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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 402 DE 26 DE JUNHO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 402 |26 de junho de 2023



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Recuperação da arroba

Nos últimos 7 dias, das 32 praças monitoradas pela Scot Consultoria, 18 delas registraram aumento nas cotações; em SP, animal terminado é negociado por R$ 245/@, no prazo


“Apesar do período de estiagem, ainda há regiões com boa oferta de pasto, o que possibilita alguma retenção de animais a fim de barganhar melhores preços”, afirmam os analistas da S&P Global Commodity Insights. Segundo a consultoria, o baixo custo dos insumos destinados à ração animal também pode favorecer a engorda dos animais em sistemas de semiconfinamento, reforçando a estratégia de segurar os lotes de animais nas fazendas, à espera de bons negócios. Na avaliação da engenheira agrônoma Jéssica Olivier, analista da Scot Consultoria, para o pecuarista que pretende fechar o gado no segundo semestre e irá comprar os alimentos agora, o cenário pode ser de boas margens. “Mas pode ser promocional; corra e aproveite, antes que os ‘estoques’ acabem e o pessimismo volte aos contratos futuros”, alerta Jéssica. Segundo a analista, o mercado futuro já “namora com a referência de R$ 265/@ para outubro/23, um ótimo sinal para o invernista de segundo giro”. No mercado físico, das 32 praças monitoradas pela Scot Consultoria, 18 tiveram a cotação do boi subindo nos últimos sete dias. “Tal movimento, porém, segue compassado”, observa Jéssica. Na sexta-feira (23/6), no mercado paulista, os preços dos animais terminados fecharam com estabilidade. Com isso, o boi gordo destinado ao mercado interno segue valendo R$ 245/@, enquanto a vaca e a novilha gorda são negociadas por R$ 210/@ e R$ 230/@, respectivamente (preços brutos e a prazo), informa a Scot. A cotação do “boi-China está em R$ 250/@ no Estado de São Paulo (preço bruto e a prazo) – portanto, com ágio de 5/@ sobre o animal macho “comum”. De acordo com Jéssica, as “idas e voltas do ágio da arroba paulista” são explicadas pelo fator “preço da exportação”. “Em relação ao preço de junho/22, o valor atual pago pela tonelada exportada está 25,1% menor”, observa a analista. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 241/@ (à vista) vaca a R$ 212/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 251/@ (prazo) vaca a R$ 212/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 229/@ (à vista) vaca a R$ 205/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 231/@ (prazo) vaca a R$ 207/@ (prazo) MT- Cáceres: boi a R$ 212/@ (prazo) vaca a R$ 187/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 210/@ (à vista) vaca a R$ 182/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 207/@ (à vista) vaca a R$ 177/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 217/@ (prazo) vaca R$ 190/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 261/@ (à vista) vaca a R$ 234/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 197/@ (prazo) vaca a R$ 179/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 217/@ (prazo) vaca a R$ 207/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 197/@ (prazo) vaca a R$ 177/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 190/@ (à vista) vaca a R$ 175/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 195/@ (à vista) vaca a R$ 177/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO


Boi/Cepea: Carne bovina, que iniciou junho em queda, dá sinais de reação

A primeira quinzena de junho foi marcada por quedas nos preços da carne bovina (carcaça casada do boi, negociada no mercado atacadista da Grande São Paulo), resultado da pressão vinda da maior oferta de animais para abate


De acordo com levantamento do Cepea, os valores chegaram a operar a R$ 17,08/kg no início deste mês, patamar nominal que não era observado desde o final de dezembro de 2020. No entanto, as cotações da carne passaram a reagir nesta segunda quinzena, cenário atípico para este período, e a carne já opera em torno de R$ 17,30/kg nesta semana. Segundo agentes consultados pelo Cepea, esse movimento de alta está atrelado a ajustes de estoques na indústria e no varejo. Além disso, as exportações de carne bovina em ritmo intenso também tenderiam a reduzir a disponibilidade interna da carne.

Cepea


SUÍNOS


Suíno vivo tem leve alta em MG, PR e SC nesta sexta-feira (23)

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 114,00/R$ 116,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 8,70/kg/R$ 9,00/kg


Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quinta-feira (22), ficaram estáveis os valores no Rio Grande do Sul e em São Paulo, custando, respectivamente, R$ 5,51/kg e R$ 6,08/kg. Houve alta de 1,14% em Minas Gerais, alcançando R$ 6,23/kg, avanço de 1,27% no Paraná, atingindo R$ 5,57/kg, e de 1,10% em Santa Catarina, fechando em R$ 5,50/kg.

Cepea/Esalq


Suínos/Cepea: Preço médio de junho está inferior ao do mês anterior

O preço médio desta parcial de junho da carne suína, comercializada no atacado da Grande São Paulo, registrada queda frente ao do mês anterior


De acordo com levantamento do Cepea, a carcaça especial suína é comercializada nesta parcial de junho (até o dia 20) à média de R$ 8,84/kg, baixa de 8,4% (ou de 0,82 Real/kg, em termos absolutos) em relação à de maio. Segundo pesquisadores, mesmo diante da recente melhora na demanda pela proteína e do consequente avanço nos preços registrados para grande parte dos produtos suinícolas, esse movimento ainda não foi o bastante para reverter os recuos observados nas primeiras semanas de junho, que, por sua vez, foram influenciados pela oferta elevada.

Cepea


Sexta-feira (23) de poucas mudanças no mercado do frango

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,50/kg, enquanto o frango no atacado teve queda de 1,47%, valendo R$ 5,35/kg


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço não mudou, valendo R$ 4,37/kg, enquanto no Paraná, houve elevação de 0,89%, com preço de R$ 4,53/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (22), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado não mudaram de preço, custando, respectivamente, R$ 5,99/kg e R$ 6,12/kg.

Cepea/Esalq


Frangos


Gripe aviária chega em ave silvestre no Paraná; BR tem 46 ocorrências

O Brasil soma agora 46 casos de gripe aviária, após a atualização da plataforma do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), às 19h de sexta-feira (23). Destes casos, um foi detectado em Antonina, no Paraná, em um Trinta-réis-real, a primeira detecção no estado


Outros três casos foram confirmados no Rio de Janeiro, em aves do tipo Trinta-réis-real, em Saquarema, Queimados e São João da Barra. O estado de São Paulo registrou o terceiro caso em um Trinta-réis-de-bando em Ubatuba. Importante lembrar que todos os casos registrados até o momento são em aves silvestres, desde o dia 15 de maio, quando houve a primeira confirmação de influenza aviária de alta patogenicidade no país. Total de casos: 46 casos confirmados de influenza aviária altamente patogênica até a noite de 23 de junho. Espírito Santo: 26. Rio de Janeiro: 13. Rio Grande do Sul: 01. São Paulo: 03. Bahia: 02. Paraná: 01.

MAPA


Frango/Cepea: Poder de compra recua; oferta elevada da carne pressiona o vivo

O poder de compra do avicultor está em queda nesta parcial de junho, apesar das consecutivas baixas nos preços dos principais insumos da atividade avícola (milho e farelo de soja)


De acordo com pesquisadores do Cepea, esse cenário está atrelado às desvalorizações ainda mais intensas registradas para o animal vivo, visto que a oferta elevada de carne de frango no mercado doméstico tem pressionado as cotações do frango neste mês.

Cepea


Ministério da Agricultura confirma caso de gripe aviária no Paraná

A infecção pelo vírus da gripe aviária em aves silvestres não afeta o status sanitário do Paraná e do Brasil como áreas livres de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP)


A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), divulgou nota no sábado (24) informando a detecção do primeiro caso de Influenza Aviária (H5N1) de Alta Patogenicidade (IAPP) em uma ave silvestre na cidade de Antonina, localizada no litoral do estado.

O diagnóstico foi confirmado na sexta-feira (23). Segundo a nota da Adapar, o vírus foi identificado em uma ave silvestre da espécie trinta-réis-real (Thalasseus maximus). As amostras foram processadas no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA/SP), reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal – OIE como referência internacional em diagnóstico de gripe aviária. Foram intensificadas as ações de vigilância em populações de aves domésticas e silvestres em todo o estado, especialmente nas regiões relacionadas a esse caso. Dependendo do avanço das investigações e do cenário epidemiológico, a Adapar poderá adotar novas medidas para evitar a disseminação da doença e proteger a avicultura paranaense. Não há propriedades de produção comercial em um raio de 10 quilômetros do local onde o caso foi identificado em Antonina. O litoral do Paraná não possui uma produção avícola comercial expressiva e está distante de áreas com produção intensiva. Outras investigações em aves silvestres estão em andamento no estado. A Adapar atende a 100% das notificações de suspeita e, quando há um caso provável, são realizados procedimentos de colheita de amostras para diagnóstico laboratorial, isolamento de animais, interdição da propriedade, verificação do trânsito e investigação de possíveis vínculos. A Agência também capacitou e treinou profissionais em todas as Unidades Regionais do estado, contando com médicos veterinários dedicados exclusivamente e com alto nível de capacidade técnica na área. É crucial a detecção precoce e a notificação imediata de suspeitas da doença como primeira linha de defesa contra a gripe aviária, a fim de permitir uma resposta rápida e evitar a disseminação. Os produtores e a população devem ficar atentos aos sinais apresentados pelas aves infectadas pelo vírus da gripe aviária.

CANAL RURAL


GOVERNO


Fávaro diz que Plano Safra terá mais que R$ 400 bilhões

Lula e o Ministro da Agricultura vão anunciar os detalhes do Plano Safra 2023/2024 na terça-feira (23), em Brasília


De acordo com Carlos Fávaro, Ministro da Agricultura, os financiamentos previstos para o Plano Safra 2023/24 ultrapassarão R$ 400 bilhões, e há indícios de que as linhas de crédito voltadas para o armazenamento de grãos serão expandidas, considerando o déficit de silos decorrente de uma safra recorde. “Fico inclinado a acreditar que irá ultrapassar os 400 bilhões de reais. Ainda preciso finalizar alguns detalhes e definir os prêmios destinados às boas práticas de sustentabilidade adotadas pelos produtores brasileiros”, afirmou Fávaro durante entrevista concedida no Ministério da Fazenda, após uma reunião com secretários da pasta. Com base em uma proposta que estava em discussão no governo, o Plano Safra poderia reduzir até dois pontos percentuais nos juros do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor (Pronamp), chegando a até 6% ao ano, desde que o agricultor adote práticas sustentáveis. Fávaro não confirmou a informação. O Ministro ressaltou que o plano estabelecerá investimentos no armazenamento de grãos e também ocorrerá uma ampliação nas linhas de financiamento rural do BNDES, que são consideradas “inovadoras”, para os produtores agrícolas cuja receita está atrelada ao dólar ou moeda norte-americana. “Os grãos, como soja, milho e trigo, são cotados em dólar, portanto, não há risco cambial… Portanto, a linha de crédito para armazenamento também será ampliada”, afirmou. A linha de crédito para aqueles que possuem recebíveis em dólar possui uma taxa de juros fixa de 7,59% ao ano, mais a variação do câmbio. Essa linha foi anunciada em abril. Em maio, o governo divulgou que iria dobrar os recursos da linha, inicialmente com um valor de disponibilidade de R$ 2 bilhões, devido à alta demanda inicial. O Ministro declarou que o valor total do plano já foi acordado e aprovado pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e que qualquer negociação antes do anúncio não será focada nesse aspecto. “A discussão sobre o tamanho do Plano Safra não está mais em pauta. Isso já está definido. Antes de o presidente Lula viajar na segunda-feira, no dia anterior, nós finalizamos o tamanho do Plano Safra e o valor que será alcançado… Tudo está definido, todos os números estão fechados”, afirmou. O Ministério da Agricultura tem mantido discussões com o Ministério da Fazenda para obter mais recursos do Tesouro, com o objetivo de equalizar as taxas de juros e oferecer taxas menores para os agricultores. Na quarta-feira (28), será lançado o Plano Safra da Agricultura Familiar. O evento está agendado para ocorrer na quarta-feira seguinte (28), na Praça do Museu da República, localizada em Brasília. Além do ministro responsável pelo Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, o Presidente Lula também vai participar. Para a safra 2023/2024, algumas das inovações incluem o aumento do montante de crédito disponível no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e a redução dos juros para atividades relacionadas à produção de alimentos, aquisição de máquinas e adoção de práticas sustentáveis, tais como bionsumos, sociobiodiversidade e transição agroecológica. Além disso, serão divulgadas medidas adicionais, como a expansão do microcrédito rural destinado a agricultores familiares com baixa renda, bem como a criação de linhas de crédito específicas e condições mais favoráveis de acesso para mulheres, jovens e comunidades indígenas, entre outras iniciativas.

REUTERS


INTERNACIONAL


Canadá abre mercado para a carne paraguaia

A produção de carne bovina do Paraguai será bem-vinda no Canadá a partir de setembro, anunciou o presidente Mario Abdo Benítez na quinta-feira em Assunção


“Boas notícias! O Canadá abre seu mercado para a carne paraguaia a partir de setembro de 2023. Meus parabéns ao setor produtivo nacional e a todos os órgãos do Estado que trabalharam para alcançar esse objetivo”, escreveu Abdo no Twitter. O Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Animal do Paraguai (Senacsa) disse que a Agência Canadense de Inspeção de Alimentos (CFIA) emitiu um relatório final positivo sobre a auditoria local inicial de 2022 do sistema de inspeção de carne bovina e controles sanitários do Paraguai. “Os resultados da auditoria mostraram que o sistema de inspeção de carne bovina oferece pelo menos o mesmo nível de proteção fornecido pelo Safe Food for Canadians Act e pelo Safe Food for Canadians Regulations”, disse à agência em um comunicado. A inspeção canadense constatou que o Paraguai possui controles adequados de saúde animal. “Parabenizamos e agradecemos a todos os setores envolvidos neste processo e reafirmamos o compromisso assumido pelos produtores, indústria e Governo Nacional de promover e sustentar um sistema veterinário robusto e confiável”, disse o Senacsa.

MERCOPRESS


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Porto de Paranaguá projeta alta de mais de 30% nos embarques no 3º tri

O volume de embarques de granéis de exportação pelo Porto de Paranaguá pode chegar a 9,4 milhões de toneladas no terceiro trimestre, aumento de mais de 30% ante o embarcado no mesmo período do ano passado, com destaque para o escoamento da safra de milho, apontou na sexta-feira a administração portuária em nota


"A expectativa dos terminais e operadores do segmento para o terceiro trimestre do ano é alta. A demanda vem, principalmente, pela chegada da nova safra de milho. Estão nessa previsão soja, milho, açúcar e farelo", disse o porto. Para o diretor de operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira, a performance alcançada em maio, quando foi registrado um recorde, reforça a capacidade que o porto e operadores têm para que a expectativa se confirme com bons resultados. "Nossa performance neste ano foi melhorada. O navio tem conseguido carregar mais e, assim, garantido mais eficiência na operação", disse o diretor. Ele disse também que os tempos de espera, de atracação e desatracação dos navios foram reduzidos. Um dos fatores que contribui para a produtividade no embarque dos granéis sólidos de exportação foi a dragagem de berços, afirmou. Do total previsto para embarques, o porto espera exportações de 4 milhões de toneladas de soja em grão, 1,92 milhão de toneladas de açúcar, 1,9 milhão de milho e 1,6 milhão de farelo de soja.

REUTERS


Exportações impactam preços das proteínas animais no mercado interno, mostra boletim do Deral

Dados constam no Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 16 a 22 de junho, documento elaborado pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab)


O preço da carne suína ao consumidor apresentou aumento em torno de 5% no acumulado de janeiro a maio de 2023 quando comparado ao preço médio de 2022. Em parte, o que explica este cenário é uma elevação nas exportações da carne suína pelo Brasil. Foram exportadas mais de 473 mil toneladas nos primeiros cinco meses deste ano, volume 16% maior que no mesmo período de 2022. Entretanto, segundo a análise do Deral, o cenário deve mudar com o previsto ajuste da oferta num curto espaço de tempo. Na última semana verificou-se que os preços da carne suína no atacado apresentaram queda de quase 10% e parte disso deve ser repassado para o consumidor final. O custo de produção de carne suína também caiu em 2023 mais de 12%, o que deve contribuir para redução dos preços no varejo. Sobre a carne bovina, o boletim analisa as exportações brasileiras, que registraram uma queda de 9,5% entre janeiro e maio de 2023 comparativamente ao mesmo período de 2022. Entre os fatores que explicam essa diminuição, está a interrupção das compras pela China, principal importador da proteína brasileira, ocorrida em fevereiro. O embargo também afetou negativamente o preço da arroba, que apresentou sucessivas quedas diárias nos últimos meses. De acordo com o boletim, em maio, os preços médios pagos aos produtores paranaenses de frango, boi e suíno recuaram em relação ao mês anterior, respectivamente, 1,9%, 7,5% e 8,1%. Por outro lado, os ovos e o leite registraram valorização, de 2,2% e 3,2%. Em maio, os produtores receberam, em média, R$ 4,77 pelo quilo de frango, R$ 255,38 pela arroba bovina, R$ 6,10 pelo quilo do suíno, R$ 179,95/30 dúzias do ovo tipo grande e R$ 2,92 pelo litro de leite.

SEAB-PR/DERAL


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar à vista tem leve alta no Brasil apesar de ganhos firmes no exterior

O dólar à vista terminou a sexta-feira muito próximo da estabilidade no Brasil, a exemplo do verificado na véspera, com a moeda norte-americana sem força para atingir níveis mais elevados ante o real, a despeito dos ganhos firmes vistos no exterior, em um dia marcado pela aversão a ativos de risco


O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,7775 reais na venda, com leve alta de 0,12%. Na semana, a moeda acumulou baixa de 0,91%. Na B3, às 17:14 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,04%, a 4,7825 reais. Pela manhã, a influência vinda de fora era no sentido de alta para o dólar, após a divulgação de dados econômicos fracos na Europa e nos EUA. Para o gerente da mesa de Derivativos Financeiros da Commcor DTVM, Cleber Alessie Machado, a persistência da tendência de baixa para o dólar vem de diversos fatores, como o andamento do arcabouço fiscal no Congresso. Ao mesmo tempo, lembrou o profissional, a sinalização dada na última quarta-feira pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, de que a taxa básica Selic pode seguir em alta por mais tempo que o originalmente previsto pelo mercado, manteve o diferencial de juros favorável a investimentos no Brasil. Pela manhã, o BC vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de agosto.

REUTERS


Ibovespa fecha quase estável e evita 1º recuo semanal desde abril

O Ibovespa fechou quase estável na sexta-feira, ainda refletindo ajustes após renovar recentemente máxima desde abril de 2022 e pressionado por papéis de commodities como Vale e Petrobras


Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,04 %, a 118.977,1 pontos, tendo oscilado entre a mínima de 118.178,09 pontos e a máxima de 119.386,09 pontos durante a sessão, e evitando sua primeira perda semanal desde a semana encerrada em 21 de abril. O volume financeiro no pregão somou 26,3 bilhões de reais. Com tal desempenho, o Ibovespa terminou a semana praticamente no zero a zero, com variação acumulada positiva de 0,18%. A última vez em que o índice registrou perda semanal período foi no período encerrado em 21 de abril deste ano. Na última quarta-feira, fechou acima dos 120 mil pontos pela primeira vez desde abril de 2022. Parte do rali recente bolsa paulista tem encontrado apoio principalmente na movimentação de estrangeiros, com as compras por esses investidores no mercado secundário superando as vendas em 7,3 bilhões de reais no mês até o dia 19, segundo a B3. O último pregão da semana teve como pano de fundo uma agenda econômica doméstica vazia e um clima de maior cautela no exterior, por preocupações com o ritmo da atividade global e os efeitos de ações de bancos centrais nas principais economias. Muitos papéis na bolsa paulista ainda refletiram correções de baixa após o Comitê de Política Monetária (Copom) não dar sinais claros, na quarta-feira, sobre o começo dos cortes da Selic, embora não tenham fechado a porta para redução em agosto. Nesse contexto, a ata da reunião desta semana deve ocupar as atenções na próxima terça-feira e ajudar as calibrar apostas, uma vez que ainda não há consenso no mercado sobre quando a taxa de juros começa a cair e em que intensidade.

REUTERS


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