendeu as importações de dois outros frigoríficos brasileiros de frango. Na ocasião, a ABPA disse que não esperava impactos significativos para as exportações brasileiras de carne de frango, uma vez que o país contava com pouco mais de 40 plantas habilitadas para exportar o produto ao país asiático. Dados da entidade indicam que o Brasil embarcou 48,3 mil toneladas de frango para a China em janeiro, aumento de 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, de um total de 349,1 mil toneladas enviadas pelo país ao mercado externo no mês.

REUTERS


EMPRESAS


Unidades da BRF em SC conquistam certificações internacionais em bem-estar animal

As boas práticas de bem-estar animal das unidades catarinenses de aves da BRF em Capinzal, Chapecó, Concórdia e Videira receberam certificação da National Chicken Council (NCC), uma organização com sede em Washington, nos Estados Unidos, informou a BRF na sexta-feira (04)


No ano passado, a planta da BRF em Herval d'Oeste (SC) já havia sido reconhecida no abate de suínos pelas premissas estabelecidas pela North America Meat Institute (NAMI), outra importante organização dos Estados Unidos. A certificação em Herval d'Oeste foi recebida por meio de auditores PAACO (Professional Animal Auditor Certification Organization), que avaliam uma série de requisitos de padrões de transporte e abate humanitário de suínos. "O bem-estar animal é uma das nossas grandes causas. As certificações internacionais reforçam a robustez dos nossos processos e demonstram que acertamos nas escolhas que fizemos e, também, na forma como conduzimos o tema, com seriedade", disse Mariana Modesto, Diretora de Sustentabilidade da BRF, em nota. Por meio do seu programa global de bem-estar animal, a empresa define práticas e compromissos na criação, transporte e abate dos animais, com o estabelecimento de políticas, normas, processos, indicadores e respeitando as especificidades de cada localidade onde atua, sejam ambientais, culturais, climáticas ou religiosas. Segundo a empresa, o programa contempla treinamentos e capacitação contínua, avaliação de gaps e estabelece plano de ação de curto, médio e longo prazo. Cinco pontos do bem-estar animal fazem parte das premissas: nutrição, com consumo adequado de alimentos; ambiente, com boas condições que oferecem conforto e segurança; saúde, com cuidados que garantem robustez e vitalidade de aves e suínos; comportamento, para atividades variadas; e estado mental, para priorizar conforto, interesse e confiança.

CARNETEC


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Impasses com paraguaios desafiam novo chefe de Itaipu

Anatalicio Risden tem que definir orçamento da usina para 2022


Sem consenso sobre a tarifa de energia para os mercados brasileiros e paraguaios, a usina de Itaipu Binacional segue sem orçamento definido para o ano de 2022. Diante do impasse, entre as diretorias brasileira e paraguaia, o Almirante Anatalicio Risden Junior assume o comando da companhia com a missão de sentar à mesa com os paraguaios - que detém 50% da companhia - para negociar as novas tarifas da hidrelétrica. O desafio não será fácil. A parte que o Paraguai não usa da energia, pelo Tratado de Itaipu, deve vender ao Brasil, e nessa cessão o país vizinho sempre foi linha dura na questão de alterar as tarifas. Isto deveria estar aprovado desde outubro do ano passado, mas ainda não houve acordo em chegar a uma base. Não é de agora que isso acontece, gestões passadas também tiveram dificuldades. Enquanto isso não acontece, a usina usa uma tarifa provisória do ano anterior, que é de US$ 22,60 por quilowatt, valor congelado desde 2009. Ao Brasil, obviamente, interessa que o valor caia. A estratégia do executivo será de manter a política de boa vizinhança na negociação com os paraguaios para definir o orçamento da estatal, além de tocar uma série de obras estruturantes em andamento. Em sua primeira entrevista desde que assumiu o posto, Risden conta que as tratativas estão em andamento, mas sem definição. “O que nós temos que fazer, e este é um ponto que o ministro (de Minas e Energia) Bento e o Presidente Jair Bolsonaro me colocaram, é manter o diálogo sem perder as bases que o Brasil precisa. Este é o exercício que eu tenho feito junto com o Diretor-Geral paraguaio de tentarmos achar uma solução em que eu consiga trazer um menor impacto possível para o consumidor brasileiro e ao mesmo tempo ter uma visão da problemática paraguaia”, disse. O almirante está familiarizado, já que trabalha na empresa desde 2019, quando ocupava o cargo de diretor financeiro. Agora como Diretor-Geral brasileiro, ele espera que sua passagem seja marcada por uma prática de gestão de mercado, priorização de redução de custos empresariais e planejamento para médio e longo prazo. “Para cálculo da tarifa, que é quanto o consumidor brasileiro e paraguaio nos paga, há quatro elementos. Um é a base orçamentária. Conseguimos definir todos os outros elementos, mas não conseguimos chegar a um denominador comum com a base orçamentária. Estamos administrando a empresa sem um orçamento previamente colocado.” Outra meta será dar continuidade a uma gestão marcada pela austeridade e grandes obras. A revisão de contratos e convênios, resultou em recursos para obras estruturantes, como uma nova ponte entre Brasil e Paraguai, a revitalização do sistema de transmissão de Furnas para dar mais robustez ao sistema, entre outras. Ao todo, são cerca de R$ 2,6 bilhões investidos. Mesmo sendo a segunda maior do mundo em capacidade instalada, a binacional detém o título de maior geradora de energia do planeta, tendo produzido mais de 2,8 bilhões de MWh. O difícil será equacionar estes interesses. A diplomacia brasileira tenta convencer os paraguaios a ceder nas negociações, especialmente em relação ao preço da energia paraguaia vendida ao Brasil. A expectativa é que ambos os países se beneficiem da geração de energia de Itaipu sem o pagamento de custos de construção que representaram mais da metade do preço da energia da empresa.

VALOR ECONÔMICO


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar à vista fecha em alta de 1,02%, a R$5,0783

O dólar fechou em alta de 1,02% contra o real na sexta-feira, com investidores recompondo parte das posições em dia de rali global da moeda norte-americana, reflexo da busca por segurança diante do recrudescimento das incertezas acerca da guerra entre Rússia e Ucrânia


Ainda assim, o dólar acumulou baixa na semana, com o real beneficiando-se da alta quase em linha das commodities, que caminham para fechar a melhor semana em anos. O dólar à vista terminou a sexta cotado em 5,0783 reais, ante 5,0268 reais da véspera. O câmbio sentiu nesta sessão a força global do dólar. A moeda norte-americana saltava cerca de 1% ante um grupo de rivais de países ricos, puxada pelo mergulho do euro abaixo de 1,10 dólar. Os movimentos eram resultado da combinação entre uma economia europeia mais vulnerável à crise envolvendo a Rússia e a hipótese de que a divergência de política monetária continuará a impulsionar o dólar --reforçada por dados que mais cedo mostraram geração de empregos nos EUA em fevereiro bem acima do esperado. Contra o real o dólar não teve êxito na semana encurtada pelo Carnaval, na qual a cotação recuou 1,51%. A taxa de câmbio seguiu amparada pela leitura de que os ativos de mercados emergentes exportadores de commodities --caso notório do Brasil-- serão beneficiados pela força das matérias-primas, pelo menos em situação de impactos controlados da guerra sobre a economia mundial. Segundo o Goldman Sachs, o beta (a sensibilidade) do real aos preços do petróleo é das mais altas entre as moedas consideradas pelo banco --junto com a coroa norueguesa. O petróleo tipo Brent fechou esta sexta no maior patamar desde fevereiro de 2013, a 118,11 dólares por barril. O Barclays chama atenção para o choque "positivo" ao câmbio decorrente do aumento dos termos de troca (de forma geral, razão entre preços de exportação e importação), com 68% das exportações brasileiras compostas por commodities, e lembrou ainda chances de juros mais altos no Brasil à medida que as pressões inflacionárias aumentam. Em 2022, o dólar se desvaloriza 8,88%.

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou em 2021 crescimento de 4,6%, maior taxa desde 2010, quando houve expansão de 7,5%, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado não alterou de forma significativa as perspectivas menos favoráveis para este ano, segundo economistas.

REUTERS


Ibovespa cai com exterior negativo por crise na Ucrânia

O principal índice da bolsa brasileira caiu nesta sexta-feira, em sessão de aversão ao risco após nova ofensiva da Rússia contra a maior usina nuclear da Europa, na Ucrânia, elevar temores com a guerra e ofuscar dados macroeconômicos positivos


O setor financeiro foi a principal influência negativa para o índice, enquanto mineradoras, siderúrgicas e outras exportadoras de commodities, como Suzano e Klabin tiveram desempenho positivo. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa caiu 0,80%, a 114.249,66 pontos, o que ainda assim representaria alta de 0,98% na semana, que teve menos dias de negociação por causa do Carnaval. O volume financeiro da sessão foi de 25,7 bilhões de reais.

REUTERS


Alimentos pesam e IPC-Fipe acelera alta a 0,90% em fevereiro

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo acelerou a alta a 0,90% em fevereiro depois de subir 0,74% em janeiro, com forte avanço dos preços de alimentos


Os dados informados na sexta-feira pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostram que o maior peso no mês foi exercido pela alta de 2,26% nos custos de Alimentação, de 1,19% em janeiro. Também se destacaram em fevereiro os avanços de 0,70% de Transportes e de 0,63% de Habitação. O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.

REUTERS


Alimentos voltam a subir, e índice de preços da FAO bate recorde

Indicador calculado pela agência da ONU dedicada à agricultura e alimentação alcançou 140,7 pontos em fevereiro


O índice de preços de alimentos medido pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) alcançou 140,7 pontos em fevereiro, seu maior patamar até hoje. O recorde anterior, de 137,6 pontos, havia sido registrado em fevereiro de 2011. Os preços de óleos vegetais e lácteos puxaram a alta. Cereais e carnes também subiram, e o açúcar caiu pelo terceiro mês consecutivo. O subíndice de óleos vegetais atingiu a média de 201,7 pontos em fevereiro, um aumento de 8,5% (15,8 pontos) na comparação com janeiro - e também um patamar recorde. O cálculo do indicador não contempla o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, mas a FAO diz que os óleos vegetais, principalmente os de girassol e soja, estavam subindo por causa do conflito. O indicador para cereais foi a 144,8 pontos em fevereiro, um aumento de 3% (4,2 pontos) em relação ao mês anterior. Segundo a FAO, os rumores sobre o início da guerra e as restrições de oferta na América do Sul puxaram para cima os preços de trigo e milho. O subíndice de lácteos avançou 6,4% (8,5 pontos) em relação a janeiro, para uma média de 141,1 pontos. Todos os derivados de leite subiram, diz a FAO. Já o indicador para proteínas subiu 1,2 ponto, para uma média de 112,8 pontos. E, por fim, o subíndice de açúcar recuou 1,9% (2,1 pontos) em fevereiro, a 110,6 pontos, marcando sua terceira queda mensal consecutiva. “Perspectivas de produção favoráveis nos principais países exportadores, notadamente Índia e Tailândia, juntamente com melhores condições de crescimento no Brasil, continuaram a pesar sobre os preços mundiais do açúcar”, diz a FAO.

VALOR ECONÔMICO


PIB cresce 4,6% em 2021 e supera perdas da pandemia

O Produto Interno Bruto (PIB) do país avançou 0,5% no quarto trimestre de 2021 e encerrou o ano com crescimento de 4,6%, totalizando R$ 8,7 trilhões. Esse avanço recuperou as perdas de 2020, quando a economia brasileira encolheu 3,9% devido à pandemia. Já o PIB per capita alcançou R$ 40.688 no ano passado, um avanço de 3,9% em relação ao ano anterior (-4,6%).


O PIB, que é a soma dos bens e serviços finais produzidos no país, está 0,5% acima do quarto trimestre de 2019, período pré-pandemia, mas continua 2,8% abaixo do ponto mais alto da atividade econômica na série histórica, alcançado no primeiro trimestre de 2014. Os dados são do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais, divulgado pelo IBGE. O crescimento da economia foi puxado pelas altas nos serviços (4,7%) e na indústria (4,5%), que juntos representam 90% do PIB do país. Por outro lado, a agropecuária recuou 0,2% no ano passado. “Todas as atividades que compõem os serviços cresceram em 2021, com destaque para transporte, armazenagem e correio (11,4%). O transporte de passageiros subiu bastante, principalmente, no fim do ano, com o retorno das pessoas às viagens. A atividade de informação e comunicação (12,3%) também avançou puxada por internet e desenvolvimento de sistemas. Essa atividade já vinha crescendo antes da pandemia, mas com o isolamento social e todas as mudanças provocadas pela pandemia, esse processo se intensificou, fazendo a atividade crescer ainda mais”, explica a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis. Outras atividades de serviços (7,6%) também tiveram alta no período. “São atividades relacionadas aos serviços presenciais, parte da economia que foi a mais afetada pela pandemia, mas que voltou a se recuperar, impulsionada pela própria demanda das famílias por esse tipo de serviço”, acrescenta Palis. Cresceram ainda o comércio (5,5%), atividades imobiliárias (2,2%), administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade sociais (1,5%) e atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (0,7%). Na indústria, o destaque positivo foi o desempenho da construção que, após cair 6,3% em 2020, subiu 9,7% em 2021. Tal expansão foi corroborada pelo aumento da ocupação na atividade. As indústrias de transformação (4,5%), com maior peso no setor, também cresceram, influenciadas, principalmente, pela alta nas atividades de fabricação de máquinas e equipamentos; metalurgia; fabricação de outros equipamentos de transporte; fabricação de produtos minerais não-metálicos; e indústria automotiva. As indústrias extrativas avançaram 3,0% devido à alta na extração de minério de ferro. A única atividade que não cresceu foi eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos, que teve variação negativa de 0,1%, o que indica estabilidade. “A crise hídrica afetou negativamente o desempenho da atividade em 2021”, explica Rebeca Palis. Já a agropecuária, que havia crescido em 2020, recuou 0,2% em 2021, em decorrência da estiagem prolongada e de geadas. “Apesar do crescimento anual da produção de soja (11,0%), culturas importantes da lavoura registraram queda na estimativa de produção e perda de produtividade em 2021, como a cana-de-açúcar (-10,1%), o milho (-15,0%) e o café (-21,1%). O baixo desempenho da pecuária é explicado, principalmente, pela queda nas estimativas de produção dos bovinos e de leite”, detalha Palis.

IBGE


PIB agro tem perdas com cana e mandioca, mas ganhos com trigo, fumo e laranja

De acordo com o IBGE, a variação negativa do PIB agropecuário no ano de 2021, de 0,2%,foi causada pelo fraco desempenho de algumas culturas, como as lavouras de cana de açúcar, milho e café, e da pecuária de corte e de leite, impactadas, principalmente, pelas condições climáticas adversas


Mesmo com a alta apurada no PIB agropecuário entre outubro e dezembro, o resultado do acumulado do ano ficou abaixo das expectativas do setor e de economistas. Depois de duas quedas bruscas causadas pelos efeitos do clima no campo e pela sazonalidade da atividade, a economia do setor agropecuário avançou 5,8% no último trimestre de 2021, na comparação com os três meses imediatamente anteriores, e amenizou o recuo do Produto Interno Bruto (PIB) no acumulado do ano, que ficou em 0,2%. Em relação ao quarto trimestre de 2020, o resultado apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), foi de baixa de 0,8%, com destaque para produtos com safras significativas no período e que tiveram perdas, como a cana de açúcar (-10,1%) e a mandioca (-2,4%). Por outro lado, culturas como trigo, fumo e laranja apresentaram crescimento. No acumulado do ano, as culturas com os piores resultados foram café (-21,1%), milho (-15%), cana (-10,1%) e pecuária leiteira. Na outra ponta, os resultados positivos alavancaram os segmentos de soja (11%), trigo (25,8%) e arroz (5,2%). No fim de 2021, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) já projetava ajustes para baixo nas previsões devido ao baque sentido pelo campo do 3º trimestre, quando houve queda de 7,4% no PIB agropecuário. Na ocasião, a entidade ainda projetava um crescimento de até 2%. Consultorias privadas também mantinham a expectativa de alta nesse patamar. Já o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estava mais reticente e esperava uma queda de 1,2%, segundo a estimativa divulgada em dezembro. Com esse resultado, a agropecuária aumentou a participação no PIB geral do país, passando de 6,8% em 2020 para 8,1% em 2021. Em valores correntes, o PIB do setor agropecuário somou R$ 598,1 bilhões no período.

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