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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 33 DE 20 DE DEZEMBRO DE 2021


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 1 | nº 33| 20 de dezembro de 2021



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boi gordo: mercado segue comprador, pela retomada das exportações à China

Nas praças do interior de SP, a referência para o macho terminado foi para R$ 315/@, mas há negócios girando em torno de R$ 320/@, informam consultorias


Três dias após a liberação total dos embarques de carne bovina à China, os preços do boi gordo continuam subindo nas principais regiões pecuárias brasileiras. Segundo dados apurados pela Scot Consultoria, os frigoríficos de São Paulo estiveram ativos na sexta-feira e abriram as compras ofertando R$ 3/@ a mais para o boi gordo na comparação com o dia anterior. Por sua vez, a procura por fêmeas é mais compassada, mas os compradores ofertam R$ 2/@ a mais para a vaca. “O mercado está comprador e negócios acima da referência são especulados”, afirmam os analistas da Scot. No interior paulista, a referência para o boi e vaca gordos subiram para R$ 315/@ e R$ 295/@, respectivamente, enquanto os preços da novilha ficaram estáveis, a R$ 305/@ (preços brutos e a prazo), de acordo com a Scot Consultoria. “Para carne bovina ainda há alguns trâmites (nós logísticos e certificações para despachos de cargas) que devem retardar a pujança das compras chinesas no Brasil”, observa a IHS. Há muita carga da proteína brasileira para desembaraçar nos portos chineses e a escassez de contêineres no cenário mundial sugere que tal o processo será lento. “Além disso, o mês de dezembro e a primeira quinzena de janeiro antecedem as comemorações do Ano Novo Lunar na China, que marca um longo período de recesso no país asiático, o que pode prejudicar as operações de embarques”, acrescenta a IHS. Na opinião dos analistas da consultoria, o fluxo dos embarques à China só deve ganhar maior tração em meados do primeiro trimestre de 2022, com o término do Ano Novo Lunar no país oriental. “Grande parte dos compradores de gado estão cadenciando as aquisições, pois alegam que as plantas frigoríficas estão com os estoques elevados e dispõem de escalas de abate adequadas o suficiente para atender à demanda vigente”. De certa forma, continua a IHS, os frigoríficos afirmam não contar com um repique de demanda pela carne bovina nesta etapa final de 2021. “Os fracos preços das carnes concorrentes e o menor fluxo das vendas externas limitam a procura por boiada gorda”, ressalta a IHS. “Porém, já há relatos de que houve aquisições visando a produção de novos lotes à China”, informa a IHS. No interior paulista, uma unidade de abate fez a compra de carregamentos de animais para atender o mercado chinês e efetivou negócio a R$ 320/@ (valor bruto e pagamento à vista). Em Nova Andradina, no MS, também foram registradas vendas a R$ 320/@ para machos terminados e a R$ 310@/@ para novilhas, ambos valores bruto e pagamento no prazo de 30 dias, para abates dias 27 e 29 de dezembro. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 300/@ (à vista) vaca a R$ 281/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 307/@ (prazo) vaca R$ 291/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 300/@ (à vista) vaca a R$ 281/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 305/@ (prazo) vaca a R$ 293/@ (prazo); SP-Noroeste: boi a R$ 317/@ (prazo) vaca a R$ 298/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 327/@ (à vista) vaca a R$ 309/@ (à vista); PA-Paragominas: boi a R$ 288/@ (prazo) vaca a R$ 279/@ (prazo); TO-Araguaína:

boi a R$ 283/@ (prazo) vaca a R$ 274/@ (prazo).

PORTAL DBO


China permanece no foco do ministério

Após suspensão do embargo à carne bovina, Tereza Cristina quer novas habilitações de frigoríficos


A demora de 103 dias para a reabertura do mercado chinês para a carne bovina brasileira não foi culpa de falhas técnicas ou de comunicação, segundo a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Ela confia na boa relação com as autoridades do país asiático para retomar a agenda pré-pandemia e conquistar novas habilitações daqui para a frente. Com a suspensão, a Pasta foi pressionada em um primeiro momento, principalmente por frigoríficos de médio porte - que ficaram sem o cliente e tiveram que suportar a queda no preço da arroba, revertida recentemente. A Ministra disse que o tema demandou explicações mais aprofundadas de Brasília. “Foram dois casos [atípicos do mal da “vaca louca”] ao mesmo tempo. Eles quiseram checar o sistema e rechecar. E tiveram as conveniências e estratégias que é de cada país”, afirmou ela. O retorno à normalidade do comércio gera alívio aos pecuaristas e novas oportunidades ao Brasil, disse ela. “O sistema brasileiro de inspeção foi validado pelo principal parceiro. Mostramos para os outros países que o Brasil está fazendo o dever de casa”, disse. Passada a turbulência do embargo, a Ministra quer retomar temas que ficaram parados nas tratativas com a China desde o início da pandemia. Ela vê espaço para novas habilitações de plantas brasileiras e espera resultados em 2022. Ao menos 12 abatedouros aguardam o aval de Pequim. “A relação continua como sempre esteve. A gente trata a China como parceiro importantíssimo pelos volumes que eles precisam e o Brasil tem”, disse. A Ministra acredita em uma “bolha verde” no planeta gerada pela antecipação no cumprimento de exigências ambientais, o que impactou na oferta de várias cadeias de suprimento, desde insumos agrícolas até pneus, baterias e chips. “Algumas coisas estão acontecendo no mundo pós-pandemia e pós-mudanças climáticas talvez foram feitas de maneira mais rápida e causou essa escassez. Isso gera custo e aumento de preço por um tempo de ajuste”.

VALOR ECONÔMICO


Falta de chuva prejudica pastagens no Rio Grande do Sul

Já no Paraná pode chover nas áreas do sul e leste do estado, mas não há indicação de precipitação no noroeste do Estado


Efeitos do fenômeno La Niña, que tem provocado quebras de safra de milho e soja também afeta a produção pecuária. A baixa ocorrência de chuvas no Rio Grande do Sul, além de prejudicar a trazer expectativas de quebra da safra de soja e de milho, também tem efeitos sobre a pecuária bovina do Estado. Segundo o Informativo Conjuntural da EmaterRS/Ascar, vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, o gado de corte ainda mantém estado corporal satisfatório, mas já é possível observar um menor ganho de peso dos animais. "A ausência de chuvas associada a ventos fortes constantes e à elevação significativa das temperaturas limitou o desenvolvimento das pastagens. Somente nas áreas mais úmidas e com lotações adequadas é possível verificar boa disponibilidade de pasto", diz o boletim da empresa de assistência técnica gaúcha. Os pecuaristas estão aproveitando a falta de chuvas para fazer consertos e manutenção das cercas, abastecer os cochos com sal comum e mineral, aplicar tratamentos antiparasitários e vacinação contra as clostridioses e vacinar os animais contra a raiva herbívora nos locais indicados pelas inspetorias de defesa agropecuária (IDAs). O boletim informa ainda que a temporada de monta está na fase final e a parição, praticamente encerrada. As matrizes estão sendo inseminadas com inseminação artificial (IA), inseminação artificial em tempo fixo (IATF) ou colocadas em monta natural. Nesta semana, a formação de uma nova área de baixa pressão volta a provocar chuva em parte do Estado, segundo previsão do Climatempo. Na segunda-feira, a chuva deve se concentrar entre o centro-oeste e norte do Estado nos períodos da tarde e da noite. Na terça-feira, o tempo fica firme apenas no sudeste do estado. Nas demais áreas são esperadas pancadas de chuva, que ocorrem de maneira irregular ao longo do dia, inclusive na capital, Porto Alegre.

GLOBO RURAL


SUÍNOS


Suínos: sexta com cotações estáveis ou em queda

Segundo o Cepea/Esalq, o setor suinícola esperava que o mercado se aquecesse ao longo de dezembro, o que é típico para este período do ano, mas a oferta elevada de animais e a diminuição na demanda final têm pressionado as cotações da carne e também do animal vivo


Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 110,00/R$ 118,00, enquanto a carcaça especial cedeu 1,09%/1,04%, custando R$ 9,10/R$ 9,50 o quilo. No caso do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (16), os preços ficaram estáveis em São Paulo, valendo R$ 6,60/kg, e no Rio Grande do Sul, custando R$ 5,97/kg. Houve queda de 0,18% no Paraná, chegando a R$ 5,55/kg, baixa de 0,17% em Santa Catarina, atingindo R$ 5,83/kg, e recuo de 0,15% em Minas Gerais, fechando em R$ 6,76/kg.

Cepea/Esalq


PR: Altos custos mantêm resultados negativos na suinocultura

Preço pago aos produtores integrados não é suficiente para cobrir os custos totais da atividade. Independentes apresentaram melhora, mas ainda amargam prejuízos


Mesmo com os reajustes na remuneração do suinocultor, o valor recebido não é suficiente para cobrir os custos de produção da atividade. Essa é a realidade da suinocultura paranaense, que se manteve instável em 2021. Os resultados foram apresentados no levantamento de custo de produção, realizado pelo Sistema FAEP/SENAR-PR em novembro deste ano. Apesar da variação positiva em algumas modalidades de produção em comparação a maio, os gastos para sustentar a atividade continuam elevados e o saldo não saiu do vermelho. Na produção integrada, os maiores aumentos se deram em energia elétrica, combustíveis, Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e manutenção. Já na independente, houve redução dos gastos com alimentação, em função de uma leve queda nos preços da soja e do milho. PLANILHAS: para conferir os dados completos, clique aqui. “O boom nos preços apareceu de forma mais significativa nos primeiros seis meses de 2021. Agora, a alta não foi tão generalizada quanto no semestre anterior, mas os custos continuam onerando o produtor. Com o aumento da depreciação, a viabilidade da atividade a longo prazo preocupa”, afirma Nicolle Wilsek, técnica do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP/SENAR-PR. Para os produtores integrados, apesar do aumento do preço médio recebido nas modalidades UPD, UPL, UPT nos Campos Gerais e Crechário, as margens continuam estreitas e negativas. Na fase UPL da região Sudoeste, por exemplo, o saldo sobre os custos variáveis – que correspondem aos gastos básicos para a produção nas granjas – até subiu em relação a maio. Mas quando se coloca os custos com depreciação de instalações e equipamentos na conta, a receita obtida não é suficiente para cobrir os desembolsos. No mesmo cenário inflacionado pela pandemia, na região Oeste, a modalidade Crechário registrou aumento de 483,3% nos custos com EPIs (o item representa, em média, 3% no gasto total) e 388,4% com energia elétrica e combustíveis, enquanto as UPTs assinalaram alta de 117,2% e 32,7%, respectivamente. Nas UPDs do Sudoeste, as despesas com energia elétrica e combustíveis foram as maiores responsáveis pelo aumento do custo de produção, com 72,4%. A explicação está no agravamento da crise hídrica, com reajustes na tarifa, prática da bandeira vermelha e criação da bandeira tarifária escassez hídrica, além da redução de subsídios à classe rural. “A participação da energia elétrica e combustíveis nos custos de produção passou de 10% para 15%, em média, enquanto o desembolso com mão de obra teve uma redução de 60% para 55%. Dessa forma, a queda observada nos gastos com mão de obra acabou sendo anulada, mantendo negativo o saldo sobre custos operacionais e totais”, afirma Luiz Eliezer Ferreira, do DTE do Sistema FAEP/SENAR-PR. A suinocultura independente, apurada nos Campos Gerais, foi a única em que houve registro de saldo positivo sobre os custos operacionais e totais. Enquanto no primeiro semestre a modalidade Ciclo Completo foi fortemente afetada pelos gastos com alimentação e redução do preço pago ao suinocultor, agora, houve aproximação de uma estabilidade de valores. Apesar do resultado, os produtores independentes ainda amargam prejuízos e têm pouco capital para investimentos ou melhorias. Segundo a Presidente da Comissão Técnica (CT) de Suinocultura, Deborah de Geus, a alternativa tem sido buscar ao máximo eficiência produtiva.

FAEP/SENAR-PR.


FRANGOS


Frango: preços estáveis na sexta-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, assim como o frango no atacado, valendo R$ 6,30/kg

No caso do animal vivo, o preço não mudou em Santa Catarina, valendo R$ 3,76/kg, e cedeu 12,17% no Paraná, custando R$ 5,05/kg. São Paulo ficou sem referência de preço nesta sexta-feira. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (16), tanto a ave congelada quanto a resfriada ficaram com preços estáveis, custando, respectivamente, R$ 6,70/kg e R$ 6,71/kg.

Cepea/Esalq


Frango/Cepea: Preços recuam com força na primeira quinzena deste mês

Os valores da carne e do frango vivo registraram baixa expressiva na primeira quinzena de dezembro, de acordo com informações do Cepea


A queda está atrelada ao fraco ritmo de vendas da carne nos mercados interno e externo. Segundo dados do Cepea, no mercado atacadista da Grande São Paulo, o frango inteiro congelado registrou média de R$ 6,50/kg na parcial de dezembro (até o dia 15), forte recuo de 14,6% frente ao mesmo período de novembro/21. Quanto ao vivo, além da menor demanda final, a pressão pelo custo de produção elevado faz com que produtores evitem represar animais nas granjas, negociando o frango a valores menores. No estado de São Paulo, o frango vivo teve média de R$ 5,04/kg na primeira quinzena de dezembro, retração de 13,2% em relação ao mesmo período de novembro.

CEPEA


França diz que a gripe aviária se espalha para a região de criação de patos no sudoeste

A França detectou a gripe aviária em uma fazenda de patos no sudoeste do país, disse o ministério da fazenda na sexta-feira, marcando o retorno da doença à região de produção de foie gras, onde bandos de patos foram dizimados por surtos inverno passado.

REUTERS


CARNES


Entre janeiro e novembro, receita cambial das carnes aumentou 16,22%

As exportações brasileiras de carne bovina dificilmente repetirão o desempenho de 2020


Com as importações reabertas pela China somente na derradeira quinzena de 2021, as exportações brasileiras de carne bovina dificilmente repetirão o desempenho de 2020, quando ultrapassaram ligeiramente a marca dos 2 milhões de toneladas, aumentando perto de 8% em relação a 2019. Até novembro, o volume total embarcado somou 1,694 milhão de toneladas, quase 85% delas representadas por produto in natura. Correspondendo a 24% das carnes exportadas pelo Brasil, esse volume significou queda anual de 8,11% e só não afetou a receita cambial do produto porque a carne bovina valorizou-se perto de 20% no mercado internacional. Daí uma receita cambial 9,5% superior à dos mesmos 11 meses de 2020 e uma participação de 46,59% na receita total das carnes. Com um volume equivalente a quase 57,5% das carnes até aqui exportadas pelo País, a de frango registra aumento de volume próximo de 8,5% e uma valorização no preço médio de, praticamente, 15%. Em decorrência, sua receita cambial neste ano aumentou 24,59%, contribuindo com 37,33% da receita total das carnes. Mesmo perdendo o ritmo anterior, os embarques de carne suína permanecem crescentes, tendo aumentado 14,55% entre janeiro e novembro deste ano. Seu preço médio, nos últimos meses, vem registrando evolução negativa. Ainda assim, na média do ano, a valorização continua positiva (+5,86%), disto resulta uma receita cambial 17,52% maior e uma participação de 13,35% na receita total das carnes. Comparativamente ao mesmo período ao ano passado, a participação das carnes de frango e suína na receita cambial total das carnes aumentou 7,2% e 1,12%, respectivamente. Já a participação da carne bovina recuou 5,77% – efeito dos mais de 100 dias de interrupção dos embarques para a China.

AVESITE


EMPRESAS


BRF propõe aumento de capital de R$6,6 bi, mercado vê potencial movimento da Marfrig

As ações da processadora de alimentos BRF dispararam na sexta-feira após a companhia propor um aumento de capital por meio da emissão de 325 milhões de novas ações ordinárias, potencialmente levantando 6,63 bilhões de reais


A medida levou analistas e participantes do mercado a especularem se o acionista Marfrig Global Foods pretende adquirir o controle acionário da BRF sem o risco de desencadear a cláusula de "poison pill". Uma fonte com conhecimento do assunto, no entanto, disse que o acionista controlador da Marfrig, Marcos Molina, não conversou com a BRF sobre a transação e não pretendia aumentar significativamente sua participação atual de 33% durante a oferta. A BRF disse em um comunicado na noite de quinta-feira que planeja expandir suas operações e fazer investimentos estratégicos. Segundo a companhia, 500 milhões de reais da oferta seriam destinados ao capital social e o restante do valor à formação de reserva de capital. O negócio ainda depende de aprovação de uma assembleia geral de acionistas, marcada para ocorrer em 17 de janeiro, e de condições favoráveis de mercado. Analistas do Credit Suisse disseram em nota que seria uma "oportunidade muito sólida" para a Marfrig comprar uma participação incremental sem estar sujeita ao prêmio de 40% do preço médio dos últimos 30 dias definido nas regras de "poison pill", que não são acionadas pelo aumento de capital proposto. Analistas do Itaú BBA e do BTG Pactual tiveram visão semelhante. "Se a Marfrig propuser um prêmio significativo sobre o preço atual das ações e nenhum outro acionista acompanhar a subscrição de ações, a Marfrig poderia atingir uma participação de 51%", observou o Itaú BBA. "Nunca pensamos que a Marfrig seria apenas um acionista passivo da BRF. A empresa tem um longo histórico de negócios agressivos e transformadores de fusões e aquisições", disse o BTG. A Marfrig não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. As ações da BRF, que fecharam a 20,40 reais na quinta-feira, subiam cerca de 6% a 21,58 reais no início da tarde da sexta-feira, enquanto os papéis da Marfrig avançavam 4,7%, para 24,02 reais. Ambos registravam as maiores altas do Ibovespa.

REUTERS


Frimesa: Planejamento estratégico de 2022 é apresentado a gestores

A Frimesa apresentou na quinta-feira (16/12), para o grupo de gestores, o Planejamento Estratégico de 2022


Uma ação que norteia as principais diretrizes de trabalho para o próximo ano, além de apontar os resultados alcançados em 2021. Entre as principais oportunidades previstas estão a inauguração do frigorífico de Assis Chateaubriand (PR), operar as indústrias em sua capacidade máxima, implementar uma tecnologia para controle total da cadeia produtiva e ampliar a marca no mercado brasileiro, investir em tecnologias, formar e preparar os colaboradores e implementar o sistema de Compliance. Cada área apresentou seus projetos e orçamentos previstos para o próximo ano no qual a Frimesa comemora 45 anos. A Cooperativa Central projeta atingir 5 bilhões de faturamento em 2021 com um crescimento de 17% comparado ao desempenho de 2020 e deve fechar com 9.190 empregos diretos. A Frimesa é a quarta maior empresa no abate de suínos no Brasil, a 154ª maior empresa e a 11ª maior cooperativa do Brasil, é a 14ª empresa do Paraná e a 23ª maior empresa do Sul e está entre as 12 maiores empresas de leite do Brasil, segundo a edição Maiores e Melhores da Revista Exame.

Imprensa Frimesa


Copacol reconhecida como melhor empresa do agronegócio

Com previsão de atingir R$ 7,8 bilhões em faturamento neste ano, formada por 6,9 mil cooperados, grande geradora de emprego e renda no Oeste do Paraná, a Copacol (Cooperativa Agroindustrial Consolata) acaba de ser contemplada com o Prêmio Líderes Regionais Paraná


Troféu - O troféu de primeiro lugar na categoria Melhor Empresa do Agronegócio foi entregue em Curitiba, no Museu Oscar Niemeyer, durante evento realizado pelo Lide Paraná. A premiação consolida o trabalho da cooperativa, que neste ano obteve excelentes resultados, distribuindo R$ 134,5 milhões em sobras e complementações aos produtores. “Nossa empresa é formada por produtores que aprimoram cada vez mais as tecnologias para obter melhores resultados, oferecendo assim produtos de excelência aos nossos consumidores. Nossos 16 mil colaboradores estão dedicados as funções, de maneira profissional e responsável. O reconhecimento dos paranaenses demonstra a consolidação da Copacol no cenário estadual, nossa casa, levando nossa essência de ser ao Brasil e mais de 70 países”, destacou o Diretor-Presidente da Copacol, Valter Pitol. Com sede em Cafelândia (PR), a Copacol possui 21 unidades de recebimento de grãos espalhadas pelo Oeste e Sudoeste do Paraná, além de duas Unidades Industriais de Aves (Ubiratã e Cafelândia) e duas Unidades Industriais de Peixes (Nova Aurora e Toledo). A empresa também possui participações na Frimesa, por meio da suinocultura e bovinocultura de leite, e na Cotriguaçu, que atua no transporte dos produtos de exportação. O Prêmio Lide Paraná reconhece e destaca empresas e empresários que contribuem para o desenvolvimento do Estado.

Imprensa Copacol


JBS condenada a pagar indenização no RS por negligência durante covid

A Justiça do Trabalho em Montenegro, no Rio Grande do Sul, condenou a JBS Aves a pagar indenização de R$ 1,5 milhão por dano moral coletivo devido à adoção insuficiente de medidas de prevenção à covid-19 ao longo da pandemia na unidade localizada nesta cidade


A JBS ainda pode recorrer da decisão. A condenação atende a pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT) em Santa Cruz do Sul, que ajuizou ação contra o frigorífico em agosto do ano passado. A decisão da Vara do Trabalho de Montenegro também define multas caso a JBS descumpra normas de prevenção e controle de surtos. A JBS disse que não comenta processos judiciais em andamento.

CARNETEC


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Confiança da indústria cai em 28 setores em dezembro, diz CNI

Levantamento divulgado na sexta-feira (17) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra queda no otimismo do empresário industrial em 28 dos 29 setores que compõem o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) neste mês


A pesquisa comparou dezembro de 2021 com dezembro de 2020 – meses em que o décimo terceiro salário é pago, o que gera aumento das expectativas de consumo. Na comparação com novembro, no entanto, o nível de confiança sobe em 23 setores. Segundo o Gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, o índice mede a confiança do empresário para os próximos seis meses e, no caso de dezembro, leva em conta também os efeitos que o décimo terceiro terá ao longo do período. De acordo com o Icei – Resultados Setoriais de dezembro, 28 dos 29 setores pesquisados registraram queda de confiança, na comparação com dezembro de 2020, ainda que, em todos os casos, o índice se mantenha acima dos 50 pontos (margem que diferencia confiança de falta de confiança dos empresários para os seis meses subsequentes). No período de comparação utilizado pelo levantamento, o setor de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e outros foi o que mais caiu ( -10,9 pontos), passando de 64 para 53,1 pontos no Icei. Seguido do setor de produtos têxteis (-8,9 pontos, passando de 62,4 para 53,5 pontos). Já o setor de máquinas e equipamentos teve queda de 8,2 pontos na comparação com dezembro do ano passado, marcando agora 57,9 pontos. O único setor em que o índice de confiança subiu, na comparação com dezembro de 2020, foi o de impressão e reprodução de gravações (3,5 pontos a mais, passando de 57,7 para 61,2 pontos).

GAZETA DO POVO


Falta de chuva começa a afetar produtividade do milho no Paraná

Na semana passada, 90% das lavouras estavam em boas condições; nesta semana, percentual caiu para 77%, segundo relatório do Deral


O clima seco causou impactos nas lavouras de milho do Paraná. De acordo com o relatório semanal divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura, demonstrou uma piora nas condições das lavouras no estado. A primeira safra de milho já foi toda plantada. Há condição boa em 77% das lavouras, condição média em 20% e condição ruim em 3% das áreas. Na semana anterior eram 90% das lavouras em boas condições, 9% em condições médias e 1% ruins. Entretanto, as regiões que mais produzem milho, como Guarapuava, Ponta Grossa e Curitiba, ainda apresentam boa qualidade na maioria das áreas. O impacto climático, até o momento, foi mais ameno nestas regiões. A expectativa, diante do cenário climático, é de potencialmente afetar a produtividade e termos um menor volume nesta safra. A análise é do administrador Edmar Wardensk Gervásio, do Deral. Há previsão de poucas chuvas nas regiões produtoras no mês de dezembro, o que pode potencialmente afetar a produtividade e termos um menor volume nesta safra, mas o cenário pode mudar com as chuvas de janeiro, que tem previsão acima da média, de acordo com agrometeorologistas. O desenvolvimento vegetativo do milho está em 26% ante 71% da semana anterior, floração em 43% ante 48% e frutificação 30% ante 13%. O Deral deve divulgar um balanço mensal na quarta-feira, dia 22. Os dados consolidados das exportações, nos primeiros onze meses de 2021, mostraram que o Paraná exportou 471 mil de toneladas do cereal. Esse volume representa uma redução significativa comparada à média dos últimos anos, que gira em torno de 2 milhões de toneladas. A redução está diretamente ligada a uma menor safra e, como o consumo interno é relevante, o milho acabou ficando no mercado doméstico. Em 2020, o Paraná exportou 1,9 milhão de toneladas, o que gerou receita de 319 milhões de dólares.

SEAB-PR/DERAL


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar encerrou semana em alta com temor fiscal no radar

O dólar fechou em leve alta ante o real na sexta-feira, mas longe das máximas, encerrando uma semana marcada por fluxos de saídas de recursos do mercado doméstico


A moeda norte-americana à vista subiu 0,08%, a 5,6845 reais na venda. Fernando Bergallo, Diretor de Operações da assessoria de câmbio FB Capital, disse que "sinais mistos" explicam a movimentação da sexta-feira. "O dólar lá fora está desde cedo operando em alta e, no cenário doméstico, temos a sazonalidade habitual de dezembro. Por outro lado, quando o dólar toca nos 5,70 reais, isso chama o exportador, que vende a moeda", afirmou o especialista. O dólar teve no acumulado da semana alta de 1,26% sobre o real, o que muitos investidores atribuíram a movimento técnico de saída de dinheiro do país, comum no final do ano à medida que empresas fazem pagamentos de juros e dividendos. O Banco Central fez quatro leilões de moeda à vista desde sexta-feira passada, injetando 3,37 bilhões de dólares no mercado spot, o que o próprio presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, associou aos fluxos sazonais. À medida que o ano chega ao fim, investidores também começam a olhar com preocupação para as perspectivas fiscais de 2022 --que podem se mostrar um obstáculo ao desempenho do real-- após o Ministério da Economia enviar ao Congresso um ofício com a sugestão de que sejam remanejados quase 2,9 bilhões de reais no Orçamento de 2022 para pagar reajuste de salários de algumas carreiras de servidores públicos. "Investidores já parecem ter precificado a aprovação de um orçamento que engloba maiores gastos, às vésperas de um ano eleitoral", disse a equipe de pesquisa da Levante Investimentos. "A bem da verdade, esse desfecho já era esperado desde que se propôs realizar a mudança na regra do teto de gastos, sob a justificativa de comportar os dispêndios do Auxílio Brasil --mas, nas entrelinhas, aproveitar o espaço fiscal aberto para incluir outros gastos de interesse do Executivo e Congresso."

REUTERS


Ibovespa fecha em queda e devolve ganhos da semana

No pregão de sexta, as empresas mais negociadas do índice tiveram desempenho bastante fraco, puxando o Ibovespa para baixo


As ações locais não resistiram ao ambiente externo de menor demanda por risco, diante dos temores de que os bancos centrais possam acelerar o ritmo na redução de estímulos e com a cautela ainda persistente com a variante ômicron do novo coronavírus. Assim, o Ibovespa fechou o dia em queda firme, devolvendo totalmente os ganhos que vinha acumulando na semana. Em pregão que também foi marcado pelo vencimento de opções sobre ações e futuro de ações, o Ibovespa terminou o dia em queda de 1,04%, aos 107.200,56 pontos. Na sexta-feira, o índice foi negociado em baixa durante todo o pregão, atingindo os 106.518 pontos, em recuo de 1,66%, nas mínimas do dia. O volume negociado no Ibovespa foi de R$ 29,10 bilhões, acima da média anual diária de cerca de R$ 23,8 bilhões. Com a baixa do dia, o índice acabou devolvendo a totalidade dos ganhos acumulados na semana e encerrou o período em queda de 0,52%, pondo fim à sequência de duas semanas positivas para as ações locais. Do lado positivo, o destaque diário ficou por conta da BRF ON, que subiu 5,39%. A companhia pode levantar mais de R$ 6 bilhões com um follow-on e solucionar a estrutura de capital que incomoda investidores e analistas. "Desde 2018, a BRF está em uma situação complicada no que diz respeito à alavancagem. Isso se deve principalmente a um processo mal sucedido de internacionalização e preços muito mais elevados dos grãos, que geraram resultados fracos no mercado interno. Portanto, desde 2018, muitos investidores acreditam que a BRF precisa de um follow-on. No entanto, com as ações perto das mínimas históricas (excluindo os níveis de pandemia), o momento da transação levanta algumas dúvidas", escreveram analistas do Credit Suisse. No entanto, o analista Victor Saragiotto afirma que o followon representa uma boa oportunidade para a Marfrig, que teria margem de manobra para adquirir uma participação incremental na BRF, da qual já possui mais de 30%. Marfrig ON registrava alta de 3,71%.

VALOR ECONÔMICO


Indústria derruba PIB de outubro e 2022 pode ser outro ano perdido para economia, alerta FGV

Segundo o Monitor do PIB, a atividade econômica caiu 0,7% ante setembro, com estagnação ante outubro de 2020


A atividade fraca da indústria derrubou o Produto Interno Bruto (PIB) em outubro ante setembro, na leitura do Monitor do PIB, anunciado na sexta-feira (17) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). No Monitor, o PIB de outubro caiu 0,7% ante setembro, com estagnação ante outubro de 2020; e crescimento de apenas 1% no trimestre móvel, encerrado em outubro ante o finalizado em julho. Para Claudio Considera, pesquisador associado da fundação e responsável pelo indicador, os sinais da economia até outubro não são bons. Ele comentou que, fora a economia de serviços, que agora mostra indícios de reação devido à flexibilização de circulação social, ocasionada por melhora de indicadores da pandemia, não há muitos setores na economia sinalizando retomada robusta. Isso, na prática, seria má notícia para a atividade econômica no próximo ano, admitiu. "Estamos correndo risco de 2022 ser outro ano perdido [para a economia]", alertou o economista. Ao falar sobre a evolução da economia mensurada pelo Monitor, de setembro para outubro, Considera notou que houve aprofundamento de queda na indústria, no período. No indicador, a atividade industrial saiu de queda de 0,6% para recuo de 2,1%, no período. "A indústria teve uma melhora muito grande há alguns meses", lembrou. No entanto, essa melhora não se sustentou porque houve arrefecimento de demanda por bens duráveis, a partir de meados de 2021, um reflexo do cenário de menor renda, originada do trabalho; e inflação e juros mais elevados ante meses imediatamente anteriores. O impacto da indústria foi tão forte que acabou por inibir, em parte, influência da recuperação do segmento "outros serviços" dentro do Monitor do PIB de outubro. No indicador da FGV, a atividade nesse campo subiu 10,2% em outubro ante setembro - sendo que já tinha aumentado 11% em setembro ante agosto. Essa área contempla serviços de bares, restaurantes, turismo. Ao ser questionado sobre perspectivas para os próximos meses, bem como começo de 2022, a partir das sinalizações na atividade delineadas no Monitor do PIB de outubro, Considera foi cauteloso. Ele comentou que as projeções do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (FGV/Ibre) são de alta em torno de 4,5% em 2021 ante 2020, o que mal recupera queda de 4,1% na economia do ano passado, ante 2019, ocasionada pela crise na atividade econômica causada pela pandemia. Na prática, admitiu Considera, não há sinais de boas notícias para a economia, para 2022, tendo em vista o atual contexto macroeconômico. "Temos problema de desemprego, na casa de dois dígitos", lembrou ele, considerando que isso afeta renda originada do trabalho, e diminui o consumo das famílias, de maneira geral. E, no momento, o orçamento das famílias segue pressionado por cenário de preços e juros altos. No Monitor do PIB, o consumo das famílias caiu 0,2% em outubro ante setembro, após sair de alta de 1,5% em setembro ante outubro. No entendimento do técnico, se o poder de compra das famílias não reagir, isso não levaria a uma impulsão maior na economia de serviços, que representa mais de 70% do PIB; nem a uma recuperação na indústria, visto que o setor industrial é muito influenciado por demanda de bens duráveis. Ele informou ainda que, também segundo as projeções do FGV/Ibre, 2022 estaria sinalizando crescimento de apenas 0,7% no PIB. "Seria um crescimento medíocre [caso confirmado]", finalizou.

VALOR ECONÔMICO


HOMENAGEM


Ontem, 19 de dezembro, completamos um ano do falecimento do Presidente Executivo do Sindicarne, Péricles Pessoa Salazar, uma das mais importantes lideranças do setor de frigoríficos do país, também como Presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO). Foi uma perda das mais dolorosas porque, além de amigo cordial, Péricles Salazar conduziu por muitos anos, com brilhantismo e elevada competência, a nossa entidade. O saudoso Péricles contribuiu de forma decisiva para a construção de um setor frigorífico forte, gerando um legado para muito além do seu tempo. Nesta data, o Sindicarne não poderia deixar de prestar esta singela homenagem, extensível a seus familiares, a esse executivo e economista, sempre incansável pelas causas da indústria de carnes paranaense e brasileira.



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