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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 478 DE 11 DE OUTUBRO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 478|11 de outubro de 2023


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Oferta restrita e procura por animais mantêm estabilidade

As escalas de abate em algumas unidades frigoríficas estão apertadas, o que colaborou para uma presença mais ativa dos compradores, informou a S&P Global. Segundo a Scot Consultoria, parte das indústrias frigoríficas ficou fora das compras e com escalas de abate feitas. Portanto, os preços permaneceram estáveis na comparação feita dia a dia


Na terça-feira (10/10), o volume de negócios no mercado físico do boi gordo registrou aparente melhora ao longo do dia em algumas importantes praças brasileiras, informou a S&P Global Commodity Insights. As escalas de abate em algumas unidades frigoríficas estão apertadas, o que colaborou para uma presença mais ativa de compradores, que procuram garantir o preenchimento de suas programações ao menos até o final da próxima semana, acrescenta a S&P Global. Entre as principais regiões pecuárias do Brasil, destaque para a região do interior paulista, onde, segundo apuração da S&P Global, já há registros pontuais de negócios para o boi gordo em torno de R$ 250/@ (valor bruto), dependendo da localização, tamanho do lote e acabamento (rendimento de carcaça). Nas praças do Paraná e do Rio Grande do Sul, o firme ritmo dos embarques de carne bovina e a escassez de oferta de boiada gorda seguem favorecendo a estabilidade nos preços da arroba. Em regiões do Norte do País, as escalas estão sendo preenchidas até o dia 20 de outubro, relatou a consultoria. Segundo a S&P Global, há a baixa disponibilidade de gado gordo neste período do ano e isso se deve não apenas ao período de entressafra do “boi de capim” no Brasil, mas também pelo menor alojamento de boiada nos confinamentos, efeito da falta de perspectiva de margens minimamente positivas vistas no começo deste ano. No atacado, os preços dos principais cortes bovinos registraram novos aumentos na terça-feira, apurou a consultoria. “O menor ritmo dos abates, a oferta mais enxuta de mercadoria nas câmaras frias e as altas nas cotações das carnes concorrentes (frango e suíno) são fatores de suporte aos preços da carne bovina”, justificam os analistas. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 236/@ (à vista) vaca a R$ 212/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 246/@ (prazo) vaca a R$ 227/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 231/@ (à vista) vaca a R$ 215/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 233/@ (prazo) vaca a R$ 217/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 204/@ (prazo) vaca a R$ 187/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 202/@ (à vista) vaca a R$ 182/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 200/@ (à vista) vaca a R$ 187/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 212/@ (prazo) vaca R$ 187/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 219/@ (à vista) vaca a R$ 186/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 217/@ (prazo) vaca a R$ 207/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 222/@ (prazo) vaca a R$ 209/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 222/@ (prazo) vaca a R$ 202/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 205/@ (à vista) vaca a R$ 190/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 215/@ (à vista) vaca a R$ 200/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO


Receita das exportações de carne bovina caiu 24% em setembro

Volume dos embarques, na contramão, cresceu 6%, para 246,3 mil toneladas, diz Abrafrigo. Queda dos preços da carne exportada é responsável pelo resultado negativo no faturamento.


A receita das exportações de carne bovina alcançou US$ 1,003 bilhão em setembro, estima a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O montante é 24% menor que o faturamento em igual mês de 2022. O volume dos embarques, na contramão, cresceu 6%, para 246,3 mil toneladas. De janeiro a setembro, a receita acumula uma queda de 23% no comparativo anual, para US$ 10,14 bilhões, e o volume está apenas 0,4% maior, somando 1,76 milhão de toneladas. A Abrafrigo afirma que a queda dos preços da proteína exportada é responsável pelo resultado negativo no faturamento. Além disso, 69 países aumentaram suas importações até setembro, enquanto outros 97 reduziram suas compras. A China, principal comprador, importou 861 mil toneladas até setembro, um recuo de quase 7%, enquanto a receita gerada caiu praticamente um terço, para US$ 4,173 bilhões. As compras dos Estados Unidos, segundo maior importador, cresceram 52,9% até setembro, para 196.652 toneladas. No entanto, o faturamento recuou 2,8%, para US$ 730,1 milhões.

VALOR ECONÕMICO/GLOBO RURAL


SUÍNOS


Suínos: movimento de alta

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF teve alta de 1,59%, chegando em R$ 128,00, enquanto a carcaça especial ficou estável em R$ 10,00/kg, em média


Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à segunda-feira (9), o preço ficou inalterado somente no Paraná, custando R$ 6,28/kg. Houve aumento de 1,07% em Minas Gerais, alcançando R$ 6,64/kg, incremento de 0,48% no Rio Grande do Sul, atingindo R$ 6,22/kg, elevação de 0,33% em Santa Catarina, com preço de R$ 6,09/kg, e de 0,15% em São Paulo, fechando em R$ 6,55/kg.

Cepea/Esalq


FRANGOS


Mercado do frango estável, exceto ave no atacado paulista, com alta de 1,43%

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto o frango no atacado aumentou 1,43%, valendo R$ 7,10/kg


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná, o preço ficou inalterado em R$ 4,48/kg, assim como em Santa Catarina, custando R$ 4,28/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (9), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado ficaram estáveis, custando, respectivamente, R$ 7,21/kg e R$ 7,29/kg.

Cepea/Esalq


Focos de gripe aviária sobem para 121, nenhum em ave comercial

O Brasil tinha 121 focos de influenza aviária de alta patogenicidade confirmados até a noite de terça-feira (10), nenhum deles em ave do setor produtivo, segundo informações do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)


Um novo foco foi confirmado em ave trinta-réis-real em Itanhaém (SP), elevando para 116 o número de focos em aves silvestres. Além desses, já foram confirmados três focos em aves domésticas e dois em mamíferos marinhos. Doze investigações de casos suspeitos da doença estavam em andamento. Desde a confirmação do primeiro caso em 15 de maio, 2.052 investigações de casos suspeitos de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves foram realizadas no país. Entre estas, 540 com coletas de amostras. Os focos registrados até agora foram em São Paulo (36 em aves silvestres), Espírito Santo (29 em aves silvestres e 1 em ave de subsistência), Rio de Janeiro (19 em aves silvestres), Santa Catarina (15 em aves silvestres e 1 em ave de subsistência), Paraná (12 em aves silvestres), Bahia (4 em aves silvestres), Rio Grande do Sul (1 em ave silvestre e 2 em mamíferos marinhos) e Mato Grosso do Sul (1 em ave doméstica). O Brasil continua considerado livre de influenza aviária de alta patogenicidade, segundo os critérios da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), já que não possui caso confirmado da doença em ave do setor produtivo.

CARNETEC


EMPRESAS


Desafio da indústria de carnes é avançar em sustentabilidade, diz CFO da Minerva

Oferta da proteína deve diminuir no mundo pelos próximos três anos, afirma executivo. Para a Minerva, maiores desafios do setor não estão relacionados à produção ou às vendas externas, mas sim em melhora na sustentabilidade


"Não vejo desafios de crescer produção e exportação, nosso desafio está em sustentabilidade". Essa é a avaliação do CFO da Minerva Foods, Edison Ticle, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, sobre as perspectivas que a indústria tem pela frente. Durante evento do grupo de líderes Lide, realizado na terça-feira (10/10) em São Paulo, o executivo afirmou que a oferta da proteína vermelha deve diminuir no mercado internacional ao menos pelos próximos três anos, devido a um recuo na produção de diversos países exceto na América Latina. Paralelo a isso, a expectativa é de uma demanda em ascensão devido ao consumo na China e todo o sudeste asiático. "Ainda que o crescimento [econômico] da China caia, estamos falando de um crescimento positivo", ressaltou Ticle sobre o maior comprador de carne bovina brasileira. Com este cenário desenhado e a competitividade que a pecuária do Brasil possui, ele acredita, então, que os maiores desafios não estão relacionados a produção, nem a vendas externas, mas sim em melhora na sustentabilidade. "O primeiro [desafio] é rastreabilidade, invés de ficar criticando o sistema, desenvolver ferramentas de monitoramento dos fornecedores diretos e indiretos", disse ele. O executivo destacou que a Minerva está nesse processo, em busca de integração com toda a cadeia. Ainda de acordo com o CFO, outro desafio nesta área é relativo à descarbonização, questão que, no caso da companhia, tem sido tratada por meio de incentivos econômicos com a My Carbon, subsidiária da Minerva Foods, desenvolvida para comercializar créditos de carbono para pessoas e organizações que buscam a compensação das emissões de gases do efeito estufa (GEE).

VALOR ECONÔMICO


BRF antecipa meta de certificação em BEA das unidades de abate no país

A BRF obteve 100% de certificação de bem-estar animal (BEA) em todas as unidades de abate de aves e suínos no Brasil, por meio dos protocolos globais North American Meat Institute e National Chicken Council, informou a companhia. As auditorias foram conduzidas por profissionais formados no programa Professional Animal Auditor Certification Organization (PAACO).


Com o resultado, a BRF avançou no compromisso público de certificar 100% das unidades fabris em bem-estar animal até 2025, antecipando o atendimento nas operações do Brasil, o que "reforça seu comprometimento com a padronização dos processos e transparência com os clientes", segundo a empresa. A BRF informou ainda que segue avançando também na certificação de suas unidades internacionais. “No campo, nossos processos produtivos são verificados continuamente e auditados tanto pelos nossos clientes quanto por entidades internacionais. Entre as certificações que detemos nessa área, estão os selos Global G.A.P para produção agropecuária e Certified Humane, de bem-estar animal”, disse o diretor de CIEX Agropecuária da BRF, Ivomar Oldoni, em nota. “A certificação em todas as unidades reflete nosso compromisso contínuo sobre o tema, atuando para transformar positivamente a cadeia de produção, aliando sustentabilidade às operações da companhia, com o apoio de nossos parceiros e produtores integrados”, complementou a diretora de Reputação e Sustentabilidade da BRF, Raquel Ogando.

CARNETEC


INTERNACIONAL


Exportações de carne bovina dos EUA recuam quase 20% em agosto/23

Embarques norte-americanos têm desempenho ruim entre os importadores asiáticos, mas avançam sobretudo no México e Guatemala, além de mercados da América do Sul


As exportações norte-americanas de carne bovina totalizaram 109.000 toneladas em agosto/23, uma queda de 19% em relação ao resultado de igual mês do ano passado (quando o volume embarcado foi o segundo maior já registrado), segundo dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e compilados pela Federação de Exportação de Carne dos Estados Unidos (USMEF, na sigla em inglês). Na comparação com o desempenho computado em julho/23, porém, as vendas externas da proteína registraram um aumento de 6%. Em receita, as exportações de agosto/23 atingiram US$ 883,9 milhões, com retração de 15% em relação ao montante obtido no mesmo mês de 2022. No entanto, na comparação com julho/23, o faturamento cresceu 9% em agosto/23. Segundo a USMEF, as vendas de carne bovina para o México continuaram a apresentar tendência de alta em agosto/23, os envios para a Guatemala foram os segundos mais elevados já registrados na história, enquanto as exportações para a América do Sul foram as maiores em mais de um ano. Os embarques de agosto/23 também avançaram para os mercados da África e da República Dominicana. Em contrapartida, as exportações para os principais compradores da carne bovina norte-americana – Coreia do Sul e Japão – ficaram bem abaixo do volume obtido em agosto do ano passado, mas melhoraram em relação ao desempenho observado em julho/23. No acumulado de janeiro a agosto de 2023, as vendas externas de carne bovina dos EUA ficaram atrás do ritmo recorde do ano passado em 12% em volume (total de 881.343 toneladas) e 19% em valor (total de US$ 6,69 bilhões). “As exportações de carne bovina certamente enfrentam ventos contrários significativos, especialmente em nossos grandes mercados asiáticos, onde o serviço de alimentação tem demorado a se recuperar e a confiança do consumidor está baixa devido ao impacto do aumento dos preços e do forte dólar americano”, disse o CEO da USMEF, Dan Halstrom. As vendas de carne bovina para a China/Hong Kong caíram drasticamente em agosto/23 em relação aos totais recordes registrados em agosto de 2022, informa a federação. Para ambos os mercados, os embarques em agosto/23 recuaram quase 40%, tanto em volume (18.987 toneladas) quanto em valor (total de US$ 168,2 milhões). No acumulado de janeiro a agosto deste ano, as exportações de carne bovina para a China/Hong Kong registraram queda de 19% em volume, em relação ao mesmo período de 2022, para 156.860 toneladas, somando US$ 1,37 bilhão (baixa anual de 23%). Lideradas pelo crescimento na Colômbia e no Chile, as exportações de carne bovina em agosto/23 para a região registraram os melhores resultados desde junho de 2022, com aumento de 4% na comparação anual, para 2.243 toneladas, enquanto em receita houve avanço de 7%, para US$ 11,6 milhões. No acumulado de janeiro a agosto, porém, os embarques para a América do Sul ainda foram acentuadamente inferiores aos resultados computados em igual período do ano passado – queda de 23% em volume (14.043 toneladas) e recuo de 30% no faturamento (total de US$ 76 milhões).

USMEF


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Indústria paranaense cresce 3 agosto, acima da média nacional

A fabricação de produtos alimentícios, borracha, material plástico, móveis, máquinas e equipamentos puxaram o bom desempenho do Estado


Com uma variação positiva de 3,5% entre agosto e julho de 2023, a indústria paranaense foi uma das que registrou maior crescimento no Brasil, além de estar mais de três pontos percentuais acima da média nacional, que foi de 0,4%. É o que apontam os dados divulgados na terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o setor. Além de superar a média brasileira, o Paraná integra um grupo de nove estados com crescimento no intervalo dos dois meses mais recentes analisados pelo IBGE entre 15 estados e regiões analisadas. Em termos proporcionais, o Estado teve a quarta maior alta, atrás apenas do Amazonas (11,5%), Espírito Santo (5,2%) e Rio Grande do Sul (4,3%). São Paulo, com alta de 3%, Rio de Janeiro (1,7%), Goiás (1%), Mato Grosso (0,6%) e Santa Catarina (0,5%) completam a lista dos estados com índice positivo. Por outro lado, Pará, com queda de 9%, Bahia (-4,1%), Ceará (-3,8%), Pernambuco (-1,7%), região Nordeste (-1,4%) e Minas Gerais (-0,7%) tiveram variação negativa no mesmo período. No cenário expandido, a indústria recuou 1,2% no acumulado do ano e 4,2% nos últimos doze meses no Paraná. Em Santa Catarina, as baixas foram de 3,1% e 3,8%, respectivamente, e no Rio Grande do Sul, 5% e 3,5%. As dificuldades no setor são nacionais. Segundo o IBGE, a produção industrial nacional está 1,8% abaixo do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020, e 18,3% abaixo do que o ponto mais elevado da série histórica, em maio de 2011. O desempenho recente da indústria paranaense foi puxado principalmente pela fabricação de produtos alimentícios, com alta mensal de 14% em relação a agosto do passado. Outros segmentos que se destacaram neste comparativo com o mesmo mês de 2022 no Estado foram a fabricação de produtos químicos (8,1%), produtos de borracha e material plástico (2,3%), móveis (0,5%) e máquinas e equipamentos (0,3%). Apesar de uma variação negativa de 0,1%, o setor de bebidas mantém alta no acumulado de 2023, com 3,9% de crescimento. A fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis também mantém crescimento entre janeiro e agosto deste ano, com 3% de variação positiva. Assim como no cenário nacional, alguns setores industriais ainda enfrentam desafios para retomar o ritmo de crescimento. É o caso, por exemplo, da fabricação de produtos de metal, que teve queda de 2,4% no Paraná e de 3% no Brasil no acumulado do ano, e da fabricação de celulose, que registra variação de -1,8% em nível estadual e de -2% no País desde janeiro.

Folha de Londrina


Com 5,8 milhões de toneladas movimentadas, Portos do Paraná registram melhor setembro da história

Balanço trouxe 5.894.571 toneladas movimentadas em 30 dias batendo recordes anteriores e ainda projeta que 2023 vai superar ano passado como o melhor de todos os tempos em Paranaguá e Antonina


A Portos do Paraná fechou o balanço mensal e os números mostram que setembro de 2023 foi o melhor da história com 5.894.571 toneladas superando em 12% a marca anterior em 2020 e em 23% em relação ao mesmo período do ano passado. Os cálculos também apresentam uma alta de 7,53% nos nove primeiros meses da temporada com 47.998.108 toneladas movimentadas em Paranaguá e Antonina. Foram destaques nos 30 dias de setembro o granel sólido exportação com 2,7 milhões de toneladas e uma retomada das descargas de fertilizantes com 80% a mais do que o mesmo período do ano passado apesar de que no acumulado do ano ainda há uma queda de 11% em relação a 2022. Quem também se destacou foi a soja com 33% a mais no acumulado de janeiro a setembro em relação ao ano passado. Outros produtos que se destacaram foi o farelo de soja com crescimento de 12%. É uma carga flat, mas teve uma produtividade muito significativa este ano e também o açúcar a granel com um crescimento de 29% comparado ao ano passado e no acumulado dos nove meses de 3,5 milhões de toneladas. Para o Diretor de Operações Portuárias, é importante ressaltar que apesar das chuvas, que param boa parte dos embarques e desembarques em Paranaguá e Antonina, as metas estão sendo alcançadas. Neste período se equaliza o período de chuva do ano passado, mas com uma movimentação de 7,5% acima, que era a projeção porto vinha fazendo da produtividade. A perspectiva é de alcançar as 60 milhões de toneladas este ano podendo inclusive superar essa meta.

PORTOS DO PARANÁ


ECONOMIA/INDICADORES


FMI eleva previsão do PIB do Brasil em 2023 e vê 1º ano de Lula melhor que último governo

‘Recente decisão do Brasil de adotar uma meta contínua (em vez de ano-calendário) de inflação de 3% a partir de 2025 é um exemplo concreto de uma melhoria na eficácia operacional e na estratégia de comunicação’, afirma o relatório do Fundo


O Fundo Monetário Internacional (FMI) fez nova elevação para o desempenho do Brasil neste ano e vê a economia crescendo 3,1%, ante 2,1% da última estimativa. Se o organismo estiver certo, o primeiro ano da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva será melhor do que o último do governo. Em 2022, o País cresceu 2,9%. “A revisão em alta para 2023 desde julho reflete um crescimento mais forte do que o esperado no Brasil, impulsionado pela agricultura dinâmica e serviços resilientes no primeiro semestre de 2023″, justifica o FMI. O consumo também permaneceu forte, apoiado por medidas de estímulo fiscal, acrescentou. O FMI também melhorou a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para 2024, mas ainda assim vê a economia crescendo menos. O Fundo espera que o País apresente avanço de 1,5% contra alta anterior de 1,2%. As novas projeções constam no relatório Perspectiva Econômica Mundial (WEO, na sigla em inglês), publicado na terça, 10, às margens das reuniões anuais do Fundo, em Marrakesh, no Marrocos. O cenário desenhado pelo FMI coloca o Brasil em ritmo superior ao do crescimento esperado para a economia global neste ano, mas abaixo do previsto para países emergentes e em desenvolvimento, de 4%. Economias como China, Índia e México devem crescer em ritmo superior ao do Brasil, na visão do Fundo. No longo prazo, o País deve seguir crescendo de forma tímida. O Fundo prevê alta de 2% do PIB local em 2028. O FMI espera que a inflação no Brasil também melhore em 2023, para 4,7%. No ano passado, foi de 9,3%. E essa é a tônica à frente. Na visão do Fundo, a inflação brasileira deve se reduzir ainda mais em 2024, para 4,5%. “A recente decisão do Brasil de adotar uma meta contínua (em vez de ano-calendário) de inflação de 3% a partir de 2025 é um exemplo concreto de uma melhoria na eficácia operacional e na estratégia de comunicação, ajudando a reduzir a incerteza e a aumentar a eficácia da política monetária”, diz o FMI, no relatório. Segundo o Fundo, a política monetária adotada pelo Brasil é consistente com a convergência da inflação. O BC brasileiro foi um dos primeiros a cortar os juros, ao lado de Chile e Uruguai. Isso foi possível conforme o Fundo, porque o órgão começou a fazer o trabalho de combate à inflação mais cedo. Já a taxa de desemprego do Brasil deve ficar em 8,3% neste ano contra 9,3% em 2022. Para 2024, o Fundo espera que melhore um pouco mais, para 8,2%.

O ESTADO DE SÃO PAULO


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