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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 372 DE 12 DE MAIO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 372 |12 de maio de 2023



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boi gordo: quedas na cotação da arroba continuam

Nas praças de SP, o boi gordo "comum" vale R$ 260/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 240/@ e R$ 250/@, respectivamente, informou a Scot Consultoria. Na quinta-feira, 11 de maio, os preços do boi gordo registraram quedas em algumas importantes praças brasileiras


Em São Paulo, as cotações dos animais terminados ficaram estáveis, após registrar baixa de R$ 2/@ no começo da semana, disse a Scot Consultoria. Com isso, o boi gordo paulista segue valendo R$ 260/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 240/@ e R$ 250/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). O “boi-China” está cotado em R$ 265/@ no mercado paulista (preço bruto e a prazo), acrescentou a Scot. “O fundo do poço chegou?”, indagou a analista Jéssica Olivier, referindo-se ao atual preço do boi gordo. Ela acrescentou: “Só o tempo para dizer”. No entanto, continua Jéssica, com o maior esgotamento de ofertas de gado (desova de entressafra), é possível “ver o preço da arroba do boi gordo retomando parte de sua firmeza”. Segundo o monitoramento diário da consultoria S&P Global Commodity Insights, a região Norte do Brasil concentrou o movimento de quedas nos preços da arroba bovina. “O mercado físico permanece sob forte especulação baixista”, relata a S&P Global, que identificou um avanço da oferta de boiadas gordas nas praças da região Norte, enquanto as indústrias locais mantêm a estratégia de compras cadenciadas. No Pará, diz a consultoria, as operações seguem voltadas, em sua maior parte, para atender aos contratos de exportação de carne bovina, o que estimula os negócios envolvendo animais com padrão para atender o mercado internacional. Porém as indústrias frigoríficas do Pará que atuam exclusivamente para atender ao consumo doméstico efetuam compras pontuais de boiadas godas, estendendo as suas programações de abate até o final de maio/23. No Mato Grosso, por sua vez, os frigoríficos estão com dificuldades em escoar a produção de carne bovina no mercado interno. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 227/@ (à vista) vaca a R$ 227/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 266/@ (prazo) vaca a R$ 238/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 251/@ (prazo) vaca a R$ 226/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 231/@ (prazo) vaca a R$ 212/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 231/@ (à vista) vaca a R$ 212/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 229/@ (à vista) vaca a R$ 210/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 241/@ (prazo) vaca R$ 217/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 285/@ (à vista) vaca a R$ 255/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 214/@ (prazo) vaca a R$ 205/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 231/@ (prazo) vaca a R$ 222/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 217/@ (prazo) vaca a R$ 192/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 212/@ (à vista) vaca a R$ 192/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 217/@ (à vista) vaca a R$ 202/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO


Abate de bovinos sobe 4,7% no ano e cai 2,4% frente ao trimestre anterior

No 1º trimestre de 2023, foram abatidos 7,32 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária. Essa quantidade representou uma alta de 4,7% em comparação com o 1º trimestre de 2022 e queda de 2,4% em relação ao 4º trimestre de 2022


Foi produzido 1,90 milhão de toneladas de carcaças bovinas no 1º trimestre de 2023, com incremento de 3,0% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, porém redução de 6,5% em relação ao apurado no 4º trimestre de 2022.

IBGE


Aquisição de couro fica 6,4% acima do 1° trimestre de 2022

Os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro – aqueles que efetuam curtimento de pelo menos cinco mil unidades inteiras de couro cru bovino por ano – declararam ter recebido 7,59 milhões de peças inteiras de couro cru no 1º trimestre de 2023. Essa quantidade representa um aumento de 6,4% em comparação à registrada no 1º trimestre de 2022 e queda de 0,4% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

IBGE


SUÍNOS


Abate de suínos cresce 3,5% na comparação anual e 1,8% no trimestre

O abate de suínos somou 14,14 milhões de cabeças no 1° trimestre de 2023, representando aumento de 3,5% em relação ao mesmo trimestre de 2022 e acréscimo de 1,8% em comparação ao 4° trimestre de 2022


O peso acumulado das carcaças foi de 1,29 milhão de toneladas no 1º trimestre de 2023, com alta de 3,5% em relação ao 1º trimestre de 2022 e incremento de 1,3% frente ao trimestre imediatamente anterior.

IBGE


Preços estáveis para o mercado de suínos

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 123,00/R$ 128,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 9,50/R$ 10,00 o quilo


Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (10), houve aumento de 0,14% em Minas Gerais, chegando a R$ 6,96/kg, e de 1,27% no Paraná, alcançando R$ 6,36/kg. Ficaram estáveis os valores no Rio Grande do Sul (R$ 6,30/kg), Santa Catarina (R$ 6,21/kg), e em São Paulo (R$ 6,87/kg). Na quinta-feira (11) para o mercado independente de suínos mostrou comportamentos diferentes entre as regiões, com preços estáveis no Sudeste e com altas no Sul. Os custos de produção em queda contam como ponto favorável ao suinocultor, apesar das indefinições do mercado, que fazem com que os produtores precisem ficar atentos aos fluxos.

Cepea/Esalq


Suínos/Cepea: Valores seguem em alta no mercado interno

Os preços do suíno vivo seguem em alta nestas primeiras semanas de maio em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo pesquisadores, a sustentação vem especialmente do típico aquecimento da demanda doméstica em início de mês


Quanto às vendas externas, em abril, apesar de o volume de proteína suína escoado pelo Brasil ter recuado em relação ao mês anterior, foi recorde para o mês, considerando-se toda a série histórica da Secex, iniciada em 1997. Dados da Secex mostram que, em abril, 103,4 mil toneladas de carne suína foram embarcadas pelo Brasil, quantidade 2,3% inferior à de março – devido ao menor número de dias úteis no mês –, mas 17% acima da registrada em abril de 2022.

Cepea


Suinocultura Independente: Sudeste com estabilidade. Sul, com altas

No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 04/05/2023 a 10/05/2023), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve alta de 4,60%, fechando a semana em R$ 6,28/kg vivo


"Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente alta, podendo ser cotado a R$ 6,32/kg vivo", informou o Lapesui. Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal teve leve alta, saindo de R$ 6,45/kg vivo para R$ 6,50/kg vivo nesta semana. Em São Paulo, o preço do suíno vivo ficou estabelecido nesta quinta-feira em R$ 7,22/kg, mesmo valor definido na semana anterior, com acordo, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). No mercado mineiro, o valor do animal também ficou inalterado, valendo R$ 7,00/kg, com acordo nesta semana, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg).

AGROLINK


FRANGOS


Abate de frangos cresce 4,8% na comparação anual e 2,2% no trimestre

No 1º trimestre de 2023, foram abatidos 1,60 bilhão de cabeças de frango. Esse resultado significou um acréscimo de 4,8% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e aumento de 2,2% frente ao 4º trimestre de 2022.


O peso acumulado das carcaças foi de 3,43 milhões de toneladas no 1º trimestre de 2023. Esse total significou aumento de 6,4% em relação ao 1º trimestre de 2022 e incremento de 3,1% frente ao trimestre imediatamente anterior.

IBGE


Cotações estáveis para o mercado do frango

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,10/kg, enquanto a ave no atacado caiu 0,30%, atingindo R$ 6,60/kg


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná, o valor ficou inalterado em R$ 4,80/kg, assim como em Santa Catarina, valendo R$ 4,32/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (10), houve aumento de 1,34% para o frango congelado, alcançando R$ 6,51/kg, e de 0,74% para a ave resfriada, fechando em R$ 6,83/kg.

REUTERS


ABPA e ApexBrasil levam agroindústrias de aves e suínos para ação na China

É a primeira ação conjunta da ABPA e as empresas do setor desde o fim da pandemia; vendas para o mercado chinês registram alta em 2023


A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), levará agroindústrias exportadoras de aves e de suínos para a SIAL China, um dos mais importantes eventos do setor de alimentos da Ásia, programada entre os dias 18 e 20 de maio em Xangai (China). Entre as agroindústrias confirmadas no espaço exclusivo da ABPA estão a ALIBEM, BRF, FRIGOESTRELA, GTFOODS e VIBRA, que participarão de encontros de negócios no evento. É a primeira ação de promoção comercial da ABPA no mercado chinês desde o fim da pandemia global. Contando com a presença do Diretor de Mercados da associação, Luís Rua, a representante da ABPA na China, Linda Chen, e a analista de promoção comercial, Julia Arantes, a programação de ações da ABPA na SIAL China também conta com reuniões com stakeholders locais e autoridades do governo chinês, além de duas palestras em eventos paralelos a serem proferidas pelo diretor da Associação. Ainda estão previstas ações de imagens e de promoção setorial, com a distribuição de materiais físicos e virtuais, direcionados ao portal das marcas setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Pork, Brazilian Egg, Brazilian Breeders e Brazilian Duck. “A participação na SIAL China reforça a nossa posição como parceiros pela segurança alimentar deste que já se tornou o principal destino de nossas exportações. É uma ação que acontece em um clima bastante positivo, com os bons resultados já colhidos após a missão presidencial ocorrida em abril”, analisa o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua. Principal destino das exportações brasileiras de aves e de suínos, a China importou 109,6 mil toneladas de carne suína nos três primeiros meses de 2023, 25,6% a mais em relação ao primeiro trimestre de 2022. Foram quase US$ 280 milhões em receita, número 51,9% superior ao obtido no ano anterior. No caso da carne de frango, foram 187,9 mil toneladas, volume 24,5% maior que o efetuado entre janeiro e março de 2022. A receita gerada pelos embarques chegou a US$ 456,5 milhões, superando em 48,3% o desempenho de 2022. Somadas, as vendas de carne de frango e de carne suína do Brasil para China alcançaram US$ 736 milhões de dólares neste primeiro trimestre.

ABPA


EMPRESAS


JBS tem prejuízo de R$ 1,45 bi no 1º tri, mas vê recuperação em 2023

A JBS, maior produtora global de carnes, anunciou nesta quinta-feira (11) prejuízo líquido de R$ 1,45 bilhão no primeiro trimestre, versus lucro de R$ 5,14 bilhão no mesmo período do ano passado, com margens menores em todas as suas principais unidades de negócios por alta nos preços de grãos e sobreoferta de proteínas, principalmente frangos e suínos


Mas essa situação desafiadora já é coisa do passado, com o primeiro trimestre visto como um "ponto fora da curva" pelo CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni. Ele disse que o cenário para 2023 é mais positivo, em meio a um recuo nas cotações das matérias-primas para rações já registrado, além de maior demanda de carnes nos próximos trimestres nos Estados Unidos e China. "O fato é que o resultado deste primeiro trimestre não representa o potencial do nosso negócio e muito menos o que nós esperamos do resultado para o ano... O primeiro trimestre de 2023 é um caso excepcional e um ponto fora da curva...", disse Tomazoni à Reuters. Quando olho para frente, já olhando o segundo trimestre, vislumbramos uma recuperação gradual das margens dos nossos negócios, isso já é fato", acrescentou. A companhia brasileira, gigante global de alimentos que obtém a maior parte de suas receitas na América do Norte, registrou queda de 78,6% no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado, para R$ 2,16 bilhões. A margem Ebitda ajustada foi de 2,5%, queda de 8,6 pontos percentuais na comparação com o mesmo período do ano passado, quando a empresa teve o melhor primeiro trimestre de sua história, e as operações nos Estados Unidos marcaram forte crescimento por demanda interna e externa, nos segmentos de aves e bovinos. A receita líquida da companhia de janeiro a março de 2023 foi a segunda maior já registrada para um primeiro trimestre, somando R$ 86,7 bilhões, destacou Tomazoni, ressaltando que a plataforma global e diversificada em proteínas da empresa também vai colaborar para a retomada de bons resultados. No primeiro trimestre, as operações de bovinos da JBS nos EUA, a maior da empresa em receita, ainda sofreram com a "virada do ciclo do gado", o que reduz a oferta animais para abate. Neste cenário, os preços do boi gordo permaneceram em patamares elevados, crescendo 16% ano a ano, enquanto a carne no atacado subiu apenas 2%, disse a companhia. No Brasil, a unidade de bovinos da empresa sofreu com um embargo da China para o país entre fevereiro e março, por conta de um caso atípico de doença de "vaca louca". A proibição já foi suspensa. "Olhando o Brasil especificamente, essa retomada de bovinos para China vai ter um forte impacto nos negócios agora", disse o executivo, lembrando que a empresa teve uma unidade brasileira habilitada a exportar aos chineses recentemente, o que vai dar força adicional. Nos EUA, ele disse que o segmento de bovinos deverá se beneficiar da temporada de churrascos, no segundo e terceiro trimestres, que costumam gerar maior demanda. Ele ainda citou que a retomada da economia da China, importante para todas as proteínas, mas principalmente para bovinos, é outro fator positivo previsto para o ano.

Reuters


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


1º lote de concessão rodoviária do Paraná vai a leilão em agosto; edital será publicado nesta sexta

Lote abrange uma extensão total de 473 km e inclui estrada que liga Curitiba ao Porto de Paranaguá


O governo federal prevê a publicação do primeiro edital das novas concessões rodoviárias do Paraná nesta sexta-feira (12), quase um ano e meio após o término dos antigos contratos com as empresas de pedágio. Já o edital do segundo lote deve ser publicado no início de junho. O leilão do lote 1 na Bolsa de Valores deve ocorrer em 25 de agosto. A vencedora do leilão vai atuar no trecho por 30 anos. A receita estimada é de R$ 27 bilhões. A disputa será exclusivamente por menor tarifa de pedágio —com aportes financeiros crescentes e proporcionais quando o desconto na tarifa de pedágio for acima de 18%. O valor do aporte financeiro arrecadado ficará em uma conta específica e pode ser usado ao longo do contrato de algumas formas, incluindo injetá-lo em eventual reequilíbrio econômico-financeiro do contrato. O pontapé está sendo dado pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), que, nesta quinta-feira (11), aprovou em definitivo o edital do lote 1 da PR Vias (Rodovias Integradas do Paraná) e antecipou informações da licitação. A íntegra do edital deve ser publicada nesta sexta-feira (12), no Diário Oficial da União. A PR Vias prevê um total de seis lotes, em um conjunto de estradas federais e estaduais e que somam 3.300 km no total. É um sistema rodoviário que já foi chamado de "Anel de Integração" e que faz a conexão entre o porto de Paranaguá, a Região Metropolitana de Curitiba e a Ponte da Amizade, na fronteira com o Paraguai. O lote 1 abrange uma extensão total de 473 km e inclui as BR-277/373/376/476 nos seus trechos no Paraná e as PR-418/423/427. Em relação aos investimentos previstos para o trecho, o valor estimado é de R$ 7,9 bilhões. Parte do valor deve ser destinado à expansão e melhoria de capacidade das rodovias, o chamado Capex. A concessionária vencedora do leilão deve executar 344 km de obras de duplicação. Já o custo operacional, o Opex, está estimado em R$ 5,2 bilhões. Eles são destinados para gastos como manutenção, sinalização, serviço de atendimento médico e mecânico emergencial. No lote 1, já existem cinco praças de cobrança de pedágio dos contratos antigos e a localização delas deve ser mantida: nas cidades de Imbituva, São Luiz do Purunã, Irati, Porto Amazonas e Lapa. A expectativa do governo federal é que o leilão gere tarifas de pedágio mais baixas do que aquelas praticadas nos contratos antigos, e que eram consideradas caras por usuários. Os valores dos pedágios e a necessidade de obras nas estradas são temas sensíveis no meio político do Paraná e o novo modelo de concessão rodoviária passou por intensa discussão, especialmente durante a troca de gestão no governo federal. Na elaboração dos editais, a ala ligada ao grupo do governador e da antiga gestão Bolsonaro deu prioridade às obras que seriam executadas pelas concessionárias vencedoras da disputa. Já petistas defenderam mudanças que pudessem provocar uma redução na tarifa do pedágio ao usuário, na esteira de promessas de campanhas eleitorais. No último dia 3, em sinal de bandeira branca, Ratinho Junior foi ao Palácio do Planalto para assinar a delegação das estradas estaduais à União ao lado do presidente Lula (PT). O ato não foi acompanhado por petistas que participaram de perto das discussões em torno da nova modelagem do pedágio.

FOLHA DE SP


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar cai ante real, na contramão do exterior

O dólar à vista fechou em baixa ante o real na quinta-feira, pelo terceiro dia consecutivo, com a moeda brasileira sendo favorecida pelo diferencial de juros do país em relação ao exterior e pelo fluxo de investidores para a bolsa


O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9367 reais na venda, com queda de 0,25%. A moeda norte-americana virou para o território negativo no Brasil, em meio a um movimento de busca por ações na bolsa de valores e com investidores enxergando o país como um bom destino para seus recursos, considerando a taxa de juros interna em relação ao exterior. O diretor da assessoria de câmbio FB Capital, Fernando Bergallo, disse que o real se descolou do exterior durante a tarde, em meio à busca por ações na bolsa e a uma pressão vendedora de moeda no mercado futuro de dólar --o mais líquido e, no limite, o que conduz as cotações no mercado à vista brasileiro. Profissionais também citavam a expectativa positiva em relação à tramitação do novo arcabouço fiscal no Congresso. Uma parcela do mercado acredita que os parlamentares vão aperfeiçoar o texto, em especial quanto ao “enforcement”, que diz respeito às punições aplicadas caso o governo não cumpra a meta fiscal. O relator do projeto, deputado Cláudio Cajado (PP-BA), sinalizou que poderá atrasar a entrega do parecer previsto para a quinta-feira, em meio à pressão da oposição, de nomes da base governista e de consultorias técnicas da Câmara para incluir no arcabouço normas mais duras de ajuste nas contas públicas. Neste cenário, na B3, às 17:21 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,30%, a 4,9535 reais. No exterior, porém, o dólar seguia em alta ante outras divisas neste fim de tarde. Pela manhã, o Banco Central vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de junho.

REUTERS


Ibovespa fecha em alta pela sexta vez

No setor de proteínas, a BRF ON ganhou 6,09%, a 7,49 reais, ampliando o ganho em maio para mais de 18%, em meio à queda dos preços do milho no Brasil para mínimas em quase três anos. O milho é principal matéria-prima da ração e juntamente com a soja responde por cerca de 70% do custo de produção do frango


O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira, com as ações da Petrobras avançando mais de 3,7% após a petrolífera anunciar dividendos de 24,7 bilhões de reais, enquanto Vale pressionou negativamente em razão de preocupações com a China. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,75%, a 108.256,40 pontos, completando uma sequência de seis altas, que se iguala à série de ganhos de 4 a 11 de janeiro. O volume financeiro totalizou 26,5 bilhões de reais. A reação de Petrobras foi relevante para a melhora do Ibovespa, mas ele também chamou a atenção para o novo alívio na curva futura de juros no Brasil, que ajudou ações de setores como varejo, consumo, constrição civil, entre outros. Ele afirmou que o desempenho só não foi melhor justamente pelo declínio de papéis de mineração e siderurgia, afetados pelas perspectivas com a economia global. Em Wall Street, o S&P 500 fechou em baixa de 0,17%, enfraquecido pelo declínio das ações da Walt Disney Co., após dados sobre assinantes, e quedas nas ações de bancos regionais e de energia. No Brasil, a apresentação do parecer do novo marco fiscal pelo relator do projeto, deputado Cláudio Cajado (PP-BA), prevista para a quinta-feira, ficou para a próxima semana, segundo divulgou a assessoria do parlamentar. Segundo uma fonte que acompanha as negociações, a entrega do texto depende da autorização do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que pretende fazer um pente-fino na proposta e finalizar consultas a líderes partidários para ter segurança de que a nova regra fiscal será aprovada pelos deputados.

REUTERS


Renda do brasileiro teve recuperação em 2022 com aumento da ocupação e ampliação do Auxílio Brasil, diz IBGE

O aumento na ocupação e o pagamento do Auxílio Brasil em maior escala ajudaram a impulsionar a renda no Brasil em 2022, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE divulgada na quinta-feira, que apontou ainda redução da desigualdade no país


O rendimento médio mensal real domiciliar per capita chegou a 1.586 reais no ano passado, uma alta de 6,9% em relação a 2021, quando foi de 1.484 reais -- o mais baixo da série histórica iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com esse aumento de 6,9%, a massa de rendimento mensal real domiciliar per capita subiu 7,7% ante 2021, chegando a 339,6 bilhões de reais. De acordo com a pesquisa, a Região Nordeste segue com menor rendimento médio mensal domiciliar per capita(1.011 reais), ao passo que a Região Sul tem o maior (1.927 reais). No ano passado, 62,6% da população tinha algum tipo de rendimento, contra 59,8% em 2021, atingindo o maior nível da série da pesquisa. Já o rendimento médio mensal real de todas as fontes cresceu 2,0% em 2022 frente a 2021 e alcançou 2.533 reais, ainda assim o segundo menor valor da série. Também segundo a pesquisa, o rendimento de todos os trabalhos caiu 2,1%, a 2.659 reais, enquanto o rendimento de outras fontes cresceu 12,1%, a 1.657 reais. De acordo com a Pnad, entre 2021 e 2022 cresceu a 16,9% a proporção de domicílios com algum beneficiário do Auxílio Brasil/Bolsa Família, em comparação com 8,6% antes. "Muitas pessoas voltaram para o mercado de trabalho, os muito pobres estão recebendo um auxílio que se compara ao auxílio emergencial em valor, e o 1% mais rico teve uma pequena redução no rendimento”, afirmou a analista da pesquisa, Alessandra Brito. A melhora no mercado de trabalho e a expansão do Auxílio Brasil também contribuíram de alguma fora para reduzir os níveis de desigualdade no país. O Índice de Gini do rendimento domiciliar per capita caiu de 0,544 para 0,518, e o Gini do rendimento de todos os trabalhos caiu de 0,499 para 0,486. Ambos foram os menores da série histórica do IBGE. O indicador é uma medida de desigualdade, sendo 0 a igualdade completa. "O Gini da renda do trabalho ficou no menor nível da série por conta da volta ao mercado de trabalho de um contingente de quase 8 milhões de pessoas, e isso fez a renda do trabalho ser menos desigual", completou Brito. "Sobretudo foi gente com trabalho com carteira, além de conta própria e informal." De acordo com Pnad, o rendimento médio do 1% da população que ganha mais --rendimento domiciliar per capita mensal de 17.447 reais-- era 32,5 vezes maior que o rendimento médio dos 50% da população que ganham menos (537 reais). Em 2021, essa razão era de 38,4 vezes.

REUTERS


Conab eleva estimativa de safra de grãos para 313,9 milhões de toneladas

Volume representa um aumento de 14,7% em relação à temporada passada


A Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) elevou sua estimativa para a safra brasileira de grãos para um novo recorde de 313,9 milhões de toneladas, prevendo melhoras nos índices de produtividade e áreas de colheita um pouco maiores do que o previsto no mês passado. Em abril, a projeção era de uma safra de 312,5 milhões de toneladas. O volume esperado representa um acréscimo de 14,7% sobre a produção da safra passada. A produtividade média dos grãos deve aumentar 10,7% e chegar a 4,048 toneladas por hectare — em abril, a estimativa era de um rendimento um pouco maior. Já a projeção para área total de cultivo de grãos subiu em 500 mil hectares para 77,5 milhões de hectares. A estatal elevou sua estimativa para a colheita de soja em mais de 1 milhão de toneladas, prevendo agora um volume de 154,8 milhões de t. A projeção para a produtividade foi elevada para 3,532 toneladas por hectare, enquanto para a área cresceu para 43,8 milhões de hectares. A produtividade prevista é 16,7% melhor do que n safra passada, enquanto a área é 5,6% maior. A projeção para a produção total de milho foi elevada em mais de 600 mil toneladas para 125,5 milhões de toneladas. A colheita da primeira safra deve ter alcançado 27 milhões de toneladas - um ajuste para baixo ante a projeção do mês passado, mas 8,1% acima do registrado na temporada 2021/22. A produção da segunda safra, por sua vez, deve chegar a 96,1 milhões de toneladas - 800 mil toneladas a mais do que o projetado em abril e 11,9% de aumento anual. A Conab elevou suas estimativas tanto para produtividade da safrinha como para a área, prevendo agora uma expansão de 3,5% na área de colheita, para 16,9 milhões de hectares, e um rendimento de 5,676 toneladas por hectare, avanço anual de 8,2%. Segundo a estatal, as lavouras de milho safrinha estão com bom desenvolvimento, desde o desenvolvimento vegetativo até a maturação. A Conab também aumentou sua projeção para a produção de algodão em pluma para 2,9 milhões de toneladas, elevando suas estimativas para a produtividade e área colhida. Já para o trigo, a estatal passou a prever uma quebra de quase 1 milhão de toneladas em relação à safra passada, para 9,6 milhões de toneladas, fruto de uma redução de produtividade esperada em 15,4%, para 2,894 toneladas por hectare. No mês passado ainda não havia projeções específicas para a produção de trigo desta temporada. Para o feijão, a Conab elevou sua estimativa de produção total para 3,079 milhões de toneladas, aumento de 3% ante a temporada passada, com melhoras na colheita de segunda e terceira safra.

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