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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 332 DE 14 DE MARÇO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 332 |14 de março de 2023


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boi gordo: retenção de oferta e aperto nas escalas

Pelos dados apurados pela Scot Consultoria, nas praças paulistas, as ofertas de compra estão em R$ 277 /@ de boi, R$ 260/@ de vaca e R$ 270/@ de novilha (preços brutos e a prazo)


Segundo a S&P Global, as boas condições de pasto, a produção de carne mais regulada ao consumo vigente e a perspectiva de breve retorno dos embarques da proteína ao mercado chinês são fatores que neutralizaram o viés baixista que imperou durante as semanas anteriores. Na avaliação da consultoria, as condições na cadeia produtiva apontam para uma oferta de animais mais regulada quando comparado ao quadro registrado há um mês. “Naquele período, os fundamentos já apontavam para condições de desequilíbrio na disponibilidade de animais e os fatores já delineavam preços minimamente sustentados”, ressaltaram os analistas. “O fator sanitário postergou este cenário de suporte aos preços da arroba”, acrescenta a S&P Global, referindo-se ao bloqueio chinês à carne bovina brasileira, após o registro de dois casos atípicos de vaca louca no Brasil. No lado de dentro das porteiras, as chuvas generosas condicionaram um ambiente favorável aos pastos, facilitando a estratégia de retenção dos animais nas propriedades. As negociações seguem balizadas apenas por volumes mais contidos de animais (lotes menores) e em cotações minimamente mais atrativas em relação aos preços praticados em semanas anteriores, dizem os analistas da consultoria. Tal movimento é observado sobretudo nas praças do MS, SP, GO e PR. Por sua vez, as indústrias operam com escalas mais apertadas, com operações enfrentando grandes dificuldades de se estender para além de 4 ou 5 dias, informou a S&P Global. Pelos dados apurados pela Scot Consultoria, a estabilidade, típica do início de semana, é o quadro nas praças paulistas. As ofertas de compra estão em R$ 277 /@ de boi, R$ 260/@ de vaca e R$ 270/@ de novilha (preços brutos e a prazo). Não há ofertas de compra para o “boi-China”, acrescentou a Scot. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 271/@ (à vista) vaca a R$ 246/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 281/@ (prazo) vaca a R$ 258/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 266/@ (prazo) vaca a R$ 236/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 236/@ (prazo) vaca a R$ 217/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 236/@ (à vista) vaca a R$ 217/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 234/@ (à vista) vaca a R$ 212/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 246/@ (prazo) vaca R$ 231/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 265/@ (à vista) vaca a R$ 231/@ (prazo); PA-Marabá: boi a R$ 219/@ (prazo) vaca a R$ 209/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 246/@ (prazo) vaca a R$ 227/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 227/@ (prazo) vaca a R$ 207/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 222/@ (à vista) vaca a R$ 202/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 231/@ (à vista) vaca a R$ 212/@ (à vista).

PORTAL DBO


SUÍNOS


Suínos: cotações, na maioria, estáveis

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 138,00/R$ 143,00, enquanto a carcaça especial teve leve alta de 0,96%/0,92%, custando R$ 10,50/kg/R$ 11,00/kg.


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (10), houve queda de 0,89% em Minas Gerais, chegando a R$ 7,82/kg, e de 0,66% em São Paulo, atingindo R$ 7,54/kg. Ficaram estáveis os preços no Paraná (R$ 7,07/kg), Rio Grande do Sul (R$ 7,04/kg), e Santa Catarina (R$ 6,87/kg).

Cepea/Esalq


Exportações de carne suína em 8 dias úteis atinge 48% do faturamento de todo março/22

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, as exportações de carne suína in natura nos oito dias úteis de março já atingiram mais de 48% da receita com os embarques em março do ano passado.


Para o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, "para a carne suína é uma ótima notícia, já que o setor conviveu com margens bastante desgastadas e agora encontra nas exportações um porto seguro. Temos um momento de maior rentabilidade para a atividade, um aquecimento nos preços internacionais para a proteína. Isso se traduz em um momento favorável ao Brasil, que vem dependendo menos da China nos embarques de carne suína", disse. A receita, US$ 84.3 milhões, representou 48,4% do montante obtido em março de 2022, que foi de US$ 174,2 milhões. No volume embarcado, as 34.867 toneladas são 42,8% do total registrado em março do ano passado, com 81.288 toneladas. A receita por média diária foi de US$ 10,5 milhões, valor 33,1% maior do que o de março de 2022. No comparativo com a semana anterior, houve aumento de 10,24%. Em toneladas por média diária, 4.358 toneladas, houve alta de 18% no comparativo com o mesmo mês de 2022. Quando comparado ao da semana anterior, avanço de 12,3%. No preço pago por tonelada, US$ 2.419, ele é 12,8% superior ao praticado em março passado. O resultado, frente a semana anterior, representa queda de 1,8%.

AGÊNCIA SAFRAS


Suínos/Cepea: Baixa disponibilidade de animais prontos para abate gerou alta nos preços em fevereiro

A baixa disponibilidade de animais no mercado doméstico, sobretudo em peso ideal para abate, resultou em forte movimento de alta nos preços do suíno vivo e da carcaça especial em fevereiro na maioria das praças acompanhadas


As cotações, inclusive, atingiram a maior média mensal da série histórica do Cepea, iniciada em março de 2002 – considerando-se os meses de fevereiro de anos anteriores, em termos nominais. De janeiro para fevereiro, o suíno vivo comercializado no mercado independente se valorizou 10,7% na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), com média de R$ 7,70/kg, recorde nominal para um mês de fevereiro em toda série histórica do Cepea, iniciada em março de 2002. Na Grande Belo Horizonte (MG), o animal teve preço médio de R$ 8,02/kg em fevereiro, avanço de 11,8% na comparação com a média registrada em janeiro e patamar também recorde para o mês, em termos nominais. Na região Sul do País, Arapoti (PR) e Erechim (RS) também registraram as maiores médias para fevereiro em toda a série do Cepea, com o animal vivo comercializado a R$ 7,61/kg e a R$ 7,17/kg, em média, avanços de 11,9% e de 6,8% frente a janeiro, respectivamente. No mercado da carne, agentes reajustaram os preços, com o objetivo de seguir o forte movimento de alta dos valores do animal vivo. Porém, esses agentes relataram dificuldades no repasse desses aumentos ao atacado no encerramento de fevereiro. Mesmo com a resistência do consumidor interno em relação às cotações elevadas, o preço da carcaça especial também atingiu recorde nominal da série, fechando o mês com média de R$ 11,24/kg no atacado da Grande São Paulo, alta de 9,4% frente ao mês anterior. Segundo colaboradores consultados pelo Cepea, a oferta restrita no mercado interno – que vem sustentando os valores dos animais e da carne em patamares elevados – está atrelada à menor produção de suínos, ocasionada pelos altos patamares dos preços dos principais insumos consumidos na suinocultura (milho e farelo de soja). Na região de Campinas (SP), de acordo com dados levantados pela Equipe Grãos/Cepea, ao comparar as médias dos preços entre fev/19 e fev/21 com as médias entre fev/21 e fev/23, o farelo de soja e o milho registraram expressivas altas de 56,3% e de 71%, respectivamente. Diante disso, o poder de compra do suinocultor paulista caiu expressivamente frente a esses importantes insumos, sendo 33% frente ao milho e 26,6% frente ao farelo de soja, ambos em termos nominais.

Cepea


FRANGOS


Frango com quedas na segunda-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto a ave no atacado cedeu 0,15%, custando R$ 6,62/kg


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná, o preço ficou inalterado em R$ 4,92/kg, enquanto em Santa Catarina houve recuo de 10,44%, valendo R$ 4,29/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (10), o frango congelado não sofreu alteração no preço, custando R$ 7,30/kg, enquanto a ave resfriada cedeu 1,75%, fechando em R$ 7,29/kg.

Cepea/Esalq


Exportações da carne de frango aceleram no início de março

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, as exportações de carne de aves in natura nos oito dias úteis de março já ultrapassaram 50% da receita da proteína no mesmo mês de 2022


Para o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, "o grande destaque é que o Brasil segue sem nenhum caso de influenza aviária. Isso coloca o país em uma perspectiva privilegiada frente ao mercado global. É importante manter este status de ausência da doença no país para evitar descompassos em termos de reação do mercado internacional", disse. A receita, US$ 358 milhões, representou 51,10% do montante obtido em março de 2022, com US$ 700,6 milhões. No volume embarcado, 189.170 toneladas, ele é 49,19% do total registrado em março do ano passado, com 384.502 toneladas. A receita por média diária foi de US$ 44.7 milhões, valor 40,5% maior do que o registrado em março de 2022. No comparativo com a semana anterior, houve alta de 20,7%. Em toneladas por média diária, 23.646 toneladas, houve alta de 35,3% no comparativo com o mesmo mês de 2022. Em relação a semana anterior, aumento de 20,43%. No preço pago por tonelada, US$ 1.892 até o momento, ele é 3,9% superior ao praticado em março do ano passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa alta 0,27%.

AGÊNCIA SAFRAS


CARNES


Carne suína perde competitividade ante bovina e de frango em fevereiro

A carne suína perdeu competitividade em relação às proteínas bovina e de frango em fevereiro, ante janeiro, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)


Os preços médios das carnes suína, bovina e de frango subiram de janeiro para fevereiro, mas a valorização registrada para a suína foi mais acentuada que o observado para as carnes concorrentes. “Diante desse cenário, a carcaça especial suína ficou R$ 4,60/kg acima do valor do frango inteiro em fevereiro, expressivo aumento de 24,9% frente à diferença registrada em janeiro”, disse o Cepea no Boletim do Suíno referente ao mês de fevereiro. A diferença de preço da carcaça especial suína em relação à carcaça casada bovina diminuiu 8,8% para R$ 7,89/kg. À medida que o preço médio da carne suína se distancia do frango e se aproxima do valor da carne bovina, a carne suína perde competitividade. A maior demanda por suínos prontos para o abate e pela carcaça na Grande São Paulo impulsionou as cotações da carne em fevereiro. O preço da carcaça especial suína ficou em R$ 11,24/kg, alta de 9,4% em relação ao preço médio registrado em janeiro. Os preços da carne de frango também subiram em fevereiro na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea devido ao aquecimento da demanda, interrompendo o movimento de queda registrado desde o fim do ano passado. O frango inteiro resfriado no atacado da Grande São Paulo foi negociado em média a R$ 6,64/kg em fevereiro, alta de 0,8% em relação à média de janeiro. O preço da carcaça casada bovina no atacado da Grande São Paulo subiu 1,1% em fevereiro para a média de R$ 19,13/kg.

CARNETEC


INTERNACIONAL


EUA: Exportações de carne bovina começam o ano com queda

As exportações de carne bovina dos EUA caíram para vários destinos importantes em janeiro, embora os embarques tenham aumentado acentuadamente para o México, República Dominicana, Filipinas e África. O volume de janeiro caiu 15% em relação ao ano anterior, para 100.942 toneladas, avaliado em US$ 702,3 milhões (queda de 32%)


Os estoques de carne bovina aumentaram em alguns mercados importantes perto do final do ano passado, contribuindo para um ambiente desafiador para as exportações dos EUA. “Embora as exportações de carne bovina tenham um início lento em 2023, continuamos otimistas de que a demanda por serviços de alimentação pós-COVID se fortalecerá em mercados adicionais à medida que o ano avança”, disse o presidente e CEO da Federação de Exportações de Carnes dos EUA (USMEF), Dan Halstrom. A queda foi especialmente acentuada na Coreia do Sul, onde o volume caiu 36% para 18.896 toneladas e o valor caiu 52% para US$ 151,5 milhões. A Coreia está saindo de um ano recorde em que as exportações estabeleceram um valor recorde de todos os tempos para qualquer destino, atingindo US$ 2,7 bilhões. A queda foi menos pronunciada no Japão, onde as exportações de janeiro caíram 2%, para 22.456 toneladas, com valor caindo 20%, para US$ 144,9 milhões. As exportações para China/Hong Kong, que também atingiram novos patamares em 2022, caíram 24% em relação ao ano anterior, para 14.980 toneladas, avaliadas em US$ 125,3 milhões. As exportações de carne bovina ao México mostraram impulso positivo em janeiro, subindo 20% em relação ao ano anterior, para 17.479 toneladas, avaliadas em US$ 94,7 milhões – alta de 19% e a maior em mais de um ano. Lideradas pelo forte crescimento na República Dominicana e nas Bahamas, as exportações de janeiro para o Caribe aumentaram 26% em relação ao ano anterior, para 2.339 toneladas, com valor de 15%, para US$ 19,6 milhões. As exportações também aumentaram para a Jamaica, Antilhas Holandesas e Trinidad e Tobago. As Filipinas continuam emergindo como um destino promissor para a carne bovina dos EUA, com as exportações de janeiro subindo 73% em relação ao ano anterior, para 1.020 toneladas, avaliadas em US$ 6 milhões (aumento de 17%). Impulsionadas por embarques maiores para a África do Sul, as exportações para a África quase quadruplicaram o baixo volume do ano passado, atingindo 2.624 toneladas (aumento de 284%). O valor das exportações aumentou 148%, para pouco mais de US$ 3 milhões. Após um lento 2022, as exportações de carne bovina para a África do Sul se recuperaram fortemente para 2.119 milhões de toneladas em janeiro, o maior nível desde abril de 2021 e o quarto maior total mensal já registrado. A maioria das exportações de janeiro para a África do Sul foram fígados bovinos. Embora as exportações totais de carne bovina para a América do Sul tenham ficado bastante estáveis em relação ao ano passado (1.525 milhões de toneladas, queda de 1%), os embarques de carnes variadas aumentaram acentuadamente em janeiro. As exportações de carnes variadas para a Colômbia aumentaram 140% em relação ao ano anterior, para 235 milhões de toneladas, avaliadas em US$ 323.000 (aumento de 120%). As exportações para o Peru subiram 343% para 217 toneladas avaliadas em US$ 374.000 (aumento de 119%). As exportações para Taiwan, que foram recorde em 2022, recuaram em janeiro, caindo 34% em relação ao ano anterior, para 4.578 toneladas, avaliadas em US$ 44,3 milhões (queda de 47%). As exportações de carne bovina em janeiro equivaleram a US$ 331,27 por cabeça de abate, uma queda de 34% em relação ao ano anterior. As exportações representaram 12,7% da produção total de carne bovina de janeiro e 10,8% apenas dos cortes musculares. Ambos caíram significativamente em relação aos respectivos índices do ano anterior de 15,4% e 13,3%.

USMEF


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


BR 376 volta a ser totalmente interditada, apenas seis horas depois de aberta

Depois de permanecer aberta por cerca de seis horas apenas, a BR-376, que liga Curitiba ao Litoral do Paraná e de Santa Catarina, voltou a ser interditada nos dois sentidos na tarde de segunda-feira (13). O motivo foi o mesmo do bloqueio anterior: o excesso de chuva, conforme informou a Polícia Rodoviária Federal do Paraná (PRF-PR). Não há previsão de liberação


É a segunda interdição na mesma estrada em menos de 24 horas. Entre a noite de domingo (12) e a tarde da segunda-feira (13) a estrada permaneceu fechada por cerca de 14 horas, sendo liberada no meio da manhã fim da manhã e voltando a ser fechada no fim da tarde. A interdição acontece na altura do Km 668. A PRF-PR orienta os motoristas para que evitem transitar pela BR-376, procurando rotas alternativas. Quem segue sentido Santa Catarina, deve acessar a BR-116 e, posteriormente, a BR-470 para acessar a BR-101. No sentido contrário (seguindo em direção ao Norte do Paraná), o acesso é no km 111, da BR-101, em Navegantes (SC) até a BR-470. Por conta da interdição, um longo congestionamento se formou no início da noite, na altura de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Na Estrada da Graciosa, que também liga Curitiba ao Litoral paranaense, o tráfego foi liberado no sistema pare e siga, às 19 horas desta segunda-feira (13). A estrada havia sido totalmente bloqueada no começo da tarde de domingo (12). A interdição foi devido a um novo deslizamento de terra no local. Foi o terceiro desde novembro de 2022. Os prefeitos das cidades do Litoral do Paraná reuniram-se na tarde desta segunda-feira (13) para "exigir soluções" em outra rodovia, a BR-277, que liga o interior do Paraná ao Porto de Paranaguá, sendo a principal via de escoamento da safra agrícola. A rodovia está há meses com o trânsito comprometido devido à falta de manutenção e reparos adequados, segundo os prefeitos. Em entrevista à RPC, o prefeito de Antonina, José Paulo Vieira Azim, disse que pessoas que precisam fazer tratamento de saúde em Curitiba estão sendo prejudicadas. “Além disso, há os impactos econômicos na nossa cidade, que vive do turismo. E temos aqui também um porto, que recebe cargas do interior do Paraná e está sendo afetado”. O prefeito de Paranaguá, Marcelo Elias Roque, que também preside a Associação dos Municípios do Litoral (Alimpa) disse que 70% da economia da cidade depende do porto, que é o segundo em movimentação de cargas do país, atrás apenas de Santos (SP). “Por conta dos problemas na BR-277, o nosso porto está com dificuldades para receber a safra”, declarou.

Gazeta do povo


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar à vista tem alta firme ante real com busca de proteção após SVB

O dólar à vista fechou a segunda-feira novamente em alta ante o real, dando continuidade ao movimento de aversão ao risco disparado na sexta-feira, com investidores no Brasil em busca da proteção da moeda norte-americana, enquanto o Federal Reserve (Fed) atua para segurar a crise de crédito nos Estados Unidos

No fim de semana, o Fed anunciou um novo mecanismo de empréstimo para dar liquidez aos bancos, na esteira da falência do SVB Financial Group, instituição financeira focada em startups. No domingo, foi a vez de os reguladores norte-americanos fecharem o Signature Bank, com sede em Nova York. Neste cenário, moedas como o real brasileiro, o peso mexicano e o peso chileno foram penalizadas, com participantes do mercado indo em busca da segurança do dólar. O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,2686 reais, em alta de 1,16%. Na B3, às 17:35 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,89%, a 5,2800 reais. Por trás do movimento estavam os temores de que a crise bancária nos Estados Unidos possa não ser contida pelas ações do Fed. “Ninguém esperava que o banco (SVB) fosse quebrar. Foi uma surpresa o que aconteceu, e existe uma aversão a risco nos negócios desde a semana passada”, comentou Jefferson Rugik, diretor da Correparti Corretora. “Por mais que o dólar esteja se desvalorizando lá fora, o fechamento de um banco é preocupante. Moedas como o real sofrem.” “Estamos no meio de um furacão. Caminhávamos para um cenário mais hawkish (duro) na política monetária norte-americana, mas surgiu a preocupação sobre o efeito que o aperto pode ter na saúde dos bancos. Isso se traduz em muita volatilidade no câmbio”, comentou Cleber Alessie Machado, operador da H. Commcor DTVM. Internamente, o mercado ainda aguarda os detalhes do novo arcabouço fiscal, a ser apresentado este mês pelo governo. Profissionais do mercado afirmaram que, por enquanto, há certo otimismo com o arcabouço, o que evita uma pressão adicional sobre o dólar ante o real.

REUTERS


Ibovespa tem queda com peso de Petrobras e cautela após colapso do SVB

O Ibovespa fechou em queda na segunda-feira, diante do declínio de Petrobras na esteira dos preços do petróleo no exterior, em sessão marcada pela repercussão de medidas emergenciais tomadas por reguladores norte-americanos após o colapso do Silicon Valley Bank


Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,48%, a 103.121,36 pontos. O volume financeiro no pregão somou 21,5 bilhões de reais. No domingo, o Federal Reserve, o Tesouro norte-americano e o Federal Deposit Insurance Corp (FDIC) lançaram medidas de emergência para reforço da confiança no sistema bancário norte-americano, incluindo determinação de que os clientes do SVB terão acesso a todos os seus depósitos a partir desta segunda-feira. O SVB foi fechado na sexta-feira por reguladores, em meio a um forte declínio nos depósitos de startups na instituição, na esteira de uma seca de financiamento de capital de risco, sendo o maior banco a quebrar nos Estados Unidos desde a crise de 2008. A instituição era especializada em financiamento a startups de tecnologia. As medidas anunciadas nos EUA trouxeram algum alívio, mas a cautela persiste. Analistas do BofA Securities avaliaram que o ambiente operacional para o setor de bancos norte-americanos piorou. Eles também cortaram os preços-alvo de vários bancos regionais, que devem enfrentar custos de "funding" mais elevados. Diante da derrocada do SVB e a atuação dos reguladores, perdeu força a expectativa de que o Fed acelere a alta da taxa básica de juros neste mês para 0,5 ponto percentual, de 0,25 ponto na decisão anterior, com o Goldman Sachs afirmando não esperar qualquer aumento na reunião dos dias 21 e 22 de março. O S&P 500 fechou em baixa de 0,15% em Wall Street após uma sessão volátil, com piora no final do pregão. No Brasil, os juros futuros exibiram recuo na sessão, à medida que, em tese, a expectativa de um Fed menos duro poderia favorecer o início da queda da Selic também no Brasil. Além disso, a cena doméstica segue pautada pela nova regra fiscal, que pode ser conhecida nos próximos dias. O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse mais cedo na segunda-feira que quer apresentar o novo arcabouço para o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta semana. Em evento nesta segunda-feira, Haddad afirmou que Lula indicará nomes técnicos para diretorias do Banco Central e que deve tomar uma decisão nos próximos dias.

REUTERS


Valor da Produção Agropecuária é previsto em R$ 1,249 trilhão para 2023

Resultado é o maior da série em 34 anos. Produtividade e preços agrícolas puxam o crescimento


O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2023 está estimado em R$ 1,249 trilhão, valor 5 % maior do que o obtido no ano passado. O resultado é o maior de uma série com início há 34 anos. O VBP é calculado com base nas informações de safras de fevereiro, divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O valor das lavouras está previsto em R$ 887,7 bilhões (crescimento de 8,9%) e a pecuária, 361,9 bilhões (retração de 3,4%). Preços acima da média de anos anteriores e expectativas de boa safra em 2023 trazem contribuição positiva para um grupo amplo de lavouras, com destaque para laranja, cana-de-açúcar, milho e soja. Milho e soja representam 62,0% do VBP das lavouras, e têm participação decisiva nesses resultados. Sua influência também tem sido importante na produtividade de grãos que está sendo prevista com acréscimo de 10%. No caso do café, algodão e trigo, o comportamento dos preços e os níveis de produção obtidos reduziram o faturamento desse importante grupo de produtos. A pecuária, que vem passando o terceiro ano com taxas de crescimento negativas, ainda passa por ajustes originados durante a Pandemia do Covid-19, e por redução dos preços internos. Isso tem trazido contrações no VBP de carne bovina e de frango, especialmente. Os resultados favoráveis principalmente de soja e milho têm contribuído para os ganhos não apenas nos principais estados produtores como os do Centro Oeste e Sul, mas também em vários estados do Nordeste e Norte que também se beneficiam de bons períodos de chuvas.

MAPA


Mercado eleva projeções para inflação e PIB em 2023, mostra Focus

Analistas consultados pelo Banco Central elevaram suas projeções tanto para a inflação quanto para o crescimento da economia neste ano, de acordo com a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na segunda-feira

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa para a alta do IPCA em 2023 subiu a 5,96%, de 5,90% antes, enquanto seguiu em 4,02% para 2024. O centro da meta oficial para a inflação em 2023 é de 3,25% e para 2024 é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. A perspectiva de inflação mais alta este ano vem na esteira do aumento nas contas para os preços administrados. A pesquisa mostra agora expectativa de avanço de 9,13% para esses itens em 2023, de 9,05% antes. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento em 2023 aumentou em 0,04 ponto percentual e agora é de 0,89%. Para 2024, a projeção segue pela 11ª semana seguida em 1,50%. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que a taxa básica de juros deve encerrar este ano a 12,75% e o próximo a 10,00%, sem alterações. O Focus mostra ainda que a Selic deve ser mantida nos atuais 13,75% na reunião de 21 e 22 de março.

REUTERS


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