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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 352 DE 12 DE ABRIL DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 352 |12 de abril de 2023



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Preços da arroba do boi gordo estão estáveis nas praças pecuárias de São Paulo

A terça-feira (11/4) foi marcada pelo baixo ritmo nas negociações no mercado físico do boi gordo, pois muitos frigoríficos brasileiros já estão de olho no comportamento do consumo de carne bovina na segunda metade de abril, que tende a ser mais comedido devido ao menor poder aquisitivo da população


“O efeito positivo ocasionado pela retomada dos envios de carne bovina ao mercado chinês já parece ter sido absorvido pelo setor, já que as altas mais significativas nas cotações da arroba bovina não encontram fundamentos para romper as máximas alcançadas neste ano”, observa a S&P Global Commodity Insight. “Os preços perdem suporte diariamente em função do menor apetite comprador dos frigoríficos, que seguem acompanhando o fluxo lento de escoamento da produção brasileira, tanto para o mercado externo quanto para o doméstico”, acrescenta a consultoria. Como o ritmo das exportações em abril segue fraco, continua a consultoria, as indústrias permanecem atuando de forma limitada nas compras de boiada gorda, com algumas ofertando valores abaixo das máximas vigentes. Na terça-feira, a S&P Global Commodity Insight verificou recuo nas cotações em praças que atuam mais direcionadas ao mercado exterior. Segundo apurou a Scot Consultoria, após o feriado, os frigoríficos paulistas estão aos poucos retornando as compras. “Com a oferta de bovinos ajustada à demanda, os preços estão estáveis nas praças de São Paulo”, informa a Scot. Com isso, o boi gordo continua valendo R$ 285/@, enquanto a vaca gorda e a novilha gorda custando R$ 257/@ e R$ 275/@ (preços brutos e a prazo). O preço do “boi-China” (abatido mais jovem, com até 30 meses) está em R$ 290/@ no mercado paulista (valor bruto e a prazo), acrescenta a Scot. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 281/@ (à vista) vaca a R$ 246/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 291/@ (prazo) vaca a R$ 256/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 276/@ (prazo) vaca a R$ 251/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 256/@ (prazo) vaca a R$ 231/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 254/@ (à vista) vaca a R$ 229/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 246/@ (à vista) vaca a R$ 221/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 258/@ (prazo) vaca R$ 236/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 273/@ (à vista) vaca a R$ 243/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 240/@ (prazo) vaca a R$ 231/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 251/@ (prazo) vaca a R$ 236/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 246/@ (prazo) vaca a R$ 217/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 236/@ (à vista) vaca a R$ 217/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 256/@ (à vista); vaca a R$ 212/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO


‘Vaca louca’ afetou exportações de carne bovina

Volume dos embarques acumulou queda de 8% no intervalo entre janeiro e março, para 498,9 mil toneladas


O Brasil exportou 162,8 mil toneladas de carne bovina (in natura e processada) no mês passado, 20% a menos do que em março de 2022, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). O declínio refletiu a suspensão dos embarques à China, principal destino dessa proteína, que se estendeu de 22 de fevereiro a 23 de março. O Brasil suspendeu as exportações de maneira voluntária depois da confirmação de um caso do mal da vaca louca no Pará. O impacto foi ainda maior sobre o faturamento das exportações, que caiu 37%, para US$ 1,123 bilhão. A carne que o Brasil vende ao mercado chinês é mais cara do que a média, o que explica o fato de a receita ter caído mais do que o volume. Com o recuo em março, o volume acumulou queda de 8% no primeiro trimestre, e a receita, de 22%, para 498,9 mil toneladas e US$ 2,255 bilhões, respectivamente. O preço médio no primeiro trimestre caiu 15,3% em relação ao mesmo período de 2022, para US$ 4.521. No caso do produto destinado à China, o recuo foi de 22,7%, a US$ 4.899 por tonelada. Mesmo com uma queda de 7,1% nos volumes, para 228,2 mil toneladas, a China manteve-se como o principal destino da carne bovina brasileira. A receita das vendas aos chineses recuou 28,2%, para US$ 1,118 milhões. Os Estados Unidos compraram 58 mil toneladas, menos que as 69,8 mil toneladas dos primeiros três meses de 2022. A receita caiu de US$ 356,6 milhões para US$ 254,5 milhões. O Chile ocupou a terceira posição, com receita de US$ 90,9 milhões neste ano, pouco inferior aos US$ 91,1 milhões de 2022. A movimentação, em contrapartida, subiu de 18,7 mil toneladas para 19,26 mil. Ontem, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) estimou que os embarques brasileiros devem crescer 4% neste ano e totalizar 3 milhões de toneladas equivalentes em carcaça. O volume corresponde 25% de toda a carne bovina negociada entre países.

VALOR ECONÔMICO


SUÍNOS


Preço do suíno vivo sobe em São Paulo e Santa Catarina

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve aumento de 0,84%/1,63%, chegando a R$ 120,00/R$ 125,00, enquanto a carcaça especial ficou estável, valendo R$ 9,50/R$ 9,80 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (10), houve aumento de 0,32% em Santa Catarina, atingindo R$ 6,26/kg, e de 0,15% em São Paulo, custando R$ 6,58/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais (R$ 6,46/kg), Paraná (R$ 6,41/kg), e Rio Grande do Sul (R$ 6,45/kg).

Cepea/Esalq


ABPA: Exportações de carne suína crescem 16,9% em março

Receita dos embarques totalizaram US$ 248,9 milhões no mês


As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) alcançaram 106,9 mil toneladas em março, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número supera em 16,9% as vendas registradas no mesmo período de 2022, quando foram embarcadas 91,5 mil toneladas. Em receita, as vendas de março totalizaram US$ 248,9 milhões, número 30,8% superior ao obtido em março de 2022, quando a receita alcançou US$ 190,3 milhões. No trimestre, o volume exportado de carne suína chegou a 274,8 mil toneladas, volume 15,7% maior que as 237,5 mil toneladas embarcadas entre janeiro e março de 2022. No mesmo período, a receita das exportações totalizou US$ 646,3 milhões, saldo 29,6% maior que o total obtido nos três primeiros meses de 2022, com US$ 498,5 milhões. “Custos de produção em alta no mundo, assim como os impactos de questões sanitárias em vários países produtores de carne suína têm sustentado a tendência de aumento pela demanda do nosso produto, que é refletida pelas elevações nas vendas em oito dos dez maiores importadores da carne suína brasileira. Diferentemente do que vimos no 1° trimestre de 2022, os três primeiros meses deste ano seguem em ritmo equivalente ao visto no segundo semestre do ano passado, indicando um ano com tendência de alta comparativa nas exportações”, analisa o Presidente da ABPA, Ricardo Santin. Principal destino dos embarques, a China importou 109,6 mil toneladas entre janeiro e março, número 25,6% superior ao registrado em 2022, com 87,2 mil toneladas. No mesmo período, também se destacaram as vendas para Chile, com 21,3 mil toneladas (+96,8%), Filipinas, com 17,8 mil toneladas (+8), Singapura, com 15,9 mil toneladas (+25,8%), e Japão, com 7,2 mil toneladas (+36,9%). “Além dos tradicionais destinos de exportação, houve neste mês a realização dos primeiros embarques de carne suína do Brasil para o México, consolidando o fluxo de embarques para este mercado que foi recentemente aberto para os produtos brasileiros. Ao mesmo tempo, o recrudescimento da Peste Suína Africana na China e nas Filipinas devem manter as exportações brasileiras em patamares acima das 100 mil toneladas mensais”, avalia o Diretor de Mercados da ABPA, Luís Rua.

ABPA


FRANGOS


Frango: preços caem no congelado e no resfriado em SP

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,80/kg, enquanto o frango no atacado caiu 0,77%, custando R$ 6,50/kg


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o valor ficou inalterado em R$ 4,30/kg, da mesma maneira que no Paraná, custando R$ 4,93/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (10), houve recuo de 6,62% para a ave congelada, atingindo R$ 6,63/kg, e de 6,48% para o frango resfriado, fechando em R$ 6,64/kg.

Cepea/Esalq


Reino Unido suspenderá regras obrigatórias de alojamento para aves à medida que o risco de gripe aviária diminui

O governo britânico disse nesta terça-feira que suspenderá as medidas que introduziu para impedir a propagação da gripe aviária


Os níveis de risco da gripe aviária foram reduzidos, disse o Departamento de Meio Ambiente, Alimentos e Assuntos Rurais (Defra) do governo em um comunicado. A mudança, que entrará em vigor em 18 de abril, significa que aves domésticas e outras aves em cativeiro não precisarão mais ser alojadas e poderão ser mantidas do lado de fora, a menos que estejam em uma "Zona de Proteção". A restrição, aplicada na Inglaterra e no País de Gales, foi anunciada em outubro do ano passado.

REUTERS


Produtores de aves pedem atualização do protocolo de contingência da gripe aviária

O Paraná, responsável por um terço da produção nacional de proteína animal, está trabalhando em um cenário não de “se” a influenza aviária vai chegar até o país, mas sim “quando” a doença desembarcará em território nacional


“Temos que ser otimistas, sim, mas sabemos que com casos em praticamente todos os nossos países vizinhos, é uma questão de tempo para a doença ser registrada por aqui. Precisamos estar preparados para quando isso acontecer, para que o impacto sobre a nossa produção seja o menor possível”, avaliou Rafael Gonçalves Dias, Gerente de Saúde Animal da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), em entrevista à Gazeta do Povo. Dias integrou a comitiva que, no início de abril, mobilizou representantes do setor de produção e abate de aves no Paraná com membros da Secretaria de Defesa Agropecuária, do Ministério da Agricultura e Pecuária, em Brasília. Na pauta da reunião estavam as possíveis ações de prevenção e enfrentamento à doença no Brasil, e em especial no estado. Dias explicou que uma das primeiras estratégias solicitadas pela comitiva paranaense foi para que o governo federal providencie um plano de contingência para quando a doença for detectada no país. A preocupação principal é com o possível impacto econômico da doença nas exportações da carne de frango paranaense. “Houve conversas com o secretário, com o ministro, para que possamos estar alinhados em relação ao enfrentamento da doença quando ela chegar. São várias ações de vigilância, de comunicação, de controle de fronteiras. É uma questão de atualizar o plano atual de contingência, que foi criado em 2013. Esse documento norteia as nossas ações, mas precisa passar por atualizações periódicas”, comentou. A principal preocupação do setor é com a entrada da influenza aviária nas criações de grande porte, aquelas que servem a propósitos industriais. Isso não significa, como explicou Dias, que os pequenos produtores não devam se manter alertas em relação à doença. Outra questão evidenciada entre as reivindicações apresentadas em Brasília é a de criação de uma unidade autônoma de produção de proteína de aves formada pelos três estados do Sul do Brasil. Somados, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná representam 60% da produção nacional de proteína de aves. De acordo com o Gerente de Saúde Animal da Adapar, tal medida não está prevista pela Organização Mundial de Saúde Animal. O governo federal, segundo ele, se mostrou interessado em pleitear a mudança. Mas questões políticas por trás da mudança podem fazer com que essa discussão leve mais tempo do que o esperado. “O bloco sozinho é maior do que muitos países da Europa, tanto em área quanto em produção de aves. E isso faz com que esse tipo de mudança provoque inicialmente algum tipo de rejeição. O código da organização precisa ser mudado e isso vale para todos os países. Considerando que o Brasil é um país continental, a nossa visão desse processo de zonificação é bem diferente da de outros pequenos países da Europa. Para nós, seria muito bom se isso saísse do papel. Para eles, talvez não seja tão interessante. Por isso, é necessária toda essa discussão”, respondeu.

GAZETA DO POVO


EMPRESAS


BRF antecipa entrega do compromisso de criar aves livres de gaiola no sistema de integração

A BRF antecipou o cumprimento, no início deste ano, de seu compromisso público de garantir que 100% das aves do sistema de integração globalmente, no Brasil e na Turquia, sejam livres de gaiolas, informou a companhia na terça-feira (11)


O prazo para o cumprimento do compromisso era até o fim de 2023. No Brasil, as operações com aves já ocorriam livres de gaiolas. Agora, com a implementação da medida em toda a Turquia, o compromisso foi integralmente atendido. O suporte técnico e financeiro junto aos produtores foi essencial para adequar as instalações. “O programa de bem-estar animal [BEA] da BRF é global. Padronizar as boas práticas em todas as localidades é fundamental para gerar melhores resultados à agenda de BEA”, disse o Diretor de CIEX Agropecuária da BRF, Ivomar Oldoni, em comunicado. O resultado reforça o avanço da agenda de bem-estar animal, alinhada ao Plano BRF de Sustentabilidade, segundo a empresa. Por meio do seu programa global de BEA, a companhia afirma estabelecer políticas, normas, processos e indicadores de acordo com as especificidades de cada localidade onde atua, sejam ambientais e culturais, sejam climáticas ou religiosas. Com tolerância zero a maus-tratos aos animais, a BRF tem a ética e a sustentabilidade como princípios que norteiam sua conduta com relação ao bem-estar dos animais, assim como a transformação positiva de toda sua cadeia de valor, segundo a diretora de Reputação e Sustentabilidade da BRF, Raquel Ogando. “Atuamos em sintonia com as melhores práticas, por meio de projetos e metas públicas, além de sermos guiados por certificações, parcerias e trabalhos colaborativos e propositivos com entidades renomadas do mercado”, disse Raquel no mesmo comunicado.

CARNETEC


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Copel terá de pagar R$3,72 bi para renovar concessões hidrelétricas, define governo

A companhia paranaense de energia elétrica Copel terá que pagar 3,72 bilhões de reais a título de bônus de outorga para renovar as concessões de três usinas hidrelétricas, segundo portaria dos Ministérios de Minas e Energia e da Fazenda publicada na terça-feira no Diário Oficial da União


As hidrelétricas pendentes de renovação contratual são as de Salto Caxias, Segredo e Foz do Areia, ativos que compõem parte relevante do parque gerador da Copel, somando 4.176 megawatts (MW) de capacidade instalada. Segundo a portaria, o pagamento da outorga de concessão deverá ocorrer em parcela única, em até vinte dias, contados do ato da assinatura dos novos contratos de concessão. O valor estabelecido ainda passará pela análise do Tribunal de Contas da União (TCU), informou a Copel. A companhia poderá renovar concessões hidrelétricas em processo concomitante com sua privatização, conforme decreto publicado no final do ano passado. Pelas regras anteriores, a companhia teria que se desfazer do controle do ativo se quisesse mantê-lo, ainda que com uma participação minoritária. "A definição do bônus de outorga constitui uma etapa do processo de obtenção de novo contrato de concessão das UHEs (hidrelétricas) pelo prazo de até 30 anos", disse a empresa, no fato relevante.

REUTERS


Portos do Paraná têm aumento de 17,2% na movimentação de março

A movimentação mensal de mercadorias nos portos do Paraná cresceu 17,2% em março em relação a fevereiro, passando de 4.571.512 toneladas para 5.357.799 toneladas. O aumento se deu, principalmente, pela chegada da nova safra de soja ao porto e embarque nos navios, num fluxo mais intenso.


O aumento tem sido gradativo a cada mês. O volume movimentado em fevereiro foi 8,6% maior que o registrado em janeiro (4.207.256 toneladas). “Neste ano vimos a nova safra de soja chegar em março, um pouco mais tarde do que no ano passado. Porém, tivemos um aumento expressivo nos embarques de milho, o que também não tivemos em 2022”, comentou o Diretor de Operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira. No ano passado, a movimentação mensal no primeiro trimestre foi, respectivamente, de 4.157.538 toneladas em janeiro; 5.075.117 toneladas em fevereiro (+22%) e 4.846.642 toneladas em março (-4,5%). Os granéis sólidos representam quase 62,4% de toda a movimentação mensal dos portos de Paranaguá e Antonina. Neste ano, em março, foram 3.341.475 toneladas de cargas importadas e exportadas no segmento. O volume é cerca de 22,8% maior que as 2.722.016 de toneladas movimentada no último mês de fevereiro. Só de soja, foram carregadas 1.204.720 toneladas, muito mais que o dobro das 453.595 toneladas embarcadas da oleaginosa no último mês de fevereiro. De carga geral, em março foram 1.114.103 toneladas movimentadas nos dois sentidos Importação e exportação), volume 4,7% maior que o registrado em fevereiro - com 1.063.852 toneladas. De líquidos, no mês de março foram 902.221 toneladas, cerca de 14,8% a mais que as 785.644 toneladas registradas em fevereiro. No primeiro trimestre do ano, de janeiro a março, foram movimentadas 14.109.999 toneladas nos dois sentidos. De exportação, foram 8.778.706 toneladas (62,2% do total). Importação, 5.331.293 toneladas (37,8% do total). O aumento registrado na comparação entre os trimestres foi de 0,2%. Em relação a março 2022 o aumento registrado no terceiro mês deste ano foi de 11%. No último mês, foram 5.357.799 toneladas movimentadas. Nos mesmos 31 dias, no ano passado, 4.846.642 toneladas.

PORTOS DO PARANÁ


ECONOMIA/INDICADORES


A inflação oficial ao consumidor no Brasil foi pressionada em março pela reoneração dos preços de combustíveis, mas ainda assim mostrou desaceleração ante o mês anterior e a taxa em 12 meses foi ao nível mais fraco em cerca de dois anos


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,71% em março, depois de ter avançado 0,84% em fevereiro, mostraram os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira. Isso levou o índice a acumular nos 12 meses até março taxa de 4,65%, contra 5,60% antes, a mais baixa e a primeira vez abaixo de 5% desde janeiro de 2021. Com isso, também fica abaixo do teto da meta a inflação, que para este ano é de 3,25%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, medida pelo IPCA. As leituras de março ficaram abaixo das expectativas de analistas em pesquisa da Reuters, de alta de 0,78% no mês e de 4,70% em 12 meses. Entre analistas, a expectativa é de que a inflação no Brasil deve desacelerar aos poucos à frente, em um cenário de política monetária restritiva e atividade econômica contida. Depois de o IPCA ter sofrido em fevereiro o impacto sazonal do aumento dos custos de Educação, em março foi a gasolina que pesou no bolso dos consumidores, em meio ao retorno da cobrança de impostos federais no início do mês. O maior peso individual sobre o resultado do IPCA de fevereiro partiu da alta de 8,33% da gasolina, levando o grupo Transportes a subir 2,11%, maior variação no mês. O etanol teve alta de 3,20% em março. “Os resultados da gasolina e do etanol foram influenciados principalmente pelo retorno da cobrança de impostos federais no início do mês. Havia, portanto, a previsão do retorno da cobrança de PIS/Cofins sobre esses combustíveis a partir de 1º de março", explicou o analista da pesquisa, André Almeida. Também se destacaram no mês os avanços de 0,82% de Saúde e cuidados pessoais e de 0,57% em Habitação. Por outro lado, os preços do grupo Alimentação e bebidas, com forte peso no bolso do consumidor, tiveram variação positiva de apenas 0,05%, em meio à queda de 0,14% da alimentação no domicílio em março. Ponto de atenção, a inflação de serviços mostrou forte desaceleração ao subir 0,25% em março, de 1,41% em fevereiro, acumulando em 12 meses alta de 7,63%. O índice de difusão, que mostra o espalhamento das variações de preços, caiu a 60% em março, depois de ter alcançado 65% em fevereiro.

REUTERS


Dólar cai mais de 1% ante real com inflação desacelerando e otimismo com arcabouço

O dólar à vista recuou mais de 1% ante o real na terça-feira, em um dia marcado pela divulgação de dados favoráveis de inflação, pela perspectiva otimista com o novo arcabouço fiscal e pela busca de ativos de maior risco em todo o mundo


Pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA, o índice oficial de inflação, subiu 0,71% em março, depois de ter avançado 0,84% em fevereiro. Isso levou o indicador a acumular nos 12 meses até março taxa de 4,65%, contra 5,60% de antes. Foi a primeira vez que o índice em 12 meses ficou abaixo de 5% desde janeiro de 2021. Os números abriram espaço para a busca de ativos de maior risco, como as ações de empresas brasileiras, e favoreceram o real, em meio à avaliação de que o novo arcabouço fiscal, apresentado recentemente pelo governo, também reduz as chances de descontrole da dívida pública. Após chegar a oscilar abaixo dos 5 reais, o dólar à vista fechou o dia cotado a 5,008 reais na venda, em baixa de 1,14%. Na B3, às 18:16 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 1,23%, a 5,0245 reais. A economista Cristiane Quartaroli, do Banco Ourinvest, pontuou que o real se destacou entre as moedas de países emergentes. Segundo ela, os dados de inflação abaixo do esperado no Brasil e as falas de membros do governo sobre o novo arcabouço fiscal trouxeram ânimo para o mercado local. Na manhã, o Ministro da Casa Civil, Rui Costa, previu um "amplo apoio" do Congresso à proposta de arcabouço fiscal do governo, ecoando confiança expressa pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva na véspera. A Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, disse que técnicos do governo estão fazendo ajustes "redacionais" ao texto da âncora fiscal, indicando que ele deve ser encaminhado ao Congresso na próxima segunda-feira. O gestor da área de macro da AZ Quest, Gustavo Menezes, destacou a importância do arcabouço. “Desde o início do ano, sabíamos que os juros básicos de 13,75% ao ano eram contracionistas. Já havia condições de o ciclo de corte de juros começar, só precisávamos de um marco fiscal aceitável”, comentou. Segundo ele, os dados desta terça-feira ajudaram o real a ter uma boa performance em relação ao dólar e há espaço para o movimento continuar.

REUTERS


Ibovespa dispara mais de 4% impulsionado por alívio no IPCA

No setor de proteínas, MINERVA ON recuou 1,29%, a 9,94 reais, entre as poucas quedas do Ibovespa na sessão. Dados da terça-feira mostraram que as exportações de carne bovina do Brasil recuaram no primeiro trimestre. A Minerva é a maior exportadora de carne bovina na América do Sul


O Ibovespa disparou mais de 4% na terça-feira, fechando na máxima em cerca de um mês, embalado pela desaceleração mais forte do que a esperada da inflação no Brasil em março, mas também pela alta de commodities como o petróleo e o minério de ferro no exterior.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 4,29 %, a 106.213,76 pontos, maior ganho percentual diário desde 3 de outubro do ano passado, quando subiu 5,5%, um dia após o resultado do primeiro turno da eleição no Brasil. O volume financeiro no pregão somou 31,85 bilhões de reais, acima da média diária do mês (19,6 bilhões de reais) e do ano (24,8 bilhões de reais), também refletindo operações visando os vencimentos de opções sobre o Ibovespa e do índice futuro, que ocorrem na quarta-feira. O IPCA subiu 0,71% em março, depois de ter avançado 0,84% em fevereiro, divulgou o IBGE na terça-feira. Em 12 meses, acumulou alta de 4,65%, a mais baixa e a primeira vez abaixo de 5% desde janeiro de 2021. Ambos os dados foram menores que as expectativas de economistas. "Quando a economia está desacelerando e a inflação começando a cair, espera-se que o Banco Central derrube o juro,", afirmou Rafael Pacheco, economista da Guide Investimentos, acrescentando que o mercado costuma a antecipar esse movimento e que setores mais cíclicos tendem a se beneficiar, como se viu nesta sessão. Entre as empresas cíclicas, mais sensíveis às condições econômicas do país, estão a de consumo, varejo, construção civil, viagens, que figuraram entre as maiores altas do Ibovespa nesta sessão. A perspectiva de alívio monetário também serve como alento a companhias com elevado endividamento. Estrategistas têm apontado que um alívio na taxa Selic, atualmente em 13,75%, é essencial para uma melhora mais sustentável das ações brasileiras, principalmente daquelas sensíveis à economia interna. Dados da B3 também mostram estrangeiros voltando para a bolsa paulista, com saldo positivo em 655,5 milhões de reais nos primeiros pregões de abril, após as vendas superarem as compras em fevereiro e março. Em janeiro, houve entrada líquida de 12,55 bilhões de reais.

REUTERS


FMI passa a ver crescimento abaixo de 1% para o PIB do Brasil em 2023

O Fundo Monetário Internacional reduziu a perspectiva de crescimento econômico do Brasil para este ano, passando a ver uma expansão de 0,9% em seu relatório Perspectiva Econômica Global, bem abaixo do cenário visto para a América Latina e Caribe


A atualização das projeções, divulgada na terça-feira, representa uma redução de 0,3 ponto percentual em relação ao cálculo para o Produto Interno Bruto do Brasil feito em janeiro, quando o FMI elevou ligeiramente sua estimativa feita no mês anterior, e fica bem abaixo do crescimento efetivo de 2,9% registrado em 2022. Para 2024, entretanto, o FMI manteve a expectativa de que o crescimento econômico brasileiro irá acelerar para 1,5%. O cenário previsto pelo Fundo fica em linha com aquele calculado por analistas na pesquisa Focus do Banco Central, que veem um crescimento de 0,91% este ano e 1,44% no próximo. Na contramão, o Banco Central aumentou no final do mês passado sua projeção de crescimento econômico em 2023 a 1,2%, contra patamar de 1,0% antes. O Ministério da Fazenda é, de longe, o mais otimista, calculando uma expansão de 1,61% para o PIB este ano. O desempenho do Brasil estimado pelo FMI fica bem aquém daquele calculado para a América Latina e Caribe, região que segundo o relatório deve crescer 1,6% em 2023 e 2,2% em 2024. E fica ainda mais longe das estimativas de crescimento para Mercados Emergentes e Economias em Desenvolvimento, do qual o Brasil faz parte, respectivamente de 3,9% e 4,2% para este ano e o próximo. "Para o mercado emergente e economias em desenvolvimento, as perspectivas econômicas são em média mais fortes do que para economias avançadas, mas essas perspectivas variam mais amplamente nas regiões", apontou o FMI. Na semana passada, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não concorda com avaliações de que o PIB do Brasil irá crescer menos de 1%, e disse que a economia do país avançará mais do que o estimado por aqueles que classificou como pessimistas. O FMI também fez projeções para outros dados econômicos na revisão de seu relatório. O Fundo calcula que o Brasil terá em 2024 uma inflação em média de 5,0%, indo a 4,8% em 2024. Ao final de cada ano o aumento dos preços foi calculado em 5,4 e 4,1% respectivamente. Já para o desemprego o FMI calcula taxas de 8,2% e 8,1% neste ano e no próximo.

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