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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 625 DE 23 DE MAIO DE 2024


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 4 | nº 625 | 23 de maio de 2024


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL

 

BOVINOS

 

Boi gordo: cotações estáveis em São Paulo

Após a queda registrada na terça-feira, o mercado paulista do boi gordo ficou estável na quarta-feira (21/5), relatou a Scot Consultoria. No Paraná, o boi vale R$215,00 por arroba. Vaca a R$195,00. Novilha a R$205,00. Escalas de abate de onze dias

 

“Com a oferta (de boiadas gordas) ainda grande, os preços da arroba continuam pressionados”, ressaltou a Scot. Segundo a consultoria, as indústrias de São Paulo estão compondo as escalas com relativa facilidade. Apesar da continuidade da pressão baixista, o boi gordo paulista segue cotado em R$ 225,00/@, a vaca em R$ 203,00/@ e a novilha em R$ 213,00/@ (preços brutos e a prazo), de acordo com a Scot. O “boi China” está sendo negociado em R$ 227,00/@, com ágio de R$ 2,00/@. Preços dos animais terminados apurados pela Agrifatto na última terça-feira (21/5): São Paulo — O “boi comum” vale R$215,00 a arroba. O “boi China”, R$230,00. Média de R$222,50. Vaca a R$205,00. Novilha a R$215,00. Escalas de abates de catorze dias; Minas Gerais — O “boi comum” vale R$195,00 a arroba. O “boi China”, R$205,00. Média de R$200,00. Vaca a R$180,00. Novilha a R$190,00. Escalas de abate de catorze dias; Mato Grosso do Sul — O “boi comum” vale R$210,00 a arroba. O “boi China”, R$220,00. Média de R$215,00. Vaca a R$195,00. Novilha a R$205,00. Escalas de abate de onze dias; Mato Grosso — O “boi comum” vale R$200,00 a arroba. O “boi China”, R$210,00. Média de R$205,00. Vaca a R$185,00. Novilha a R$195,00. Escalas de abate de catorze dias; Tocantins — O “boi comum” vale R$200,00 a arroba. O “boi China”, R$210,00. Média de R$205,00. Vaca a R$180,00. Novilha a R$185,00. Escalas de abate de quinze dias; Pará — O “boi comum” vale R$200,00 a arroba. O “boi China”, R$210,00. Média de R$205,00. Vaca a R$180,00. Novilha a R$185,00. Escalas de abate de quinze dias; Goiás — O “boi comum” vale R$195,00 a arroba. O “boi China/Europa”, R$205,00. Média de R$200,00. Vaca a R$180,00. Novilha a R$190,00. Escalas de abate de catorze dias; Rondônia — O boi vale R$190,00 a arroba. Vaca a R$175,00. Novilha a R$180,00. Escalas de abate de catorze dias; Maranhão — O boi vale R$200,00 por arroba. Vaca a R$175,00. Novilha a R$175,00. Escalas de abate de doze dias.

Scot Consultoria/Portal DBO/S&P Global/AGRIFATTO

 

Fiscais agropecuários aceitam proposta de carreira e encerram operação padrão

Movimento dos auditores pedia melhores condições de trabalho. Operação padrão dos auditores, iniciada em janeiro, será suspensa em todo o país a partir de hoje

 

Os auditores fiscais federais agropecuários aceitaram, com 68,5% dos votos na assembleia geral da quarta-feira (22/5), a proposta de reestruturação da carreira feita pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). O movimento dos auditores pedia melhores condições de trabalho a partir de uma reestruturação e da inclusão da carreira no ciclo de auditorias do Executivo federal. A partir da decisão em assembleia, a operação padrão, iniciada em janeiro, será suspensa em todo o país a partir de amanhã. No entanto, grande parte dos auditores segue demonstrando insatisfação com o governo e, em especial, com a condução do Ministério nas negociações. O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) reforça que seguirá acompanhando os desdobramentos de denúncias de assédio moral dentro de repartições do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e exonerações em massa de cargos de chefia. Além disso, os profissionais têm relatado a precarização das condições de trabalho, especialmente para aqueles que atuam em jornadas exaustivas em regiões de fronteira e em frigoríficos. O sindicato afirma que irá observar as medidas adotadas pelo Mapa quanto à estrutura de trabalho na área de defesa agropecuária.

Globo Rural 

 

Intenção de confinamento em Mato Grosso cresce 30,57% em 2024

A perspectiva de aumento na engorda intensiva se deve à redução nos custos da diária confinada, destaca o Imea

Os confinadores de Mato Grosso podem levar para os cochos 724,90 mil cabeças este ano, um aumento de 30,57% sobre o resultado consolidado de 2023 (555,18 mil cabeças), conforme o 1º levantamento das intenções de confinamento no Estado, realizado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). Dos confinadores entrevistados, 74,14% decidiram realizar a atividade ao longo de 2024. “Essa alta (de 30,6%) se deve à redução nos custos da diária confinada, que fechou abril/24 em R$ 12,21/cab/dia (operacional + alimentar), menor custo nos últimos três anos nos levantamentos realizados em abril”, justifica o Imea. A queda nos gastos da engorda, continua o Imea, foi influenciada, principalmente, pela maior desvalorização nos preços do milho em relação ao boi gordo, fortalecendo a relação de troca do pecuarista. Segundo o Imea, outro item que se tornou atrativo para os confinadores foi a retração do custo na aquisição de animais, uma vez que o ágio da arroba do boi magro sobre a arroba do boi gordo ficou em 7,60%, menor patamar dos últimos dez anos para o período.

No entanto, observa o Imea, a baixa lucratividade e o preço do boi gordo ainda são as principais preocupações entre os entrevistados.

Portal DBO

 

SUÍNOS

 

Estabilidade marcou o mercado de suínos na quarta-feira (22)

Segundo a Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo não mudou, com preço médio de R$ 133,00, e a carcaça especial baixou 0,97%%, fechando em R$ 10,20/kg, em média

 

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à terça-feira (21), houve aumento de 0,31% no Paraná, chegando a R$ 6,49/kg, e queda de 0,28% em São Paulo, atingindo R$ 7,02/kg. Os preços ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 7,27/kg), Rio Grande do Sul (R$ 6,27/kg) e Santa Catarina (R$ 6,31/kg). 

Cepea/Esalq

 

FRANGOS

 

Preço do frango no atacado em SP cai 0,81%

Segundo a Scot Consultoria, o valor do frango na granja em São Paulo ficou estável, custando, em média, R$ 4,80/kg, enquanto a ave no atacado cedeu 0,81%, fechando em R$ 6,15/kg, em média

 

Na cotação do animal vivo, o valor não mudou em Santa Catarina, com preço de R$ 4,40/kg, da mesma forma que no Paraná, com preço de R$ 4,34/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à terça-feira (21), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado não mudaram de preço, valendo, respectivamente, R$ 7,12/kg e R$ 7,34/kg.

Cepea/Esalq

 

GOVERNO

 

Parceiros internacionais demonstram interesse no programa de conversão de pastagens degradadas

Algumas iniciativas estão ligadas à criação de fundos e linhas de créditos especializadas com bancos de outros países. O plano do governo é recuperar 40 milhões de hectares de pastagens degradadas em dez anos

 

O Ministério da Agricultura monitora ao menos sete projetos com parceiros internacionais interessados em investir no Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (PNCPD). As ações já estão em andamento após rodadas de apresentação ao redor do mundo. Neste mês, a primeira parceria foi firmada com o governo japonês. Uma das iniciativas em construção é com o Banco Mundial, para a criação de uma linha de crédito em parceria com o Banco do Brasil com US$ 1,5 bilhão para o financiamento climático e de descarbonização. O Eximbank, banco de fomento da Coreia do Sul, também planeja criar um fundo com US$ 200 milhões para apoiar a conversão de pastagens degradadas em sistemas produtivos no Brasil. O Mubadala, um dos maiores fundos soberanos e de investimentos do mundo, mantém tratativas com o Banco do Brasil para "investimentos na conversão de 200 mil hectares para produção de combustíveis renováveis a partir de oleaginosas como a macaúba", disse a Pasta em relatório de 500 dias de governo, publicado nesta terça-feira (21/5). Em maio, o Brasil assinou o primeiro acordo para transferência de valores para iniciativas no âmbito do PNCPD. A Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) vai aportar US$ 400 milhões. Os juros serão corrigidos em Iene, moeda japonesa, e terão variação entre 1,7% a 2,4%. Os prazos de pagamento vão variar entre 15 e 40 anos com carência de 5 a 10 anos. Os japoneses ainda vão doar US$ 5 milhões para ações de pesquisa, desenvolvimento e inovação no campo. O Salic, fundo soberano da Arábia Saudita, e o KfW, banco de desenvolvimento da Alemanha, estão em tratativas para estabelecer mecanismos para empréstimo de recursos via Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Também há conversas com companhias privadas. A Cofco Group, trading chinesa com atuação no Brasil, tem "interesse no financiamento para a conversão de pastagens, com amortização em grãos, vinculados a critérios de baixo carbono e de sustentabilidade", disse o Ministério da Agricultura. O grupo está em tratativas para estabelecer parceria via BNDES e BB. Já a IHC (International Holding Company), holding dos Emirados Árabes Unidos com mais de 400 empresas no portfólio, informou interesse em ingressar no programa. O Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis pretende fomentar a conversão de 40 milhões de hectares de pastagens degradadas em áreas agricultáveis de alto rendimento ao longo dos próximos dez anos. A estimativa é que as ações custarão entre US$ 1,5 mil e US$ 3 mil por hectare para a recuperação das áreas, incluídas as iniciativas para correção de solos, aquisição de maquinário, implementação de sistemas agrícolas ambientalmente responsáveis e apoio a despesas operacionais. Os investimentos totais deverão se aproximar de US$ 120 bilhões.

Valor Econômico

 

EMPRESAS

 

JBS é multada por pagar propina a auditor

A Controladoria-Geral da União (CGU) aplicou uma multa de R$ 170,2 milhões à JBS por pagamentos indevidos a um auditor fiscal do Ministério da Agricultura, responsável pela fiscalização de um frigorífico da empresa em Mozarlândia (GO)

 

O objetivo da propina era agilizar a liberação de créditos tributários. A sanção decorre de um Processo Administrativo de Responsabilização (PAR) instaurado para investigar os depósitos realizados pela JBS na conta do auditor entre 2012 e 2017. Na época dos pagamentos, os irmãos Joesley e Wesley Batista faziam parte do conselho de administração da JBS. Eles se afastaram em 2017, mas retornaram à administração da empresa neste ano. Fontes da CGU revelaram que a JBS transferiu R$ 381.500 ao auditor em depósitos mensais. A investigação teve início com informações obtidas na Operação Conduta de Risco, deflagrada pela Polícia Federal em Goiás. Essa operação visava apurar o pagamento de R$ 160 milhões para acelerar a liberação de R$ 2 bilhões em créditos tributários para a JBS. O inquérito incluiu a quebra do sigilo bancário do auditor, identificando os depósitos feitos pela JBS e seus funcionários.

Folha de SP

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

BRF fecha contrato de fornecimento com o fundo árabe Salic

Objetivo é garantir a segurança alimentar na Arábia Saudita. Salic poderá adquirir até 200 mil toneladas de produtos da BRF por ano

 

A companhia de alimentos BRF firmou um contrato ontem (22/5) com o fundo árabe Saudi Agricultural and Livestock Investment Company (Salic) para fornecimento estratégico de produtos, no intuito de garantir a segurança alimentar na Arábia Saudita. "O contrato permite que a Salic adquira até 200 mil toneladas de produtos por ano sempre e quando haja um estado de emergência alimentar no Reino da Arábia Saudita", disse a BRF em comunicado. A BRF ressaltou que o preço a ser pago será determinado de acordo com os valores de mercado praticados com outros clientes. "A obrigação da companhia de vender produtos à Salic fica condicionada, dentre outros, à existência de plantas habilitadas para exportação à Arábia Saudita, de modo a não prejudicar o fornecimento de produtos da BRF a outros clientes naquele país", acrescentou. Embora a Salic seja um dos maiores acionistas na BRF, com uma fatia de 11,03% no capital da empresa brasileira, "não houve nenhuma participação da Salic ou de seus administradores na tomada de decisão pela BRF acerca da celebração do contrato".

Globo Rural 

 

ECONOMIA/INDICADORES

 

Dólar avança e termina acima de R$ 5,15 com exterior

Na avaliação de operadores e estrategistas, o cenário externo, com a ata do Fed mostrando um BC mais conservador e dados de inflação piores no Reino Unido deram espaço para a abertura das curvas de juros globais e para a moeda americana mais fortalecida 

 

O dólar comercial exibiu apreciação consistente, em um dia em que o real apresentou um dos quatro piores desempenhos da sessão, do ranking das 33 moedas mais líquidas. Na avaliação de operadores e estrategistas, o cenário externo, com a ata do Federal Reserve (Fed) mostrando um BC mais conservador e dados de inflação piores no Reino Unido deram espaço para a abertura das curvas de juros globais e para um dólar mais fortalecido. Além disso, houve menção à queda dos preços das commodities (tanto energéticas, quanto metálicas), que explicariam o pior desempenho de divisas ligadas a tais matérias-primas. A percepção de risco localmente, ainda, forneceu apoio adicional à moeda americana, em meio a declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre política monetária. Terminadas as negociações de hoje, o dólar comercial registrou alta de 0,78%, a R$ 5,1563. Já o euro comercial exibiu apreciação de 0,46%, a R$ 5,5796. O real também foi penalizado contra moedas emergentes, caindo 0,30% ante o peso mexicano e 0,38% contra o peso colombiano. Pela manhã, antes mesmo da abertura dos mercados locais, o dólar já exibia valorização no exterior. Depois dos recentes comentários mais conservadores dos integrantes do Federal Reserve (Fed), a moeda americana abandonou o movimento de depreciação que vinha apresentando ao longo do mês de maio. Para ajudar, hoje, a ata da última reunião do BC americano mostrou uma autarquia conservadora, com integrantes dispostos a voltar a subir os juros, caso o cenário indique necessidade. Além disso, dados mais fortes de inflação no Reino Unido (em especial do núcleo de inflação) alimentaram ainda mais o temor de que as taxas globais possam ficar elevadas por muito mais tempo para conter a alta de preços persistente. "Isso acaba gerando uma preocupação com a política monetária dos países desenvolvidos", diz o estrategista-chefe da EPS Investimentos, Luciano Rostagno. Segundo o executivo, nesse contexto de dados piores de inflação no Reino Unido e de Fed mais conservador, surge uma cautela que penaliza os preços das commodities. "Não vimos nenhum indicador econômico que justificasse essa desvalorização dos preços de commodities. Então, me parece estar mais atrelada à percepção de que o Fed pode sinalizar que o ciclo de corte de juros tende a demorar mais, portanto, vai ser necessário desacelerar mais a economia americana", afirma. "E nossa moeda é altamente correlacionada com os preços de commodities, então acabamos sentindo também."

Valor Econômico

 

Ibovespa recua e volta aos 125 mil pontos com alta dos juros

Falas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre a política monetária local, e a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed), lida pelo mercado como conservadora, impactaram os negócios

 

O Ibovespa registrou queda firme no pregão da quarta-feira (22), pressionado pela alta dos juros no Brasil e nos Estados Unidos. Falas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre a política monetária local, e a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed), lida pelo mercado como conservadora, impactaram os negócios. No fim do dia, o índice caiu 1,38%, aos 125.650 pontos. O volume financeiro negociado na sessão (até as 17h15) foi de R$ 20,94 bilhões no Ibovespa e R$ 25,80 bilhões na B3. Em Nova York, o S&P 500 recuou 0,27%, aos 5.307 pontos, Dow Jones fechou em queda de 0,51%, aos 39.671 pontos, e Nasdaq cedeu 0,18%, aos 16.801 pontos. Nova piora na percepção do cenário macro voltou a penalizar os juros, global e localmente, e pressionou o Ibovespa na sessão. Por aqui, destaque para declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre política monetária e meta de inflação. Enquanto nos EUA a ata da última reunião do Fed trouxe em sua discussão que “vários” dirigentes do Fed mencionaram a vontade de apertar adicionalmente os juros caso os riscos inflacionários se materializem e tornem essa ação apropriada. "É um cenário ingrato. O gatilho de alta da bolsa por queda adicional dos juros no Brasil foi no mínimo postergado, o que nos deixa ainda mais dependentes do exterior, para o bem ou para mal", opinou Fernando Fontoura, gestor da Persevera Asset Management. "A temporada de balanços não foi ruim, mas não foi boa o suficiente para voltar a trazer fluxo para a modalidade." O executivo notou que as ações da Petrobras, que ajudaram a sustentar o índice nas últimas semanas, pioraram após a troca de CEO e com a queda do petróleo; Vale, por sua vez, parece ter perspectivas um pouco melhores, em linha com o sentimento do mercado em relação à China, mas não consegue segurar o mercado por si só; e as domésticas seguem dependentes do cenário de juros. "Estamos mais conservadores."

Valor Econômico  

 

Governo piora estimativa de déficit fiscal para R$14,5 bi em 2024, mas prevê desbloqueio de verbas

Os ministérios do Planejamento e da Fazenda projetaram na quarta-feira que o governo central fechará 2024 com déficit primário de 14,5 bilhões de reais, equivalente a 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB), dentro da margem de tolerância estabelecida pelo arcabouço fiscal

 

As pastas ainda apontaram que 2,9 bilhões de reais atualmente bloqueados no Orçamento para respeitar regras fiscais poderão ser liberados após a ampliação do limite de despesas para o ano em 15,8 bilhões de reais, medida autorizada pelo arcabouço fiscal. A estimativa apresentada no relatório bimestral de receitas e despesas para o resultado primário é pior do que a última projeção oficial do governo, feita em março, que apontava para um déficit de 9,3 bilhões de reais. Como proporção do PIB, não houve mudança. A meta fiscal estabelecida para o ano é de déficit zero, com uma banda de tolerância de 0,25% do PIB, ou cerca de 29 bilhões de reais. De acordo com as pastas, se fossem considerados 13 bilhões de reais liberados para atendimento à calamidade pública no Rio Grande do Sul, o déficit ficaria em 27,5 bilhões de reais. No entanto, as verbas usadas no socorro ao Estado não são computadas para cumprimento da meta fiscal. Segundo os cálculos oficiais, a receita líquida do governo, que exclui transferência a Estados e municípios, deve ficar 6,3 bilhões de reais acima do patamar estimado em março, a 2,182 trilhões de reais. Nessa área, o governo prevê uma redução de 16,4 bilhões de reais na arrecadação administrada pela Receita Federal, na comparação com a estimativa de março, queda compensada com ganhos em dividendos e participações (14,3 bilhões de reais), arrecadação previdenciária (9,7 bilhões de reais) e exploração de recursos naturais (8,5 bilhões de reais). Em relação às despesas totais, a previsão do governo é de uma alta de 24,4 bilhões de reais em relação à estimativa de março, atingindo 2,209 trilhões de reais.

Reuters

 

Brasil tem fluxo cambial negativo de US$1,102 bi em maio até dia 17, diz BC

No acumulado do ano até 17 de maio, o Brasil registra fluxo cambial total positivo de 5,446 bilhões de dólares

 

O Brasil registrou fluxo cambial total negativo de 1,102 bilhão de dólares em maio até o dia 17, em movimento puxado pela via financeira, informou nesta quarta-feira o Banco Central. Os dados mais recentes são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. Pelo canal financeiro, houve saídas líquidas de 1,267 bilhão de dólares em maio até o dia 17. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Pelo canal comercial, o saldo de abril foi positivo em 165 milhões de dólares. Na semana passada, de 13 a 17 de maio, o fluxo cambial total foi negativo em 745 milhões de dólares. No acumulado do ano até 17 de maio, o Brasil registra fluxo cambial total positivo de 5,446 bilhões de dólares. No mesmo período do ano passado, o fluxo estava positivo em 11,550 bilhões de dólares.

Reuters

 

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