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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 58 DE 01 DE FEVEREIRO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 58| 01 de fevereiro de 2022



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Mercado do boi gordo abre fevereiro estável

No último dia útil de janeiro, os preços do boi gordo mantiveram a tendência das últimas semanas, ou seja, permaneceram estáveis na maioria absoluta das praças pecuárias brasileiras. Segundo dados apurados pela Scot Consultoria, a oferta restrita de boiadas tem sustentado as cotações


No mercado paulista, os negócios para o boi gordo saem por R$ 337/@, enquanto os valores de venda da vaca e da novilha prontas para o abate estão, respectivamente, em R$ 303/@ e R$ 325/@ (preços brutos e a prazo). Na avaliação da IHS Markit, os preços da carne bovina ao consumidor final seguem em desvantagem quando comparados com os valores das proteínas concorrentes (carne suína e de frango). “O setor granjeiro continua registrando recorrentes recuos nos preços”, informa a IHS. Em relação à demanda externa, o mês de fevereiro deve trazer um tom mais definido de como deverá ocorrer os ritmos de exportação de carne bovina brasileira ao longo de 2022. “A China retorna aos trabalhos regulares após as festividades do ano novo chinês, comemorado nesta semana”, relata a IHS. Por outro lado, o recuo do dólar frente ao real observado nas últimas semanas acendeu uma luz amarela ao setor de exportação de commodities. A taxa cambial saiu do patamar de R$ 5,70, no início de janeiro, para os atuais R$ 5,30, compara a IHS. “Este recuo do câmbio reduz a competitividade da carne bovina brasileira no mercado internacional”, observa a consultoria. Na visão dos analistas da IHS, nesta semana, as indústrias frigoríficas devem continuar testando novas baixas no mercado físico do boi gordo. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 290/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 340/@ (prazo) vaca a R$ 305/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 315/@ (prazo) vaca a R$ 300/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 315/@ (à vista) vaca a R$ 300/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 320/@ (prazo) vaca R$ 307/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 330/@ (à vista) vaca a R$ 315/@ (à vista); PA-Paragominas: boi a R$ 294/@ (prazo) vaca a R$ 284/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 293/@ (prazo) vaca a R$ 281/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 294/@ (à vista) vaca a R$ 284/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 286/@ (à vista) vaca a R$ 269/@ (à vista).

PORTAL DBO


Ociosidade de frigoríficos em operação passa de 50%em Mato Grosso

Segundo o Imea, a utilização real, que considera apenas a capacidade de abate das plantas que estão em atividade, caiu para 46,3% em 2021


A utilização de frigoríficos em Mato Grosso, Estado com o maior rebanho bovino do país, recuou em 2021 na comparação com o ano anterior. Segundo levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), a utilização real (que considera apenas a capacidade de abate das unidades que estão em operação) das plantas caiu 6 pontos percentuais, para 46,3%. No universo total de frigoríficos, o nível de utilização diminuiu 6,34 pontos, para 69,7%. De acordo com o Imea, o aumento da ociosidade industrial deveu-se ao declínio da oferta de animais no período - em 2021, a retenção das fêmeas no Estado foi a maior dos últimos anos. Como alento, o instituto indicou melhora nos índices de utilização das plantas entre novembro e dezembro, ocorrida como reflexo da retomada das exportações à China e da demanda gerada pelas festas de fim de ano. “Para janeiro, a logística tem trazido preocupações nas regiões norte e noroeste do Estado devido ao ritmo dos abates nas instalações, uma vez que as intensas chuvas têm dificultado o tráfego dos caminhões nas estradas”, alertou o Imea, em relatório.

VALOR ECONÔMICO


SUÍNOS


Suínos: poucas variações na segunda-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 88,00/R$ 100,00, enquanto a carcaça especial teve queda de até 0,65%, valendo R$ 7,30 o quilo/R$ 7,60 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (28), houve aumento somente no Rio Grande do Sul, na ordem de 1,13%, chegando a R$ 4,48/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais e no Paraná, custando, respectivamente, R$ 5,18/kg e R$ 4,21/kg. Foi registrada queda de 0,68% em Santa Catarina, baixando para R$ 4,37/kg, e de 0,20% em São Paulo, fechando em R$ 5,11/kg.

Cepea/Esalq


FRANGOS


Frango: cotações estáveis ou em alta

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, assim como a ave no atacado, valendo R$ 5,35/kg

Na cotação do animal vivo, o Paraná teve alta de 0,40%, custando R$ 5,08/kg, enquanto São Paulo e Santa Catarina ficaram sem referência de preço nesta segunda-feira (31). Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (28), o frango congelado teve aumento de 0,86%, chegando a R$ 5,88/kg, enquanto a ave resfriada aumentou 0,52%, valendo R$ 5,84/kg.

Cepea/Esalq


Ministério discorda de embargo chinês a frigoríficos de frango do Brasil

Feriado de ano novo na China pode atrapalhar as negociações para retomada, avaliam fontes


O Ministério da Agricultura confirmou ter recebido notificação da Administração Geral de Alfândegas da China (GACC, em inglês) sobre a suspensão das exportações de carne de frango de dois frigoríficos brasileiros. Foram alvo do embargo a planta da São Salvador Alimentos, dona da Super Frango, em Itaberaí (GO) e a unidade da Bello Alimentos, controladora da marca Frango Bello, localizada em Itaquiraí (MS). A Pasta não informou quais foram as alegações chinesas para o embargo, mas destacou que sua área técnica "discorda da decisão adotada pela autoridade sanitária da China e apresentará as informações técnicas para reverter a suspensão". Fontes afirmam que o feriado de ano novo chinês, nesta semana, pode atrapalhar as negociações para retomada.

VALOR ECONÔMICO


Suspensão de 2 plantas deve ter pouco impacto nas exportações para a China, avalia ABPA

Em nota, entidade afirma que, atualmente, tem 43 unidades frigoríficas habilitadas a exportar carne de frango para o mercado chinês


A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa a indústria de carne de frango do país, avaliou, na segunda-feira (31/1), que a suspensão das exportações de dois frigoríficos por parte do governo da China não deve ter impacto significativo nos embarques do produto para o país asiático. Em nota, a entidade destaca que, atualmente, há 43 plantas frigoríficas habilitada a exportar para o mercado chinês. A China é o principal comprador mundial de frango brasileiro. No ano passado, os chineses compraram 639,492 mil toneladas do produto, com uma receita de US$ 1,27 bilhão. No total, as exportações totais de frango do Brasil foram de 4,46 milhões de toneladas, com um faturamento total de US$ 7,89 bilhões em 2021. Dois frigoríficos brasileiros tiveram as exportações de carne suspensas pela China. "No quadro geral, não são esperados impactos significativos para as exportações brasileiras de carne de frango, que contam, atualmente, com 43 plantas habilitadas para exportar carne de frango para o país asiático", diz a nota.

GLOBO RURAL


EMPRESAS


LAR: Cooperativa realiza assembleia e apresenta crescimento de 57%, com faturamento de RS$ 17 bilhões

As sobras à disposição dos associados somam mais de R$ 70 milhões e serão pagas a partir do dia 08 de fevereiro. Na mesma data a Lar também pagará a bonificação de insumos agrícolas, que serão outros R$ 9,4 milhões. A participação dos resultados aos funcionários referente ao desempenho do ano de 2021 já foi paga em janeiro com um décimo quarto salário integral


Em formato semipresencial, a Lar Cooperativa realizou a sua Assembleia Geral Ordinária na sexta-feira (28/01) no Lar Centro de Eventos em Medianeira (PR). Na oportunidade 400 pessoas participaram de maneira presencial e os demais pela plataforma Zoom e Youtube. Durante a assembleia foram apresentados números surpreendentes referentes ao ano de 2021: o faturamento bruto superou os R$ 17 bilhões, e o resultado líquido foi de R$ 823,7 milhões. Apesar de todos os desafios enfrentados em 2021, com aumentos significativos nos custos de produção, a Lar cresceu muito nos últimos dois anos. “Pra nós o que conta é uma Cooperativa muito mais estruturada, para atender melhor os seus associados e ajudar a região a se desenvolver mais, socialmente inclusive”, afirmou o Diretor-Presidente Irineo da Costa Rodrigues. A Cooperativa encerrou 2021 com 12.352 associados e 24.090 funcionários, seguindo como a cooperativa singular que mais gera empregos no Brasil. Os principais números alcançados foram: recepção de 2,5 milhões de toneladas de soja, crescimento de 53% na avicultura com mais de 275 milhões de aves abatidas durante o ano e produção de mais de 945 mil leitões. Em seu relatório referente ao ano de 2021 a Lar Cooperativa também mencionou as principais ações de responsabilidade social, ambiental, inovação e conhecimento, com muita capacitação para associados e funcionários através da Lar Universidade Corporativa. De acordo com o Diretor-Presidente, para 2022 a Cooperativa pretende completar muitos projetos que estão andamento, como é o caso do Complexo Bom Jesus em Medianeira, no qual a primeira indústria de rações será concluída neste ano. Irineo da Costa Rodrigues mencionou as novas atividades que serão fortalecidas no decorrer do ano: a Lar Máquinas Agrícolas e Lar Credi. “A Lar é inquieta e está sempre buscando trabalhar melhor”, relatou o dirigente ao mencionar que a inovação é uma constante. Como de costume, foi prestada homenagem a 13 funcionários pela trajetória profissional dedicada à Cooperativa. Profissionais que completaram 25, 35 e 43 anos na Lar tiveram seu trabalho reconhecido.

Imprensa Lar


MEIO AMBIENTE


Autuações por crimes ambientais cresceram 550% em MT desde 2019

Multas no ano passado chegaram a R$ 2,2 bilhões, um recorde


O governo de Mato Grosso fez 5.004 autuações por crimes ambientais no ano passado, número 550% superior ao de 2019, quando houve 771 casos, segundo a administração estadual. Nesse intervalo, as multas somaram R$ 4,1 bilhões, sendo R$ 2,2 bilhões em 2021, um recorde. Ao todo, o Estado embargou mais de 40 milhões de hectares desde 2019. O município de Colniza lidera o ranking estadual de multas, seguido de Aripuanã, União do Sul, Nova Ubiratã e Feliz Natal. As multas pelos crimes ambientais incluem desmatamento ilegal, uso irregular do fogo, fiscalização aos empreendimentos, transporte ilegal de madeira, crimes contra a fauna, descumprimento de embargos, poluição, entre outros. Nas ações contra o desmatamento ilegal, a Secretaria de Meio Ambiente apreende maquinários, mesmo que também sejam utilizados em atividades dentro da lei.

VALOR ECONÔMICO


Parlamento Europeu quer ampliar veto a produto de desmate

O Parlamento Europeu quer ampliar a lista de commodities que serão proibidas de entrada na Europa por contribuírem com o desmatamento. Isso aumentaria o impacto da medida sobre exportações brasileiras para os 27 países do bloco comunitário


A Comissão Europeia, o braço executivo da União Europeia, anunciou proposta em novembro de 2021 de uma lista de produtos que serão submetidos a “desmatamento zero” para entrar na Europa: inclui três em que o Brasil é o maior fornecedor para a UE – soja, carne bovina, café -, além de cacau, madeira e óleo de palma, e alguns produtos derivados como couro, chocolate e móveis. Em entrevista ao Valor, o relator dessa proposta em exame na Comissão de Meio-Ambiente do Parlamento Europeu, o deputado Christophe Hansen (democracia-cristã, Luxemburgo), disse que a tendencia é ampliar a lista. Relatou que diferentes grupos políticos mencionam pelo menos mais dois produtos, milho e borracha, que tinham sido alvo de estudo de impacto pela UE, mas desapareceram da lista inicial por uma razão não muito clara. Também estão no radar produtos derivados de carnes “como corned beef [enlatado] e eventualmente vamos examinar certos produtos como carne de frango no Reino Unido alimentado pela soja da América Latina e em seguida vendida no mercado europeu”, afirmou Hansen. A UE quer um comércio que não contribuía com o desmatamento crescente, e que o Brasil não produza numa zona que atualmente é ainda floresta virgem, exemplificou o deputado. “Mas também temos que considerar a população local para que não seja negativamente afetada. Não é só lavar as consciências, mas considerar a população.” Outro ponto importante é sobre a data a partir da qual o produto é “livre de desmatamento”. Pela proposta da Comissão Europeia, antes de colocar o produto no mercado europeu cada empresa deve garantir que o produto não está ligado a um território desmatado após 31 de dezembro de 2020. Já parlamentares europeus defendem que a data seja fixada cinco anos mais cedo, segundo Hansen. Ou seja, nenhuma das commodities na lista final seria autorizada a ser comercializada nos 27 países do bloco europeu se produzida em terra onde houve desmatamento legal ou ilegal após 2016 – o que coloca o sarrafo ainda mais alto para fornecedores da Europa. Ele pretende apresentar seu relatório até 15 de março para tradução e discussão em junho ou julho na Comissão de Meio Ambiente. Haverá negociações institucionais com o Conselho Europeu, com a França na presidência rotativa da UE. Uma prioridade francesa é avançar na adoção dessa legislação pela importação com “desmatamento zero”. Estudo publicado pela organização WWF no ano passado concluiu que as importações da União Europeia, como soja, carne bovina e óleo de palma, representam 16% do desmatando ligado ao comércio mundial. Isso faz do bloco o segundo destruidor mundial de florestas tropicais, só atrás da China (24%), mas à frente da India (9%), Estados Unidos (7%) e Japão (5%). Segundo o estudo, o desmatamento importado mais importante se encontra nas vendas provenientes do Brasil, Indonésia, Argentina e Paraguai. Na conferência organizada pela França, na sexta-feira, o presidente do Instituto de Pesquisa da Amazonia (Ipam), André Guimarães, relatou que o desmatamento na Amazonia aumentou 50% nos primeiros três anos do atual governo comparado aos três anos anteriores. A situação é catastrófica, disse ele.

Valor Econômico


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Paraná teve o 4º melhor resultado do país em criação de empregos em 2021

Entre contratações e demissões, o Paraná criou 172.636 vagas de emprego formais em 2021, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Ao todo foram 1.569.647 admissões ao longo do ano, contra 1.397.011 desligamentos. Os números foram divulgados na segunda-feira (31)


O resultado foi o melhor da Região Sul e o quarto melhor do país. Santa Catarina e Rio Grande do Sul tiveram saldo positivo de 167,8 mil e 140,2 mil vagas, respectivamente. Em âmbito nacional, o Paraná ficou apenas atrás de São Paulo (814 mil vagas), Minas Gerais (305,1 mil vagas) e Rio de Janeiro (178 mil vagas). Conforme os dados do Caged, todos os setores tiveram saldo positivo de geração de empregos no estado. O melhor resultado foi o do setor de serviços, que abriu 66.063 vagas de emprego ao longo do ano. Em seguida, estão comércio e indústria, com 45.434 e 44.183 novos postos, respectivamente. A construção criou 12, 7 mil empregos e a agropecuária, 4,1 mil vagas.

GAZETA DO POVO


Saldo de empregos na indústria mais que dobrou em 2021 no Paraná

Com retomada desde o segundo semestre de 2020, setor abriu mais de 44 mil novas vagas formais de trabalho no ano passado


Com destaque para a produção de alimentos, confecções e artigos do vestuário e madeira, a indústria do Paraná fechou 2021 com saldo positivo de 44.183 novo empregos formais (com carteira assinada) gerados. O estado foi o quarto no país que mais abriu vagas no setor industrial, ficando atrás apenas de São Paulo (112.821), Minas Gerais (65.587) e Santa Catarina (53.516). O Brasil contratou mais de 475 mil novos trabalhadores neste segmento no ano passado. O Paraná representou 9,3% do total de vagas abertas pela indústria nacional. Os números foram divulgados ontem (31/1), pelo Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged). Os setores de serviços e comércio lideraram o ranking do mercado de trabalho paranaense no período, com 66 mil e 45,4 mil novos postos de trabalho abertos, respectivamente. Para o economista da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Thiago Quadros, “embora tenha ficado atrás dos segmentos de comércio e serviços no ano passado, a indústria já vinha numa recuperação forte do baque inicial da pandemia da Covid 19 desde o segundo semestre de 2020, após ter sido considerada atividade essencial. Com isso, a recuperação dos empregos ocorreu antes dos demais setores”, avalia. O crescimento dos empregos na indústria foi puxado especialmente pelo desempenho do setor alimentício, o maior empregador do estado, com 7.661 novas contratações. Em seguida, vem a atividade de confecções e artigos do vestuário (5.373), madeira (4.331), máquinas e equipamentos (3.694) e produtos de metal (3.354). Das 24 áreas pesquisadas pelo Novo Caged, apenas três mais dispensaram trabalhadores do que contrataram. Foi o caso de petróleo (-184), fumo (-53) e artefatos de couro e calçados (-41). O Novo Caged também divulgou o resultado mensal dos empregos. No Paraná, a indústria fechou mais de 6.500 vagas em dezembro. No Brasil, foram 92 mil vagas a menos no setor neste mesmo mês.

FIEP


Paraná tem novo salário-mínimo regional

Passaram a valer, a partir desta segunda-feira (31), os novos valores do salário-mínimo regional do Paraná


O governador Carlos Massa Ratinho Junior sancionou o decreto que reajustou os salários em 10,6%, e agora os valores variam entre R$ 1.617 e R$ 1.870, de acordo com a categoria profissional - os valores devem ser aplicados aos pagamentos de forma retroativa ao dia 1º de janeiro. O salário-mínimo regional vale para os trabalhadores que não têm piso salarial definido em lei federal, convenção ou acordo coletivo de trabalho. O decreto estabelece quatro faixas salariais, sendo a primeira para os trabalhadores agropecuários, florestais e da pesca (R$ 1.617) e a segunda para os trabalhadores em serviços administrativos, vendedores do comércio em lojas e mercados e trabalhadores em serviços de reparo e manutenção (R$ 1.680,80). Na terceira faixa estão os trabalhadores na produção de bens e serviços industriais (R$ 1.738), e a quarta faixa é voltada para os técnicos de Nível Médio (R$ 1.870)

GAZETA DO POVO


BRDE: No Paraná, agronegócio representa 60% das contratações do banco

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) financiou nos últimos três anos aproximadamente R$ 1 bilhão em investimentos na produção agropecuária paranaense. O agronegócio, que inclui agroindústrias e outras empresas do setor, representou cerca de 60% da carteira do banco

Em 2021, os contratos no Paraná totalizaram R$ 1,4 bilhão, com 29,5% desse valor destinado à produção agropecuária, e R$ 151 milhões a investimentos das cooperativas de produção. Ainda deste total, 29% dos financiamentos foram contratados para projetos na região Oeste do Estado. Além disso, o banco equalizou os desafios da pandemia e bateu a meta histórica no ano passado, com R$ 4,14 bilhões de contratos nos estados de atuação (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul), ano em que completou 60 anos de sua fundação. Em 2013 tinha sido registrada a melhor marca até então, quando as aplicações chegaram a R$ 3,76 bilhões. O porte de investimentos destinados aos produtores rurais foi de R$ 638 milhões. Ainda em 2021, o BRDE e Sicredi realizaram 2.236 contratações, totalizando R$ 68 milhões. O ticket médio foi de R$ 30 mil, sendo a maioria financiamentos pelo Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar). A inserção no programa nos anos 2020/21 permitiu ao BRDE a equalização de juros a pequenos e médios agricultores, usando recursos próprios. Há quase um ano em parceria com a Fomento Paraná, o BRDE lançou o Banco do Agricultor Paranaense, para incrementar as estratégias do Paraná com o agronegócio mundial, e teve repasses que somaram mais de R$ 60 milhões desde a sua criação. Foram 373 projetos apoiados no estado. Uma das principais cooperativas agropecuárias do Brasil, a Copacol tem o apoio do BRDE na ampliação do abatedouro de aves em Cafelândia, no Oeste do Estado. De acordo com o projeto, a capacidade de abate foi incrementada com a média de 380 mil aves diárias, em execução desde 2018 e com aportes de recursos do banco em diversas etapas. Outro investimento recente trata da aquisição de equipamentos para cortes, automação e embalagem de congelados. O contrato com o BRDE ainda contempla construção de depósitos de calcário com 1,5 mil metros quadrados e substituição de máquinas de limpeza na unidade Central Santa Cruz. O Diretor-Presidente da Copacol, Valter Pitol, afirmou que “para crescer e oferecer oportunidades é preciso planejar e investir continuamente. Em nosso planejamento estratégico contamos com a importante parceria do BRDE, participando da expansão da Cooperativa e garantindo melhores resultados a cada um dos nossos 6,7 mil cooperados”. "Em 2021 atingimos R$ 7,9 bilhões em faturamento e temos a meta de chegar a R$ 10 bilhões até 2025, diversificando as atividades em grãos, aves, suínos, leite e peixes, sempre com o compromisso de produzir alimentos com excelência”, acrescentou.

Agência de Notícias do Paraná


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar à vista fecha em queda de 1,59%, a R$5,3059. acumula baixa de 4,80% em janeiro

O dólar terminou janeiro no ritmo que embalou boa parte do mês, mostrando forte queda, para uma mínima em mais de quatro meses, e quebrando importante suporte técnico, num dia amplamente favorável a moedas e outros ativos de risco ao fim de um turbulento janeiro nas praças financeiras globais


O dólar à vista fechou a segunda-feira em baixa de 1,59%, a 5,3059 reais. É o menor valor desde 22 de setembro do ano passado (5,3033 reais). Na mínima intradiária, a cotação chegou a descer para 5,2848 reais. A queda percentual diária foi a mais forte desde o último dia 19 (-1,68%), o que afundou o dólar abaixo de sua média móvel linear de 200 dias pela primeira vez desde setembro do ano passado. No acumulado de janeiro, o dólar recuou 4,80%. É a maior desvalorização mensal desde novembro de 2020 (-6,82%) e a mais expressiva para meses de janeiro desde 2019 (-5,57%). A moeda brasileira também foi destaque na performance mensal. Com ganho de 5,04%, o real só ficou atrás do peso chileno (+6,4%) na seleta lista de divisas que conseguiram começar o ano vencendo o dólar. De 33 importantes pares, o dólar só perdeu valor em janeiro contra dez.

REUTERS


Ibovespa fecha em alta de 0,21%, aos 112.143,51 pontos

Após oscilar entre pequenas quedas e altas ao longo do dia, o Ibovespa se firmou em território de ganhos no fim da sessão e fechou o pregão em alta, ampliando os ganhos acumulados em janeiro


Com uma valorização próxima a 7% no mês, a principal referência da bolsa local anotou seu melhor desempenho mensal desde dezembro de 2020, em meio à forte demanda estrangeira pelas ações locais. O Ibovespa encerrou a segunda-feira em alta de 0,21%, aos 112.143,51 pontos. O índice oscilou entre os 111.195 pontos, nas mínimas do dia e os 112.678 pontos, nas máximas intradiárias. O volume financeiro negociado dentro do Ibovespa hoje foi de R$ 23,38 bilhões, em linha com a média anual de 2022.

VALOR ECONÔMICO


Projeções para inflação em 2022 e 2023 têm altas fortes, mostra Focus

As projeções de economistas para a inflação tanto neste ano quanto no próximo aumentaram com força na pesquisa Focus divulgada na segunda-feira pelo Banco Central, mas a perspectiva para a política monetária seguiu inalterada.


O levantamento semanal apontou que as expectativas para a alta do IPCA subiram para 5,38% em 2022 e 3,50% em 2023, respectivamente de 5,15% e 3,40% na semana anterior. A perspectiva para este ano vai ainda mais além do teto da meta, cujo centro é de 3,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para 2023 a projeção mediana está acima do centro do objetivo, que é de 3,25%. A piora da conta para 2022 se dá na esteira do aumento da projeção para a alta dos preços administrados a 5,10%, de 4,74% antes. Para 2023 a estimativa para esses preços teve ajuste para baixo de 0,01 ponto percentual, a 3,98%. Apesar da piora no cenário inflacionário, os especialistas consultados seguem vendo a taxa básica de juros Selic a 11,75% ao final deste ano e a 8,0% ao fim de 2023. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou que as estimativas são de crescimento de 0,30% este ano e de 1,55% no próximo, respectivamente de 0,29% e 1,69% no levantamento anterior.

REUTERS


Brasil fecha 265,8 mil vagas em dezembro, mas tem em 2021 melhor saldo da série iniciada em 2010

O Brasil fechou 265.811 vagas formais de trabalho em dezembro, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado na segunda-feira pelo Ministério do Trabalho e Previdência, mas fechou 2021 com saldo positivo de 2.730.597 empregos, o melhor ano da série histórica iniciada em 2010


No acumulado de 2020, ano marcado pelo impacto econômico da pandemia de Covid-19, haviam sido fechados 191.455 postos em termos líquidos. O resultado de dezembro veio pior do que o fechamento líquido de 162 mil vagas de trabalho projetado por analistas em pesquisa Reuters, e foi resultado de 1.437.910 admissões contra 1.703.721 desligamentos. Com essa leitura, o estoque de empregos formais do Brasil caiu 0,64% no mês passado em relação a novembro, a 41.289.692. Entre os grupamentos de atividades econômicas componentes do Caged, a principal colaboração negativa veio do setor de serviços, que fechou 104.670 postos de trabalho no mês passado em termos líquidos. O impacto partiu principalmente das atividades de administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, que registraram o fechamento de 84.383 empregos formais. O saldo positivo do ano passado, o melhor da série histórica --que teve a metodologia alterada em 2020-- foi resultado de 20.699.802 admissões e de 17.969.205 desligamentos.

Reuters


Salário dos contratados com carteira assinada caiu 10% em oito meses

Corroído pelo avanço da inflação, o salário médio dos contratados com carteira assinada caiu cerca de 10% em apenas oito meses, em termos reais. Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgado na segunda-feira (31)


Em dezembro, a remuneração média dos admitidos teve suave aumento real de 0,1% em relação a novembro e chegou a R$ 1.793,34. O valor, no entanto, é 10,1% menor que o de abril, quando o salário médio – corrigido pela inflação (INPC) – alcançou o pico de R$ 1.994,49. Na comparação entre os meses de dezembro de 2020 e 2021, o salário médio de admissão em empregos formais caiu 6,1%, já descontada a inflação. A queda na remuneração contrasta com o avanço das contratações.

GAZETA DO POVO


Setor público brasileiro tem superávit de R$64,7 bi em 2021, 1º dado positivo em 8 anos

O salto na inflação em 2021 contribuiu para ampliar os ganhos de arrecadação do governo porque muitos tributos são calculados sobre o preço dos produtos, que encareceram. Também pesou favoravelmente para as receitas a valorização do dólar e do barril de petróleo


Estados ainda se beneficiaram por ganhos de arrecadação de ICMS sobre combustíveis, com a elevação nos preços desses insumos. No ano, o resultado do setor público foi guiado principalmente pelo dado dos governos regionais, superavitários em 97,694 bilhões de reais. O governo central ficou no vermelho em 2021, com déficit de 35,872 bilhões de reais. Já as empresas estatais tiveram superávit de 2,906 bilhões de reais no ano. O setor público consolidado brasileiro registrou um superávit primário de 64,727 bilhões de reais em 2021, equivalente a 0,75% do Produto Interno Bruto (PIB), o primeiro resultado anual positivo em oito anos, informou o Banco Central na segunda-feira. Em dezembro, o saldo primário ficou positivo em 123 milhões de reais. A expectativa para o último mês do ano, conforme pesquisa da Reuters, era de superávit primário de 18,152 bilhões de reais. Os valores englobam os resultados de governo central (governo federal, Banco Central e INSS), Estados, municípios e empresas estatais. A melhora fiscal levou a dívida bruta do país a encerrar o ano em 80,3% do PIB --a expectativa do mercado era de 80,4%. Em dezembro de 2020, esse indicador estava em 88,6% do PIB. A dívida líquida, por sua vez foi a 57,3% em dezembro, contra projeção de analistas de 57,4%. No mesmo mês do ano anterior, estava em 62,5%. O governo vem argumentando, porém, que uma fatia dos ganhos é estrutural, o que fez a arrecadação crescer muito acima da inflação. Na última sexta-feira, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a melhora na situação fiscal ocorreu por causa do controle de gastos, não pelo efeito inflacionário sobre as receitas. O congelamento de salários de servidores até o fim de 2021 foi um dos fatores que contaram positivamente para as contas dos governos federal, estaduais e municipais.

Reuters


IPPA/CEPEA fecha 2021 em alta

Após três meses consecutivos de retração, o IPPA/CEPEA (Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários) subiu 3,1% no último mês de 2021 frente ao anterior, como resultado do aumento observado em todos os índices de grupos de alimentos


Em ordem decrescente, tem-se o IPPA-Hortifrutícolas, com elevação nominal de 20,5%; o IPPA-Cana-Café, com 3,3%; o IPPA-Grãos, com 3,0% e o IPPA-Pecuária, com 1,2%. No acumulado do ano, o IPPA/CEPEA registrou alta importante de 39,2% frente a 2020. Para os hortifrutícolas, o desempenho observado em dezembro foi puxado sobremaneira pela alta dos preços da banana e da uva; e, em menor grau, do tomate e da laranja. No caso da cana-de-açúcar e do café, os avanços foram mais sutis quando comparados aos primeiros meses do último trimestre do ano. Ainda assim, ao longo de 2021, ambos os produtos apresentaram altas, o que reflete o avanço de 54,5% do IPPA-Cana-Café no acumulado do ano. O IPPA-Grãos subiu em dezembro, após três meses de consecutivas quedas. No acumulado do ano, porém, registra-se aumento importante de 45,8%. Com exceção do arroz em casca, cujos preços recuaram ao longo de todos os meses de 2021 – com elevações apenas em abril e agosto –, os preços dos demais produtos que compõem o grupo avançaram – nesta ordem: milho, algodão em pluma, soja e trigo em grão. Finalmente, o IPPA-Pecuária cresceu frente a novembro devido, especialmente, ao desempenho dos preços do boi gordo, cuja arroba se manteve acima de R$ 300 na maior parte do ano. O cenário é semelhante ao enfrentado no ano anterior, em que se tinha a combinação de restrição sobre a oferta do animal vivo e ritmo acelerado de embarques – apesar da longa interrupção das exportações para a China após a descoberta dos dois casos atípicos de vaca louca no Brasil. Além deste, os ovos registraram aumento pouco expressivo no mês. Na mesma comparação, o IPA-OG-DI Produtos Industriais, calculado e divulgado pela FGV, registrou baixa de 1,54% – logo, de novembro para dezembro, os preços agropecuários avançaram frente aos industriais da economia.

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