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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 643 DE 19 DE JUNHO DE 2024


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 4 | nº 643 | 19 de junho de 2024


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL

 

BOVINOS

 

Mercado do boi gordo “travado”, com cotação da arroba estável

Na avaliação dos analistas da Scot, o “descarte forçado de animais (processo de desova da safra) aparentemente diminuiu, resultando num mercado mais equilibrado”. No Paraná, o boi vale R$215,00 por arroba. Vaca a R$190,00. Novilha a R$200,00. Escalas de abate de oito dias.

Segundo os analistas, o mercado segue “menos ofertado”, enquanto os frigoríficos resolveram trabalhar com mais cautela nos balcões de negociação. Analistas da Scot Consultoria lembram que, no começo de junho/24, os pecuaristas brasileiros elevaram fortemente a oferta de animais prontos para abate, um reflexo do avanço da seca e, consequentemente, da perda de qualidade das pastagens. No entanto, diz a Scot, esse “descarte forçado aparentemente diminuiu”. Dessa forma, continua a consultoria, o mercado do boi está mais “equilibrado”, resultando em estabilidade na arroba. Pelos dados apurados pela Scot, no mercado de São Paulo, o boi gordo “comum” segue apregoado em R$ 217/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 195/@ e R$ 210/@ (valores brutos, a prazo). A arroba do “boi-China” (base SP) está cotada em R$ 220, com ágio de R$ 3/@ sobre o animal “comum”, acrescenta a Scot. Pelos números apurados pela Agrifatto, nesta terça-feira (18/6), a cotação da arroba em São Paulo (preço médio entre o valor do animal “comum” e do “boi-China” permaneceu em R$ 220. Duas das 17 praças acompanhadas pela consultoria registraram valorização na arroba: Mato Grosso e Rio Grande do Sul. “As outras 15 mantiveram as suas cotações estáveis”, relatou a Agrifatto. Segundo ressalta a consultoria, a posição mais cautelosa dos frigoríficos resultou em redução nas escalas de abate, que recuou de 15 para 11 dias de abate, na média nacional. No primeiro dia da semana, diz a Agrifatto, praças importantes, como as do Pará e de Tocantins, não registraram “consultas ou negócios, permanecendo tudo parado”. No mercado futuro, todos os contratos passaram por desvalorização na segunda-feira (17/6). O contrato com vencimento para setembro/24 fechou o dia precificado em R$ 236,75/@, com recuo de 0,34% no comparativo diário, informa a Agrifatto. Preços dos animais terminados apurados pela Agrifatto na terça-feira (18/6): São Paulo — O “boi comum” vale R$215,00 a arroba. O “boi China”, R$225,00. Média de R$220,00. Vaca a R$195,00. Novilha a R$210,00. Escalas de abates de doze dias; Minas Gerais — O “boi comum” vale R$200,00 a arroba. O “boi China”, R$210,00. Média de R$205,00. Vaca a R$180,00. Novilha a R$190,00. Escalas de abate de catorze dias; Mato Grosso do Sul — O “boi comum” vale R$215,00 a arroba. O “boi China”, R$215,00. Média de R$215,00. Vaca a R$190,00. Novilha a R$200,00. Escalas de abate de oito dias; Mato Grosso — O “boi comum” vale R$205,00 a arroba. O “boi China”, R$205,00. Média de R$205,00. Vaca a R$185,00. Novilha a R$195,00. Escalas de abate de dez dias; Tocantins — O “boi comum” vale R$200,00 a arroba. O “boi China”, R$200,00. Média de R$200,00. Vaca a R$175,00. Novilha a R$180,00. Escalas de abate de nove dias; Pará — O “boi comum” vale R$200,00 a arroba. O “boi China”, R$200,00. Média de R$200,00. Vaca a R$175,00. Novilha a R$180,00. Escalas de abate de onze dias; Goiás — O “boi comum” vale R$200,00 a arroba. O “boi China/Europa”, R$210,00. Média de R$205,00. Vaca a R$185,00. Novilha a R$195,00. Escalas de abate de onze dias. Rondônia — O boi vale R$185,00 a arroba. Vaca a R$170,00. Novilha a R$175,00. Escalas de abate de treze dias; Maranhão — O boi vale R$195,00 por arroba. Vaca a R$175,00. Novilha a R$175,00. Escalas de abate de doze dias.

Scot Consultoria/Portal DBO/S&P Global/AGRIFATTO

 

SUÍNOS

 

Mercado de suínos têm alta, com destaque para carcaça e @ do animal em SP

Os preços no mercado de suínos avançaram na terça-feira (18). Segundo análise do Cepea, os preços do suíno vivo e da carne suína seguem em alta em todas as praças acompanhadas pelo órgão

Segundo a Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo teve alta de 1,49%, com preço médio de R$ 136,00, enquanto a carcaça especial subiu 0,94%, fechando em R$ 10,70/kg, em média. Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à segunda-feira (17), os preços ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 7,27/kg), e Santa Catarina (R$ 6,37/kg). Houve alta de 1,21% no Paraná, custando R$ 6,69/kg, avanço de R$ 1,43% no Rio Grande do Sul, alcançando R$ 6,39/kg, e de 1,15% em São Paulo, fechando em R$ 7,05/kg.

Cepea/Esalq

 

IAT apresenta ao setor produtivo adequações na regulamentação da suinocultura no Paraná

Entre as adequações estão a incorporação do Software de Gestão Ambiental da Suinocultura (SGAS), desenvolvido pela Embrapa Suínos e Aves, como ferramenta de apoio aos projetos de licenciamento, e a criação de uma tábua de controle para a destinação de dejetos suínos como fertilizantes para o solo.

 

Após uma série de estudos internos, o Instituto Água e Terra (IAT) finalizou o texto de revisão da Resolução Sedest no 15/2020, que regulamenta a atividade de suinocultura no Paraná. A proposta foi apresentada ao setor produtivo e entidades ligadas ao agronegócio na terça e quarta-feira (18 e 19) durante evento na sede do Sindicato Rural de Toledo, na região Oeste. Chefe da Divisão de Licenciamento de Atividades Poluidoras do Instituto, Rossana Baldanzi, explica que são duas as principais adequações à legislação em discussão: a incorporação do Software de Gestão Ambiental da Suinocultura (SGAS), desenvolvido pela Embrapa Suínos e Aves, como ferramenta de apoio aos projetos de licenciamento do IAT, e a criação de uma tábua de controle para a destinação de dejetos suínos como fertilizantes para o solo. “Já temos um termo de cooperação técnica com a Embrapa em vigência que permite a transferência, gratuita, deste software para o IAT. Mas precisamos colocá-lo na nossa legislação, por isso a revisão é necessária”, diz ela. O novo texto prevê também o treinamento e a capacitação de profissionais para a utilização da plataforma eletrônica. O SGAS possibilita, entre outras questões, que produtores realizem cálculos para determinação da excreção, oferta, perdas e concentração de nutrientes em efluentes da suinocultura, consumo de água, dimensionamento dos sistemas de tratamento dos efluentes, recomendação de adubação para reciclagem dos efluentes como fertilizantes, determinação da capacidade de alojamento de animais e demanda de áreas agrícolas. “Com isso, o órgão ambiental ganhará ainda mais agilidade na elaboração dos licenciamentos para a atividade”, destacou a técnica. Em relação aos cuidados com o solo, Rossana ressalta que a métrica será definida com base em uma ampla pesquisa conduzida pelo órgão ambiental em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Embrapa, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR) e Fundação ABC. O estudo foi financiado pelo Grupo Frimesa como condicionante ao licenciamento ambiental para a instalação do frigorifico da cooperativa em Assis Chateaubriand, no Paraná. “Essa pesquisa foi desenvolvida com base no fósforo como elemento limitante do uso de dejetos no solo. É preciso encontrar o limite crítico, visto que esse frigorífico vai movimentar toda a cadeia da suinocultura ao redor”, afirma Rossana. “A partir deste estudo, conseguiremos colocar na lei qual é esse limite para que o solo não seja prejudicado, criando novas alternativas de decomposição como o aproveitamento para a produção de energia limpa”, acrescentou.

Agência Estadual de Notícias

 

FRANGOS

 

Frango na granja em São Paulo sobe 4,17%

A terça-feira (18) foi de altas predominando para o mercado do frango, com destaque para o aumento do preço da ave na granja em São Paulo. De acordo com análise do Cepea, as proteínas avícola e suína, ambas negociadas no mercado atacadista da Grande São Paulo, vêm registrando valorizações nesta parcial de junho (até o dia 12)

 

Segundo a Scot Consultoria, o valor do frango na granja em São Paulo teve alta de 4,17%, custando, em média, R$ 5,00/kg, enquanto a ave no atacado caiu 0,78%, fechando em R$ 6,35/kg, em média. Na cotação do animal vivo, o valor não mudou em Santa Catarina, valendo R$ 4,38/kg, assim como no Paraná, valendo R$ 4,32/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à segunda-feira (17), a ave congelada subiu 0,84%, valendo R$ 7,17/kg, enquanto o frango resfriado aumentou 0,68%, fechando em R$ 7,40/kg.

Cepea/Esalq

 

Exportações de genética avícola crescem 10,9% em maio, diz ABPA

Embarques do ano acumulam alta de 2,2%

 

Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de genética avícola (incluindo pintos de 01 dia e ovos férteis) totalizaram 2,650 mil toneladas em maio, desempenho 10,9% superior ao total obtido no mesmo período do ano passado, com 2,389 mil toneladas. No mesmo período, as vendas de genética avícola geraram receita de US$ 18,934 milhões, saldo 10,6% menor em relação ao mesmo período de 2023, com US$ 21,185 milhões. No ano, as exportações de genética avícola acumuladas entre janeiro e maio alcançaram 12,855 mil toneladas, número 2,2% superior ao registrado nos cinco primeiros meses de 2023, com 12,577 mil toneladas. A receita obtida no período chegou a US$ 98,587 milhões, número 12,8% inferior ao mesmo período do ano passado, US$ 113,053.  Principal destino das exportações de genética avícola, o México importou 4,750 mil toneladas entre janeiro e maio, número 40,6% menor que o total registrado no mesmo período do ano anterior. Em contrapartida, a África do Sul - que recentemente iniciou as suas importações do produto brasileiro - importou no mesmo período 2,955 mil toneladas, e já se posiciona como segundo principal destino. Em terceiro lugar está o Senegal, com 2,157 mil toneladas, número 54,9% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. “Temos uma reconfiguração no fluxo de genética avícola do Brasil, que agora encontra nas nações da África o seu principal destino internacional. O status sanitário do Brasil tem sido um ponto crucial para a continuidade do bom desempenho das vendas deste segmento de alto valor agregado, especialmente para mercados que vêm sofrendo os impactos da Influenza Aviária”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

ABPA

 

GOVERNO

 

Plano Safra deste ano "certamente" será maior que o de 2023, diz Haddad

O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse na terça-feira que o Plano Safra 2024/2025 "certamente" será maior que o do ano passado, mas que ainda são necessários cálculos para apontar o valor total, que deve ser anunciado na próxima semana

 

Em entrevista a jornalistas na saída da Fazenda após se reunir com o Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Carlos Fávaro, Haddad disse que o valor do Plano será fechado nesta semana e seguirá para análise do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva na segunda-feira da próxima semana, com o anúncio na terça-feira. Haddad também afirmou que se reunirá com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), nesta semana para discutir as dívidas dos Estados com a União.

Reuters

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Fiep aponta irregularidades no novo pedágio e cobra esclarecimentos da ANTT

Conclusão de obras e serviços preliminares à cobrança do pedágio não foi exigida pela ANTT, diz Fiep

 

A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) cobrou esclarecimentos do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sobre problemas identificados pela entidade no início da cobrança do pedágio sob as novas concessões. Para a federação, as exigências impostas para o começo da operação das cabines de cobrança podem não ter sido cumpridas em sua totalidade pelas novas concessionárias. De acordo com o documento enviado ao TCU e à ANTT, as concessionárias iniciaram a tarifação dos motoristas apenas 24 dias após a assinatura dos novos contratos. A Fiep cobra mais transparência sobre quais critérios de capacidade a agência reguladora considerou atendidos em tão pouco tempo. Nas contas da federação, havia a necessidade de trabalhos substanciais nas rodovias e o atingimento de ao menos 87 parâmetros de desempenho. “No entanto, a ANTT resolveu não condicionar o início da cobrança das tarifas nos contratos paranaenses à finalização deste conjunto de obras e serviços preliminares – exceto no caso de ‘novas praças de pedágio’”, apontou a Fiep. As filas que foram registradas no início do período de cobranças na praça de São Luiz do Purunã (BR-277), sob concessão da Via Araucária, foram motivo de outros questionamentos da Fiep. De acordo com os termos das novas concessões, as filas nos pontos de cobrança não podem ultrapassar o limite de 200 metros em dias normais e 400 metros em vésperas e nos feriados, fins de semana ou em situações atípicas. Nestes casos, a passagem dos veículos deve ser liberada, com as cancelas abertas, até que não haja mais filas. Para identificar estas situações, as concessionárias devem demarcar na pista as distâncias de 200 e 400 metros das cabines, assim como registrar imagens em tempo real, que deverão ser compartilhadas com a ANTT. O documento formulado pela Fiep aponta que a agência chegou a instaurar procedimentos de investigação, mas não há informações sobre quais sanções foram impostas à concessionária. “Pode-se estar diante de outro defeito regulatório, já que, aparentemente, não há nos contratos dispositivo específico que sancione o descumprimento da regra das filas máximas”, acrescenta. Além de questionar as formas de monitoramento dos contratos, a Fiep aponta que alguns benefícios apresentados durante a apresentação das novas concessões não estariam sendo entregues aos usuários da forma esperada. Um desses itens seria a conexão wi-fi em todas as rodovias, o que para a federação “foi anunciado como um grande atrativo das concessões paranaenses e, propositadamente ou não, pode ter confundido muita gente”. Um levantamento feito pela própria Fiep aponta que o serviço de conexão gratuita à internet sem fio nas rodovias se limita a contatos com a própria concessionária. Além disso, o serviço só precisa ser entregue após 36 meses da assinatura do contrato. A federação pede no documento “para que esse tipo de situação, que certamente gera frustração entre os usuários, não mais ocorra”. Para tanto, a ANTT deve ser mais clara na divulgação dos benefícios esperados com as concessões.

Gazeta do Povo

 

Colheita do milho vai à 29% no Paraná e Deral destaca perdas em diversas regiões

Norte, Noroeste, Oeste e Centro-Oeste devem registrar perdas; Sudoeste e Sul tiveram desenvolvimento melhor

 

De acordo com o levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná, 29% das lavouras da segunda safra de milho já foram colhidas no estado, avançando dos 13% da semana passada. O restante se divide entre 23% em frutificação e 77% já em maturação. Os técnicos do Deral ainda classificaram 52% das áreas como em boas condições, 31% como em médias e 17% em ruins. Esses índices ficam em linha com os dos dois últimos levantamentos. As regionais mais adiantadas na colheita são Pitanga (64%), Pato Branco (53%), Campo Mourão e Toledo (52%), Ponta Grossa (50%), Cascavel e Irati (40%). Detalhando as regiões paranaenses, o Deral indica que, com o milho quase completamente em fase de maturação, a região Norte não recebe chuvas há mais de 20 dias, afetando cada vez mais as culturas ainda em campo. “A colheita segue com produções abaixo do estimado, especialmente nas que forma semeadas mais cedo”. O avanço da colheita também revela quebra produtividade devido à falta de chuvas na região Noroeste, onde boa parte dos produtores está acionando o seguro agrícola. Já nas regiões Oeste e Centro-Oeste o tempo seco ajuda a colheita e as produtividades estão boas nestas primeiras áreas. Porém, também se espera uma redução na produtividade final devido à má distribuição das chuvas. Na região Sudoeste a colheita progride bem e de maneira adiantada em relação ao ano anterior. Outra região que avança nos trabalhos é a Sul, onde as produtividades estão acima do esperado. 

SEAB-PR/DERAL

 

ECONOMIA/INDICADORES

 

Dólar tem leve alta e supera os R$5,43

O dólar fechou a terça-feira em leve alta ante o real, com investidores evitando mudar posições de forma radical antes da decisão de quarta-feira do Copom sobre juros, enquanto no exterior a moeda norte-americana perdeu força após números abaixo do esperado do varejo dos Estados Unidos

 

O dólar à vista encerrou o dia cotado a 5,4339 reais na venda, em alta de 0,22%. Esta é a maior cotação de fechamento desde 4 de janeiro de 2023 -- início do governo Lula -- quando encerrou a 5,4513 reais. Em junho, a divisa acumula elevação de 3,48%. Às 17h05, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,13%, a 5,4375 reais na venda. O cenário mudou ainda na primeira hora de negócios, com o dólar perdendo força no exterior e no Brasil após a divulgação de dados do varejo dos EUA. O Departamento de Comércio informou que as vendas no varejo norte-americano aumentaram 0,1% no mês passado, após uma queda revisada para baixo de 0,2% em abril. Economistas consultados pela Reuters previam que as vendas no varejo aumentariam 0,3% em maio. No restante do dia, porém, a moeda norte-americana se manteve próxima da estabilidade, até reacelerar um pouco antes do fechamento, com investidores à espera da decisão de quarta-feira do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. As apostas majoritárias no mercado de renda fixa são de manutenção da taxa básica Selic em 10,50% ao ano. Conforme profissionais ouvidos pela Reuters, mais do que a decisão em si o mercado quer saber como serão os votos dos nove integrantes do Copom. “As incertezas fiscais e as incertezas em relação ao BC estão prejudicando muito os preços de ativos financeiros. Inclusive, a moeda brasileira se desvaloriza mais do que a própria moeda argentina, sendo que a situação da economia argentina é infinitamente pior que a brasileira”, pontuou pela manhã Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master, em comentário enviado a clientes. “Enquanto não vier uma luz da equação fiscal, sobre como o governo vai cumprir o arcabouço sem ficar apenas pressionando a arrecadação tributária, e sem uma luz sobre o que será o novo BC, quem será o presidente e qual será a linha que vai ser seguida, o mercado segue com esta incerteza”, acrescentou. Em meio à expectativa pelo Copom, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva retomou pela manhã as críticas ao presidente do BC, Roberto Campos Neto, acusando-o de trabalhar para prejudicar o Brasil. “O presidente do Banco Central não demonstra nenhuma capacidade de autonomia, tem lado político e, na minha opinião, trabalha muito mais para prejudicar o país do que para ajudar", disse.

Reuters

 

Petrobras sobe 3% e impulsiona Ibovespa na véspera do Copom 

Agentes seguiram atentos ao cenário doméstico, em dia de críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto 

 

O Ibovespa avançou na véspera da decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, beneficiado pela queda dos juros americanos e pelo avanço das ações da Petrobras (as ordinárias subiram 3,36% e as preferenciais, 3,13%), após a empresa realizar acordo para encerrar pendências com o Carf. Agentes seguiram atentos, ainda, ao cenário doméstico, em dia marcado por críticas do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e à condução da política monetária. No fim do dia, o índice subiu 0,41%, aos 119.631 pontos. O volume financeiro negociado na sessão (até as 17h50) foi de R$ 14,01 bilhões no Ibovespa e R$ 18,59 bilhões na B3. Em Nova York, o S&P 500 subiu 0,25%, aos 5.487 pontos, Dow Jones fechou em alta de 0,15%, aos 38.834 pontos e Nasdaq teve leve alta de 0,03%, aos 17.862 pontos. Dados de atividade abaixo do esperado nos Estados Unidos deixaram investidores globais mais otimistas em relação ao cenário de juros por lá e beneficiaram ativos de risco, como a bolsa brasileira. Com isso, pesquisa mensal realizada pelo Bank of America (BofA) mostrou gestores latino-americanos mais pessimistas com os ativos locais. De acordo com a enquete, 7% dos consultados acreditam que o Ibovespa vai superar os 140 mil pontos no fim do ano, o número mais baixo desde que essa pergunta começou a ser feita, em setembro do ano passado, e uma queda ante os 19% que acreditavam nesse cenário em maio. Quanto aos juros, a maioria dos participantes acredita que o Banco Central irá pausar o ciclo de cortes com a taxa Selic ainda em dois dígitos, e que eventuais novas reduções devem depender do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos). “Mas as opiniões em relação à Selic ‘terminal’ são mistas”, diz a nota do banco. Enquanto 27% acreditam que o ciclo terminará com a taxa no patamar atual, de 10,50% ao ano, 20% projetam uma Selic abaixo de 9% no fim do período de flexibilização monetária. O setor em que os gestores estão mais comprados (que apostam na alta) é o de serviços públicos (“utilities”), seguido pelo financeiro. Já os de consumo discricionário e materiais são os vistos com menos otimismo pelos participantes. E o nível de caixa dos respondentes subiu para 6,2%, ante 5,1% em maio e ligeiramente acima da média histórica. “Os níveis de tomada de risco e de proteção continuam próximos da média histórica”, afirma o BofA.

Valor Econômico

 

BNDES teve queda em consultas por empréstimos, diz Mercadante

As consultas por empréstimos do BNDES perderam força recentemente, disse o presidente do banco, Aloizio Mercadante, que apontou ruídos fiscais e políticos momentâneos como possíveis causas para o ritmo menor. A tragédia no sul do país e os esforços para minimizar o desastre também foram apontados como uma possível razão.

 

“Até maio, as aprovações subiram mais de 90% e os desembolsos 27%, mas sentimos uma redução no ritmo das consultas. Tem a ver com todo esse ruído (no país)”, disse Mercadante a jornalistas após participar, na sede do banco, de um evento sobre mudanças climáticas e experiência internacionais que possam ajudar na reconstrução do Rio Grande do Sul. “Nosso foco hoje é o Rio Grande do Sul e isso também alterou um pouco a dinâmica “, adicionou ele, ao lembrar que o banco adotou medidas para ajudar governos e empresas do Estado. Mercadante frisou que desde o ano passado as consultas vinham em trajetória ascendente e, no 1º trimestre de 2024 avançaram quase 70%. O presidente do BNDES acredita que os ruídos, que criaram um grau de desconfiança semelhante ao início do governo, irão passar, uma vez que os indicadores da economia melhoraram. Ele citou dados do mercado de trabalho, oferta de crédito, exportações e inflação. “Estamos falando (agora) de um ruído político mesmo. Quando chegamos ao governo diziam que o Brasil não ia crescer ou crescer só 0,8%, que inflação não ia ter controle. Depois o mercado disse que se surpreendeu. Acho que vai ficar surpreso de novo porque os dados são fortes e consistentes “, afirmou ele. “Temos um problema fiscal, mas nós, EUA, UE, Japão. As principais economias do mundo hoje, com a transição climática e desastres naturais, exigem mais esforços dos Estados, além de desacoplamento da economia da China “, acrescentou. No entanto, apesar da inflação mais baixa, Mercadante voltou a fazer críticas à política monetária brasileira. Segundo ele, o modelo brasileiro precisa ser reavaliado uma vez que o país ainda tem a segunda taxa real de juros mais alta do mundo. “Com todas as melhoras macro ainda temos a segunda taxa real de juros do planeta. Disse ao presidente do BC no último debate que tivemos: temos que analisar a fundo esse modelo, porque precisa ser repensado “, disse Mercadante a jornalistas. “Não sei se tem margem de manobra para isso no curto prazo; acho que não “, acrescentou.

Reuters

 

Brasil alcança a marca de US$ 153 bilhões em exportações de janeiro até a segunda semana de junho

A balança comercial parcial de junho, até a segunda semana, registrou saldo positivo de US$ 3,3 bilhões, resultado de um total de US$ 14,2 bilhões nas exportações, e US$ 10,9 bilhões nas importações

 

A corrente de comércio no período foi de US$ 25 bilhões. Os resultados foram divulgados na segunda-feira (17/06) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC). Somente na 2ª semana, foram US$ 6,9 bilhões de exportações e US$ 4,9 bilhões de importações, resultando em um superávit de US$ 1,9 bilhão, com corrente de comércio de US$ 11,8 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 153 bilhões e as importações, US$ 113,8 bilhões, com saldo positivo de US$ 39,2 bilhões e corrente de comércio de US$ 266,8 bilhões. Nas exportações, comparadas as médias até a 2ª semana de junho/2024 (US$ 1,4 bilhão) com a de junho/2023, houve crescimento de 0,7%. Em relação às importações houve crescimento de 16,9% no mesmo período (US$ 1,08 bilhão contra US$ 929,69 milhões). Assim, até a 2ª semana de junho/2024, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2,5 bilhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 332,98 milhões. Comparando-se este período com a média de junho/2023, houve crescimento de 7,1% na corrente de comércio. No acumulado até a 2ª semana do mês de junho/2024, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 26,46 milhões (7,0%) em Agropecuária; crescimento de US$ 13,97 milhões (5,0%) em Indústria Extrativa e queda de US$ 25,13 milhões (-3,4%) em produtos da Indústria de Transformação. No acumulado até a 2ª semana do mês de junho/2024, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 9,11 milhões (62,0%) em Agropecuária; queda de US$ 1,48 milhão (-2,6%) em Indústria Extrativa e crescimento de US$ 149,33 milhões (17,6%) em produtos da Indústria de Transformação.

Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

 

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