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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 469 DE 28 DE SETEMBRO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 469|28 de setembro de 2023


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Preços do boi estáveis nas praças de São Paulo

Na comparação feita dia a dia, as cotações de todas as categorias de bovinos destinados ao abate ficaram estáveis nas praças paulistas, há negócios ocorrendo acima da referência


Pelos dados da Scot Consultoria, nas praças paulistas, o boi “comum” (direcionado ao mercado interno) está sendo negociado por R$ 220/@, enquanto a vaca e a novilhas gordas são vendidas por R$ 190/@ e R$ 215/@ (preços brutos e a prazo). A arroba do “boi-China” (abatido mais jovem, com até 30 meses de idade) está valendo R$ 230, no prazo, valor bruto, com ágio de R$ 10/@ sobre o animal “comum”, acrescenta a Scot. Na B3, as cotações dos contratos futuros do boi gordo já estão operando acima de R$ 240/@, com exceção do primeiro vencimento, com liquidação neste mês. Repetindo os primeiros dias da semana, o volume de negócios no mercado físico do boi gordo segue crescendo de maneira cadenciada, efeito da dificuldade na “originação” (compra) de animais terminados em volumes mais expressivos, informou nesta quarta-feira (27/9) a S&P Global Commodity Insights. “A oferta de gado gordo apresentou redução ao longo deste mês, o que resultou em escalas de abate mais apertadas, ao mesmo tempo em que o escoamento da produção de carne ganha consistência, sobretudo em função do maior ritmo dos embarques ao exterior”, justificou a S&P Global. Nas praças de Minas Gerais as indústrias frigoríficas foram às compras de boiadas gordas sinalizando preços mais altos, o que trouxe maior volume de negócios e permitiu formar escalas para uma semana, informou a S&P Global. Outras regiões do País que registraram novos movimentos de alta na arroba na quarta-feira estão localizadas no Pará, Maranhão e Rondônia, onde as escalas de abate de apenas 2-3 dias forçaram a maior procura pelos lotes de animais gordos, acrescentou a consultoria. Nas demais regiões pecuárias, o cenário é de estabilidade nas cotações do boi gordo, apurou a S&P Global. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 217/@ (à vista) vaca a R$ 197/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 232/@ (prazo) vaca a R$ 199/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 217/@ (à vista) vaca a R$ 182/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 217/@ (prazo) vaca a R$ 187/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 187/@ (prazo) vaca a R$ 172/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 182/@ (à vista) vaca a R$ 170/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 182/@ (à vista) vaca a R$ 167/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 207/@ (prazo) vaca R$ 187/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 201/@ (à vista) vaca a R$ 180/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 202/@ (prazo) vaca a R$ 187/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 212/@ (prazo) vaca a R$ 187/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 182/@ (prazo) vaca a R$ 182/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 200/@ (à vista) vaca a R$ 187/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 190/@ (à vista) vaca a R$ 185/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO


Suínos


Suínos: Mercado estável na 4ª feira

Na quarta-feira (27), o valor da carcaça suína especial apresentou estabilidade no estado de São Paulo e está cotado em R$ 9,40/kg, conforme a Scot Consultoria reportou. Os valores para o suíno CIF também seguiram com estabilidade e estão cotados em R$ 125,00/@


O preço do animal vivo em Minas Gerais está cotado em R$ 6,45/kg e registrou queda de 3,30%, conforme foi divulgado pelo Cepea/Esalq referente às informações da última terça-feira (26). Já no estado do Paraná ficou precificado em R$ 6,34/kg e teve queda de 0,78%. O preço do animal vivo no estado de São Paulo está próximo de R$ 6,67/kg e teve baixa de 0,30%. Em Santa Catarina, o preço do animal vivo seguiu estável e está ao redor de R $ 6,25/kg. Já no Rio Grande do Sul, o preço do suíno permaneceu com estabilidade e está cotado em torno de R $ 6,17/kg.

Cepea/Esalq



Frango no atacado tem alta de 0,76% na 4ª feira

Na quarta-feira (27), o preço do frango no atacado no estado de São Paulo registrou ganho de 0,76%, em que o valor está próximo de R$ 6,66 por kg. A Scot Consultoria informou que a cotação para o frango na granja na praça paulista não teve reajuste e seguiu estável em R$ 5,00 por kg


A cotação do frango vivo no Paraná apresentou estabilidade e está cotado ao redor de R$ 4,48/kg. Em São Paulo, a cotação do frango vivo está sem referência. A cotação do frango vivo no estado de Santa Catarina seguiu estável e está precificado em R$ 4,28/kg, conforme divulgado pelo Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina). No último levantamento realizado pelo Cepea desta terça-feira (26), o preço do frango congelado registrou baixa de 0,28% e está cotado em R$ 7,18/kg. Já a cotação do frango resfriado também teve baixa de 0,28% e está sendo negociado em R$ 7,24/kg.

CEPEA/ESALQ


MEIO AMBIENTE


Estudo aponta redução de até 17% na emissão de metano em bovinos suplementados com tanino

Ao todo, os pesquisadores avaliaram 48 touros nelore selecionados em um rebanho de 1.020 animais


Um estudo conduzido pelo Centro de Neutralidade Climática da Pecuária de Corte em Regiões Tropicais do Instituto de Zootecnia de São Paulo (IZ) a pedido de JBS e Silvateam divulgado na quarta-feira (27/9) pelas duas companhias constatou que o uso de tanino como aditivo na alimentação de bovinos de corte tem o potencial de reduzir em até 17% a emissão de metano entérico durante a fase de engorda dos animais. Naturalmente presente em plantas, taninos são compostos que se acumulam nos tecidos vegetais como estratégia de defesa contra herbívoros. A substância também está presente no vinho e é caracterizada pelo aspecto adstringente no paladar humano. Na natureza, pode ser dividida entre dois tipos, os taninos condensados (que prejudicam a digestibilidade e mais comumente presente em pastagens naturais) e hidrolisáveis (que podem ajudar nesse processo a depender da forma como forem administrados). Os pesquisadores avaliaram animais de um rebanho de 1.020 touros nelore divididos em 12 piquetes em um confinamento da JBS em Guaiçara, no interior do Estado. As emissões foram medidas a partir do uso de hexafluoreto de enxofre injetado no rúmen dos animais. O método, usado também em outros estudos semelhantes, considera que as emissões do hexafluoreto de enxofre simulam o padrão de emissões de metano dos animais, permitindo assim a sua mensuração. Foram selecionados quatro bovinos escolhidos aleatoriamente em cada curral, totalizando 48 touros divididos em dois grupos, um suplementado com taninos e saponinas presentes em um produto comercial da Silvateam, e outro grupo controle sem o uso dos aditivos em questão. Os animais foram equipados com cabrestos coletores de gases e a amostragem coletada durante cinco dias consecutivos nas fases de crescimento e engorda dos animais. Em outros estudos conduzidos internacionalmente, a técnica constatou redução de até 54% nas emissões de metano em animais tratados com taninos e de até 26% com o uso de saponinas, outra substância encontrada na suplementação oferecida ao rebanho durante as avaliações, além da monensina, suplemento usado para melhorar a conversão alimentar dos bovinos e administrado tanto aos animais avaliados quanto aos do grupo controle. “Apesar de vários estudos sobre carne bovina publicados nas últimas duas décadas com taninos, até onde sabemos, estudos avaliando a suplementação de taninos em dietas contendo monensina em um sistema de confinamento em regiões tropicais como estratégia para reduzir metano são escassos”, pontuam os pesquisadores. A conclusão do estudo é de que os taninos possam ter atuado diretamente inibindo micróbios metanogênicos que contribuem para a formação entérica de metano. A pesquisa não encontrou impactos no desempenho de crescimento dos touros avaliados, o que indica que a suplementação com taninos e saponinas não interfere no ganho de peso dos animais.

GLOBO RURAL


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Desembolso do crédito rural no Brasil supera R$100 bi em 2 meses do Plano Safra 23/24

O desembolso do crédito rural em julho e agosto, os dois primeiros meses do Plano Safra 2023/2024, chegou a 101 bilhões de reais, aumento de 10% em relação a igual período da safra passada, indicando a demanda de produtores que se preparam para o plantio de grãos, conforme dados do Ministério da Agricultura


Os financiamentos de custeio tiveram aplicação de 64,3 bilhões de reais, enquanto as operações de industrialização somaram 12,7 bilhões de reais, seguidas por linhas de investimentos (12,1 bilhões de reais) e operações de comercialização (11,8 bilhões de reais). Os produtores da chamada agricultura empresarial formalizaram 53.842 contratos, correspondendo a 69,6 bilhões de reais em financiamentos liberados pelas instituições financeiras, de acordo com a análise da Secretaria de Política Agrícola. Em relação às fontes de recursos do crédito rural, a participação dos recursos livres equalizáveis nas contratações teve destaque nos meses de julho e agosto, com 4,2 bilhões de reais, alta de 94%. Nos financiamentos agropecuários para investimento, o Programa de Modernização da Agricultura e Conservação dos Recursos Naturais (Moderagro) teve contratações de 287 milhões de reais, aumento de 33% em relação a igual período na safra anterior. O secretário adjunto substituto da Secretaria de Política Agrícola, Wilson Vaz de Araújo, disse ainda que a interrupção na contratação das operações de crédito rural, em algumas linhas do BNDES, deverá ser superada com o envio de um ofício às instituições financeiras, que permite antecipar a programação de aplicação trimestral de recursos equalizados. Segundo nota do ministério, foram firmados ainda no período 269.587 contratos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e 62.058 no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), com os valores concedidos aos pequenos e médios produtores em todas as finalidades somando, respectivamente, 13,8 bilhões e 17,5 bilhões de reais.

REUTERS


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar volta a fechar acima de 5 reais no Brasil com impulso externo

O dólar à vista emplacou na quarta-feira a terceira sessão consecutiva de ganhos, encerrando acima dos 5 reais pela primeira vez desde junho, com as cotações refletindo a percepção de que os juros nos EUA ficarão altos por mais tempo e em meio a dúvidas sobre o equilíbrio fiscal no Brasil


O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,0479 reais na venda, em alta de 1,17%. Esta é a primeira vez que a divisa encerra acima dos 5 reais desde 1º de junho deste ano, quando valia 5,0069 na venda. Na B3, às 17:12 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 1,15%, a 5,0490 reais. Por trás do movimento estava novamente o exterior, onde o dólar subia ante a maioria das demais divisas, em meio à perspectiva de que o Federal Reserve poderá manter juros altos por mais tempo. Desde o dia 20, quando o Fed anunciou a manutenção de sua taxa básica na faixa de 5,25% a 5,50%, mas projetou novo aumento de juros até o fim de 2023 e uma política monetária mais apertada durante 2024, os mercados globais vêm se ajustando. “Na quarta-feira tivemos uma declaração de dirigente do Fed reforçando isso, de que possivelmente os juros possam subir ainda mais, que talvez não seja apenas uma pausa”, comentou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. Pela manhã, o presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, disse ainda não estar claro se o banco central já terminou de aumentar os juros. Em entrevista à CNBC, Kashkari afirmou que não está pronto para dizer que a taxa de juros foi elevada o suficiente para que a inflação norte-americana volte à meta de 2%. Operador ouvido pela Reuters confirmou que quando o dólar para outubro oscilou em torno de 5 reais foram disparadas ordens de stop loss (parada de perdas), com alguns investidores reduzindo posições vendidas (no sentido de baixa para o dólar) no mercado futuro. Como o mercado futuro é o mais líquido no Brasil, o movimento ampliou os ganhos do dólar também no segmento à vista. Para o economista-chefe da Órama, Alexandre Espirito Santo, a alta do dólar no Brasil reflete duas conjunturas desfavoráveis: em primeiro lugar, a percepção de que os juros dos EUA ficarão elevados; em segundo, os ruídos fiscais mais recentes. “Existe um temor do mercado de que o governo não consiga entregar o déficit primário zero ano que vem, que ele prometeu. Creio que esse valor mais puxado (para o dólar) pode perdurar por algum tempo”, pontuou, em comentário a clientes.

REUTERS


Ibovespa melhora nos ajustes e termina no azul apoiado em Petrobras

O Ibovespa ganhou algum fôlego nos ajustes de fechamento e terminou a quarta-feira no azul, apoiado principalmente no desempenho robusto da Petrobras, em dia de forte avanço dos preços do petróleo no exterior, com outras petrolíferas também destacando-se na coluna positiva.


Na segunda etapa do dia, porém, o Ibovespa ameaçou registrar o quinto pregão seguido de queda, acompanhando certa cautela em Wall Street, conforme os rendimentos dos Treasuries voltaram a subir e agentes financeiros continuavam apreensivos com a chance de uma paralisação parcial do governo dos Estados Unidos. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,12%, a 114.327,05 pontos. Na máxima do dia, chegou a subir a 115.340,41 pontos. Na mínima, recuou a 113.365,75 pontos. O volume financeiro somou 22,8 bilhões reais. Em Wall Street, o S&P 500 fechou praticamente estável, após trocar de sinal mais de uma vez durante o pregão. O presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, o republicano Kevin McCarthy, rejeitou na quarta-feira um projeto de lei provisória de financiamento que avançava no Senado, aproximando Washington de sua quarta paralisação parcial do governo dos EUA em uma década. De acordo com o analista da Terra Investimentos Luis Novaes, essa questão (da paralisação nos EUA) tem adicionado prêmio na curva de juros norte-americana, uma vez que acaba gerando uma percepção maior de risco no investidor, que vai procurar ativos mais seguros. O movimento na curva dos EUA acaba reverberando nas taxas dos contratos de DI, o que afeta principalmente papéis sensíveis a juros, com queda nos índices de consumo e do setor imobiliário na B3. Mas o índice do setor elétrico também experimentou declínio relevante nesta sessão. Para Novaes, a performance ainda fragilizada da bolsa paulista nesta sessão é uma extensão do movimento recente, principalmente as sinalizações da última semana, quando o Federal Reserve indicou mais uma alta de juros nos EUA neste ano, bem como a manutenção do patamar restritivo por mais tempo. "O movimento da curva dos juros americanos demonstra que o mercado não esperava a postura dura do Fed", afirmou. Ao mesmo tempo, acrescentou, a comunicação do Banco Central brasileiro foi muito direta quanto ao ritmo a ser adotado no ciclo de baixa da taxa, atualmente em 12,75% ao ano, desestimulando as apostas em um corte maior em dezembro.

REUTERS


Dívida pública federal sobe 2,01% em agosto, a R$6,265 tri, diz Tesouro

O estoque da dívida pública federal subiu 2,01% em agosto ante o mês anterior, para 6,265 trilhões de reais, informou o Tesouro Nacional na quarta-feira


No período, a dívida pública mobiliária federal interna (DPMFi) avançou 1,94%, para 6,028 trilhões de reais, enquanto a dívida pública federal externa (DPFe) teve alta de 3,71%, atingindo 237,46 bilhões de reais.

REUTERS


Confiança da indústria do Brasil cai em setembro a mínima desde meados de 2020

A confiança da indústria do Brasil teve uma queda muito tímida em setembro, mas que a deixou no patamar mais baixo desde meados de 2020, em meio a obstáculos como o nível ainda elevado dos juros e o forte endividamento das famílias


O Índice de Confiança da Indústria (ICI), divulgado na quarta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV) cedeu 0,4 ponto em setembro, para 91,0 pontos, no terceiro mês de baixa e atingindo o pior patamar desde julho de 2020 (89,8). "A elevada taxa de juros, forte endividamento nas famílias, alto nível de estoques dada a redução da demanda interna principalmente nos segmentos produtores de bens de consumo vêm limitando o crescimento do setor", explicou em nota Stéfano Pacini, economista da FGV Ibre. A taxa Selic está atualmente em 12,75%, após dois cortes consecutivos de 0,50 ponto percentual que se seguiram a meses de juros no nível elevado de 13,75%. Por mais que o Banco Central tenha iniciado um processo de afrouxamento monetário, os custos dos empréstimos seguirão em patamar restritivo –que pesa sobre o crescimento econômico– por algum tempo, avaliam economistas. "Apesar de uma melhora da percepção dos empresários com relação à situação atual, influenciada pela demanda externa de setores relacionados à produção de bens intermediários, isso ainda é insuficiente para que a confiança melhore no curto prazo", avaliou Pacini. Neste mês, o Índice Situação Atual (ISA) –que mede a percepção dos empresários sobre o momento presente da indústria– subiu 1,2 ponto, para 89,7 pontos, mas o Índice de Expectativas (IE) recuou 2,0 pontos, a 92,4 pontos, pior resultado desde fevereiro (91,4).

Reuters


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