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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 558 DE 16 DE FEVEREIRO DE 2024


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 4 | nº 558 | 16 de fevereiro de 2024

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL

 

BOVINOS

 

Boi gordo: pressões baixistas se intensificam. frigoríficos só negociam lotes menores

Na quinta-feira/15, pelos dados da Agrifatto, a cotação média do boi gordo no Estado de São Paulo permaneceu em R$ 235/@. Sete das 17 praças monitoradas registraram queda nos preços da arroba: AL, BA, MG, MS, MT, PR e SC. As outras 10 mantiveram cotações laterais. No Paraná, o boi vale R$225,00 por arroba. Vaca a R$210,00. Novilha a R$215,00. Escalas de abate de sete dias

 

De acordo com a Agrifatto, durante uma semana fragmentada por pontos facultativos e pelo feriado de Carnaval, muitas unidades frigoríficas se abstiveram de negociar animais terminados. Na quarta-feira (de Cinzas), disse a consultoria, as unidades que retomaram às compras deram prioridade aos preços de balcão, pequenos lotes e aos contratos com índices pré-estabelecidos entre pecuaristas e frigoríficos. Na quinta-feira/15, pelos dados da Agrifatto, a cotação média do boi gordo no Estado de São Paulo permaneceu em R$ 235/@. Sete das 17 praças monitoradas registraram queda nos preços da arroba: AL, BA, MG, MS, MT, PR e SC. As outras 10 mantiveram cotações laterais. Pelos dados apurados pela Scot Consultoria, com escalas de abate para uma semana, os preços para todas as categorias de bovinos se mantiveram estáveis nas praças paulistas. Com isso, o boi gordo segue em R$ 235/@, a vaca gorda em R$ 210/@ e novilha gorda em R$ 230/@ (preços brutos e a prazo). O “boi-China” está sendo negociado em R$ 245/@ no Estado de São Paulo, com ágio de R$ 10/@ sobre o animal “comum”. Cotações: SP Barretos – 237,06. SP Araçatuba – 237,06. MG Triângulo – 235,39. MG BH – 215,67. MG Norte – 221,50. MG Sul – 214,00. GO Goiânia – 219,41. GO Região Sul – 219,46. MS Dourados – 225,91. MS C. Grande – 228,30. MS Três Lagoas – 221,50. BA Sul – 234,13. BA Oeste – 229,57. MT Norte – 210,75. MT Sudoeste – 213,21. MT Cuiabá* – 213,65. MT Sudeste – 213,21. PA Marabá – 211,06. PA Redenção – 205,25. PA Paragominas – 226,90. RO Sudeste – 199,16. TO Sul – 207,73. TO Norte – 211,60. *Região de Cuiabá, inclui Rondonópolis.

Scot Consultoria/Portal DBO/S&P Global/AGRIFATTO

 

Exportação de carne bovina in natura chega em 50,2 mil toneladas até a segunda semana de fevereiro. Preços caem 5,7%

O volume exportado de carne bovina in natura alcançou 50,2 mil toneladas até a segunda semana de fevereiro/24, informou a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No ano passado, o volume embarcado da proteína animal ficou em 126,3 mil toneladas em 18 dias úteis

 

A média diária ficou em 7,1 mil toneladas e isso representa um avanço de 2,20% frente ao comparativo anual, sendo que o total exportado em fevereiro de 2023, que foi de 7,0 mil toneladas. O preço médio na segunda semana de fevereiro/24 ficou com US$ 4.577 mil por tonelada, queda de 5,70% frente aos dados divulgados em fevereiro de 2023, com preços médios de US$ 4.854 mil por tonelada. O valor negociado para o produto na segunda semana de fevereiro/24 ficou em US$ 229,8 milhões, tendo em vista que o preço comercializado durante o mês de fevereiro do ano anterior foi de US$ 613,5 milhões. A média diária ficou em US$ 32,8 milhões, queda de 3,70%, frente ao observado no mês de fevereiro do ano passado, que ficou em US$ 34 milhões.

Agência Safras

 

SUÍNOS

 

Preço médio da carne suína registra queda

Os cortes analisados incluem o lombo sem osso, a paleta com osso e o pernil com osso

 

O preço médio de varejo dos principais cortes de carne suína, conforme levantamento realizado pelo Deral no Paraná, apresentou uma redução significativa de 5,5% no mês de janeiro em comparação ao mês anterior. Os cortes analisados incluem o lombo sem osso, a paleta com osso e o pernil com osso. Entre eles, o corte de lombo desossado registrou a maior diminuição, com uma variação de -7,7%, passando de R$ 24,98 para R$ 23,04. As informações confirmam a projeção divulgada pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, e as expectativas do mercado, que têm como base as condições climáticas desfavoráveis. As informações apresentadas pela Conab são analisadas no Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 2 a 8 de fevereiro, elaborado pelo Deral. Uma das explicações apontadas para essa redução é a menor demanda por carne suína após as festas de final de ano, quando o consumo tende a diminuir. Comparativamente ao mesmo período de janeiro de 2023, houve uma queda de 3,2% no preço médio dos cortes de carne suína pesquisados. Em janeiro de 2023, o preço médio era de R$ 17,53 por quilograma, enquanto em janeiro de 2024 esse valor reduziu para R$ 16,98. Além da carne suína, o período também registrou redução no preço da carne bovina, com média dos cortes apresentando queda de 9,5%, enquanto o frango resfriado teve um aumento de 2,7% em relação ao mesmo período.

Agrolink

 

FRANGOS

 

Margem da indústria de aves segue firme apesar de safra menor de milho

Cereal usado na ração animal é o principal componente dos custos do setor, e oferta se mantém elevada mesmo com quebra da produção. Neste cenário de grãos que temos hoje, o processo de margens do setor (de carnes) também melhora, diz analista da XP

 

Os frigoríficos de aves desfrutam de margens melhores, apesar de uma safra menor de milho, principal insumo da ração animal. A razão é que a queda na produção do cereal na safra de verão 2023/24 e a expectativa de recuo também na segunda safra ainda não conseguiram elevar os preços do milho de maneira significativa. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta colheita de 23,6 milhões de toneladas para o milho na primeira safra, volume 13,8% menor que o do ciclo anterior, após impactos do El Niño durante o plantio e desenvolvimento da cultura. A produção total do cereal deve ter um recuo na mesma intensidade, para 113,7 milhões de toneladas, com reduções de área e produtividade. Entretanto, a Aurora, por exemplo, não está trabalhando com a hipótese de escassez do cereal, mesmo neste cenário desenhado para a safra. “Os estoques da Aurora Coop estão repletos. A oferta de milho no mercado está normal”, disse à reportagem uma fonte próxima à cooperativa, que é uma das maiores produtoras de aves e suínos do país. O indicador de preços do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para o milho caiu 9,9% em janeiro. O desempenho foi influenciado pelas cotações externas e por compradores à espera de quedas mais intensas, já que a colheita de verão avança no Sul e Sudeste e eleva a oferta em alguma medida. Há também estoques remanescentes no Centro-Oeste. Em fevereiro, os preços vêm reagindo, mas limitados pela demanda fraca, enquanto a indústria prioriza justamente a utilização de estoques, avaliam pesquisadores do Cepea. “A safra ainda será grande apesar das quedas. Neste cenário de grãos que temos hoje, o processo de margens do setor (de carnes) também melhora”, acrescentou Leonardo Alencar, head de Agro, Alimentos e Bebidas da XP. A XP projeta margem Ebitda ajustada de 11,1% para a BRF em 2024, versus 8,1% no ano anterior. A Seara, da JBS, que concorre diretamente com a BRF na área de aves e suínos, tem margem estimada em 9,2% para este ano, contra 6,8% em 2023. A margem dos frigoríficos também foi favorecida em janeiro por um recuo da ordem de 8% nos preços do farelo de soja, outro ingrediente importante para a alimentação na avicultura, em Estados como Paraná e Santa Catarina, conforme dados compilados pelo Itaú BBA. Para Fernando Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, ainda é cedo para estimar se o preço do milho vai avançar nos próximos meses. “Apesar de termos uma safrinha menor, ainda vamos colher 89 milhões de toneladas, de acordo com o que está se desenhando. Isso não significa que os preços vão subir agressivamente”, afirmou. Mas, na visão de Iglesias, a indústria de carnes local precisará ser mais proativa na aquisição dos grãos usados na ração, uma vez que deve haver maior concorrência com exportadores de milho. “Se a trading estiver pagando R$ 60 por saca no porto, a indústria vai ter que pagar preços similares para conseguir manter esse milho aqui. Mas, mesmo assim, não estão previstas altas explosivas”, enfatizou. Outro fator que pode jogar a favor dos custos dos frigoríficos é a cotação do cereal na Bolsa de Chicago, que está pressionada e ainda depende da safra dos Estados Unidos para a formação dos preços futuros. “Tendo uma safra americana de boa proporção, é difícil que haja elevação dos prêmios no Brasil”. Ademais, o alojamento de pintinhos de um dia tem sido feito de forma controlada pelas granjas comerciais, visando a adequação entre a oferta e a demanda por aves, ressaltou Iglesias, da Safras & Mercado. Isso também beneficia as margens. O Itaú BBA considera que um ritmo de produção adequado é fundamental para o equilíbrio das margens dos frigoríficos ao longo do ano, sobretudo em um contexto em que a demanda externa pelo frango brasileiro é vasta, mas os preços de exportação estão em queda.

Valor Econômico

 

Empresas de aves investem para aumentar uso de energia renovável

Levantamento da ABPA mostra foco setorial não apenas em matriz energética limpa, como também naquelas que impactem positivamente o meio ambiente. Cerca de 69% das empresas de aves vêm promovendo investimentos nos últimos três anos para aumento da participação da energia limpa

 

Empresas avícolas do país estão investindo no aumento da utilização de fontes renováveis para a produção. É o que aponta um levantamento feito pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) junto a agroindústrias associadas. A pesquisa se baseou na metodologia do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3. As empresas participantes representam dois-terços da produção avícola nacional. Todas implantaram programas ou têm estudos em andamento para aumentar a presença da energia renovável em suas estruturas produtivas. Do total, 69% disseram já investir em energia limpa nos últimos três anos e ter projetos futuros nesta área. E, entre as que estão investindo, 56% não têm subsídios para os projetos. Na gestão, 63% das empresas monitoram entre 70% e 100% dos processos por meio de indicadores, de olho, em especial, na correção de falhas e redução de desperdícios. “Há uma forte cultura de controle de origem da energia utilizada no setor, de ponta a ponta. Entre as empresas pesquisadas, não há nenhum caso de ausência total de conhecimento sobre suas fontes energéticas, o que é um importante indicador de como o setor entende seu relacionamento com seus suprimentos”, avalia Sula Alves, diretora técnica da ABPA. Conforme o levantamento, 73% das empresas participantes adotaram tecnologias para utilização de biomassa, como biodigestores. Outras estão colocando em prática ações para reduzir o impacto ambiental de sua matriz energética, como o uso de fontes alternativas, como a energia solar. Um dado curioso, segundo a ABPA, é a autonomia do setor: 75% das indústrias têm garantia total de suprimento, o que deixa a produção de alimentos menos exposta às oscilações da rede de energia. “O estudo mostrou que há uma cultura já bastante avançada e em estágio evolutivo no que diz respeito ao controle das matrizes energéticas que tenham um papel efetivo na redução de emissões. Não se trata apenas de buscar uma matriz limpa, mas também de construir soluções que tenham em vista a geração de energia por meio da transformação do meio, como a biomassa”, diz o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Globo Rural

 

EMPRESAS

 

Coamo avalia que maiores estoques podem amenizar queda de preços e de safra em 2024

Na assembleia da quinta-feira, a Coamo aprovou resultados de 2023 que incluíram a distribuição de 850 milhões de reais em "sobras" aos mais de 31 mil cooperados. Isso após dedução estatutária da sobra líquida no montante de 2,324 bilhões de reais, com alta de 2,9% ante 2022. Os dados da assembleia também confirmaram dados preliminares que indicaram que a receita global da Coamo somou mais de 30 bilhões de reais em 2023, com um crescimento de 7,6%

 

A Coamo Agroindustrial, maior cooperativa de agricultores do Brasil, avalia que a comercialização de seus elevados estoques de grãos pode compensar parte do impacto negativo da queda na safra 2023/24 e dos preços baixos para seus resultados neste ano. A cooperativa entrou em 2024 com estoques 50% maiores de grãos do que em 2023, após uma safra recorde no ciclo passado e lentas vendas dos cooperados devido a cotações pouco interessantes para negócios dos agricultores, disseram à Reuters representantes da Coamo na quinta-feira, quando os resultados da instituição de 2023 foram aprovados pelos associados. Se as vendas dos estoques de soja, milho e trigo podem amenizar uma possível queda no faturamento em 2024 para a Coamo, de outro lado sinaliza para o mercado que a cooperativa com sede em Campo Mourão (PR) e atuação em Mato Grosso do Sul e Santa Catarina dispõe de volumes para fazer frente à quebra da colheita de soja neste ano, que pode chegar a cair cerca de 20% após um clima desfavorável. "Tendo volume menor de produção, isso leva a crer uma queda de faturamento. Só que tem um componente do estoque... com a velocidade mais lenta de fixação por parte do produtor, cresceu na Coamo em 50% o estoque de passagem... Se o produtor vier a comercializar isso este ano... então pode ser que haja uma compensação da queda de safra", disse o presidente-executivo da cooperativa, Airton Galinari, à Reuters. "Mas isso (a fixação da venda) é decisão do produtor, vai da necessidade de caixa", disse Galinari, lembrando que o cooperado pode deixar o produto armazenado na Coamo por um ano sem custos extras. Ele disse que a Coamo passou de 2023 para 2024 com 3,66 milhões de toneladas de grãos em estoques, volume que representa mais de 36% do total de 10 milhões de toneladas recebido pela cooperativa no ano passado. Para 2024, inicialmente havia expectativa de a cooperativa receber volumes semelhantes de soja em relação ao ano passado, algo em torno de 6 milhões de toneladas, mas os problemas climáticos trouxeram as perspectivas de recebimento do principal grão da Coamo mais próximas de 4,8 milhões a 5,1 milhões de toneladas. "Estamos com uma expectativa de 20% a menos do que o planejado de soja", afirmou. Galinari estima que em geral o produtor tenha travado vendas de menos de 10% da sua safra nova de soja por meio de contratos a termo, um percentual que já chegou a variar entre 30% e 40% em anos anteriores, quando o mercado estava mais favorável. Além dos estoques da safra passada, a cooperativa está lidando com recebimentos de uma colheita antecipada de soja, que já atingiram mais de 30% do que a cooperativa espera receber. Ele disse é prematuro falar em projeções para o milho segunda safra, que está sendo plantado, mas disse que uma expectativa inicial indica que o recebimento de milho da segunda safra pode girar em torno de 3,3 milhões de toneladas, praticamente o mesmo número de 2023. Ele comentou que a antecipação do ciclo da soja melhorou a janela para produtores de milho, que deverá ser preferido em relação ao trigo, cujos preços "não fecham a conta". Os preços de produtos agrícolas estão refletindo uma maior oferta mundial, apesar de uma quebra de safra no Brasil, que deve ser compensada por um aumento da produção de soja e milho na Argentina. O presidente do Conselho de Administração da Coamo, José Aroldo Gallassini, foi reconduzido ao cargo em assembleia de cooperados na quinta-feira, disse que o produtor está perdendo o "fôlego" desde 2023, e destacou que o setor tem procurado o governo para obter prorrogação de parcelas de empréstimos. "Já tivemos contatos com o governo para um possível plano para favorecer o custeio e o investimento, mas por enquanto está muito em conversa", disse, citando que em função da queda de preços alguns produtores não estão conseguindo pagar contas de insumos e máquinas, o que gera inadimplência.

Reuters

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Paraná é o terceiro estado que mais exporta carne de peru, aponta boletim do Deral

O Paraná é o terceiro maior produtor e exportador, com envio de 16.137 toneladas, o que rendeu US$ 43,293 milhões. O Estado fica atrás de Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O desempenho brasileiro representou um aumento de 17,6% em termos de volume diante das 59.199 toneladas de 2022

 

As exportações nacionais de carne de peru alcançaram 69.644 toneladas em 2023 e geraram receita de aproximadamente US$ 200,568 milhões. Os dados do Agrostat, plataforma do Ministério da Agricultura e Pecuária que acompanha o comércio brasileiro do agronegócio, são detalhados no Boletim de Conjuntura Agropecuária, elaborado pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. O desempenho brasileiro representou um aumento de 17,6% em termos de volume diante das 59.199 toneladas de 2022. Em valores, o crescimento foi de 6%, visto que de janeiro a dezembro do ano anterior a receita foi de US$ 189,147 milhões. Os principais destinos foram México, África do Sul e Países Baixos. Em 2022, o Paraná exportou 6.751 toneladas, que contabilizaram receita de US$ 17.937 milhões. O boletim registra que as exportações de carne de peru têm mantido trajetória ascendente nos últimos anos e ganhou impulso significativo em 2023, principalmente em vendas para a Europa e a África do Sul, de acordo com levantamento da Associação Brasileira de Produção Animal (ABPA). A expectativa é que o desempenho positivo continue. As exportações nacionais de carne bovina atingiram 253,3 mil toneladas em janeiro de 2024, com crescimento de 28% sobre janeiro de 2023. Os maiores importadores continuam sendo China e Estados Unidos. O boletim registra ainda que, com base nos primeiros resultados do 4º quadrimestre de 2023 da pesquisa de abate divulgada pelo IBGE, o Brasil produziu cerca de 5,3 milhões de toneladas de carne suína no ano passado. Desse montante, estima-se que em torno de 22,8% (aproximadamente 1,2 milhão de toneladas) foram exportados.

SEAB-PR/DERAL

 

ECONOMIA/INDICADORES

 

Dólar fica quase estável ante real em dia de dados fracos nos EUA

O dólar à vista fechou a quinta-feira muito próximo da estabilidade ante o real, numa sessão marcada pela queda quase generalizada da moeda norte-americana no exterior, após dados fracos do varejo e da indústria dos EUA motivarem apostas de que o Federal Reserve pode não levar tanto tempo para cortar os juros

 

Numa sessão em que as cotações se mantiveram em margens estreitas, o dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9687 reais na venda, em leve queda de 0,08%. Em fevereiro, a moeda acumula alta de 0,61%. Na B3, às 17:11 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,03%, a 4,9770 reais. Mais uma vez, os fatores que direcionaram os preços no Brasil vieram do exterior. Pela manhã, o Departamento do Comércio informou que as vendas no varejo dos EUA caíram 0,8% em janeiro, um resultado pior que a queda de 0,1% esperada pelos economistas. Os dados de dezembro foram revisados para baixo, mostrando aumento de 0,4% das vendas, e não de 0,6% como informado antes. Já a produção industrial norte-americana caiu 0,1% em janeiro ante dezembro, resultado também pior que a alta de 0,3% esperada pelos economistas. Para Thiago Avallone, especialista de câmbio da Manchester Investimentos, os dados divulgados nos Estados Unidos intensificaram as dúvidas sobre quando ocorrerá o primeiro corte da taxa de juros pelo Fed. Em análise enviada a clientes, o head de câmbio para o norte e nordeste da B&T Câmbio, Diego Costa, afirmou que os dados de seguro-desemprego, vendas no varejo e produção industrial nos EUA aumentaram a “incerteza no panorama global”. À tarde, o BC informou que o Brasil registrou fluxo cambial total positivo de 5 milhões de dólares em fevereiro até o dia 9, com saídas líquidas de 1,445 bilhão de dólares pela via financeira e entradas de 1,450 bilhão de dólares pelo canal comercial.

Reuters

 

Ibovespa fecha em alta com aval dos EUA e suporte de Petrobras

O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira, apoiado pela queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e alta nos pregões em Nova York, enquanto ações de petrolíferas forneceram suporte relevante na esteira do avanço do petróleo no exterior, com os papéis de Petrobras valorizando-se mais de 2%

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,59%, a 127.773,23 pontos, de acordo com dados preliminares. O volume financeiro somava 21,1 bilhões de reais antes dos ajustes finais.

Reuters

 

Bancos veem melhores condições de crédito neste trimestre, mostra BC

As condições de crédito no Brasil ficaram mais favoráveis no encerramento de 2023 e devem seguir em trajetória de melhora na maior parte dos segmentos neste trimestre, mostrou nesta quinta-feira pesquisa do Banco Central com instituições financeiras consultadas em janeiro

 

A melhora na percepção ocorre em meio ao ciclo de queda da taxa básica de juros pelo Banco Central, atualmente em 11,25% ao ano, e da continuidade do programa Desenrola Brasil, que renegociou até o momento 35 bilhões de reais em dívidas de brasileiros com bancos e outros credores. De acordo com a Pesquisa Trimestral de Condições de Crédito, deve ser observada tendência positiva nos financiamentos voltados ao consumo de pessoas físicas, “principalmente em decorrência da melhora na percepção sobre o nível de comprometimento de renda do consumidor, o nível de emprego e condições salariais, a inadimplência e a tolerância ao risco”. Na avaliação das instituições consultadas, também deve haver queda na inadimplência neste trimestre em relação ao fim de 2023. Em dezembro, a inadimplência nos financiamentos livremente pactuados entre bancos e tomadores estava em 4,7%, contra 4,8% em novembro. A pesquisa do BC destacou que os bancos veem uma “melhora generalizada” nos fatores que impactam condições de crédito para grandes empresas, com destaque para as condições da economia e a competição entre instituições financeiras. Também é esperada continuidade da melhora nos segmentos de micro, pequenas e médias empresas. No crédito habitacional, as expectativas são menos otimistas, com projeções apontando para que o funding dessas linhas de financiamento seja um fator “bastante negativo” neste trimestre. A pesquisa ouviu 18 instituições que atuam no segmento de consumo da pessoa física, 7 do crédito habitacional, 21 com participação em financiamentos para grandes empresas e 29 para micro, pequenas e médias companhias.

Reuters

 

Fluxo cambial fica positivo em US$ 320 milhões na semana até 09 de fevereiro

Segundo o BC, conta comercial foi responsável pela entrada líquida de US$ 436,7 milhões na semana passada, enquanto a conta financeira anotou saída de US$ 116 milhões 

 

O Banco Central informou na quinta-feira (15) que o fluxo cambial anotou entrada líquida de US$ 320 milhões entre os dias 05 e 09 de fevereiro. A conta comercial foi responsável pela entrada líquida de US$ 436,7 milhões na semana passada, enquanto a conta financeira anotou saída de US$ 116 milhões. No acumulado do mês de fevereiro, o fluxo cambial fica positivo em apenas US$ 5 milhões. O saldo é resultado do fluxo financeiro negativo de US$ 1,445 bilhão, enquanto o fluxo comercial é positivo em US$ 1,450 bilhão. No recorte do acumulado de 2024, o fluxo cambial anota entrada líquida de US$ 5,203 bilhões, enquanto o fluxo financeiro registra saída de US$ 935 milhões e o fluxo comercial tem entrada de US$ 6,138 bilhões.

Valor Econômico

 

Mercado faz leves ajustes para cima nas projeções de inflação em 2024 e 2025

Analistas consultados pelo Banco Central fizeram pequenos ajustes para cima em suas projeções para a inflação neste ano e no próximo, deixando inalteradas as perspectivas para a política monetária

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa para a alta do IPCA aumentou em 0,01 ponto percentual tanto para 2024 quanto para 2025, respectivamente a 3,82% e 3,51%. No caso de 2025, foi a primeira mudança na estimativa depois de 28 semanas em 3,50%. Para os dois anos seguintes a estimativa para a inflação segue em 3,50%. O centro da meta oficial para a inflação em 2024, 2025 e 2026 é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Dados divulgados na semana passada mostram que a inflação no Brasil desacelerou em janeiro a 0,42%, mas ficou acima da expectativa, levantando sinais de alerta para o peso dos preços dos alimentos e de serviços. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que não houve alterações nas perspectivas para a taxa básica de juros, com a Selic novamente calculada em 9,0% em 2024 e 8,50% em 2025. Atualmente ela está em 11,25% e o mercado vê novo corte de 0,5 ponto percentual na reunião de março do Comitê de Política Monetária, como indicado pelo Banco Central. Para o Produto Interno Bruto (PIB), as estimativas de crescimento seguem em 1,60% e 2,00% respectivamente para este ano e o próximo.

Reuters

 

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