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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 459 DE 14 DE SETEMBRO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 459 |14 de setembro de 2023


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Pecuaristas começam a trabalhar com altas no mercado do boi gordo

Indústrias têm maior dificuldade para manter escalas alongadas e, com isso, negócios a valores maiores são efetivados; em SP, macho "comum" e "boi-China" sobem R$ 5/@, diz Scot


Depois de um longo período de quedas, os preços do boi gordo reagiram na quarta-feira (13/9) em algumas praças brasileiras – a começar pelas situadas em São Paulo. “A oferta de bovinos está menor, porém, ainda há volume suficiente de boiadas prontas para suprir os abates e manter as escalas por um tempo”, afirma a Scot Consultoria, que acrescenta: “É esperar para ver”. Segundo a Scot, as cotações do boi destinado ao mercado interno e do “boi China” registraram uma alta diária de R$ 5/@ no mercado paulista, enquanto o preço da novilha gorda subiu R$ 8/@ na mesma região. Com isso, o boi gordo de São Paulo está sendo negociado em R$ 200/@, a vaca gorda em R$ 185/@ e a novilha gorda em R$ 200/@ (preços brutos e a prazo), informou a Scot. A arroba do “boi-China” está cotada em R$ 205 (base SP), no prazo, valor bruto, com ágio de R$ 5/@ sobre o animal “comum”. Porém, diz a Scot, “negócios pontuais acima da referência (para o animal com padrão-exportação) foram reportados”. Na avaliação da S&P Global Commodity Insights, os preços do boi gordo ainda reagem de maneira tímida no mercado físico brasileiro. “O apetite comprador reduzido permanece limitando novas altas na arroba”, justifica a S&P Global. Segundo a consultoria, atualmente, os estoques de carne bovina continuam elevados, um reflexo das enormes dificuldades das indústrias em escoar toda a produção, sobretudo no mercado doméstico. Embora a S&P Global tenha detectado algumas altas nos preços do boi gordo na quarta-feira, a pressão de baixa ainda permanece ativa em algumas regiões, como em Mato Grosso. “Foram verificados recuos nas cotações da arroba em todas as praças monitoradas”, informou a consultoria, referindo-se aos negócios registrados neste meio de semana. “Grandes volumes de animais oriundo de boiteis suprem às necessidades de curtíssimo prazo das indústrias de Mato Grosso, reduzindo a necessidade de compra no mercado spot”, afirmaram os analistas da S&P Global. “As margens da indústria tiveram aumentos diante da queda nos preços da matéria-prima (boiada gorda), porém há uma forte pressão nas margens dos operadores externos diante de contratos com preços reduzidos e taxa cambial em níveis mais baixos”, observou a S&P Global. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 187/@ (à vista) vaca a R$ 177/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 199/@ (prazo) vaca a R$ 189/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 205/@ (à vista) vaca a R$ 182/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 207/@ (prazo) vaca a R$ 184/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 172/@ (prazo) vaca a R$ 155/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 167/@ (à vista) vaca a R$ 153/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 165/@ (à vista) vaca a R$ 156/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 182/@ (prazo) vaca R$ 167/@ (prazo); GO-Sul: boi a R$ 182/@ (prazo) vaca a R$ 167/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 210/@ (à vista) vaca a R$ 195/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 182/@ (prazo) vaca a R$ 167/@ (prazo); PA- Paragominas: boi a R$ 202/@ (prazo) vaca a R$ 187/@ (prazo) TO-Araguaína: boi a R$ 187/@ (prazo) vaca a R$ 172/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 175/@ (à vista) vaca a R$ 165/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 175/@ (à vista) vaca a R$ 163/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO


Filé-mignon fica 17% mais barato e é carne com maior queda de preço no ano

O filé-mignon foi a carne com maior redução de preço no ano até agora, com queda de 16,95%, segundo dados da inflação oficial do país divulgados ontem pelo IBGE. As carnes no geral tiveram uma queda média de 9,65% no acumulado nos primeiros oito meses do ano, e de 1,9% em agosto


Dentre as carnes, o filé-mignon teve a maior queda de preço no ano. Em seguida vêm a alcatra (-13,46%) e o contrafilé (-11,77%). Todos os cortes do subgrupo carnes da pesquisa do IBGE tiveram queda de preço no ano. O filé-mignon também é destaque de queda entre todos os alimentos que compõem o IPCA. O corte nobre foi o sexto item com maior redução de preço no ano, atrás apenas de cebola (-43,71%), laranja (-36,14%), óleo de soja (-28,86%), abacate (-25,79%) e batata inglesa (-19,33%). O segmento de aves e ovos teve queda menor, de 6,30%. O frango em pedaços caiu 11,69% no ano, enquanto o frango inteiro caiu 9,79%. Em compensação, os ovos tiveram alta de 12,94% no ano. Carnes é o subgrupo com a terceira maior queda no acumulado do ano (9,65%), atrás apenas de óleos e gorduras (-17,35%) e tubérculos, raízes e legumes (-15%). A inflação geral do país, medida pelo IPCA, ficou em 0,23% em agosto. Em 2023, inflação acumula alta de 3,23%. Já nos últimos 12 meses, está em 4,61%. A boa safra de grãos como soja e milho favoreceu a queda de preços. Os grãos são usados na alimentação de frangos e suínos. Já os bovinos se alimentam principalmente de pasto, que também tem sido favorecido pelas chuvas regulares, o que reduz os gastos com ração, diz o analista de preços André Braz, da FGV. O filé-mignon não é o corte preferido para exportação. Países da Ásia preferem carnes mais gordurosas. Com isso, a demanda externa segura mais os preços das carnes de segunda, explica o economista. A expectativa é de que a redução de preços continue em 2023. Ela não foi suficiente para compensar o longo período de inflação de alimentos registrado desde 2020. "A projeção é que este ano haja deflação nos alimentos no domicílio, após 3 anos de sequentes altas", avalia a GO Associados. Já para 2024, as perspectivas ainda são incertas. O fenômeno climático El Niño pode impactar a agricultura, gerando novas pressões inflacionárias, diz Braz. Mas esse impacto ainda é incerto. "Às vezes o El Niño vem forte, e não tem repercussão na agricultura, e às vezes é o contrário", diz. “Temos observado quedas ao longo dos últimos meses em alguns itens importantes no consumo das famílias como, por exemplo, a carne bovina e o frango, que está relacionado à questão de oferta. A disponibilidade de carne no mercado interno está mais alta, o que tem contribuído para a queda nos últimos meses”, diz André Almeida, gerente IPCA/INPC do IBGE

UOL ECONOMIA


SUÍNOS


Preços dos suínos seguem estáveis

A Scot Consultoria informou que os preços da carcaça especial seguiram estáveis e estão precificados em R$ 9,80 por kg. Assim como os valores para o suíno CIF não tiveram alterações e estão cotados em R$ 128,00/@


O preço do animal vivo em Minas Gerais está cotado em R$ 6,87/kg e teve uma alta de 0,59%, conforme foi divulgado pelo Cepea/Esalq referente às informações da última segunda-feira (11). Já no estado do Paraná ficou precificado em R$ 6,36/kg e com avanço de 1,60%. O preço do animal vivo no estado de São Paulo está próximo de R$ 6,59/kg e teve avanço de 0,76%. Em Santa Catarina, o animal vivo apresentou alta de 1,80% está ao redor de R $ 6,22/kg. Já no Rio Grande do Sul, o preço do suíno teve um recuo de 0,32% e está cotado em torno de R $ 6,17/kg.

Cepea/Esalq


FRANGOS


Cotações do frango em estabilidade

No levantamento realizado pela Scot Consultoria, o preço do frango no atacado paulista permaneceu estável e cotado em R$ 7,00/kg, enquanto na granja paulista seguiu com estabilidade e precificado em R$ 5,00/kg


A cotação do frango vivo em Santa Catarina registrou alta de 0,71% e está precificado em R$ 4,28/kg, conforme divulgado pelo Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina). No Paraná, a cotação do frango vivo está estável e está cotado ao redor de R$ 4,42/kg. Em São Paulo, a cotação do frango vivo está sem referência. No último levantamento realizado pelo Cepea desta terça-feira (12), o preço do frango congelado apresentou ganho de 0,29% e está cotado em R$ 6,99/kg. Já a cotação do frango resfriado teve alta de 0,29% e está sendo negociado em R$ 6,98/kg.

Cepea/Esalq


Governo Federal atualiza medidas para enfrentamento da Influenza Aviária

Medida Provisória publicada no Diário Oficial permite a restrição excepcional e temporária de trânsito de produtos agropecuários em situações epidemiológicas de urgência


O Governo Federal atualizou as medidas que podem ser adotadas para enfrentamento de emergências fitossanitárias ou zoossanitárias de que trata a Lei nº 12.873/2013, que autoriza a declaração de estado de emergência relacionado às atividades da defesa agropecuária. Medida provisórias número 1.186 foi publicada no Diário Oficial, na terça-feira. A partir dela, autoridades públicas do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa) poderão adotar as seguintes medidas: estudo ou investigação epidemiológica e restrição excepcional e temporária de trânsito de produtos agropecuários por qualquer modal logístico no território nacional e internacional. Também poderão determinar medidas de contenção, desinfecção, desinfestação, tratamento e destruição aplicáveis a produtos, equipamentos e instalações agropecuários, e a veículos em trânsito nacional e internacional no país; e realização ou determinação da realização compulsória de ações de mitigação e controle fitossanitário e zoossanitário. A União poderá doar materiais, equipamentos e insumos considerados indispensáveis para o enfrentamento de emergência fitossanitária ou zoossanitária a órgãos e entidades federais, estaduais, distritais e municipais mobilizados, independentemente do cumprimento, por parte do beneficiário, dos requisitos legais de adimplência exigíveis para a celebração de ajuste com a administração pública federal. A MP também autoriza o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) a custear despesas de deslocamento de servidores e empregados públicos de outras instâncias do Suasa que atuarem em operações de defesa agropecuária convocadas pelo Ministério. Além disso, o texto altera a Lei nº 8.745/1993 para incluir na possibilidade de contratação de excepcional interesse público, que prescinde de processo seletivo, as situações de iminente risco à saúde animal, vegetal ou humana, fitossanitária ou zoossanitária.

MAPA


Governo confirma dois novos focos de gripe aviária no Brasil

Dois casos foram registrados em aves silvestres no litoral de São Paulo


Doença acometeu trinta-réis-de-bando, em Santos (SP), e trinta-réis-real, em Guarujá (SP) —O Ministério da Agricultura confirmou na noite desta quarta-feira (13/9) mais dois casos de gripe aviária de alta patogenicidade no Brasil. A doença acometeu aves silvestres da espécie trinta-réis-de-bando, em Santos, e trinta-réis-real, no Guarujá, ambas cidades do litoral de São Paulo. Com as atualizações desta quarta, o Brasil agora soma 97 casos de gripe aviária em seu território. Destes, 95 confirmados em aves silvestres e outros dois em animais de subsistência.

GLOBO RURAL


EMPRESAS


Lar Cooperativa inaugura ampliação de unidade em Matelândia

A Lar Cooperativa inaugurou na Unidade Industrial de Aves, em Matelândia, as últimas obras voltadas às indústrias de frango, o que possibilitou ampliar o abate nesta unidade para 500 mil aves/dia, gerando emprego e renda para mais de 9 mil trabalhadores na região


Além das obras de ampliação do abate, a unidade também ganhou o sistema de reúso de águas, um dos mais modernos do país que permite tratar todo o efluente industrial reaproveitando a água, tanto para o consumo humano quanto para os processos de industrialização do frango. A indústria de aves em Matelândia foi a primeira a ser inaugurada, em setembro de 1999, quando a Lar Cooperativa apostou na avicultura para diversificar a produção e viabilizar pequenas propriedades para geração de renda aos associados. É a maior entre as quatro plantas em operação, que juntas totalizam um abate diário de mais de 1 milhão de aves, produção com destino a todo território nacional e exportada para mais de 87 países em diversas regiões do mundo. “A Lar investiu muito em sua avicultura nos últimos quatro anos. Se somarmos todos os projetos, desde a recria de aves, aquisições, reformas e ampliações das indústrias de aves e rações, incubatórios, além da expansão da nossa frota própria, o investimento é próximo de R$ 2 bilhões, sem considerar os recursos dos associados que também modernizaram suas propriedades, por isso temos um sistema sólido e moderno”, afirmou o diretor-presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues durante entrevista coletiva à imprensa.

GAZETA DO POVO


INTERNACIONAL


Exportações de Carne bovina dos EUA recuam 10% no 1º semestre, aponta USDA

No acumulado de janeiro a junho de 2023, as vendas externas dos Estados Unidos somaram 669.176 toneladas


As exportações norte-americanas de carne bovina totalizaram 115.107 toneladas em junho/23, uma queda de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior e um pouco abaixo do volume de maio, informa o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Em receita, os embarques da proteína totalizaram US$ 909,5 milhões em junho, com recuo de 13% em relação ao mesmo mês de 2022, mas o maior desde outubro/22 e 4% acima do valor registrado em maio/23. No acumulado de janeiro a junho de 2023, as vendas externas de carne bovina dos EUA ficaram 10% abaixo do ritmo recorde registrado no primeiro semestre do ano passado, atingindo 669.176 toneladas. O faturamento no acumulado dos primeiros seis meses deste ano ficou um pouco abaixo de US$ 5 bilhões – uma queda de 19% em relação ao mesmo período de 2022, mas ainda 8% acima do primeiro semestre de 2021, informa o USDA. “Foi um primeiro semestre desafiador para as exportações de carne bovina, especialmente quando comparado ao ritmo alucinante estabelecido um ano atrás”, disse Dan Halstrom, CEO da Federação de Exportação de Carne dos Estados Unidos (USMEF, na sigla em inglês).

USMEF


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Com 42 milhões de toneladas, movimentação nos portos do Paraná cresce em 2023

Entre os destaques está a soja, com aumento de 25% (de 8.152.332 toneladas para 10.172.737 toneladas), e açúcar a granel, com crescimento de 26% (de 2.279.870 toneladas para 2.864.221 toneladas)


Os Portos de Paranaguá e Antonina fecharam o mês de agosto com um incremento de 6% na movimentação no acumulado de 2023 em comparação com o mesmo período do ano passado. Os embarques e desembarques chegarem a 42.103.413 toneladas – em 2022 foram 39.856.514 toneladas no mesmo período. Entre os destaques está a soja, com aumento de 25% (de 8.152.332 toneladas para 10.172.737 toneladas), e açúcar a granel, com crescimento de 26% (de 2.279.870 toneladas para 2.864.221 toneladas). Nos dois sentidos, o destaque ficou com granéis líquidos, com evolução de 14% (de 5.485.827 toneladas para 6.279.678 toneladas). No mês de agosto, o aumento foi ainda maior, de 14%, diferença entre as 6.042.717 toneladas de 2023 e as 5.279.757 toneladas do mesmo mês de 2022. Os destaques no sentido exportação foram soja (de 852.768 toneladas para 1.694.016 toneladas, aumento de 99%), e carga geral (de 20.332 toneladas para 189.687 toneladas, aumento de 833%). De acordo com os dados da Diretoria, foram quase 6% (quase quatro dias) a mais de chuvas comparado ao mesmo período do ano passado, mas que acabou sendo compensado com os ganhos de produtividade. Também contribuíram para os números positivos em 2023 o crescimento na movimentação do farelo de soja (de 3.987.45 toneladas para 4.332.671 toneladas, aumento de 9%) e o milho (de 2.666.30 toneladas para 2.901.514 toneladas, crescimento também de 9%). E a tendência é que esses números se reflitam no fechamento de 2023.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


Clima no Rio Grande do Sul afeta colheita de milho no Paraná

Fortes rajadas de ventos provocam tombamento das lavouras no norte do estado


Os efeitos climáticos do Rio Grande do Sul acabaram afetando também lavouras do Paraná, onde ventos fortes derrubaram parte milho que ainda está para ser colhido na região norte do estado. Mesmo assim, os paranaenses deverão obter uma colheita recorde do cereal nesta safrinha. As estimativas mais recentes indicam 14 milhões de toneladas. Embora a área de plantio tenha diminuído 13%, a produtividade subiu 21%. "São problemas pontuais, restritos às regiões de Londrina e de Cornélio Procópio, onde a colheita está mais atrasada", afirma Edmar Wardensk Gervasio, analista de milho do Deral (Departamento de Economia Rural). Produtores acreditam em quebra de 5% nas lavouras afetadas, principalmente porque os ventos derrubaram mais o milho com espigas maiores e mais suscetíveis a quedas. As rajadas de ventos não afetaram, no entanto, as lavouras de forma uniforme, mas apenas parte delas. Gervasio diz que 90% da área semeada no estado já foi colhida, incluindo as regiões com maior relevância, como o oeste do estado, onde o plantio ocorreu mais cedo. Nas áreas de Toledo, Cascavel e Campo Mourão, onde a safra caminha para o final, há uma concentração de 1,1 milhão de hectares. Já em Londrina e Cornélio, regiões que detêm 440 mil hectares, 71% da área já foi colhida. Para o analista do Deral, de 100 mil a 150 mil hectares estão dentro dessa área que sofreu com corredores de intenso vendaval. Serão feitos ajustes na produtividade marginal, mas a produção total ainda se manterá recorde, afirma ele. A área de plantio na safrinha recuou para 2,37 milhões de hectares em 2022/23. Na primeira safra, a de verão, que vem caindo ano a ano, foram semeados apenas 379 mil hectares, 12% a menos do que em 2011/22. A soja vem ocupando o espaço do milho na safra de verão. Já o cereal amplia a área de produção no inverno. Há duas décadas, os paranaenses produziam 7,5 milhões de toneladas de milho no verão. Atualmente, são apenas 3,8 milhões. Já a segunda safra, a de inverno, saiu de 3,7 milhões, naquele período, para os atuais 14 milhões. O milho vem ganhando importância na produção brasileira de grãos, e o Paraná mantém espaço nessa cultura. Neste ano, o VBP (Valor Bruto da Produção) do cereal atingirá R$ 142,3 bilhões. O Paraná responde por R$ 17,1 bilhões, 12,5% desse total. O VBP é o resultado das estimativas do volume produzido multiplicado pelo valor de venda do produto. O VBP do milho só perde para o da soja, que deverá atingir R$ 330 bilhões neste ano, segundo dados do Ministério da Agricultura. A maior oferta interna do cereal permite ao país também avançar no mercado externo. Neste ano, as exportações deverão superar 50 milhões de toneladas, com o país assumindo a liderança mundial em exportações. De janeiro a agosto, a Secex contabiliza 25,2 milhões de toneladas de milho embarcados para o exterior, 42% a mais do que em igual período de 2022. A produção brasileira de milho da safra 2022/23 deverá atingir 132 milhões de toneladas, segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Já o Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) prevê 137 milhões.

FOLHA DE SÃO PAULO


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar à vista fecha em baixa de 0,75%, a R$4,917 na venda

O dólar à vista fechou a quarta-feira em baixa ante o real, com investidores reagindo a dados de inflação nos Estados Unidos, que vieram dentro do esperado e reduziram as apostas de que o Federal Reserve poderá promover novas altas de juros no curto prazo


O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,917 reais na venda, com baixa de 0,75%. Na B3, às 17:04 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,66%, a 4,9285 reais. No início do dia as atenções estavam voltadas para a divulgação dos novos dados de inflação dos Estados Unidos, que poderiam fornecer pistas sobre o futuro da política monetária no país. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) aumentou 0,6% em agosto, no maior ganho desde junho de 2022, informou o Departamento do Trabalho, depois de duas altas mensais consecutivas de 0,2%. Economistas ouvidos pela Reuters projetavam exatamente alta de 0,6%. Por trás da queda do dólar está a visão de que, caso o Federal Reserve não suba mais os juros no curto prazo, o diferencial de taxas seguirá favorável ao Brasil -- onde o Banco Central já entrou em processo de redução da taxa básica Selic, mas sinaliza a intenção de manter o ritmo de 0,50 ponto percentual de cortes, e não de 0,75 ponto percentual. Na prática, o país seguiria atrativo para os investidores internacionais.

REUTERS


Ibovespa fecha em alta com Weg em destaque, mas declínio de Petrobras reduz ganho

O Ibovespa avançou pelo terceiro pregão consecutivo na quarta-feira, com Weg entre os destaques positivos após acordo com a Petrobras para desenvolvimento de aerogerador, enquanto o Grupo Casas Bahia recuou mais de 5% em dia de precificação de sua oferta de ações


Investidores também repercutiram dados mostrando que a inflação nos Estados Unidos acelerou em agosto, mas sem minar expectativas de que o Federal Reserve mantenha a taxa de juros norte-americana na faixa de 5,25% a 5,50% na reunião marcada para a próxima semana, com decisão no dia 20. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,26%, a 118.275,89 pontos., de acordo com dados preliminares. Na máxima, superou 119 mil pontos. Mas o fôlego abrandou conforme Petrobras, principalmente, acentuou as perdas. O volume financeiro somava 20,8 bilhões de reais antes dos ajustes finais, em sessão também marcada pelo vencimento dos contratos de opções sobre o Ibovespa.

REUTERS


Brasil tem fluxo cambial negativo de US$1,739 bi em setembro até dia 8, diz BC

O Brasil registrou fluxo cambial total negativo de 1,739 bilhão de dólares em setembro até o dia 8, em movimento puxado pela via financeira, informou na quarta-feira o Banco Central.


Os dados mais recentes são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. Pelo canal financeiro, houve saídas líquidas de 2,713 bilhões de dólares em setembro até o dia 8. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Pelo canal comercial, o saldo de setembro até o dia 8 foi positivo em 973 milhões de dólares. Na semana passada, de 4 a 8 de setembro, o fluxo cambial total foi negativo em 1,173 bilhão de dólares. No acumulado do ano até 8 de setembro, o Brasil registra fluxo cambial total positivo de 20,612 bilhões de dólares.

REUTERS


Itaú melhora projeções de crescimento do Brasil para 2023 e 2024

O Itaú melhorou na quarta-feira seus prognósticos para o crescimento econômico do Brasil neste ano e no próximo, na esteira de dados mais fortes do que o esperado sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre


Agora, o banco espera que a economia nacional avance 2,9% em 2023, contra prognóstico anterior de 2,5%, e 1,8% em 2024, ante expansão de 1,5% projetada antes. "Diante da surpresa positiva do segundo trimestre, revisamos nossa projeção para o PIB 2023... O bom desempenho do mercado de trabalho deve continuar sustentando o consumo das famílias nos próximos meses, compensando o fraco desempenho dos investimentos", disse o Itaú em relatório assinado por seu economista-chefe, Mario Mesquita. Já para o ano que vem, "a continuidade do processo de redução da taxa de juros e a resiliência da renda disponível devem ajudar a economia a crescer próximo do seu potencial", de acordo com o relatório. O Itaú manteve expectativa de que a taxa de desemprego ficará em 8% em 2023 e 2024. Em meio a sinais de preços de serviços mais benignos, o Itaú também reduziu ligeiramente suas estimativas para a inflação deste ano e do próximo, a, respectivamente, 4,9% e 4,1%, contra 5,1% e 4,3% antes. "Ao longo do ano, o processo de desinflação tem sido liderado por itens comercializáveis (na esteira da normalização dos estoques e da queda de preços de commodities em reais), mas as últimas leituras mostraram alívio maior também de não comercializáveis (serviços)." Nesse contexto, embora acredite que o Banco Central seguirá reduzindo os juros em doses de 0,50 ponto percentual no curto prazo, "a dinâmica mais benigna da inflação de serviços, bem como a esperada desaceleração da atividade econômica (que deverá ficar mais evidente ao longo da segunda metade do ano), devem permitir aceleração do ritmo de cortes a partir da reunião de dezembro", afirmou o Itaú. O banco espera agora que a Selic, atualmente em 13,25%, encerre este ano em 11,50%, contra projeção anterior de 11,75%. Para 2024, a expectativa é de que a taxa fique em 9,0%, contra 9,50% estimados no último relatório do Itaú. Em relação ao cenário fiscal, o banco projeta déficits primários de 1,0% do PIB em neste ano e 0,8% do PIB no próximo, com aumento da dívida bruta de 73% para 75% do PIB entre 2022 e 2023 e para 78% do PIB em 2024.

REUTERS


Cepea: número de pessoas atuando no agro renova recorde

A participação do setor no total de ocupações do Brasil foi de 26,9% no segundo trimestre de 2023


A população ocupada no agronegócio brasileiro somou 28,3 milhões de pessoas no segundo trimestre de 2023, conforme nova metodologia aplicada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Trata-se de um novo recorde da série histórica, iniciada em 2012. Com isso, a participação do setor no total de ocupações do Brasil foi de 26,9% no segundo trimestre de 2023. O número de pessoas atuando no agronegócio no segundo trimestre de 2023 aumentou 0,8% (aproximadamente 220,64 mil pessoas) frente ao mesmo período de 2022. Segundo pesquisadores do Cepea/CNA, esse resultado se deve sobretudo ao maior contingente ocupado nos agrosserviços (que cresceu 7,5%, ou 684,23 mil pessoas) e ao emprego no segmento de insumos (que aumentou (6,7%, ou 19,4 mil pessoas). Nesses dois casos, apontam as entidades, o avanço está atrelado ao excelente desempenho da produção agrícola dentro da porteira, que estimula os segmentos a montante e a jusante no agronegócio. Por outro lado, a população ocupada na agropecuária caiu 5% (ou 440,29 mil pessoas) no segundo trimestre de 2023 em relação ao mesmo período do ano anterior. Pesquisadores do Cepea/CNA indicam que as principais quedas ocorreram em “outras lavouras”, horticultura, café e cereais, na agricultura, e em bovinos e “outros animais”, na pecuária. Considerando o segundo trimestre de 2023 frente ao mesmo período do ano anterior, observa-se que o crescimento da população ocupada no agronegócio foi puxado por empregados, sobretudo com carteira, evidenciando que houve aumento na formalização do emprego, e também por trabalhadores com maior nível de instrução – tendência verificada no setor desde o início da série histórica.

Cepea


Em julho, indústria recua em quatorze dos 15 locais pesquisados

Frente a julho de 2022, a redução de 1,1% em julho de 2023 foi acompanhada por onze dos 18 locais pesquisados. Amazonas (-11,1%) e Mato Grosso do Sul (-11,1%) assinalaram os recuos mais intensos enquanto Rio Grande do Norte (50,7%) e Espírito Santo (31,7%) assinalaram avanços mais acentuados neste indicador


Quatorze dos 15 locais pesquisados apresentaram taxas negativas em julho, na série com ajuste sazonal, acompanhando o recuo da indústria nacional (-0,6%). Nesse mês, Amazonas (-8,8%), Bahia (-6,0%) e Pará (-4,4%) assinalaram os recuos mais acentuados, com o primeiro local intensificando a queda de 5,1% observada em junho último; o segundo eliminando o avanço de 0,7% registrado no mês anterior; e o terceiro acumulando perda de 5,7% em dois meses consecutivos de redução na produção. Espírito Santo (-2,1%), Região Nordeste (-2,0%), Santa Catarina (-1,5%), Paraná (-1,4%), Mato Grosso (-1,3%), Minas Gerais (-0,9%) e Rio de Janeiro (-0,8%) mostraram recuos mais intensos do que a média nacional (-0,6%), enquanto São Paulo (-0,5%), Goiás (-0,4%), Pernambuco (-0,3%) e Rio Grande do Sul (-0,1%) completaram o conjunto de locais com índices negativos em julho de 2023. Por outro lado, Ceará (1,2%) apontou o único avanço na produção nesse mês, eliminando, dessa forma, parte da queda de 6,0% verificada em junho. O índice de média móvel trimestral para o total da indústria mostrou variação negativa de 0,1% no trimestre encerrado em julho de 2023 frente ao nível do mês anterior, após também registrar -0,1%, quando interrompeu a sequência de resultados positivos assinalados em maio (0,3%), abril (0,1%) e março (0,2%). Dez dos quinze locais pesquisados apontaram taxas negativas nesse mês, com destaque para os recuos mais acentuados registrados por Bahia (-2,6%), Região Nordeste (-1,5%), Pará (-1,3%), Ceará (-1,2%) e Amazonas (-0,9%). Por outro lado, Mato Grosso (1,7%), Pernambuco (1,5%), Espírito Santo (1,4%) e Goiás (0,8%) mostraram os principais avanços em julho de 2023. Na comparação com julho de 2022, o setor industrial recuou 1,1% em julho de 2023, com onze dos dezoito locais pesquisados apontando resultados negativos. Vale citar que julho de 2023 (21 dias) teve o mesmo número de dias úteis do que igual mês do ano anterior (21). Amazonas (-11,1%) e Mato Grosso do Sul (-11,1%) assinalaram recuos de dois dígitos e os mais intensos, pressionados pelo comportamento negativo observado nos setores de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos e bebidas, no primeiro local; e de celulose, papel e produtos de papel e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, no segundo. Maranhão (-6,8%), Ceará (-5,5%), Rio Grande do Sul (-4,9%), Paraná (-3,2%), Santa Catarina (-3,1%), São Paulo (-3,0%), Bahia (-3,0%), Pará (-2,9%) e Região Nordeste (-2,5%) completaram o conjunto de locais com queda na produção no índice mensal. Por outro lado, Rio Grande do Norte (50,7%) e Espírito Santo (31,7%) assinalaram avanços de dois dígitos e os mais acentuados nesse mês, impulsionados, em grande parte, pelas atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel, óleos combustíveis e querosenes de aviação), no primeiro local; e de indústrias extrativas (óleos brutos de petróleo, minérios de ferro pelotizados ou sinterizados e gás natural), no segundo. Pernambuco (8,9%), Mato Grosso (5,4%), Goiás (5,0%), Rio de Janeiro (3,9%) e Minas Gerais (0,8%) mostraram os demais resultados positivos nesse mês. No acumulado no ano, frente a igual período do ano anterior, a redução na produção nacional (-0,4%) alcançou nove dos dezoito locais pesquisados, com destaque para Ceará (-6,0%) e Rio Grande do Sul (-5,9%). Região Nordeste (-4,2%), Maranhão (-4,0%), Santa Catarina (-3,6%), Bahia (-3,5%), São Paulo (-2,1%), Paraná (-1,2%) e Mato Grosso do Sul (-1,2%) completaram o conjunto de locais com queda na produção no índice acumulado no ano. Por outro lado, Rio Grande do Norte (9,8%), Amazonas (6,5%) e Minas Gerais (5,0%) assinalaram os avanços mais acentuados enquanto Rio de Janeiro (4,3%), Espírito Santo (4,2%), Pará (4,0%), Mato Grosso (1,9%), Goiás (1,1%) e Pernambuco (0,3%) mostraram os demais resultados positivos nesse mês. O acumulado nos últimos 12 meses mostrou variação nula (0,0%) em julho de 2023, repetindo, desse modo, os resultados verificados nos meses de junho e maio. Nove dos quinze locais pesquisados registraram taxas negativas em julho e oito apontaram menor dinamismo frente aos índices do mês anterior. Amazonas (de 8,3% para 5,7%), Mato Grosso (de 7,8% para 5,9%), Pará (de -1,8% para -2,5%), Rio Grande do Sul (de -2,5% para -3,1%) e São Paulo (de 0,5% para 0,1%) assinalaram as maiores perdas entre junho e julho de 2023, enquanto Espírito Santo (de -8,3% para –4,2%), Goiás (de -0,6% para 0,6%) e Pernambuco (de -5,3% para -5,0%) mostraram os principais ganhos entre os dois períodos.

AGÊNCIA IBGE NOTÍCIAS


Otimismo do Brasileiro continua crescendo

Sobre o governo federal, a pesquisa Radar Febraban aponta que a aprovação alcançou 55%


A pesquisa RADAR FEBRABAN de setembro mostra que a melhoria na situação econômica do Brasil está influenciando a perspectiva dos brasileiros. O número de pessoas que acreditam em uma melhora até o final de 2023 aumentou para 59%, enquanto os pessimistas diminuíram para 18%. Aqueles que não preveem mudanças permanecem em 20% dos entrevistados. Esses números refletem uma mudança positiva na visão da economia pessoal e familiar. No segundo quadrimestre, a percepção de aumento de preços atingiu seu menor nível histórico, com 55% das pessoas acreditando nisso, uma queda de quatro pontos em relação a junho. Adicionalmente, 20% dos entrevistados notaram uma diminuição na inflação e nos preços. O RADAR FEBRABAN, realizado entre 28 de agosto e 1º de setembro com 2 mil pessoas em todo o país, analisou as expectativas dos brasileiros em relação a vários aspectos, incluindo suas vidas pessoais, política, economia e o programa "Desenrola e Reforma Tributária", considerando também as opiniões de diferentes regiões do Brasil. Sobre o governo federal, a pesquisa aponta que a aprovação alcançou 55%, maior patamar desde o início do ano. Ao mesmo tempo, houve queda na desaprovação, que chegou a 38%. Nesse cenário favorável, a opinião de que o Brasil está melhor avançou de 41% em junho para 48% em agosto, um incremento de 7 pontos. “Os resultados dessa edição do RADAR FEBRABAN refletem em grande medida o ambiente econômico favorável apontado nas últimas avaliações e projeções divulgadas, que indicam desaceleração da inflação, redução da taxa de juros, queda do desemprego, aumento do consumo e adesão às medidas para redução do endividamento”, lembra o sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do IPESPE.

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