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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 340 DE 24 DE MARÇO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 340 |24 de março de 2023


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Otimismo contamina a cadeia da carne bovina com o fim do embargo chinês

Porém, conforme apurou a Scot, os lotes de boi-China continuaram fora das negociações, pois os agentes do mercado ainda estudam as melhores estratégias de retorno ao mercado


Segundo a Scot Consultoria, a reação do mercado nas praças paulistas, principalmente dos exportadores, foi manter suspensa as compras do boi-China e esperar por mais informações. Em relação aos lotes de animais direcionados ao mercado interno (sem premiação), não houve alterações nas cotações do boi, vaca e novilha, relata a Scot. O boi gordo paulista segue cotado em R$ 280/@, enquanto a vaca e a novilhas gordas são negociadas por R$ 257/@ e R$ 267/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). De acordo com a informou S&P Global, repetindo a tendência dos dias anteriores, o fluxo de comercialização de boiada gorda evoluiu modestamente na quinta-feira, 23 de março. “O mercado físico do boi gordo ainda deve operar com baixa liquidez de negócios, com agentes do setor buscando absorver a notícia de retorno dos envios de carne bovina brasileira à China”, acreditam os analistas da S&P Global.

A lentidão das vendas de carne bovina no atacado deve gerar alguma cautela no ritmo de compra de gado por parte das indústrias frigorificas, mas há grandes expectativas com relação à retomada dos negócios no curto prazo, acrescenta a consultoria. Em algumas regiões pecuárias do País, as expectativas são otimistas com relação ao avanço nos preços do boi gordo, já sendo verificado altas entre algumas praças monitoradas pela S&P Global. Pelo lado das indústrias frigoríficas, continua a consultoria, o foco é despachar o mais rápido possível os estoques represados e garantir a efetivação de novos negócios devido ao aperto nas escalas de abate em algumas unidades. “O mercado deverá se aquecer a partir de abril, com muitas unidades paralisadas voltando às compras”, acreditam os analistas da S&P Global. Na B3, as cotações dos contratos futuros do boi gordo já haviam precificado a derrubada do embargo chinês e a volta das importações de carne bovina do Brasil, diz a S&P Global. “Como ocorreu no ano passado, o principal drive do setor continua sendo as vendas externas, sobretudo com a abertura de novos mercados consumidores”, informou S&P Global. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 281/@ (à vista) vaca a R$ 246/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 281/@ (prazo) vaca a R$ 256/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 268/@ (prazo) vaca a R$ 243/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 251/@ (prazo) vaca a R$ 231/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 249/@ (à vista) vaca a R$ 226/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 242/@ (à vista) vaca a R$ 217/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 246/@ (prazo) vaca R$ 231/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 270/@ (à vista) vaca a R$ 240/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 236/@ (prazo) vaca a R$ 226/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 247/@ (prazo) vaca a R$ 236/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 236/@ (prazo) vaca a R$ 210/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 227/@ (à vista) vaca a R$ 207/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 231/@ (à vista) vaca a R$ 205/@ (à vista).

S&P Global/Scot Consultoria/Portal DBO


Além da China, 4 países retiraram embargo à carne bovina brasileira, diz ministério

No entanto, o Itamaraty não informou quais são os mercados que retiraram o embargo; em nota, destacou que 6 países ainda continuam com bloqueios: Bahrein, Cazaquistão, Catar, Irã, Rússia e Tailândia


O Ministério das Relações Exteriores informou que, além da China, quatro países que haviam interrompido as compras da carne bovina brasileira já retiraram os embargos. A diplomacia, no entanto, não informou quais são os mercados. Em nota, destacou que seis países continuam bloqueados momentaneamente: Bahrein, Cazaquistão, Catar, Irã, Rússia e Tailândia. Em comunicado divulgado na noite da quinta-feira (23), o Itamaraty disse que tem atuado para evitar fechamentos indevidos de mercados para a carne bovina brasileira desde o anúncio do caso atípico de "vaca louca", em fevereiro, no Pará. "O Ministério das Relações Exteriores (MRE), por meio de sua rede de embaixadas, vem atuando desde o anúncio do caso de EEB para evitar fechamentos indevidos de mercados. Por meio de monitoramento ativo, o MRE detectou riscos de fechamento em 15 países. Em quatro casos foi possível evitar o fechamento do mercado e em outros cinco, contando a China, os mercados foram momentaneamente fechados, mas já reabertos", diz a nota. "Os esforços continuam com vistas à reabertura dos 6 mercados remanescentes – Bahrein, Cazaquistão, Catar, Irã, Rússia e Tailândia", completou. O Itamaraty informou que o governo brasileiro recebeu "com satisfação" a notícia da reabertura do mercado da China para a carne bovina brasileira, anunciada na quinta-feira. O ministério disse que a reabertura do mercado chinês ocorreu após "intensas gestões diplomáticas, seguidas da visita do Ministro da Agricultura e Pecuária [Carlos Fávaro] à China".

VALOR ECONÔMICO


SUÍNOS


Mercado de suínos alta em MG e estabilidade no PR E RS

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 127,00/R$ 133,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 9,80/R$ 10,20 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (22), houve leve alta somente em Minas Gerais, na ordem de 0,14%, chegando a R$ 7,26/kg. Foi registrada queda de 0,30% em Santa Catarina, atingindo R$ 6,70/kg, e de 0,14% em São Paulo, valendo R$ 7,19/kg. Os valores ficaram estáveis no Paraná (R$ 6,76/kg), e no Rio Grande do Sul (R$ 6,80/kg). Ainda faltando uma semana para a virada do mês, a suinocultura independente sofre com os efeitos do menor ímpeto de compras por parte de frigoríficos e especulações, conforme informaram lideranças do setor na quinta-feira (23).

Cepea/Esalq


Suínos/Cepea: Preços caem em todas as regiões

As cotações da carne e do suíno vivo estão em movimento de queda na segunda quinzena de março em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea


A pressão sobre os valores vem do desaquecimento da demanda por proteína no mercado atacadista, tendo em vista a diminuição no poder de compra do consumidor neste período do mês. Diante disso, agentes de frigoríficos vêm limitando a demanda por novos lotes de animais para abate.

Cepea


Suinocultura independente: preços em queda

No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 16/03/2023 a 22/03/2023), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve queda de 1,12%, fechando a semana em R$ 6,82/kg vivo. "Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente queda, podendo ser cotado a R$ 6,81/kg vivo", disse o Lapesui


Em São Paulo o mercado, que na semana passada não teve comercialização por falta de consenso entre suinocultores e frigoríficos, na quinta-feira (23) teve acordo de R$ 7,20/kg vivo, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). No mercado mineiro, houve recuo, saindo de R$ 7,30/kg vivo na semana passada para R$ 6,80/kg vivo, com acordo entre suinocultores e frigoríficos, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal teve queda, saindo de R$ 7,15/kg vivo para R$ 6,87/kg vivo nesta semana.

AGROLINK


FRANGOS


Sobe o Preço do frango resfriado em SP

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto o frango no atacado teve queda de 0,31%, custando R$ 6,35/kg


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço não mudou, valendo R$ 4,29/kg, assim como no Paraná, fixado em R$ 4,89/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (22), a ave congelada registrou recuo de 0,96%, atingindo R$ 7,19/kg, enquanto o frango resfriado subiu 13,24%, fechando em R$ 8,21/kg.

Cepea/Esalq


Novo caso de gripe aviária é detectado no Uruguai

São cinco ocorrências da doença no país


Mais um caso de influenza aviária foi detectado no Uruguai, segundo o site Prensa Latina. Desta vez, a doença foi encontrada em aves no Talice Ecopark, no departamento uruguaio de Flores, informou na quinta-feira (23) o prefeito Fernando Echeverría. As aves contaminadas eram um cisne de pescoço comprido, uma espécie altamente suscetível, e um pavão. Ao todo, são cinco casos confirmados no país. Echeverría disse ao jornal Sublinhado que foram feitos estudos em outras aves que morreram e ainda não foram confirmados. "O preocupante é que já temos esse foco no departamento e que está começando a abranger o Uruguai", afirmou. Ele explicou que a Prefeitura determinou o fechamento provisório do Ecoparque, enquanto técnicos do Ministério da Pecuária, Meio Ambiente e Saúde trabalham. Na véspera, o Diretor de Serviços Pecuários, Daniel de Freitas, garantiu em entrevista à televisão que o Uruguai mantém o status sanitário conferido pela Organização Mundial de Saúde Animal. Ele explicou que isso ocorre porque a gripe aviária não foi comprovada em granjas de produção avícola, mas em aves silvestres e de quintal.

Prensa Latina


EMPRESAS


Frigorífico do Paraná é habilitado para exportar bovinos para Indonésia e China

O governo da China suspendeu o embargo à importação de carne bovina produzida no Brasil na quinta-feira (23) e habilitou quatro plantas brasileiras para exportação. O Astra é o único do Sul do Brasil. A empresa já manda produtos para vários países da América Latina, União Europeia, e Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos e Israel


O Frigorífico Astra, em Cruzeiro do Oeste, na região Noroeste, um dos maiores do Paraná, conseguiu habilitação para exportação de carne bovina para a Indonésia e a China. Assim, amplia a potencialidade de envio de sua produção para o Exterior. A empresa já manda produtos para vários países da América Latina, União Europeia, e Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos e Israel. O governo da China suspendeu o embargo à importação de carne bovina produzida no Brasil nesta quinta-feira (23) e habilitou quatro plantas brasileiras para exportação. O Astra é o único do Sul do Brasil. A decisão vale para animais abatidos a partir desta sexta-feira (24). “Depois de um longo esforço de negociação, de demonstrar cabalmente condições higiênico-sanitárias, com o fim da vacinação contra a febre aftosa, recebemos mais uma boa notícia nesta semana, a habilitação de um frigorífico paranaense que abate bovinos para esses dois mercados muito importantes”, disse o Secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. “Isso é um esforço de longo prazo que vem sendo feito pela economia do Paraná, particularmente pelo Frigorífico Astra, atendendo todos os requisitos de mercados exigentes”. Para o Presidente do Sindicato da Indústria de Carne e Derivados do Paraná (Sindicarne), Ângelo Setim, a atitude chinesa é uma demonstração de justiça para com o Paraná. “É um mercado que a Astra vinha procurando e agora atingiu”, afirmou. “Esperamos que novas plantas possam ser habilitadas para esse mercado promissor”. Ele também comemorou o fim do bloqueio às compras por parte da China. “Agora deve retornar o equilíbrio, com os preços voltando a reagir e a retomada das exportações”. O proprietário, Jeremias Silva Júnior, ainda está na China. Ele ficará até o fim do mês para tratar do início das operações. “O Estado do Paraná e espero que mais produtores possam se beneficiar disso”, disse. No caso da Indonésia, o país aumentou de 20 mil para 100 mil a cota anual de importação. A princípio, a medida vale até 31 de dezembro deste ano, mas 20 frigoríficos brasileiros estão habilitados a participar dessa expansão do mercado. O Astra é o único do Sul do Brasil. Por ano, o país asiático importa aproximadamente 250 mil toneladas de carne bovina. O Astra foi inaugurado em 2003 e, poucos anos depois, começou a se preparar para a exportação, ampliando a capacidade de abate. Atualmente, gira em torno de 700 cabeças por dia. Referência de frigorífico de qualidade no Estado, possui 1.192 empregados.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


INTERNACIONAL


Argentina faz 1ª exportação de carne bovina ao México após 10 anos de negociações

O México abriu seu mercado para a carne bovina argentina no dia 11 de novembro do ano passado


Depois mais de 10 anos de negociações, foi concluída nesta quarta-feira, 22, a primeira exportação de carne bovina da Argentina para o México, após agentes do Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar argentino (Senasa) certificarem a qualidade da mercadoria embarcada. A amostra comercial, do estabelecimento argentino Arrebeef, é composta por 1 tonelada de diferentes cortes de carne bovina. Outros 21 estabelecimentos argentinos também têm autorização para exportar para o México. “Hoje a Argentina tem os mercados do Canadá, dos Estados Unidos e agora do México, um bloco muito importante para o país e para a nossa indústria e um desafio muito grande para o Senasa continuar abrindo outros mercados”, disse o vice-presidente do Senasa, Rodolfo Acerbi, durante a certificação final do embarque no o aeroporto internacional de Ezeiza, na Argentina. “Acreditamos que este é o começo para continuar fortalecendo o relacionamento econômico bilateral para que reflete o peso de nossas economias e o intercâmbio de produtos que nos levará a estar mais próximos uns dos outros”, completou o chefe de Relações Exteriores da Embaixada do México na Argentina, Gabriel Terrés. O México abriu seu mercado para a carne bovina argentina no dia 11 de novembro do ano passado. As negociações haviam sido iniciadas em 2012.

ESTADÃO CONTEÚDO


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Parlamentares debatem, em Brasília, alternativa para pedágio justo e obras nas estradas

Falta de manutenção tem provocado interdições nas estradas do Paraná


A comissão especial parlamentar federal do Paraná, criada para discutir o novo modelo de concessão de rodovias no estado, teve reunião na quarta-feira (22) na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em Brasília. A agência é a responsável pelo edital do leilão que será elaborado após a definição do novo modelo. Foi o primeiro encontro para buscar uma alternativa que concilie uma tarifa justa de pedágio, com a realização de obras nos mil quilômetros de estradas paranaenses que serão concedidos à iniciativa privada pelos próximos 30 anos. Estão previstas duplicações, construção de terceiras faixas e acostamentos, além de contornos e viadutos. Participaram a diretoria e técnicos da ANTT, os parlamentares da bancada federal que integram a comissão do pedágio e os deputados estaduais Arilson Chiorato (PT) e Luiz Claudio Romanelli (PSD). Os parlamentares se reuniram com o Ministro dos Transportes, Renan Filho, para tratar da manutenção das estradas federais do Paraná, antes da nova concessão. Sem conservação adequada desde novembro de 2021, quando findaram os contratos de concessão anteriores, os problemas têm sido frequentes nas rodovias. São buracos, afundamentos de asfalto e deslizamento de terra que resultam em frequentes interdições. Com isso, o transporte da safra agrícola das regiões produtoras até o porto de Paranaguá fica comprometido, além do prejuízo e da falta de segurança para toda a população que precisa usar as estradas. Segundo o deputado estadual Arilson Chiorato, houve um novo anúncio de mais R$ 284 milhões para construções e reparos nas estradas federais do Paraná. Há duas semanas, o Ministério havia anunciado R$ 439 milhões para a manutenção das mesmas estradas. Chiorato, que é presidente do PT do Paraná, informou que do total de recursos anunciados, R$ 250 milhões estão empenhados para execução dos serviços.

GAZETA DO POVO


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar à vista tem alta em meio a críticas do governo ao BC

Na noite de quarta-feira, o BC anunciou a manutenção da Selic em 13,75% ao ano –o que era largamente esperado– mas publicou um comunicado duro em relação ao cenário para a inflação. Contrariando expectativas do governo e de parte do mercado, o BC não passou indicações de quando começará o corte de juros.


O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,2898 reais na venda, em alta de 1,02%. Na B3, às 17:09 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,86%, a 5,2960 reais. Na noite de quarta-feira, o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC foi considerado duro por analistas do mercado, ao não sinalizar a proximidade de um corte de juros. No documento, o colegiado ressaltou a deterioração do ambiente externo, a desancoragem das expectativas de inflação e a incerteza quanto ao arcabouço fiscal do governo, entre outros fatores. Profissionais ouvidos pela Reuters afirmaram que o receio de que a relação entre governo e BC possa piorar acabou se sobrepondo aos demais fatores baixistas. “O dólar subiu aqui hoje, embora o BC tenha mantido a Selic e tenha feito um discurso mais duro, sinalizando que poderá fazer algum ajuste residual se necessário. Isso em tese deveria ser positivo para o dólar, ainda mais em um cenário em que o Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) tinha amenizado o discurso no dia anterior”, comentou Cristiane Quartaroli, do Banco Ourinvest. Já o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, considerou o comunicado do BC “muito preocupante” e disse que a autarquia poderá comprometer o resultado fiscal do país. Na quinta-feira, foi a vez de o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva disparar contra o BC. “Eu digo todo dia: não tem explicação para nenhum ser humano do planeta Terra a taxa de juros do Brasil estar a 13,75%, não existe explicação", afirmou. No exterior, o dólar operava à tarde mais próxima da estabilidade ante uma cesta de moedas. Pela manhã, o Banco Central vendeu todos os 16 mil contratos de swap cambial tradicional, ofertados na rolagem dos vencimentos de maio.

REUTERS


Ibovespa fecha abaixo de 98 mil pontos com ajustes sobre Selic

O Ibovespa fechou em queda na quinta-feira, um dia após o Banco Central esfriar expectativas de alívio monetário em breve


Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 2,29%, a 97.926,34 pontos, mínima desde julho de 2022. O volume financeiro somou 25,6 bilhões de reais. O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC manteve a Selic em 13,75% ao ano na véspera, reforçando que "irá perseverar até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas, que mostrou deterioração adicional". O comunicado do BC reforçou a visão de grandes bancos de que reduções na Selic ficarão para o segundo semestre do ano, possivelmente só no final desse período. A sinalização do Copom de que há pouco espaço para queda de juros desencadeou novas críticas de Lula ao nível da Selic, ao BC e ao presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto. Ele reafirmou não ver explicação para o atual nível dos juros no país e disse que o BC deve pagar o preço. Em Wall Street, embora os principais índices tenham perdido fôlego durante a sessão, o sinal positivo prevaleceu, com a secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, assegurando que medidas serão tomadas para manter seguros os depósitos dos norte-americanos. Em 2023, o norte-americano S&P 500 acumula alta de 2,85%, enquanto o Ibovespa recua 10,76%.

REUTERS


Arrecadação federal tem alta de 1,28% em fevereiro, mostra Receita

A arrecadação federal cresceu 1,28% em termos reais em fevereiro sobre o mesmo mês do ano passado, somando 158,995 bilhões de reais, informou a Receita Federal nesta quinta-feira.

No bimestre, a arrecadação totalizou 410,739 bilhões de reais, uma alta de 1,19% sobre os dois primeiros meses de 2022, já descontada a variação da inflação.

REUTERS


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