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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 542 DE 22 DE JANEIRO DE 2024


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 4 | nº 542 | 22 de janeiro de 2024

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL  

 

BOVINOS

 

Boi gordo: pressão de baixa ronda os pastos, informa a Scot Consultoria

Quedas nas cotações da arroba do “animal comum”, “boi-China” e da vaca gorda ao longo da semana que passou. O mercado brasileiro do boi gordo segue pressionado em decorrência da diminuição no consumo doméstico, travando as negociações no mercado atacadista de carne com osso e sem osso, informou a Scot Consultoria. No Paraná o boi vale R$235,00 por arroba. Vaca a R$215,00. Novilha a R$225,00. Escalas de abate de oito dias.

 

No fechamento da primeira quinzena de janeiro/24, após longo período de estabilidade, as cotações da arroba do “boi comum”, “boi-China” e da vaca gorda tiveram variações negativas em São Paulo, relatou a consultoria com sede em Bebedouro, SP. “As negociações no mercado paulista foram reduzidas devido ao aumento nas escalas de abate, que agora giram em torno de 10 dias, o que contribuiu para o cenário baixista na cotação da arroba”, disse Ana Paula Oliveira, analista de mercado da consultoria. O boi gordo vale hoje R$ 240/@ no estado de São Paulo, enquanto da vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 215/@ e R$ 237/@, respectivamente (preços brutos e a prazo), de acordo com os dados apurados pela Scot. O “boi-China” está sendo negociado em R$ 245/@ no mercado paulista (bruto e a prazo), com ágio de R$ 5/@ sobre o animal “comum”, acrescentou a Scot. No mercado futuro, em janeiro/24, os contratos com vencimento em outubro/24 (BGIV24) caíram e estão sendo negociados a R$ 251/@, R$ 10/@ a menos em comparação ao fechamento em dezembro/23. “Com isso, o preço praticado para outubro/24 volta a ficar praticamente sem ágio quando comparado ao mercado físico”, informou Ana Paula, referindo-se às praças paulistas. Na mesma linha de análise da Scot, a consultoria Agrifatto alertou que “é importante observar que a redução no consumo de carne bovina pode proporcionar novo espaço para ajustes negativos nas cotações do animal terminado”. Na sexta-feira (19/1), a cotação média do boi gordo em São Paulo ficou em R$ 245/@, segundo os dados da Agrifatto. Duas das 17 praças acompanhadas pela Agrifatto passaram por desvalorização da arroba na sexta-feira: Maranhão e Rondônia. As demais 15 regiões mantiveram os preços estáveis. Na avaliação da S&P Global Commodity Insights, a pressão exercida pelos frigoríficos brasileiros, aliada às escalas confortáveis, contribuiu para a queda na arroba do boi gordo durante a semana, em importantes praças pecuárias. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 235@ (à vista) vaca a R$ 205/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 240/@ (prazo) vaca a R$ 225/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 232/@ (à vista) vaca a R$ 215/@ (à vista); MT-Cáceres: boi a R$ 190/@ (prazo) vaca a R$ 185/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 210/@ (à vista) vaca a R$ 185/@ (à vista); GO-Sul: boi a R$ 230/@ (prazo) vaca a R$ 215/@ (prazo); MG-Triângulo: boi a R$ 230/@ (prazo) vaca a R$ 215/@ (prazo); PA-Redenção: boi a R$ 210/@ (prazo) vaca a R$ 192/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 220/@ (prazo) vaca a R$ 198/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 200/@ (à vista) vaca a R$ 195/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO/AGRIFATTO

 

Frigoríficos registraram escalas de abate mais confortáveis na semana que passou

As indústrias fecharam a sexta-feira (19/1) com as programações de rondando a 10 dias úteis na média nacional, com avanço de 1 dia no comparativo semanal, informa a Agrifato. O mercado físico do boi gordo cedeu e algumas regiões sentiram a pressão baixista, relataram os analistas da Agrifatto

 

“Com a chegada da segunda quinzena de janeiro, o escoamento de carne bovina no varejo, que já não estava bem, está ainda mais fraco, devido ao menor poder aquisitivo da população”, relatou a consultoria. Diante de tal cenário, os estoques da proteína cresceram e escalas de abate das indústrias avançaram, ficando mais confortáveis, acrescentou a Agrifatto. Com isso, os frigoríficos fecharam a sexta-feira (19/1) com as programações de rondando a 10 dias úteis na média nacional, com avanço de 1 dia no comparativo semanal. São Paulo – As escalas avançaram 3 dias úteis no comparativo semanal em 11 dias úteis. Pará – Os frigoríficos paraenses encerraram a semana com as escalas em 9 dias úteis, com estabilidade frente sexta-feira anterior. Mato Grosso – As escalas ficaram em 10 dias úteis, com 1 dia de recuo no comparativo semanal. Mato Grosso do Sul – O Estado apresentou 1 dia útil de avanço, ante sexta-feira passada, fechando a semana com as programações de abate em 9 dias. Rondônia – A região demonstrou estabilidade, e as programações de abate estão próximas de 10 dias. Tocantins – Os frigoríficos locais também registraram estabilidade, com as programações de abate próximas em 9 dias úteis. Minas Gerais – As indústrias mineiras tiveram avanço de 1 dia útil, encerrando a sexta-feira em 8 dias úteis. Goiás – Os frigoríficos goianos fecharam a semana com as escalas em 11 dias úteis, 1 dia de avanço semanal.

PORTAL DBO

 

Contrabando de gado da Argentina ameaça mercado bilionário das carnes no Brasil

O contrabando de gado da Argentina pela fronteira com o Brasil - nos estados de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul - voltou a acender uma luz de alerta. Segundo identificação da Polícia Federal (PF), o crime está em expansão. A PF observou que, mesmo com os preços dos produtos aumentando na Argentina desde que a nova política econômica do presidente Javier Milei entrou em vigor, o fluxo ilegal de animais em rotas clandestinas tem aumentado

 

A situação detectada pela PF mostra que o que já era expressivo está ganhando volume. O crime envolve mais do que preços: está relacionada à qualidade genética do animal, com gado melhorado, principalmente em raças europeias. Além dos aspectos criminais, a entrada desses rebanhos preocupa por questões ligadas à sanidade, colocando em risco o mercado bilionário das carnes no Brasil, que é o maior exportador mundial das proteínas. No último ano, as vendas desses produtos a outros países somaram mais de US$ 23 bilhões, segundo a Secretaria de Comércio Exterior, sendo US$ 9,8 bilhões provenientes da avicultura, US$ 2,8 bilhões da suinocultura e US$ 10,8 bilhões da bovinocultura. Sem certificação de origem e sem passar por controles aduaneiros de fiscalização sanitária, cargas colocam em risco status que se levou décadas para alcançar, como no caso de Paraná e Rio Grande do Sul. Os dois estados obtiveram certificação e reconhecimento de áreas livres de febre aftosa sem vacinação na Organização Mundial de Saúde Animal somente no ano de 2021. Santa Catarina tem o certificado desde 2007. A certificação é essencial para abertura, reabertura ou manutenção de mercados que, altamente exigentes com questões sanitárias, não adquirem proteínas vindas de regiões com vacinação contra a doença, por exemplo. A entrada de animais de locais que ainda usam a imunização, como é o caso da Argentina, pode fazer o status desses estados recuar. Ainda segundo a PF, a principal rota para o contrabando de gado está entre Santo Antônio do Sudoeste (PR) e Dionísio Cerqueira (SC), cidades que ficam divisa entre os dois estados e coladas à fronteira com a Argentina. Com trechos em que a travessia é facilmente feita a pé, contrabandistas se aproveitam da falta ou precariedade da fiscalização nos postos avançados de controle sanitário para trafegar com caminhões lotados de animais, principalmente à noite. Para impedir que animais entrem no Brasil e depois trafeguem com documentos falsos, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) tem utilizado mecanismos especiais para emissão das chamadas Guias de Trânsito Animal (GTAs) em áreas de risco, como no caso da fronteira ou no limite entre estados com status diferentes. Entre as exigências está o lacre de cargas. Segundo a Adapar, a carga em transporte deve estar lacrada pelo serviço veterinário oficial de origem e os números dos lacres devem constar no campo destinado a observações da GTA. Em uma operação realizada há pouco mais de um ano pela PF foi identificado que contrabandistas estavam falsificando documentos da origem dos animais e para preenchimento das GTAs, sem a qual o transporte é vetado. Como há propriedades brasileiras e argentinas na fronteira seca, produtores se utilizavam da tática de afirmar que animais teriam nascido do lado brasileiro, quando efetivamente tinham vindo do país vizinho. Os estados brasileiros só podem adquirir animais de locais que tenham o mesmo status sanitário e com a devida certificação exigida. No caso dos estados do Sul, que são livres de aftosa sem vacinação, a aquisição pode ser feita de estados com o mesmo status sanitários, incluindo na lista apenas Rondônia e Acre. Segundo o IBGE, apesar de dominarem a suinocultura e a avicultura, os três estados do Sul concentram 10% do rebanho nacional bovino (24,3 milhões de cabeças), mas o status sanitário afeta toda a cadeia de proteína animal.

GAZETA DO POVO

 

SUÍNOS

 

Suínos: perdas na semana. sexta-feira quedas brandas

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF teve queda de 0,81, custando, em média, R$ 122,00, enquanto a carcaça especial baixou 1,10%, com valor de R$ 9,00/kg. 

 

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quinta-feira (18), houve queda de 0,43% em Minas Gerais, chegando a R$ 6,93/kg, e de 1,05% em São Paulo, com valor de R$ 6,61/kg. Os preços ficaram estáveis no Paraná (R$ 6,11/kg), Rio Grande do Sul (R$ 6,02/kg), e Santa Catarina (R$ 6,00/kg).

Cepea/Esalq

 

Produção de carne suína da China no terceiro trimestre atinge maior nível em pelo menos uma década

A produção de carne suína da China no terceiro trimestre aumentou 4,8% em relação ao ano anterior, para 12,69 milhões de toneladas métricas, a maior para o trimestre em pelo menos uma década.

 

A produção de carne suína no terceiro trimestre na China, que consome metade da carne suína do mundo, é normalmente de cerca de 12 milhões de toneladas, e chegou perto do nível deste ano pela última vez em 2014, quando atingiu 12,67 milhões de toneladas. No entanto, os criadores chineses expandiram a produção nos últimos anos, e o rebanho de fêmeas reprodutoras ainda era maior do que há um ano, até julho, quando começou a diminuir, mostram dados do Ministério da Agricultura. Os produtores mantiveram rebanhos maiores este ano, esperando que uma recuperação económica mais forte aumente a procura de carne, mas o consumo tem sido decepcionante. A produção de carne suína da China nos primeiros nove meses do ano aumentou 3,6% em relação ao ano anterior, para 43,01 milhões de toneladas, mostraram dados do Departamento Nacional de Estatísticas na quarta-feira. O rebanho suíno nacional aumentou para 442,29 milhões de suínos no terceiro trimestre, contra 435,17 milhões no trimestre anterior, segundo os dados. Os agricultores também engordaram seus porcos durante o terceiro trimestre para ganhar mais dinheiro, aumentando a oferta de carne suína, disse Rosa Wang, analista da Shanghai JC Intelligence Co Ltd. “A margem suína foi positiva em agosto e setembro, então os suinicultores optaram por engordar porcos ou até comprar porcos de 90kg ou 100kg e engordarem até um peso maior para ganhar dinheiro”, disse ela. Desde então, as margens caíram, juntamente com a queda dos preços. Os futuros de suínos caíram 4,5% em outubro, pelo terceiro mês consecutivo, devido ao excesso de oferta.

REUTERS

 

FRANGOS

 

Preços do frango na granja e no atacado paulista em queda na sexta-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja teve baixa de 1,92%, valendo R$ 5,10/kg, enquanto o frango no atacado baixou 0,45%, valendo R$ 6,57/kg

 

Na cotação do animal vivo, em Santa Catarina, o preço ficou estável em R$ 4,30/kg, assim como no Paraná, custando R$ 4,66/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à quinta-feira (18), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado não mudaram de preço, valendo, respectivamente, R$ 7,32/kg e R$ 7,36/kg.

Cepea/Esalq

 

Frango/Cepea: Poder de compra avança em relação ao farelo e cai frente ao milho

Pesquisas do Cepea apontam que o poder de compra de avicultores paulistas vem aumentando pelo segundo mês consecutivo frente ao farelo de soja

 

Já em relação ao milho, a situação está pior. Isso porque, enquanto os preços do frango vivo registram leves altas nas primeiras semanas do ano, os do derivado da oleaginosa vêm recuando e os do cereal, subindo. No mercado avícola, apesar da menor demanda por carne, o alojamento de animais vivos está menor, o que, por sua vez, sustenta os valores de negociação.

Cepea

 

GOVERNO

 

Governo quer dar impulso à programa de pastagens

Comitê interministerial responsável pela coordenação do programa de conversão de pastagens degradadas vai discutir a possibilidade de a União fazer um aporte inicial e assim atrair investimentos internacionais

 

O comitê interministerial responsável pela coordenação do programa de conversão de pastagens degradadas vai discutir a possibilidade de a União realizar um aporte financeiro para dar tração inicial ao plano este ano e atrair investimentos internacionais para financiar a recuperação de até 40 milhões de hectares pelo país. O grupo discutirá o tema em reunião na quinta-feira, 25. “Pode ser algo oportuno a se pensar que o governo brasileiro coloque um recurso inicial para o programa pegar tração e continuar atraindo os investidores internacionais”, afirmou o Secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Roberto Perosa. “A função do governo é catapultar tudo isso. A possibilidade de o governo brasileiro dar um sinal, talvez em parceria com o Banco do Brasil, pode dar um impulso ao programa”. Os membros do comitê já têm um valor em mente, mas o montante não foi revelado. A ideia é que o governo ajude com a equalização dos juros dos financiamentos, como nas linhas subsidiadas do Plano Safra. Mas isso depende de disponibilidade orçamentária e negociação com a equipe econômica. “Essa medida seria para mostrar para o mundo que o governo brasileiro também está fazendo um esforço para que o programa aconteça, porque além da segurança alimentar, retira a pressão de desmatamento sobre a Amazônia”, analisou. “Temos que avaliar disponibilidade de caixa, mas tudo que conseguirmos colocar vai potencializar o acesso aos recursos”, disse Perosa. Ele é um dos representantes da Pasta no grupo ao lado do assessor especial, Carlos Augustin. Segundo estimativa do BB repassada ao secretário, cada R$ 1 aplicado pelo governo pode alavancar R$ 4 em operações de financiamentos para conversão de pastagens. Vários fundos e empresas já demonstraram interesse em participar do programa, disse Perosa. Representantes da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) devem vir ao Brasil neste início de ano para discutir detalhes de um projeto de investimento nessa área. “Estamos aguardando a chegada de recursos do Banco Mundial e estamos em conversas com o Eximbank, da Coreia do Sul, para viabilizar mais recursos nessa frente para recuperação de pastagens”, afirmou Francisco Lassalvia, vice-presidente de Negócios de Atacado do BB. O aporte do banco coreano deverá ser de US$ 200 milhões, apurou a reportagem. “Atuamos de forma ativa na captação de recursos para a aplicação em diversas frentes ESG no país. Em meados do ano passado, realizamos uma série de reuniões pela Ásia, pelos Estados Unidos e Europa, além de reuniões durante o FMI no Marrocos e na COP 28 em Dubai. Foram agendas de bastante êxito e que seguem gerando bons frutos”, completou Lassalvia. O programa foi pensado para rodar com recursos privados estrangeiros, mas o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, já admitiu que poderia haver aporte orçamentário do governo, neste início. Segundo Roberto Perosa, o programa “já está em andamento”, mas o desafio é costurar medidas para que os juros sejam reduzidos. “O nosso trabalho é intensificar a busca por recursos mais baratos, temos que rodar mais o mundo”, afirmou. As taxas finais ideais seriam próximas de 4% ao ano, para empréstimos com três anos de carência e 12 anos para pagamento. Ele disse que há “diferentes olhares” dos investidores para o programa de conversão de pastagens. Em países europeus, o interesse é apoiar a preservação ambiental. Nações árabes e asiáticas têm foco na segurança alimentar. “São diferentes possibilidades. Em geral, são fundos soberanos, e não especulativos, que têm outras diretrizes além do retorno econômico”, concluiu Perosa. O comitê é formado por seis ministérios, Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Também foram indicados representantes do setor agropecuário, da agricultura familiar e da sociedade civil.

VALOR ECONÔMICO

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Depois das quebras de safra de 2022, Exportações do agronegócio paranaense cresceram 40,8% em volume, em 2023

A exportação do setor agropecuário paranaense atingiu mais de 30 milhões de toneladas em 2023. Isso representa aumento de 40,8% sobre os 21,3 milhões de toneladas enviados ao Exterior no ano anterior. Em valores financeiros entraram no Paraná US$ 19,4 bilhões somente desse setor. O resultado é 16,2% superior aos US$ 16,7 bilhões de 2022, quando ocorreram perdas na safra

 

Em 2022 as exportações nacionais do setor agro tinham alcançado US$ 158,9 bilhões na venda de 233 milhões de toneladas de produtos. No ano passado o volume subiu para 272 milhões de toneladas (16,7% a mais), enquanto os valores cresceram 4,8%, passando a US$ 166,5 bilhões. O agronegócio foi responsável por 49% da pauta exportadora total brasileira. O chefe do Departamento de Economia Rural (Deral), Marcelo Garrido, salientou que os números de 2023 precisam ser analisados dentro da ótica do que foi 2022. Somente na produção de soja a quebra foi de 41,5% em relação à previsão inicial de 21,2 milhões de toneladas, resultando em 12,4 milhões de toneladas. O cálculo de perdas financeiras à época foi de aproximadamente R$ 15 bilhões. “Aquele foi um ano muito difícil para a agricultura devido às geadas e à estiagem. No ano passado, mesmo com excesso de chuvas entre outubro e novembro, a recuperação foi significativa”, disse. A soja, por exemplo, rendeu 22,3 milhões de toneladas. Nos números divulgados pelo Agrostat chama a atenção o volume de exportação do complexo soja, que em 2022 tinha colocado no exterior 9,2 milhões de toneladas e no ano passado somou 15,9 milhões. Em recursos, crescer de US$ 5,8 bilhões para atingir US$ 8,5 bilhões. Os cereais também tiveram boa recuperação. Enquanto em 2022 saíram 2,6 milhões de toneladas, em 2023 foram 5 milhões de toneladas. Em valores passou de US$ 875 milhões para US$ 1,3 bilhão. O setor de carnes teve acréscimo de US$ 61,8 milhões em 2023, fechando o ano com pouco mais de US$ 4,3 bilhões. Em volume subiu de 2,1 milhões de toneladas para 2,3 milhões. O maior acréscimo em vendas foi em frango, com 9,9% a mais, passando de 1,9 milhão de toneladas para 2,1 milhões. No entanto, houve redução de US$ 18 milhões (0,4%) em relação a 2022, fechando o ano com US$ 3,766 bilhões de faturamento. Em compensação, os pescados arrecadaram 35,4% a mais. Em 2022 foram US$ 13,8 milhões, enquanto no ano passado o montante chegou US$ 18,7 milhões. Em volume subiu de 5,1 mil toneladas para 5,2 mil. De carne suína o Paraná vendeu 168 mil toneladas, crescimento de 7% em relação às 157 mil toneladas anteriores. Entraram no Estado US$ 375,6 milhões, ou 12,6% a mais que os US$ 333,5 milhões de 2022. Entre os principais produtos paranaenses de exportação, a maior queda ficou com o setor florestal. Enquanto tinham sido vendidos 4,1 milhões de toneladas em 2022, rendendo US$ 3,5 bilhões, em 2023 ficou em 3,5 milhões de toneladas para US$ 2,6 bilhões arrecadados. Em 2023 os produtos do Estado chegaram a 174 países, média que tem sido mantida nos últimos anos. Os maiores valores foram para a China, que pagou US$ 6,9 bilhões aos produtores paranaenses, correspondendo a 36% de toda exportação do Estado. Esse valor é 95,2% superior aos US$ 3,5 bilhões que pagou em 2022. A União Europeia foi o segundo maior mercado para o Paraná, com US$ 2,5 bilhões em compras e participação de 12,8%, seguido dos Estados Unidos, com US$ 910 milhões.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

 

Venda da Compagás caminha para fase final e deve sair após o carnaval

Cosan e Mitsui podem exercer direito de preferência e ficar com fatia da Copel

 

A Copel caminha para vender sua participação de 51% na distribuidora de gás canalizado Compagás, numa transação que deve acontecer ainda no primeiro trimestre, segundo fontes relataram à Coluna do Broadcast. A perspectiva é que o negócio seja fechado ainda em fevereiro, logo após o Carnaval. O ativo vale R$ 2,3 bilhões e tem sido monitorado de perto por grupos do Brasil e do exterior, uma vez que o Paraná é considerado um Estado promissor em termos de crescimento e com capacidade para ampliar a rede de gasodutos. Para a venda, a Copel havia contratado em setembro a XP Investimentos. Contudo, as negociações caminham para que a Commit, do Grupo Cosan, e a japonesa Mitsui Gás exerçam seu direito de preferência para ficar com a empresa. Cada uma delas tem 24,5% da companhia e, de acordo com pessoas próximas às negociações, têm grande interesse em comprar a participação da Copel. Quem levar a Compagás ficará com um contrato de concessão renovado por 30 anos, ou seja, com vigência até 2054, período no qual a empresa deve investir R$ 2,5 bilhões para expandir a rede de gás canalizado para as 10 grandes regiões do Estado. Atualmente a empresa atua em apenas três: região metropolitana de Curitiba, e regiões de Ponta Grossa e de Londrina, onde atende 53 mil clientes. Diante desse cenário, o Grupo Infra, que era um dos potenciais compradores não deve oferecer proposta pela distribuidora de gás paranaense. De acordo com fontes do mercado, a empresa está focada na possibilidade de adquirir parte dos ativos que eram da Gaspetro e que a Compass precisará vender para cumprir com acordo feito com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A Coluna apurou que a empresa aguarda por uma definição dessa questão até a próxima quarta-feira, 24. A empresa tem um acordo assinado com a Compass para comprar as empresas e aguardava apenas a cisão dos ativos para avançar com a aquisição. A operação foi realizada no final do ano, com a criação da Norgás, e agora há uma indefinição sobre o exercício de preferência nas distribuidoras, que têm os governos estaduais e os japoneses da Mitsui como sócios. Procurada, a Copel reafirmou a posição de comunicado divulgado ao mercado sobre o tema, em que indicou a intenção de vender a empresa. O grupo, porém, não deu mais detalhes sobre o negócio.

O ESTADO DE SÃO PAULO

 

TCP movimenta mais de 1,2 milhões de TEUs em 2023 e alcança máxima histórica

Balanço anual do terminal registra 10 novos recordes de produtividade

 

Em 2023, a empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) bateu um novo recorde histórico: 1.253.397 TEUs (20 pés de comprimento de contêiner) foram movimentados ao longo do ano, marca 7,93% superior a última máxima, registrada em 2022. O balanço anual apresentou ainda mais nove recordes de produtividade, sendo um deles o de movimentação mensal, que chegou a 127.877 TEUs no mês de dezembro. Líder na oferta de serviços marítimos no Brasil, com 19 escalas semanais, a TCP registrou o maior número de atracações para um único mês também em dezembro, chegando a 83 embarcações e superando a antiga marca de 77 navios, que havia sido atingida em outubro do mesmo ano. Em novembro, dois recordes vieram do transporte de carga pelos 9 gates (local de entrada e saída dos caminhões) do terminal. Ao longo do mês, 49.517 contêineres foram transportados, 2.345 deles em apenas um único dia, ultrapassando os recordes anteriores que eram do mês anterior. A movimentação de contêineres refrigerados (reefer, na sigla em inglês) atingiu a marca de 11.487 em outubro, aumento de 6,79% em relação a última alta, que era do mês de junho. “O transporte e armazenagem de contêineres refrigerados é um dos segmentos de maior protagonismo dentro do terminal, o que nos motivou a investir na ampliação do número de tomadas do pátio reefer de 3.624 para 5.268, acréscimo de 45% que irá posicionar a TCP como o maior pátio de contêineres refrigerados da América do Sul”, destaca o gerente comercial, de logística e de atendimento ao cliente da TCP, Giovanni Guidolim. No transporte ferroviário, dois recordes foram alcançados no mês de agosto, com destaque para a movimentação mensal, que chegou a 9.356 contêineres, sendo que deste total, 4.688 eram de contêineres cheios. A TCP é o único terminal do sul do Brasil com conexão direta da ferrovia à área alfandegada.  Em operação desde 2021, o KBT, projeto logístico intermodal que conecta a TCP a um terminal de contêineres localizado na planta da Klabin em Ortigueira (PR), por meio de um ramal ferroviário operado pela Brado Logística, também registrou dois recordes em agosto. Naquele mês, a TCP movimentou 3.607 contêineres provenientes do KBT, aumento de 8,18% em relação a máxima anterior; deste total, 1.776 contêineres eram cheios, o que representou um novo pico nesta modalidade. O balanço anual também trouxe diversos resultados positivos em diferentes segmentos de exportação. A proteína animal, principal commodity transportada pelo terminal, teve um acréscimo de 19% em relação ao mesmo período de 2022, chegando a 235.898 TEUs exportados. Deste volume, se destacam a carne de frango (181.878), a carne bovina (37.169) e a carne suína (14.369). Atualmente, a TCP é considerada o maior corredor de exportação de carne de frango congelada do mundo. Já o açúcar foi a commodity que sofreu a maior variação para o período, com uma alta de 12.667% no volume exportado, passando de 45 TEUs em 2022 para 5.745 TEUs em 2023. Nas importações, os principais carregamentos que desembarcaram na TCP no ano anterior foram do segmento de produtos químicos (43.756), máquinas e componentes mecânicos (34.081), e plásticos e artigos (31.489).

TCP

 

ECONOMIA/INDICADORES

 

Dólar cai na sexta, mas acumula alta de 1,45% na semana

O dólar à vista fechou a sexta-feira em leve baixa ante o real, mas ainda assim acumulou ganho consistente na semana, em meio ao movimento global de redução das apostas de que o Federal Reserve começará a cortar juros já em março

 

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9273 reais na venda, em baixa de 0,10%. Na semana, a moeda norte-americana acumulou alta de 1,45%. Em janeiro até agora, a moeda acumula elevação de 1,56%. Na B3, às 17:20 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,03%, a 4,9355 reais. A divisa dos EUA novamente oscilou em margens estreitas na sexta-feira, sob influência do cenário externo. Ao longo da tarde o dólar voltou a oscilar perto da estabilidade, em leve baixa na maior parte do tempo, em sintonia com o exterior, onde a moeda cedia ante uma cesta de divisas fortes e em relação a boa parte das moedas de exportadores de commodities. No Brasil, as atenções seguiam voltadas para as negociações em Brasília em torno da medida provisória de reoneração da folha de pagamentos das empresas. Pela manhã, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse que há acordo com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para revogar a MP, mas a informação não foi confirmada pelo Ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Também pela manhã, o Banco Central informou que seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) teve variação positiva de 0,01% em novembro, na comparação com o mês anterior, segundo dado dessazonalizado. O resultado do mês ficou bem abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters, de avanço de 0,10%, mas interrompe três meses seguidos em território negativo.

REUTERS

 

Ibovespa fechou em alta na sexta, mas tem perda na semana

O Ibovespa fechou em alta na sexta-feira, mas contabilizou uma performance negativa no acumulado da semana, pressionado particularmente por ajustes nas expectativas relacionadas a cortes de juros nos Estados Unidos

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,25%, a 127.635,65 pontos, após perder mais de 3% nos três pregões anteriores. Na semana, teve uma perda de 2,56%, na terceira queda semanal seguida. O volume financeiro somou 27,5 bilhões de reais, ajudado pelas operações relacionadas ao vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista. Dados recentes mostrando uma economia norte-americana robusta desencadearam revisões nas apostas sobre quando o Federal Reserve começará a reduzir a taxa, com alguns já avaliando uma queda em março como uma visão muito otimista. Os contratos futuros de juros nos EUA apontavam na sexta-feira que operadores enxergavam uma chance de cerca de 49% de um corte em março, bem abaixo dos 77% da semana passada. Esses ajustes afetaram particularmente mercados emergentes, como o Brasil. No mês, o índice MSCI para emergentes contabiliza perda de 6%. Em Nova York, o S&P 500 sobe 1,5%. O Ibovespa registrava baixa de 4,9%. Dados da B3 de janeiro endossam a percepção de menor apetite, uma vez que mostram saldo negativo de capital externo de 59,3 milhões de reais até o dia 17. Nos primeiros pregões desta semana, houve saída líquida de mais de 2 bilhões de reais. Na sexta-feira, a presidente do Federal Reserve de San Francisco, Mary Daly, disse que sente que há "muito trabalho a fazer" para trazer a inflação de volta à meta de 2% e que é "prematuro" pensar que o corte nos juros está muito próximo.

REUTERS

 

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