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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 606 DE 25 DE ABRIL DE 2024


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 4 | nº 606 | 25 de abril de 2024


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL

 

BOVINOS

 

Boi gordo: arroba permanece estável

Na quarta-feira (24/4), o mercado físico do boi gordo permaneceu com os preços estabilizados na maioria das regiões brasileiras, informou a Agrifatto. No Paraná, o boi vale R$225,00 por arroba. Vaca a R$200,00. Novilha a R$205,00. Escalas de abate de sete dias.

 

Na quarta-feira (24/4), o preço médio do boi gordo em São Paulo (média entre o valor do animal “comum” e o “boi-China) permaneceu em R$ 235/@. Nas outras 16 regiões acompanhadas pela Agrifatto, a média de preço da arroba sustentou em R$ 217,80, acrescenta a consultoria. Na terça-feira (23/4), pelos dados apurados pela Agrifatto, apenas uma das 17 praças acompanhadas registrou valorização na arroba do animal – a praça do Acre. Nas outras 16 regiões, as cotações permaneceram inalteradas. Segundo apuração da Scot Consultoria, com a oferta de fêmeas mais baixa em comparação com o alto volume disponível no começo deste ano, a ponta compradora tem enfrentado maior resistência na oferta de boiadas, em razão da pastagem continuar dando suporte para o pecuarista, o que permite vendas compassadas, colaborando com a firmeza nas cotações. Dessa forma, com escalas, em média, de 9 dias úteis, as cotações de todas as categorias de bovinos destinados ao abate estão estáveis na comparação com terça-feira, reforça a Scot. Pelos dados levantados pela Scot, a cotação do boi gordo destinado ao mercado interno paulista está em R$ 232/@, a da vaca gorda em R$ 205/@ e a da novilha gorda em R$ 220/@ (preços brutos e a prazo). A arroba do “boi-China” (base SP) está sendo negociada em R$ 235, com ágio de R$ 3/@ sobre o valor do animal “comum”. No mercado futuro, todos os contratos do boi gordo registraram desvalorização na terça-feira (23/4). O contrato com vencimento para maio de 2024 foi negociado a R$ 233,40/@, apresentando uma queda de 1,27% em comparação com o dia anterior. Varejo/atacado – Ao longo do período entre a última sexta-feira (19/4) até terça-feira (23/4), foram registradas reclamações sobre a lentidão no escoamento da carne com osso no Estado de São Paulo, resultando em um movimento fraco, tanto nas vendas nos balcões do varejo quanto nas distribuições do atacado de carne com ossos, informa a Agrifatto. “Na realidade, parece que não se trata tanto de uma questão de preços, mas sim de uma significativa redução no consumo, algo corriqueiro em segundas quinzenas de mês”, observa a consultoria. Preços dos animais terminados apurados pela Agrifatto na quarta-feira (24/4): São Paulo — O “boi comum” vale R$230,00 a arroba. O “boi China”, R$240,00. Média de R$235,00. Vaca a R$210,00. Novilha a R$220,00. Escalas de abates de nove dias; Minas Gerais — O “boi comum” vale R$215,00 a arroba. O “boi China”, R$225,00. Média de R$220,00. Vaca a R$190,00. Novilha a R$200,00. Escalas de abate de dez dias; Mato Grosso do Sul — O “boi comum” vale R$220,00 a arroba. O “boi China”, R$230,00. Média de R$225,00. Vaca a R$200,00. Novilha a R$205,00. Escalas de abate de sete dias; Mato Grosso — O “boi comum” vale R$210,00 a arroba. O “boi China”, R$220,00. Média de R$215,00. Vaca a R$190,00. Novilha a R$200,00. Escalas de abate de sete dias; Tocantins — O “boi comum” vale R$210,00 a arroba. O “boi China”, R$220,00. Média de R$215,00. Vaca a R$180,00. Novilha a R$190,00. Escalas de abate de nove dias; Pará — O “boi comum” vale R$210,00 a arroba. O “boi China”, R$220,00. Média de R$215,00. Vaca a R$180,00. Novilha a R$190,00. Escalas de abate de dez dias; Goiás — O “boi comum” vale R$215,00 a arroba. O “boi China/Europa”, R$225,00. Média de R$220,00. Vaca a R$190,00. Novilha a R$200,00. Escalas de abate de oito dias; Rondônia — O boi vale R$190,00 a arroba. Vaca a R$175,00. Novilha a R$180,00. Escalas de abate de doze dias; Maranhão — O boi vale R$210,00 por arroba. Vaca a R$185,00. Novilha a R$185,00. Escalas de abate de onze dias.

Scot Consultoria/Portal DBO/S&P Global/AGRIFATTO

 

SUÍNOS

 

Preço do suíno vivo cede forte na quarta-feira (24)

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF ficou estável, custando, em média, R$ 118,00, assim como a carcaça especial cedeu 2,15%, com valor de R$ 9,10/kg

 

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à terça-feira (23), houve queda de 2,57% em Minas Gerais, chegando a R$ 6,06/kg, baixa de 6,39% no Paraná, valendo R$ 5,71/kg, recuo de 0,35% no Rio Grande do Sul, custando R$ 5,77/kg, retração de 0,69% em Santa Catarina, atingindo R$ 5,79/kg, e de 0,62% em São Paulo, fechando em R$ 6,37/kg.

Cepea/Esalq

 

FRANGOS

 

Quarta-feira (24) de quedas mais amenas para as cotações no mercado do frango

Com exceção para a ave viva em Santa Catarina e no Paraná, que ficaram com preços estáveis, houve perdas nas cotações nesta quarta-feira (24) em outras áreas do setor, mas mais sutis que nos dias anteriores

 

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável, valendo R$ 4,80/kg, enquanto o frango no atacado baixou 0,80%, valendo R$ 6,20/kg. Na cotação do animal vivo, o valor não mudou em Santa Catarina, com preço de R$ 4,43/kg, assim como no Paraná, com preço de R$ 4,48/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à terça-feira (24) o preço da ave congelada ficou estável em R$ 7,14/kg, e houve baixa de 0,14% no valor do frango resfriado, fechando em R$ 7,34/kg.

Cepea/Esalq

 

EMPRESAS

 

GTFoods projeta faturar R$ 4 bilhões em 2024

O grupo paranaense GTFoods abateu em 2023 cerca de 580 mil aves por dia, com uma produção de aproximadamente 325 mil toneladas de carne de frango no ano, o que contribuiu para o crescimento em torno de 15% no faturamento comparado a 2022, chegando a R$ 3,5 bilhões. Neste ano, a estimativa da empresa é manter o índice de aumento, com um faturamento previsto para R$ 4 bilhões.

 

“Nos três primeiros meses de 2024, a GTFoods já alcançou a meta trimestral estimada para o período. Comumente, o segundo semestre do ano tende a ser ainda melhor, de acordo com as tendências de vendas observadas ano a ano. Nosso objetivo para alcançar esse resultado é continuar investindo em mão de obra, processos automatizados e em máquinas eficientes para otimizar a cadeia produtiva”, destaca o CEO do grupo, Rafael Tortola. A GTFoods também estima uma alta na exportação em 2024, com crescimento de 12% comparado a 2023. No ano passado, a empresa teve um aumento de 10,4% no volume de vendas para o mercado externo, em relação a 2022, além de abrir cerca de dez novos mercados, incluindo as ilhas do Caribe. O número é maior que a média nacional, que ficou em 9%. A produção e comercialização de frango representa cerca de 90% do faturamento do grupo. Com sede em Maringá, a empresa possui aproximadamente 10 mil colaboradores e engloba as marcas Canção e Bellaves, além da Brasil Embalagens e da Lorenz, maior esmagadora de raiz de mandioca do Brasil, considerados os novos negócios da companhia. A GTFoods possui ainda habilitações para exportar para mais de 100 países. Tortola também explica que, neste ano, o grupo está investindo na comercialização de novos produtos porcionados, que são mais práticos para consumo, e no marketing esportivo. “O comportamento dos consumidores atualmente revela que as pessoas estão preferindo consumir alimentos mais práticos e rápidos para preparo. Por isso, lançamos uma linha de empanados de frango e batatas-palito como novidades deste primeiro trimestre no nosso mix de produtos. Além disso, também apostamos neste ano no patrocínio de clubes de futebol, para expandir nossa presença de marca. Nossa parceria foi firmada com o Santos FC e renovada com o Maringá FC. O objetivo é apoiar a equipe que representa nossa cidade e sermos reconhecidos nacionalmente”, finaliza o CEO.

Gazeta do Povo

 

MEIO AMBIENTE

 

Frigoríficos e atacadistas lançam protocolo de legalidade socioambiental no Cerrado

Conjunto de 11 critérios visa impedir a compra de carne de quem não adota boas práticas sociais e ambientais. Cadastro Ambiental Rural e Guia de Trânsito Animal serão critérios para avaliação socioambiental da cadeia de carne bovina no Cerrado

 

O Protocolo do Cerrado, um conjunto de 11 critérios negociado com frigoríficos e atacadistas para que comprem carne de quem não pratica ilegalidades sociais e ambientais, foi lançado na quarta-feira (24/4) depois de três anos de elaboração. É um instrumento voluntário.

Batizado de “Protocolo de monitoramento voluntário de fornecedores de gado no Cerrado”, a iniciativa procura garantir conformidade socioambiental na produção de compra de carne no Cerrado. O bioma é uma das áreas de maior biodiversidade de savana do mundo, reúne oito das principais bacias hidrográficas do Brasil e vem batendo recordes de desmatamento, além de episódios de conflitos sociais e registros de trabalho forçado. Começou a ser desenhado em 2020 pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) e as ONGs Proforest e a americana National Wildlife Federation (NWF), além de colaboração do WWF Brasil, da indústria alimentícia, do Ministério Público Federal (MPF) e entidades do setor pecuário. A padronização de critérios atraiu cinco frigoríficos - JBS, Minerva, Marfrig, Frigol e Masterboi - e três varejistas - Grupo Pão de Açúcar, Carrefour Brasil e Arcos Dorados, controladora do McDonald’s no Brasil. Os 11 critérios envolvem análises geoespaciais para avaliar se há sobreposição da área de criação de gado com regiões desmatadas, com conversão de vegetação nativa ou com áreas protegidas - terras indígenas, territórios quilombolas, unidades de conservação - e com áreas onde há embargos ambientais. Se o combate ao desmatamento na Amazônia está surtindo resultados, o Cerrado é o epicentro da derrubada. Pelos dados oficiais do Prodes Cerrado, de novembro, foram 11.011 quilômetros quadrados de corte raso entre agosto de 2022 a julho de 2023, aumento de 3% em relação ao ano anterior e 2 mil km2 a mais do apurado pelo Prodes Amazônia no mesmo período. Entre janeiro e março de 2024, o sistema Deter, que monitora em tempo real a alteração da cobertura vegetal, apontou 1.475 km2 de destruição no Cerrado, o patamar mais alto da série histórica. Boa parte disso se deve a licenças de desmatamento dadas pelos órgãos estaduais.

“O desmatamento no Cerrado precisa ser freado e ser sem adjetivos, legal ou ilegal”, disse a pesquisadora Mercedes Bustamante, professora titular da Universidade de Brasília e uma das maiores especialistas em Cerrado do Brasil, durante evento do Observatório do Meio Ambiente no Conselho Nacional de Justiça, em Brasília, ocorrido na segunda-feira. O Cerrado concentra 36% do rebanho brasileiro e mais de 63% da produção brasileira de grãos.

Globo Rural

 

GOVERNO

 

Mapa antecipa vacinação nos últimos cinco estados em busca do reconhecimento de território livre de febre aftosa sem vacinação

A meta é que o Brasil se torne totalmente livre de febre aftosa sem vacinação até 2026

 

O Ministério de Agricultura e Pecuária (Mapa), no dia 15 de abril, enviou aos estados de Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, o Ofício Circular nº 28/2024 antecipando a campanha de vacinação contra febre aftosa para o mês de abril, com a meta de conclusão até o dia 30, sem possibilidade de prorrogação. A decisão foi tomada pelo Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, após reunião com a equipe gestora do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PE-PNEFA) e avaliação das condições técnicas. A expectativa é que a antecipação da vacinação juntamente com a realização das demais ações descritas no PE-PNEFA resultem em avanço sanitário, colaborando para o reconhecimento do território brasileiro como livre de febre aftosa sem vacinação. Para realizar a transição de status sanitário, os estados e o Distrito Federal precisam atender aos critérios definidos no Plano Estratégico, que está alinhado com as diretrizes do Código Terrestre da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). A meta é que o Brasil se torne totalmente livre de febre aftosa sem vacinação até 2026. Além dos cinco estados do nordeste, também vacinam pela última vez até o dia 30 de abril, as unidades da Federação da Bahia, Maranhão, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Roraima, Sergipe e parte do estado do Amazonas.

MAPA

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Mais um frigorífico do Paraná é habilitado para exportar frango halal para a Malásia

A unidade da BRF em Dois Vizinhos se une à planta da Jaguafrangos, de Jaguapitã, na exportação para o país asiático. Em 2023 o Paraná enviou 5,2 mil toneladas de carne de frango à Malásia.

 

A unidade frigorífica da BRF em Dois Vizinhos, no Sudoeste do Paraná, foi habilitada pela Malásia para exportação de carne de frango halal ao país do Sudeste asiático. A confirmação foi feita pelo Departamento de Serviços Veterinários (DVS) e o Departamento de Desenvolvimento Islâmico (Jakim) da Malásia, e envolve outras três plantas brasileiras.

O anúncio ocorreu após missão e auditoria realizadas por funcionários daquele país ao Brasil, em outubro e novembro do ano passado. Além do Paraná, foram habilitadas duas unidades da BRF de Mato Grosso do Sul e Minas Gerais e uma da Vibra Agroindustrial, do Rio Grande do Sul. Atualmente, três unidades frigoríficas já exportam para aquele país: a Jaguafrangos, de Jaguapitã, no Paraná, e outras duas da BRF, em Mato Grosso e Minas Gerais. O crescimento reflete o reconhecimento e a confiança na qualidade da carne de frango halal produzida no Brasil. A Malásia é conhecida por suas rigorosas normas de qualidade e segurança alimentar, especialmente para produtos halal, que devem atender a criteriosas práticas de preparação, conforme a lei islâmica. No último ano, o Brasil exportou para a Malásia mais de 13,6 mil toneladas de carne de frango halal, somando cerca de US$ 20 milhões. O Paraná foi responsável por exportar 5,2 mil toneladas desse total, com a entrada de US$ 6,1 milhões no Estado. Com as novas plantas habilitadas, espera-se que esse volume possa dobrar, fortalecendo a posição do Brasil como um dos principais fornecedores de carne halal no mercado internacional.

Agência Estadual de Notícias

 

ECONOMIA/INDICADORES

 

Dólar sobe em dia de alta da moeda no exterior e avanço das taxas dos Treasuries

Após três sessões em baixa, o dólar à vista fechou a quarta-feira em alta ante o real, em sintonia com o avanço da moeda norte-americana no exterior e com a elevação das taxas dos Treasuries, em um dia de leilão de títulos nos Estados Unidos

 

O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,1492 reais na venda, em alta de 0,40%. Em abril, a divisa dos EUA acumula elevação de 2,66%. Às 17h03, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,20%, a 5,1485 reais na venda. A moeda norte-americana oscilou em alta ante o real durante praticamente toda a sessão, com investidores recompondo parte das posições compradas (no sentido de alta das cotações) no mercado futuro após os recuos recentes. No exterior, a moeda dos EUA também se mantinha com ganhos ante boa parte das demais divisas. Em meio à expectativa antes do leilão de 70 bilhões de dólares de títulos de cinco anos do Tesouro norte-americano, os yields atingiram as taxas máximas do dia pouco depois das 11h (horário de Brasília). No mercado à vista brasileiro, o dólar saiu de uma cotação mínima de 5,1247 reais (-0,07%) às 9h03 -- no início da sessão -- para uma máxima de 5,1727 reais (+0,86%) às 11h37, em meio à alta dos yields antes do leilão de títulos. Além da pressão altista para o dólar trazida pelo exterior, o mercado esteve atento à fala do diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante evento em São Paulo, sobre a busca da meta de inflação de 3%. “Do ponto de vista de diretor de Política Monetária, isto não é um tema... Meta não é para se discutir, é para se perseguir", afirmou, reforçando que a discussão sobre a viabilidade da meta de inflação não é feita no Copom e é um “não-tema”. Galípolo pontuou ainda que o regime de câmbio flutuante no Brasil tem absorvido as mudanças de precificação dos ativos -- fenômeno que ocorre na esteira da expectativa de que o Federal Reserve promova menos cortes de juros em 2024. Segundo o diretor, o momento parece ser “predominantemente de valorização do dólar”. Durante a tarde a moeda norte-americana se acomodou em patamares mais baixos ante o real, acompanhando a perda de força da divisa dos EUA também no exterior. Ainda assim, o dólar fechou em alta, perto dos 5,15 reais.

Reuters

 

Ibovespa fecha em queda, mas Vale atenua efeito de Treasury

O Ibovespa fechou em baixa na quarta-feira, mas com o avanço da Vale atenuando o efeito do movimento dos títulos do Tesouro norte-americano, enquanto agentes financeiros aguardam dados dos Estados Unidos para buscar mais pistas sobre os próximos passos do Federal Reserve.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,33 %, a 124.740,69 pontos. Na máxima do dia, o Ibovespa chegou a 125.472,55 pontos. Na mínima, a 124.555,92 pontos. O volume financeiro no pregão somou 20,09 bilhões de reais. Nos EUA, o rendimento do Treasury de 10 anos avançava a 4,6438% no final do dia, com a retomada da cautela antes de relevantes dados sobre a inflação norte-americana agendados para a sexta-feira. Um dia antes está previsto o PIB do primeiro trimestre da maior economia do mundo. O movimento dos títulos do Tesouro dos EUA tem sido acompanhado também pelo Banco Central no Brasil, que quer, segundo o seu diretor de Política Monetária, Gabriel Galípolo, "tempo" para entender como os reajustes na curva de juros norte-americana afetarão o mandato local de controle da inflação. O cenário externo combinado com as mudanças nas apostas sobre a Selic e o quadro fiscal ainda difícil no Brasil têm elevado as taxas dos contratos de DI, minando principalmente ações na bolsa paulista mais sensíveis a juros, como as do setor imobiliário ou as de empresas de consumo. Na visão do chefe da EQI Research, Luís Moran, a bolsa está sem uma tendência clara uma vez que as divulgações mais relevantes da semana estão reservadas apenas para os próximos dias. "Não tem nada de relevante (em termos de indicadores econômicos) saindo, então o mercado ficou meio que perdido", disse.

Reuters

 

Haddad entrega regulamentação da reforma tributária ao Congresso com alíquota estimada em 26,5%

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, entregou na quarta-feira o primeiro projeto de lei de regulamentação da reforma tributária sobre o consumo aos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

 

Em entrevista após a entrega, o Secretário da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, afirmou que a alíquota média estimada para o novo tributo é de 26,5%. De acordo com Haddad, o novo sistema poderá ampliar a base arrecadatória do governo e, com isso, permitir cobranças menores em relação ao modelo atual. "Hoje, nós temos uma alíquota de 34% e nós queremos baixar. Mas isso depende das exceções à regra e depende do sistema de digitalização para diminuir a evasão e aumentar a base tributária", disse. Haddad afirmou que "vários" alimentos foram incluídos na cesta básica com tributação zerada, com uma segunda fatia de itens ficando com alíquota reduzida, enquanto produtos "de luxo" terão a cobrança integral. O Ministério da Fazenda organizou uma entrevista coletiva para 10 horas de quinta-feira para detalhar o projeto. Na entrevista desta quarta, Haddad disse ser natural que pontos do texto passem por negociação, mas ponderou que a elaboração foi acompanhada de perto por representantes de Estados e municípios, o que pode facilitar a tramitação para aprovar o texto até o meio do ano --antes do recesso parlamentar e da campanha às eleições municipais. Ele acrescentou que um segundo projeto será enviado ao Congresso nas próximas semanas para regulamentar questões "administrativas" relacionadas aos Estados e municípios na reforma tributária. Ao dizer que o país aguarda há 40 anos por uma solução do "nosso caótico sistema tributário", Haddad citou estimativas que apontam para um incremento de 10% a 20% do Produto Interno Bruto (PIB) como efeito da reforma. Ele afirmou ainda que Lira tem demonstrado determinação de ajudar o país, ressaltando que todos os projetos da agenda econômica enviadas pelo governo ao Congresso receberam atenção.

Reuters

 

Confiança do consumidor do Brasil melhora em abril pelo 2º mês, mostra FGV

Os consumidores brasileiros mostraram mais otimismo em relação aos próximos meses e a confiança melhorou pelo segundo mês seguido em abril, mostraram dados da Fundação Getúlio Vargas divulgados na quarta-feira

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da FGV teve no mês alta de 1,9 ponto, chegando a 93,2 pontos e retornando ao nível visto em dezembro do ano passado. "A melhora da confiança no mês foi influenciada, principalmente, pelas expectativas para os próximos meses, enquanto a percepção sobre a situação atual ficou praticamente constante entre março e abril", disse em nota Anna Carolina Gouveia, economista da FGV IBRE. Em abril, o Índice de Situação Atual (ISA) recuou 0,1 ponto e foi a 80,6, enquanto o Índice de Expectativas (IE) avançou 3,1 pontos, a 102,2 pontos, maior nível desde dezembro de 2023 (102,5). Entre os quesitos que compõem o ICC, o que mede as perspectivas para as finanças futuras das famílias foi novamente o que apresentou a maior contribuição para a alta da confiança no mês, ao avançar 5,4 pontos, para 106,2 pontos, atingindo o maior nível desde agosto de 2023 (107,5 pontos). Gouveia ressaltou que, entre as faixas de renda, a alta da confiança ocorreu nas faixas mais baixas, sugerindo uma possível reversão da desaceleração iniciada no último trimestre do ano passado. "No entanto, com as limitações financeiras que muitas famílias enfrentam, ainda é cedo para confirmar uma tendência mais clara de recuperação da confiança nos próximos meses", disse ela.

Reuters

 

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