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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 547 DE 29 DE JANEIRO DE 2024


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 4 | nº 547|29 de janeiro de 2024

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL  

 

BOVINOS

 

Negócios em marcha lenta no mercado do boi gordo

“Algumas regiões não resistiram e cederam à pressão da ponta compradora, enquanto outras tentam segurar o gado no pasto, aproveitando as chuvas”, relatou a Agrifatto. No Paraná, boi vale R$230,00 por arroba. Vaca a R$215,00. Novilha a R$220,00. Escalas de abate de oito dias.

 

Seguindo o ritmo dos dias anteriores, o mercado físico do boi gordo fechou a semana com poucos negócios, um reflexo da resistência de parte dos pecuaristas em aceitar a pressão baixista promovida pelos frigoríficos brasileiros, além das escalas de abate mais confortáveis entre as indústrias brasileiras. Segundo a consultoria Agrifatto, a praça de São Paulo, que vinha com estabilidade nos preços da arroba, acabou cedendo ao movimento baixista, registrando desvalorização de 1,4% no comparativo semanal, fechando a sexta-feira com o boi gordo em R$ 240/@, em média. Apenas uma das 17 praças acompanhadas pela consultoria passou por desvalorização da arroba na sexta-feira, 26 de janeiro: Acre. As demais regiões registraram cotações laterais, informou a consultoria. Pelos dados apurados pela Scot Consultoria, nas praças paulistas, destaque para a queda diária de R$ 7/@ na cotação da novilha em São Paulo, na sexta-feira. Agora, essa categoria vale R$ 230/@, no prazo, preço bruto. As demais categorias seguiram com preços estáveis no último dia da semana, em SP, com o “boi comum” negociado por R$ 240/@, a vaca gorda em R$ 215/@ e “boi-China” em R$ 245/@ (valores brutos e a prazo), informou a Scot. Na avaliação da Agrifatto, diante da perspectiva de aumento do consumo interno de carne bovina durante os primeiros dias de fevereiro, coincidindo com o pagamento de salários de janeiro, há expectativa de que os preços do gado pronto permaneçam estáveis, pelo menos ao longo da primeira quinzena do próximo mês. Na B3, o vencimento para janeiro/24 fechou o pregão de quinta-feira (25/1) cotado a R$ 246,50/@, com incremento de 0,26%. Segundo a Agrifatto, as cotações do boi gordo continuam sendo pressionadas na B3 e boa parte dos contratos acumularam desvalorização por mais uma semana, com o vencimento para maio/24 recuando 1,88% no comparativo entre as quintas-feiras e atingindo níveis vistos pela última vez no final de set/23.

Scot Consultoria/Portal DBO/S&P Global/AGRIFATTO

 

SUÍNOS

 

Preço do suíno vivo cai 5,39% no Paraná. Nas demais praças estabilidade

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF ficou estável, custando, em média, R$ 116,00, assim como a carcaça especial, com valor de R$ 8,90/kg

 

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quinta-feira (25), houve queda apenas no Paraná, na ordem de 5,39%, chegando a R$ 5,62/kg. Os preços ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 6,28/kg), Rio Grande do Sul (R$ 5,85/kg), Santa Catarina (R$ 5,66/kg), e São Paulo (R$ 6,18/kg). 

Cepea/Esalq

 

Recorde do PR na exportação de carne suína

A suinocultura paranaense atingiu um marco histórico

 

No ano de 2023, a suinocultura paranaense atingiu um marco histórico ao exportar 168 mil toneladas de carne suína, conforme revelado no Boletim de Conjuntura Agropecuária pelo Departamento de Economia Rural (Deral). Esse volume representa o maior da história do estado e reflete um crescimento notável de 7% em comparação a 2022. Além do impacto significativo na produção, essa expansão contribuiu positivamente para a balança comercial paranaense, gerando aproximadamente 1,8 bilhão de reais em termos financeiros. Os destaques no cenário internacional foram Hong Kong, assumindo a liderança com uma participação de 30%, seguido pelo Uruguai, com 17%, e Cingapura, completando o pódio com 16%. Ao todo, o Paraná exportou carne suína para 75 países ao longo do ano. A nível nacional, o Brasil também alcançou um novo recorde na exportação de carne suína, totalizando 1,2 milhão de toneladas em 2023. Esse impressionante crescimento de 9% em volume comparado a 2022 resultou em um valor financeiro próximo a 14 bilhões de reais. Notavelmente, cerca de um terço dessas exportações teve como destino o mercado chinês. Quanto à distribuição no âmbito nacional, Santa Catarina lidera como o principal estado exportador de carne suína, seguido pelo Rio Grande do Sul e Paraná. Esses três estados consolidam sua posição, detendo impressionantes 92% de toda a exportação de carne suína do Brasil. O setor suinícola continua a desempenhar um papel crucial na economia brasileira, impulsionando a presença do país no mercado global de carnes.

Agrolink

 

FRANGOS

 

Frango fecha a sexta-feira com poucas mudanças

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável, valendo R$ 5,05/kg, assim como o frango no atacado, valendo R$ 6,70/kg

 

Na cotação do animal vivo, em Santa Catarina, o preço ficou estável em 4,58/kg, enquanto no Paraná, houve queda de 0,88%, chegando a R$ 4,52/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à quinta-feira (25), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado tiveram leve alta de 0,14%, custando, respectivamente, R$ 7,26/kg e R$ 7,33/kg. 

Cepea/Esalq

 

Frango/Cepea: Carne de frango amplia competitividade frente à bovina

A carne de frango está ainda mais competitiva frente à bovina. Segundo pesquisadores do Cepea, isso se deve ao fato dos preços da proteína de frango registrarem queda em janeiro, enquanto os do boi se sustentam, com leve avanço em relação a dez/23

 

Já frente à carne suína, que teve baixa ainda mais expressiva no período, a de frango perdeu competitividade. No mercado atacadista da Grande São Paulo, o valor médio do frango inteiro resfriado caiu 2,8% de dez/23 para jan/24, passando para R$ 7,02/kg neste mês. Além do movimento sazonal de demanda enfraquecida nesta segunda quinzena, os estoques elevados têm reforçado o movimento de baixa sobre os valores da proteína no mercado nacional, conforme relatam agentes consultados pelo Cepea.

Cepea

 

GOVERNO

 

Ministério da Agricultura espera avançar em medidas contra endividamento na próxima semana

Equipes terão reunião com Ministério da Fazenda e BNDES para estruturar apoio aos produtores. Objetivo é construir um suporte financeiro aos produtores devido às perdas esperadas nesta safra

 

O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deverá reservar duas horas da sua agenda na próxima terça-feira (30/01) para receber as demandas do Ministério da Agricultura, apurou a reportagem. O foco da reunião será a situação climática do país e os possíveis efeitos negativos na produção agrícola nesta safra e no bolso dos produtores. O objetivo é construir medidas de suporte financeiro aos produtores para evitar a criação de uma bolha de endividamento no campo, o que pode demandar recursos públicos. A agenda com Haddad foi marcada após indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem Fávaro conversou nesta semana para expor a situação das lavouras no país. O encontro será de alinhamento e de discussão de propostas para dar fôlego a quem plantou com custos altos, não vai colher como esperava e tem visto a rentabilidade desta temporada desaparecer. A principal proposta é o alongamento de prazo, por um ano, para o pagamento das parcelas de investimentos que vencem em 2024. As equipes técnicas das Pastas deverão ter, até lá, um panorama de quantas operações precisarão ser prorrogadas, em quais Estados e a que custo. Os produtores do Sul do país - que foram socorridos em safras recentes com renegociações de dívidas e que devem ter produções dentro ou próximo do esperado - podem passar a vez aos agricultores do Centro-Oeste. Mas ainda não há martelo batido sobre isso. No fim da próxima semana, Fávaro e seus assessores vão ao Rio de Janeiro para tentar avançar em outra proposta com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Uma reunião está agendada na sede da instituição na sexta-feira (02/02). Com o banco, a intenção é criar uma linha de custeio em dólar para oferecer capital de giro com prazo alongado e custo mais atrativo às revendas e empresas que financiaram produtores nesta safra e poderão ter problemas de inadimplência por conta da quebra da safra. Uma das alternativas em estudo é utilizar a linha dolarizada já existente, criada em outubro do ano passado para atender cooperativas agropecuárias, principalmente do Rio Grande do Sul, que estavam nessa mesma situação. Com isso, pode-se evitar o trâmite demorado para estruturação de outra operação específica.

Globo Rural

 

Fávaro vai propor modelo de seguro rural que usa IA

O modelo a ser proposto faz o cruzamento de dados meteorológicos e agronômicos para precificar apólices e quantificar possíveis indenizações. Fávaro disse que a intenção é buscar opções para modernizar o seguro rural no Brasil

 

O Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, quer elaborar e apresentar uma nova modalidade de seguro rural no próximo Plano Safra 2024/25. A alternativa em estudo tem origem no México e já é adotada em vários países da América Latina. Segundo ele, o modelo faz o cruzamento de dados meteorológicos e agronômicos, com uso de i98nteligência artificial, para precificar apólices — que podem ficar mais baratas — e quantificar possíveis indenizações. Fávaro disse que a intenção é buscar opções para modernizar o seguro rural no Brasil e não ficar refém da disponibilidade de orçamento para subsidiar os prêmios. Em 2023, as tentativas de conseguir aporte extra foram frustradas, e a verba do programa de subvenção caiu para R$ 933 milhões. Para 2024, o recurso previsto na Lei Orçamentária Anual é de R$ 964,5 milhões, com previsão de atender menos de 70 mil produtores. Fontes do mercado segurador disseram que o modelo em avaliação já existe no país na forma do seguro paramétrico, um produto baseado na definição de índices verificáveis para customizar as apólices de acordo com a necessidade do produtor. A modalidade pode receber subvenção federal e usar dados de clima do Inmet. “Não adianta só querer ficar exigindo, buscando mais recursos para dar subvenção ao prêmio do seguro. O orçamento é algo finito, o cobertor sempre é curto. Existem ferramentas e fórmulas para o seguro ser mais amplo, atender gama maior de produtores, e com preços mais acessíveis”, afirmou Fávaro em entrevista ao Valor. Segundo ele, o modelo avaliado usa inteligência artificial para cruzar dados meteorológicos, tecnológicos, como a variedade da semente, a data de plantio e a região. “Ao cruzar com a informação da previsão meteorológica, indica o risco. Se o produtor plantar aquela variedade, o seguro custa mais caro. Se plantar a variedade recomendada, o seguro é mais barato”, disse. Mudanças normativas serão propostas para impulsionar o modelo paramétrico em 2024 e ajudar a criar a “cultura” de acesso ao seguro onde as modalidades tradicionais não são atrativas, como o Centro-Oeste e o Matopiba. O modelo permite contratar o seguro para períodos específicos da safra, e não a temporada completa. Outro diferencial é a possibilidade de o produtor assumir uma porcentagem do risco e não acionar o sinistro em caso de perdas menores. O cruzamento de dados feito com inteligência artificial também torna o modelo mais eficaz para a comprovação das perdas e o pagamento das indenizações, disse Fávaro. “Isso vai baratear a apólice e dar diversas opções de acesso ao seguro para o produtor. Com a possibilidade de complemento da subvenção pelo governo, vamos fazer o seguro rural ser algo mais popular, efetivo, disponível ao produtor, em sistema inovador”, concluiu.

Valor Econômico

 

INTERNACIONAL

 

Produção de carne bovina cai nos EUA

Em dezembro, a produção de carne vermelha nos Estados Unidos apresentou um aumento de 2%, alcançando 4,55 bilhões de libras, comparado aos 4,47 bilhões no mesmo mês de 2022, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)

 

Por outro lado, a produção de carne suína teve um crescimento de 5%, chegando a 2,34 bilhões de libras, com o abate de suínos subindo para 10,8 milhões, um acréscimo de 5% em relação ao ano anterior. O peso médio dos suínos diminuiu 1 libra, ficando em 291 libras. Contrastando com o aumento na produção suína, houve uma queda de 2% na produção de carne bovina, com 2,19 bilhões de libras produzidas em dezembro. O abate de bovinos reduziu 3% anualmente, totalizando 2,59 milhões de libras, mas o peso vivo médio subiu para 1.401 libras, com um aumento de 17 libras. A produção de vitela caiu 14%, somando 3,9 milhões de libras, e o abate de bezerros diminuiu 32%, para 22.500 cabeças. Contudo, os pesos aumentaram 45 libras, atingindo 293 libras. A produção de carne de cordeiros e carneiros também registrou queda, de 3%, totalizando 10,7 milhões de libras. Mesmo com o abate desses animais subindo 2%, atingindo 182.400 cabeças. No acumulado de 2023, a produção total de carne vermelha nos EUA foi de 54,4 bilhões de libras, indicando uma redução de 2% comparado ao ano anterior, de acordo com o USDA. Essa diminuição foi impulsionada pela queda de 5% na produção de carne bovina e de 11% na de vitela. Enquanto isso, a produção de carne suína aumentou 1%, e a de cordeiros e carneiros diminuiu 1%.


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

O que esperar do cooperativismo paranaense em 2024

Perdas agrícolas podem comprometer bom desempenho da produção do Paraná em 2024

 

O último ano foi de recuperação para as cooperativas paranaenses que, apesar de adversidades climáticas, resquícios de crise econômica, entraves de logística, armazenamento e mão de obra disponível, aumentaram o faturamento em 8,5%, o correspondente a R$ 202 bilhões. Mesmo com boa expectativa para 2024, o secretário da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Norberto Ortigara, admite que será um ano desafiador. “Um ano climaticamente complicado. Estamos em processo de perdas agrícolas. Um ano com taxa de juros elevada e não cabe pressão ao Banco Central agora. A inflação caiu. De outro lado, um ano bom com novas plantas e investimentos acontecendo. São várias as visões estratégicas das cooperativas para sair do papel”, destaca o secretário. O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, acredita em resultados prósperos. “A grande missão é organizar economicamente os nossos cooperados para que tenham mais oportunidade e renda, podendo se desenvolver”. Segundo a Ocepar, em mais de 130 municípios do Paraná as cooperativas são as maiores empresas, que respondem pelo maior número de empregos e impostos recolhidos. “Onde tem uma estrutura agroindustrial de cooperativas no interior, o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) é maior. Estamos buscando gente para trabalhar: há mais de 8 mil vagas abertas. Isso é uma prova que gera desenvolvimento. O resultado permanece aqui e é reinvestido. Esse resultado vai se transformando em novas agroindústrias para o produtor”, afirma.

Gazeta do Povo

 

Logística foi maior desafio para as cooperativas do Paraná em 2023

As cooperativas do Paraná encerraram 2023 com avanço de 8,5% no faturamento, totalizando R$ 202 bilhões, segundo dados do Sistema Ocepar. Nas exportações, o aumento registrado foi de 25%, com um valor total de US$ 9,4 bilhões

 

Mesmo com os resultados impressionantes, o Presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, destaca que as empresas enfrentaram uma série de percalços ao longo do período. Entre eles, Ricken elenca a mudança governamental, com o início do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), junto com guerras internacionais e problemas climáticos. “Agora que estamos conseguindo retomar com a privatização das estradas. Em função de resquícios da pandemia, tivemos elevação de juros, foi um ano desafiador”, resume. Na avaliação dele, os problemas com logística e infraestrutura foram os maiores desafios. “Estamos colhendo batata, feijão, milho e soja, mas já estamos plantando a segunda safra. Essa dinâmica é um desafio quando se tem problemas com o armazenamento. Tivemos no Paraná um aumento de mais de 10 milhões de toneladas e temos um déficit de armazenamento de 8 milhões de toneladas. Tem armazém inflável para todo lado”, pontua Ricken. A Ocepar defende o envolvimento do poder público para superar esse entrave na produção estadual. “É um investimento constante. Essa preocupação estamos até levando para o governo. Se o Brasil quiser crescer, precisa destinar mais recursos para infraestrutura e para o armazenamento adequado para produção”, defende Ricken. O secretário da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Norberto Ortigara, afirma que o governo tem buscado auxiliar financeiramente o cooperado para avançar em soluções logísticas. Somado ao armazenamento, suprir a demanda da produção com mão de obra tem sido um entrave permanente às cooperativas do Paraná, mesmo com 3,6 milhões de cooperados e 13 mil novos postos de trabalho em 2023. O presidente do Sistema Ocepar avisa que para algumas cooperativas a falta de mão de obra chega a ser uma limitação. “Quando vai se estabelecer uma agroindústria no interior do Paraná precisa ver as condições físicas do local, a possibilidade de energia elétrica e mão de obra disponível”, elenca. Ortigara destaca que a mão de obra é um problema de difícil solução. “Essa situação é vivida por diversos países”, pontua. Ele ressalta que há um processo de estimular as cooperativas na robotização e na indústria 4.0. “Para, pelo menos, algumas etapas de processos serem robotizadas”, acrescenta.

Gazeta do Povo

 

ECONOMIA/INDICADORES

 

IPCA-15 sobe menos que o esperado em janeiro e mostra desaceleração

O IPCA-15 iniciou 2024 com desaceleração e bem mais fraco do que o esperado, após a inflação ter voltado a ficar abaixo do teto da meta em 2023 em meio ao afrouxamento monetário promovido pelo Banco Central, embora os dados provoquem alguma cautela

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) teve em janeiro alta de 0,31%, depois de ter subido 0,40% em dezembro, mostraram na sexta-feira dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A leitura mensal do indicador considerado prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA, ficou bem aquém da expectativa em pesquisa da Reuters de uma aceleração da alta a 0,47%. O resultado leva o IPCA-15 a acumular nos 12 meses até janeiro avanço de 4,47%, contra 4,72% no mês anterior e projeção de analistas de 4,63%. A meta para a inflação este ano é de 3,0%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, medida pelo IPCA. O ano de 2024, no entanto, começou sob pressão dos preços de Alimentação e Bebidas, que têm forte peso no bolso do consumidor, bem como outros pontos que podem levantar mais cautela por parte do BC. Esse grupo registrou em janeiro a maior alta, de 1,53%, e o maior impacto no índice geral, de 0,32 ponto percentual, acelerando com força depois de ter subido 0,54% em dezembro. A alimentação no domicílio subiu 2,04% em janeiro com destaque para o aumento da batata-inglesa (25,95%), do tomate (11,19%), do arroz (5,85%), das frutas (5,45%) e das carnes (0,94%). Já o aumento do custo da alimentação fora do domicílio desacelerou a 0,24%, de 0,53% em dezembro. "Bem como já alertava as últimas comunicações do Banco Central, os itens de alimentos já vêm sentindo os efeitos do El Niño e, diferentemente do ciclo de 2023, este ano o segmento não ajudará a reancoragem da inflação e suas expectativas em torno das suas metas", disse Álvaro Frasson, estrategista-macro do BTG Pactual. Por outro lado, o grupo Transportes ajudou a segurar o resultado do IPCA-15 com deflação de 1,13% em janeiro, devido principalmente à queda de 15,24% das passagens aéreas. Os combustíveis também apresentaram recuo de preços, de 0,63%, com quedas no etanol (-2,23%), óleo diesel (-1,72%) e gasolina (-0,43%).

Reuters

 

Dólar caiu pelo 4º dia com dados favoráveis de inflação nos EUA

O dólar completou na sexta-feira a quarta sessão consecutiva de baixa ante o real, com as cotações reagindo à divulgação de dados de inflação dentro do esperado nos EUA, que deram força a divisas de países emergentes e exportadores de commodities, como o Brasil

 

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9110 reais na venda, em baixa de 0,24%. Na semana, a divisa acumulou queda de 0,33%. Em janeiro, porém, o dólar acumula elevação de 1,22%. Na B3, às 17:38 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,13%, a 4,9140 reais. Enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), divulgado pela manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), conduzia os negócios no mercado de juros futuros, o câmbio se apegou mais diretamente ao exterior, onde o viés era de baixa para o dólar ante as divisas de emergentes e exportadores de commodities. Por trás do movimento estava a divulgação de dados de inflação favoráveis nos EUA. O índice de preços PCE, acompanhado de perto pelo Federal Reserve, subiu 0,2% no mês passado e avançou 2,6% nos 12 meses até dezembro, repetindo o resultado de novembro. Economistas consultados pela Reuters previam altas de 0,2% no mês e de 2,6% na base anual. “Inflação americana (está) dando bons sinais, mostrando que há convergência, praticamente voltando para aquele nível pré-pandemia, mais próximo da meta de 2%. Portanto, uma excelente notícia para a política monetária americana”, avaliou Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master, em comentário enviado a clientes. “O exterior está ditando mais a ação do câmbio que dos juros (futuros no Brasil). Os dados de sexta-feira pintam um cenário de tranquilidade”, disse o economista-chefe da Nova Futura Investimentos, Nicolas Borsoi. Segundo ele, o cenário atual se mostra positivo para moedas como o real em função da dinâmica da economia norte-americana. Borsoi cita a teoria do “dólar smile” (dólar sorriso), segundo a qual o dólar, para não se fortalecer muito, não pode ter uma economia dos EUA que cresce intensamente ou, ao contrário, uma economia norte-americana em recessão. Na prática, tanto uma forte alta da economia dos EUA quanto uma recessão podem levar o dólar para cima, ainda que por motivos diferentes -- no primeiro caso, o crescimento do país em si e, no segundo, a busca pela proteção da moeda norte-americana. “Mas o cenário atual é muito benigno para as demais moedas”, acrescentou.

Reuters

 

Ibovespa fecha em alta na sexta e assegura 1º ganho semanal

O Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira, ultrapassando os 129 mil pontos no melhor momento, em desempenho apoiado particularmente na performance positiva de blue chips Vale, Petrobras e Itaú Unibanco, o que assegurou o primeiro ganho semanal no ano

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,62 %, a 128.967,32 pontos., acumulando uma alta de 1,04% na semana. O volume financeiro somou 17,9 bilhões de reais. No Brasil, o IBGE reportou antes da abertura do pregão uma alta de 0,31% para o IPCA-15 em janeiro, desacelerando frente a dezembro e ficando abaixo da previsão no mercado. Em 12 meses, acumulou avanço de 4,47%, também abaixo das estimativas. "O resultado de sexta deve trazer revisões baixistas em alguns itens fora do núcleo, possivelmente afetando a mediana no Focus para 2024. No entanto, não vemos uma melhora qualitativa do dado, especialmente por conta de serviços subjacentes", destacaram economistas do Bradesco em nota a clientes. Nesta semana, após o fechamento do mercado, a expectativa consensual em pesquisa da Reuters é de que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzirá a Selic a 11,25% na quarta-feira. A inflação também ocupou os holofotes nos EUA, onde o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) subiu 0,2% no mês passado, após queda não revisada de 0,1% em novembro, segundo o Departamento de Comércio. Em 12 meses, o índice avançou 2,6%, também conforme as projeções. A decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve será conhecida também na quarta-feira, mas com os mercados nos EUA e no Brasil ainda abertos. O foco estará nos sinais sobre os próximos movimentos.

Reuters

 

Juros futuros caem no Brasil após IPCA-15 melhor que o esperado

As taxas dos DIs fecharam a sexta-feira em baixa no Brasil, pela quarta sessão consecutiva, após o IPCA-15 indicar uma alta de preços menor que a esperada em janeiro, enquanto no exterior o dia foi de avanço dos rendimentos dos Treasuries, apesar da divulgação de dados também favoráveis da inflação dos Estados Unidos em dezembro

 

Pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) teve em janeiro alta de 0,31%, depois de ter subido 0,40% em dezembro. A leitura do indicador, considerado uma prévia da inflação oficial medida pelo IPCA, ficou bem abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters com economistas, de alta de 0,47%. O resultado levou o IPCA-15 a acumular nos 12 meses até janeiro avanço de 4,47%, contra 4,63% das projeções dos analistas. O IPCA-15 mais fraco abriu espaço para a queda das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros), em meio à avaliação de que a inflação segue desacelerando e pode permitir uma taxa básica Selic mais baixa no futuro. Hoje a Selic está em 11,75% ao ano. O recuo dos juros futuros no Brasil se manteve durante a sessão a despeito de, no exterior, os yields dos Treasuries estarem em alta, apesar da divulgação de números de inflação favoráveis também nos EUA. “É bastante explícita a influência do IPCA-15 (sobre a curva de juros brasileira). Olhando lá fora, há uma alta entre os (rendimentos dos) títulos curtos nos EUA, então o recuo dos juros futuros aqui é basicamente o IPCA-15”, avaliou durante a tarde o economista-chefe da Nova Futura Investimentos, Nicolas Borsoi. Neste cenário, perto do fechamento a curva a termo brasileira precificava 99% de chances de o corte da taxa básica Selic na semana que vem ser de 0,50 ponto percentual. No fim da tarde a taxa do DI para janeiro de 2025 estava em 9,96%, ante 10,021% do ajuste anterior, enquanto a taxa do DI para janeiro de 2026 estava em 9,62%, ante 9,677% do ajuste anterior. Já a taxa para janeiro de 2027 estava em 9,795%, ante 9,833%, enquanto a taxa para janeiro de 2028 estava em 10,065%, ante 10,101%. O contrato para janeiro de 2031 marcava 10,49%, ante 10,536%.

Reuters 

 

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