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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 461 DE 18 DE SETEMBRO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 461|18 de setembro de 2023


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Preços do boi gordo buscam novas correções

Durante a 2ª semana de setembro, macho terminado e “boi-China” subiram R$ 10/@ em SP, enquanto a novilha gorda teve valorização de R$ 8/@, informou Nicole Santos, da Scot Consultoria


Os preços do boi gordo “comum” (destinado ao mercado interno), do “boi-China” (com prêmio-exportação) e da novilha gorda subiram ao longo da segunda semana de setembro no mercado paulista, destacou na sexta-feira (15/9) a analista Nicole Santos, da Scot Consultoria. “No período, o incremento foi de R$ 10/@ para o boi comum e o “boi-China”, e de R$ 8/@ para a novilha gorda”, contabiliza Nicole, que acrescenta: “O boi destinado ao mercado interno (de SP) voltou a estar precificado acima dos R$ 200/@”. A arroba do macho terminado está valendo R$ 205 no mercado paulista, enquanto o “boi-China” foi negociado por R$ 210/@ (valores brutos, no prazo). Por sua vez, a vaca gorda foi negociada por R$ 185/@ e novilha gorda valeu R$ 200/@, acrescentou a Scot, ainda referindo-se às praças paulistas. Segundo Nicole, a variação positiva da arroba vem puxada, principalmente, pelo melhor escoamento da carne no mercado interno, pela redução da oferta de bovinos destinados ao abate e pelo bom volume de carne bovina in natura exportada, apesar dos preços menores ao produto destinado ao mercado externo. No mercado futuro, disse a analista da Scot, após período turbulento e pessimista em agosto, na primeira quinzena de setembro os preços passaram a se recuperar, com os contratos para dezembro chegando a R$ 231/@ (fechamento de 13/9), trazendo certo alento aos produtores. “As expectativas são de altas nos preços do boi gordo durante o último trimestre deste ano, que é quando, historicamente, o consumo de carne no mercado interno aumenta, puxado pela maior capitalização da população”, prevê Nicole, completando: “Nos últimos três meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina também costumam ter melhor desempenho”. Em âmbito nacional, a sexta-feira (15/9) encerrou uma semana movimentada nas negociações de boiada gorda no mercado físico, fomentando repique de altas pela maior parte das regiões produtoras do País. “O efeito de oferta enxuta e escalas apertadas trouxe correções nos preços da arroba ao longo da semana em curso”, afirmou a S&P Global Commodity Insights. Segundo a consultoria, a dificuldade em compor escalas mais longas deve estimular um cenário de mais firmeza nos preços do boi gordo no curto prazo. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 187/@ (à vista) vaca a R$ 177/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 219/@ (prazo) vaca a R$ 199/@ (prazo; MS-Dourados: boi a R$ 215/@ (à vista) vaca a R$ 182/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 212/@ (prazo) vaca a R$ 184/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 172/@ (prazo) vaca a R$ 155/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 167/@ (à vista) vaca a R$ 153/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 165/@ (à vista) vaca a R$ 156/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 187/@ (prazo) vaca R$ 177/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 210/@ (à vista) vaca a R$ 195/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 187/@ (prazo) vaca a R$ 177/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 202/@ (prazo) vaca a R$ 187/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 187/@ (prazo) vaca a R$ 172/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 175/@ (à vista) vaca a R$ 165/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 175/@ (à vista) vaca a R$ 163/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO


SUÍNOS


Suínos fecham a semana em estabilidade

A Scot Consultoria informou que os preços da carcaça especial seguiram estáveis e estão precificados em R$ 9,80 por kg. Os valores para o suíno CIF não tiveram alterações e estão cotados em R$ 128,00/@.


O preço do animal vivo em Minas Gerais está cotado em R$ 6,87/kg e seguiu estável, conforme foi divulgado pelo Cepea/Esalq referente às informações da última quinta-feira (14). Já no estado do Paraná ficou precificado em R$ 6,44/kg e com baixa de 0,31%. O preço do animal vivo no estado de São Paulo está em R$ 6,64/kg e seguiu estável. Em Santa Catarina, o preço do animal vivo não teve alteração e está em R$ 6,27/kg. Já no Rio Grande do Sul, o preço do suíno permaneceu com estabilidade e está em R$ 6,17/kg. Segundo as informações do Cepea, os preços do suíno vivo e da carne suína voltaram a subir neste início de setembro em todas as praças acompanhadas. “Os valores foram impulsionados pela típica elevação da demanda no início de cada mês, devido ao pagamento dos salários, e pelo consequente maior poder de compra da população. O aumento da procura por carne suína também intensificou a procura da indústria por animais em peso ideal para abate, o que elevou as cotações do vivo”, informou o Cepea.

Cepea/Esalq


FRANGOS


Frango no atacado paulista teve queda de 1,43%

A Scot Consultoria informou que as cotações para o frango na granja na praça paulista não tiveram reajuste e seguiu estável em R$ 5,00 por kg


A cotação do frango vivo no estado de Santa Catarina seguiu estável e está em R$ 4,28/kg, conforme a Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina). No Paraná, a cotação do frango vivo teve alta de 1,13% e está em R$ 4,47/kg. Em São Paulo, a cotação do frango vivo está sem referência. No último levantamento realizado pelo Cepea na quinta-feira (14), o preço do frango congelado apresentou ganho de 10,98% e está em R$ 7,19/kg. Já a cotação do frango resfriado teve alta de 1,12% e está sendo negociado em R$ 7,25/kg. Segundo o Cepea, a demanda aquecida desta primeira quinzena de setembro – devido ao pagamento de salários – e a disponibilidade mais enxuta no mercado interno impulsionaram com força os valores dos produtos de origem avícola nos últimos dias, segundo levantamento do Cepea. No mercado de cortes e miúdos da Grande São Paulo, especificamente, o filé de peito foi o que apresentou a valorização mais intensa, evidenciando sua boa liquidez no mercado nacional.

Cepea/Esalq


Frango/Cepea: Carne registra forte valorização nesta 1ª quinzena de setembro

A demanda aquecida desta primeira quinzena de setembro – devido ao pagamento de salários – e a disponibilidade mais enxuta no mercado interno impulsionaram com força os valores dos produtos de origem avícola nos últimos dias, segundo levantamento do Cepea


No mercado de cortes e miúdos da Grande São Paulo, especificamente, o filé de peito foi o que apresentou a valorização mais intensa, evidenciando sua boa liquidez no mercado nacional.

Cepea


Focos de gripe aviária sobem para 102, nenhum em ave comercial

O Brasil tinha 102 focos de influenza aviária de alta patogenicidade confirmados até a noite de domingo (17), nenhum deles em ave do setor produtivo, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)


Entre os dias 13 e 15 de setembro, sete novos focos foram confirmados em aves silvestres: seis no litoral de São Paulo (2 em Santos e outros no Guarujá, Itanhaém, Praia Grande e Bertioga) e um no Rio de Janeiro (São João da Barra). Entre os casos confirmados até agora, cem foram em aves silvestres e dois em aves domésticas, de subsistência. Nove investigações de casos suspeitos da doença estavam em andamento. Desde a confirmação do primeiro caso em 15 de maio, 1.861 investigações de casos suspeitos de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves foram realizadas no país. Entre essas, 480 com coletas de amostras. O estado com o maior número de focos é o Espírito Santo (28 em aves silvestres e 1 em ave de subsistência), seguido de São Paulo (27 em aves silvestres), Rio de Janeiro (18 em aves silvestres), Paraná (12), Santa Catarina (10 em aves silvestres e 1 em ave de subsistência), Bahia (4) e Rio Grande do Sul (1). O Brasil continua considerado livre de influenza aviária de alta patogenicidade, segundo os critérios da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), já que não possui caso confirmado da doença em ave do setor produtivo.

CARNETEC


CARNES


Queda dos preços impulsiona o consumo de carne no país

Retomada do emprego e a melhora da renda também contribuíram para elevar a procura por essas proteínas. IPCA mostra uma queda de 7,9% no indicador de carnes em geral


Passado o pico da pandemia de covid-19, a retomada do emprego e a melhora da renda da população elevaram o consumo de carnes no país. E a queda nos preços do boi gordo, do frango e do suíno, a partir de abril deste ano, impulsionou ainda mais a procura por essas proteínas. Uma pesquisa da Horus, empresa de inteligência de mercado que faz captação de dados por meio de notas fiscais, mostra que em janeiro deste ano 1,4 item com carne de frango estava presente nos carrinhos de supermercado do país. Em julho, o número chegava a 1,7. O pico de consumo ocorreu em abril, com a presença de 1,9 item em cada carrinho de compra. Não coincidentemente, o preço do frango havia caído em abril. Segundo o Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea/USP), o frango resfriado custava cerca de R$ 6,50 o quilo naquele mês e passou a pouco mais de R$ 7 depois disso. Para o consumidor, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostra uma baixa de 7,9% no preço do frango inteiro neste ano até julho e de 9,4% para o frango em pedaços. Segundo a Horus, os preços dos itens de frango que constam da cesta de compras caíram de R$ 19,03 em janeiro, para R$ 19 em abril e R$ 16,57 em julho. A incidência de carne bovina, que era de 1 item por sacola de compras em janeiro, também subiu em abril e manteve-se assim desde então, com 1,3. Segundo o Cepea, os preços do boi gordo caíram no Estado de São Paulo, de mais de R$ 290 a arroba, para menos de R$ 260 em abril. O IPCA mostra uma queda de 7,9% no indicador de carnes em geral, com baixa pronunciada de 11,5% nos preços da alcatra, por exemplo, e de 8,5% no acém. No levantamento da empresa de inteligência de dados, o tíquete médio da carne bovina, que estava em R$ 34,26 em janeiro, passou para R$ 33,83 em abril e para R$ 31,01 em julho. No caso da carne suína, a incidência passou de 1 para 1,1 na mesma comparação. O indicador oficial de inflação mostrou uma baixa de 3,8% em média nos valores praticados no país entre janeiro e julho. Enquanto isso, o levantamento da Horus mostra um preço médio de R$ 22 para as compras de suínos em janeiro, R$ 25,16 em abril e R$ 22,47 em julho. “Nos anos anteriores, com a pandemia, elevou-se muito o consumo de ovos. Mas com a renda e os preços das proteínas animais mais estáveis, as famílias voltaram a preferir as carnes”, afirmou ao Valor Ana Carolina Fercher, chefe de percepções e consumo da Horus. A executiva considera que há uma estabilidade nos preços desde meados de 2022, o que proporcionou um leve aumento no consumo de carne bovina em relação ao frango. “A gente percebe que as pessoas preferem carne de boi, mas o preço é um restritivo porque é mais caro e, em muitos momentos, o consumidor então opta pelo frango. Ainda assim, ao analisar o histórico vemos um pico de consumo sempre nos fins do ano, com as festas e churrascos de verão”, observou. A incidência de carne bovina nas compras fica entre 47% e 48% ao longo do ano, com pequenas quedas quando os preços sobem. Mas entre outubro e fevereiro, passa para 54% das compras. Nesse período, a incidência de frango, que é em média de 54%, passa para 49% ou 50%. A carne suína tem uma incidência entre 13% e 16% ao longo do ano e atinge picos de 20% nas festas de fim de ano, segundo a Horus.

VALOR ECONÔMICO


EMPRESAS


Frimesa assina contrato de financiamento de R$ 22,4 milhões para unidade de Assis Chateaubriand

Investimento será destinado à aquisição de um túnel de congelamento para o abatedouro de suínos, na planta de Assis Chateaubriand, no Oeste do Estado. Ela foi inaugurada em dezembro de 2022 e terá capacidade para abater 15 suínos/dia quando estiver operando em plena capacidade, em 2028.


A Frimesa Cooperativa Central e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) assinaram na sexta-feira (15), um contrato no valor de R$ 22,4 milhões. O financiamento será destinado à aquisição de um túnel de congelamento para o abatedouro de suínos, na planta de Assis Chateaubriand, no Oeste do Estado. O contrato foi assinado na sede da Ocepar, em Curitiba, com a presença do presidente da entidade, José Roberto Ricken. A unidade de Assis, que fica em uma área de 115 hectares, já conta com sistema para reaproveitamento de água e eficiência energética. Ela foi inaugurada em dezembro de 2022 e terá capacidade para abater 15 suínos/dia quando estiver operando em plena capacidade, em 2028. A produção começou a funcionar em março deste ano. O financiamento conta com recursos do Finame Prodecoop, programa de apoio ao desenvolvimento cooperativo para agregação de valor à produção agropecuária, com crédito para a modernização de sistemas produtivos e de comercialização do complexo agroindustrial das cooperativas brasileiras. O financiamento da Frimesa, está enquadrado nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 8 (crescimento econômico), 12 (consumo e produção responsáveis) e 2 (fome zero e agricultura sustentável). Em cerca de 80% das operações realizadas pelo BRDE há aderência ao menos a um ODS.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Comércio paranaense cresceu 1,4% nos primeiros sete meses do ano

Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada na sexta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta aumento de 0,6% no acumulado dos últimos 12 meses e de 0,2% em julho, na comparação com o sétimo mês de 2022


O comércio paranaense cresceu 1,4% nos sete primeiros meses do ano, frente ao mesmo período do ano passado, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada na sexta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ela também aponta aumento de 0,6% no acumulado dos últimos 12 meses e de 0,2% em julho, na comparação com o sétimo mês de 2022. Os dados são do comércio ampliado, que engloba todos os setores analisados, inclusive venda de veículos e materiais de construção. De janeiro a julho os números foram puxados pelo aumento das vendas de artigos farmacêuticos, médicos, cosméticos e perfumaria (10,5%), eletrodomésticos (10,4%), combustíveis e lubrificantes (4,1%) e supermercados (0,3%). No recorta apenas de julho, as maiores variações foram em artigos farmacêuticos, médicos, cosméticos e perfumaria (16,8%), eletrodomésticos (11,5%), móveis e eletrodomésticos (8,2%), tecidos, vestuário e calçados (4,2%), hipermercados e supermercados (4,1%) e veículos, motocicletas, partes e peças (0,7%). As vendas de veículos no Paraná estão no mesmo patamar de 2022. No entanto, a PMC registra um leve crescimento de 0,3% nesse segmento ao longo dos últimos doze meses no Estado. Em relação à venda de materiais de construção, a pesquisa mostra uma retração de 5,9% no ano no Paraná, acompanhando um movimento nacional no mesmo período (-3,1%). O resultado nacional do comércio mostra alta de 4,3% em relação ao começo do ano passado. Segundo o IBGE, o comércio varejista do País está 2,2% abaixo do nível recorde da série, que aconteceu em outubro de 2020. As principais influências positivas nacionais no ano, até o momento, foram combustíveis e lubrificantes (11,3%), atacado especializado em produtos alimentícios e bebidas (9,8%), eletrodomésticos (6,9%) e veículos, motocicletas, partes e peças (6%). A PMC produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do comércio varejista no País, investigando o volume e a receita bruta de revenda nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, e cuja atividade principal é o comércio varejista.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


Ministério da Agricultura altera calendário de plantio da soja no Paraná

Foi publicado, no Diário Oficial da União da sexta-feira (15/09), a portaria 886 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que altera o calendário de semeadura de soja da safra 2023/2024


A medida vale para os estados da Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia e Santa Catarina. O principal avanço é a regionalização, que era um pleito do setor produtivo. Um pedido nesse sentido havia sido formalizado pelas entidades representativas da agropecuária paranaense – Ocepar, Faep e Fetaep – e pela Secretaria Estadual da Agricultura e Agência de Defesa Agropecuário do Paraná. Para a safra 2023/24, inicialmente a portaria 840 que estabelecia o calendário único de plantio no Paraná de 11 de setembro a 19 de dezembro de 2023, ou seja, 100 dias. Com a nova portaria – 886 – o período de plantio passa a ser de 120 dias para a regiões I e III e 100 dias para a região II, com períodos de início de semeadura variados por região. Foram definidos três calendários diferentes para o estado. Na região I (centro-sul) o período permitido de plantio vai de 20 de setembro de 2023 a 18 de janeiro de 2024. Na região II (norte, noroeste e oeste) o plantio é de 11 de setembro a 20 de dezembro de 2023. Para a região III (sudoeste) o período de semeadura é de 17 de setembro de 2023 a 15 de janeiro de 2023. O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, diz que o pleito atende o Paraná. Ele lembrou a mobilização organizada pelas lideranças do agronegócio. “As entidades representativas do setor assinaram um documento com esse pedido e fomos pessoalmente a Brasília defender a alteração junto ao Ministério da Agricultura”, declarou. A argumentação da Ocepar e demais lideranças era que o Paraná tem características diferentes em cada região e, portanto, deveria ter indicação de períodos diferentes para a semeadura. A Ocepar adverte, porém, que é importante que todos os sojicultores respeitem o vazio sanitário, período em que o solo deve ficar sem plantação para que não haja contaminação por ferrugem asiática, doença que atinge as lavouras de soja e pode levar a prejuízos na produção.

OCEPAR


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar fica estável ante real em dia de dados positivos da China

O dólar à vista fechou a sexta-feira praticamente estável ante o real, depois de ter sustentado leves perdas durante a maior parte sessão sob influência do exterior, onde o viés também era de baixa para a moeda norte-americana após a divulgação de dados positivos sobre a economia


O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,8716 reais na venda, com variação negativa de 0,02%. Na semana, a moeda acumulou queda de 2,21%. Na B3, às 17:18 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,08%, a 4,8835 reais. Pela manhã, o dólar chegou a sustentar leves ganhos ante o real em alguns momentos, mas o viés negativo para a moeda acabou prevalecendo, assim como ocorria no exterior. Os dados divulgados pela China -- considerados positivos – deram força a moedas de países exportadores de commodities, como o real, em meio à leitura a economia do gigante asiático começa a reagir a estímulos recentes. A Agência Nacional de Estatísticas informou que a produção industrial chinesa aumentou 4,5% em agosto em relação ao mesmo mês do ano anterior, ace ante o ritmo de 3,7% de julho e superando as expectativas de aumento de 3,9% em pesquisa da Reuters com analistas. As vendas no varejo aumentaram 4,6% em agosto, no crescimento mais rápido desde maio. Isso se compara a um aumento de 2,5% em julho e a uma alta esperada de 3%. “Os indicadores mais recentes mostram que o que foi feito de política econômica na China está começando a aparecer agora”, pontuou Alex Martins, anal câmbio da Nova Futura. “E o fluxo cambial no Brasil é mais favorável justamente na via comercial. Então, qualquer número positivo na China tem influência muito grande na cotação do dólar.” Martins cita ainda a política monetária dos EUA como um fator favorável à queda recente do dólar ante o real. Segundo ele, os números do mercado norte-americano elevaram a percepção de que o Federal Reserve pode não subir mais os juros, o que tem pesado nas cotações do dólar. A sexta-feira também foi marcada por nova alta do petróleo no mercado internacional -- um fator que, segundo analistas ouvidos pela Reuters tem contribuído para a valorização do real em detrimento do dólar. Ainda que os principais fatores de influência para o dólar fossem baixistas, a divisa à vista oscilou em margens estreitas no Brasil e encerrou praticamente estável.

REUTERS


Ibovespa fecha em queda com NY, mas sobe 3% na semana

O Ibovespa fechou em queda na sexta-feira, com o viés negativo em Wall Street corroborando realização de lucros no pregão brasileiro após quatro altas seguidas, em sessão também marcada pelo vencimento de opções sobre ações


Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,53%, a 118.757,53 pontos, tendo oscilado entre a mínima de 118.666,46 pontos e a máxima de 119.780,2 pontos no dia. O volume financeiro somou 29,6 bilhões de reais. Apesar de tal desempenho, ainda assim o Ibovespa acumulou um avanço de 2,99% na semana. Em Nova York, os principais índices acionários recuaram, em meio ao declínio de ações de fabricantes de chips por preocupações com a demanda e tendo como pano de fundo a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano. De acordo com o gestor de renda variável da Western Asset César Mikail, o cenário externo tem dado o tom no mercado brasileiro, e as atenções estão voltadas para os próximos passos do Federal Reserve (Fed). Há um percentual grande de investidores esperando que o banco central norte-americano não aumentará os juros na próxima semana, embora exista a possibilidade de um novo acréscimo em novembro, acrescentou. O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed anuncia na próxima quarta-feira sua decisão de política monetária, e a perspectiva é de que a taxa de juros permaneça na faixa de 5,25% a 5,50% ao ano. Mikail ainda destacou que o desempenho do Ibovespa na semana encontrou suporte nas commodities, na esteira de alguns números econômicos melhores na China conhecidos nos últimos dias, quando também foram anunciadas medidas de estímulo.

REUTERS


Vendas no comércio varejista crescem 0,7% em julho, diz IBGE

As vendas no comércio varejista cresceram 0,7% em julho na comparação com o mês anterior


É o segundo mês consecutivo de alta. Em junho, o crescimento havia sido de 0,1%. No acumulado do ano, o resultado é positivo em 1,5%. Em 12 meses, há uma expansão de 1,6%. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada na sexta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a alta foi de 2,4%. Com os resultados desta quarta-feira, o comércio varejista está 2,2% abaixo do nível recorde da série, de outubro de 2020. Na comparação entre julho e junho, quatro das oito atividades avaliadas pelo IBGE tiveram crescimento de vendas. O destaque ficou com o segmento equipamentos e material para escritório informática e comunicação, com alta de 11,7%. A segunda maior alta foi no setor de outros artigos de uso pessoal e doméstico, que apresentou expansão de 8,4%. “A alta vem muito por conta de base de comparação baixa, mas também houve promoções pontuais. Algumas grandes lojas realizaram uma espécie de antecipação de Black Friday. Embora tenha sido algo bastante específico, focado, e não tenha atingido a atividade como um todo, foi suficiente pra dar essa virada de trajetória.” Responsável por mais de 45% do setor de comércio, o ramo hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo teve crescimento de 0,3% ante junho. Nos últimos dois anos, esse segmento soma alta de 1,7%. Para o IBGE, o resultado positivo é reflexo de uma pressão menor da inflação. “Uma vez que diminuiu a pressão dos preços dos alimentos, a demanda tem margem para crescimento”, afirmou Cristiano Santos. A outra atividade que fechou julho com número positivo foi artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,1%). Apresentaram queda em julho as atividades tecidos, vestuário e calçados (-2,7%); livros, jornais, revistas e papelaria (-2,6%); móveis e eletrodomésticos (-0,9%) e combustíveis e lubrificantes (-0,1%). No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e material de construção, o volume de vendas teve retração de 0,3% ante junho. A forte queda nas atividades de veículos e motos, partes e peças (-6,2%) influenciou o resultado. “A política de mudança fiscal que culminou na redução do preço de alguns automóveis acabou se concentrando mais em junho, quando o setor registrou crescimento 8,8%”, justificou o gerente da pesquisa. Nos últimos 12 meses, o varejo ampliado tem alta acumulada de 2,3%.

AGÊNCIA BRASIL


Exportações do agro somam US$ 15,63 bilhões e batem recorde para os meses de agosto

Entre janeiro e agosto deste ano, as exportações somaram US$ 112,68 bilhões, alta de 4,2%


As exportações brasileiras de produtos do agronegócio subiram 6,6% em agosto deste ano, atingindo US$ 15,63 bilhões. O valor correspondeu a 50,4% do total exportado pelo Brasil. Segundo análise da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (SCRI/Mapa), dois fatores explicam o resultado de agosto: aumento da quantidade exportada e redução de preços. O primeiro fator está relacionado à safra recorde de grãos colhida em 2022/2023, que ampliou a capacidade de excedente exportável. O outro fator trata do recuo dos preços internacionais dos alimentos. Para os analistas da SCRI, os produtos que merecem destaque no mês são o milho, a soja em grãos, o farelo de soja, o açúcar e a carne de frango in natura. O milho bateu recorde mensal da série histórica em valor e quantidade. Já para os meses de agosto, a soja em grãos e o farelo de soja bateram recorde de valor e quantidade. Ainda para os meses de agosto, o açúcar e a carne de frango in natura bateram recorde de volume. As vendas externas de soja em grãos atingiram recorde de US$ 4,19 bilhões para os meses de agosto, com alta de 12,3%. O volume exportado também foi recorde, com 8,39 milhões de toneladas (+41,1%). A China, como o principal destino deste produto, ampliou a participação de US$ 2,72 bilhões para US$ 3,15 bilhões. Já o farelo de soja registrou vendas de US$ 1,19 bilhão, cifra obtida em função do volume recorde exportado para o mês de 2,41 milhões de toneladas. A União Europeia continua como principal importadora do farelo de soja brasileira com aquisições de US$ 504,29 milhões, o equivalente a 1 milhão de toneladas. As vendas externas de milho alcançaram 9,33 milhões de toneladas, quantidade recorde para a série histórica iniciada em 1997. O valor atingiu US$ 2,21 bilhões no mês pesquisado. A China importou praticamente um quarto das exportações do cereal. O Brasil exportou 425 milhões de toneladas de carne de frango in natura, com expansão de 3,3%, o que equivale à cifra de US$ 780 milhões. O açúcar registrou vendas externas de US$ 1,78 bilhão, com alta de 48,7% e a quantidade exportada foi de 3,63 milhões de toneladas (+23,0%), recorde para os meses de agosto. A China também é a maior compradora da carne de frango in natura e de açúcar brasileiro. Entre janeiro e agosto deste ano, as exportações somaram US$ 112,68 bilhões, alta de 4,2%. O incremento se deve a expansão da quantidade exportada, mesmo com recuo de 5,2% no índice de preços. As vendas de soja em grãos, açúcar e milho foram os produtos que mais contribuíram para o desempenho favorável no acumulado do ano.

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