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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 385 DE 31 DE MAIO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 385 |31 de maio de 2023



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Excedente de carne bovina no atacado ajuda a elevar pressão de baixa na arroba

O animal terminado vale R$ 250/@ em SP enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 230/@ e R$ 240/@, respectivamente, informou a Scot Consultoria


Na terça-feira, 30 de maio, a oferta de animais terminados seguiu elevada, mantendo a pressão baixista sobre os preços da arroba bovina. Boa parte das unidades frigoríficas brasileiras estão operando com escalas de abate que atendem até duas semanas, informou a S&P Global Commodity Insights. Em relação às exportações, o fluxo diário está acima do ano passado para o período, mas insuficiente para absorver a produção vigente, acrescenta a S&P Global. Com isso, os preços dos principais cortes bovinos, no atacado, continuam pressionados em função dos elevados estoques e a dificuldade no escoar a produção. “As recentes quedas nos preços das carnes concorrentes (frango e suínos) têm prejudicado ainda mais os fluxos de venda da proteína bovina, reforçando a necessidade de novos ajustes para tentar conquistar a preferência do consumidor final”, observa a consultoria. Dados recentes do IBGE demostram um expressivo crescimento da produção brasileira de carne bovina por efeito do aumento no número de animais abatidos, sobretudo em função do enorme descarte de fêmeas, que marca o início de um novo ciclo pecuária no Brasil (fase de baixa nas cotações). “Margens negativas na atividade de cria, reposição com preços muito fragilizados e mercado físico com forte especulação baixista são reflexos de virada de ciclo”, ressaltou a S&P Global Commodity Insights. As cotações de todas as categorias de abate ficaram estáveis no Estado de São Paulo, apurou nesta terça-feira a Scot Consultoria. O boi paulista vale R$ 250/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 230/@ e R$ 240/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). A cotação do “boi-China” está em R$ 255/@ (preço bruto e a prazo), com ágio de R$ 5/@ (base SP). Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 246/@ (à vista) vaca a R$ 222/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 251/@ (prazo) vaca a R$ 227/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 236/@ (à vista) vaca a R$ 217/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 238/@ (prazo) vaca a R$ 219/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 222/@ (prazo) vaca a R$ 202/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 220/@ (à vista) vaca a R$ 200/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 220/@ (à vista) vaca a R$ 195/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 219/@ (prazo) vaca R$ 192/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 276/@ (à vista) vaca a R$ 246/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 194/@ (prazo) vaca a R$ 179/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 227/@ (prazo) vaca a R$ 212/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 202/@ (prazo) vaca a R$ 187/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 195/@ (à vista) vaca a R$ 175/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 197/@ (à vista) vaca a R$ 182/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO


Bancos pressionam frigoríficos contra desmate

Na prática, autorregulação poderá levar instituições a negar crédito para empresas que comprarem gado vindo de áreas de desmatamento ilegal na Amazônia


Com assinatura dos principais bancos do país, a Febraban anunciou na terça-feira a implementação de uma autorregulação para combater o desmatamento ilegal na Amazônia, que na prática poderá levá-los a negar crédito para frigoríficos que comprarem gado vindo dessas áreas. Apesar de discutida com o setor de proteínas e elogiada pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), a norma gerou algum ruído entre os frigoríficos. Para eles, apesar da exigência de que não comprem desses produtores, os próprios bancos ainda podem manter contas desses clientes. As novas regras, que entram em vigor no fim de 2025, determinam que os bancos participantes da autorregulação solicitem aos seus clientes frigoríficos, na Amazônia Legal e no Maranhão, a implementação de um sistema de rastreabilidade e monitoramento que permita demonstrar a não aquisição de gado associado ao desmatamento ilegal de fornecedores diretos e indiretos. O sistema deverá contemplar informações como embargos, sobreposições com áreas protegidas, identificação de polígonos de desmatamento e autorizações de supressão de vegetação, além do Cadastro Ambiental Rural (CAR) das propriedades de origem dos animais. Segundo a Febraban, para promover a adoção dessas práticas, as instituições financeiras definirão planos de adequação, incentivos e consequências cabíveis. E para que o progresso dos frigoríficos seja monitorado, foram estabelecidos indicadores de desempenho, a serem divulgados periodicamente. O Diretor de sustentabilidade da Febraban, Amaury Oliva, disse que, nos últimos meses, a entidade dialogou com representantes da indústria e da sociedade civil, e procurou consolidar critérios alinhados às boas práticas socioambientais já promovidas por iniciativas de mercado. “Essa mobilização dos bancos está alinhada com as melhores práticas adotadas por atores da cadeia de carne, seja individualmente, seja por meio de iniciativas multistakeholder, que envolvem partes como frigoríficos, supermercados, empresas de tecnologia e ONGs”, afirmou. De acordo com ele, a Febraban reconhece que há uma série de entraves para que a rastreabilidade atinja todo o ciclo, principalmente os produtores em estágios iniciais da cadeia de fornecimento. Esses desafios passam pela existência de bases de dados atualizadas, precisas e abrangentes, além da própria capacidade de pequenos pecuaristas, por exemplo, em se adequar. “Por isso, iniciamos com os fornecedores diretos dos frigoríficos e o primeiro nível dos indiretos, o que já demonstra avanço, e definimos alguns mecanismos alternativos, por exemplo para os frigoríficos de pequeno porte”. A Febraban estima que o estoque de crédito para o setor de frigoríficos é de cerca de R$ 20 bilhões. Recém-associado à entidade, o BNDES também vai aderir à autorregulação. Outros 21 bancos, incluindo os maiores do país, atenderão as novas normas. Em nota, a Abiec afirmou que apoia todas as iniciativas que aumentem os padrões de sustentabilidade em todos os elos da cadeia. Segundo a entidade, os frigoríficos são vistos por diferentes setores como um elo fundamental para que se imponha um ordenamento. “Assumimos nossas responsabilidades, mas não aceitamos que outros setores terceirizem as suas responsabilidades para os frigoríficos”, disse. Segundo a Abiec, no esforço de combate a crimes ambientais como desmatamento ilegal e lavagem de gado, é fundamental a atuação do poder público e a participação de diferentes segmentos do setor privado, incluindo o setor financeiro. “Por isso é importante não só que os bancos exijam de seus clientes que implementem sistemas de monitoramento e rastreabilidade, mas que as áreas de compliance e due diligence das instituições financeiras adotem em relação a todos os seus correntistas, inclusive proprietários rurais, os mesmos critérios socioambientais já implementados pela indústria de processamento de carne bovina”, afirmou. A entidade disse que, entre seus frigoríficos associados, mais de 20 mil fornecedores já foram bloqueados por inconformidades socioambientais. “Os frigoríficos cortam relações comerciais com estes fornecedores, mas é possível que eles continuem tendo relações comerciais com o setor financeiro”. Fontes do setor dizem que o “tom” da Febraban incomodou algumas empresas. “É um assunto delicado principalmente para os frigoríficos que estão na região da Amazônia, porque é muito difícil fazer o controle dos indiretos”, disse uma pessoa a par do assunto. Após as críticas, a Febraban soltou nota reafirmando seu compromisso com a agenda de sustentabilidade e afirmando que “jamais terceirizou sua responsabilidade ou agiu de forma seletiva”. O procurador da República Daniel Azeredo, que atua no combate ao desmatamento, disse que a iniciativa da Febraban é bem-vinda, mas ponderou que a rastreabilidade do gado precisa ser feita de forma tecnológica, não com apresentação de papéis, ou seja, meramente declaratória. Segundo ele, é função também dos bancos fiscalizarem os frigoríficos, já que a legislação civil afirma que qualquer dano ambiental pode ter responsabilidade solidária de todos os atores envolvidos. “As tecnologias de rastreabilidade, como colocar um brinco na orelha do gado, são eficientes, transparentes e baratas, e ainda podem contar com recursos do Fundo Amazônia”, afirmou. Roberto Waack, membro do conselho de administração da Marfrig, também disse que a autorregulação é importante e um passo positivo, mas reconheceu que as partes envolvidas ainda não estão trabalhando de maneira totalmente coordenada. “Cada um está cuidando dos seus passivos e em alguns pontos ainda não são agendas totalmente convergentes. É legítimo, mas precisamos seguir com aprimoramentos”. Waack também cobra o governo e afirmou que a compatibilização das guias de trânsito animal (GTAs) com o CAR é simples de se implementar. “O rastreamento via lote de animais já é altamente eficiente para o controle do desmatamento”, disse. Segundo ele, o Brasil tem quase 1,2 mil frigoríficos e os três líderes de mercado têm uma fatia de cerca de 27%. Nesse sentido, disse, preciso cautela com as exigências sobre os menores e as políticas para os fornecedores de gado precisam ser de inclusão, não de exclusão. “É preciso haver uma agenda de ajudar quem está irregular a se regularizar.”

VALOR ECONÔMICO


SUÍNOS


Preço do suíno carcaça especial tem baixa no estado de São Paulo

As negociações para o Suíno Carcaça Especial apresentaram leves quedas na terça-feira (30), em que teve queda de 1,18%/1,12% e ficou cotada em R$ 8,40/R$ 8,80 por kg, segundo a Scot Consultoria


O valor do suíno CIF registrou recuo de 0,93%/0,88 e ficou precificado em R$ 107,00/@ a R$ 112,00/@, conforme o levantamento consultoria. O preço do animal vivo em Minas Gerais registrou perda de 1,46% e está cotado em R$ 6,07/kg, segundo o Cepea/Esalq referente às informações da última segunda-feira (29). Já no Paraná, os preços também tiveram movimento de queda, com desvalorização de 2,56%, precificados em R$ 5,71/kg. O preço do animal vivo em São Paulo está em R$ 6,08/kg, recuo de 3,34% frente ao comparativo diário. Em Santa Catarina, o animal vivo apresentou queda de 3,84% e está em R$ 5,51/kg. Já no Rio Grande do Sul, o preço do suíno apresentou baixa de 3,18%, cotado em R$ 5,79/kg.

Cepea/Esalq


FRANGOS


Cotação do frango vivo com recuo de 6,18% em Santa Catarina

Em Santa Catarina, o valor da ave apresentou recuo de 6,18% e cotado em R$ 4,10/kg, conforme a Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina)


A referência do frango vivo no Paraná não teve alteração e ele está e R$ 4,83/kg, enquanto em São Paulo a cotação do frango vivo está sem referência. O preço do frango no atacado paulista registrou baixa de 1,81% e ficou cotado em R$ 5,43/kg, conforme o levantamento da Scot Consultoria. Já no caso da referência para a carne de frango na granja em São Paulo, a Consultoria informou que os valores apresentaram queda de 2,08% e estão precificados em R$ 4,70/kg. No último levantamento realizado pelo Cepea na segunda-feira (29), o preço do frango congelado permaneceu estável e está cotado em R$ 6,25/kg. Já a cotação do frango resfriado segue com estabilidade e está sendo negociado em R$ 6,30/kg.

Cepea/Esalq


Rio Grande do Sul registra primeiro foco de influenza aviária em aves silvestres

Sobe para 13 o número de focos confirmados em aves silvestres no Brasil


Foi confirmado na noite de segunda-feira (29) o primeiro foco de influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1) no Rio Grande do Sul, na ave silvestre da espécie Cygnus melancoryphus (nome popular cisne-de-pescoço-preto), encontrada na Estação Ecológica do Taim, sul do Estado. O local já foi interditado para visitação. Outros dois casos em aves silvestres também foram confirmados: um Thalasseus acuflavidus (nome popular Trinta-réis-de-bando) na Ilha do Governador, na capital do Rio de Janeiro, e um Sterna hirundo (nome popular Trinta-réis-boreal), no município de Piúma no Espírito Santo. Com os casos notificados hoje, sobe para 13 o número de confirmações de casos em aves silvestres no Brasil, sendo nove no estado do Espírito Santo, nos municípios de Marataízes, Cariacica, Vitória, Nova Venécia, Linhares, Itapemirim, Serra e Piúma, três casos no estado do Rio de Janeiro, em São João da Barra, Cabo Frio e Ilha do Governador, e um no sul do Rio Grande do Sul. A doença já foi identificada ao todo em seis espécies: Thalasseus acuflavidus (trinta-réis de bando), Sula leucogaster (atobá-pardo), Thalasseus maximus (trinta-réis-real), Sterna hirundo (Trinta-réis-boreal), Megascops choliba (corujinha-do-mato) e Cygnus melancoryphus (cisne-de-pescoço-preto). É importante lembrar que doença não é transmitida pelo consumo de carne de aves e nem de ovos. As infecções humanas pelo vírus da Influenza Aviária podem ser adquiridas, principalmente, por meio do contato direto com aves infectadas (vivas ou mortas). Deste modo, pedimos para que a população evite contato com aves doentes ou mortas e acione o serviço veterinário local ou realize a notificação por meio do e-Sisbravet. O Mapa segue em alerta e informa que com a intensificação das ações de vigilância é comum e esperado o aumento de notificações sobre mortalidades de aves silvestres em diferentes pontos do litoral do Brasil. O Brasil continua livre de influenza aviária na criação comercial e mantém seu status de livre de influenza aviária, exportando seus produtos para consumo de forma segura. O consumo de carne e ovos se mantém seguro no país.

MAPA


Gripe aviária no Sul pode pressionar preço do frango no mercado interno

Região é a maior produtora nacional; em eventual chegada da doença a granjas comerciais e embargo no exterior, tendência é de aumento de oferta no país


A confirmação de um caso de gripe aviária em ave silvestre no Rio Grande do Sul no início desta semana marca a entrada da doença no segundo maior produtor de frango no país, elevando o risco para as granjas comerciais. A indústria tem reforçado os cuidados sanitários e ainda não há impacto para o fluxo de negócios do setor, mas se o pior acontecer o efeito imediato pode ser a queda dos preços da proteína, segundo analistas. A avaliação é que um eventual embargo à exportação da carne de frango brasileira em razão da influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1), mesmo que temporário, deixaria volumes adicionais do produto no mercado interno, derrubando os preços. Mas essa retração ocorreria por tempo limitado, dizem analistas, devido ao ciclo na avicultura, que é mais curto e permite ajustes de oferta com maior facilidade se comparado aos setores de suínos e bovinos. Aedson Pereira, analista de mercado da S&P Global, disse que é cedo para definir como será o comportamento do setor caso a gripe aviária chegue às granjas comerciais, mas admitiu que “na pior das hipóteses, a dinâmica de produção seria o deslocamento para o mercado interno”. Nesse cenário, o diretor da Scot Consultoria, Alcides Torres, acredita que haveria uma volatilidade nos preços da carne de frango, que já estão em queda. O indicador de frango congelado do Cepea/Esalq fechou ontem em R$ 6,18 por quilo no atacado de São Paulo, baixa diária de 4,33%. Desde o dia 15 de maio, quando o Ministério da Agricultura divulgou o primeiro caso em ave silvestre, a queda é de 9,25%. Juliana Ferraz, analista de mercado de aves do Cepea, afirma que a baixa é natural para o fim do mês quando a demanda diminui. “(Mas seria) uma volatilidade de vida curta”, disse Torres sobre a hipótese de um surto maior de gripe aviária, considerando o ciclo de produção das aves. Nas galinhas poedeiras, que são responsáveis pela produção de ovos, a situação pode ser mais adversa, pois a reposição de oferta é mais lenta, disse Felipe Sawaia, analista de inteligência de mercado da StoneX. “A oferta de ovos pode ser impactada, mesmo sem qualquer tipo de embargo. Ano passado nos Estados Unidos, por exemplo, a quantidade total de galinhas poedeiras caiu mais de 5%.” A chegada da doença ao Sul aumentou o alerta porque os gaúchos representaram 13,4% do total de abates de frango no Brasil, atrás apenas do Paraná, com 33,5%. Santa Catarina está no terceiro lugar, com 13,1%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para minimizar eventuais danos, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) está atuando junto ao governo federal para renegociar os certificados sanitários dos países compradores que exigem o status “país livre de influenza aviária” para importação. Cerca de 135 países que importam carnes do Brasil já alteraram os seus certificados sanitários para bloquear embarques apenas de regiões, zonas ou compartimentos infectados desde 2021. A medida blinda a produção e a exportação dos demais locais que estão livres da doença. Em destinos como México, Japão, Coreia do Sul e África do Sul, que ainda não alteraram esses protocolos, as conversas seguem avançando, disse o presidente da ABPA, Ricardo Santin. O nível de apreensão é menor por conta do tratamento que importadores têm dado à identificação da doença. Os Estados Unidos, que registraram casos de gripe aviária em 47 dos 50 Estados, inclusive em criação comercial, mantêm o comércio com o restante do mundo. “Houve algumas suspensões, mas logo depois o mundo revisou suas posições”, disse Santin.

VALOR ECONÔMICO


EMPRESAS


BRF bate recorde de exportação de carne de frango para Oriente Médio e norte da África

Empresa vendeu 82 mil toneladas de carnes, 8% a mais do que no mesmo mês do ano passado


A BRF registrou em março o maior volume de exportação de carne de frango e itens de valor agregado para o mercado Halal Mena — sigla usada no mercado para se referir a países do Oriente Médio e do norte da África. Foram 82 mil toneladas, 8% a mais do que em março do ano passado. Nessas regiões, a companhia é líder de mercado. As vendas dos mesmos produtos para o mercado Halal Mena no primeiro trimestre de 2023 também foram maiores do que em igual período de 2022, chegando a 222 mil toneladas, crescimento de 13% em relação ao primeiro trimestre de 2022, quando foram vendidas 188 mil toneladas. “De um lado, este recorde traduz a clara preferência de nossos consumidores e clientes pelas nossas marcas, Sadia em particular. Do outro lado, reafirma as importantes melhoras operacionais que temos entregue globalmente”, afirma o vice-presidente de Mercado Halal da BRF, Igor Marti. “Seguimos consistentes e animados com as oportunidades no mercado Halal”, continuou. Em maio, a BRF teve sua planta de Lucas do Rio Verde (MT) reabilitada para exportação de carne suína e de frango à China. Foi a terceira habilitação conquistada para abastecer o mercado chinês em menos de seis meses. Em novembro de 2022, a unidade de Lajeado (RS) já havia recebido autorização para exportar carne de frango à China. Em março de 2023, a planta da BRF localizada em Marau (RS) foi autorizada a retomar exportação para o país asiático.

O ESTADO DE SÃO PAULO


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Primeiro mês de atualização cadastral de rebanhos alcança 44,6% de registros

Regionais da Adapar de Curitiba e União da Vitória são as que apresentam menores índices de cumprimento da obrigação. A mais avançada é a regional de Toledo. Atualização é exigida para todas as espécies de animais de produção existentes na propriedade


Os primeiros 30 dias de campanha de atualização cadastral do rebanho paranaense fecharam com 44,6% do número estimado de animais do Estado, já declarados na Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). O período começou em 1º de maio e se estende até 30 de junho. A Adapar reforça que o cadastro é obrigatório. Após o término da campanha, o transporte dos animais não declarados ficará proibido, visto a impossibilidade de se retirar a Guia de Trânsito Animal (GTA), e o produtor poderá receber as punições previstas em lei. A atualização é fundamental para que a vigilância sanitária saiba onde estão os animais e como eles se movimentam no Estado, ajudando a garantir a condição de área livre de febre aftosa sem vacinação. O Estado optou por não impor custo ao produtor com a colocação de brinco para identificar cada animal, mas faz a exigência de que uma vez ao ano ele declare seu rebanho. A atualização é exigida para todas as espécies de animais de produção existentes na propriedade (bovinos, búfalos, equinos, asininos, muares, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes e outros animais aquáticos, colmeias de abelhas e bicho-da-seda). Segundo balanço parcial (30/05), a regional de Curitiba é a que registrou o menor percentual de comprovação, com 28,8%. É seguida de perto pela de União da Vitória, onde 30,9% dos proprietários de rebanhos fizeram o cadastro. Paranaguá vem em terceiro entre os que menos cumpriram com o dever, registrando 37%. Campo Mourão, com 38,7%, e Ponta Grossa, com 39,8% também estão abaixo da média. Na outra ponta aparece a regional de Toledo, onde 64,5% das propriedades já cumpriram com a obrigação. É seguida por Umuarama, com 51,5%, e Paranavaí, onde o índice chegou a 49,2% na metade do período da campanha. Em relação aos municípios, a dianteira está com São Manoel do Paraná (Noroeste), onde 93% da estimativa já foi cumprida. Logo abaixo vem Pontal do Paraná (Litoral), com 84,6%. A terceira colocação está com São Jorge do Ivaí (Noroeste), com 84,1% dos estabelecimentos já registrados. Os cinco municípios com menores índices fazem parte da regional de Curitiba. Quitandinha alcançou apenas 2,4% de cadastro. Também com baixo índice – 6,1% – aparece Contenda. Em Almirante Tamandaré somente 9,9% das propriedades cumpriram com a obrigação, seguido de Piên (14,1%) e Mandirituba (14,7%).

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


Maior parte do milho do Paraná está em fase de frutificação; colheita da 1ªsafra chega a 99%, aponta Deral

O Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná divulgou seu relatório semanal trazendo as condições de tempo e cultivo para as principais culturas do estado


De acordo com o levantamento, a segunda safra de milho já tem 4% das lavouras em maturação, 47% em frutificação, 37% em floração e 12% ainda em descanso vegetativo. As regiões com mais áreas já em maturação são União da Vitória e Francisco Beltrão (50%), Guarapuava, Irati, Pato Branco e Ponta Grossa (20%), Laranjeiras do Sul (15%) e Pitanga (12%). Os técnicos do Deral classificam 87% das lavouras como em boas condições, 12% das lavouras em médias e 1% em ruins. Já nas áreas da primeira safra, 99% do total foi colhido até o momento, enquanto todo o restante está em maturação. Das lavouras ainda em campo, 80% estão classificadas como em boas condições e 20% em médias. Detalhando as regiões paranaenses, o Deral indica que a segunda safra de milho se encontra no estágio de florescimento e início de frutificação na região Norte, porém sofrendo com a falta de boas precipitações. As regiões Noroeste e Centro-Oeste também tem a maior parte das áreas em fase de florescimento, seguida pela de frutificação.

DERAL/SEAB-PR


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar sobe ante real com perspectiva de diferencial de juros menor para Brasil

O dólar à vista emplacou na terça-feira a segunda sessão consecutiva de alta ante o real, após a inflação medida pelo IGP-M elevar a percepção de que a taxa básica Selic poderá começar a cair, enquanto nos Estados Unidos crescem as apostas de que os juros seguirão elevados


O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,0423 reais na venda, com alta de 0,61%. Na B3, às 17:14 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,45%, a 5,0435 reais. A moeda norte-americana avançou frente ao real repercutindo em parte os dados do Índice Geral de Preços–Mercado (IGP-M), divulgados pela manhã, antes da abertura do pregão. O indicador registrou deflação de 1,84% em maio, após ter recuado 0,95% em abril. Foi a maior queda mensal na série histórica iniciada em 1989. Com o resultado de maio, o IGP-M passou a acumular em 12 meses recuo de 4,47%, contra queda de 2,17% em abril, também um recorde. Diante do dado, o dólar iniciou sua escalada ante o real pouco depois da abertura, às 9h, em meio à percepção de que, com índices de preços mais baixos, o Banco Central (BC) terá espaço nos próximos meses para iniciar o ciclo de cortes da taxa básica Selic, atualmente em 13,75% ao ano. Em contrapartida, no exterior a percepção era de que o Federal Reserve (Fed) caminha para manter os juros em patamares mais elevados por mais tempo, em função da inflação. Durante a tarde, os títulos norte-americanos precificavam 37,1% de probabilidade de o Fed manter a taxa básica na faixa de 5,00% a 5,25% ao ano em sua próxima reunião. Há 62,9% de chances de alta para 5,25% a 5,50%. Na prática, o cenário que se desenha é de um diferencial de juros menor para o Brasil, o que torna o país menos atrativo aos investimentos externos. "O IGP-M veio com deflação. A leitura do mercado é de que aqui começaremos a cortar juros e, nos EUA, eles devem subir", pontuou Jefferson Rugik, diretor da Correparti Corretora. “Isso diminui a arbitragem, você tem um carry trade menor”, acrescentou. Na noite de segunda-feira, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, alertou durante um evento que os núcleos de inflação no Brasil seguem "bastante altos", mas pontuou que a média de núcleos está caindo. Ao mesmo tempo, segundo ele, o país entrou em uma "janela" em que a queda dos núcleos de inflação "provavelmente vai continuar". No fim da manhã da terça-feira, a Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, defendeu o início dos cortes da Selic em agosto.

REUTERS


Ibovespa fecha em queda com nova correção, mas segue para mês positivo

O Ibovespa teve mais um dia de ajustes e fechou em queda na terça-feira, na segunda baixa consecutiva, pressionado particularmente pelo declínio de blue chips, apesar de noticiário favorável sobre o comportamento dos preços no país


Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,24%, a 108.967,03 pontos. O volume financeiro somou 23,2 bilhões de reais. Para o presidente-executivo da Box Asset Management, Fabrício Gonçalvez, a bolsa paulista refletiu um movimento de correção de preços, após a valorização acumulada nos últimos pregões, o que é algo "natural". Até a última sexta-feira, o Ibovespa subira em 13 de 17 pregões, somando ganho de quase 9%. No mês, ainda contabiliza uma alta de 4,34%, na direção de refutar o velho ditado do mercado "sell in May and go away" (venda em maio e vá embora). De acordo com o gestor de renda variável da Western Asset César Mikail, o Ibovespa saiu de 102 mil para 110 mil, 111 mil pontos, e agora está se acomodando ao redor destes patamares aguardando novos números e notícias para definir uma tendência. "É mais um ajuste técnico", afirmou. A queda ocorreu mesmo com dados mostrando deflação do IGP-M em maio e do Índice de Preços ao Produtor (IPP) de abril, um dia após o presidente do Banco Central afirmar que vê "janela" para continuidade na queda dos núcleos de inflação. Na visão do especialista em investimentos da Blue3 Investimentos Gabriel Félix, o IGP-M fortalece expectativas de que o Banco Central esteja ganhando espaço para uma possível antecipação do ciclo de corte da taxa básica de juros.

REUTERS


IGP-M registra queda de preços de 1,84% em maio

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou deflação (queda de preços) de 1,84% em maio deste ano. A queda é mais acentuada do que a observada em abril, quando apresentou deflação de 0,95%. Na comparação com maio de 2022, houve inflação (alta de preços) de 0,52%


Com o resultado, o IGP-M acumula queda de preço de 2,58% desde o início do ano. Em 12 meses, a deflação acumulada chega a 4,47%. Em maio do ano passado, o índice acumulava inflação de 10,72% em 12 meses. A queda da taxa de abril para maio foi puxada pelos preços no atacado, medidos pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que registrou deflação de 2,72%, a maior queda de preços da série histórica. Em abril, a deflação havia sido de 1,45%. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede o varejo, e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por outro lado, registraram, em maio, altas de preços mais expressivas do que as taxas de inflação de abril. O IPC subiu de 0,46% em abril para 0,48% em maio. Já o INCC passou de 0,23% para 0,40% no período.

Agência Brasil


Governo central tem superávit primário de R$15,6 bi em abril, aponta Tesouro

O governo central, que reúne Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, registrou um superávit primário de 15,604 bilhões de reais em abril, divulgou o Tesouro na terça-feira, pior do que o saldo positivo de 28,997 bilhões de reais registrado no mesmo mês do ano passado.

No acumulado de janeiro a abril, o saldo nas contas públicas foi positivo em 47,165 bilhões de reais, contra superávit de 79,023 bilhões de reais em igual período de 2022. Em 12 meses, o superávit primário somou 22,3 bilhões de reais, equivalente a 0,22% do Produto Interno Bruto (PIB). Em abril, as receitas do governo central, já descontadas as transferências obrigatórias a Estados e municípios, tiveram queda real de 1,8% sobre o mesmo mês de 2022, para 170,081 bilhões de reais. Já as despesas do governo tiveram alta real de 8,1%, a 154,477 bilhões de reais. Na semana passada, o Ministério da Fazenda piorou sua projeção de déficit primário para o governo central em 2023 a 136,2 bilhões de reais, rombo 28,6 bilhões de reais maior do que a estimativa anterior, diante de uma perspectiva de maior gasto e menor arrecadação. O Ministério da Fazenda vem anunciando medidas para tentar melhorar esse resultado, tendo apresentado o objetivo de levar as contas federais a um déficit de 0,5% do PIB neste ano, zerando o rombo em 2024.

REUTERS


Quadrimestre teve resultado fiscal bom, mas margem deve ser consumida, diz secretário do Tesouro

O primeiro quadrimestre de 2023 se encerrou com um resultado primário bom, mas essa margem deve ser consumida nos próximos meses, disse na terça-feira o Secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron.

Em entrevista para comentar o resultado das contas públicas de abril, Ceron disse que o governo mantém a perspectiva de fechar o ano com um déficit primário inferior a 1% do PIB. No acumulado de janeiro a abril, o saldo nas contas públicas foi positivo em 47,165 bilhões de reais. Em 12 meses até abril, o saldo ficou positivo em 22,3 bilhões de reais, o equivalente a 0,22% do PIB.

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Confiança de serviços no Brasil tem alta em maio, diz FGV

A confiança do setor de serviços no Brasil teve variação positiva de 0,5 ponto em maio, para 92,9 pontos, permanecendo no maior nível desde novembro do ano passado, mas indicando desaceleração do ritmo de ganhos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na terça-feira


O Índice de Confiança de Serviços (ICS) do FGV Ibre subiu pelo terceiro mês seguido, embora o ritmo de avanço tenha perdido fôlego em relação às leituras anteriores. "Apesar da alta da confiança no setor de serviços, o índice vem desacelerando nos últimos dois meses... Houve piora da percepção sobre a situação atual e pequena oscilação na demanda", explicou Rodolpho Tobler, economista da FGV Ibre. O Índice de Situação Atual (ISA-S) do setor de serviços recuou 1,4 ponto em maio, para 93,4 pontos. Essa baixa foi compensada, no entanto, pela alta de 2,5 pontos do Índice de Expectativas (IE-S), a 92,7 pontos, pico desde outubro de 2022 (98,2). "Para os próximos meses, há uma redução do pessimismo que está relacionada a uma perspectiva de melhora do cenário econômico no segundo semestre do ano", disse Tobler.

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