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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 379 DE 23 DE MAIO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 379 |23 de maio de 2023



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boi: início de semana com poucos negócios e pressão de baixa

Frigoríficos de SP forçam queda nas cotações da arroba, sugerindo pagar até R$ 10 a menos pelos machos e novilhas prontos para abater, informam as consultorias do setor


Na segunda-feira, 22 de maio, o mercado físico do boi gordo registrou poucas negociações, mas os frigoríficos que estiveram ativos ofertaram preços abaixo dos patamares vigentes, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário. Nas praças do interior de São Paulo, as indústrias frigoríficas abriram a semana com ofertas de compra em queda livre. “As ordens de compra caíram R$ 10/@ para o boi gordo e para novilha, mas cabe aguardar para ver se esses preços pegam”, afirmam os analistas. Por enquanto, relata a Scot, o boi gordo “comum” (direcionado, em grande parte, ao mercado doméstico) permanece em R$ 260/@ em São Paulo, enquanto a vaca e a novilha gordas são vendidas por R$ 240 e R$ 250, respectivamente. O “boi-China” também teve ofertas de compra R$ 10/@ a menos, porém sem negócios, permanecendo em R$ 260/@ (preço bruto e a prazo). A S&P Global Commodity Insights também identificou grande pressão nos preços da arroba paulista, com tentativas de emplacar recuos em R$ 10/@, porém sem efetividade. Segundo a S&P Global, atualmente, não há uma distinção ativa de preços para boi “comum e preços de boi padrão China”. No Mato Grosso do Sul, a S&P Global Commodity Insights verificou que os pecuaristas estão elevando consideravelmente as suas ofertas de boiadas gordas, pois muitas fazendas já não contam com pasto de qualidade, devido clima mais frio e seco. Com isso, na segunda-feira, verificou-se novos recuos no preço da arroba do boi gordo do MS, ancorado não só pelo aumente da oferta, mas também pelo fraco apetite comprador por parte das indústrias locais. Na praça de Dourados, a arroba do boi gordo recuou de R$ 241 para R$ 236, enquanto na região de Campo Grande, o macho comum caiu de R$ 246 para R$ 241, informou a S&P Global. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 227/@ (à vista) vaca a R$ 227/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 263/@ (prazo) vaca a R$ 236/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 241/@ (prazo) vaca a R$ 219/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 231/@ (prazo) vaca a R$ 209/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 231/@ (à vista) vaca a R$ 207/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 229/@ (à vista) vaca a R$ 210/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 227/@ (prazo) vaca R$ 204/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 285/@ (à vista) vaca a R$ 255/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 214/@ (prazo) vaca a R$ 199/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 231/@ (prazo) vaca a R$ 222/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 207/@ (prazo) vaca a R$ 187/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 212/@ (à vista) vaca a R$ 192/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 212/@ (à vista) vaca a R$ 202/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO


Exportações de carne bovina in natura na 3ª semana de maio tem queda nos preços de 7,6% na média diária

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a receita por média diária até a terceira semana de maio foi de US$ 41,3 milhões, valor 7,6% menor do que o registrado em maio de 2022. No comparativo com a semana anterior, baixa de 2,1%


A receita obtida com as exportações de carne de bovina até a terceira semana do mês de maio, US$ 578,4 milhões, representa 58,83% do total de todo o mês de maio de 2022, com US$ 983,2 milhões. No volume embarcado, as 113.818 toneladas são 74,70% do total registrado em maio do ano passado, com 152.355 toneladas. A receita por média diária até a terceira semana de maio foi de US$ 41,3 milhões, valor 7,6% menor do que o registrado em maio de 2022. No comparativo com a semana anterior, baixa de 2,1%. Nas toneladas por média diária, 8.129 toneladas, elevação de 17,4% no comparativo com o mesmo mês de 2022. Em relação à semana anterior, redução de 2,4%. No preço pago por tonelada, US$ 5.082, ele é 21,2% inferior ao praticado em maio do ano passado.

AGÊNCIA SAFRAS


SUÍNOS


Preço da arroba e da carcaça suína caem em São Paulo na segunda-feira (22)

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve recuo de 2,44%/2,34%, chegando a R$ 120,00/R$ 125,00, enquanto a carcaça especial cedeu 1,09%/2,04%, atingindo R$ 9,10/kg/R$ 9,60/kg


Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (19), os preços ficaram estáveis no Paraná (R$ 6,32/kg), e em Santa Catarina (R$ 6,19/kg). Houve queda de 2,33% em Minas Gerais, chegando a R$ 6,70/kg, baixa de 0,80% no Rio Grande do Sul, atingindo R$ 6,21/kg, e de 0,15% em São Paulo, fechando em R$ 6,73/kg.

Cepea/Esalq


Exportação de carne suína na 3ª semana de maio atinge 77,84% da receita de maio/22

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações de carne suína in natura nos 14 dias úteis de maio tiveram avanços em relação a maio de 2022


O analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias explica que é um bom desempenho, com um ponto interessante que é o aumento do valor médio, indo na contramão do que é visto para a carne de frango e bovina. "Temos também um crescimento interessante em relação à volume, que vai muito bem, diversificando as vendas e com a China concentrando as compras no Brasil pela competitividade. Cingapura, Filipinas, Vietnam e outros players, que não a China, estão pagando mais pela proteína". A receita, US$ 148,5 milhões, representa 77,84% do total de todo o mês de maio de 2022, com US$ 190,8 milhões. No volume embarcado, as 57.449 toneladas são 72,00% do total registrado em maio do ano passado, com 79.786 toneladas. A receita por média diária foi de US$ 10,6 milhões, valor 22,3% maior do que a de maio de 2022. No comparativo com a semana anterior, houve queda de 5,7%. Nas toneladas por média diária, 4.103 toneladas, houve alta de 13,2% no comparativo com o mesmo mês de 2022. Em relação à semana anterior, baixa de 5,3%. No preço pago por tonelada, US$ 2.585, ele é 8,1% superior ao praticado em maio passado. Frente ao valor da semana anterior, queda de 0,4%.

AGÊNCIA SAFRAS


FRANGOS


Ministério declara emergência zoossanitária no país por 180 dias

Decisão se deve à detecção de oito casos da enfermidade em aves silvestres este mês, sete deles no estado do Espírito Santo e um no Rio de Janeiro


O Ministério da Agricultura declarou estado de emergência zoossanitária no país por 180 dias, devido aos oito casos de gripe aviária de alta patogenicidade detectados em aves silvestres este mês. A portaria que estabelece essas medidas foi assinada pelo ministro da Agricultura Carlos Fávaro ontem. O documento com a decisão vazou na tarde da segunda-feira, antes de ser publicado no Diário Oficial da União (DOU), o que só ocorreu na noite de ontem. Depois do vazamento, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) divulgou nota dizendo que a medida estava prevista e foi amplamente discutida entre o governo e o setor produtivo. “É uma medida de antecipação, que busca dar celeridade às respostas de ação por meio da integração do ministério com órgãos estaduais, liberação de recursos, entre outros”, afirmou no comunicado. Segundo a ABPA, o estabelecimento da emergência zoossanitária no país também reforça a transparência do governo brasileiro no monitoramento e combate à doença no território nacional. A associação observou que casos de gripe aviária em aves silvestres não alteram o status brasileiro de livre da enfermidade na Organização Mundial de Saúde Animal (Omsa). O Brasil registrou oito casos de H5N1 em aves silvestres até o momento. Foram sete animais no Espírito Santo e um no Rio de Janeiro. Os casos mais recentes foram identificados no último fim de semana e ontem. No Espírito Santo, uma ave da espécie Thalasseus Maximus, conhecida como trintaréis-real, foi diagnosticada no fim de semana e outras três, da espécie Thalasseus acuflavidus, conhecida como trinta-réis-de-bando, ontem. No Rio, a ave diagnosticada no fim de semana é dessa mesma espécie. A norma assinada ontem pelo ministro Carlos Fávaro também prorroga, por tempo indeterminado, a Portaria 572, de 29 de março de 2023, que proíbe a realização de eventos com aglomeração de aves e a criação de aves ao ar livre, com acesso a piquetes sem telas. Essas foram as primeiras medidas preventivas adotadas pelo governo para conter a introdução do vírus no país. O governo também intensificou as tratativas com os principais importadores de carne de frango para revisar os requisitos sanitários aplicados ao Brasil em caso de introdução do vírus da gripe aviária em granjas comerciais do país. O objetivo do Ministério da Agricultura é impedir restrições totais às exportações da proteína de aves e regionalizar os bloqueios nas vendas em uma eventual ocorrência da doença nesses aviários. O setor produtivo considera improvável um embargo nas vendas, dada a importância do Brasil nesse mercado. Além disso, argumenta que outros países que tiveram casos da doença em plantéis comerciais não sofreram embargo. O assunto tem sido discutido na 90ª reunião da Organização Mundial de Saúde Animal (Omsa), em Paris, na França, nesta semana. A possibilidade de vacinação das aves contra a doença também é tema do encontro. O Brasil é contra. A ABPA afirmou que apoia a realização de estudos sobre a vacinação contra a gripe aviária, em linha com os pontos defendidos pelo International Poultry Council (IPC) e o International Egg Council (IEC). “Mesmo não demandando a medida para a sua própria produção - já que a estratégia brasileira é de monitoramento e de erradicação de eventuais focos - o setor produtivo brasileiro defende que não haja barreiras comerciais às nações que optarem pela adoção da medida”, disse, em nota.

VALOR ECONÔMICO


Preços estáveis para o mercado do frango no PR E SC

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,10/kg, enquanto a ave no atacado caiu 1,30%, atingindo R$ 6,07/kg


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná, o preço ficou inalterado, valendo R$ 4,76/kg, da mesma maneira que em Santa Catarina, fixado em R$ 4,37/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (19), tanto a ave congelada quanto a resfriada tiveram desvalorização de 0,90%, custando, respectivamente, R$ 6,57/kg e R$ 6,58/kg.

Cepea/Esalq


Exportação de carne de frango tem queda nos preços, à medida em que o iuan se desvaloriza

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) as exportações de carne de aves in natura nos 14 dias úteis de maio mostraram redução nos preços da proteína.


O analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, explicou que o destaque é a queda do preço médio diário. O Brasil segue vendendo grandes volumes, mas o preço médio da carne de frango está caindo. "Isso coincide em um momento em que o iuan está voltando a se desvalorizar. Tradicionalmente, o importador chinês, quando a moeda chinesa passa a se desvalorizar, ele começa a renegociar contratos de importação com mais avidez. Já vimos isso com mais frequência com a carne bovina, e estamos vendo acontecer com a de frango", disse. A receita obtida com as exportações de carne de frango até a terceira semana do mês de maio, US$ 542,1 milhões, representa 64,89% do total em todo o mês de maio de 2022, com US$ 835,4 milhões. No volume embarcado, as 275.919 toneladas são 69,08% do total registrado em maio do ano passado, com 399.388 toneladas. A receita por média diária foi de US$ 38,7 milhões, valor 2% maior do que o registrado em maio de 2022. No comparativo com a semana anterior, recuo de 8,44%. Nas toneladas por média diária, 19.708 toneladas, houve alta de 8,6% no comparativo com o mesmo mês de 2022. Quando comparadas à semana anterior, recuo de 7,99%. No preço pago por tonelada, US$ 1.964, ele é 6,1% inferior ao praticado em maio do ano passado. Frente ao valor da semana anterior, baixa de 0,48%.

AGÊNCIA SAFRAS


Exportadores de aves e de suínos projetam quase US$ 260 milhões após SIAL China

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebrou o resultado da ação em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), durante a SIAL China, um dos mais importantes eventos do setor de alimentos da Ásia, ocorrido entre os dias 18 e 20 de maio em Xangai (China)


De acordo com levantamentos realizados com as empresas participantes da ação, foram fechados mais de US$ 48,4 milhões em negócios de exportações de carne de aves e de suínos do Brasil, apenas durante o evento. A partir das negociações estabelecidas na SIAL China, a expectativa dos exportadores é que as vendas se aproximem de US$ 260 milhões nos próximos 12 meses. Também foram promovidas ações de imagens e de promoção setorial, com a distribuição de materiais físicos e virtuais, direcionados ao portal das marcas setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Pork, Brazilian Egg, Brazilian Breeders e Brazilian Duck. Durante o evento, os representantes do setor também participaram de encontros com stakeholders locais e autoridades do governo chinês, reforçando laços e ampliando parcerias. Liderando a ação, o Diretor de mercados da ABPA, Luís Rua, também foi palestrante na programação de palestras paralela ao evento. Em suas apresentações, o representante da ABPA destacou os atributos do setor produtivo brasileiro, especialmente em relação à qualidade, o status sanitário e a sustentabilidade. “O resultado em negócios reflete uma parte do sucesso da participação na Sial China. Foi uma grande ação de imagem internacional, com apresentações e o reforço de uma parceria que já se tornou tradicional para as duas nações”, avalia Rua.

ABPA


EMPRESAS


Cidade do Noroeste do Paraná começa a exportar carne bovina para China

O Paraná já tem o destaque na exportação de carnes de aves, suínos e peixes. Agora, o estado também exporta carne bovina para a China


No final de março, um frigorífico de Cruzeiro do Oeste, no Noroeste, tornou-se o primeiro do estado habilitado a exportar para o país asiático. E precisou se adaptar para atender esse novo mercado. Entre as exigências, estão a idade do boi, que deve ser de até 30 meses e os cortes, que seguem medidas específicas para o mercado chinês e não podem ter mais de 10% de gordura. Além disso, os funcionários devem usar máscaras e o acesso à área de trabalho é feito com portas automáticas. No final do processo de cortes e embalagem, o produto recebe uma etiqueta em português e mandarim. “Temos hoje uma premiação para esse animal de R$ 10 em relação ao preço normal do boi, isso ajuda a intensificar e ajudar o produtor rural. Do outro lado, a indústria tem um novo mercado, que é esse mercado chinês, um mercado que também tem seus altos e baixos, mas estamos falando de uma China de 1,45 bilhão de habitantes”, diz o dono do frigorífico, Jeremias Silva Júnior. Quase dois meses depois da habilitação para exportar carne para a China, o país asiático já se tornou o principal mercado do frigorífico de Cruzeiro do Oeste. Das cerca de 90 toneladas de carne que são processadas diariamente, praticamente metade é para o mercado chinês, o que corresponde a uma média de 80 contêineres por mês – e a expectativa é aumentar ainda mais esse número. O frigorífico tem mil funcionários e abate 700 cabeças de gado por dia. O objetivo é chegar ao limite que a planta tem autorizada, de 900 cabeças diariamente. “A empresa já está fazendo investimento no sistema de refrigeração para congelar mais produto”, Silva Júnior diz. “Daqui mais 45, 50 dias estaremos ampliando a estrutura de congelamento da empresa e vamos chegar aos 120 contêineres por mês.” Gustavo Fanaya, Coordenador Técnico do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná (Sindicarne), diz que, entre o início do ano e agora, houve uma expansão de quase 70% na exportação. “No começo do ano a exportação correspondia a pouco menos de 1.500 toneladas mensais, e agora, já a partir desse último mês, saltou para 2.500 toneladas”, ele diz. “Temos certeza que, nos próximos meses, esse número vai melhorar ainda mais.” As exportações de carne do Paraná estão na contramão do que ocorre no restante do país. O Brasil exportou menos carne nos quatro primeiros meses deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo relatório da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), baseado nos números do Governo Federal. Foram cerca de 640 mil toneladas entre janeiro e abril deste ano, contra cerca de 730 mil no ano passado, uma queda de 12,38%. Na receita, a redução é maior, de 28%. Foi de quase US$ 4 bilhões para aproximadamente US$2,9 bilhões. “Viemos lutando há três, quatro anos diuturnamente junto às autoridades do Ministério da Agricultura, autoridades chinesas, e justamente quando entramos, está nessa situação ‘anti-ciclíca’”, Fanaya diz. “Mas sabemos que é uma situação momentânea e esse mercado deve retomar, a economia chinesa é robusta, ela deve retomar os níveis normais e o que esperamos é que, inclusive, o mercado interno brasileiro também se recupere o mais rápido possível.”

G1/Globo/BEEF POINT


INTERNACIONAL


Produção de carne dispara na Argentina

Segundo dados divulgados pela Câmara de Indústria e Comércio de Carnes Derivadas da Argentina (CICCRA), a produção de carne bovina no país alcançou a marca de 263 mil toneladas em abril


Esse valor representa um aumento significativo de 4,7% em relação ao mês anterior e uma forte alta de 13,4% em comparação ao mesmo período do ano passado, considerando a correção dos dias úteis. Ao analisar o acumulado do primeiro quadrimestre de 2023, observa-se um total de produção de 1.068 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 9,7% em relação ao mesmo período de 2022, levando em consideração a correção pelo número de dias úteis. Em abril, foi registrado o abate de aproximadamente 1,172 milhão de cabeças de gado. A correção pelo número de dias úteis revela um crescimento de 6,0% em relação a março e um aumento significativo de 16,8% em relação a abril do ano anterior. Vale destacar que a participação das fêmeas no abate total atingiu o pico de 50,2%. No que diz respeito ao consumo per capita de carne bovina, a média móvel dos últimos doze meses atingiu a marca de 49,9 kg/ano em abril. Esse valor representa um aumento de 4,8% em relação ao recorde registrado em abril de 2022, o que equivale a um acréscimo de 2,3 kg/hab/ano. No entanto, apesar desse crescimento, ainda fica 8,2% abaixo do recorde alcançado em abril de 2019, quando o consumo per capita era de -4,4 kg/hab/ano.

CICCRA


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Terminal de Contêineres de Paranaguá bate dois recordes em março

42.322 contêineres acessaram o terminal em março


A TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, bateu dois recordes de produtividade em março deste ano. O primeiro foi o número de passagens de contêineres no gate (entrada e saída de veículos), com 42.322 acessando o terminal, 1.028 a mais que o recorde anterior alcançado em agosto de 2019. A estrutura também viu o aumento de volume de contêiner reefer (contêiner com controle de temperatura). Foram 21.356 TEUs (medida para 20 pés de comprimento de contêiner) movimentados, número alcançado um mês após o último recorde do setor (20.810 movimentados). Quase 100% dos reefers utilizados no terminal são para o transporte de proteína congelada, sendo a maioria de frango (82%) e boi (12%). Um dos fatores para o crescimento no número total de transações, segundo a TCP, foi a melhoria no sistema de agendamento, que agilizou o processo de atendimento. Outra mudança foi a implementação do aplicativo TCP GO, que levou mais praticidade aos motoristas e às transportadoras. “A demanda de mercado aumentou e, na época, tínhamos duas pistas fechadas devido às expansões. Graças ao aperfeiçoamento do sistema e investimentos pesados em tecnologia, conseguimos superar a demanda e bater este recorde. Seguimos com obras nos gates para ampliar o atendimento”, diz o Gerente de Operações da TCP, Felipe de França.

GAZETA DO POVO


Tecpar inicia obra de laboratório para pesquisa e produção de insumos veterinários

O investimento para a construção da planta, feito pelo Governo do Estado, é de R$ 41,5 milhões. A nova unidade está sendo construída no Câmpus CIC do Tecpar, em Curitiba, e tem previsão de 18 meses para ser concluída


O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) iniciou a obra do novo Laboratório de Pesquisa e Produção de Insumos para Diagnósticos Veterinários, que fabricará insumos para o diagnóstico da brucelose, tuberculose e leucose bovina. O investimento para a construção da planta, é de R$ 41,5 milhões. A nova unidade está sendo construída no Câmpus CIC do Tecpar, em Curitiba, e tem previsão de 18 meses para ser concluída. A área total do novo laboratório será de cerca de 3 mil metros quadrados e a projeção é que, quando pronto, deve ter capacidade produtiva de 40 milhões de doses ao ano. O Diretor-Presidente do Tecpar, Celso Kloss, lembrou que a entrega de um laboratório para pesquisa e produção de insumos para diagnósticos veterinários é uma das metas do Plano de Governo para o instituto e que os kits diagnósticos irão atender o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. “O Tecpar está determinado em atender os objetivos definidos pelo Governo do Estado. Com a viabilização dessa nova unidade, o instituto reforça sua atuação como braço de pesquisa e desenvolvimento no Estado e apoia a cadeia produtiva do agronegócio brasileiro”, disse. O Tecpar é primeira instituição do Estado a usar a ferramenta de BIM (Building Information Modeling ou Modelagem de Informação da Construção, em português) para a execução de uma planta farmacêutica de produção complexa. Ao todo, sete insumos veterinários serão produzidos pelo Tecpar: tuberculina PPD bovina, tuberculina PPD aviária, antígeno acidificado tamponado (AAT), prova lenta (PL) em tubos, anel do leite Ring Test (RT), kit para diagnóstico da brucelose ovina e kit para diagnóstico da leucose bovina. A brucelose e a tuberculose são causadas por bactérias e o controle exige a adoção de Boas Práticas Agropecuárias (BPA). A brucelose afeta diferentes espécies animais e também a população humana. Além de problemas reprodutivos, a ocorrência de brucelose no rebanho traz prejuízos econômicos como a redução na produção de leite e carne. No Paraná, a vacinação das bezerras de 3 a 8 meses de idade é obrigatória e as propriedades com casos diagnosticados devem ser saneadas. Uma das mais importantes zoonoses para a saúde pública, a tuberculose bovina é uma doença bacteriana crônica, que pode afetar ruminantes, suínos, aves, animais silvestres e humanos. Não existe vacina e o controle da doença é feito por meio da identificação e eliminação dos animais positivos. Depois que o Paraná obteve o reconhecimento junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação, o combate às duas doenças é o principal desafio para a sanidade no Estado.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


Adapar ganha 110 veículos e novos equipamentos

O governo entregou, na segunda-feira (22), 393 novos computadores e 50 caminhonetes para reforçar o trabalho da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). Este é o primeiro lote de veículos, de um total de 110 adquiridos para renovar a frota da agência. São R$ 16,1 milhões em investimentos, sendo R$ 15,5 milhões de recursos próprios da Adapar e R$ 597 mil de um convênio com o Ministério da Agricultura e Pecuária


Os equipamentos e veículos estão sendo destinados aos 21 escritórios regionais da Adapar e vão fortalecer o trabalho de fiscalização do trânsito agropecuário e também os outros serviços prestados pela agência, que é responsável por promover a sanidade animal e vegetal no Estado. O Secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, explicou que além da estrutura física, o Estado também investe em recursos humanos. Está previsto para este ano um concurso público para a contratação de médicos veterinários, engenheiros agrônomos e técnicos agropecuários para a Adapar. O Diretor-Presidente da Adapar, Otamir Martins, explicou que a melhora na estrutura da agência reforça o sistema de defesa agropecuária paranaense. “Nosso objetivo é renovar a frota de veículos nos próximos quatro anos e também modernizar toda a estrutura da agência. As caminhonetes, por exemplo, vão facilitar o atendimento aos produtores e agilizar nosso principal papel, que é a fiscalização, para fortalecer a vigilância e proteger o Estado contra a entrada de doenças vegetais e animais”, explicou. Somente em 2022, os profissionais da Adapar realizaram mais de 140 mil ações de fiscalização volante nas rodovias e nos 30 Postos de Fiscalização do Trânsito Agropecuário distribuídos nas divisas do Paraná com os estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar começa semana com queda ante real

O dólar à vista fechou a segunda-feira em nova baixa ante o real, com um fluxo de entrada da moeda norte-americana mantendo as cotações abaixo dos 5 reais, na contramão do exterior, onde a divisa dos Estados Unidos subia


O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9714 reais na venda, com baixa de 0,47%. Na B3, às 17:16 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,59%, a 4,9800 reais. No exterior, o viés era de alta para o dólar ante outras divisas, com investidores reagindo ao impasse nas negociações sobre o limite da dívida dos EUA e a declarações de um integrante do Federal Reserve sobre juros. Já o presidente do Fed de Saint Louis, James Bullard, afirmou que o banco central norte-americano pode precisar elevar em meio ponto percentual sua taxa básica ainda este ano, por conta da inflação. “Perto dos 5,00 reais, tinha bastante exportador vendendo (moeda), tanto no pronto (mercado à vista) quanto em operações de futuro. Em função disso, o dólar descolou um pouco do exterior”, comentou Jefferson Rugik, diretor da Correparti Corretora. Um profissional ouvido pela Reuters afirmou que o otimismo em torno do andamento do novo arcabouço fiscal no Congresso contribuiu, em parte, para a queda do dólar no Brasil. Esta leitura ocorria com o relatório de mercado Focus, onde a mediana da inflação para 2023 foi de 6,03% para 5,80%; no caso de 2024, de 4,15% para 4,13%. Em evento na segunda-feira, o Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que tem observado uma desaceleração grande na inflação brasileira, mas que o núcleo dos preços ainda segue muito alto e as expectativas de elevação dos preços permanecem elevadas. Pela manhã, o Banco Central vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de julho.

REUTERS


Ibovespa fecha em queda, corrigindo parte dos avanços recentes

Rotação de portfólios para ações ligadas à economia local continua


O Ibovespa corrigiu parte dos seus ganhos recentes na sessão da segunda-feira, pressionado pelas ações de Vale, Petrobras e bancos. Para além de preocupações com as economias americana e chinesa, investidores seguem rotacionando parte do seu portfólio para ações ligadas à economia local. Durante o dia, a expectativa em torno da tramitação do arcabouço fiscal e falas do Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, também impactaram os negócios. No fim do dia, o Ibovespa caiu 0,48%, aos 110.213 pontos. O volume financeiro negociado na sessão foi de R$ 14,28 bilhões no Ibovespa e R$ 18,62 bilhões na B3. Em Nova York, o S&P 500 subiu 0,02%, aos 4.192 pontos, o Dow Jones fechou em queda de 0,42%, aos 33.286 pontos, e o Nasdaq registrou alta de 0,50%, aos 12.720 pontos. Com espaço para correção após registrar 11 sessões de alta nos últimos 12 pregões, o Ibovespa voltou ao campo negativo ontem. No entanto, participantes do mercado continuaram aumentando sua exposição a papéis sensíveis às taxas de juros e retirando recursos das "blue chips" (ações mais pesadas do índice, como exportadoras de commodities e bancos), em linha com um fluxo ainda limitado pelo patamar dos juros. "Acredito que os ciclos econômicos se repetem e, ao que tudo indica, entramos num período de baixa para as commodities e de alta para as ações ligadas à economia local, na medida em que uma reversão do ciclo de aperto de juros pelo BC vai amadurecendo. Os dados mostram uma desinflação ocorrendo, a curva de juros andou, as matérias-primas recuaram", diz Fernando Siqueira, Chefe de pesquisa da Guide Investimentos. O executivo acrescenta que as expectativas de inflação do Relatório Focus também melhoraram ontem e que, apesar do mercado não estar livre de correções, principalmente se houver uma piora dos ativos dos EUA ou se a temperatura política local voltar a esquentar, a tendência que se materializa agora é positiva para investimento em bolsa nos próximos 12 a 24 meses. "Agentes antecipam cortes de juros e a bolsa costuma andar antes do BC começar a afrouxar a política. Primeiro, há uma recomposição das posições dos multimercados, que estavam pouco alocados na modalidade. Os estrangeiros, cientes que o Brasil pode ser um dos primeiros países do mundo a cortar juros, também começam a procurar pontos de entrada. E, quando os juros começarem a cair de fato, o fluxo ganha mais força", afirma.

VALOR ECONÔMICO


Focus: Mercado reduz projeções de inflação e melhora estimativa para PIB de 2023

Especialistas reduziram suas perspectivas para a inflação tanto neste ano quanto no próximo, enquanto melhoraram prognósticos para o crescimento da atividade brasileira em 2023, mostrou pesquisa semanal Focus, do Banco Central, na segunda-feira


Agora, a expectativa é de que o IPCA suba 5,80% neste ano, revisão significativa para baixo ante a taxa de 6,03% prevista na semana passada. Para 2024, a redução na projeção foi mais modesta, a 4,13%, contra 4,15% esperados na última sondagem. Para os dois anos seguintes a estimativa para a inflação segue sendo de 4,0%. O centro da meta oficial para a inflação em 2023 é de 3,25% e para 2024 e 2025 é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Já o prognóstico para o Produto Interno Bruto deste ano foi revisado a crescimento de 1,20%, representando melhora ante a expansão de 1,02% calculada na semana anterior. Ao mesmo tempo, a projeção dos analistas consultados para a taxa de câmbio foi a 5,15 reais por dólar no final de 2023, ante 5,20 por dólar no último boletim Focus. A alta na expectativa de crescimento deste ano veio após dados do BC terem mostrado na semana passada que o IBC-Br, considerado sinalizador do PIB, ter crescido bem mais do que o esperado no primeiro trimestre deste ano. Para 2024, por outro lado, a estimativa para o crescimento do PIB foi revisada para baixo em 0,08 ponto percentual, a 1,30%. A projeção de taxa de câmbio para o final desse período foi mantida em 5,20 por dólar. Na frente da política monetária, a perspectiva dos economistas para a taxa Selic ao fim de 2023 foi mantida em 12,50% pela quinta semana consecutiva, enquanto o prognóstico para 2024 seguiu em 10,00% pelo 14° boletim seguido. Os juros brasileiros estão atualmente em 13,75% ao ano, nível elevado que tem sido criticado de forma recorrente pelo governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

REUTERS


PIB cresceu 1,6% no primeiro trimestre, projeta FGV

O Produto Interno Bruto (PIB), a soma dos bens e serviços produzidos no país, cresceu 4,5% no primeiro trimestre deste ano em relação ao primeiro trimestre de 2022. Na comparação com o último trimestre do ano passado, o crescimento da economia brasileira chegou a 1,6%. É o que apontam os dados do Monitor do PIB, divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV)


Esses resultados não são oficiais, uma vez que o cálculo do PIB é feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgado trimestralmente. De acordo com a FGV, considerando-se apenas o mês de março, a economia brasileira cresceu 1,8% em relação a fevereiro. Na comparação com março do ano passado, expansão chegou a 4,5%. Na comparação do primeiro trimestre deste ano com o mesmo período do ano passado, o consumo das famílias cresceu 4,7%, principalmente pelos consumos de serviços e de bens não duráveis. Os investimentos (formação bruta de capital fixo) avançaram apenas 0,2%. O desempenho do segmento foi prejudicado pela queda de 3,4% na parte de máquinas e equipamentos. As exportações tiveram alta de 5,7%, puxadas pelos produtos da indústria extrativa mineral e pelos serviços, enquanto as importações recuaram 2,1%, devido aos recuos nas compras de produtos agropecuários, da extrativa e de bens intermediários. O Monitor do PIB/FGV estima mensalmente o Produto Interno Bruto brasileiro, com base a mesma metodologia das Contas Nacionais Trimestrais do IBGE.

Agência Brasil


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