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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 289 DE 10 DE JANEIRO DE 2023


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 3 | nº 289 |10 de janeiro de 2023


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boi gordo: arroba recua R$ 3 em São Paulo, informa Scot Consultoria

Com a ponta compradora operando com as escalas de abate mais confortáveis, as indústrias de São Paulo conseguiram derrubar os preços do boi gordo e da vaca gorda nas praças paulistas, informou na segunda-feira (9/1) a Scot Consultoria


O macho terminado destinado ao mercado interno recuou para R$ 277/@, enquanto a vaca gorda caiu para R$ 264/@ (preços brutos e a prazo). Por sua vez, a cotação da novilha gorda manteve a estabilidade, cotada em R$ 272/@, apurou a Scot. O “boi-China” seguiu valendo R$ 285/@ (preço bruto e a prazo) em São Paulo. Na avaliação da IHS Markit, ao longo desta semana, as indústrias frigoríficas e os pecuaristas devem dar maior tração ao ritmo do mercado, estimulados pelo retorno integral das operações nas unidades abatedoras. Pelos dados da IHS, os apontamentos de preços da arroba do boi gordo se mantiveram estáveis na maioria absoluta das regiões pecuárias do País. “Apesar da fraca liquidez, ainda há pressão de baixa nas cotações da arroba bovina por parte das indústrias, sinalizando que as operações deverão se manter cadenciadas”, observa a IHS. A consultoria captou que, apesar do retorno às operações de algumas indústrias que estavam paralisadas para manutenção, a necessidade de compras de boiadas gordas ainda está aquém da expectativa de demanda. “As escalas de abate dos frigoríficos encontram-se alocadas em sete dias, e os volumes operacionalizados atendem minimamente os contratos mais urgentes”, informa a IHS. Há relatos de programações que já avançaram para o final da próxima semana, com operações de abate adentrando a semana do dia 23 de janeiro, acrescenta a consultoria. No mercado atacado, a sazonalidade do período aponta para grande instabilidade no ritmo de vendas de carne bovina. “As oscilações negativas nos preços dos principais cortes reforçam um cenário de arrefecimento na demanda doméstica pela carne bovina”, relata a IHS. Pelo levantamento da Scot Consultoria, nesta primeira semana de janeiro, houve uma inversão nas preferências do consumidor, que migrou dos cortes do traseiro (bastante demando no período de festas de fim de ano) para os produtos do dianteiro. Com isso, nos últimos sete dias, a cotação do dianteiro subiu 3,7% no mercado paulista, nos últimos sete dias, informou a Scot. Na variação semanal, a cotação da carcaça casada de bovinos inteiros subiu 1%, precificada em R$ 17,03/kg. Para a carcaça de bovinos castrados, o incremento foi de 1,2%, para R$ 17,58/kg, segundo a Scot. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 276/@ (à vista) vaca a R$ 256/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 286/@ (prazo) vaca a R$ 269/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 261/@ (prazo) vaca a R$ 246/@ (prazo); MS-Três Lagoas: boi a R$ 261/@ (prazo) vaca a R$ 243/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 253/@ (prazo) vaca a R$ 238/@ (prazo); MT-B. Garças: boi a R$ 251/@ (prazo) vaca a R$ 241/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 249/@ (à vista) vaca a R$ 229/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 249/@ (à vista) vaca a R$ 234/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 276/@ (prazo) vaca R$ 261/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 270/@ (à vista) vaca a R$ 240/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 256/@ (prazo) vaca a R$ 246/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 261/@ (prazo) vaca a R$ 251/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 266/@ (prazo) vaca a R$ 256/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 261/@ (à vista) vaca a R$ 246/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 236/@ (à vista) vaca a R$ 217/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 261/@ (à vista) vaca a R$ 256/@ (à vista).

PORTAL DBO


Receita das exportações de carne bovina cresceu 42% em 2022

Segundo a Abrafrigo, alta foi puxada pela China. que já renegocia ajustes para baixo nos contratos de compra


A receita das exportações de carne bovina do país cresceu 42% no ano passado em relação a 2021 e alcançou o recorde de US$ 13,091 bilhões, informou a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O volume dos embarques aumentou 26%, para 2,34 milhões de toneladas, o que mostra que o preço médio dos cortes vendidos subiu. Mas o quadro não deverá se repetir em 2023, segundo a entidade, porque houve uma intensa renegociação de valores com clientes do mercado chinês nos últimos meses, e os preços médios já caíram mais de 10%. A China é o principal destino das exportações brasileiras. De acordo com a Abrafrigo, em 2022 o Brasil aproveitou a “boa maré do mercado mundial”, especialmente da China, que absorveu 53,3% do volume de embarques (60,9% da receita consolidada). No total, 110 países ampliaram as compras de carne bovina brasileira, e houve queda para 57 mercados. Os Estados Unidos se consolidaram como um importante mercado consumidor da proteína exportada pelo Brasil. O volume vendido para o país cresceu 47%, para 117,8 mil toneladas, e a receita foi 12,8% maior (US$ 904,1 milhões). Em terceiro lugar no ranking dos principais destinos ficou o Chile, mesmo com queda de 27,5% no volume importado, para 71,86 mil toneladas, e de 29,2% na receita, para US$ 360,1 milhões. O Egito ficou na quarta posição, com compras de US$ 354,4 milhões em receita (+62,1%) e de 99,99 mil toneladas (+69,7%) em 2022. Hong Kong ocupou a quinta posição na lista, com faturamento 61,1% menor, de US$ 308,9 milhões em 2022, e volume 57,1% mais baixo (88,53 mil toneladas). “Esse recuo foi amplamente compensado pela elevação das compras da China pelo continente”, diz a Abrafrigo, em nota.

VALOR ECONÔMICO


SUÍNOS


Exportações de carne suína superam 100 mil toneladas em dezembro

Embarques de dezembro são 14,6% maiores em relação ao mesmo período de 2021; desempenho do segundo semestre é o maior já registrado pelo setor; embarques totais de 2022 é 1,4% menor em relação ao ano anterior


A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que as exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 102,8 mil toneladas em dezembro, volume 14,6% superior ao registrado no décimo segundo mês de 2021, com 89,7 mil toneladas. Em receita, a alta chegou a 32,5%, com US$ 253,8 milhões em dezembro do ano passado, contra US$ 191,5 milhões em 2021. Com o desempenho registrado em dezembro, as exportações totais de 2022 alcançaram 1,120 milhão de toneladas, volume 1,4% menor que o registrado no mesmo período do ano anterior, com 1,137 milhão de toneladas. A receita total gerada no ano passado chegou a US$ 2,572 bilhões, resultado 2,6% menor que o registrado em 2021, com US$ 2,641 bilhões. No levantamento por países, a China (principal destino) importou 53,5 mil toneladas em dezembro, volume 79,6% maior que o realizado no mesmo período de 2021, com 29,8 mil toneladas. Outros destaques foram o Chile, com 5,8 mil toneladas (+68,7%), Uruguai, com 4,4 mil toneladas (+3,8%) e Angola, com 3,6 mil toneladas (+84%). De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a média mensal de exportações em volume registradas no segundo semestre de 2022 é a maior da história, e contribuiu para que os embarques do ano alcançassem números próximos ao registrado em 2021 - ano de recorde histórico para o setor. “As vendas mensais registradas desde julho até dezembro se estabeleceram em média acima de 100 mil toneladas, algo inédito para o setor, que recuperou o desempenho visto no primeiro semestre, com média de 85 mil toneladas. As divisas geradas reduziram a pressão resultante dos atuais patamares de custos de produção, que são históricos”, avalia Santin.

ABPA


Exportações de carne de suína em cinco dias úteis chega a 35% do faturamento de janeiro/22

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, as exportações de carne suína in natura nos primeiros cinco dias úteis de janeiro ultrapassaram em 30% o registrado em janeiro de 2022, em apenas cinco dias úteis


A receita, US$ 53,1 milhões, representa 35,36% da de janeiro de 2022, com US$ 150,2 milhões. No volume, as 21.298 toneladas são 31,41% do total registrado em janeiro do ano passado, com 67.793 toneladas. A receita por média diária foi de US$ 10,6 milhões valor 48,5% maior do que janeiro de 2022. No comparativo com a semana anterior, houve queda de 1,1%. Em toneladas por média diária, foram 4.259 toneladas, houve crescimento de 31,9% no comparativo com o mesmo mês de 2022. Em relação à semana anterior, avanço de 1,26%. No preço pago por tonelada, US$ 2.495, ele é 12,6% superior ao praticado em janeiro passado. Frente ao valor da semana anterior, queda de 2,33%.

AGÊNCIA SAFRAS


FRANGOS


Preços do frango com quedas pontuais

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto a ave no atacado recuou 0,82%, chegando em R$ 6,05/kg


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, não houve mudança de preço, com valor inalterado de R$ 3,02/kg, assim como no Paraná, custando R$ 5,03/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (6), houve recuo de 0,94% para a ave congelada, atingindo R$ 7,40/kg, enquanto o frango resfriado baixou 1,05%, fechando em R$ 7,53/kg.

Cepea/Esalq


Frango: exportações começam janeiro aceleradas

Resultados acima de janeiro de 2022 e também da última semana de dezembro


Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, a exportação de carne de aves in natura nos cinco primeiros dias úteis de janeiro iniciou aquecida. A receita, US$ 237,3 milhões, representa 43,6% sobre janeiro de 2022, com US$ 544,3 milhões. No volume embarcado, as 117.227,46 toneladas são 36,9% em relação a janeiro do ano passado, com 317.378 toneladas. A receita por média diária foi de US$ 47,4 milhões, valor 83,1% maior do que o registrado em janeiro de 2022. No comparativo com a semana anterior, houve aumento de 47,20%. Em toneladas por média diária, foram 23.445 toneladas, houve crescimento de 55,1% no comparativo com o mesmo mês de 2022. Em relação à semana anterior, alta de 45,8%. No preço pago por tonelada, US$ 2.024, ele é 18,0% superior ao praticado em janeiro do ano passado. Frente ao valor da semana anterior, leve alta de 0,92%.

AGÊNCIA SAFRAS


CARNES


Crescem as certificações para mercado halal no Brasil

Cdial, uma das principais certificadoras de produtos destinados ao mercado muçulmano da América Latina, ratificou 30 novas empresas do agro em 2022


A Cdial Halal, uma das principais certificadoras de produtos destinados ao mercado muçulmano da América Latina, ratificou 30 novas empresas do agronegócio em 2022, o dobro do ano anterior. Desse grupo, dez produzem proteína animal. Segundo a companhia, além de o Brasil seguir firme como o maior exportador de carne de frango halal, setores como o da piscicultura começaram a enxergar o potencial desse mercado e também buscaram a certificação ao longo do último ano. “Temos um mercado abundante, que necessita de nossas proteínas. Falta as empresas abrirem novos horizontes e participarem, efetivamente, desse mercado, que cresce a cada ano”, afirma o diretor de operações da Cdial Halal, Ahmad Saifi. Atualmente, as empresas de proteína animal representam 53% das certificações concedidas pela empresa. A Cdial tem a expectativa de aumentar o número de certificações em pelo menos 25% neste ano em comparação com os números de 2021. O processo de certificação halal analisa todas as etapas da cadeia de produção, que vão da obtenção da matéria prima ao armazenamento. Com o trabalho, ela garante a conformidade com as leis islâmicas. A certificadora frisa que esses produtos têm se popularizado também entre consumidores não-muçulmanos, já que a certificação é também um atestado de qualidade e higiene. “Vários países, entre eles Japão e Austrália, têm buscado a certificação halal”, afirma o diretor.

VALOR ECONÔMICO


EMPRESAS


Capal comemora resultados, mas segura expectativa para 2023 devido à preço menor

Perspectiva de baixo crescimento da economia brasileira neste ano deve afetar consumo de suínos e lácteos


Após crescer 35% em 2022, a cooperativa Capal, que atua no Paraná e em São Paulo, é cautelosa quanto aos resultados neste ano. Por enquanto, espera repetir o desempenho do ano passado, de R$ 4,3 bilhões, muito superior à meta de crescimento de 15% a 20%. Os motivos são a economia brasileira mais fraca, o consumo estagnado de suínos e lácteos e o provável recuo dos preços das commodities agrícolas e dos insumos, diz Adilson Fuga, presidente executivo. Já a produção não frustra as expectativas: “Esperamos safra de verão cheia e receber um volume considerável de grãos. O clima tem ajudado”, conta. Prevê receber entre 1 milhão e 1,1 milhão de toneladas de grãos, contra 960 mil toneladas de soja, milho, trigo e cevada entregues em 2022. Mesmo no ano mais desafiador, a Capal investirá na ampliação de sua estrutura. O objetivo é estar preparada para volumes que não param de crescer. O aporte anual gira em torno de R$ 100 milhões, destinado a unidades de recebimento e armazenagem de grãos e loja de insumos. Uma das apostas é o cultivo da cevada, com demanda firme da indústria. A meta é expandir dos atuais 6 mil para 10 mil hectares, alcançando até 40 mil toneladas. “Incentivamos o produtor a ampliar a produção com a garantia da compra”, diz Fuga. O cereal abastecerá unidade que entra em operação este ano.

O ESTADO DE SÃO PAULO


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Paranaguá prevê avanço de 40% na exportação de commodities agrícolas no 1º tri

Os operadores dos terminais do Porto de Paranaguá esperam exportar 40% mais granéis sólidos vegetais no primeiro trimestre de 2023, ante igual período do ano passado, com embarques de produtos como soja, farelo de soja, milho, trigo e açúcar somando cerca de 7 milhões de toneladas, conforme comunicado da administradora portuária na segunda-feira


Somente de soja em grão, a expectativa é que sejam embarcados quase 3,4 milhões de toneladas por Paranaguá no trimestre, contra 3,3 milhões um ano antes, devido a um esperado aumento na colheita da safra 2022/23, disse a Portos do Paraná. Para as demais commodities, são esperadas para o trimestre vendas externas de 1,68 milhão de toneladas de milho; 1,208 milhão de toneladas de farelo de soja; 670 mil de açúcar; e 46.500 toneladas de trigo. Em 2022, de janeiro a março, foram exportadas 514.120 toneladas de milho; 1,34 milhão de toneladas de farelo de soja; 424.238 toneladas de açúcar; e 32.895 toneladas de trigo. Segundo a administradora, as projeções consideram dados de 12 empresas privadas e dos silos públicos (vertical e horizontais). Os granéis sólidos vegetais são embarcados a leste e oeste do cais do Porto de Paranaguá, pelos terminais AGTL, Cargill, Centro Sul, Cimbessul, Coamo (I e II), Cotriguaçu, Interalli, Louis Dreyfus, Rocha, Pasa, Bunge, Cavalca e silos públicos (operado pela AOCEP).

REUTERS


La Ninã começa a perder força; retorno do El niño pode favorecer próxima safra de verão do centro-sul

Após três safras seguidas sob a influência do fenômeno climático La Niña – 2020/2021; 2021/2022 e 2022/2023 –, é esperado o retorno do El Niño, a partir do outono. De acordo com o meteorologista Luiz Renato Lazinski, essa é uma boa notícia para os produtores rurais do Centro-Sul do Brasil


“O El Niño deve chegar no início da próxima safra de verão por aqui, favorecendo a implantação e o desenvolvimento das lavouras, devido ao volume de chuvas. Por outro lado, poderá afetar o trigo e outras culturas de inverno, causando problemas, como a incidência de doenças, e prejudicar a colheita, por conta da alta umidade”, afirmou. Ainda de acordo com ele, nos próximos meses, as temperaturas devem ficar entre a média e ligeiramente acima da média, a quantidade de chuvas deve voltar gradativamente ao normal e a probabilidade de ocorrer geadas precoces ou tardias são muito pequenas, com exceção nas áreas acima de 1.000 a 1.200 metros de altitude. Esse cenário é projetado para o Centro-Sul do país. Prognóstico - Lazinski apresentou um prognóstico climático para 2023, na tarde dessa quinta-feira (05/01), durante evento promovido virtualmente pelo Sistema Ocepar, com aproximadamente 200 participantes, entre profissionais da área técnica e executivos das cooperativas do Paraná, além de representantes das cooperativas de Santa Catarina, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), Agência de Defesa Agropecuária (Adapar), Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), Associação dos Engenheiros Agrônomos, seguradoras e universidades. Durante sua explanação, Lazinski afirmou que os episódios verificados atualmente são característicos do La Niña, como temperaturas abaixo do normal e chuvas irregulares e mal distribuídas. Ele mostrou os acumulados de chuva e a variação da temperatura no Paraná e no Brasil, registrados nos últimos meses, e as tendências para os próximos períodos. A seca, que normalmente acomete a região Sul do Brasil em períodos de La Niña, agora está impactando fortemente o Rio Grande do Sul e a Argentina, mas a situação deve melhorar nos próximos meses, com a volta da chuva no estado gaúcho e no país vizinho, a partir de fevereiro. “No Paraná, deve chover bem nos próximos 45 dias”, disse o meteorologista. Ainda de acordo com Lazinski, o La Niña deve começar a perder intensidade a partir de março, mas continuará influenciando o clima, passando para um período de neutralidade climática entre os meses de abril e maio. A partir de junho, inicia-se a configuração do El Niño.

OCEPAR


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar tem alta leve após ataques em Brasília com reação forte de instituições democráticas

O dólar teve alta comedida frente ao real na segunda-feira, um dia depois de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadirem e depredarem as sedes dos Três Poderes em Brasília, com a reação forte das instituições democráticas nacionais ajudando a limitar os ganhos da moeda norte-americana


No mercado à vista, o dólar subiu 0,44%, a 5,2594 reais na venda, avanço bem comportado na comparação com os saltos de mais de 1,5% registrados em cada um dos dois primeiros pregões de 2023. Apoiadores radicais do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram e depredaram no domingo os prédios do Palácio do Planalto, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Congresso Nacional, num eco da invasão do Capitólio norte-americano por apoiadores de Donald Trump em 6 de janeiro de 2021. "Tem uma percepção de que esses protestos violentos do final de semana não devem gerar uma crise política no país, porque a opinião pública está extremamente contrária a eles, então existe uma visão de que não haverá uma escalada", disse à Reuters Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho. Além disso, investidores reagiram bem ao posicionamento rápido e forte das instituições brasileiras aos ataques, disseram participantes do mercado. Ainda no domingo, após as invasões, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou intervenção federal na segurança pública do Distrito Federal (DF) e, na madrugada desta segunda-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou o afastamento por 90 dias do governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB). Também nesta segunda, os chefes do Executivo, Legislativo e Judiciário disseram em nota conjunta que rejeitam o que chamaram de "atos terroristas, de vandalismo, criminosos e golpistas". Enquanto isso, a polícia do DF e o Exército desmontaram na segunda-feira o acampamento de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro no entorno do quartel-general do Exército em Brasília e os integrantes foram levados de ônibus para a sede da Polícia Federal. "Não teve nenhuma manifestação do Exército ou de partido apoiando institucionalmente esse tipo de coisa", disse Hideaki Iha, operador de câmbio da Fair Corretora, em referência aos ataques realizados na véspera na capital federal. Ele acrescentou, porém, que fica no mercado a dúvida sobre se os ataques bolsonaristas vão continuar. Para o Citi, sem qualquer apoio institucional, os ataques devem ser de curta duração e não ter grandes implicações diretas no Brasil. "Qualquer recuo nos preços dos ativos brasileiros também deve, portanto, ser revertido com relativa rapidez", disse o banco norte-americano em relatório. O cenário externo também ajudou a limitar os ganhos do dólar frente ao real nesta sessão, segundo participantes do mercado, uma vez que o índice da moeda norte-americana contra uma cesta de pares fortes caía cerca de 0,7% nesta tarde, em meio à redução de temores sobre um aperto monetário agressivo demais por parte do Federal Reserve.

REUTERS


Ibovespa fecha com declínio marginal após ataques em Brasília

O Ibovespa fechou com baixa discreta na segunda-feira, com os ataques no domingo às sedes dos Três Poderes em Brasília por bolsonaristas pedindo um golpe contra Luiz Inácio Lula da Silva tendo efeito limitado no mercado, dada a percepção de agentes de que não devem desencadear uma crise política


Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,12%, a 108.832,10 pontos, de acordo com dados preliminares. O volume financeiro no pregão somava 18,5 bilhões de reais. Na máxima, chegou a encostar em 110 mil pontos, mas perdeu fôlego com a piora em Nova York no final da sessão. O S&P 500 tinha baixa de 0,07% no fechamento preliminar.

REUTERS


Mercado prevê alta da inflação e Selic para 2024, indica Focus

Analistas consultados pelo Banco Central passaram a ver a taxa básica de juros mais alta em 2024 em meio ao aumento das expectativas para a inflação tanto neste ano quanto no próximo, de acordo com a pesquisa Focus


A pesquisa ainda não reflete possíveis mudanças após a invasão das sedes dos Três Poderes em Brasília no domingo, já que foi fechada na sexta-feira. No entanto, são as primeiras projeções depois da posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 1 de janeiro. O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que as expectativas para a alta do IPCA em 2023 e 2024 subiram respectivamente a 5,36% e 3,70%, de 5,31% e 3,65% antes. Para 2022, cujo dado final será divulgado na terça-feira, a projeção para a inflação ficou em 5,62%. Todas as estimativas superam o centro da meta, estabelecida em 3,5% para 2022, 3,25% para 2023 e 3,00% para 2024, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Diante da pressão inflacionária, os analistas mantiveram a perspectiva de que a taxa básica de juros Selic encerrará este ano a 12,25%, ante patamar atual de 13,75%. Mas passaram a ver a taxa em 9,25% em 2024, de 9,0% antes. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento foi ajustada em 0,01 ponto percentual para baixo para 2022, a 3,03%, e recuou 0,02 ponto para este ano, a 0,78%. Para o próximo ano permanece a projeção de um crescimento de 1,50%. O cenário do dólar para 2023 passou de R$ 5,27 para R$ 5,28. Há um mês, a mediana era de R$ 5,25. A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não mais no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020. Com isso, o BC espera trazer maior precisão para as projeções cambiais do mercado financeiro.

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