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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 473 DE 04 DE OUTUBRO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 473 | 04 de outubro de 2023


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Preços estáveis no mercado do boi nas praças paulistas

A cotação da arroba do boi, após as altas recentes, está estável, com os frigoríficos fora das compras. A cotação não mudou na comparação feita dia a dia


O avanço da taxa de câmbio, que atingiu R$ 5,15 na terça-feira (3), também estimula as exportações, o que contribui para manutenção dos preços. Nas regiões paulistas, segundo apuração da S&P Global Commodity Insights, as cotações do boi gordo permaneceram estabilizadas em R$ 240/@ na terça-feira. “Os preços devem seguir em recuperação, depois das operações negativas registradas nos últimos meses”, afirmou a S&P Global, acrescentando que, no mercado futuro, as cotações seguem o mesmo caminho. Pelo lado da demanda, verifica-se que há um repique de procura, tanto por parte da indústria, bem como pela cadeia de distribuição e atacado. “Na cadeia de processamento, as operações de abate visando compor os estoques para a demanda de final de ano já começam a tomar forma”, observou a S&P Global. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 227/@ (à vista) vaca a R$ 212/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 236/@ (prazo) vaca a R$227/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 225/@ (à vista) vaca a R$ 210/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 227/@ (prazo) vaca a R$ 212/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 194/@ (prazo) vaca a R$ 172/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 192/@ (à vista) vaca a R$ 170/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 192/@ (à vista) vaca a R$ 167/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 212/@ (prazo) vaca R$ 187/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 201/@ (à vista) vaca a R$ 180/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 202/@ (prazo) vaca a R$ 187/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 212/@ (prazo) vaca a R$ 187/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 182/@ (prazo) vaca a R$ 182/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 202/@ (à vista) vaca a R$ 187/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 190/@ (à vista) vaca a R$ 185/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO


SUÍNOS


Mercado de suínos tem cotações estáveis

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 125,00, enquanto a carcaça especial subiu 2,13%, custando R$ 9,60/kg, em média


Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à sexta-feira (29), os valores ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 6,47/kg), Paraná (R$ 6,27/kg), Rio Grande do Sul (R$ 6,17/kg). Houve queda de 0,96% em Santa Catarina, atingindo R$ 6,20/kg, e recuo de 1,80% em São Paulo, fechando em R$ 6,54/kg.

Cepea/Esalq


FRANGOS


Frango no atacado sobe em São Paulo chegando a R$ 7,00/kg

Terça-feira de preços praticamente estáveis para o mercado do frango, com exceção para a ave no mercado paulista, que teve alta


Segundo o Cepea, a parcial do mês de setembro registrava aumento de 1,4% para o frango vivo comercializado em algumas regiões de São Paulo, movimento atrelado à redução de oferta no mercado interno. Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto o frango no atacado teve alta de 1,45%, valendo R$ 7,00/kg. Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná, o preço não mudou, valendo R$ 4,47/kg, assim como em Santa Catarina, custando R$ 4,27/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (2), tanto a ave congelada quanto a resfriada não mudaram de preço, custando, respectivamente, R$ 6,91/kg e R$ 6,93/kg.

Cepea/Esalq


França começa vacinação de patos contra gripe aviária

Cerca de 64 milhões de aves vão receber duas vacinas durante um período de algumas semanas. Campanha de vacinação de patos começou domingo e vai custar cerca de 100 milhões de euros, 85% dos quais serão subsidiados pelo governo francês


A França começou a vacinar milhões de patos para conter surtos de gripe aviária em um dos maiores exportadores de aves do mundo, informou a agência Bloomberg citando o ministro da agricultura do país. A indústria francesa de patos, famosa pela iguaria de foie gras feita a partir dos seus fígados, tem estado entre as mais atingidas pela gripe aviária, desencadeando uma procura por novas formas de combater a doença. Isso inclui vacinas, que foram testadas em vários países da União Europeia, e a França é agora a primeira no bloco a colocá-las em uso comercial generalizado. A campanha começou domingo (1/10) e vai custar cerca de 100 milhões de euros, 85% dos quais serão subsidiados pelo governo. Cerca de 64 milhões de patinhos franceses, criados para carne e também para foie gras, vão receber duas vacinas durante um período de algumas semanas, com imunidade coletiva esperada até o final do ano. “Estamos em uma fase de alívio”, disse o ministro da Agricultura, Marc Fesneau, durante uma visita na segunda-feira (2/10) a uma fazenda na área de Landes, uma importante região produtora de patos. Mas a decisão da França alimentou preocupações de que a vacinação de aves poderia mascarar a circulação da gripe aviária e colocar os importadores em risco de comprar animais infectados ou produtos contaminados, continua a agência. A resistência de alguns dos principais parceiros comerciais do país também pode influenciar a disposição de outros produtores de aves em utilizar a vacinação. Os EUA restringiram as importações de aves francesas a partir deste mês, alegando “incerteza” em torno dos planos de vacinação. O Canadá emitiu uma suspensão temporária e o Japão também suspendeu as importações francesas a partir de 1º de outubro.

VALOR ECONÔMICO


Rabobank vê alta de 1% no mercado global de frango em 2023

O mercado global de carne de frango deve crescer cerca de 1% em 2023, com melhora gradual esperada a partir deste quarto trimestre e início de 2024, segundo análise do Rabobank


“Após um período de crescimento lento do consumo de aves devido a uma economia global fraca e ao aumento dos preços resultante da alta dos custos, a demanda global tem espaço para alguma recuperação, impulsionada principalmente pela redução dos custos da alimentação e, portanto, pelos preços mais baixos do frango”, disse o Rabobank em relatório referente às perspectivas para o quarto trimestre. O banco espera melhora nas condições para a carne de frango nos mercados dos Estados Unidos, México, Japão, África do Sul, Indonésia e China, embora o cenário nestes dois últimos seja mais frágil. Na União Europeia, fortes importações de carne de frango fresca têm criado pressão no mercado, embora a demanda continue robusta. “Brasil e Tailândia enfrentam condições mais desafiadoras e precisarão de maior disciplina no crescimento da oferta em mercados com excesso de oferta”, disse o Rabobank. No cenário de exportações, o Brasil tende a continuar sendo um dos principais beneficiados devido aos custos mais competitivos de carne de frango fresca. O banco disse que a gripe aviária continuará sendo um fator de atenção que pode impactar mercados de forma repentina, tanto sob o ponto de vista de oferta local como de comércio, especialmente se estados no Sul do Brasil registrarem casos na produção comercial. O Brasil é considerado livre da doença segundo critérios da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), já que nunca registrou focos de gripe aviária em aves do setor produtivo. O Rabobank disse ainda que produtores globais de frango devem manter o foco no lado operacional. Apesar de leve queda esperada nos custos de alimentação, custos operacionais ainda se situam em níveis elevados e há riscos de volatilidade relacionados aos preços de grãos, devido aos impactos do El Niño, e custos de energia.

CARNETEC


EMPRESAS


BRF do Brasil está otimista com perspectivas para vendas de alimentos no Natal

A BRF SA, uma das maiores empresas de alimentos do Brasil, está otimista em relação às suas perspectivas de vendas antes da temporada de festas, disse um executivo da empresa em entrevista coletiva na segunda-feira


Marcel Sacco, vice-presidente de marketing, disse que a empresa projeta um crescimento de 5% a 6% na receita de vendas de Natal em relação ao ano anterior, citando melhorias na economia local e uma ampla gama de ofertas de produtos. “Trabalhamos com uma gama de produtos para todos os orçamentos, equilibrando oferta, preço e praticidade”, disse Sacco. Ele disse ainda que o portfólio de produtos natalinos da BRF proporciona melhores margens à empresa em relação às linhas tradicionais. Sacco citou a tendência de queda da inflação e as melhorias esperadas no consumo per capita como fatores que levaram as famílias brasileiras a gastar mais este ano, inclusive em alimentos. A BRF, que concorre com rivais como a JBS SA e a Aurora, de propriedade privada, processa carne suína e de aves e possui marcas brasileiras conhecidas como Sadia e Perdigão. O Brasil responde pela maior parte da receita de vendas da BRF. Sob a liderança de Miguel Gularte, ex-executivo da Marfrig que assumiu o comando em agosto de 2022, a empresa tenta melhorar os processos internos para ser mais eficiente e competitiva. Mesmo assim, a BRF ainda não obteve lucro trimestral este ano, já que ela e outras empresas alimentícias enfrentam um excesso global de frango e os altos preços dos alimentos para animais. Este ano, as ações da BRF subiram cerca de 25%.

REUTERS


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Com 91,4 mil empregos gerados, Paraná tem o quarto melhor saldo do País em oito meses

Levando em conta apenas os resultados do mês agosto, o Paraná teve um saldo positivo de 13.568 empregos com carteira assinada, quinto melhor resultado do País e segundo melhor resultado do ano, atrás apenas de fevereiro


No período, foram criados 91.400 novos postos de trabalho no Estado. O saldo é a diferença entre o total de admissões (1.233.728) e demissões (1.142.328) no período. São Paulo (386.511), Minas Gerais (171.349) e Rio de Janeiro (105.468), todos mais populosos que o Paraná, tiveram um saldo melhor no período. Ao todo, o Caged aponta que o Estado tem um estoque ativo de 3.014.517 empregos. Levando em conta apenas os resultados do mês agosto, o Paraná teve um saldo positivo de 13.568 empregos com carteira assinada, quinto melhor resultado do País e segundo melhor resultado do ano, atrás apenas de fevereiro. O Paraná registrou saldo positivo em todos os meses do ano, além de agosto: 6.872 em janeiro, 24.122 em fevereiro, 13.466 em março, 10.347 em abril, 7.921 em maio, 7.865 em junho e 7.239 em julho. A atividade econômica com melhor desempenho nos oito primeiros meses de 2023 no Paraná foi o setor de serviços, com 52.849 novas vagas de trabalho. A indústria é o segundo setor com melhor desempenho no acumulado do ano, com um saldo positivo de 13.217 vagas, seguido por construção (12.405), comércio (8.973) e agropecuária (3.956). No mês de agosto, todos os setores também tiveram saldo positivo, liderados por serviços, com 8.260 novo postos de trabalho, e comércio, com 3.436 novas vagas. O setor de construção criou 701 novos empregos, indústria teve 588 novas vagas e agropecuária registrou um saldo positivo de 583 postos de trabalho. No recorte municipal, Curitiba foi a cidade com maior saldo positivo de vagas de emprego entre janeiro e agosto. Foram 14.817 novos trabalhos formais. Londrina (6.472), São José dos Pinhais (5.520), Maringá (5.097) e Cascavel (3.683), Pinhais (2.899), Ponta Grossa (2.785), Foz do Iguaçu (2.330), Colombo (2.313) e Toledo (2.268) aparecem na sequência. No mês de agosto, os principais empregadores, em volume, foram Curitiba (3.130), Londrina (1.146), São José dos Pinhais (1.032), Maringá (714), Ponta Grossa (391), Foz do Iguaçu (374) e Pinhais (355). O Brasil gerou em agosto 220.844 vagas de emprego com carteira assinada, acumulando 1.388.062 vagas no ano. Com isso, o estoque de emprego formal chegou a 43.832.487 postos no mês.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


Semeadura de soja no Paraná chega a 20% da área

Para o milho primeira safra deste ciclo 2023/24, o plantio no Paraná subiu de 71% para 82% da área


Plantio de soja segue em ritmo acelerado em relação à safra passada, quando o Estado havia semeado 15%. O plantio da safra de soja no Paraná do ciclo 2023/24 atingiu 16% da área até esta segunda-feira (2/10), informou o Departamento de Economia Rural do Estado (Deral). A semeadura perdeu ritmo em relação às semanas anteriores e avançou quatro pontos percentuais nos últimos sete dias. Por outro lado, os trabalhos seguem em ritmo acelerado em relação à safra passada, quando o Estado havia semeado 15%. Para o milho primeira safra deste ciclo 2023/24, o plantio no Paraná subiu de 71% para 82% da área em uma semana, e está acima dos 67% da temporada passada. Sobre a safra de trigo 2022/23, o Deral informou que a área colhida chegou a 69%, avanço de nove pontos percentuais na semana, e ainda maior que os 42% colhidos na temporada em igual período de 2021/22.

GLOBO RURAL


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar supera R$5,15 e atinge maior nível desde março com expectativa por juros nos EUA

O dólar à vista emplacou na terça-feira a segunda sessão consecutiva de fortes ganhos no Brasil, encerrando acima dos 5,15 reais, na maior cotação desde março, em mais um dia de avanço das taxas dos títulos norte-americanos e após novos dados de emprego reforçarem a expectativa de juros mais altos por mais tempo nos EUA


O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,1559 reais na venda, em alta de 1,74%. Esta é a maior cotação de fechamento para a moeda norte-americana desde 28 de março deste ano, quando atingiu 5,1657 reais. Na B3, às 17:27 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 1,73%, a 5,1725 reais. No início da terça-feira, a moeda norte-americana já oscilava em alta no Brasil, puxada novamente pelo exterior, onde o dólar subia ante a maioria das demais divisas, na esteira dos Treasuries. Os rendimentos dos títulos dos EUA tiveram mais uma sessão de alta, atingindo máximas de 16 anos. Nos mercados de moedas, a pressão se intensificou às 11h, após o Departamento do Trabalho informar, por meio do relatório JOLTS, que as vagas de emprego em aberto nos EUA -- uma medida da demanda por mão de obra -- aumentaram em 690.000, chegando a 9,610 milhões no último dia de agosto. Economistas consultados pela Reuters previam 8,800 milhões de vagas de emprego em aberto em agosto. Os números reforçaram a perspectiva de juros elevados nos EUA para segurar a inflação e fizeram o dólar disparar ante o real. “Os juros de longo prazo nos EUA já abriram forte hoje e durante o pregão subiram um pouco mais. O dólar acompanhou”, disse o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. “O JOLTS veio bem acima da previsão, o que induz o mercado a acreditar que ainda teremos alguma alta nos juros dos EUA até o fim deste ano”, acrescentou. Operador ouvido pela Reuters afirmou que ordens de stop loss (parada de perdas) foram dadas ao longo do dia no mercado futuro brasileiro. Segundo ele, com o dólar para novembro em 5,130 reais, ordens de stop foram disparadas por investidores vendidos, ampliando o avanço da moeda norte-americana também no mercado à vista. Neste cenário, o dólar à vista atingiu a máxima de 5,1620 reais (+1,86%) às 16h39. Para o operador ouvido pela Reuters, o movimento mais recente do dólar, considerando a atual conjuntura, deixa claro que a cotação de 5,00 reais já ficou para trás em 2023.

REUTERS


Ibovespa fecha em queda e renova mínima em quatro meses com disparada nos Treasuries

O Ibovespa fechou em queda na terça-feira, renovando mínima em quatro meses, em meio a novo avanço nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano por preocupações persistentes com a possibilidade de juros restritivos por um período prolongado nos Estados Unidos


Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,42%, a 113.419,04 pontos, menor patamar de fechamento desde 5 de junho. Na máxima do dia, chegou a 115.055,63 pontos. Na mínima, a 113.150,89 pontos. O volume financeiro somou 19,9 bilhões de reais. Os yields dos Treasuries renovaram máximas em 16 anos endossados por dados mostrando que as vagas de emprego em aberto nos EUA aumentaram inesperadamente em agosto, apontando para condições apertadas no mercado de trabalho. "Em tempos normais, mercado de trabalho forte seria motivo de celebração. No atual contexto é um alerta de que algo pode dar muito errado", acrescentou, notando que o temor é de que juros altos por tempo indeterminado nos EUA gerem impactos para todos os lados. "Foi mais um dia marcado por aumento da aversão ao risco, com as taxas de longo prazo dos títulos americanos aproximando-se de 5% ao ano", afirmou sócio e gestor de ações da Ace Capital Tiago Cunha, chamando a atenção também para a baixa liquidez na bolsa paulista. "Os retornos dos Treasuries são o principal balizador para taxa de desconto em todo mundo. Se essa taxa aumenta, como tem aumentado nos últimos meses, o valor presente de todos os investimentos deveria cair" acrescentou. Em Nova York, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, fechou em baixa de 1,37%. Investidores ainda aguardam mais dados do mercado de trabalho dos EUA na semana, que muitos veem como cruciais para o Fed determinar seus próximos passos de política monetária. No Brasil, as taxas dos DIs tiveram mais uma sessão de alta firme, em sintonia com os títulos norte-americanos.

REUTERS


Produção industrial no Brasil volta a crescer em agosto

A produção da indústria do Brasil voltou a crescer em agosto, mas sem conseguir recuperar totalmente as perdas do mês anterior, sufocada pelo aperto de crédito e mantendo o baixo dinamismo


Em agosto, a produção industrial cresceu 0,4% na comparação com o mês anterior, resultado que eliminou apenas parte da queda de 0,6% de julho e ficou ligeiramente abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,5%. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou ainda que, na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve expansão de 0,5%, ante projeção de crescimento de 0,8%. Em agosto, a produção industrial ficou 1,8% abaixo do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020, e está 18,3% menor que o ponto mais elevado da série histórica, de maio de 2011. De acordo com André Macedo, analista da pesquisa no IBGE, o setor industrial permanece operando em um quadro de “perde e ganha”, girando em torno do mesmo patamar. "Nossa impressão é que o setor industrial vem no mesmo patamar nos últimos meses, não mudou muita coisa. Estamos só 0,1% acima de dezembro do ano passado", completou Macedo. "O setor industrial está muito longe de indicar uma trajetória ascendente." Isso seria reflexo do impacto defasado da política monetária restritiva por longo período e da desaceleração da economia global, com destaque para a China. Os juros altos afetam especialmente os setores relacionados a bens. "Juros altos e alto comprometimento de renda das famílias são ruins para consumo de bens de maior valor agregado e dependentes de crédito. De outro lado, o governo tem promovido políticas de estímulos à atividade econômica, que podem incentivar a indústria", disse em nota a equipe do PicPay. O BC já deu início a um ciclo de afrouxamento monetário com dois cortes de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros Selic, que agora está em 12,75%. “Porém, ainda temos um patamar elevado dos juros, o que afeta as decisões de consumo e também de investimentos”, explicou Macedo. No mês de agosto, as principais influências positivas entre as atividades vieram de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (18,6%), veículos automotores, reboques e carrocerias (5,2%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (16,6%). Por outro lado, o principal impacto negativo foi exercido pelo setor de indústrias extrativas, com queda de 2,7%, ampliando a retração registrada no mês anterior de 1,6%. Entre as categorias econômicas, bens de consumo duráveis e bens de capital registraram as maiores taxas de crescimento, de 8,0% e 4,3% respectivamente. O setor de bens de consumo semi e não duráveis também mostrou expansão, de 1,0%, enquanto os bens intermediários recuaram 0,3% em agosto.

REUTERS


Brasil deve fechar 2023 com US$ 93 bilhões em saldo comercial

Na última revisão da previsão para 2023, estima-se novo saldo de US$93 bi, resultado de exportação de US$334 bi e importação de US$ 241 bi. Com isso, a corrente de comércio deverá ser de US$ 575 bi


Publicado na segunda-feira (2/10), os resultados da Balança Comercial referentes ao mês de setembro que trazem como destaque a última revisão da previsão para 2023, que estima novo saldo de US$ 93 bilhões, com exportação de US$ 334 bi e importação de US$ 241 bi. Com isso, a corrente de comércio deverá ser de US$ 575 bilhões. Esses e outros resultados foram disponibilizados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC). No mês de setembro de 2023 as exportações somaram US$ 28,431 bilhões e as importações, US$ 19,527 bilhões, com saldo positivo de US$ 8,904 bilhões e corrente de comércio de US$ 47,958 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 253,009 bilhões e as importações, US$ 181,7 bilhões, com saldo positivo de US$ 71,309 bilhões e corrente de comércio de US$ 434,709 bilhões. Nas exportações, comparadas as médias do mês de setembro/ 2023 (US$ 1.421,57 milhões) com a de setembro/2022 (US$ 1.361,3 milhões), houve crescimento de 4,4%. Em relação às importações houve queda de -17,6% na comparação entre as médias do mês de setembro/2023 (US$ 976,35 milhões) com a do mês de setembro/2022 (US$ 1.185,37 milhões). Assim, no mês de setembro/2023 a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.397,92 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 445,22 milhões. Comparando-se este período com a média de setembro/2022, houve queda de -5,8% na corrente de comércio. Nas exportações, comparadas as médias de janeiro/setembro - 2023 (US$ 1.345,79 milhões) com a de janeiro/setembro - 2022 (US$ 1.340,15 milhões) houve crescimento de 0,4%. Em relação às importações, houve queda de -11,3% na comparação entre as médias do período de janeiro/setembro - 2023 (US$ 966,49 milhões) com janeiro/setembro - 2022 (US$ 1.089,27 milhões). Por fim, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.312,28 milhões e apresentou queda de -4,8% na comparação entre estes períodos. No mês de setembro/2023, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 59,41 milhões (22,2%) em Agropecuária; crescimento de US$ 47,67 milhões (14,9%) em Indústria Extrativa e queda de US$ -46,87 milhões (-6,1%) em produtos da Indústria de Transformação. No acumulado do ano atual, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 26,01 milhões (8,3%) em Agropecuária; queda de US$ -5,85 milhões (-1,9%) em Indústria Extrativa e queda de US$ -17 milhões (-2,4%) em produtos da Indústria de Transformação. No mês de setembro/2023, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: queda de US$ -3,71 milhões (-16,0%) em Agropecuária; queda de US$ -34,61 milhões (-39,5%) em Indústria Extrativa e queda de US$ -169,94 milhões (-15,9%) em produtos da Indústria de Transformação. No acumulado do ano atual, comparando com igual período do ano anterior, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: queda de US$ -4,89 milhões (-21,2%) em Agropecuária; queda de US$ -23,25 milhões (-26,2%) em Indústria Extrativa e queda de US$ -92,83 milhões (-9,6%) em produtos da Indústria de Transformação.

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