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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 322 DE 28 DE FEVEREIRO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 322 |28 de fevereiro de 2023


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Mercado permanece à espera de solução entre Brasil e China

Na segunda-feira, 27 de fevereiro, o mercado brasileiro do boi gordo ficou praticamente parado, à espera de soluções comerciais entre o Brasil e a China, que deixou de comprar a carne brasileira após o surgimento de um novo caso atípico de “vaca louca” no País


Segundo a consultoria S&P Global, um grande player exportador localizado na região de Rochedo (MS) deve conceder férias coletivas aos seus colaboradores diante das operações paralisadas desde o anúncio oficial da suspensão dos embarques ao mercado chinês. “Os preços do boi do MS seguem bastante pressionados”, observa a S&P Global. Na praça de São Paulo, diz a consultoria, as cotações para o “boi-China” permanecem sem apontamentos, e os pecuaristas paulista direcionam as suas vendas ao mercado interno. “Preços da arroba em São Paulo devem tomar um direcionamento negativo”, afirma a S&P Global. Pelos dados apurados pela Scot Consultoria, “não há ofertas de compra para o “boi-China”, e a disponibilidade de animais comuns (direcionados ao mercado interno) quase inexiste. “Os pecuaristas também estão retraídos em função do fator-China”, afirma a Scot. Com isso, na praça paulista, grande parte das indústrias frigoríficas não abriram preços nesta segunda-feira. “O que existe de oferta não tem estimulado uma quantidade expressiva de negócios; pode-se dizer que o mercado está parado”, reforça a Scot. As ofertas de compra existentes estão em R$ 277/@ de boi gordo, R$ 261/@ de vaca e R$ 275/@ de novilha (preços brutos e a prazo), informa a Scot, referindo-se ao mercado paulista. No restante do País, relata a S&P Global, as escalas de abate das indústrias permanecem represadas em torno de 7 dias úteis. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 276/@ (à vista) vaca a R$ 236/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 291/@ (prazo) vaca a R$ 261/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 266/@ (prazo) vaca a R$ 248/@ (prazo); MS-Três Lagoas: boi a R$ 256/@ (prazo) vaca a R$ 246/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 256/@ (prazo) vaca a R$ 233/@ (prazo); MT-B. Garças: boi a R$ 251/@ (prazo) vaca a R$ 234/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 249/@ (à vista) vaca a R$ 234/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 249/@ (à vista) vaca a R$ 231/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 271/@ (prazo) vaca R$ 243/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 276/@ (à vista) vaca a R$ 246/@ (prazo); PA-Marabá: boi a R$ 233/@ (prazo) vaca a R$ 220/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 247/@ (prazo) vaca a R$ 240/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 227/@ (prazo) vaca a R$ 217/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 234/@ (à vista) vaca a R$ 219/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 231/@ (à vista) vaca a R$ 212/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 236/@ (à vista) vaca a R$ 222/@ (à vista).

PORTAL DBO


SUÍNOS


Semana começa com baixas para o mercado de suínos

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve queda de 3,33%/3,23%, cotado em R$ 145,00/R$ 150,00, enquanto a carcaça especial baixou 2,75%/2,65%, custando R$ 10,60/kg/R$ 11,00/kg


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (24), o valor ficou estável no Paraná (R$ 7,42/kg), e houve leve alta de 0,12%, chegando a R$ 8,36/kg. Houve queda de 0,83% no Rio Grande do Sul, atingindo R$ 7,14/kg, recuo de 0,13% em Santa Catarina, baixando para R$ 7,43/kg, e de 0,99% em São Paulo, fechando em R$ 8,00/kg.

Cepea/Esalq


FRANGOS


Frango: cotações estáveis

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, enquanto o frango no atacado teve recuo de 0,30%, custando R$ 6,60/kg


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Não houve alteração de preços em Santa Catarina nem no Paraná, valendo, respectivamente, R$ 4,30/kg e R$ 4,94/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (24), a ave congelada ficou estável em R$ 7,03/kg, enquanto o frango resfriado teve leve alta de 0,14%, fechando em R$ 7,13/kg.

Cepea/Esalq


CARNES


Após feira, exportadores brasileiros projetam US$ 80 milhões em negócios no México

Ação organizada pela ABPA & ApexBrasil levou agroindústrias de aves e de suínos à Expo Carnes y Lacteos 2023. Primeiras vendas de carne suína para o México foram fechadas durante o evento


Terminou bem-sucedida a ação liderada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), durante a Expo Carnes y Lacteos 2023, principal evento da indústria de proteína animal mexicana, realizada entre os dias 21 e 23 de fevereiro em Monterrey (México). De acordo com os levantamentos feitos junto às indústrias brasileiras participantes, foram realizados US$ 6,7 milhões em negócios durante os três dias de evento. A expectativa é de que mais de US$ 80 milhões em exportações sejam gerados a partir dos contatos comerciais estabelecidos no evento. A ação contou com cinco agroindústrias brasileiras que estiveram no espaço da ABPA: BRF, Copacol, C. Vale, Netto Alimentos e Pif Paf reunindo as cadeias exportadoras de carne de frango, de ovos e de carne suína - cuja abertura foi recentemente consolidada. “Após quatro anos, retornamos à Expo Carnes y Lacteos e o resultado não poderia ser mais positivo. A forte procura pelos exportadores brasileiros nos indicam a consolidação de uma relação de longo prazo. Queremos consolidar nossa posição de apoio à produção local e à população mexicana, contribuindo para o suprimento da demanda por aves, suínos e ovos, em um momento especialmente delicado para o quadro inflacionário do país da América do Norte. A participação no evento também marcou a realização das primeiras vendas de carne suína para o mercado”, avalia Luís Rua, Diretor de Mercados da ABPA, que participou da ação. O México está entre os 10 principais importadores de carne de frango do Brasil. Em 2022, importou 140,3 mil toneladas do produto avícola brasileiro, volume que superou em 34,3% o total importado pelo país em 2021, com 104,4 mil toneladas.

ABPA


EMPRESAS


Frísia realiza Assembleia Geral Ordinária em Carambeí

Mais antiga do Paraná, com 97 anos, cooperativa apresentou crescimento de 36% em 2022 comparado a 2021

Quando sete produtores criaram a Frísia, então Batavo, em 1925, era inimaginável que aquela união gerasse os resultados de hoje. Mas com a dedicação de cooperados e colaboradores, investimento e planejamento, a Frísia faturou em 2022 R$ 7,058 bilhões, 36% acima do conquistado no ano anterior, que foi de R$ 5,2 bilhões. Com 97 anos, a cooperativa está presente nos estados do Paraná e Tocantins com investimentos próprios, e também no formato de intercooperação. Os números foram apresentados no último sábado (25) na Assembleia Geral Ordinária (AGO), em Carambeí (PR), sede da cooperativa. As sobras distribuídas no ano de 2022 chegaram a R$ 109,352 milhões, mais que o dobro do ano anterior, que foi de R$ 52,236 milhões. A cooperativa conta com 1.046 cooperados, dos quais 130 estão no Tocantins; além dos 1.190 colaboradores. O aumento no faturamento se deve à uma soma de fatores específicos, conforme explica Nevair Mattos, Gerente-Executivo administrativo e financeiro da Frísia. "Entre eles está a precificação dos grãos, com um preço acima do que aconteceu em 2021. Tivemos aumento de precificação de defensivos e fertilizantes e também aumento de volume. Quando falamos da unidade de sementes, houve crescimento de volume; em volume de leite também tivemos elevação, assim como expansão da área plantada. Então, a gente teve efeito preço e volume que contribuiu para o resultado histórico". A Frísia está presente em 30 municípios no Paraná e no Tocantins, com diversas unidades, como lojas agropecuárias, armazéns, entreposto de recebimento de grãos, fábrica de ração, unidade de beneficiamento de sementes, unidade produtora de leitões e indústrias de lácteos, trigo e carne suína (sistema de intercooperação). Em breve, também estarão ativas uma maltaria e uma queijaria. No ano de 2022, a cooperativa produziu 313 milhões de litros de leite (290,6 milhões em 2021), 75,7 mil toneladas de produção florestal (89,1 mil toneladas/2021) e 30,5 mil toneladas de carne suína (30 mil toneladas/2021). Em relação aos grãos, ultrapassou 1,1 milhão de toneladas (895 mil toneladas/2021). Ano passado, houve a aprovação e a inclusão da pecuária de corte no Regimento Interno de Fidelidade, para a atuação no segmento tanto com machos holandeses como com raças consideradas tradicionais, com nelore e angus, por exemplo.

Frísia Cooperativa Agroindustrial


Faturamento da cooperativa Capal aumentou 32% em 2022

O lucro líquido ficou em R$ 231 milhões, o maior já alcançado pela cooperativa


A Capal Cooperativa Agroindustrial faturou R$ 4,3 bilhões em 2022. O valor recorde da receita bruta representa aumento de 32% sobre os resultados do ano anterior, de R$ 3,2 bilhões. O lucro líquido ficou em R$ 231 milhões, o maior já alcançado pela cooperativa, apesar das adversidades enfrentadas pelos cooperados em termos de custo de produção. O resultado é 33% superior ao de 2021. "Enfrentamos muitas dificuldades para a tomada de decisões no decorrer de 2022, mas vencemos o nosso maior medo, que era a escassez de insumos para os nossos agricultores e pecuaristas" , afirmou o Presidente do Conselho de Administração da Capal, Erik Bosch. A cooperativa, que tem sede em Arapoti (PR), expandiu em 6% a área assistida, para 179,8 mil hectares. Atualmente, a Capal tem 3,6 mil cooperados e 21 unidades distribuídas em 13 municípios do Paraná e do sudoeste de São Paulo. Para o Presidente Executivo da cooperativa, Adilson Roberto Fuga, o crescimento se deve a um conjunto de fatores, desde os investimentos feitos ao longo dos últimos anos até o aumento do valor das commodities. Ele projeta desafios para 2023, com o patamar de preços do setor, mas garante que serão feitos novos investimentos. A Capal Cooperativa Agroindustrial foi fundada em 1960. A cadeia agrícola responde por cerca de 65% das operações da cooperativa, que recebe mais de 959 mil toneladas de grãos por ano, como soja, trigo, milho e café. O volume de leite negociado anualmente é de 137 milhões de litros, de 270 produtores. A cooperativa comercializa 31 mil toneladas de suínos vivos ao ano.

VALOR ECONÔMICO


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Argentina tem 20 casos confirmados de gripe aviária

Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa) informou ainda estar reforçando as medidas de segurança nas áreas em que não foi detectada a presença do vírus


O governo argentino informou que o país já tem 20 casos confirmados de gripe aviária de alta patogenicidade (H5N1) em aves silvestres e domésticas, dos quais nove em Córdoba, quatro em Buenos Aires, dois em Santa Fe e um em Jujuy, Neuquén, Río Negro, San Luis e Salta. O Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa) disse ainda estar reforçando as medidas de segurança nas áreas em que não foi detectada a presença do vírus, assim como nas fronteiras com Brasil, Bolívia, Paraguai e Uruguai. Na sexta-feira passada (24/2), o Senasa denunciou a representantes da embaixada do Japão o fechamento temporário das importações de produtos avícolas da Argentina por causa de casos de gripe aviária no país. "Pedimos formalmente ao Japão que suspenda a restrição à entrada de produtos e subprodutos avícolas da Argentina, uma vez que a decisão das autoridades japonesas não se alinha com as normas da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA)", disse o Vice-Presidente do Senasa, Rodolfo Acerbi. Segundo nota divulgada no site da agência, representantes do governo argentino disseram aos membros da embaixada que a proibição é prematura, visto que de acordo com as normas internacionais de saúde e comércio, o país mantém sua condição livre de gripe aviária porque os casos da doença registrados até agora ocorreram em aves silvestres e de quintal. Ainda de acordo com o comunicado, não há casos registrados na cadeia comercial, que se destina ao consumo. O Japão tem 76 notificações de gripe aviária confirmadas.

Estadão Conteúdo


Governo do Paraná suspende participação de aves em eventos agropecuários por 90 dias

Medida tem o objetivo de reduzir os riscos de transmissão do vírus da gripe aviária, que não foi detectado no Brasil, mas está em países da América do Sul


O Governo do Estado, por meio da Agência de Defesa Agropecuária (Adapar), suspendeu a presença de quaisquer espécies de ave em eventos agropecuários, feiras, exposições, agremiações e atividades afins no Estado do Paraná por 90 dias, como medida preventiva à gripe aviária. A decisão consta da Portaria 053, de 27 de fevereiro de 2023, assinada na segunda-feira (27) pelo Presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins. Ela entra em vigor assim que publicada. “O Paraná, como todo o Brasil, não registrou nenhum caso de gripe aviária até agora. No entanto, é preciso estar em constante alerta porque já houve detecção em alguns países da América do Sul, sobretudo em aves silvestres”, disse Martins. “A ação da Adapar visa evitar a presença dos animais em ambientes com previsão de trânsito de pessoas, reduzindo assim as possibilidades de eventual transmissão do vírus entre eles”, afirmou. De acordo com Martins, o papel da instituição neste momento é trabalhar de forma preventiva e na conscientização do produtor de que é preciso tomar todos os cuidados para evitar a introdução do vírus nas granjas. “É importante lembrar que a ocorrência de gripe aviária em animais caseiros ou aves silvestres é preocupante, precisa ser evitada e controlada, mas não atinge comercialmente o Estado. No entanto, se for detectada em granja, afeta profundamente a exportação de frango”, disse. Os técnicos da iniciativa privada e do Estado têm alertado os produtores para que mantenham as portas dos aviários totalmente fechadas, que supervisionem continuamente as telas de proteção e que restrinjam as entradas nas granjas somente às pessoas necessárias ao manejo das aves, e com todos os cuidados sanitários adequados. “São ações simples que, caso não sejam seguidas, podem resultar em grande prejuízo”, reforça o presidente da Adapar.

SEAB-PR/ADAPAR


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar à vista fecha em leve alta de 0,16%, a R$5,2071 na venda

O dólar à vista oscilou perto da estabilidade na maior parte da sessão, para fechar em alta ante o real na segunda-feira, na contramão do exterior, onde o viés predominante era de baixa para a moeda norte-americana


O fechamento em alta ocorreu mesmo após o Ministério da Fazenda informar no fim de tarde que o governo vai retomar a cobrança de impostos federais sobre combustíveis nesta semana após o final do prazo da desoneração para gasolina e etanol, que se encerra no fim de fevereiro, em uma vitória para o ministro Fernando Haddad. O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,2071 reais, em alta de 0,16%. Na B3, às 17:05 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,19%, a 5,2050 reais.

REUTERS


Ibovespa fecha estável com reoneração dos combustíveis no radar

Confirmação da retomada da cobrança ajudou ativos locais como um todo, mas possível participação da Petrobras no processo fez ações da estatal e índice se afastarem das máximas intradiárias


O Ibovespa terminou a sessão hoje praticamente estável, se equilibrando entre a queda de ações do setor financeiro e a performance positiva dos papéis da Petrobras. O governo confirmou que irá retomar a cobrança de impostos sobre combustíveis, o que ajudou os ativos locais como um todo, mas a possível participação da petroleira estatal no processo fez com que as ações da empresa e o índice abandonassem as máximas intradiárias. No fim do dia, o referencial local registrou leve queda de 0,08%, aos 105.711 pontos. O volume financeiro negociado na sessão foi de R$ 13,63 bilhões no Ibovespa e R$ 17,57 bilhões na B3. Em Nova York, o S&P 500 subiu 0,31%, aos 3.892 pontos, o Dow Jones fechou em alta de 0,22%, aos 32.889 pontos, e o Nasdaq avançou 0,63%, aos 11.466 pontos. Apesar de ter fechado praticamente estável, o Ibovespa teve bastante volatilidade durante o pregão, variando entre os terrenos positivo e negativo. O índice chegou a firmar tendência positiva logo após o governo confirmar a reoneração dos combustíveis para março, liderado pelas ações da Petrobras, mas voltou a rondar a estabilidade na medida em que investidores analisavam se a decisão pode trazer impactos para a petroleira estatal. A colunista do Valor Maria Cristina Fernandes escreveu que o governo pode apresentar solução híbrida para resolver a questão, e uma das possibilidades aventadas passa pela Petrobras. Segundo ela, como quem recolhe os impostos devidos pelos combustíveis aos Estados e à União, ICMS e PIS/Cofins, é a Petrobras, na equação buscada, a empresa passaria a recolher o imposto com um desconto e repassaria, aos entes federativos, a alíquota cheia. "Entendo que o acionista da Petrobras vai pagar essa conta com uma provável redução dos dividendos da companhia, mas a reoneração é excelente para a discussão fiscal", diz um gestor ao Valor PRO em condição de anonimato. Ermínio Lucci, CEO da BGC Liquidez, também afirma que a sinalização é importante, pois mostra que a ala "mais ortodoxa" do governo tem capital político. "É algo normal. Todo governo tem disputa por orçamento, espaço político, interlocução com o Congresso. A reoneração é uma boa sinalização, mostra que o grupo mais preocupado com a discussão fiscal dentro do governo teve uma vitória. Mas vamos conviver com a dualidade dessas duas vertentes durante todo o governo e, nessa linha, o mercado aguarda novidades sobre a proposta de âncora fiscal e a indicação para a diretoria do BC", diz.

VALOR ECONÔMICO


Governo central tem superávit de R$78,326 bi em janeiro, diz Tesouro

O governo central, composto por Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, registrou um superávit primário de 78,326 bilhões de reais em janeiro, informou o Tesouro na segunda-feira


O dado do mês passado representa um superávit de 9,7% do PIB. O resultado de janeiro veio melhor do que a expectativa do mercado, de acordo com pesquisa Reuters, que apontava para um superávit de 60,9 bilhões de reais no mês.

REUTERS


Concessões de empréstimos caem 15,3% em janeiro e estoque de crédito recua, diz BC

As concessões de empréstimos no Brasil recuaram 15,3% em janeiro ante dezembro, informou o Banco Central nesta segunda-feira, com o estoque total de crédito no Brasil caindo 0,3% no mês, a 5,317 trilhões de reais


O dado é divulgado em meio a dúvidas no mercado e no governo sobre riscos à saúde do sistema de crédito no país, diante do aperto monetário promovido pelo BC e temores desencadeados pela crise na varejista Americanas. No mês, as concessões de financiamentos com recursos livres, nos quais as condições dos empréstimos são livremente negociadas entre bancos e tomadores, caíram 13,9% em relação a dezembro. Para as operações com recursos direcionados, que atendem a parâmetros estabelecidos pelo governo, a queda foi de 27,1% no período. Com o forte recuo no mês, as concessões totais acumuladas no trimestre encerrado em janeiro caíram 2,7%. Em 12 meses, o dado avança 13,9%. No mês, a inadimplência no segmento de recursos livres, ficou em 4,5%, contra 4,2% no mês anterior. Em janeiro de 2022, estava em 3,3%. Em meio ao aperto monetário promovido pelo BC, que também tem observado um aumento nas concessões de crédito em instrumentos de maior risco, as taxas bancárias médias subiram em janeiro. No mês passado, os juros cobrados pelas instituições financeiras no crédito livre ficaram em 43,5%, um aumento de 1,8 ponto percentual em relação a dezembro -- houve crescimento de 8,2 pontos em 12 meses. Nos recursos direcionados, houve alta de 0,3 ponto no mês, a 11,9%, com elevação de 2,2 pontos em 12 meses. O spread bancário, diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa final cobrada do cliente, subiu para 30,6 pontos percentuais nos recursos livres, contra 28,7 pontos em dezembro.

REUTERS


IGP-M recua 0,06% em fevereiro com novo alívio de commodities, diz FGV

Os preços de commodities importantes mantiveram trajetória de queda e o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) passou a cair 0,06% em fevereiro, depois de subir 0,21% no mês anterior.


A expectativa em pesquisa da Reuters para o dado divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na segunda-feira era de variação positiva de 0,05%. Em 12 meses, o índice passou a acumular avanço de 1,86%. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, caiu 0,20% no mês, ante alta de 0,10% registrada em janeiro. "O recuo dos preços de grandes commodities sustenta o IPA em queda e contribui para um novo recuo da taxa em 12 meses, que passou de 3,00% para 0,42%, o menor patamar desde março de 2018", disse em nota André Braz, coordenador dos índices de preços. Entre os destaques do mês ele citou a soja, que acelerou a queda para 3,68%, de 0,92% em janeiro, e bovinos, que perderam 2,74% este mês, abandonando alta anterior de 0,65%. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, desacelerou a alta para 0,38% em fevereiro, depois de subir 0,61% no mês anterior. "A inflação ao consumidor também cedeu diante da contribuição menos intensa do grupo Educação, Leitura e Recreação, cuja variação média desacelerou de 2,04% para 0,46%", explicou Braz. Nessa classe de despesa, a FGV destacou o comportamento do item passagem aérea, que acelerou a queda a 4,08% em fevereiro, de 0,21% em janeiro. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve alta de 0,21% no período, de 0,32% antes. O IGP-M calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

REUTERS


Projeção do mercado para o IPCA sobe para 5,90% em 2023 e 3,80% em 2025, aponta Focus

A mediana das expectativas dos economistas e analistas para o crescimento do PIB em 2023 voltou a subir, agora de 0,80% para 0,84%


A mediana das projeções dos economistas do mercado para a inflação oficial brasileira de 2023 subiu de 5,89% para 5,90%, segundo o Relatório Focus, do Banco Central (BC), divulgado ontem com estimativas coletadas até o fim da semana passada. Para 2024, a mediana das expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) manteve-se em 4,02%. Para 2025, foi de 3,78% para 3,80%. Para a taxa básica de juros (Selic), a mediana das estimativas manteve-se em 12,75% no fim de 2023, 10,00% no de 2024 e 9,00% em 2025. A meta de inflação perseguida pelo BC é de 3,25% em 2023, e 3,00% em 2024 e 2025, sempre com margem de 1,5 p.p. para cima ou para baixo. A mediana das projeções do mercado para o crescimento da economia brasileira em 2023 voltou a subir, agora de 0,80% para 0,84%. Para 2024, a mediana das expectativas para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) manteve-se em 1,50%. Para 2025, permanece em 1,80%. Desde a metade de janeiro, o boletim semanal do BC não traz mais as estimativas para o PIB do ano passado, que seguem sendo compiladas por meio do seu Sistema de Expectativas, do qual resulta a Focus e cuja atualização ocorre às 9h, também das segundas-feiras — ou primeiro dia útil seguinte, em caso de feriados. O dado oficial relativo ao quarto trimestre de 2022, e portanto, também do ano fechado, será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quinta-feira, dia 2 de março. A mediana das estimativas para o dólar no fim deste ano foi mantida em R$ 5,25, segundo o Relatório Focus.

VALOR ECONÔMICO


Confiança da indústria do Brasil cai em fevereiro ao menor nível desde meados de 2020

A confiança da indústria no Brasil caiu em fevereiro para seu menor patamar em mais de dois anos e meio, com piora na percepção de empresários sobre o futuro do setor, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na segunda-feira


O Índice de Confiança da Indústria (ICI) teve queda de 1,1 ponto na comparação com o mês anterior, de acordo com os dados da FGV, chegando a 92,0 pontos em fevereiro. A leitura marcou o menor nível desde julho de 2020 (89,8 pontos). O Índice de Situação Atual (ISA), que mede o sentimento dos empresários sobre o momento presente do setor industrial, caiu 0,3 ponto neste mês, para 92,8 pontos, segundo a FGV. Já o Índice de Expectativas (IE), indicador da percepção sobre os próximos meses, despencou 1,8 ponto para 91,4 pontos, mínima desde julho de 2020 (90,5 pontos). "As perspectivas futuras voltam a ficar mais pessimistas com empresários projetando queda na produção e nas contratações para o primeiro semestre", explicou em nota Stéfano Pacini, economista da FGV Ibre. "O resultado, contudo, é bem heterogêneo com perspectivas mais favoráveis para a categoria de bens não duráveis", ponderou o especialista. "Apesar de ligeira melhora da demanda interna, os resultados mostram aumento do nível dos estoques... O cenário ainda parece indefinido para a indústria, com sinais diversos entre os diversos segmentos."

REUTERS


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