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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 586 DE 27 DE MARÇO DE 2024


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 4 | nº 586 | 27 de março de 2024


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL

 

BOVINOS

 

Boi gordo: reduzida chance de altas no final de março

A expectativa de redução no consumo interno de carne bovina no curtíssimo prazo coloca os frigoríficos em posição de cautela, comprando somente o necessário

 

As indústrias frigoríficas brasileiras continuam comprando boiadas gordas de maneira moderada, com a intenção de pressionar o valor da arroba, relatam os analistas da Agrifatto. Do lado de dentro das porteiras, porém, os pecuaristas tentam segurar a oferta para conter a pressão baixista, resultando em cotações estabilizadas e escalas de abate rondando em 10 dias úteis na média nacional, de acordo com levantamento da Agrifatto. Na B3, as valorizações voltaram a aparecer nos contratos futuros do boi, informa a consultoria. O vencimento para abril/24 terminou a segunda-feira (25/3) em 228,80/@, com ajuste positivo de 0,75% na comparação com o anterior. Na última semana útil do mês, geralmente o consumo interno de carne bovina é mais fraco, um reflexo do menor poder aquisitivo da população. Além disso, com a proximidade do feriado de “Sexta-feira Santa”, a demanda tende a diminuir, já que o período é marcado pela data religiosa que sugere o consumo de outras proteínas, como o peixe. Pelos dados da Scot Consultoria, na terça-feira, nas praças paulistas, a cotação da novilha gorda caiu R$ 3/@ na comparação diária, para R$ 217/@. Nas demais categorias, houve estabilidade nas cotações, acrescenta a Scot, ainda referindo-se aos negócios no Estado de São Paulo. Com isso, o boi gordo paulista segue valendo R$ 225/@, enquanto a vaca gorda está cotada em R$ 205/@ e o “boi-China” é negociado por R$ 235/@ (preços brutos e a prazo). Preços dos animais terminados apurados pela Agrifatto na sexta-feira (22/3): São Paulo — O “boi comum” vale R$215,00 a arroba. O “boi China”, R$235,00. Média de R$225,00. Vaca a R$205,00. Novilha a R$220,00. Escalas de abates de onze dias; Minas Gerais — O “boi comum” vale R$210,00 a arroba. O “boi China”, R$220,00. Média de R$215,00. Vaca a R$190,00. Novilha a R$200,00. Escalas de abate de doze dias; Mato Grosso do Sul — O “boi comum” vale R$210,00 a arroba. O “boi China”, R$220,00. Média de R$215,00. Vaca a R$195,00. Novilha a R$205,00. Escalas de abate de nove dias; Mato Grosso — O “boi comum” vale R$205,00 a arroba. O “boi China”, R$215,00. Média de R$210,00. Vaca a R$190,00. Novilha a R$195,00. Escalas de abate de nove dias; Tocantins — O “boi comum” vale R$210,00 a arroba. O “boi China”, R$220,00. Média de R$215,00. Vaca a R$185,00. Novilha a R$190,00. Escalas de abate de dez dias; Pará — O “boi comum” vale R$210,00 a arroba. O “boi China”, R$220,00. Média de R$215,00. Vaca a R$185,00. Novilha a R$190,00. Escalas de abate de onze dias; Goiás — O “boi comum” vale R$210,00 a arroba. O “boi China/Europa”, R$220,00. Média de R$215,00. Vaca a R$190,00. Novilha a R$200,00. Escalas de abate de nove dias; Rondônia — O boi vale R$190,00 a arroba. Vaca a R$180,00. Novilha a R$180,00. Escalas de abate de doze dias; Maranhão — O boi vale R$205,00 por arroba. Vaca a R$180,00. Novilha a R$185,00. Escalas de abate de onze dias;

Scot Consultoria/Portal DBO/S&P Global/AGRIFATTO

 

SUÍNOS

 

Preço do suíno vivo cai no PR, SC e MG

A terça-feira (26) foi de cotações estáveis ou em queda para o mercado de suínos. Segundo pesquisadores do Cepea, os preços médios da carne suína apresentam leve queda neste mês, em relação ao anterior

 

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF caiu 0,78%, custando, em média, R$ 127,00, enquanto a carcaça especial baixou 1,03%, com valor de R$ 9,60/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à segunda-feira (25), os preços ficaram estáveis no Rio Grande do Sul (R$ 6,15/kg) e em São Paulo (R$ 6,15/kg). Houve queda de 2,39% em Minas Gerais, chegando em R$ 6,54/kg, baixa de 0,47% no Paraná, atingindo R$ 6,33/kg, e de 0,65% em Santa Catarina, fechando em R$ 6,16/kg.

Cepea/Esalq

 

FRANGOS

 

Mercado do frango com baixa de 3,49% para a ave resfriada em São Paulo

A terça-feira (26) encerra com cotações estáveis ou com quedas para o mercado do frango. Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável, valendo R$ 5,00/kg, enquanto o frango no atacado cedeu 0,31%, valendo R$ 6,40/kg

 

Na cotação do animal vivo, Santa Catarina ficou sem referência de preço, enquanto no Paraná, o preço ficou inalterado, com valor de R$ 4,38/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à segunda-feira (25), a ave congelada ficou estável em R$ 7,28/kg, enquanto o frango resfriado cedeu 3,49%, fechando em R$ 7,18/kg.

Cepea/Esalq

 

CARNES

 

Agricultura reduz prazo para liberação de cargas de origem animal na exportação

O Ministério da Agricultura reduziu hoje, por meio de portaria, o prazo para inspeção e certificação de cargas agropecuárias de origem animal para exportação, atendendo a pleito do setor de proteína animal. A reivindicação do segmento exportador de carnes ocorreu em função da operação padrão realizada desde 22 de janeiro pelos auditores fiscais federais agropecuários, o que tem atrasado a liberação de cargas nos portos.

 

A Portaria 666, de 25/3/2024, assinada pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, encurtou os prazos de liberação dessas cargas. Assim, a emissão de certificados para exportação de produtos de origem animal deve ocorrer em no máximo quatro dias – anteriormente eram cinco dias. Já a emissão de certificados para exportação de produtos destinados à alimentação animal deve ser feita em cinco dias – antes eram 15 dias. Além disso, a portaria estabelece “autorização tácita” para exportação dos produtos. A medida veio em resposta à mobilização dos fiscais agropecuários, que têm liberado mercadorias para exportação em portos apenas no último dia do prazo regulamentar previsto pelo Ministério da Agricultura, tornando o processo moroso – a fiscalização não afeta a liberação de produtos perecíveis, cargas vivas, diagnóstico de doenças e pragas e programas de controle do ministério e emissão de certificados sanitários internacionais para animais de estimação. Para o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), que representa os auditores, a nova portaria encurtando os prazos é “preocupante”. Conforme nota da entidade divulgada hoje, a medida “fragiliza o controle sanitário brasileiro das mercadorias para exportação, uma vez que impõe, por meio da autorização tácita, a liberação de certificações internacionais ainda que os produtos não tenham sido auditados dentro dos prazos previstos pela nova portaria”. Ainda para o Anffa Sindical, a aprovação tácita “é considerada grave”, já que as cargas poderão ser exportadas “tacitamente, sem verificação, sem a garantia de atendimento aos requisitos acordados entre o Brasil e os países importadores, gerando questionamentos quanto à segurança dos produtos e à continuidade dos acordos comerciais”. O sindicato observa ainda que a aprovação tácita “não se enquadra nas condições impostas pelo Decreto nº 10.178/2019, visto que não há cerceamento das atividades econômicas dos estabelecimentos e que a certificação internacional é uma chancela oficial, em decorrência de acordos internacionais bi ou multilaterais, para a comprovação de verificação e atendimento dos requisitos sanitários acordados”. Ainda para o Anffa Sindical, a redução dos prazos “surge em um momento em que a carreira já sofre com questões ligadas à ausência de remuneração por insalubridade, ao acúmulo de horas extras de trabalho não remuneradas e afastamentos por razões de saúde”. A entidade critica ainda o Ministério da Agricultura, argumentando que, ao mesmo tempo que a pasta anuncia um déficit de 1,6 mil auditores em todo o País, “reduz os prazos para emissão de certificados, atendendo a interesses setoriais específicos, desconsiderando ainda pareceres técnicos da própria pasta que ressaltam a dificuldade administrativa e a complexidade das análises de verificação, indicando ser inviável para a carreira atender à diretriz”. Outro ponto crítico observado no comunicado da Anffa Sindical é o corte de R$ 12 milhões no orçamento da Defesa Agropecuária na última semana, “o que reforça o descaso com a atividade que protege o Brasil de ameaças agrícolas e que garante a qualidade e a segurança dos alimentos para importação e exportação”.

O Estado de SP 

 

EMPRESAS

 

Lucro da JBS recua no 4º tri, em resultado abaixo do esperado

A JBS registrou lucro líquido de 82,6 milhões de reais no quarto trimestre do ano passado, recuo de 96,5% na comparação com o último trimestre de 2022, conforme balanço divulgado na terça-feira.

 

A empresa afirmou que enfrentou desafios tanto internos quanto externos em 2023, "especialmente devido ao excesso global de aves no primeiro semestre e aos custos de produção ainda elevados, dado o alto preço dos grãos" e outros fatores. O resultado veio bem abaixo da expectativa média de analistas consultados em pesquisa da LSEG, que esperavam um lucro de 800,2 milhões de reais no período. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou 5,104 bilhões de reais no trimestre encerrado em dezembro, crescimento de 11,6% ano a ano, praticamente em linha com as expectativas de analistas. Em 2023, o Ebitda ajustado atingiu 17,1 bilhões de reais, queda de 50% em comparação com o ano anterior, afirmou a JBS. Mas a partir do segundo semestre, os resultados melhoraram com uma dinâmica de oferta e demanda mais favorável para carnes suínas e de aves na América do Norte, e para carnes de aves no Brasil, país de origem da JBS. Os preços dos grãos também caíram ao longo da segunda metade do ano, melhorando um pouco a perspectiva para a companhia, afirmou a JBS. No ano, a margem de Ebitda ajustada foi de 4,7%, segundo a empresa.

Reuters

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

PIB do Paraná cresce o dobro da média nacional em 2023, com alta de 5,8%

Agropecuária paranaense registrou expansão de 26,91%, serviços cresceram 4,18% e indústria registrou alta de 3,79%

 

O Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná cresceu o dobro da média nacional em 2023, de acordo com os dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) divulgados na segunda-feira (25). A economia paranaense cresceu 5,8% ao longo do ano, enquanto a brasileira teve alta de 2,9%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado paranaense também é superior ao desempenho de outros estados brasileiros que já divulgaram suas variações de PIB em 2023, como Minas Gerais, que segundo a Fundação João Pinheiro (FJP) teve aumento de 3,1%, e Ceará, que de acordo com o Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica (IPECE) registrou alta de 2,4% no mesmo período. Todos os setores da economia paranaense fecharam 2023 em alta. O desempenho geral, no entanto, foi puxado principalmente pelos resultados da agropecuária, que cresceu 26,91% no Estado no período – no ano passado, por exemplo, houve recorde na produção de proteína animal. Como base de comparação, a agricultura nacional, que também teve uma forte alta, fechou o ano com expansão de 15,1%. O setor de serviços do Paraná cresceu 4,18% e a indústria teve avanço de 3,79% em 2023. Mais uma vez, a economia paranaense esteve acima da média nacional em todos os segmentos, já que, de acordo com o IBGE, os serviços no Brasil subiram 2,4% e a indústria nacional registrou alta de 1,6%. Em valores monetários, o PIB paranaense chegou a R$ 665,65 bilhões, sendo R$ 355,08 bilhões gerados pelo setor de serviços, R$ 145,53 bilhões pela indústria e R$ 73,66 bilhões pela agropecuária, além de R$ 91,39 bilhões provenientes dos impostos. De acordo com o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, o índice paranaense, acima dos demais estados, demonstra o dinamismo da economia local. “O Índice de Atividade Econômica do Banco Central já apontava que o Paraná tinha sido o estado com o maior crescimento do País em 2023. Os dados do PIB só confirmam este movimento de alta acima dos padrões nacionais. Com um índice de desemprego em baixa e avanço real do salário médio, o Paraná mostra dinamismo na economia, com ganhos sociais à população”, afirma. No resultado apenas do 4º trimestre de 2023, o desempenho paranaense também ficou acima da média nacional. Nos últimos três meses do ano, a economia paranaense cresceu 4,87% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O índice nacional neste mesmo recorte foi de 2,1%. No final do ano, a economia do Estado foi puxada pelo bom desempenho industrial local. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a indústria do Paraná cresceu 8,02%, enquanto o setor industrial nacional subiu 2,9% no período. A agropecuária paranaense ainda teve alta de 4,4% e os serviços expandiram 3,92% no trimestre. No Brasil, a agricultura se manteve estável, sem variação, e o setor de serviços registrou alta de 1,9%.

Agência Estadual de Notícias

 

ECONOMIA/INDICADORES

 

Alta do IPCA-15 desacelera em março

O avanço do IPCA-15 voltou a desacelerar em março com a perda de força do impacto sazonal da educação, mas ainda ficou um pouco acima do esperado sob o peso dos preços de alimentação e bebidas

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) passou a subir 0,36% em março, de uma alta de 0,78% em fevereiro, em um resultado que ficou ligeiramente acima da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,32%. Os dados divulgados na terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram ainda que a taxa acumulada em 12 meses passou a uma alta de 4,14%, de 4,49% em fevereiro e expectativa de 4,10%. A meta para a inflação em 2024 é de 3,0%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, medida pelo IPCA. O mês de março foi marcado por uma desaceleração no avanço dos custos de Educação a 0,14%, de 5,07% em fevereiro, quando o grupo foi impactado pelos reajustes tradicionais de início do ano letivo. No entanto, o grupo de Alimentação e Bebidas pressionou o resultado com alta de 0,91%, ainda que tenha ficado abaixo da taxa de 0,97% vista em fevereiro, exercendo o maior impacto no índice do mês. A alimentação no domicílio subiu 1,04% em março, com aumentos dos preços da cebola (16,64%), do ovo de galinha (6,24%), das frutas (5,81%) e do leite longa vida (3,66%). O grupo Transporte acelerou a alta em março a 0,43%, de 0,15% no mês anterior, com a queda de 9,08% das passagens aéreas sendo compensada pela alta de 2,39% da gasolina. O etanol avançou 4,27% e os preços dos combustíveis como um todo subiram 2,41%. Já Saúde e cuidados pessoais registrou alta de 0,61% no período, de 0,76% em fevereiro, com avanços em saúde (0,77%), produtos farmacêuticos (0,73%) e itens de higiene pessoal (0,39%). A inflação vem sendo amplamente considerada sob controle no Brasil, com o Banco Central dando continuidade ao ciclo de afrouxamento monetário, ainda que venha ressaltando a necessidade de atenção ao aumento dos preços de serviços em meio a um mercado de trabalho aquecido. Na semana passada, o BC decidiu por nova redução de 0,50 ponto percentual na taxa Selic, a 10,75% ao ano, e encurtou sua indicação sobre cortes futuros ao citar uma ampliação de incertezas, afirmando que sua diretoria antevê corte na mesma intensidade apenas na próxima reunião, em maio. Na ata desse encontro divulgada nesta terça, a autoridade monetária apontou maior preocupação com uma possível pressão de salários sobre os preços no Brasil, também citando maior incerteza sobre a dinâmica de queda da inflação doméstica e sobre fatores do ambiente externo. A pesquisa Focus divulgada na terça-feira pelo Banco Central junto ao mercado mostra que a expectativa é de que o IPCA encerre este ano com alta acumulada de 3,75%, com a Selic a 9,00%.

Reuters

 

Dólar oscila em margens estreitas e fecha em alta de 0,20%

O dólar à vista fechou a terça-feira em alta ante o real, numa sessão em que as cotações voltaram a oscilar em margens estreitas no Brasil, após a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central e da inflação pelo IPCA-15 em março

 

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9839 reais na venda, em alta de 0,20%. Em março, a moeda norte-americana acumula alta de 0,25%. Às 17h04, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,20%, a 4,984 reais na venda. A agenda da terça-feira trouxe duas divulgações de importância no Brasil, ainda no início do dia. Em primeiro lugar, a ata do Copom indicou que alguns membros do colegiado avaliam que pode ser necessário reduzir o ritmo de cortes da taxa básica Selic, hoje em 10,75% ao ano. O documento reforçou a leitura de que o Copom tende a cortar a Selic em 50 pontos-base em maio, mas em apenas 25 pontos-base em junho. Em segundo lugar, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) desacelerou sua alta de 0,78% em fevereiro para 0,36% em março. Porém, o resultado deste mês ficou acima da expectativa de 0,32% do mercado, conforme pesquisa da Reuters. Esses dois fatores deram força às taxas futuras de juros durante todo o dia e chegaram a favorecer a queda do dólar ante o real no início da sessão, em meio à leitura de que uma Selic não tão baixa contribui para a atração de investimentos pelo Brasil. Às 9h02 -- no início da sessão, pouco após o anúncio do IPCA-15 e já após a divulgação da ata -- o dólar à vista marcou a cotação mínima de 4,9654 reais (-0,17%). Mas o movimento no câmbio não se sustentou. O dólar passou a subir ainda na primeira hora de negócios, embora as oscilações fossem contidas. “A ata do Copom veio em linha do que foi indicado na quarta-feira (quando o comunicado do colegiado foi divulgado). Apesar de o mercado demonstrar cautela, ela pouco influenciou o câmbio no Brasil”, pontuou Matheus Massote, especialista em câmbio da One Investimentos. Às 12h42, o dólar à vista marcou a máxima de 4,9947 reais (+0,41%). O movimento ocorreu enquanto, no exterior, a moeda norte-americana apresentava sinais mistos ante outras divisas. No fim da tarde, às 17h09, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,11%, a 104,330. Pela manhã, o BC vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados para rolagem dos vencimentos de junho.

Reuters

 

Ibovespa fecha quase estável com cena corporativa dividindo atenção com BC

MINERVA ON despencou 8,73%, a 6,59 reais. A empresa teve lucro líquido de 19,8 milhões de reais no quarto trimestre, após resultado negativo de 25,7 milhões sofrido no mesmo período de 2022, mas mostrou uma queda de quase 10% na receita líquida, pressionada pelos números da Argentina

 

O Ibovespa fechou praticamente estável na terça-feira, marcada por noticiário corporativo misto, com São Martinho e Localiza entre as maiores altas e Minerva e Casas Bahia entre os piores desempenhos, enquanto agentes financeiros também repercutiram a ata da última decisão de juros do Banco Central. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa registrou variação negativa de 0,05%, a 126.863,02 pontos. Na máxima do dia, subiu a 127.192,86 pontos. A ata da última reunião Comitê de Política Monetária (Copom) do BC brasileiro, na semana passada, quando a Selic passou para 10,75%, mostrou que alguns integrantes do colegiado avaliam que pode ser necessária uma redução no ritmo de cortes caso as incertezas se mantenham elevadas à frente. O Copom anunciou na última quarta-feira a sexta redução de 0,50 ponto percentual da taxa básica de juros e encurtou sua indicação sobre cortes futuros, prevendo outra redução desse mesmo valor apenas para a próxima reunião. Na visão de economistas do Bank of America, o risco de uma redução no ritmo de cortes da Selic a 0,25 ponto em junho "aumentou substancialmente". Ainda assim, eles reiteraram a previsão de que a taxa terminal neste ciclo de alívio monetária alcance 9,50% neste ano. Economistas do Itaú Unibanco destacaram que as autoridades do BC reforçaram que a alteração na sinalização futura não deve ser confundida com uma indicação de mudança na dimensão do ciclo de flexibilização. "Mas, posteriormente, em um trecho crucial -- parágrafo 23 --, o Copom ressaltou que novas divulgações de dados serão fundamentais para definir tanto o ritmo quanto, principalmente, a taxa terminal", notaram, mantendo a visão de uma taxa terminal de 9,25%, "embora também de forma dependente dos dados". A pauta doméstica também mostrou na terça-feira que o IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, aumentou 0,36% em março, o que representa uma desaceleração em relação a fevereiro (+0,78%).

Reuters

 

PIB do agronegócio cai 2,99% em 2023

Avaliação é da CNA e do Cepea

 

O Produto Interno Bruto (PIB) do Agronegócio fechou 2023 com queda de 2,99% em relação a 2022, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Com este resultado, o setor reduziu sua participação no PIB total do país no período, de 25,2% em 2022 para 23,8% no ano passado. O comportamento do PIB do Agronegócio em 2023 foi puxado pela queda de preços em todos os segmentos da cadeia produtiva. O resultado do PIB divulgado pela CNA e pelo Cepea apresenta os dados de toda a cadeia produtiva, ou seja, “antes, dentro e depois da porteira” (insumos, produção agropecuária, agroindústria e agrosserviços). A metodologia adotada tem como base a ótica do produto, a preços de mercado. É uma avaliação diferente em relação ao PIB divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que é focado no resultado dentro da porteira (produção agropecuária). Segundo CNA e Cepea, o segmento de insumos foi o mais impactado, com queda de 23,57% em 2023 na comparação com o ano anterior, afetado pela queda de preços de fertilizantes, insumos, rações e a menor produção de máquinas agrícolas. O setor primário teve retração de 1%, enquanto agroindústria e agrosserviços tiveram quedas de 2,05% e 1,31%, respectivamente. Neste contexto, observou-se redução nos preços de vários produtos agropecuários e agroindustriais, afirmam CNA e Cepea. No entanto, o resultado não foi mais desfavorável em razão das safras recordes e da maior produção nos segmentos primário e agroindustrial na pecuária, que puxaram a demanda por agrosserviços. Na avaliação separada por atividade, o PIB agrícola teve queda de 3,26% em 2023 em relação a 2022. Apenas o setor primário (da porteira para dentro) teve resultado positivo, com expansão de 5,11%, beneficiado pela produção recorde e queda dos custos com insumos. O segmento de insumos, novamente, foi o mais afetado, com queda de 27,92%, puxado pela baixa nos preços de fertilizantes e insumos e menor produção de máquinas agrícolas. Também houve recuo na indústria (3,43%) e serviços (3,24%). Na pecuária, o PIB caiu 2,3% no ano passado. A produção primária foi a mais afetada, com queda de 10,61%. Mesmo com a redução dos custos e o aumento da produção, a atividade sofreu com a queda dos preços, principalmente de bovinos, aves de corte e leite.

CNA/Cepea

 

IPPA/Cepea: Preços ao produtor recuam pelo segundo mês seguido

O Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) recuou 2,1% em fevereiro frente a janeiro, em termos nominais

 

O resultado se deve à queda observada para o IPPA-Grãos (-6,2%), uma vez que, para os demais grupos de alimentos, houve avanços nos preços nominais: IPPA-Pecuária (0,8%), IPPA-Hortifrutícolas (6,6%) e IPPA-Cana-Café (0,2%). Na mesma comparação, o IPA-OG-DI Produtos Industriais recuou 0,7%, logo, de janeiro para fevereiro, os preços agropecuários caíram frente aos industriais da economia brasileira. No cenário internacional, os preços dos alimentos, cujo índice é divulgado pela FAO, recuaram 0,8%; enquanto a taxa de câmbio oficial (US$/R$), divulgada pelo Bacen, apresentou alta de 1%. Entre fevereiro/23 e fevereiro/24, o IPPA/CEPEA registra forte queda de 15,9%, bem mais intensa que a observada para o IPA-OG-DI Preços Industriais, de 4,2%. Na comparação entre anos, ainda, os preços internacionais dos alimentos registraram queda de 10,4%, enquanto a taxa de câmbio nominal recuou 4,8%. Juntos, esses resultados indicam haver certa paridade entre os movimentos dos preços agropecuários domésticos e internacionais. 

Cepea

 

IGP-M cai 0,47% em março, diz FGV

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) recuou 0,47% em março, informou na quarta-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV), desacelerando ligeiramente a deflação após recuo de 0,52% em fevereiro

 

A queda, no entanto, foi mais intensa do que a prevista em pesquisa da Reuters com economistas, que apontava baixa de apenas 0,22% do índice neste mês. O IGP-M calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

Reuters

 

Mercado vê inflação mais baixa e crescimento mais forte em 2024, de acordo com Focus

Economistas consultados pelo Banco Central reduziram na terça-feira suas projeções para a inflação ao final deste ano e do próximo, ao mesmo tempo que elevaram o prognóstico para o crescimento econômico em 2024

 

A pesquisa semanal Focus, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, mostra agora expectativa de que o IPCA suba 3,75% neste ano, contra projeção anterior de inflação de 3,79%. Para 2025, a conta caiu a 3,51%, ante inflação de 3,52% estimada antes. O centro da meta oficial para a inflação em 2024, 2025 e 2026 é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. As revisões de inflação deste Focus vêm depois que o BC optou na semana passada por adotar postura mais conservadora em seu comunicado de política monetária ao antever corte de meio ponto percentual da taxa Selic apenas na próxima reunião. A ata da última reunião do colegiado mostrou nesta terça-feira que alguns componentes do Comitê de Política Monetária (Copom) avaliam que pode ser necessária uma redução no ritmo de cortes dos juros caso as incertezas se mantenham elevadas à frente. A perspectiva do Focus para a taxa Selic segue em 9,00% para o fim de 2024 e 8,50% ao fim de 2025, sem alterações ante a semana anterior. Em relação à atividade, a projeção mediana dos economistas consultados pelo BC passou a ser de crescimento de 1,85% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, contra avanço de 1,80% previsto antes. Para 2025, foi mantida a expectativa de expansão de 2,00%.

Reuters

 

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