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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 491 DE 31 DE OUTUBRO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 491| 31 de outubro de 2023


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS

Boi gordo: mercado abre a semana lento

Nas praças de SP, a arroba do boi gordo segue valendo R$ 235, enquanto a vaca e a novilhas gordas são negociadas por R$ 218/@ e R$ 227/@, informou a Scot Consultoria


Segundo a S&P Global, a ausência dos frigoríficos brasileiros dos balcões de compras de boiadas gordas deve-se sobretudo à lentidão no escoamento dos estoques internos de carne bovina. Mesmo com escalas de abate um pouco mais apertadas, os lotes de animais terminados que atualmente compõem as programações das indústrias são suficientes para atender aos compromissos de curto prazo. Em relação ao abate de bovinos no Brasil, o sistema SIF do Ministério de Agricultura e Pecuária mostra que o ritmo vem perdendo intensidade desde o recorde de agosto deste ano. “Em outubro, assim como ocorreu em setembro passado, os abates irão cair (na comparação mensal), refletindo justamente a maior cautela dos frigoríficos”, afirmaram os analistas. Mas mesmo com a quedas nos últimos meses, no acumulado do ano (janeiro a setembro), os frigoríficos brasileiros abateram um volume 9,7% superior ao resultado de igual período de 2022. “O abate de bovinos no Brasil cresceu num momento de queda do consumo interno da proteína e de um menor ritmo das exportações nacionais”, relatou a S&P Global. Pelos dados da Scot Consultoria, no estado de São Paulo, a arroba do boi gordo segue precificada em R$ 235, enquanto a vaca e a novilhas gordas são negociadas por R$ 218/@ e R$ 227/@, respectivamente, (preços brutos e a prazo). O “boi-China” foi cotado em R$ 240/@ no mercado paulista, valor bruto, no prazo, com ágio de R$ 5/@ sobre o animal “comum”. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 227/@ (à vista) vaca a R$ 202/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 231/@ (prazo) vaca a R$ 217/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 225/@ (à vista) vaca a R$ 205/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 227/@ (prazo) vaca a R$ 207/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 202/@ (prazo) vaca a R$ 187/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 202/@ (à vista) vaca a R$ 187/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 197/@ (à vista) vaca a R$ 185/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 222/@ (prazo) vaca R$ 207/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 213/@ (à vista) vaca a R$ 186/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 214/@ (prazo) vaca a R$ 197/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 222/@ (prazo) vaca a R$ 209/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 222/@ (prazo) vaca a R$ 207/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 210/@ (à vista) vaca a R$ 195/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 212/@ (à vista) vaca a R$ 195/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO


SUÍNOS


Suínos: cotações recuam 0,49% no Paraná e 0,32% no RS

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF teve queda de 0,81% custando, em média, R$ 122,00, enquanto a carcaça especial ficou estável, com valor de R$ 9,40/kg, em média


Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à sexta-feira (27), houve recuo de 0,49% no Paraná, chegando a R$ 6,15/kg, e de 0,32% no Rio Grande do Sul, alcançando R$ 6,17/kg. Ficaram estáveis os valores em Minas Gerais (R$ 6,47/kg), Santa Catarina (R$ 6,03/kg) e São Paulo (R$ 6,57/kg).

Cepea/Esalq


Preço do suíno vivo na China cai 7% por aumento de doenças e crescente oferta

O preço do suíno vivo na China caiu quase 7% na segunda-feira em relação a uma semana atrás, a maior queda semanal deste ano, já que novos surtos de doenças levaram as granjas a enviar mais porcos para o abate em um mercado já com excesso de oferta, disseram analistas


Os preços no principal mercado de carne suína do mundo atingiram 14,06 iuanes (1,92 dólar) por quilo, de acordo com dados da Shanghai JC Intelligence Co Ltd, o menor valor desde o final de junho. "Por um lado, isso se deve à concentração de vendas em algumas áreas devido ao impacto das doenças suínas", disseram analistas da Huachuang Securities em uma nota no domingo. Os criadores geralmente enviam os porcos para o abate antes que o plantel seja infectado pela disseminação de doenças, deprimindo os preços. Surtos de peste suína africana (PSA), que pode ser fatal em suínos, mas não infecta pessoas, devastaram o rebanho de suínos da China em 2018 e 2019 e se tornaram endêmicos, geralmente com picos nos meses de inverno. Normalmente, as fazendas não relatam surtos da doença, mas dois participantes do setor disseram ter ouvido falar de um aumento nos casos. Outro analista disse que a doença se tornou grave recentemente. O Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Os produtores de suínos chineses quase não obtiveram lucro este ano, com a oferta significativamente maior do que há um ano, mesmo com a demanda permanecendo morna. A China tinha 42,4 milhões de porcas no final de setembro, 3,4% a mais do que o "nível normal", disse uma autoridade agrícola no início deste mês, e a eficiência da produção de porcas também está melhorando, aumentando a oferta. Após uma breve recuperação em agosto, os preços dos suínos começaram a cair novamente no final de setembro, apesar do início do que normalmente é o período de pico de consumo durante o inverno.

REUTERS


FRANGOS


Frango sobe no atacado paulista

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto o frango no atacado teve aumento 0,44%, valendo R$ 6,88/kg


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço ficou inalterado em R$ 4,28/kg, assim como no Paraná, custando R$ 4,47/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (27), a ave congelada teve ganho de 0,42%, atingindo R$ 7,14/kg, enquanto o frango resfriado subiu 0,28%, fechando em R$ 7,22/kg.

Cepea/Esalq


Com mais dois casos de gripe aviária no litoral de SP, Brasil chega a 137 ocorrências

De acordo com a atualização da plataforma do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), dedicada a informar casos de influenza aviária de alta patogenicidade, dois novos casos foram confirmados no litoral de São Paulo


Com isso, o país soma agora 137 casos da doença, sendo 3 em aves de subsistência e 4 em mamíferos marinhos. Uma das ocorrências foi em uma ave do tipo Trinta-réis-boreal em Santos, e a outra, em um Trinta-réis-de-bando, em São Sebastião, ambos no Estado de São Paulo. No Brasil, até o momento, ainda há 16 casos suspeitos de contaminação da a doença em investigação. Total de casos: 137. Espírito Santo: 31 (sendo 30 em aves silvestres e 01 em ave de subsistência). Rio de Janeiro: 23 (aves silvestres). Rio Grande do Sul: 05 (02 em ave silvestre e 03 em animais marinhos). São Paulo: 42 (aves silvestres). Bahia: 04 (aves silvestres). Paraná: 12 (aves silvestres). Santa Catarina: 19 (17 em ave silvestre, 01 em ave de subsistência e 01 em mamífero marinho). Mato Grosso do Sul: 01 em ave de subsistência.

MAPA



Cocamar espera cenário promissor para o setor a partir do próximo ano

Meta de receita é de R$ 14 bilhões em 2024, alta de 15%


A Cocamar deve fechar o ano com queda de 7% no faturamento inicialmente previsto para 2023, devido aos preços mais baixos das commodities e também dos insumos. Ainda assim, o desempenho, de R$ 12,8 bilhões, deve superar em 15% o de 2022. Para 2024, a expectativa é otimista, com preços estáveis dos grãos, diz José Cícero Aderaldo, vice-presidente da cooperativa. A meta de receita é de R$ 14 bilhões no próximo ano. O impulso deve vir do ganho na participação de mercado com os cooperados. “Hoje, participamos de 57% das compras de insumos e da recepção de grãos no norte do Paraná. Queremos alcançar 60%.” A Cocamar prevê receber 4,35 milhões de toneladas de soja e milho nesta safra, volume 34% maior. A Cocamar avalia aporte de R$ 250 milhões a R$ 300 milhões em 2024 para ampliar a capacidade de armazenagem em 250 mil toneladas, para 2,5 milhões de toneladas. A decisão final do investimento virá em março. Estuda ainda a expansão da planta em Maringá (PR). O mercado interno responde por 80% do faturamento da Cocamar, enquanto a exportação hoje representa 20% dos seus negócios. Neste mês, a Cocamar ingressou no varejo de carne bovina. Um frigorífico terceirizado abate os bois e processa a carne. Aderaldo espera que as vendas deslanchem a partir de 2024, com a meta de R$ 100 milhões no ano. “O foco é o mercado regional, depois outros Estados e exportação em cerca de três anos.”

O ESTADO DE SÃO PAULO


GOVERNO


Brasil e Indonésia discutem como simplificar exportação de carne bovina brasileira

Venda de gado em pé e produção de cana-de-açúcar e etanol também foram discutidas. Carlos Fávaro discutiu possibilidades comerciais com o Vice-Ministro de Relações Exteriores indonésio, Pahala Mansury


No primeiro dia da missão à Ásia, o Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, discutiu possibilidades comerciais e a simplificação do modelo de exportação de carne bovina e de bovinos vivos para a Indonésia com o Vice-Ministro de Relações Exteriores do país, Pahala Mansury. "Isso garante competitividade e oportunidades tanto pro Brasil como também para povo da Indonésia, que vai ter a chance de ter acesso a produtos de qualidade com preços mais acessíveis, uma porta extremamente positiva", disse Fávaro, em nota divulgada à imprensa. No fim de semana, a Globo Rural mostrou que apesar do mercado de carne bovina estar aberto, uma taxa aplicada à importação do produto brasileiro tem travado as negociações. Mais cedo, o Ministro se reuniu com representantes da Associação dos Confinadores de Gado (Gapuspindo) da Indonésia, cujo interesse é na importação de gado em pé do Brasil, mercado já aberto em agosto deste ano. A Indonésia importa mais de 600 mil cabeças por ano e pretende aumentar as relações comerciais com o Brasil, diz o Ministério da Agricultura. Atualmente, as importações são Austrália. No entanto, o rebanho brasileiro tem características similares e adaptáveis ao clima do gado da Indonésia, disse a Pasta, o que reforça a busca asiática na genética nacional. Também há o interesse no rebanho de gado leiteiro.

GLOBO RURAL


Agricultura abre consulta pública sobre procedimentos de multiplicação animal

A consulta e a portaria foram estabelecidas pela Secretaria de Defesa Agropecuária da pasta, para a qual as sugestões serão encaminhadas


O Ministério da Agricultura abriu uma consulta pública pelo prazo de 45 fias para contribuições à portaria que estabelece os procedimentos para registro, controle e fiscalização de estabelecimentos comerciais de material de multiplicação animal. A consulta e a portaria foram estabelecidas pela Secretaria de Defesa Agropecuária da pasta, para a qual as sugestões serão encaminhadas. A medida prevê desde exigências sanitárias para os estabelecimentos que atuam com genética animal, obrigatoriedades para registro do estabelecimento a protocolos para manipulação de itens como sêmen e embrião bovino.

ESTADÃO CONTEÚDO


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


No Paraná, 70 municípios são afetados pela chuva; agronegócio avalia impactos

A Autoridade Portuária de Paranaguá informou que avalia os impactos das chuvas na operação do complexo portuário


As fortes chuvas no último fim de semana no Paraná provocaram alagamentos em pelo menos 70 municípios do Estado, afetando 38,690 mil pessoas, segundo a Defesa Civil. Regiões de produção agrícola, como os Campos Gerais, também reportaram volumes expressivos de chuvas. Representantes da agropecuária paranaense, ouvidos pelo Broadcast Agro (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), avaliam os prejuízos das enxurradas na produção. A Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar) relatou não ter ouvido sobre prejuízos nas lavouras de grãos de verão até o momento, já que a safra 2023/24 está sendo semeada. Quanto à safra 2023 de trigo, produtores avaliam eventuais perdas e acamamento das lavouras ainda não colhidas, especialmente na região de Ponta Grossa. Há registros de danos em granjas indústrias no Sudeste do Estado. Em Dois Vizinhos, maior produtor de frango do País, há relatos de aviários inundados com as chuvas. Até o momento, não há estimativas oficiais de perdas nas granjas paranaenses. Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), há bloqueio total no fluxo em pelo menos nove rodovias estaduais, como a PR-281 em Dois Vizinhos e a PR-540 em Guarapuava.

ESTADÃO CONTEÚDO


Capital nacional do Frango, Dois Vizinhos (PR) foi um dos municípios mais afetados pelas chuvas

Municípios das regiões Centro-Sul e Centro-Oeste do Estado foram as mais afetadas


As chuvas intensas que atingiram algumas regiões do Estado do Paraná neste final de semana deixaram um rastro de destruição. Os estragos ainda são contabilizados, de acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Agricultura. De acordo com informações preliminares da área de Comunicação da Secretaria, os técnicos ainda estão a campo levantando os estragos enquanto as chuvas continuam. Os dados serão compilados e repassados a outras entidades do Governo do Estado. Uma das informações é de que o município de Dois Vizinhos, que fica no Sudoeste paranaense na região de Francisco Beltrão, foi um dos mais afetados pelas cheias dos rios Jirau e Dois Vizinhos. Na manhã desta segunda-feira (30), o governador do Paraná, Ratinho Júnior, esteve no local acompanhando os trabalhos junto à Defesa Civil e Corpo de Bombeiros. Dois Vizinhos é conhecida também como a “Capital Nacional do Frango”, com mais de 500 aviários instalados, segundo a Prefeitura, sendo o Município no Paraná que mais produz aves por metro quadrado. Imagens que circulam pelas redes sociais mostram aviários atingidos por enchentes, aves sendo levadas pela enxurrada e equipamentos danificados. Dirceu Restelatto, que é técnico em agropecuária da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Meio Ambiente e Recursos Hídricos explica que o levantamento tanto das perdas em aviários quanto em áreas de plantação ainda estão sendo apurados. “Por enquanto, mesmo sem termos ainda os dados concretos, estimo que cerca de 10% dos aviários tenham sido danificados pela água”, disse. Ele explica que as granjas mais afetadas estavam em áreas de baixada, e foram atingidas pelas águas que extravasaram dos rios Jirau e Dois Vizinhos, além de outros pequenos rios que passam pelo Município. Segundo a Metsul Meteorologia, somente no sábado, choveu 250mm em Dois Vizinhos, e de acordo com informações da Defesa Civil do Paraná, até as 11h30 de hoje, o Município registrava 6 mil chamados por enxurradas. Conforme informações do Governo do Paraná, até o momento, 29 cidades decretaram estado de emergência e 15, estado de calamidade.

REUTERS


Paraná gera 100 mil empregos em nove meses

Dados do Caged mostram o Estado atrás de São Paulo (433.962), Minas Gerais (183.414) e Rio de Janeiro (123.028). Setor de serviços foi o que teve melhor desempenho


O Paraná gerou 100.283 empregos com carteira assinada de janeiro a setembro de 2023, o que representa o quarto colocado em todo o país. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho em Emprego divulgados na segunda-feira (30). O saldo é a diferença entre admissões (1.376.960) e demissões (1.276.677). Desde o início do ano, o Paraná se mantém entre os primeiros no ranking nacional, perdendo apenas para os estados mais populosos como São Paulo (433.962), Minas Gerais (183.414) e Rio de Janeiro (123.028). No mês de setembro, especificamente, o Paraná registrou 9.046 novos postos de trabalho. Entre os estados da Região Sul, o Paraná manteve a liderança de empregos gerados de janeiro a setembro. Santa Catarina encerrou o período com saldo de 82.591 empregos e o Rio Grande do Sul com 54.115 novos postos de trabalho. A atividade econômica com melhor desempenho de janeiro a setembro 2023 no Paraná foi a de serviços, com 56.684 novas vagas. A indústria está na segunda posição no acumulado do ano com um saldo positivo de 14.494 vagas, seguida por construção (13.552), comércio (11.462) e por último agropecuária (4.092). No mês de setembro, todos os setores também tiveram saldo positivo, liderados por serviços, com 3.953 novos postos de trabalho, e comércio, com 2.500 novas vagas. O setor da indústria criou 1.282 novos empregos, a construção teve 1.182 novas vagas, enquanto a agropecuária registrou um saldo positivo de apenas 123 postos de trabalho. No recorte municipal, Curitiba foi a cidade com maior saldo positivo de vagas de emprego entre janeiro e setembro. Foram 15.285 novos postos formais. Londrina (6.692), São José dos Pinhais (6.197), Maringá (5.914), Cascavel (3.884), Pinhais (3.318), Ponta Grossa (3.281), Toledo (2.706), Foz do Iguaçu (2.437), Colombo (2.376) e Assis Chateaubriand (1.956) aparecem na sequência. No mês de setembro, os principais empregadores, em volume, foram Maringá (816), São José dos Pinhais (687), Curitiba (587), Ponta Grossa (489), Toledo (439) e Pinhais (419).

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar se descola do exterior e sobe ante real

O dólar se descolou do exterior na segunda-feira e fechou em alta ante o real no Brasil, depois de o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçar as dúvidas do mercado sobre a capacidade de o governo atingir um resultado primário zero em 2024


O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,0480 reais na venda, em alta de 0,69%. Em outubro, a moeda norte-americana acumula até agora elevação de 0,41%. Na B3, às 17:16 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,58%, a 5,0480 reais. Na sexta-feira, o dólar à vista já havia avançado 0,44% após Lula afirmar que a meta de resultado primário zero em 2024 “dificilmente” será alcançada e que o governo não quer cortar investimentos em obras. Na segunda-feira, Haddad tentou minimizar e afirmou que o comentário de Lula não mostra descompromisso com a área fiscal. Em entrevista coletiva, Haddad também anunciou mais cedo dois novos nomes para o Banco Central a partir de 2024, indicados por Lula: o professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) Paulo Picchetti, para a diretoria de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos, e o servidor de carreira da autarquia Rodrigo Alves Teixeira, para a diretoria de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta. Dois profissionais do mercado ouvidos pela Reuters receberam de forma positiva a indicação dos novos diretores. Teixeira seria um nome com pouco potencial de críticas, já que a diretoria de Relacionamento é tradicionalmente ocupada por servidores de carreira do BC. Já Picchetti foi elogiado por ter conhecimento técnico profundo sobre a inflação no Brasil.

REUTERS


Ibovespa fecha em queda com Petrobras

O Ibovespa fechou em queda na segunda-feira, em meio a preocupações com queda das ações da Petrobras, que ofuscaram o efeito potencialmente positivo do avanço dos pregões em Wall Street, bem como a alta dos papéis da Vale


Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,68%, a 112.531,52 pontos. O volume financeiro somou 18,4 bilhões de reais. A bolsa paulista até abriu com viés positivo e o Ibovespa chegou a superar 114 mil pontos em meio a ajustes após a última sexta-feira terminar no vermelho com o desconforto provocado por declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que a meta fiscal zero de 2024 dificilmente será alcançada. Mas a direção mudou conforme o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em entrevista coletiva, amenizou as afirmações de Lula. Haddad, no entanto, não quis responder se o governo está comprometido com a meta de déficit primário zero em 2024, enquanto afirmou que a arrecadação federal não está acompanhando o crescimento acima do esperado do PIB. Mesmo insistindo que a Fazenda segue buscando equilíbrio fiscal, o clima azedou. O entendimento entre agentes financeiros é de que, além de uma falta de um comprometimento maior com o déficit zero em 2024, via contingenciamento de gastos, o equilíbrio nas contas se dará por meio do aumento da carga tributária, com o fim de alguns programas de incentivo fiscal. O foco deve se voltar para decisões de política monetária na quarta-feira, particularmente a do Federal Reserve, que será conhecida com o mercado ainda aberto. O Banco Central do Brasil deve anunciar o desfecho da sua reunião após o fechamento. Para o BC norte-americano, a aposta majoritária é de manutenção da taxa de juros na faixa de 5,25% a 5,50% ao ano, mas investidores querem saber sobre os próximos passos do Fed, dado o cenário de economia ainda resiliente dos Estados Unidos e inflação, mesmo que com sinais de acomodação, elevada. Quanto ao Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, prevalece a expectativa de que a taxa Selic será reduzida novamente em 0,50 ponto percentual, para 12,25% ao ano.

REUTERS


Brasil cria 211.764 vagas de emprego formal em setembro, acima do esperado

O país criou 211.764 vagas de emprego formal em setembro, mostrou o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado na segunda-feira pelo Ministério do Trabalho e Previdência, em resultado acima do esperado por economistas


A estimativa em pesquisa da Reuters era de criação de 208,85 mil vagas. O saldo de setembro foi resultado de 1,917 milhão de admissões e 1,705 milhão de desligamentos. No acumulado do ano até setembro, a criação de postos com carteira assinada somou 1,600 milhão, contra abertura de 2,180 milhões de vagas no mesmo período de 2022. Segundo o relatório, houve saldo positivo de vagas em todos os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas no mês. Os serviços, que sempre costumam liderar a criação de empregos, registraram superávit de 98.206 postos, seguidos pelo comércio (43.465), pela indústria (43.214), pela construção (20.941) e pela agropecuária (5.942). Os dados também mostraram superávit de empregos criados em todas as cinco regiões do país. O Sudeste abriu o maior número de vagas, com leitura de 82.350, seguido por Nordeste (+75.108), Sul (+22.330), Centro-Oeste (+14.793) e Norte (+16.850). Com relação ao salário médio real (descontada a inflação) de contratação, houve queda em setembro para 2.032,07 reais, de 2.040,14 reais no mês anterior, de acordo com a série sem ajustes.

REUTERS


Mercado passa a ver inflação de 4,63% em 2023

De acordo com a mais recente pesquisa semanal Focus, publicada na segunda-feira pelo BC, o mercado vê agora alta de 4,63% dos preços ao consumidor brasileiro em 2023, contra taxa de 4,65% estimada no boletim anterior


O ajuste veio após dados da semana passada mostrarem que o IPCA-15, considerado prévia da inflação oficial, desacelerou ligeiramente a alta em outubro, com nova deflação dos alimentos.

Para o ano que vem, o Focus passou a prever inflação de 3,90%, frente a 3,87% na semana passada. Economistas consultados pelo Banco Central passaram a calcular a taxa Selic em 9,25% ao final de 2024, contra 9,00% estimados anteriormente, ao mesmo tempo que ajustaram marginalmente. O centro da meta oficial para a inflação em 2023 é de 3,25% e para 2024, 2025 e 2026 é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para este ano, a taxa básica de juros Selic continuou sendo calculada em 11,75%. Já em relação à atividade, os economistas reduziram a expectativa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano a 2,89%, ante 2,90% anteriormente, mas a perspectiva para 2024 permaneceu em 1,50% pela sexta semana consecutiva.

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IGP-M acelera alta em outubro com pressão de commodities, diz FGV

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) registrou alta de 0,50% em setembro, acelerando ante ganho de 0,37% no mês anterior, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na segunda-feira, uma vez que commodities importantes aumentaram a pressão para o produtor, algo que pode começar a ser repassado para o consumidor em breve


O resultado deste mês ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters, de avanço de 0,61%. Em 12 meses, o IGP-M ainda tem queda de 4,57%, a menos intensa desde maio deste ano (-4,47%). O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, passou a subir 0,60% em outubro, contra alta de 0,41% no mês anterior. De acordo com o coordenador dos índices de preço na FGV, André Braz, esse desempenho foi influenciado pelo aumento nos preços de commodities importantes, como bovinos (de -10,11% para 6,97%), açúcar VHP (de -2,70% para 12,88%) e carne bovina (-4,55% para 3,85%). "Essas mudanças, que afetam parcialmente os itens que impactam os preços dos produtos finais no varejo, em breve contribuirão para atenuar a deflação observada no grupo Alimentação do IPC (de -0,60% para -0,39%)", disse Braz. "Esta classe de despesa tem atuado como um elemento de estabilização, impedindo que a inflação ao consumidor acelere em 2023." O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, subiu 0,27% este mês, mesma taxa observada em setembro. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, subiu 0,20% em outubro, contra ganho de 0,24% no mês anterior. Dados da semana passada mostraram que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, desacelerou ligeiramente a alta em outubro, com nova deflação dos alimentos compensando em parte o salto pontual nas passagens aéreas. O IGP-M calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

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