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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 556 DE 09 DE FEVEREIRO DE 2024


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 4 | nº 556|09 de fevereiro de 2024

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL

 

BOVINOS

 

No mercado do boi, continua a estabilidade no preço da arroba

No mercado físico do boi gordo, relata a Agrifatto, que acompanha diariamente os negócios em 17 importantes praças brasileiras, os frigoríficos exercem uma intensa pressão de baixa sobre a arroba. De outro lado, os produtores demonstram resistência, resultando em restrição da oferta e redução do volume negociado. No Paraná, o boi vale R$235,00 por arroba. Vaca a R$210,00. Novilha a R$215,00. Escalas de abate de oito dias

 

As escalas de abate das indústrias brasileiras encurtaram um dia e, na quarta-feira (7/2), retornaram a sete dias, na média nacional. “É importante notar que o encolhimento das programações pode se intensificar durante o período carnavalesco”, afirmam os analistas da Agrifatto. Segundo a consultoria, fevereiro é um mês caracterizado por suas peculiaridades. “Além de ser mais curto, existe a redução de dias úteis devido aos pontos facultativos e feriados. Após um leve aumento no consumo durante o Carnaval, em seguida vem a quaresma, um período de significado religioso que, tradicionalmente, derruba o consumo de carne vermelha”, relatam os analistas. “A partir de 19 de fevereiro, será necessária uma análise mais acurada das ofertas, da evolução das escalas e do apetite chinês para novos contratos após o ano novo lunar”, observou a Agrifatto. “Combinados, tais fatores determinarão com mais segurança o rumo dos preços da arroba do boi gordo no mercado físico”, disse. Na quinta-feira, segundo a Agrifatto, a cotação média do boi gordo em São Paulo permaneceu em R$ 235/@. Todas as dezessete praças acompanhadas mantiveram cotações laterais. Segundo apuração da Scot Consultoria, com o feriado se aproximando, alguns frigoríficos completaram as escalas de abate e só voltarão às compras na Quarta-Feira de Cinzas (15/2). “A expectativa é de que, com o feriado, o volume de carne escoada aumente, em função das confraternizações”, afirmam os analistas da Scot, que completa: “Vale ressaltar que, mesmo com o aumento do escoamento, o Carnaval deixa o mercado moroso, pois fevereiro tem menos dias”. Pelos dados da Scot, a cotação do boi gordo está em R$ 235/@ no mercado paulista, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 210/@ e R$ 230/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). O “boi-China” segue cotado em R$ 245@ (base SP, prazo, bruto), com ágio de R$ 10/@ sobre o animal “comum”. Na B3, os contratos futuros do boi gordo registraram valorização na quarta-feira (7/2). O contrato com vencimento para fevereiro de 2024 fechou cotado em R$ 240,40/@, com avanço de 0,61% no comparativo diário. Cotações: SP Barretos – 236,21. SP Araçatuba – 236,21. MG Triângulo – 235,77. MG BH – 217,00. MG Norte – 224,50. MG Sul – 213,40. GO Goiânia – 220,83. GO Região Sul – 220,19. MS Dourados – 227,42. MS C. Grande – 231,63. MS Três Lagoas – 224,50. BA Sul – 236,53. BA Oeste – 231,14. MT Norte –211,21. MT Sudoeste – 209,66. MT Cuiabá* – 212,77. MT Sudeste – 213,34. PA Marabá – 210,91. PA Redenção – 205,98. PA Paragominas – 225,27. RO Sudeste – 198,85. TO Sul – 208,00. TO Norte – 211,02. *Região de Cuiabá, inclui Rondonópolis.

Scot Consultoria/Portal DBO/S&P Global/AGRIFATTO

 

SUÍNOS

 

Mercado dos suínos: estabilidade na 5ª feira

No levantamento realizado pela Scot Consultoria, a carcaça suína especial seguiu estável e está cotado em R$ 10,10/kg, em média, enquanto o preço médio da arroba do suíno CIF seguiu estável custando, em média, R$ 127,00/@

 

No Indicador do Suíno Vivo, referente a última quarta-feira (07), o preço permaneceu cotado em R$ 6,04/kg no Rio Grande do Sul. No Paraná, o preço do animal também seguiu com estabilidade e está em R$ 6,13/kg. Já na região de Santa Catarina, o animal seguiu precificado em R$ 6,01/kg. Em São Paulo, o valor ficou em R$ 6,63/kg e apresentou ganho de 0,45%. Em Minas Gerais, o valor do suíno teve valorização de 0,15% e está cotado em R$ 6,77/kg. De acordo com o Cepea, os preços do suíno vivo e da carne suína têm reagido neste início de fevereiro. Além da maior demanda neste período de recebimento de salários, o impulso também vem da menor disponibilidade doméstica de animais (sobretudo com peso ideal para abate) e da proteína. “Mesmo diante das altas, a liquidez está elevada no mercado interno, e, segundo agentes consultados pelo Cepea, a procura pela carne suína deve continuar firme nos próximos dias. No Sul, produtores relatam solicitações de adiantamento e pedidos de cargas extras”, informou o Cepea em seu boletim semanal. 

Cepea/Esalq

 

Suinocultura independente: preços com altas em SP, MG e SC

Cotações registraram avanços significativos nesta semana

 

Em São Paulo, os preços dos suínos apresentaram valorização de 3,07% frente à semana anterior, em que passou de 6,83/kg e está precificado em R$ 7,04/kg por vivo, com acordo entre suinocultores e frigoríficos, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). No mercado mineiro, o valor do animal teve ganho de 2,94% e precificado em R$7,00/kg vivo nesta semana, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). "O mercado essa semana foi firme, por isso está buscando mais um reajuste de preços. Isso é positivo embora traz consigo novos desafios na sequência do mês de fevereiro", disse o consultor de mercado da Associação, Alvimar Jalles. Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal apresentou ganho de 2,29% nesta a semana frente a anterior, em que passou de R$ 6,11/kg para R$ 6,25/kg vivo.

Agrolink

 

ABPA: Exportações de carne suína crescem 11,7% em janeiro

Embarques de carne de frango mantém fluxo acima de 400 mil toneladas em 2024

 

Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 99,6 mil toneladas em janeiro, superando em 11,7% o total exportado no mesmo período do ano passado, com 89,2 mil toneladas. Em receita, as vendas internacionais do setor totalizaram US$ 199 milhões, saldo 6,3% menor que o total registrado em janeiro de 2023, com US$ 212,4 milhões. A China, maior importadora de carne suína do Brasil, importou 23,1 mil toneladas em janeiro (-44,6% em relação ao ano anterior). Em fluxo altamente positivo, as Filipinas importaram 12,3 mil toneladas no mesmo período (+241,3%), seguida pelo Chile, com 10,8 mil toneladas (+65,7%), Hong Kong, com 9,5 mil toneladas (+34%) e Singapura, com 5,1 mil toneladas (+10%). No ranking dos maiores estados exportadores, Santa Catarina lidera com 55,5 mil toneladas exportadas em janeiro, 11% a mais que no mesmo período de 2023. Em seguida estão o Rio Grande do Sul, com 21,2 mil toneladas (+3,44%), Paraná, com 10,9 mil toneladas (+4,9%), Mato Grosso, com 2,6 mil toneladas (+25,8%) e Mato Grosso do Sul, com 2,5 mil toneladas (+23,8%). “Há uma diversificação nos destinos de exportações de carne suína, com o estabelecimento de maior demanda em determinadas nações da Ásia. Neste mês, também vimos países das Américas, como Chile e Estados Unidos, reforçarem suas compras”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

ABPA

 

Suínos/Cepea: Preços do vivo e carne reagem com força

Depois de caírem em janeiro, os preços do suíno vivo e da carne suína têm reagido neste início de fevereiro

 

Segundo pesquisadores do Cepea, além da maior demanda nesse período de recebimento de salários, o impulso também vem da menor disponibilidade doméstica de animais (sobretudo com peso ideal para abate) e da proteína. Mesmo diante das altas, a liquidez está elevada no mercado interno, e, segundo agentes consultados pelo Cepea, a procura pela carne suína deve continuar firme nos próximos dias. No Sul, produtores relatam solicitações de adiantamento e pedidos de cargas extras

Cepea

 

FRANGOS

 

Frango no atacado paulista registra valorização de 0,72%

Na quinta-feira (08), o preço do frango no atacado paulista registrou valorização de 0,72% e está precificado em R$ 7,00 por kg, conforme as informações da Scot Consultoria

 

Já o frango na granja paulista segue com estabilidade e cotado em R$ 5,05 por kg. No Paraná, a cotação do animal vivo não apresentou alteração e está valendo R$ 4,55/kg. Já em Santa Catarina, o valor do frango vivo teve baixa de 0,22% e está precificado em R$ 4,44/kg. Conforme informações divulgadas pelo Cepea/Esalq na última quarta-feira (07), o preço do frango vivo congelado registrou valorização de 0,82% e cotado em R$ 7,39/kg. No caso do frango resfriado, o preço teve um ganho de 1,62% e está sendo comercializado em R$ 7,51/kg. 

Cepea/Esalq

 

Embarques de carne de frango mantém fluxo acima de 400 mil toneladas em 2024

Conforme os dados compilados pela ABPA, as exportações de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 404,9 mil toneladas em janeiro, número 3,8% menor que as 420,9 mil toneladas registradas no primeiro mês de 2023

 

No mesmo período, a receita das exportações alcançou US$ 683,6 milhões, saldo 20,2% menor que o total registrado no ano anterior, com US$ 856,6 milhões. No ranking de destinos de exportações estão Japão, 40,1 mil toneladas importadas em janeiro (+6,4% em relação a janeiro de 2023), seguido por Emirados Árabes Unidos, com 38,7 mil toneladas (+7,5%), China, com 38,4 mil toneladas (-36,2%) Arábia Saudita, com 34,9 mil toneladas (+7,9%) e África do Sul, com 31,9 mil toneladas (+8%). Entre os estados exportadores, o Paraná segue na liderança, com 165,9 mil toneladas embarcadas (+3,8%), seguido por Santa Catarina, com 90,7 mil toneladas (-4,8%), Rio Grande do Sul, com 54,3 mil toneladas (-15,3%), São Paulo, com 23,5 mil toneladas (-3,1%) e Goiás, com 19,3 mil toneladas (-2,9%). “O fluxo mensal de exportações segue acima das 400 mil toneladas, dentro do esperado para o primeiro mês do ano. Apesar do quadro complexo em torno do mar vermelho, as nações do Oriente Médio seguem em destaque, com altas significativas nas importações”, analisa o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua.

ABPA

 

INTERNACIONAL

 

Exportações australianas de carne bovina registram o melhor início de ano desde jan/20

Embarques atingiram 75.585 toneladas no mês passado, ante uma média para o mês (os últimos cinco anos) de 59.000 t, informou o portal Beef Central

 

As exportações de carne bovina da Austrália tiveram o início de ano mais forte desde o período de seca de 2019-20, quando a atividade de abate ficou sobrecarregada, informou o portal australiano beefcentral.com. Tradicional exportador mundial da commodity, o país da Oceania promete incomodar os concorrentes internacionais este ano, sobretudo o Brasil, que, assim como a Austrália, tem previsões otimistas para o comércio internacional da proteína bovina (mais informações sobre o assunto no Anuário DBO 2024). Segundo reportagem da Beef Central, janeiro é tradicionalmente o mês mais calmo do ano para as exportações de carne bovina australiana, com muitas grandes fábricas de exportação do norte fechadas para as férias. No entanto, os embarques para todos os mercados atingiram 75.585 toneladas no mês passado, o volume mais elevado registado em janeiro desde 2020, quando grande parte da metade norte da Austrália ainda estava sob grave seca. “A média de janeiro nos últimos cinco anos foi de 59.000 toneladas”, acrescenta o portal. O resultado do mês passado segue o ritmo forte dos embarques de dezembro/23. “O processamento de carne bovina na Austrália teve um forte início de ano, com as primeiras quatro semanas de operações obtendo uma média de quase 88.500 cabeças, 11% a mais que no ano passado e 32% acima do resultado computado em igual período de 2022”, relata. Tal como aconteceu durante o segundo semestre de 2023, os Estados Unidos continuaram a comprar fortemente em janeiro, adquirindo 20.308 toneladas de carne bovina (e de vitela) australiana. Isso foi mais que o dobro do volume visto em janeiro do ano passado (8.953 toneladas), segundo o portal. No mercado dos EUA, a Austrália, diz o Beef Central, se beneficia de uma vantagem competitiva sobre o rival de exportação, o Brasil. Sem um Acordo de Comércio Livre bilateral em vigor, o Brasil exporta para os EUA ao abrigo da pequena cota de carne bovina de “outros países”, de apenas 65.000 toneladas. Em 29 de janeiro/24, de acordo com o portal, essa cota (para este ano) estava preenchida em 71,54%. “Isso sugere que a cota será preenchida no próximo mês, forçando uma tarifa total de 26,4% sobre as exportações brasileiras de carne bovina para os EUA até o final deste ano”, relata o portal, reforçando a vantagem competitiva dos australianos no mercado norte-americano. No entanto, diz a reportagem, apesar da penalização em termos de custos, as exportações de carne bovina do Brasil para os EUA cresceram acentuadamente nos últimos anos. Ao mesmo tempo, o volume de exportações isentas de tarifas da Austrália para os EUA diminuiu gradualmente ao longo dos últimos quatro anos. A Austrália utilizou apenas 29% de sua cota total de carne bovina dos EUA em 2022, 31% em 2021 e 55% no ano passado (2023). A última vez que a cota foi preenchida foi em 2015.

Beef Central

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Indústria paranaense fecha 2023 com alta de 1,5%

No Brasil, o crescimento médio foi de 0,2% no período

 

A produção industrial do Paraná fechou o ano de 2023 com alta de 1,5%, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quinta-feira (8). Os números, referentes ao acumulado entre janeiro e dezembro, são os melhores da região Sul do Brasil. Neste mesmo período, a produção industrial de Santa Catarina teve queda de 1,3%, enquanto o Rio Grande do Sul recuou 4,7%. A atividade industrial paranaense também esteve acima da média nacional no ano passado. De janeiro a dezembro de 2023, a alta da indústria brasileira foi de 0,2%. Dos 18 estados pesquisados pelo IBGE, 10 registraram alta e outros oito apresentaram queda. Quatro setores industriais puxaram o índice paranaense para cima em 2023. A produção de derivados de petróleo e biocombustíveis teve a maior alta registrada no Estado entre janeiro e dezembro, com crescimento de 17,1% no período. Na sequência estão a fabricação de produtos alimentícios, que cresceu 6,7%, a produção de bebidas, com alta de 5,1%, e a produção moveleira, que registrou aumento de 2,2% no ano no Paraná. Nestes quatro setores, o Paraná também apresentou aumento superior à média nacional. Em todo o Brasil, a indústria de derivados de petróleo e biocombustíveis cresceu 6,1%, a indústria alimentícia subiu 3,7% e a fabricação de bebidas registrou alta de 0,9%. A produção de móveis, em todo o país, caiu 1,3%. O ano também foi emblemático no setor porque o Paraná alcançou em novembro o maior nível da produção industrial desde janeiro de 2012. O Estado chegou ao índice de 113.82591 no mês, segundo a PIM. Até então, o maior índice da produção paranaense na série histórica do IBGE tinha sido alcançado em dezembro de 2011, quando chegou ao patamar de 122.45216. O ritmo na produção industrial também ultrapassou os números pré-pandemia. 

Agência Estadual de Notícias

 

Portos do Paraná ultrapassa 65 milhões de toneladas movimentadas em 2023

O número é o maior já alcançado na história da instituição, fundada em 1935. O recorde anterior foi de 58.399.284 toneladas em 2022. No segmento exportação foram 42.718.813 toneladas, um crescimento de 18% em relação ao ano anterior (36.058.499 toneladas)

 

A Portos do Paraná, empresa pública que administra os portos de Paranaguá e Antonina, bateu um novo recorde de movimentação em 2023, com 65.393.256 toneladas movimentadas. O número é o maior já alcançado na história da instituição, fundada em 1935. O recorde anterior foi de 58.399.284 toneladas em 2022. O anúncio foi feito na quinta-feira (08) pelo diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, e o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex. De acordo com o diretor-presidente da Portos do Paraná, as adequações em tempo de manobras de caminhões e trens, além de gestão interna, fizeram com que a empresa pública alcançasse o recorde. "Estudos de mercado apontavam este volume de 65 milhões de toneladas movimentadas apenas para 2040, então superamos em 17 anos essa estimativa", complementou. No segmento exportação foram 42.718.813 toneladas, um crescimento de 18% em relação ao ano anterior (36.058.499 toneladas). Os destaques, no comparativo com 2022, foram para a exportação de soja, com 14.662.586 milhões de toneladas (47%); e açúcar, com 5.459.221 milhões de toneladas (27%). Na importação o crescimento foi de 1%, passando de 22.340.785 toneladas para 22.674.442 toneladas, e o destaque foi para os fertilizantes, com 9.968.585 toneladas movimentadas, número semelhante a 2022 (9.990.983 toneladas). A Portos do Paraná é o maior canal de importação de fertilizantes do Brasil tendo, em 2023, representado 25% da movimentação nacional. “Mesmo com um ano extremamente desafiador, com excessiva quantidade de chuvas, nós conseguimos superar uma meta estabelecida desde o início do ano. As 65 milhões de toneladas são resultado de um grande trabalho em conjunto envolvendo todos os colaboradores, terminais, operadores e comunidade portuária”, explicou o diretor de Operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira. A expectativa para o ano de 2024 e os próximos anos é de crescimento ainda maior. Para suprir a demanda crescente do mercado, começarão as obras do Moegão, orçada em R$ 592 milhões, e que consistem na implantação de um sistema exclusivo de descarga ferroviária de grãos e farelos. A ordem de serviço para o início da obra já foi assinada e, após sua conclusão, o ganho operacional será de 63% na capacidade de desembarque de cargas. Outros investimentos previstos pela Portos do Paraná vão acontecer por meio dos arrendamentos, com atração de capital privado, os quais são conduzidos diretamente pela empresa pública. O leilão mais recente, realizado em novembro de 2023, foi do PAR09. Ele foi arrematado pelo Fundo de Investimento Q-PAR09 e a empresa deverá investir R$ 910 milhões em melhorias na infraestrutura. Além da movimentação anual, 2023 trouxe outros recordes para a operação. Em dezembro, a Portos do Paraná registrou a maior movimentação mensal da história, com 6.376.229 milhões de toneladas movimentadas, 45% a mais do que no mesmo mês em 2022 (4.384.513 milhões de toneladas). No pátio de triagem, foram 490 mil caminhões em circulação em 2023, um crescimento de 25% em comparação a 2022 (391 mil caminhões).

Agência Estadual de Notícias


Turismo gerou quase 7 mil empregos formais no Paraná

O turismo paranaense foi responsável pela ocupação de 6.728 pessoas no mercado de trabalho formal do Paraná em 2023. Os dados foram compilados pela Secretaria de Estado do Turismo através do SiTU (Sistema de Inteligência Turística), com base nas informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)

 

Os setores de alimentação e hospedagem foram responsáveis por mais da metade das contratações com carteira assinada, englobando 74% do total de vagas. Foram 3.709 contratações formais para o ramo da alimentação e 1.283 para os serviços voltados à hospedagem. Outros setores expressivos foram transporte rodoviário, com 453 contratações formais, e as atividades desportivas e recreativas, com 425 vagas preenchidas com carteira assinada. A região da Rotas do Pinhão (Grande Curitiba e Campos Gerais) contratou 2.578 pessoas para o setor em 2023, seguida pela região denominada Cataratas do Iguaçu e Caminhos ao Lago de Itaipu, com 1.179. O Norte do Paraná aparece em terceiro lugar com 755 novas contratações. Ainda de acordo com o relatório, a maioria das contratações no setor é do sexo masculino (56%), contra 44% do sexo feminino. Segundo o secretário do Turismo, Marcio Nunes, os números comprovam a recuperação do setor pós-pandemia e estão dentro dos bons resultados da geração de emprego do estado. “O turismo paranaense está se destacando cada vez mais porque o governador Ratinho Junior colocou o setor na prateleira de cima, apostando no turismo como fonte de emprego e renda”, destacou. "E no final do ano tivemos a estreia da temporada dos cruzeiros, movimentando muito o Litoral. Nossa expectativa é melhorar ainda mais esses números em 2024."

Gazeta do povo

 

ECONOMIA/INDICADORES

 

Alta do IPCA desacelera em janeiro, mas alimentos e serviços acendem alerta

A inflação no Brasil desacelerou em janeiro, mas inicia 2024 levantando sinais de alerta para o peso dos preços dos alimentos, que registraram a maior alta para o primeiro mês do ano em oito anos

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,42% em janeiro, contra 0,56% em dezembro, mostraram dados divulgados na quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso o índice passa a acumular em 12 meses avanço de 4,51%, abaixo da taxa de 4,62% com que encerrou 2023, quando voltou a ficar dentro do limite da faixa determinada como meta para o ano passado. Para este ano, o centro da meta para a inflação, medida pelo IPCA, é de 3,0%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Depois de se acomodar em patamares mais baixos em 2023, o IPCA iniciou o ano sob pressão dos preços de Alimentação e Bebidas, que tem forte peso no orçamento das famílias, com atenção também à inflação de serviços. A alta dos preços de alimentos e bebidas acelerou a 1,38% no primeiro mês do ano, de 1,11% em dezembro, marcando a maior alta para um mês de janeiro desde 2016 (2,28%). "É uma época de chuvas e secas, muitas variações climáticas. Esse ano tem o fenômeno El Niño muito presente no clima e janeiro foi um mês marcado por questões climáticas”, disse o gerente da pesquisa, André Almeida. A alimentação no domicílio ficou 1,81% mais cara em janeiro, influenciada sobretudo pelo avanço nos preços da cenoura (43,85%), da batata-inglesa (29,45%), do feijão-carioca (9,70%), do arroz (6,39%) e das frutas (5,07%). Por outro lado, o grupo Transportes registrou deflação de 0,65% no período, após alta de 0,48% em dezembro, graças à queda de 15,22% das passagens aéreas após altas nos últimos quatros meses de 2023 --em 12 meses, esse item acumula alta de 25,48%. Também houve queda de 0,39% nos preços dos combustíveis, com recuos do etanol (-1,55%), do óleo diesel (-1,00%) e da gasolina (-0,31%). O resultado das passagens aéreas ajudou a inflação de serviços a registrar avanço de apenas 0,02% em janeiro, desacelerando com força ante alta de 0,60% em dezembro e marcando alta de 5,62% em 12 meses. Esse item, no entanto, é considerado bastante volátil e, com sua exclusão do cálculo, a inflação de serviços em janeiro seria de 0,45% e a alta do IPCA, de 0,57%, segundo cálculos do IBGE. O índice de difusão, que mostra o espalhamento das variações de preços, manteve-se em janeiro em 65%.

Reuters

 

Dólar sobe e volta a tocar os R$ 5,00 com dados do mercado de trabalho dos EUA

O dólar à vista subiu e voltou a tocar nos 5,00 reais na quinta-feira, para depois encerrar o dia levemente abaixo deste nível, com as cotações acompanhando o avanço da moeda norte-americana no exterior, após dados do mercado de trabalho reforçarem a perspectiva de corte de juros nos EUA apenas mais à frente

 

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9956 reais na venda, em alta de 0,55%. Em fevereiro, a moeda acumula ganho de 1,16%. A moeda norte-americana à vista oscilou no território positivo durante todo o dia no Brasil. No início da sessão, os dados da inflação em janeiro foram monitorados, mas não chegaram a influenciar de forma decisiva os preços das moedas, impactando mais diretamente os negócios com juros futuros. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,42% em janeiro, ante alta de 0,56% em dezembro. O exterior, por sua vez, exercia maior influência sobre as cotações. A perspectiva de que o Federal Reserve cortará juros apenas em maio ou depois disso foi reforçada por novos números da economia. Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego estaduais caíram 9 mil na semana encerrada em 3 de fevereiro, para 218 mil em dado com ajuste sazonal, informou o Departamento do Trabalho dos EUA. Em reação, os rendimentos dos Treasuries voltaram a subir, assim como o dólar ante boa parte das demais divisas, em meio à leitura de que o mercado de trabalho resiliente dificulta o início do ciclo de cortes de juros pelo Fed. No mercado futuro -- o mais líquido no Brasil -- a moeda norte-americana para março se mantinha levemente acima dos 5,00 reais neste fim de tarde. Na B3, às 17:16 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,56%, a 5,0055 reais. Os negócios no Brasil ocorreram nesta quinta-feira sob um pano de fundo político conturbado, em meio à operação da Polícia Federal que investiga tentativa de golpe de Estado durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Reuters

 

Ibovespa recua com alta em rendimentos de Treasuries

O Ibovespa fechou em queda na quinta-feira, com declínio generalizado na bolsa paulista em meio ao avanço nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, enquanto Totvs desabou após o resultado operacional medido pelo Ebitda da empresa de software frustrar previsões de analistas

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,33%, a 128.216,92 pontos. O volume financeiro somou 26,38 bilhões de reais. Dados disponíveis no site da B3 continuam mostrando saída de capital externo do mercado acionário brasileiro, com o saldo em fevereiro negativo em cerca de 1,8 bilhão de reais até o dia 6. No primeiro mês do ano, as vendas por estrangeiros superaram as compras por esses investidores em quase 7,9 bilhões de reais. Uma boa parte desse movimento é relacionada à correção de alta nos rendimentos dos Treasuries, que fecharam 2023 a 3,86%, mas voltaram a superar os 4% neste ano, quando dados e sinalizações de autoridades do Federal Reserve esfriaram expectativas de uma queda nos juros dos Estados Unidos em março. Na quinta-feira, o Treasury de 10 anos oferecia um yield de 4,1521%, ante 4,098% na véspera, refletindo cautela de agentes financeiros antes de dados de preços ao consumidor norte-americano relativos a janeiro, previstos para a sexta-feira. Além do avanço nos rendimentos da dívida do governo dos EUA, o gestor Tiago Cunha, sócio da Ace Capital, também destacou o resultado acima do esperado do IPCA referente ao mês passado como mais um componente desfavorável às ações brasileiras. Cunha também chamou a atenção para safra de resultados do quarto trimestre, com os resultados nos EUA repercutindo de forma mais positiva em Wall Street do que os balanços brasileiros têm reverberado na B3. "Em um mercado global, com ampla mobilidade de capital, os resultados das empresas norte-americanas têm apresentado mais crescimento de receita, melhor desempenho operacional e perspectivas mais positivas para 2024. O fluxo de saída está, também, ancorado nesse diferencial de resultados e perspectivas para o ano", afirmou.

Reuters

 

BC: Brasil tem fluxo cambial positivo de US$ 5,198 bi em janeiro

O Brasil registrou fluxo cambial total positivo de 5,198 bilhões de dólares em janeiro, em movimento puxado pela via comercial, informou na quinta-feira o Banco Central

 

Os dados mais recentes são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. Pelo canal financeiro, houve entradas líquidas de 510 milhões de dólares em janeiro. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Pelo canal comercial, o saldo de janeiro foi positivo em 4,688 bilhões de dólares. Na semana passada, de 19 de janeiro a 2 de fevereiro, o fluxo cambial total foi negativo em 1,473 bilhão de dólares. No acumulado do ano até 2 de fevereiro, o Brasil registra fluxo cambial total positivo de 4,883 bilhões de dólares. No mesmo período do ano passado, o fluxo estava positivo em 3,968 bilhões de dólares.

Reuters              

 

Arrecadação avança 9% em janeiro, traz boa notícia e saia justa 

Caixa reforçado facilita o trabalho da equipe econômica, mas tende a ampliar pressões por recursos e isenções 

 

Números preliminares da base de dados do governo indicam que a arrecadação veio forte em janeiro, como tem dito o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O crescimento nominal das receitas administradas, na comparação com janeiro de 2023, foi da ordem de 9%, o que representa um avanço de cerca de 4% acima da inflação. A tributação dos fundos exclusivos, aprovada no ano passado, repetiu o desempenho de dezembro e reforçou as receitas em cerca de R$ 4 bilhões no mês passado, informa fonte da área técnica. É boa notícia para a área econômica. Ao mesmo tempo, coloca o time do Ministério da Fazenda em uma saia justa. Pelo lado bom, a arrecadação está em linha com o projetado no orçamento de 2024. Não é pouca coisa, considerando que se esperam receitas cerca de R$ 170 bilhões superiores às do ano passado. Além disso, janeiro de 2023 foi um mês de alto desempenho das receitas. Os técnicos colocam alguma cautela ao analisar os números por causa do comportamento do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Os recolhimentos vieram fortes, mas o dado pode refletir antecipação dos recolhimentos tributários do trimestre. Assim, avalia-se que a arrecadação de janeiro, isoladamente, não pode ser extrapolada para o restante do ano. Por outro lado, se fevereiro repetir o desempenho do mês anterior, reforça-se a perspectiva de reduzir ou mesmo eliminar a necessidade de contingenciar despesas como meio de se atingir a meta de zerar o déficit no ano. Essa possibilidade foi levantada pelo Ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Aí, vem a saia justa. Com a arrecadação forte, enfraquece-se o discurso da equipe econômica de que é preciso eliminar renúncias fiscais para atingir a meta fiscal este ano. A Medida Provisória (MP) 1.202, editada no final do ano passado, investiu contra duas renúncias caras ao Congresso Nacional: a desoneração da folha salarial de 17 setores intensivos em mão de obra e o Programa Emergencial de Recuperação do Setor de Eventos (Perse), este sob suspeita de fraudes, que elevaram significativamente o seu impacto sobre as contas públicas. Ambos os benefícios fiscais já foram alvo de vetos presidenciais, e ambos os vetos foram derrubados por deputados e senadores. Assim, está claro o posicionamento do Legislativo sobre esses temas. Mesmo com baixa chance de sucesso, o Planalto editou a MP. A decisão contribuiu para azedar o clima. O caixa reforçado também permite atender demandas, mas não todas. Pelo lado do Executivo, foi atendido o pedido do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva de manter o limite de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) em dois salários-mínimos, medida que custará R$ 3 bilhões este ano. Também pode chegar ao fim a novela em torno da regulamentação do bônus de desempenho dos auditores de Receita Federal, tema que se arrasta há sete anos. O espaço para novos gastos, porém, tende a chamar a atenção do Congresso Nacional. As pressões para liberação de recursos tendem a aumentar.

Valor Econômico

 

Conab aponta para uma produção de grãos em 299,8 milhões de t na safra 2023/24

O volume é 6,3% inferior ao obtido na safra passada, o que representa 20,1 milhões de toneladas

 

A colheita total de grãos na safra 2023/24 deve chegar a 299,8 milhões de toneladas, conforme a nova estimativa divulgada no 5º Levantamento da Safra de Grãos, na quinta-feira (8) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume é 6,3% inferior ao obtido na safra passada, o que representa 20,1 milhões de toneladas. Quando comparada com a primeira estimativa desta safra feita pela Conab, a atual projeção apresenta uma diminuição de 17,7 milhões de toneladas. De acordo com a Conab, o comportamento climático nas principais regiões produtoras, sobretudo para soja e milho primeira safra, vem afetando negativamente as lavouras, desde o plantio. O atraso no plantio da soja possivelmente impactará no plantio da segunda safra de milho. A produção de soja estimada é de 149,4 milhões de toneladas, o que representa queda de 3,4% se comparado com o volume obtido no ciclo 2022/23. Já se for considerada a expectativa inicial desta temporada, a quebra chega a 7,8%, uma vez que a Conab estimava uma safra de 162 milhões de toneladas. O atraso do início das chuvas nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Matopiba, seguido por chuvas irregulares e mal distribuídas, com registros de períodos de veranicos superiores a 20 dias, além das altas temperaturas, estão refletindo negativamente no desempenho das lavouras. Outro importante produto que tem estimativa de menor produção é o milho. A queda na safra total do cereal deve chegar a 18,2 milhões de toneladas, resultando em um volume de 113,7 milhões de toneladas. O cultivo de primeira safra do grão, que representa 20,8% da produção total, enfrentou situações adversas como elevadas precipitações no Sul do país e baixas pluviosidades no Centro-Oeste, acompanhadas pelas altas temperaturas, entre outros fatores. Também é esperada uma queda na produção de feijão influenciada pelo clima adverso. A implantação da primeira safra da leguminosa caminha para a sua conclusão e vem apresentando alterações negativas devido às precipitações excessivas, atraso de plantio e ressemeaduras. A semeadura da segunda safra do grão já foi iniciada, especialmente na região Sul, porém o cenário geral é de atraso em razão da colheita da primeira safra estar atrasada. Mesmo assim, a Conab ainda estima uma safra de 2,97 milhões de toneladas de feijão no país. O contexto do El Niño embora tenha afetado inicialmente a lavoura do arroz, não gerou perdas até o momento nesta safra. A produção está estimada em 10,8 milhões de toneladas, 7,6% acima da produção da safra anterior. Alta também para o algodão. A estimativa é que o país estabeleça um novo recorde para a produção da pluma, chegando a 3,3 milhões de toneladas. O preço da commodity e as perspectivas de comercialização refletiram no aumento de área de plantio, que apresenta crescimento de 12,8% sobre a safra 2022/23. As primeiras estimativas para as culturas de inverno apontam para uma recuperação na safra de trigo, estimada em 10,2 milhões de toneladas. O plantio do cereal tem início a partir de fevereiro no Centro-Oeste, e ganhará força em meados de abril, no Paraná, e em maio, no Rio Grande do Sul, estados que representam 82,7% da produção tritícola do país. Com a atualização na estimativa produção da soja, as exportações também devem ser reduzidas em 4,29 milhões de toneladas, saindo de 98,45 milhões de toneladas para 94,16 milhões de toneladas. Além disso, a companhia realizou ajuste estatístico na quantidade da oleaginosa esmagada, totalizando aproximadamente 53,36 milhões de toneladas. Cabe registrar que as perdas da soja no Brasil estão sendo compensadas pela recuperação da safra argentina, semelhante ao ocorrido no Rio Grande do Sul. As vendas de milho ao mercado internacional também foram ajustadas em 3 milhões de toneladas. Com isso, os embarques do cereal devem chegar a 32 milhões de toneladas. Essa queda se explica não só pela atualização da safra estimada, bem como é influenciada pela maior oferta do grão disponível no mercado internacional, em meio à boa safra norte-americana. Já a demanda doméstica está estimada em 84,1 milhões de toneladas.

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