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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 506 DE 23 DE NOVEMBRO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 506|23 de novembro de 2023


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Agrifatto detecta alta na arroba em apenas 5 das 17 praças brasileiras

Na quarta-feira (22/11), o preço médio do boi gordo nas praças paulistas saiu de uma inércia de mais de 40 dias e atingiu R$ 240/@, informou a Agrifatto, que acompanha diariamente o movimento do setor pecuário em 17 regiões brasileiras. “Cinco das dezessete praças passaram por valorização na arroba”, ressaltou a Agrifatto, citando além de São Paulo: Goiás, Pará, Rondônia e Tocantins.


Os aumentos de preços da quarta-feira apurados pela Agrifatto não foram expressivos, mas reforçam a tendência altista da arroba. As demais 12 regiões mantiveram cotações estáveis. Na contramão do mercado físico, na B3, todos os contratos futuros registraram desvalorização na terça-feira (22/11). O contrato com vencimento para novembro de 2023 ficou precificado em R$ 239/@, com leve recuo de 0,15% no comparativo diário. Na avaliação da S&P Global Commodity Insights, neste momento, há um grande embate entre frigoríficos e pecuaristas brasileiros. “As indústrias resistem em efetivar negociações em patamares de preços superiores, enquanto os pecuaristas se ausentam das vendas diante das condições de preços atuais”, ressalta a S&P Global. As escalas de abate dos frigoríficos permanecem sem registrar avanços significativos em um período de operações destinadas a cobrir a demanda sazonal de final de ano. Dessa maneira, segundo a S&P Global, as expectativas são positivas para o início de dezembro, mês marcado pelas comemorações de fim de ano, quando crescem significativamente as vendas internas de cortes bovinos para churrasco, de longe a proteína preferida dos brasileiros. “Um avanço na demanda sazonal deve fomentar altas pontuais nos preços do boi gordo ao longo da próxima semana, tendo em vista a formação de estoques para cobrir a maior procura pela proteína bovina”, calcula a S&P Global. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 225/@ (à vista) vaca a R$ 205/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 236/@ (prazo) vaca a R$ 217/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 222/@ (à vista) vaca a R$ 209/@ (à vista); MT-Cáceres: boi a R$ 212/@ (prazo) vaca a R$ 192/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 210/@ (à vista) vaca a R$ 190/@ (à vista); GO-Sul: boi a R$ 227/@ (prazo) vaca a R$ 212/@ (prazo); MG-Triângulo: boi a R$ 231/@ (prazo) vaca a R$ 207/@ (prazo); PA-Redenção: boi a R$ 209/@ (prazo) vaca a R$ 192/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 217/@ (prazo) vaca a R$ 202/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 212/@ (à vista) vaca a R$ 195/@ (à vista).

Scot Consultoria/Portal DBO/S&P Global)


Banco prevê oferta alta de carne em 2024

O Rabobank prevê que a oferta de carne bovina no Brasil deve se manter elevada em 2024, impactando o setor


O abate aumentado de fêmeas em 2023, aliado ao acréscimo no estoque de machos, resultou em uma oferta que ultrapassou a demanda, depreciando o valor do boi gordo. Para 2024, espera-se que o abate de fêmeas continue alto na primeira metade do ano, pressionando o equilíbrio entre oferta e demanda. O banco também alerta para os efeitos do El Niño no início de 2024, com expectativa de chuvas acima da média no Sul do Brasil. A produção de carne bovina pode crescer de 1 a 2% em 2024, impulsionada pelo mercado internacional, aumento nas importações chinesas e retomada do consumo interno. As importações chinesas devem crescer cerca de 5% em relação a 2023, criando oportunidades para as exportações brasileiras. Contudo, enfrentaremos maior concorrência, principalmente da Nova Zelândia e Austrália. Internamente, a expectativa de manutenção de preços baixos para a ração pode reduzir os custos de confinamento na segunda metade do ano, mas intensificará a competição com carnes de frango e suína.

PECUARIA.COM.BR


SUÍNOS


Suíno vivo sobe 1,05% em São Paulo

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF ficou estável, custando, em média, R$ 128,00, assim como a carcaça especial, com valor de R$ 10,10/kg, em média


Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à terça-feira (21), o preço ficou estável apenas no Rio Grande do Sul, custando R$ 6,29/kg. Houve alta de 0,14% em Minas Gerais, chegando a R$ 6,97/kg, aumento de 0,31% no Paraná, atingindo R$ 6,46/kg, incremento de 0,16% em Santa Catarina, alcançando R$ 6,28/kg, e de 1,05% em São Paulo, fechando em R$ 6,71/kg.

Cepea/Esalq


Oferta de carne suína no mercado interno deve subir até 4% em 2024, diz Rabobank

A oferta de carne suína no mercado doméstico brasileiro deve ficar entre 3% e 4% maior em 2024, em relação a 2023, impulsionada pelo aumento no consumo per capita e nas exportações, segundo estimativa do Rabobank divulgada em relatório em novembro


O volume de exportações de carne suína brasileira deve subir de 3% a 5% em 2024, em parte impactadas pelo crescimento das importações totais chinesas, que devem aumentar entre 8% e 10% no ano que vem. “Com as expectativas de preços ainda competitivos no mercado externo e aumento na demanda chinesa, um dos principais desafios deve se manter no mercado doméstico”, disse o Rabobank. A demanda local de carne suína tem registrado ligeira melhora no consumo este ano, guiada pelo aumento na demanda por produtos processados e embutidos, e pelos menores preços na segunda metade do ano, segundo o banco. “Porém, no próximo ano a oferta ainda sustentada em patamares elevados da carne bovina deve continuar desafiando competitividade da carne suína, não somente pela menor diferença de preços, mas também pelo forte apelo cultural por este tipo de carne para uma boa parcela da população local.”

CARNETEC


FRANGOS


Alta para o frango no atacado em São Paulo

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,20/kg, enquanto o frango no atacado subiu 1,43%, valendo R$ 7,10/kg


Na cotação do animal vivo, no Paraná, o preço não mudou, valendo R$ 4,55/kg, assim como em Santa Catarina, com valor de R$ 4,24/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à terça-feira (21), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado subiram R$ 0,27%, custando, respectivamente, R$ 7,39/kg e R$ 7,36/kg.

Cepea/Esalq


Alemanha relata surto de gripe aviária no norte do país

A Alemanha relatou um surto do vírus altamente patogênico da gripe aviária H5N1 em uma granja no norte do país, informou a Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH, na sigla em inglês) nesta quarta-feira, aumentando a onda de casos na Europa


O surto matou cinco aves de um rebanho de 24 mil animais em uma fazenda no estado de Mecklenburg-Vorpommern, a leste de Hamburgo, informou a WOAH, com sede em Paris, em um relatório, citando autoridades alemãs. A gripe aviária, que levou ao abate de centenas de milhões de aves nos últimos anos, ataca geralmente a Europa durante o Outono e o Inverno. Foi recentemente detectada em explorações agrícolas de vários países, incluindo Países Baixos, Itália, Croácia e Hungria.

REUTERS


GOVERNO


Agricultura elabora texto para decreto de pastagens degradadas

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve assinar o documento até segunda-feira. Ministério da Agricultura quer levantar US$ 120 bilhões para apoiar a conversão de pastagens pelo país


O Ministério da Agricultura concluiu a elaboração do texto do decreto que vai criar o programa nacional de conversão de pastagens degradadas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve assinar o documento até segunda-feira (27/11), antes de embarcar para o Oriente Médio, onde participará da COP 28 e quer apresentar o programa. Mas a expectativa é que a assinatura ocorra ainda na sexta-feira (24/11). A ideia inicial era que a iniciativa fosse lançada nesta quarta-feira (22/11) em cerimônia no Palácio do Planalto, mas houve mudança na agenda. O decreto é uma formalidade para a criação do programa, que está em discussão e elaboração desde a campanha eleitoral pelo assessor especial Carlos Ernesto Augustin. Ao longo do ano, a equipe do Ministério da Agricultura já apresentou as diretrizes para potenciais investidores ao redor do mundo. O texto servirá de "guarda-chuva" para a elaboração dos detalhes do programa pelo comitê gestor, que também será criado pelo decreto e terá a participação de sete ministérios, Banco Central, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e sociedade civil. O objetivo é ideia é que o comitê possibilite e favoreça uma visão completa do programa, desde o campo até os investidores, que poderão ser brasileiros ou estrangeiros, do mercado financeiro ou de capitais. Uma estimativa do Ministério da Agricultura divulgada durante o ano era conseguir levantar US$ 120 bilhões para apoiar a conversão de pastagens pelo país. No Pasta, a expectativa é que a assinatura do decreto e a divulgação do programa feita diretamente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ajudem a acelerar a implementação das linhas de crédito na prática, principal instrumento que vai fomentar a conversão das pastagens degradadas em lavouras. "Esse Norte que o decreto dará será fundamental para orientar principalmente a mente dos investidores. É um projeto estruturante, que mexe em larga escala com o sistema produtivo. Para acontecer, é indissociável a presença de investimentos", disse um interlocutor a par do programa. O decreto vai explicitar o potencial mapeado de 40 milhões de hectares de pastagens degradadas com aptidão para transformação em lavouras, mas não vai fixar metas rígidas de tamanho de áreas para conversão em determinados períodos de tempo. O texto deverá ter balizadores gerais do programa, que será transversal e vai conversar com outras iniciativas do governo complementares e sinérgicas, como o Plano ABC+ (Plano de Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária) e o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa. A ação também vai se harmonizar com as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) brasileira do Acordo de Paris, disseram fontes do governo. O decreto também deve abordar os pontos do programa que interagem com o Plano Safra, como a criação ou regulamentação de linhas de crédito que convergem com os objetivos da nova iniciativa. Mas o objetivo principal será estimular o mercado de crédito privado dos investidores domésticos e externos a apoiar a recuperação dessas áreas degradadas para impulsionar a produção de alimentos sem a abertura de novas áreas.

GLOBO RURAL


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Taxa de desemprego em queda chega a 4,6% no Paraná, 5ª menor do País

A taxa recuou 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (4,9%) e 0,7 ponto percentual ante o terceiro trimestre do ano passado (5,3%). É a terceira queda seguida de 2023. No Brasil, a taxa de desocupação foi de 7,7%. No Sul, o Paraná está atrás de Santa Catarina (3,6%)


Com uma nova redução na taxa de desocupação, que chegou a 4,6% no terceiro trimestre de 2023, o Paraná atingiu o menor índice de desemprego dos últimos nove anos. A taxa recuou 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (4,9%) e 0,7 ponto percentual ante o terceiro trimestre do ano passado (5,3%). É a terceira queda seguida de 2023, como mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta quarta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com esse resultado, o Paraná está entre os cinco estados com o menor índice de desemprego do País, atrás apenas de Rondônia (2,3%), Mato Grosso (2,4%), Santa Catarina (3,6%) e Mato Grosso do Sul (4%). No Brasil, a taxa de desocupação foi de 7,7%, caindo 0,3 ponto percentual ante o segundo trimestre deste ano (8%) e 1 ponto percentual frente ao mesmo trimestre de 2022 (8,7%). Segundo o painel estatístico do IBGE, o Paraná tem 9,6 milhões de pessoas em idade de trabalhar, sendo que 6,18 milhões compõem a força de trabalho. Entre estas, 5,9 milhões estão ocupadas e 286 mil estão desocupadas, ou seja, estão desempregadas, mas procurando emprego. Cerca de 3,4 milhões estão fora da força de trabalho, o que significa que estão em idade ativa, mas não trabalham e não estão procurando um emprego. Considerando a população ocupada, 3,2 milhões estão empregadas no setor privado – 67 mil a mais do que no trimestre anterior. Entre os funcionários da iniciativa privada, 2,6 milhões têm carteira assinada, o que equivale a 81% desse público. O setor público emprega 613 mil trabalhadores no Estado, enquanto 1,9 milhão de pessoas estão ocupadas informalmente. O comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas é o setor que mais emprega no Estado, com 1,1 milhão de trabalhadores. Na sequência estão a indústria geral (964 mil); administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (925 mil); informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (698 mil); agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (519 mil); construção (478 mil); transporte, armazenagem e correio (351 mil); serviços domésticos (310 mil); alojamento e alimentação (274 mil); e outros serviços (252 mil). O rendimento médio mensal da população ocupada também aumentou, passando para R$ 3.191 no terceiro trimestre, uma variação de 1,2% em relação ao semestre anterior, quando o rendimento médio era de R$ 3.153. Na comparação com os primeiros três meses do ano passado, que apresentou um rendimento médio de R$ 3.109, o crescimento foi de 2,6%. Considerando a massa de rendimento mensal de todas as pessoas ocupadas, a variação foi de 1,7%, passando de R$ 18,3 bilhões no segundo para R$ 18,6 bilhões no terceiro trimestre do ano. Já em relação ao recebido entre julho e setembro de 2022, que somou R$ 18,1 bilhões, o aumento também foi de 2,6%.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


Adapar participa de debate sobre mercado e tendência do consumo de proteínas animais

Técnicos da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) participaram na terça (21) e quarta-feira (22) do Fórum de Mercado, promovido pela Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar). O evento aconteceu no hotel NH Curitiba The Five, na capital paranaense, e reuniu diretores comerciais e de mercado, dirigentes das cooperativas, produtores e técnicos


A programação incluiu temas como o fortalecimento da competitividade e representatividade das cooperativas, desafios de mercado e tendências de consumo. O debate “Mercado de Proteína Animal” teve participação do coordenador de Sanidade de Suínos da Adapar, João Humberto Teotônio. “Foi um painel interessante no que se refere ao tema do mercado de proteína e às perspectivas de abertura para carne suína, uma frente que precisa ser trabalhada principalmente na questão da sanidade”, afirmou. O Paraná é o principal produtor de frangos e peixes e o segundo maior de suínos do País. Com o reconhecimento de Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação, pela Organização Mundial da Saúde Animal, o Paraná pode vender proteína animal para mercados consumidores mais exigentes. Ele moderou o debate entre a coordenadora de Inteligência de Mercado da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Laiz Foltran, o vice-presidente da Peixe Brasil, Felipe Toquarto, e o deputado federal Luiz Nishimori. De acordo com Teotônio, a sanidade agropecuária é muito importante na dinâmica do comércio mundial de proteína animal, por ser uma variável delicada. “Portanto, é algo a ser considerado para ser adequado e ponderado no contexto dos mercados externos”, complementou. O diretor-presidente da Adapar, Otamir César Martins, participou da abertura do evento, na terça-feira (21). “Este Fórum de Mercado aborda temas de muito interesse para o agronegócio, mostrando as oportunidades e os desafios para a manutenção e a abertura de novos mercados. Parabenizamos a Ocepar e todas as cooperativas envolvidas”, disse. José Roberto Ricken, diretor-presidente da Ocepar, mostrou a participação das cooperativas paranaenses no segmento agropecuário. De acordo com ele, elas respondem por cerca 64% da produção de grãos e 45% da produção de carnes e produtos lácteos no Estado. Ele ressaltou ainda que o setor vem realizando grandes investimentos em agroindustrialização. “Atualmente há 142 agroindústrias instaladas no Paraná pelas cooperativas. Nosso objetivo é agregar valor à produção recebida pelas cooperativas porque a rentabilidade líquida da venda de grãos pura e simples não chega a 2%. Mas quando a matéria-prima é processada em uma agroindústria, é possível chegar a 4,6% de rentabilidade, no máximo 5%”, disse.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar à vista fecha em leve alta e se alinha ao exterior

Na leitura de operadores, os fundamentos têm dado suporte para resiliência da divisa brasileira, assim como diferencial de juros ainda elevado


O dólar à vista fechou com leve valorização frente ao real, em uma dinâmica semelhante à observada no exterior, já que a moeda americana apresentou apreciação global. Ainda assim, o real foi uma das moedas que menos sofreu, de uma relação de 33 divisas. Na leitura de operadores, os fundamentos têm dado suporte para resiliência da divisa brasileira, assim como diferencial de juros ainda elevado. apesar do ciclo de corte da Selic em andamento. Terminadas as negociações, o dólar comercial fechou em alta de 0,07%, a R$ 4,9016, depois de ter atingido a mínima de R$ 4,8776 e tocado a máxima de R$ 4,9186. Perto das 17h05, o contrato futuro da moeda americana para dezembro exibia apreciação de 0,06%, a R$ 4,9050. O índice DXY avançava 0,34%, a 103,915 pontos.

VALOR ECONÔMICO


Ibovespa fecha com alta discreta; Cemig desaba

O Ibovespa fechou com um acréscimo discreto nesta quarta-feira e distante da máxima do dia, quando se aproximou de 127 mil pontos, sendo pressionado pelo declínio das ações da Vale e da Cemig, que desabou com preocupações sobre uma eventual federalização da empresa


Mesmo titubeando, no final prevaleceu na bolsa paulista o viés positivo que tem marcado as últimas semanas, apoiado principalmente na perspectiva de que o Federal Reserve não subirá mais a taxa de juros nos Estados Unidos. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,14 %, a 125.799,49 pontos, de acordo com dados preliminares. Na máxima do dia, chegou a 126.875,11 pontos (+0,99%), maior nível intradia desde 16 de julho de 2021. Na mínima, marcou 125.439,03 pontos, em queda de 0,15%. O volume financeiro somava 24 bilhões de reais antes dos ajustes finais.

REUTERS


Governo vê piora na projeção de déficit fiscal de 2023 e amplia bloqueio orçamentário

Os ministérios do Planejamento e da Fazenda projetaram na quarta-feira que o governo central fechará 2023 com déficit primário de 177,4 bilhões de reais, equivalente a 1,7% do Produto Interno Bruto (PIB), resultado pior do que o previsto em setembro, de déficit de 141,4 bilhões de reais (1,3% do PIB), conforme relatório bimestral de receitas e despesas


O documento aponta ainda que, quando usada a metodologia de cálculo "abaixo da linha", usada pelo Banco Central e que leva em consideração mudanças no estoque da dívida pública, a previsão de déficit em 2023 salta para 203,4 bilhões de reais, ou 1,9% do PIB. O relatório também mostra que o governo precisará ampliar em cerca de 1,1 bilhão de reais o bloqueio de verbas de ministérios neste ano para respeitar regras fiscais. Segundo o relatório, o Orçamento deste ano tem um excesso de despesas de 5 bilhões de reais em relação ao limite do teto de gastos, que segue com regra de despesa válida em 2023 mesmo após a aprovação do novo arcabouço fiscal. O valor é mais alto que os cerca de 3,8 bilhões de reais apontados em setembro. Os dados mostram que o aumento na expectativa para o déficit foi impulsionado por uma queda de 14 bilhões de reais na previsão de receita líquida, já descontadas as transferências a governos regionais, a 1,901 trilhão de reais. A previsão para a despesa total, por sua vez, cresceu 21,9 bilhões de reais na comparação com a estimativa feita há dois meses, alcançando 2,078 trilhões de reais. Para este ano, o Orçamento estima um déficit fiscal de 228,1 bilhões de reais, rombo que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, havia prometido diminuir para patamar próximo a um déficit de 100 bilhões de reais.

REUTERS


Total de desempregados há mais de 2 anos cai 28,2% no 3º tri, menor nível no período desde 2015

Contingente recuou de 2,575 milhões no terceiro trimestre de 2022 para 1,849 milhão no terceiro trimestre de 2023, o que representa uma diminuição de 726 mil pessoas


O número de desempregados há mais de dois anos no país caiu 28,2% no terceiro trimestre de 2023, em relação a igual período de 2022, e atingiu o menor patamar para o período desde 2015, mostram os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada na quarta (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O contingente recuou de 2,575 milhões no terceiro trimestre de 2022 para 1,849 milhão no terceiro trimestre de 2023, o que representa uma diminuição de 726 mil pessoas. O número é o menor desde o terceiro trimestre de 2015, quando era de 1,6 milhão. O IBGE classifica como desempregado quem não está trabalhando e busca trabalho, ou seja, toma alguma providência para encontrar uma ocupação. No caso daqueles que procuram emprego há mais de dois anos, é usado o conceito de desemprego de longo prazo. Quanto mais longa é a busca por emprego, mais difícil é a reinserção dessas pessoas no mercado de trabalho. A pesquisa indica ainda que a parcela de quem procura trabalho há mais de dois anos, em relação ao total dos desempregados, caiu de 27,2% no terceiro trimestre de 2022 para 22,2% no terceiro trimestre de 2023. Ao explicar os indicadores, a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy, lembrou o cenário do mercado de trabalho adverso durante a pandemia, o que elevou o desemprego de longo prazo, que agora vem reduzindo gradativamente, com a retomada da atividade econômica. “À medida que as atividades econômicas retornam, elas contribuem para aqueles que buscam trabalho, seja para quem procura há menos ou há mais tempo, como o desemprego de longo prazo”, disse a coordenadora. Apesar da redução do número de desempregados há mais de dois anos em 2023, o contingente ainda é 26,8% superior ao do terceiro trimestre de 2012, que é o primeiro ano da pesquisa, quando era de 1,458 milhão.

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