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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 526 DE 21 DE DEZEMBRO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 526 | 21 de dezembro de 2023


 NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL  

 

BOVINOS

 

Boi gordo: mesmo com demanda mais aquecida, cotação da arroba não decola

Durante este último mês do ano, o preço do animal terminado atingiu o valor máximo de R$ 255/@ no mercado físico paulista, relata a Agrifatto. No Paraná, o boi vale R$ 240,00 por arroba. Vaca a R$ 215,00. Novilha a R$ 220,00. Escalas de abate de nove dias

 

Diferentemente do esperado por muitos analistas, a demanda mais forte pela carne bovina neste mês de dezembro não foi suficiente para elevar com mais força os preços da arroba. Segundo a Agrifatto, durante este último mês do ano, o preço do boi gordo atingiu o valor máximo de R$ 255/@ no mercado físico paulista. “Ou seja, no momento de maior demanda do ano, a cotação da arroba não teve força para romper esse patamar”, relatou a Agrifatto. Por achar que a oferta de animais terminados será mais volumosa no primeiro trimestre de 2024, a Agrifatto acredita ser prudente acelerar a comercialização de parte dos lotes ao longo do período em questão, seja por meio de futuros na B3 ou lançando mão de contrato de opções. Segundo apuração da S&P Global Commodity Insights, os últimos movimentos no mercado brasileiro do boi gordo têm sido marcados pela estabilidade nos preços do boi gordo, acompanhados pelo certo viés de baixa da arroba. Segundo os analistas, as operações de curto prazo das indústrias brasileiras já estão cobertas, o que tem levado alguns pecuaristas a negociarem parte de seus lotes em cotações abaixo do piso referencial. Porém, diz a S&P Global, tal dinâmica não representa um viés estritamente negativo nos preços do boi gordo. Apesar das negociações abaixo do piso referencial, o quadro de oferta enxuta é predominante na maioria das regionais monitoradas pela S&P Global Commodity Insights, o que sugere preços ainda estáveis para os animais terminados no curto prazo, relatou a consultoria. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 234/@ (à vista) vaca a R$ 210/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 251/@ (prazo) vaca a R$ 227/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 229/@ (à vista) vaca a R$ 210/@ (à vista); MT-Cáceres: boi a R$ 217/@ (prazo) vaca a R$ 192/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 215/@ (à vista) vaca a R$ 190/@ (à vista); GO-Sul: boi a R$ 236/@ (prazo) vaca a R$ 222/@ (prazo); MG-Triângulo: boi a R$ 241/@ (prazo) vaca a R$ 217/@ (prazo); PA-Redenção: boi a R$ 217/@ (prazo) vaca a R$ 192/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 227/@ (prazo) vaca a R$ 207/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 207/@ (à vista) vaca a R$ 187/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO

 

SUÍNOS

 

Altas predominam no mercado de suínos

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF ficou estável, custando, em média, R$ 135,00, assim como a carcaça especial, com valor de R$ 10,70/kg, em média

 

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à terça-feira (19), o preço ficou estável somente no Rio Grande do Sul (R$ 6,42/kg). Houve alta de 0,81% em Minas Gerais, chegando a R$ 7,46/kg, avanço de 1,67% no Paraná, atingindo R$ 6,68/kg, incremento de 0,31% em Santa Catarina, custando R$ 6,51/kg, e de 0,71% em São Paulo, fechando em R$ 7,14/kg.

Cepea/Esalq

 

CARNES

 

ABPA espera abertura de novos mercados em 2024 para carnes de frango e suína

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) espera aberturas de novos mercados para as carnes de frango e suína brasileiras em 2024 e recuperação nos preços de exportação de carne de frango, disseram executivos da entidade durante coletiva de imprensa na semana

Em 2023, cerca 20 missões internacionais vieram ao Brasil como parte das negociações para abertura ou expansão de mercado para as carnes de frango e suína brasileiras, segundo o diretor de Mercados da ABPA, Luis Rua. Entre algumas das negociações em andamento estão a abertura dos mercados do Reino Unido e Malásia para a carne suína. No caso da carne de frango, alguns mercados em negociação são Indonésia, El Salvador, Guatemala e Butão. “Há uma infinidade de mercados e ampliações em que a gente vem trabalhando. A própria União Europeia, a expectativa é de que haja aí um retorno do pre-listing”, disse Rua. Com a pre-listing, há o reconhecimento da equivalência dos sistemas de inspeção sanitária entre os países que estabelecem o acordo. Assim, as empresas brasileiras habilitadas pelo Sistema de Inspeção Federal (SIF) poderão ser autorizadas pelo Ministério da Agricultura (Mapa) a exportar para os destinos que aceitam este sistema, sem necessidade de análise individual de cada planta por autoridades internacionais. O presidente da ABPA, Ricardo Santin, disse que espera que os preços médios de exportação de carne de frango tenham aumento em 2024, após forte redução em 2023. “A gente vê que para o ano de 2024 há um processo de recuperação, até porque pode ter mais influenza aviária nas produções, agora nesse primeiro semestre do ano, no Hemisfério Norte. Isso faz com que tenha recuperação de preços”, disse Santin.

Carnetec

 

GOVERNO

 

Brasil abre 76 novos mercados para o agro em 2023

As exportações do agronegócio brasileiro também registraram recorde em 2023, com US$ 139,58 bilhões em dez meses

 

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por intermédio da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), fechou 76 novos acordos comerciais com 38 países em 2023, o que representa um recorde para o setor do agronegócio brasileiro. As aberturas de mercados abrangem uma ampla variedade de produtos, incluindo carnes, grãos, frutas, vegetais, sementes e produtos florestais. Os principais destinos foram as Américas e a Ásia, com destaque para o México, a China e o Chile. A abertura do mercado mexicano para carnes bovinas e suínas brasileiras foi uma das principais conquistas do ano. A medida, que já era esperada há 20 anos, permitirá que o Brasil exporte esses produtos in natura para o México, sem a necessidade de processamento térmico prévio. O México é o segundo maior importador mundial de carne suína in natura, com importações de 1,2 milhão de toneladas em 2021. A abertura do mercado representa uma enorme oportunidade para o setor de carne suína brasileiro. O Brasil também obteve importantes avanços nas negociações com a China, seu principal parceiro comercial. Em março, o Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, anunciou a derrubada do embargo à carne bovina brasileira, que havia sido imposto em razão de um caso isolado de Encefalopatia Espongiforme Bovina (mal da “vaca louca”). A transparência e a celeridade das informações prestadas pelo Brasil foram elogiadas pelo governo chinês. Além disso, o Mapa também conseguiu a habilitação de novas plantas frigoríficas brasileiras para exportação à China e a retomada das exportações de algumas plantas que estavam suspensas. O Brasil também fechou acordos importantes com o Chile e a União Europeia. Com o Chile, o país assinou um acordo para adotar o sistema de “pre-listing” no comércio de carnes, simplificando a habilitação de frigoríficos para exportação. O Brasil é o primeiro país latino-americano a ter esse mecanismo de habilitação delegada com o Chile. O acordo tem como objetivo expandir esse sistema para outros produtos além das carnes no futuro. Com a União Europeia, o Mapa retomou o Mecanismo de Diálogo SPS, que não se reunia desde 2016. Esse mecanismo é essencial para restabelecer o diálogo com a União Europeia para avançar em temas sanitários e fitossanitários de interesse mútuo.

MAPA

 

MEIO AMBIENTE

 

Paraná estimula produção de biogás e biometano

Medida concede isenção de ICMS e crédito presumido. O governo do Paraná publicou um decreto nessa semana para estimular a transição energética no Estado com foco na produção de biogás e biometano

 

A medida autoriza o Estado a conceder isenção do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em operações com máquinas, equipamentos, aparelhos e componentes para a geração de energia elétrica a partir do biogás. A norma ainda permite a concessão de crédito presumido de 12% sobre o valor das aquisições internas de biogás e biometano. O decreto também autoriza a redução de base de cálculo do ICMS nas saídas internas com biogás e biometano, o que resulta na aplicação do percentual de 12% sobre o valor da operação - anteriormente a alíquota era de 18%. O governo estadual diz que a intenção é estimular novos negócios de energia renovável, sobretudo no meio rural. A medida é um complemento, disse o governo paranaense, a outros incentivos fiscais já concedidos para o setor energias renováveis por meio do Banco do Agricultor Paranaense. Para os agricultores familiares com Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) ativa ou inscrição no Cadastro da Agricultura Familiar (CAF), o Estado banca 100% da taxa de juro em financiamentos para a implantação de sistemas com geração de energia solar ou biogás. Para os demais agricultores, a subvenção é de 5 pontos percentuais de juros ao ano.

Globo Rural

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Secretaria da Fazenda lança novo sistema de gestão financeira para 2024

O Sistema Único e Integrado de Execução Orçamentária, Administração Financeira e Controle (Siafic), lançado oficialmente na terça-feira (19), é a nova ferramenta que passa a executar as finanças do Paraná já partir de janeiro

 

O Secretário da Fazenda, Renê Garcia Junior, ressaltou que o sistema irá propiciar mais qualidade na transparência dos dados contábeis e das apropriações das receitas e despesas do Estado. "Ele vai auxiliar na integração entre diversos módulos e sistemas da administração pública, além de proporcionar novas funcionalidades para avaliar a utilização de verbas e incorporar a certificação digital aos processos internos", afirmou. O Siafic faz parte do Programa de Apoio à Gestão dos Fiscos do Brasil - Profisco - de modernização fiscal que começou em 2021 e vai até 2025. Os valores de financiamento para todo período serão feitos, em parte pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em parte pelo recurso do estado. A Secretaria informou que o Siafic possui um custo de R$ 35 milhões referentes ao licenciamento e implantação do sistema; 80% do valor já foi desembolsado. No Paraná, o Profisco já conta com 107 contratos assinados, em um total de aproximadamente R$ 204 milhões. "Nós montamos inclusive uma sala de situação, de onde poderemos acompanhar em tempo real toda a migração dos dados para o novo sistema para resolver todo e qualquer eventual problema que venha a surgir neste período de transição", explica. A Secretaria de Fazenda comentou, ainda, que o sistema tem por origem, qualificar o gasto público, com vertentes que permitam uma visão detalhada dos custos dos programas de todas as secretarias e da administração indireta. Mais de 1.400 servidores participaram de capacitações para a operação do Siafic, seja na segurança, na execução orçamentária, financeira e contábil ou na compreensão da estrutura do sistema.

Gazeta do Povo

 

Paraná pode superar a produção recorde de milho na segunda safra de 2023/24

Entre o final de 2022 e o início de 2023, quando começou o plantio da segunda safra anterior, houve atraso na retirada da soja do campo, o que dificultou a implantação das culturas. Agora essa dificuldade não deve se repetir, propiciando maior rapidez no plantio

 

O Paraná pode superar a produção recorde de milho de segunda safra, que foi registrado no ciclo 2022/23, com 14,1 milhões de toneladas. Caso haja a esperada recuperação de produtividade, estima-se que o volume possa crescer 2%, o que projetaria 14,4 milhões de toneladas. A informação está na primeira Previsão Subjetiva de Safra, divulgada na quarta-feira (20) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. Entre o final de 2022 e o início de 2023, quando começou o plantio da segunda safra anterior, houve atraso na retirada da soja do campo, o que dificultou a implantação das culturas. Agora essa dificuldade não deve se repetir, propiciando maior rapidez no plantio. No caso do milho, já há semeadura em alguns pontos do Estado, mas ela deve se intensificar em janeiro, com término no final de março. O milho é a principal cultura no período e deve ocupar a mesma área de 2,3 milhões de hectares do ciclo anterior. “Esta manutenção indica, inicialmente, uma menor disposição para correr risco por parte dos produtores. Apesar dos custos para cultivar milho terem ficado menores nos últimos meses, essa retração não aconteceu na mesma proporção dos preços, inibindo os produtores a aumentar a área cultivada, mesmo com a perspectiva de uma janela mais favorável de plantio em 2024”, disse o agrônomo Carlos Hugo Godinho. A média de preço pago ao produtor em 2022 ficou em R$ 79,86, enquanto em 2023 alcançou apenas R$ 54,58 a saca. Em relação à estimativa da primeira safra 2023/24, o relatório de dezembro traz poucas novidades, consolidando as perdas em feijão, que deve apresentar uma produção de 176,1 mil toneladas, bem como não apresenta alterações significativas para as produções projetadas das demais culturas. Atualmente a soja no Paraná está com 34% das lavouras com vagens já formadas, enquanto eram apenas 18% neste mesmo período de 2022, situação puxada especialmente pela região Norte e Oeste. A projeção é de colheita de 21,7 milhões de toneladas.

SEAB-PR/DERAL

 

Deral mantém estimativas de safras de soja e milho do Paraná

As estimativas da safra de soja e milho verão 2023/24 do Paraná ficaram praticamente estáveis em dezembro em relação à projeção do mês anterior, de acordo com levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral), do governo paranaense

 

A safra de soja do Estado, um dos maiores produtores do país, foi prevista 21,73 milhões de toneladas, versus 21,75 milhões na previsão de novembro. Isso significa uma redução de 3% na comparação com o recorde de mais de 22 milhões de toneladas do ciclo passado. A primeira safra de milho foi estimada em 3 milhões de toneladas, estável ante previsão de novembro, com queda de 20% na comparação anual, devido à uma redução proporcional na área. No caso do trigo, com safra já colhida, o Deral ajustou para 3,6 milhões de toneladas a projeção, ante 3,65 milhões na previsão de novembro, ainda com alta de 2% versus 2022.

Reuters

 

ECONOMIA/INDICADORES

 

Reforma tributária é promulgada plenário lotado do Congresso Nacional

Lira diz que discussão da legislação complementar começará no "primeiro dia legislativo" de 2024 

 

Em sessão histórica, o Congresso Nacional promulgou na quarta-feira (20) a Emenda Constitucional 132, da reforma tributária. A cerimônia ocorre perante um plenário lotado da Câmara dos Deputados, em que ocorre sessão do Congresso Nacional. A emenda foi assinada pelos presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSDMG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Vice-presidente, Geraldo Alckmin, e os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e do Planejamento, Simone Tebet, estão presentes. O presidente da Câmara afirmou que “assume o compromisso público” de começar a discutir a regulamentação do texto “já no primeiro dia legislativo” de 2024 e que “ajustes” e outras reformas serão necessários no futuro. “Ajustes serão necessários, outras reformas também. E essa Casa estará sempre disposta a debater o que for melhor para o país”, afirmou Lira. Lira disse que foram décadas tentando discutir o texto, mas que “não havia mais tempo a esperar”. “Foram 40 anos de espera que transformaram nosso sistema tributário num manicômio fiscal. A cada novo governo, a cada nova legislatura, o tema vinha à tona e 'Sou o governador d… naufragava em interesses diversos. A prioridade não era o país”, discursou. O presidente da Câmara agradeceu nominalmente cada um dos líderes dos partidos, do governo e da oposição. “Participamos irmanados desse registro histórico, podendo afirmar com enorme satisfação que foi nessa Casa que nasceu, se desenvolveu, foi amplamente debatida, formulada e aprovada a reforma tributária que atende os anseios da sociedade brasileira”, afirmou. Lira também destacou o papel do presidente do Senado e do presidente Lula na aprovação. “Quero agradecer ao Ministro [da Fazenda] Fernando Haddad por ter incorporado a tese dessa Casa de que a reforma tributária era necessária agora, e ter sido parceiro nessa luta”, disse. O parlamentar destacou que esta é a primeira reforma tributária ampla feita no regime democrático brasileiro, por causa da negociação política dos parlamentares com diversos setores da sociedade brasileira. “A reforma tributária promulgada hoje não nasceu de um ato autoritário de um poder ou da vontade de um governo”, declarou. Lira defendeu que a reforma vai acelerar a economia, gerar milhares de empregos e melhorar a vida dos brasileiros e que a Câmara não permitiu que tornasse “um joguete político” ou se “transformasse em barganha política ou uma batalha político-partidária”. “Muitos já teriam desistido de tentar aprová-la diante de tantos desafios. Mas quem tem espírito público, como essa Casa, quem se preocupa em preparar o país para o futuro, não desiste nunca”, disse.

Valor Econômico

 

Dólar sobe quase 1% em dia de realização de lucros e alta também no exterior

Após duas sessões de queda firme, o dólar fechou a quarta-feira em alta de quase 1% ante o real, novamente acima dos 4,90 reais, com alguns investidores realizando lucros e recompondo posições compradas na moeda norte-americana, em um dia de avanço das cotações também no exterior, após a divulgação de dados favoráveis sobre a inflação no Reino Unido

 

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9118 reais na venda, em alta de 0,96%. Com o movimento desta quarta, em dezembro a moeda norte-americana acumula baixa de 0,07%. Na B3, às 17:14 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,99%, a 4,9120 reais. Profissionais ouvidos pela Reuters afirmaram que, após baixas mais intensas, é natural que haja certo movimento de retomada das cotações. “Mesmo esta subida do dólar, de 4 centavos (de real), para a gente ainda é (uma oscilação) meio de lado. Mas tem a ver com um pouco de realização depois do que vimos ontem (terça-feira)”, disse durante a tarde Evandro Caciano, head de câmbio da Trace Finance. Segundo ele, porém, o ambiente seguia favorável à queda do dólar ante o real. “Estamos em um otimismo interno, com o tripé de reforma tributária, aumento da nota (pela S&P) e avanço das pautas econômicas. No curto prazo, vamos ficar com o real forte, ainda que haja pequenas realizações como hoje”, disse Caciano. No início do dia, o Escritório de Estatísticas Nacionais do Reino Unido informou que o índice de preços ao consumidor subiu 3,9% em novembro, em taxa anual, após registrar alta de 4,6% em outubro. A inflação atingiu em novembro o menor nível em mais de dois anos. A queda da inflação elevou a expectativa de que o Reino Unido pode se juntar aos Estados Unidos e cortar juros já no primeiro semestre de 2024, o que fez a libra desabar ante o dólar. Pela manhã, o Banco Central informou que seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) recuou 0,06% em outubro na comparação com setembro, em dado dessazonalizado. O resultado ficou bem abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters com economistas, de avanço de 0,10%. O IBC-Br é um sinalizador de tendência para o Produto Interno Bruto.

Reuters

 

Ibovespa fecha em queda após máximas com NY e ajustes freando efeito dos Treasuries

O Ibovespa fechou em queda na quarta-feira, após voltar a superar os 132 mil pontos na máxima do pregão, com piora em Wall Street e realização de lucros freando o efeito positivo da queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,59%, a 131.071,81 pontos, de acordo com dados preliminares. Na máxima da sessão, o índice chegou a 132.340,75 pontos, novo recorde intradia. Na mínima, cedeu a 130.709,8. O volume financeiro somava 19,2 bilhões de reais antes dos ajustes finais.

Reuters

 

Arrecadação federal tem queda real de 0,39% em novembro, diz Receita

A arrecadação do governo federal teve queda real de 0,39% em novembro sobre o mesmo mês do ano anterior, a 179,392 bilhões de reais, informou a Receita Federal na quarta-feira, com a variação mensal retomando o campo negativo após o dado de alta em outubro ter interrompido período de quatro meses no vermelho

 

Apesar de o resultado ter ficado abaixo do registrado em novembro de 2022 em termos reais, a série histórica da Receita mostra que o dado foi o segundo mais alto para o mês desde 2013, quando marcou o equivalente a 200,463 bilhões de reais em valores corrigidos pela inflação. Segundo a Receita, a arrecadação total registra queda ajustada pela inflação de 0,66% no acumulado de janeiro a novembro, na comparação com o mesmo período de 2022, a 2,087 trilhões de reais. Em novembro, os recursos captados pela Receita, que englobam a coleta de impostos de competência da União, teve queda real de 0,52% sobre o mesmo mês do ano passado, a 172,503 bilhões de reais. No acumulado dos onze primeiros meses de 2023 houve alta real de 0,55%, a 1,979 trilhão de reais, informou o fisco. Já as receitas administradas por outros órgãos, com peso grande dos royalties sobre a exploração de petróleo, tiveram alta real no mês passado de 2,88%, a 6,890 bilhões de reais, mas acumularam no ano baixa de 18,56%. De acordo com o fisco, o desempenho do mês foi explicado principalmente pelo comportamento dos indicadores econômicos, com recuos na arrecadação de Imposto de Renda das empresas e dos trabalhadores, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e Imposto sobre Produtos Industrializados.

Reuters

 

Índice de produção da agroindústria sobe pelo terceiro mês seguido

Alta do PIMAgro, calculado pelo Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas, foi de 3,6% em outubro. De janeiro a outubro, o indicador de produção da agroindústria subiu 0,3% em comparação com o mesmo intervalo do ano passado 

 

O Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro) calculado pelo Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) subiu 3,6% em outubro em relação ao mesmo mês do ano passado. Essa foi a terceira alta mensal consecutiva. Em outubro, tanto o grupo de alimentos e bebidas quanto o segmento de não-alimentícios subiram — as altas foram de 5% e 1,8%, respectivamente. Com o desempenho, o desempenho da indústria de produtos não-alimentícios voltou a crescer em relação ao mesmo mês do ano anterior, o que não ocorria desde agosto de 2022. Em nota, os pesquisadores ressaltaram que o aumento se deveu, ao menos em parte, ao fato de outubro de 2023 ter tido 21 dias úteis, ou dois a mais do que no mesmo mês de 2022. Com o resultado positivo de outubro, o índice de produção da agroindústria referente a todo o ano voltou a ficar acima do desempenho de 2022. De janeiro a outubro, o indicador subiu 0,3% em comparação com o mesmo intervalo do ano passado. Os produtos alimentícios e bebidas somaram sua nona alta nos dez primeiros meses de 2023 — o segmento recuou apenas em fevereiro; a indústria de alimentos avançou 4,3% e a de bebidas, 8,8%. Os alimentos de origem vegetal avançaram 3,6% e os de origem animal aumentaram em 2,3%. Na indústria de produtos não-alimentícios, a alta ocorreu em quase todos os segmentos. A única exceção foi o de insumos agropecuários, que caiu 2,3% em relação a outubro de 2022. De acordo com o FGV Agro, já se esperava a contração da produção de insumos agropecuários porque, no ano passado, sob o impacto da guerra na Ucrânia, as fabricantes aumentaram a produção no mercado interno para garantir a oferta. “O setor iniciou 2023 com estoques de passagens bem expressivos, o que está impedindo o aumento da produção neste ano”, aponta a FGV Agro.

Valor Econômico  

 

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