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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 28 DE 13 DE DEZEMBRO DE 2021


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 1 | nº 28| 13 de dezembro de 2021


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Menor procura por boiada gorda enfraquece preços da arroba e põe pecuarista em situação desconfortável

Com escalas de abate bastante confortáveis, frigoríficos tiram pé das compras, forçando ajustes negativos nas cotações nas principais praças pecuárias


Na sexta-feira, 10 de dezembro, o mercado do boi gordo encerrou o dia com mais alguns ajustes negativos nos preços da arroba em algumas praças brasileiras, influenciado pela retração na procura por animais prontos para abater e também pela dificuldade no escoamento da carne bovina ao consumidor final, informa a IHS Markit. Segundo dados apurados pela Scot Consultoria, no Estado de São Paulo, a semana termina com as indústrias paulistas sem ímpeto para as compras de boiadas, resultado do avanço das escalas de abate, que atendem em média 10 dias. Com isso, os frigoríficos abriram o dia ofertando R$ 1/@ a menos para o boi gordo, agora cotado em R$ 316,00/@ (valor bruto e a prazo). “Há relatos de negócios pontuais de até R$ 5/@ abaixo da referência”, acrescenta a Scot. Ainda nas praças paulistas, a vaca gorda é negociada por R$ 298/@, enquanto a novilha terminada segue valendo R$ 308/@ (preços brutos e a prazo). No âmbito nacional, a maioria das unidades de abate alegam já possuir escalas prontas até o final da próxima semana, informa a IHS. “Os poucos carregamentos que chegam ao mercado são pequenos, o que limita uma pressão baixista mais forte sob as cotações da arroba bovina”, observa a IHS, acrescentando: “O foco agora é o manejo dos animais nos pastos”. Na B3, os contratos futuros do boi gordo continuaram fragilizados, pressionados por movimentos de liquidação de posições em função da retração na procura por animais no mercado físico. No mercado atacadista, os preços dos cortes de dianteiro, pontas de agulha e carcaça (boi ou vaca casada) registraram novas quedas nesta sexta-feira, informa a IHS. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 305/@ (à vista) vaca a R$ 286/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 307/@ (prazo) vaca R$ 296/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 300/@ (à vista) vaca a R$ 287/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 307/@ (prazo) vaca a R$ 298/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 324/@ (à vista) vaca a R$ 306/@ (à vista); TO-Araguaína: boi a R$ 290/@ (prazo) vaca a R$ 276/@ (prazo); SP-Noroeste: boi a R$ 317/@ (prazo) vaca a R$ 302/@ (prazo).

PORTAL DBO


Churrasco de fim de ano aquece demanda, e preço da carne bovina sobe no varejo

Além do churrasco de fim de ano, a abertura de empregos temporários e o recebimento do 13º salário podem colaborar para o aquecimento do consumo


Os preços dos cortes de carne bovina subiram 7,9% no varejo paulista em um mês, para uma média de R$ 47,06 na última quarta-feira, segundo levantamento da Scot Consultoria. Apenas três cortes ficaram mais baratos nesse período: coxão mole (-0,3%), lagarto (-3%) e músculo traseiro (-2,5%). O filé mignon subiu 33%. Segundo o analista de mercado Felipe Fabbri, da Scot, a valorização reflete o aumento da demanda ante as festividades deste mês. O Gerente de Relações Institucionais da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Nilton Mesquita, afirmou recentemente, em nota, que além do churrasco de fim de ano, a abertura de empregos temporários e o recebimento do 13º salário podem colaborar para o aquecimento do consumo, em tempos de oferta restrita. A alta que chegou às gôndolas, no entanto, foi menor do que a registrada no mercado atacadista, também em São Paulo. O quilo da proteína teve média de R$ 36,82 no dia 8, avanço de 10,7% no comparativo mensal. Os cortes do traseiro bovino (como picanha e filé mignon) subiram 11,8%, para R$ 41,85 o quilo, enquanto os preços do dianteiro (cupim e acém, a exemplo) aumentaram 6%, para R$ 24,40 por quilo. Um passo atrás na cadeia da proteína, a arroba do boi gordo ficou 16,45% mais cara, a R$ 312 na quinta-feira, considerando negócios a prazo e já descontados os impostos. O preço do animal vivo se recuperou após a oferta de gado confinado diminuir. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), as vendas totais de cortes do produto (in natura e processados) ao exterior somaram 1,716 milhão de toneladas de janeiro a novembro deste ano, 7,15% menos que em igual período de 2020. Graças ao aumento dos preços médios, a receita ainda cresceu 10% na comparação, para US$ 8,5 bilhões.

VALOR ECONÔMICO


SUÍNOS


Suínos: sexta-feira de preços estáveis ou com recuos

No mercado independente de suínos, a oferta de animais para abate acabou ficando acima da demanda por novos lotes, devido à baixa liquidez da carne nos mercados doméstico e internacional


Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF caiu, pelo menos, 4,00%, valendo R$ 120,00/R$ 135,00, enquanto a carcaça especial cedeu, ao menos, 0,98%, custando R$ 9,70/R$ 10,10 o quilo. Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (9), os valore ficaram estáveis no Paraná, custando R$ 6,12/kg, e no Rio Grande do Sul, em R$ 6,19/kg. Houve recuo de 0,79% em Santa Catarina, chegando a R$ 6,27/kg, baixa de 0,41% em São Paulo, atingindo R$ 7,35/kg, e de 0,40% em Minas Gerais, fechando em R$ 7,44/kg.

Cepea/Esalq


FRANGOS


Frango: sexta-feira com preços em queda ou estáveis

Segundo o Cepea/Esalq, com as cotações do frango vivo em queda, o poder de compra do avicultor frente aos principais insumos consumidos na atividade, milho e farelo de soja, tem recuado nestes primeiros dias de dezembro


Após um longo período de estabilidade (de agosto a novembro), o valor do animal está em queda, devido ao enfraquecimento das vendas da carne na ponta final, tanto no mercado interno quanto para o externo, contexto que trava as negociações envolvendo o vivo. Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto o frango no atacado cedeu 0,31%, valendo R$ 6,40/kg. Na cotação do animal vivo, o preço ficou estável em Santa Catarina, valendo R$ 3,75/kg, e no Paraná cedeu 0,35%, custando R$ 5,75/kg. São Paulo ficou sem referência de preço nesta quinta-feira. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (9), tanto a ave congelada quanto a resfriada caíram 0,15%, custando, respectivamente, R$ 6,68/kg e R$ 6,69/kg.

Cepea/Esalq


Frango/Cepea: Preço do vivo cai, e relação de troca por insumos aumenta

Com as cotações do frango vivo em queda, o poder de compra do avicultor frente aos principais insumos consumidos na atividade, milho e farelo de soja, tem recuado nestes primeiros dias de dezembro


Por milho, a relação de troca atual é a mais desfavorável ao produtor de aves desde meados de junho. No mercado de frango, após um longo período de estabilidade (de agosto a novembro), o valor do animal está em queda, devido ao enfraquecimento das vendas da carne na ponta final, tanto no mercado interno quanto para o externo, contexto que trava as negociações envolvendo o vivo. Quanto ao milho, segundo levantamento da Equipe Grãos/Cepea, a atenção de vendedores voltada ao clima seco em parte das regiões produtoras e a baixa liquidez no mercado spot têm mantido o cereal em valorização. Para o farelo de soja, os preços seguem estáveis.

Cepea


Carne de frango: tendências de produção e exportação em 2022 de EUA e Brasil

Pelas projeções do USDA, a produção norte-americana de carne de frango deve manter-se nos mesmos níveis do ano passado

Pelas projeções do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a produção norte-americana de carne de frango de 2021 deve manter-se, praticamente, nos mesmos níveis do ano passado quando, pela primeira vez, os EUA superaram a marca anual dos 20 milhões de toneladas. O previsto para este ano é um volume de pouco mais de 20,3 milhões de toneladas, apenas 0,2% a mais que em 2020. Já as primeiras projeções para o próximo exercício sugerem aumento em torno de 1,2% sobre 2021, o que irá significar produção anual de cerca de 20,550 milhões de toneladas de carne de frango. Perto de 16,5% da produção prevista deve ser destinada ao mercado externo. Isso implica em embarcar volume estimado em 3,387 milhões de toneladas, volume quase 1% menor que o estimado para este ano – 3,421 milhões de toneladas. Em relação ao Brasil, o USDA estima produção total de 14,720 milhões de toneladas de carne de frango, volume que irá significar aumento de pouco mais de 2,5% sobre os 14,350 milhões de toneladas projetados para este ano. Os números do USDA sugerem embarques próximos de 4,2 milhões de toneladas, volume mais de 3% superior aos 4,055 milhões de toneladas previstos para 2021 e que, por sua vez, representam aumento de 4,6% sobre 2020. Os números do USDA se referem, exclusivamente, à carne de frango in natura e neles não são considerados os volumes relativos a pés/patas de frango.

AGROLINK


Gripe aviária aumenta “sem precedentes” no Reino Unido

As autoridades do Reino Unido monitoram de perto os casos de gripe aviária em todo o mundo


As autoridades do Reino Unido relataram um aumento sem precedentes nos casos de gripe aviária no início da temporada, tanto em aves domésticas quanto em selvagens, levando a fortes restrições aos criadores de aves em todo o país. O governo confirmou 40 surtos de gripe aviária entre aves domésticas e outras aves em cativeiro este ano, resultando no abate de cerca de 500.000 aves, disse a Diretora Veterinária Christine Middlemiss, na quinta-feira. "Estou muito preocupado com o que está acontecendo", disse Middlemiss à BBC. “Esse é um número muito alto para esta época do ano para qualquer coisa que experimentamos antes, e isso se deve ao alto nível de infecção em aves selvagens migratórias. Portanto, é realmente preocupante porque essas aves ficarão conosco durante o inverno até o início da primavera e o risco de infecção persiste”. As autoridades do Reino Unido monitoram de perto os casos de gripe aviária em todo o mundo porque ela se espalha através das aves migratórias e pode ser devastadora para os produtores de aves. Os especialistas estimam que os surtos durante as temporadas de 2014-15 e 2016-17 custaram aos produtores de aves do Reino Unido cerca de 125 milhões de libras (US $ 165 milhões).

AGROLINK


EMPRESAS


Copacol distribuirá R$ 134,5 milhões em sobras para cooperados

Cooperativa também fez reservas financeiras para a piscicultura e a suinocultura


A Copacol, cooperativa sediada em Cafelândia (PR), anunciou que pagará R$ 134,5 milhões neste ano em "lucro", ou "sobras” no caso das cooperativas, aos seus 6,9 mil cooperados. O montante, que considerou os meses de janeiro a novembro, é 12% maior que o do ano passado e um recorde para a cooperativa paranaense. A diretoria executiva decidiu antecipar metade do valor já na próxima terça-feira, 12. A segunda parcela de pagamento ocorrerá após a assembleia geral, em 28 de janeiro, quando ocorre o fechamento do balanço anual, com a inclusão dos rendimentos de dezembro. Além disso, neste ano, a cooperativa decidiu fazer duas reservas financeiras: uma de R$ 10 milhões à piscicultura e outra de R$ 14 milhões à suinocultura. “Tivemos momentos desafiadores, sobretudo em função da matéria-prima para nossas atividades, devido à quebra da safra de milho”, afirmou Valter Pitol, Diretor-Presidente da Copacol, em nota. A cooperativa espera alcançar um faturamento de R$ 7,8 bilhões neste ano.

VALOR ECONÔMICO


Piracanjuba dá início às obras de nova fábrica de queijos no Paraná

Unidade terá capacidade para processar 1,4 milhão de litros de leite por dia


A Piracanjuba, marca da Laticínios Bela Vista, anunciou o início das obras de sua terceira fábrica de queijos, em São Jorge D’Oeste (PR). Segundo a companhia, a unidade terá capacidade de processamento de 1,4 milhão de litros por dia. A primeira etapa deverá ficar pronta no primeiro semestre de 2024, quando serão produzidos muçarela e manteiga. Já na segunda fase, prevista para 2025, serão finalizadas as linhas de soro de leite em pó, concentrados proteicos de soro, leite UHT, leite em pó e composto lácteo, informou a empresa. O projeto foi anunciado no fim do ano passado. A área construída deverá totalizar 54,4 mil metros quadrados e há expectativa de abertura de 250 postos de trabalho. A economia local é baseada em atividades agropecuárias, incluindo gado de leite, e turismo. “Devido ao potencial da região, que tem clima e relevo propício para o leite, foi a melhor opção para a construção da nova fábrica. O local está sendo planejado de acordo com critérios ambientais de respeito ao meio ambiente e tecnologia compatível para a produção sustentável”, disse Cesar Helou, Superintendente da Piracanjuba, em nota.

VALOR ECONÔMICO


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Ministério libera três ramais da nova ferroeste por autorização

Em uma cerimônia na quinta-feira (09/12), em Brasília, foram oficializados os primeiros ramais ferroviários concedidos por autorização. Eles incluem três trechos da Nova Ferroeste: entre Cascavel e Chapecó; Cascavel a Foz do Iguaçu; e Dourados a Maracaju, no Mato Grosso do Sul.


A assinatura da liberação dos três ramais que envolvem o Paraná foi feita pelo Diretor-Presidente da Ferroeste, André Gonçalves. Juntos, os trechos somarão 528 quilômetros e o investimento na construção será de R$ 1,7 bilhão. “Nós garantimos três dos quatro pedidos que fizemos à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Esses contratos firmados como o Ministério da Infraestrutura nos autorizam a incluir estes trechos no processo que será levado a leilão”, disse Gonçalves. A Nova Ferroeste é um projeto que prevê a construção de uma estrada de ferro entre o Mato Grosso e o Litoral do Paraná. Ao todo, 1.304 quilômetros de trilhos vão conectar Maracaju (MS) a Paranaguá (PR), além de um ramal entre Cascavel e Foz do Iguaçu. Para o Coordenador do Plano Estadual Ferroviário paranaense, Luís Henrique Fagundes, a modalidade de autorização no setor ferroviário nacional atrai novos investimentos. “Essa é uma maneira de destravar projetos no setor ferroviário. Basta ver o número de pleitos de investimentos que vieram da iniciativa privada. Em poucos meses de vigência da MP a quantidade de pedidos e de investimentos propostos mostra isso”, afirmou. O trecho entre Guarapuava e Paranaguá completa os quatro pedidos feitos pelo Governo do Paraná em agosto deste ano. Em fase final de análise, ele deve ser aprovado na próxima reunião da ANTT. “Está tudo correndo dentro do prazo previsto, nas próximas semanas vamos assinar mais esta ligação, a última que falta para o nosso projeto”, disse. A ligação entre Cascavel e Chapecó foi incluída ao projeto em agosto. O Mato Grosso do Sul fornece boa parte do milho consumido pelas granjas de aves do Oeste catarinense. A produção de proteína animal daquela região é distribuída por caminhões para todo o Brasil e o Exterior. Por isso, a inclusão de Chapecó no projeto vai permitir o fluxo destes dois produtos em maior volume. “Ao acrescentar o ramal entre Cascavel e Chapecó, que não estava previsto inicialmente, temos a oportunidade de tornar a Nova Ferroeste responsável por transportar 70% da exportação da carne de frango e de suínos do Brasil. O Paraná e Santa Catarina concentram a produção dessas duas commodities de proteína animal”, explicou o Coordenador. A construção deste trecho será opcional pelo vencedor do leilão. Como não fez parte dos levantamentos e análises no Estudo de Viabilidade Técnica Econômica e Ambiental (EVTEA) e do Estudo de Impacto Ambiental (EIA), o ramal poderá ser excluído pelo empreendedor na execução do projeto. Quando o projeto estiver concluído, será o Corredor Oeste de Exportação e deve movimentar cerca de 38 milhões de toneladas, tornando-se o segundo maior corredor de grãos e contêineres refrigerados. Para o início de 2022 estão previstas as audiências públicas em todas as regiões. A Nova Ferroeste vai passar por 41 municípios do Paraná e outros nove do Mato Grosso do Sul. O investimento será de R$ 29,4 bilhões. A Nova Ferroeste deve ir a leilão na Bolsa de Valores de São Paulo no segundo trimestre de 2022. O vencedor vai executar a obra e explorar o trecho por 70 anos.

Agência de Notícias do Paraná


Sem pedágio, economia na indústria e no agronegócio paranaenses bate cifra milionária

Não há um levantamento definitivo sobre o quanto industriários e produtores rurais do estado, juntos, podem economizar em um ano sem pedágio -- as estimativas é que o novo leilão das estradas do Anel da Integração só ocorra no último trimestre do ano que vem. Ainda assim, dados do setor dão uma pista das cifras envolvidas


Estudo de 2018 do sistema Ocepar mostrou que o pedágio paranaense chegava a representar 45,26% do custo do transporte do agronegócio do estado naquele ano. Essa porcentagem elevada correspondia aos R$ 977,60 que um carreto vindo do Oeste do estado em direção ao Porto de Paranaguá pagava. De acordo com esse estudo, mesmo no caso de Ponta Grossa, distante pouco mais de 200 quilômetros de Paranaguá, o peso do pedágio chega a 19,96% do valor do frete. “O pedágio tem um valor equivalente a 8,3% do custo operacional de produção de um produtor que transporta o milho da região de Foz de Iguaçu para Paranaguá. No caso da soja, esse índice é de 4,9%. Regiões mais distantes de Paranaguá (Oeste e Noroeste do estado) têm grande peso na produção estadual de grãos e são bastante prejudicadas pelos custos com pedágios. Mesmo nas praças mais próximas ao porto, como Ponta Grossa, a tarifa pode ser considerada um valor alto comparado aos custos operacionais de produção”, diz o estudo. A cobrança é significativa no transporte de insumos para a produção, sobretudo no calcário (transportado da região metropolitana de Curitiba para o interior do estado) e nos fertilizantes (a maior parte vem de fora do Brasil). "No caso do calcário, o pedágio representa forte impacto nos custos do transporte e no seu preço final. Por exemplo, no transporte de uma carga de Almirante Tamandaré para Cascavel ou para Maringá o valor por tonelada é de R$ 14,63 e R$ 10,24, respectivamente, e representam 11,70% e 7,86% nos preços pagos pelo produtor rural. Tomando-se o exemplo de Cascavel, o agricultor paga em média R$ 114,63 por uma tonelada de calcário calcítico a granel, posto na propriedade, o custo efetivo do insumo corresponde a 44% do valor pago, o restante corresponde a frete e pedágio”, aponta o estudo da Ocepar. “O custo de transporte de fertilizantes também é afetado pelo pedágio. Para o transporte de NPK (05-25-25) de Paranaguá para Cascavel, a tarifa onera em R$ 17,89 por tonelada a carga. No caso de Maringá, o valor é de R$ 13,50 por tonelada. Como o frete para esses municípios custa em média R$ 82,11 e R$ 86,50 por tonelada, o pedágio assume um peso de 21,79% e 15,61%, respectivamente, sobre o valor do frete”, diz a Ocepar. João Arthur Mohr, Gerente de Assuntos Estratégicos da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), diz que essa redução de custo dificilmente será sentida nas pelo consumidor, na hora da compra de produtos. “Produtos de menor valor agregado, que são mais baratos por quilo, e que tenham que viajar muito são os que mais vão baixar os preços. Por exemplo, cimento. Se fizer uma conta a grosso modo de um caminhão que sai de Rio Branco do Sul [região metropolitana de Curitiba] e vai até o Oeste do estado, pode-se ter economia de 3%, que pode ser repassada para o consumidor. A carne de frango, por sua vez, que tem maior valor agregado, vai ter um custo de pedágio menor, que não chega a 1%. No caso de uma indústria automotiva que vai levar os veículos de Curitiba até uma concessionária no Norte do estado, o valor será menor ainda”, exemplifica. “A economia do Paraná vai ter a disposição dela R$ 2,4 bilhões, que é o valor somado arrecadado por todas as concessionárias em um ano”, calcula. “No novo modelo de pedágio a expectativa é que a gente tenha uma redução no preço de pedágio de 50%. O preço já vai à leilão cerca de 33% mais barato do que o atualmente cobrado. Hoje pagamos, em média, R$ 17 reais para cada 100 quilômetros rodados no Paraná. [A operação] Vai à leilão por R$ 11 [por quilômetro rodado]. No momento do pregão, se tivermos uma repetição dos últimos realizados no Brasil, estimamos uma redução na ordem de 20%. Ou seja, o custo [por quilômetro rodado] pode cair para menos de R$ 9. Aquela arrecadação de R$ 2,4 bilhões [que ia para os pedágios] vai baixar para cerca R$ 1,2 bilhão. O resto ficará na economia para sempre”, defende.

GAZETA DO POVO


Chuvas no Sul seguirão abaixo da média nos próximos meses, aponta Inmet

A escassez de chuvas na região Sul do país, em função de mais um ano de La Niña, deverá persistir nos próximos meses, segundo previsão feita pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para os meses de dezembro, janeiro e fevereiro


Segundo o órgão, ligado ao Ministério da Agricultura, apenas o leste de Santa Catarina e do Paraná deverão ter condições melhores, com precipitações acima da média história. Nessas regiões são estimados também excedentes hídricos favoráveis. No caso do Rio Grande do Sul, que já enfrenta problemas com a produção de milho, a situação deverá ser bem diferente. “Em áreas do centro e sul do Rio Grande do Sul, existe uma tendência de redução dos níveis de umidade do solo nos próximos meses, o que pode prejudicar o desenvolvimento das culturas de verão”, alerta o Inmet, em relatório. Para o Centro-Oeste, principal área produtora de grãos do país, a previsão indica chuvas acima da média em praticamente toda região, com exceção do centro e oeste de Mato Grosso do Sul, onde as precipitações deverão ser ligeiramente abaixo da média. No Sudeste, a projeção é de chuva acima da média em São Paulo e nas partes central e sul de Minas Gerais. No restante da região, são previstas precipitações dentro ou um pouco abaixo do normal para o período. Nas demais áreas, a previsão indica elevados níveis de umidade no solo para os próximos meses.

VALOR ECONÔMICO


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar sobe ante real mesmo após leilão do BC; inflação e política monetária concentram atenções

O dólar avançou acentuadamente na sexta-feira, depois que um leilão de moeda à vista anunciado pelo Banco Central não conseguiu frear a pressão compradora


A moeda norte-americana à vista subiu 0,69%, a 5,6136 reais na venda. Na B3, às 17:41 (horário de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,66%, a 5,6350 reais. No acumulado da semana o dólar spot caiu 1,14%, depois de fechar a última sexta-feira em 5,6785 reais. Durante a sessão --num momento em que o dólar rondava máximas na casa de 5,63 reais-- o Banco Central anunciou leilão de moeda à vista no mercado interbancário de câmbio, primeira intervenção do tipo desde 19 de outubro deste ano. Na operação, foram vendidos 687 milhões de dólares. Participantes do mercado disseram que o leilão respondeu a um forte fluxo de remessas sazonais de recursos ao exterior, e que o BC não levou em consideração o preço da moeda ao anunciar a intervenção. Felipe Steiman, Gerente Comercial da B&T Câmbio, disse à Reuters na sexta-feira que, para além da política monetária doméstica, investidores devem ficar atentos aos próximos passos do banco central norte-americano, o Federal Reserve, em meio a apostas crescentes de altas antecipadas de juros nos Estados Unidos devido a sinais de aceleração da inflação e aperto no mercado de trabalho. Dados divulgados mais cedo mostraram que o índice de preços ao consumidor dos EUA avançou 0,8% em novembro em relação ao mês anterior, ganhando 6,8% em 12 meses, alta mais expressiva desde 1982. Eventual aceleração no ritmo de redução de estímulos do Fed e subsequentes aumentos de juros representam riscos ao desempenho do real, disse Steiman, chamando a atenção ainda para incertezas sobre o crescimento econômico e a saúde fiscal do Brasil. novamente abaixo da média recente, em 20,7 bilhões de reais.

REUTERS


Ibovespa sobe após IPCA abaixo do esperado e marca 2ª semana seguida de alta

O Ibovespa voltou a subir nesta sexta-feira e teve sua segunda semana consecutiva de alta, após o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançar em novembro menos do que o esperado por economistas.


O Ibovespa também teve suporte a sessão no azul em Nova York, à medida que um dado de inflação nos EUA em linha com as expectativas amenizou preocupações de que o Federal Reserve precisará apertar agressivamente a política monetária para conter pressão nos preços. Segundo dados preliminares, o Ibovespa subiu 1,36%, a 107.738,64 pontos. Na semana, também de acordo com números preliminares, o índice avançou 2,54%. O giro financeiro ficou novamente abaixo da média recente, em 20,7 bilhões de reais.

REUTERS


IPCA é o mais alto para novembro em 6 anos

A inflação ao consumidor brasileiro registrou notável alta em novembro e ainda foi a mais elevada para o mês seis anos, mas começou a dar sinais de alguma descompressão, que se continuada pode influenciar as expectativas para os juros no ano que vem depois de o Banco Central endurecer o discurso contra o aumento indesejado dos preços


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou a alta em novembro para 0,95%, ante avanço de 1,25% em outubro. É a maior taxa para o mês desde 2015 (1,01%). Em novembro de 2020, a variação mensal fora de 0,89%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira. A alta foi puxada pelos custos com transportes, impulsionados, por sua vez, pelos preços dos combustíveis. Em 2021, a inflação acumula alta de 9,26% e, nos últimos 12 meses, sobe 10,74%, acima dos 10,67% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. A taxa em 12 meses é a mais alta desde novembro de 2003 (11,02%). "Alimentos tiveram queda maior, mas todos os grupos, exceto transportes, mostraram desaceleração. Surpresa positiva da inflação", comentou Rafaela Vitoria, economista-chefe do Banco Inter. Segundo o IBGE, o índice de difusão --uma medida de quão espalhadas estão as variações de preços dos componentes do IPCA-- caiu a 63% em novembro, de contra 67% em outubro, indicando aumento de custos menos disseminado. Outra evidência de melhor composição da inflação, a média móvel mensal de cinco núcleos do índice ficou em 0,61%, de 0,95% em outubro, segundo dados da Genial Investimentos, que mostraram ainda a alta dos preços dos serviços em forte desaceleração --de 1,04% em outubro para 0,27% em novembro. Em cálculo proprietário da Genial, alimentação saiu de alta de 1,32% para variação positiva de 0,04%, enquanto produtos industriais esfriou o aumento para 0,98%, de 1,40%. Em novembro, os custos dos transportes subiram 3,35% --maior variação dentre os grupos e maior impacto (0,72 ponto percentual) no índice cheio--, influenciados pelos preços dos combustíveis, principalmente da gasolina, que saltou 7,38% e, de novo, teve o maior impacto individual no índice do mês (0,46 ponto percentual). A gasolina acumula em 12 meses alta de 50,78%. Na mesma linha, o etanol disparou 69,40%, e o diesel, 49,56%. Segundo o IBGE, a menor leitura do IPCA em novembro ante outubro decorreu de quedas nos preços de alimentação e bebidas (-0,04%), devido à baixa de 0,25% na alimentação fora do domicílio, influenciada pelo item lanche (-3,37%). Também influenciou a desaceleração do índice o grupo saúde e cuidados pessoais (-0,57%), consequência do recuo nos preços dos itens de higiene pessoal (-3,00%) --sobretudo perfumes (-10,66%), artigos de maquiagem (-3,94%) e produtos para pele (-3,72%). "A Black Friday ajuda a explicar a queda tanto no lanche quanto nos itens de higiene pessoal", disse o Gerente da Pesquisa do IPCA, Pedro Kislanov.

REUTERS


Balança comercial do agronegócio apresentou superávit de US$ 6,9 bilhões em novembro

No acumulado de 2021, setor registrou saldo positivo de US$ 96,6 bilhões


O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou na sexta-feira (10/12), análise do comércio exterior do agronegócio brasileiro, com dados de novembro. Enquanto a balança comercial total (com produtos de todos os setores) registou déficit de US$ 1,3 bilhão, a balança comercial do setor apresentou superávit de US$ 6,9 bilhões. No acumulado do ano, o setor registrou saldo positivo de US$ 96,6 bilhões, ou seja, US$ 14,8 bilhões acima do acumulado no mesmo período do ano passado. Por outro lado, os demais setores da economia apresentaram déficit de US$ 39,5 bilhões de janeiro a novembro deste ano. Em novembro, as exportações do agronegócio somaram US$ 8,4 bilhões, um crescimento de 6,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. As importações do setor cresceram 10,5% frente a novembro de 2020, atingindo US$ 1,4 bilhão no mês. A safra recorde da soja motivou o resultado positivo do setor em novembro. A soja em grãos cresceu 80,2% em quantidade e 150% em valor frente ao mês de novembro do ano passado, enquanto o óleo de soja - que tem menor participação que a soja em grãos, mas que está entre os principais produtos exportados - teve alta de 965,8% em quantidade e 1.653,5% em valor.Ainda na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o setor apresentou quedas em outros produtos. Após a suspensão da compra de carne bovina do Brasil pela China desde setembro deste ano, esta proteína animal teve queda de 41,5% no valor e 49,2% em quantidade. Houve ainda queda de 16,3% no valor e 9,8% na quantidade da carne suína, resultante também da queda da demanda chinesa, decorrente em parte da recomposição parcial do rebanho doméstico. Além das carnes, em novembro, houve queda acentuada no milho, no algodão e no café - 49,6%, 50,1% e 35,7% em quantidade e 41,7%, 42,0% e 0,9% em valor, respectivamente. O açúcar exportado apresentou queda apenas na quantidade (8,2%). As exportações do café e açúcar foram impactadas pela restrição de oferta, resultado dos problemas climáticos e da bienalidade negativa - no caso do café - na última safra. A dificuldade de encontrar fretes marítimos e a resistência dos compradores internacionais em fechar as compras com altas cotações agravaram também a comercialização desses dois produtos.

IPEA


Para 70% dos brasileiros, economia está ruim ou péssima, diz CNI

Pesquisa mostra que, para 64%, economia ainda não começou a se recuperar da crise causada pela pandemia, e 52% acreditam que recuperação vai levar mais de um ano para ocorrer ou não vai acontecer Brasil


Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que, para 70% dos brasileiros, a economia do Brasil está péssima ou ruim em função das dificuldades para recuperação após a pandemia. A maioria dos entrevistados (56%) afirma que a situação piorou nos últimos seis meses. Em relação ao futuro, a população está dividida, pois 34% acham que vai melhorar, 27% que vai ficar igual e 32%, que vai piorar. Feita por meio do Instituto FSB, a pesquisa aponta que, para 80% dos entrevistados, essa é uma das piores crises econômicas que o país já enfrentou. Apenas 22% da população acredita que, em comparação com os últimos seis meses, a economia melhorou. CNI: em relação ao futuro, a população está dividida, pois 34% acham que vai melhorar, 27% que vai ficar igual e 32%, que vai piorar. “Um olhar atento e qualificado para o cenário internacional mostra que os países que conseguiram melhor enfrentar a crise econômica gerada pela pandemia foram aqueles que contam com uma indústria forte”, disse o Presidente da CNI, Robson Braga de Andrade. “A solução para reverter a situação em que o Brasil se encontra passa necessariamente pelo investimento em inovação e pela aprovação de reformas estruturantes que melhorem o ambiente de negócios no país. Esse é o caminho para gerar emprego e renda”, comentou. O medo de perder o emprego interrompeu série de quedas durante a pandemia e voltou a crescer, de 52%, em julho, para 61% em novembro. Para 16%, o temor é muito grande, para 24%, ele é grande, e para 21%, é médio. O percentual dos que não têm qualquer receio encolheu de 32% para 21% da população empregada. A maioria dos entrevistados acredita que a situação ainda deve piorar nos próximos seis meses. De acordo com 29% dos brasileiros, a inflação ainda deva aumentar muito e para 25% ela ainda vai subir um pouco. Diante das dificuldades, 74% dos entrevistados tiveram de reduzir os seus gastos, percentual igual a maio de 2020, no início da pandemia. Entre aqueles que afirmaram que diminuíram as suas despesas, 58% afirmam que a redução foi muito grande. Os percentuais de redução de gastos são os maiores registrados pela pesquisa desde o início da pandemia — 18 pontos percentuais acima do segundo maior índice. Ao todo, isso afetou 40% dos entrevistados. A pesquisa da CNI por meio do Instituto FSB entrevistou 2.016 brasileiros com idade a partir de 16 anos, nas 27 unidades da federação entre os dias 18 e 23 de novembro. A margem de erro no total da amostra é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

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