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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 638 DE 12 DE JUNHO DE 2024


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 4 | nº 638 | 12 de junho de 2024


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL

 

BOVINOS

 

Boi gordo: estabilidade na arroba se mantém em várias praças do País

Animal destinado ao mercado de SP vale R$ 217/@, enquanto a vaca e a novilha gordas saem por R$ 195/@ e R$ 210/@, respectivamente (preços brutos e a prazo), informa a Scot Consultoria. No Paraná o boi vale R$210,00 por arroba. Vaca a R$190,00. Novilha a R$200,00. Escalas de abate de onze dias.

 

O mercado físico do boi gordo continua operando devagar, com frigoríficos poucos agressivos nas compras, devido às escalas de abate ainda relativamente confortáveis, e os pecuaristas bastante descontentes com os preços da arroba, em baixa por causa do movimento de desova da safra. Embora o viés continue de baixa, as cotações dos animais terminados seguem estáveis neste início de semana na maioria das praças brasileiras. Pelos dados apurados pela Scot Consultoria, o valor do boi gordo “comum”, assim como as cotações da vaca, novilha e do “boi-China”, andaram de lado nesta terça-feira no Estado de São Paulo, uma das principais referências no mercado pecuário brasileiro. O animal destinado ao mercado doméstico paulista continua valendo R$ 217/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 195/@ e R$ 210/@, respectivamente (preços brutos e a prazo), de acordo com a Scot. O “boi-China”, por sua vez, é vendido por R$ 220/@ nos balcões de São Paulo, com ágio de R$ 3/@ sobre o animal “comum”, acrescentou a consultoria. A equipe de analistas da Agrifatto chama a atenção para o atual movimento de valorização da arroba na bolsa B3 e, no mercado físico, para a (embora ainda pequena) redução nas escalas de abate, além do forte aquecimento dos embarques de carne bovina brasileira. Tais fatores podem ajudar a reverter a tendência de baixa na arroba. Preços dos animais terminados apurados pela Agrifatto: São Paulo — O “boi comum” vale R$215,00 a arroba. O “boi China”, R$225,00. Média de R$220,00. Vaca a R$195,00. Novilha a R$205,00. Escalas de abates de quinze dias; Minas Gerais — O “boi comum” vale R$195,00 a arroba. O “boi China”, R$200,00. Média de R$197,50. Vaca a R$180,00. Novilha a R$190,00. Escalas de abate de dezessete dias; Mato Grosso do Sul — O “boi comum” vale R$210,00 a arroba. O “boi China”, R$215,00. Média de R$212,50. Vaca a R$190,00. Novilha a R$200,00. Escalas de abate de dez dias; Mato Grosso — O “boi comum” vale R$200,00 a arroba. O “boi China”, R$200,00. Média de R$200,00. Vaca a R$185,00. Novilha a R$190,00. Escalas de abate de dez dias; Tocantins — O “boi comum” vale R$195,00 a arroba. O “boi China”, R$200,00. Média de R$197,50. Vaca a R$175,00. Novilha a R$180,00. Escalas de abate de quinze dias; Pará — O “boi comum” vale R$195,00 a arroba. O “boi China”, R$200,00. Média de R$197,50. Vaca a R$175,00. Novilha a R$180,00. Escalas de abate de dezoito dias; Goiás — O “boi comum” vale R$195,00 a arroba. O “boi China/Europa”, R$200,00. Média de R$197,50. Vaca a R$180,00. Novilha a R$190,00. Escalas de abate de quinze dias; Rondônia — O boi vale R$185,00 a arroba. Vaca a R$170,00. Novilha a R$175,00. Escalas de abate de catorze dias; Maranhão — O boi vale R$195,00 por arroba. Vaca a R$175,00. Novilha a R$175,00. Escalas de abate de doze dias;

Scot Consultoria/Portal DBO/S&P Global/AGRIFATTO

 

Exportação de carne bovina cresceu 43% de janeiro a maio 

Vendas para o exterior atingiram o 2º melhor resultado da história em maio deste ano, com 274.013 toneladas, segundo a ABRAFRIGO

 

A receita com as vendas não subiu na mesma proporção devido à queda do preço da carne para os principais clientes brasileiros. As exportações de carne bovina, tanto in natura quanto processadas, aumentaram 43% no período de janeiro a maio de 2024. O Brasil registrou crescimento nas vendas ao exterior em todos os 5 primeiros meses deste ano em comparação com 2023. Ao todo, já foram exportados 1,2 bilhão de quilos do produto. Em maio, o setor registrou o 2º maior volume da história, com 274 milhões de quilos de carne vendidos ao exterior. O resultado fica atrás apenas de dezembro do ano passado, quando o país exportou 282,5 milhões de quilos. Os dados são da Abrafrigo (Associação Brasileira de Frigoríficos), a partir da compilação dos números finais da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) e do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços). Apesar do crescimento no volume exportado, a receita com as vendas não acompanhou o mesmo patamar. Enquanto as exportações cresceram 43%, a receita subiu 26% ante o registrado nos 5 primeiros meses de 2023. Essa diferença entre as margens é explicada pela renegociação de preços com os principais clientes do Brasil. Segundo a Abrafrigo, o preço médio por tonelada de carne bovina negociada para a China, principal parceira comercial do Brasil nesse setor, foi de US$ 5.010 em 2023. Neste ano, caiu para US$ 4.440. Com os EUA, 2º maior comprador de carne bovina brasileira, o cenário é o mesmo. Em 2023, os norte-americanos pagaram uma média de US$ 4.430 por tonelada. Em 2024, o preço médio foi para US$ 2.830. Os 4 maiores parceiros comerciais do Brasil na exportação de carne bovina em 2024 são: China: 476.267 toneladas; EUA: 180.145 toneladas; Emirados Árabes: 85.624 toneladas; e Chile: 38.497 toneladas.

Poder360


SUÍNOS


Altas no mercado de suínos na terça

De acordo com a Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo teve aumento de 2,33%, com preço médio de R$ 132,00, enquanto a carcaça especial subiu 1,94%, fechando em R$ 10,50/kg, em média

 

Segundo informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à segunda-feira (10), houve aumento de 2,75% em Minas Gerais, chegando a R$ 7,09/kg, avanço de 1,24% no Paraná, com preço de R$ 6,55/kg, tímida alta de 0,16% no Rio Grande do Sul, valendo R$ 6,30/kg, incremento de 1,95% em Santa Catarina, alcançando R$ 6,27/kg, e valorização de 1,18% em São Paulo, fechando em R$ 6,86/kg. 

Cepea/Esalq

 

Abertura do mercado sul-coreano para subprodutos suínos destinados à alimentação animal

Em 2023, a Coreia do Sul foi o oitavo maior destino das exportações de produtos agrícolas brasileiros, com valor total de mais de US$ 3,37 bilhões

 

O governo brasileiro recebeu, com satisfação, a decisão da Coreia do Sul de aceitar o Certificado Sanitário Internacional (CSI) para exportação de gordura e de proteínas processadas de suínos destinadas à alimentação animal. Trata-se da terceira abertura de mercado na Coreia do Sul para produtos agrícolas brasileiros neste ano. Em abril, o país autorizou a exportação de subprodutos de origem animal - farinhas e gorduras de aves - e de dez tipos de produtos à base de camarão. A nova abertura contempla demanda da Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA) e suas empresas associadas, bem como de importadores coreanos que preveem expansão da indústria coreana de rações, a fim de atender ao crescimento do número de animais domésticos na Ásia. Em 2023, a Coreia do Sul foi o oitavo maior destino das exportações de produtos agrícolas brasileiros, com valor total de mais de US$ 3,37 bilhões. Com a recente abertura, o agronegócio brasileiro alcançou sua 145ª expansão comercial em 51 países desde o início do ano passado. Em 2024, já foram abertos 67 novos mercados em 29 países.

MAPA

 

FRANGOS

 

Frango: cotações estáveis ou com altas

De acordo com a Scot Consultoria, o valor do frango na granja em São Paulo ficou estável, custando, em média, R$ 4,80/kg, enquanto a ave no atacado subiu 0,78%, fechando em R$ 6,45/kg, em média

 

Na cotação do animal vivo, o valor não mudou em Santa Catarina, valendo R$ 4,38/kg, assim como no Paraná, valendo R$ 4,35/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à segunda-feira (10), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado subiram 0,14%, valendo, respectivamente, R$ 7,12/kg e R$ 7,37/kg. 

Cepea/Esalq 

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Paraná exporta US$ 9,52 bilhões nos cinco primeiros meses de 2024

As exportações paranaenses somaram US$ 9,52 bilhões (R$ 51 bilhões na cotação atual) entre janeiro e maio de 2024, consolidando o Estado como o maior exportador da região Sul. O Paraná superou Santa Catarina, com vendas externas de US$ 4,59 bilhões, e Rio Grande do Sul, que registrou receitas da ordem de US$ 7,44 bilhões

 

Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), tabulados pelo Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social). Na pauta das mercadorias exportadas pelo Paraná, o destaque ficou com a soja em grão, responsável por vendas de US$ 2,4 bilhões, o que representa um quarto das exportações nos cinco primeiros meses do ano. A carne de frango in natura também teve uma boa participação, envolvendo negócios de US$ 1,51 bilhão, e o farelo de soja, com exportações de US$ 646 milhões. Além dos produtos do agronegócio, também foram relevantes as vendas ao mercado internacional de produtos manufaturados de alto valor agregado, como os óleos e combustíveis, com receitas de US$ 191 milhões, e os automóveis, cujas exportações totalizaram US$ 172 milhões no período, o que evidencia a diversificação da estrutura produtiva local. Nos cinco primeiros meses do ano, as mercadorias paranaenses desembarcaram em 204 destinos diferentes, alcançando diversos mercados não tradicionais, como Butão, Sri Lanka e Nepal. Mas o principal destino dos bens produzidos no Estado continua sendo a China, que absorveu 27% das vendas paranaenses ao Exterior, totalizando US$ 2,57 bilhões no período. Os Estados Unidos vêm na sequência, com aquisições equivalentes a 6,4% do total (US$ 608,6 milhões), e o México, destino de 4,3% das exportações do Paraná (US$ 404,88 milhões). A balança comercial do Paraná fechou em alta no período, com superávit comercial de US$ 2,2 bilhões, resultado da diferença entre os US$ 9,52 bilhões de receita de exportações e dos US$ 7,3 bilhões das importações estaduais. Os principais produtos importados pelo Paraná foram os óleos e combustíveis, que somaram US$ 808,21 milhões, adubos e fertilizantes, com US$ 599,18 milhões, e autopeças, com US$ 502 milhões.

Agência Estadual de Notícias

 

Colheita de milho do Paraná atinge 13% da área, em ritmo histórico, diz Deral

A colheita de milho do Paraná atingiu 13% da área total cultivada no Estado, avanço de seis pontos percentuais na comparação com a semana anterior, e segue bem à frente do índice registrado nos últimos anos nesta época, segundo números do Departamento de Economia Rural (Deral) publicados na terça-feira

 

O especialista do Deral Edmar Gervásio afirmou que o percentual apurado é um dos maiores para esta época, após o milho ter sido plantado antecipadamente e o tempo seco estimulado o amadurecimento precoce das lavouras, ainda que com redução das produtividades. Neste ritmo devemos fechar o mês de junho com mais de um terço colhido, o maior volume da história para a segunda safra de milho (nesta época)", disse Gervásio. Mas, ao final da safra, a colheita deverá ser menor do que o projetado, por conta de questões climáticas. "As lavouras ainda a colher mantém condições de campo estáveis comparado aos últimos 15 dias, isso pode indicar que as perdas de produção tendem a ser amenizadas", afirmou ele, acrescentando que, ainda assim, a estimativa de produção de 13,2 milhões de toneladas deverá ser revisada para baixo no levantamento do final do mês. A colheita de milho está concentrada na região oeste e centro-oeste do Estado, um dos maiores produtores do cereal do Brasil. "Estas duas regiões juntas têm 50% da área total plantada, que equivale a 1,2 milhão de hectares", notou. Em Mato Grosso, maior produtor brasileiro, a colheita também está em ritmo acelerado, apontou o Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea) na última sexta-feira. Com a colheita acelerada, os preços estão em baixa no Brasil, assinalou o Centro de Estudos avançados em Economia Aplicada (Cepea). No acumulado do mês, o recuo é de quase 2%, para 58,22 reais/saca, segundo indicador do centro de estudos da Esalq/USP para a região de Campinas (SP). O Deral apontou ainda que 82% da área prevista para o trigo na safra atual já está semeada, e que as condições estão boas para 83% do total cultivado.

Reuters

 

ECONOMIA/INDICADORES

 

Dólar ficou estável perto dos R$5,36 com exterior e receios com área fiscal

Após o forte avanço recente, o dólar à vista ensaiou um ajuste de baixa na terça-feira, mas acabou se reaproximando da estabilidade, puxado pela alta da moeda norte-americana no exterior, em um dia marcado ainda pela divulgação do IPCA de maio, que veio pior que o esperado

 

O dólar à vista encerrou o dia cotado a 5,3597 reais na venda, em leve alta de 0,06%. Este é o maior valor de fechamento desde 4 de janeiro de 2023, quando encerrou em 5,4513 reais. Em junho, a moeda acumula elevação de 2,07%. Às 17h19, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,13%, a 5,3710 reais na venda. Profissionais ouvidos pela Reuters citavam o avanço das cotações no exterior e a continuidade do mal-estar com o cenário fiscal brasileiro como motivos para que a moeda norte-americana não se sustentasse no território negativo no Brasil. “A despeito da forte valorização recente (do dólar), não termos tido um movimento sequer pontual de realização”, pontuou o diretor da assessoria de câmbio FB Capital, Fernando Bergallo. “O mercado está cada vez mais cético com esse papo de que o equilíbrio fiscal vai vir do aumento de arrecadação, sem redução de gastos”, acrescentou. Em meio ao avanço também no exterior, a moeda norte-americana à vista marcou a máxima de 5,3748 reais (+0,34%) às 14h28. Depois, as cotações se reaproximaram da estabilidade. Investidores demonstravam cautela antes da decisão de política monetária do Federal Reserve, na quarta-feira, quando o banco central norte-americano deve dar pistas sobre o futuro dos juros nos EUA. Na manhã de terça-feira, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,46% em maio. A leitura ficou acima da expectativa em pesquisa da Reuters, de um avanço de 0,42% no mês, e levou o IPCA a acumular em 12 meses alta de 3,93%, contra projeção de 3,89%. O centro da meta de inflação perseguida pelo Banco Central é de 3%.

Reuters

 

Ibovespa fecha em alta, mas cautela reduz volume antes de Fed

O Ibovespa fechou em alta na terça-feira, em pregão marcado por ajustes após duas sessões seguidas no vermelho, mas o volume financeiro continuou abaixo da média do ano, sem catalisadores para motivar posicionamentos mais expressivos

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,73%, 121.635,06 pontos, após renovar na véspera mínima desde meados de novembro do ano passado. O volume financeiro somando 18,1 bilhões de reais, de uma média diária de 23,69 bilhões de reais em 2024. A pauta relevante nos Estados Unidos na quarta-feira -- com dado de inflação ao consumidor e desfecho da reunião de política monetária -- corroborou com o tom mais cauteloso refletido no volume negociado na bolsa paulista. Não se espera mudança no juro nos EUA, mas agentes buscarão sinais sobre os próximos passos do Federal Reserve no comunicado que sairá ao término do encontro, bem como nas projeções econômicas e na coletiva de imprensa do chair Jerome Powell. "Considerando os dados econômicos e a dinâmica da inflação, há maior probabilidade de ouvirmos uma declaração 'hawkish' do Fed do que o contrário", afirmou a analista sênior Ipek Ozkardeskaya, do Swissquote Bank. Antes, porém, o índice de preços ao consumidor norte-americano tende a concentrar as atenções e pode ajudar a calibrar as últimas apostas para o resultado da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed. No noticiário brasileiro, conforme destacou a advisor e sócia da Blue3 Bruna Costa Centeno, o IPCA de maio acelerou a alta mais do que o previsto, mas ainda assim houve queda nas taxas de contratos de DI, o que ajudou as ações. Notícias sobre a MP do PIS/Cofins, para compensar a desoneração na folha de pagamento de determinados setores, também repercutiram, com o presidente do Senado afirmando no final da tarde que irá devolvê-la ao governo. De acordo com analistas do Itaú BBA, o Ibovespa mostra dificuldade para uma recuperação e permanece com risco de quedas acentuadas. A quarta-feira ainda será marcada pelo vencimento do contrato futuro do Ibovespa.

Reuters

 

Governo não insistirá com mudanças no PIS/Cofins, mas ainda não tem alternativa para compensar desoneração

O governo federal não vai insistir com a Medida Provisória que alterou a regra de créditos do PIS/Cofins, extremamente criticada, mas não há decisão ainda sobre o que será colocado no lugar, depois que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), decidiu pela devolução do texto

 

Editada pelo governo na semana passada, a MP altera regras quer permitiam a compensação do pagamento de outros impostos federais com créditos de PIS e Cofins. A intenção era cobrir a perda de arrecadação com a desoneração da folha de pagamento, com um aumento de 29 bilhões na arrecadação. As críticas do setor produtivo e a falta de qualquer apoio à medida no Congresso levaram à decisão, tomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de renunciar às mudanças no PIS/Cofins. Mais cedo, o próprio presidente havia indicado ao presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, que a MP não iria prosperar. O governo, no entanto, precisa propor um outro mecanismo que compense a desoneração, já que há uma decisão do Supremo Tribunal Federal que determina que o Congresso defina uma compensação pela manutenção da desoneração. De acordo com as fontes ouvidas pela Reuters, não existe ainda essa alternativa nem uma decisão de qual será o mecanismo legal. Está em análise uma nova MP, um projeto de lei com regime de urgência ou a inserção da compensação dentro do relatório do senador Jaques Wagner (PT-BA) sobre o projeto de desoneração. Segundo as fontes, caberá à equipe econômica refazer uma proposta que seja mais palatável ao Congresso e aos setores econômicos. Uma delas diz que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ainda apostava até segunda-feira que conseguiria negociar no Congresso as mudanças propostas. No entanto, depois de uma conversa com o presidente do Senado na segunda, Lula foi convencido de que a MP não teria chances de prosperar.

Reuters

 

IPCA sobe mais que o esperado em maio com impacto de enchente no RS e alta de serviços

A alta dos preços no Brasil foi mais intensa do que o esperado em maio, com os custos de alimentação intensificados pelas fortes chuvas no Rio Grande do Sul e a inflação de serviços pesando mais no bolso dos consumidores e mantendo o sinal de alerta

 

Em maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve alta de 0,46%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira. No mês anterior a alta havia sido de 0,38%. A leitura ficou acima da expectativa em pesquisa da Reuters de um avanço de 0,42% no mês e levou o IPCA a acumular em 12 meses alta de 3,93%, contra projeção de 3,89%. O centro da meta para a inflação, medida pelo IPCA, este ano é de 3,0%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. "Esse é o primeiro resultado que a gente claramente vê os impactos das fortes chuvas (no Rio Grande do Sul)", disse o gerente da pesquisa, André Almeida, destacando que Porto Alegre foi a área de abrangência apurada pela pesquisa com maior variação do IPCA em maio, de 0,87%. A capital gaúcha tem peso de 8% no índice de preços e, por conta das inundações que abalaram o Estado no final de abril e em maio, o IBGE explicou que a coleta da pesquisa não foi suspensa na região, mas as entrevistas por telefone, internet e email tiveram que ser intensificadas. As principais altas no Rio Grande do Sul em maio foram da batata-inglesa (23,94%), do gás de botijão (7,39%) e da gasolina (1,80%). "Como os efeitos da calamidade não se esgotaram, temos que ver os próximos efeitos. A tragédia afetou capacidade produtiva, logística, escoamento e outros, e isso será medido", completou o gerente da pesquisa. O resultado geral do IPCA em maio foi pressionado pelos preços dos alimentos e bebidas, que subiram 0,62% na comparação mensal, embora a alta tenha desacelerado ante a taxa de 0,70% de abril. A maior influência veio de tubérculos, raízes e legumes, que subiram 6,33%, com destaque para batata-inglesa, que exerceu o maior impacto individual sobre o índice geral com aumento de 20,61% devido à redução da oferta e à situação no Rio Grande do Sul. O segundo grupo que mais influenciou o resultado geral do IPCA foi o de habitação, com avanço de 0,67%, impulsionado pela alta de 0,94% da energia elétrica residencial após reajustes tarifários. A maior variação entre os grupos, por sua vez, foi registrada por saúde e cuidados pessoais, de 0,69%, com o aumento de 0,77% nos preços do plano de saúde e de 1,04% dos itens de higiene pessoal. Já a inflação de serviços passou a subir 0,40% em maio, de 0,05% no mês anterior, acumulando em 12 meses alta de 5,09%. O índice de difusão, que mostra o espalhamento das variações de preços, manteve-se em maio em 57%,

Reuters

 

Banco Mundial melhora previsão para crescimento do PIB do Brasil de 1,7% para 2%

Instituição espera que País cresça 2,2% em 2025, segundo relatório divulgado na terça; política fiscal brasileira pode ser entrave nos próximos dois anos, afirma documento

 

O Banco Mundial projeta que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil crescerá 2% este ano e 2,2% no próximo, segundo relatório de perspectivas econômicas globais, divulgado na terça-feira, 11. Em abril, a instituição havia previsto expansão de 1,7% em 2024 e 2,0% em 2025.

A expectativa é que o ritmo de crescimento do PIB diminua, depois do avanço de 2,9% em 2023, refletindo a colheita agrícola mais fraca em 2024 e o abrandamento na economia no segundo semestre do ano anterior. O Banco Mundial ainda espera novos cortes nas taxas de juros no Brasil à medida que a inflação caminha para a meta do Banco Central, de modo a apoiar o consumo privado e o investimento em 2025. Entretanto, após ter sido “amplamente favorável no ano passado”, avalia o Banco Mundial, a política fiscal brasileira pode ser um entrave no crescimento dos próximos dois anos. O crescimento econômico global vai acelerar levemente entre 2024 e 2025, avaliou ainda o Banco Mundial. O relatório aponta uma revisão para cima na projeção de crescimento mundial para 2024 na comparação com a edição divulgada em janeiro deste ano, passando de 2,4% para 2,6%. Para 2025, entretanto, não houve alteração, ficando em 2,7%, mesmo porcentual de crescimento projetado para 2026. “Apesar dos elevados custos de financiamento e do aumento de tensões geopolíticas, a atividade global firmou-se no início de 2024. Prevê-se que o crescimento global atinja um ritmo ligeiramente mais rápido este ano do que anteriormente esperado, devido principalmente à continuação sólida da expansão da economia dos EUA”, diz o texto. Estima-se que as economias em desenvolvimento cresçam 4%, em média, entre 2024 e 2025, um pouco mais devagar do que em 2023. Já entre economias de baixo rendimento, espera-se que o crescimento acelere para 5% em 2024, contra 3,8% em 2023. Nas economias avançadas, o crescimento deverá permanecer em 1,5% em 2024, antes de subir para 1,7% em 2025, afirma o Banco Mundial. “Quatro anos após as convulsões causadas pela pandemia, pelos conflitos, pela inflação e pelo aperto monetário, parece que o crescimento econômico global está estabilizando”, disse Indermit Gill, economista-chefe e vice-presidente sênior do Banco Mundial.

O Estado de São Paulo

 

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