top of page
Buscar
  • prcarne

CLIPPING DO SINDICARNE Nº 270 DE 07 DE DEZEMBRO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 270 |07 de dezembro de 2022


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boas vendas aquecem o mercado brasileiro do boi gordo

Na terça-feira, 6 de dezembro, o mercado físico do boi gordo registrou liquidez mais ativa de negócios, influenciada pela recuperação mais consistente no ritmo de consumo de carne bovina neste primeiro final de semana de dezembro, informou a IHS Markit


A consultoria obteve relatos de que dificuldades logísticas geradas pelo forte volume de chuvas na Bahia dificultam o escoamento de animais das propriedades até as indústrias. “Problemas com embarques reduziu o volume de boiada gorda disponível para venda, com impactos diretos na formação das escalas de abate entre os frigoríficos locais (atualmente girando em menos de 4 dias)”, observou a IHS. Na região do Mato Grosso, também se verificou incremento nas cotações dos animais terminados. Em Cuiabá, o boi gordo registrou avanço de R$ 249/@ para R$ 251/@. Ainda no Mato Grosso, a vaca gorda teve procura mais ativa, já que a categoria de animal é basicamente destinada ao mercado doméstico, segmento que vem ganhando fôlego nesta reta final do ano. Os preços da vaca negociados em Cuiabá evoluíram de R$ 229/@ para R$ 236/@. Na avaliação da IHS, o fôlego para novos avanços nas cotações da arroba bovina em São Paulo pode estar próximo de um limite, já que muitas indústrias paulistas estão efetuando aquisições de animais terminados em Estados vizinhos (o que lhe garantiram escalas de abate aparentemente mais confortáveis, variando entre 6 e 8 dias). Segundo os dados da Scot Consultoria, nas praças paulistas, a terça-feira registrou estabilidade nas cotações da arroba de boi, vaca e novilha gordos. A cotação para o boi gordo paulista segue em R$ 285/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociados por R$265/@ e R$ 275/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). O “boi-China” está cotado em R$ 290/@ (preço bruto e a prazo), acrescentou a Scot. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 276/@ (à vista) vaca a R$ 261/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 291/@ (prazo) vaca a R$ 266/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 266/@ (prazo) vaca a R$ 248/@ (prazo); MS-Três Lagoas: boi a R$ 263/@ (prazo) vaca a R$ 246/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 251/@ (prazo) vaca a R$ 231/@ (prazo); MT-B. Garças: boi a R$ 251/@ (prazo) vaca a R$ 231/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 249/@ (à vista) vaca a R$ 229/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 246/@ (à vista) vaca a R$ 230/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 276/@ (prazo) vaca R$ 261/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 276/@ (à vista) vaca a R$ 249/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 256/@ (prazo) vaca a R$ 246/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 261/@ (prazo) vaca a R$ 251/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 271/@ (prazo) vaca a R$ 256/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 271/@ (à vista) vaca a R$ 256/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 241/@ (à vista) vaca a R$ 222/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 266/@ (à vista) vaca a R$ 241/@ (à vista).

PORTAL DBO


Exportações totais de carne bovina em novembro arrefecem e receita volta a ficar abaixo de US$ 1 bilhão

Depois de oito meses seguidos ficando acima de US$ 1 bilhão mensal em receita, as exportações totais de carne bovina arrefeceram em novembro e a entrada de divisas ficou em US$ 872,7 milhões. Em volume, a movimentação também apresentou queda: os últimos quatro meses foram de exportações acima de 200 mil toneladas e em novembro caíram para 173.783 toneladas.


As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), que compilou os dados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), do Ministério da Economia. Segundo a ABRAFRIGO, no acumulado do ano as exportações totais de carne bovina já alcançaram a soma de US$ 12,2 bilhões em receita, contra US$ 8,5 bilhões no mesmo período de 2021, num crescimento de 44%. No volume, a movimentação até novembro atingiu 2.158.786 toneladas, em comparação com as 1.716.000 toneladas do ano passado, crescimento de 25,8% sobre 2021. As importações de carne bovina da China, até novembro, proporcionaram uma receita de US$ 7,48 bilhões, num crescimento de 93% sobre 2021, com US$ 3,88 bilhões. No volume, o crescimento foi um pouco menor. Até novembro foram 1.149.242 toneladas destinadas a China, contra 722.451 toneladas no mesmo período de 2021, aumento de 59%. Neste ano, os Estados Unidos se transformaram no segundo maior importador do produto brasileiro. Em 2021 suas compras proporcionaram uma receita de US$ 801,7 milhões e em 2022 ela já alcançou US$ 904,1 milhões (+ 12,8%). No volume, as importações foram de 117.805 toneladas em 2021 e de 173.141 toneladas em 2022 (+47%). O Chile ficou na terceira posição, mesmo com uma redução nas compras, com receitas de US$ 360,1 milhões (-29,2%) e um volume de importação de 71.858 toneladas (-27,5%). Em quarto lugar ficou o Egito, com receita de US$ 356,4 milhões (+ 62,1%) e movimentação de 93.994 toneladas (+ 69,7%). Hong Kong proporcionou uma receita de US$ 308,9 milhões (-61,1%) e uma movimentação de 88.535 toneladas (-57,1%) e, com isso, ocupou a quinta posição entre os maiores importadores. No total, 110 países aumentaram suas aquisições, enquanto que 57 reduziram as compras.

CANAL RURAL


SUÍNOS


Cotações no mercado de suínos ficam mistas com pequenas alterações

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 130,00/R$ 135,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 9,90/kg/10,40/kg


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (5), houve leve alta apenas em Santa Catarina, na ordem de R$ 0,15%, chegando em R$ 6,50/kg. Houve queda de 0,31% no Paraná, alcançando R$ 6,49/kg, e de 0,28% em São Paulo, custando R$ 7,18/kg. As cotações ficaram estáveis em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, valendo, respectivamente, R$ 6,49/kg e R$ 6,65/kg.

Cepea/Esalq


Exportações de carne suína de novembro crescem 17,8% em relação a 2021

Volume exportado nos onze meses de 2022 supera 1 milhão de toneladas


As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 93,4 mil toneladas em novembro, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número supera em 17,8% o total registrado no mesmo período no ano passado, com 79,3 mil toneladas. Em receita, a alta é ainda mais expressiva, com crescimento de 35,1%, com total de US$ 230,5 milhões em novembro deste ano, contra US$ 170,6 milhões registrados no décimo primeiro mês de 2021. No acumulado do ano (janeiro a novembro), o volume exportado chegou a 1,017 milhão de toneladas, número 2,8% menor que o registrado entre janeiro e novembro de 2021, com 1,047 milhão de toneladas. Em receita, o resultado das exportações no ano alcançou US$ 2,319 bilhões, número 5,3% menor que o registrado em 2021, com US$ 2,449 bilhões. O presidente da ABPA, Ricardo Santin, detalhou que a média de exportações registradas no segundo semestre chegou a 101,4 mil toneladas, superando os patamares registrados no mesmo período de 2021, de 95,7 mil toneladas. “Em todo o histórico da suinocultura de exportação, não há um semestre com desempenho tão expressivo quanto o registrado neste final de ano. O mercado internacional está demandando produtos brasileiros. Este quadro permitiu ao setor recuperar forças e embarcar volumes acumulados em 2022 muito próximos ao que vimos no ano passado, quando registramos recordes de exportações. São divisas fundamentais para a indústria e o País, em um momento de recuperação econômica, tendo em vista que o setor ainda não superou os impactos das altas dos custos de produção”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin. Considerando apenas o mês de novembro, a China, principal destino das exportações brasileiras de carne suína, incrementou suas compras em 95% em relação ao mesmo período do ano passado, com total de 42,8 mil toneladas. Assumindo pela primeira vez o segundo lugar nas exportações brasileiras, o Chile importou 7,7 mil toneladas (+53%). “Temos expectativas positivas sobre o fechamento deste ano, e espera-se impactos ainda mais positivos com a abertura dos mercados do México e do Canadá, dois dos maiores importadores de carne suína do planeta, que neste ano abriram suas portas para o produto brasileiro”, completou o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua.

ABPA


FRANGOS


Frango: cotações estáveis no PR e SC

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja teve aumento de 0,71%, chegando a R$ 7,10/kg, enquanto o frango no atacado cedeu 1,82%, atingindo R$ 7,10/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná não houve alteração de preço, com a ave viva cotada em R$ 5,20/kg, assim como Santa Catarina, valendo R$ 4,19/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (5), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado não mudaram de preço, valendo, respectivamente, R$ 7,89/kg e R$ 7,95/kg.

Cepea/Esalq


Meio ambiente


UE aprova acordo que impede importação de commodities ligadas ao desmatamento

Soja, café, carne bovina, cacau e outras commodities aparecem na lista de produtos que podem ser afetados


A União Europeia aprovou as novas diretrizes para impedir a compra de produtos ligados às áreas de desmatamento global e impedir a degradação florestal. As novas regras de importação podem afetar as compras de soja, café, carne bovina, cacau, madeira e óleo de palma. Produtos derivados e manufaturados como chocolate, papel impresso e móveis também deverão ser incluídos. No dia 13 de setembro de 2022, o Parlamento Europeu já havia aprovado as novas regras, que agora também foram aceitas pelo executivo. Segundo informações publicadas pela Comissão Europeia, uma vez adotada e aplicada, a nova lei garantirá que um conjunto de bens essenciais colocados no mercado da UE deixará de contribuir para o desmatamento e a degradação florestal na UE e em outras partes do mundo. A Comissão explicou ainda que a partir do momento em que as novas regras entrarem em vigor - o que pode acontecer no início de 2023 -, as empresas relevantes terão que realizar uma rigorosa due diligence para se colocarem no mercado da UE. "Essas commodities foram escolhidas com base em uma avaliação de impacto minuciosa, identificando-as como o principal fator de desmatamento devido à expansão agrícola", afirma a publicação. O acordo foi assinado um ano depois da proposta da Comissão em 2021 e manteve as principais características propostas naquele ano: de combate ao desmatamento, exigências estritas de rastreabilidade ligando as commodities às terras agrícolas onde foram produzidas. A publicação explica também que Parlamento Europeu e o Conselho terão agora de adotar formalmente o novo regulamento antes da sua entrada em vigor. Uma vez em vigor o Regulamento, os operadores e comerciantes terão 18 meses para implementar as novas regras. As micro e pequenas empresas terão um prazo maior de adaptação, além de outras disposições específicas. O novo regulamento estabelece fortes regras obrigatórias de due diligence para empresas que desejam colocar produtos relevantes no mercado da UE ou exportá-los. Operadores e comerciantes terão que provar que os produtos são livres de desmatamento (produzidos em terras que não foram sujeitas a desmatamento após 31 de dezembro de 2020) e legais (em conformidade com todas as leis relevantes aplicáveis ​​em vigor no país de produção). As novas regras pedem que as empresas coletem informações precisas sobre as áreas de produção agrícolas. O não cumprimento pode resultar em multas e até mesmo no impedimento de vendas para União Europeia.

REUTERS


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


BR-376 segue interditada e não há previsão de liberação do tráfego


Segue sem previsão de liberação o tráfego na BR-376, no quilômetro 669, município de Guaratuba, no Litoral do Paraná. A área foi atingida por um grande deslizamento de terra na segunda-feira da semana passada (28). Veículos foram soterrados provocando duas mortes. Seis pessoas foram resgatadas, sem necessidade de atendimento médico. As duas faixas da rodovia foram cobertas por terra, impedindo o fluxo de veículos


A concessionária Arteris Litoral Sul, que administra o trecho e trabalha para limpar e recuperar a estrada, havia informado no último domingo (4) que um novo boletim seria divulgado nesta terça-feira (6) com a atualização sobre os trabalhos no local e uma possível previsão de liberação do trânsito. Até às 19 horas da terça-feira, no entanto, nenhuma nova informação foi divulgada pela empresa. No boletim de domingo, a Arteris informava que seria necessário um período de estabilidade climática para uma melhor previsão. As chuvas continuaram nesta terça-feira na região. Nesta segunda-feira (5), a Polícia Rodoviária Federal informou que coordenará a operação para o restabelecimento da normalidade do fluxo de veículos tão logo as questões de segurança sejam atendidas.

GAZETA DO POVO


Plantio do milho se encerra no Paraná e boas condições de desenvolvimento são relatadas

Por outro lado, região Sudoeste pode ter redução de produtividade


A Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná divulgou, por meio do Departamento de Economia Rural (Deral), seu o relatório de plantio e colheita das principais safras do estado. O relatório semanal apontou que, 100% das lavouras de milho verão foram semeadas até a última segunda-feira (05). Deste total, 75% avançaram para a fase de desenvolvimento vegetativo, 22% chegaram à floração e 3% já está em frutificação. Olhando para as condições das lavouras, o Deral classifica 82% delas como em boas condições, 16% como médias e 2% como ruins. As lavouras classificadas como ruins se encontram nas regionais de Pato Branco (15%), Francisco Beltrão e Laranjeiras do Sul (5%). Detalhando as regiões paranaenses, os técnicos do Deral destacam, que as lavouras do milho primeira safra estão em boas condições na região Norte. A maior parte das lavouras de milho das regiões Oeste e Centro-Oeste estão em fase de floração, mas algumas áreas já entraram em floração, ambas com boas condições de lavouras. Enquanto isso, o milho segue em desenvolvimento vegetativo na região Noroeste. Na região Sul, o milho primeira safra apresenta bom desenvolvimento vegetativo. “Com a elevação das temperaturas, espera-se que as culturas recuperem o seu potencial produtivo”, aponta a publicação. Por fim, grande parte das lavouras da região Sudoeste está em floração, mas o calor e a falta de umidade podem gerar redução de produtividade, principalmente em solos rasos e com pouca palhada.

SEAB-PR/DERAL


Especialistas debatem hoje na FIEP o cenário atual da logística reversa no Paraná e no Brasil

Seminário promovido pela Fiep está na quinta edição e traz atualizações e projetos em andamento


No Brasil, empresas de todos os portes estão obrigadas a cumprir as regras previstas em lei a respeito da prática da logística reversa. Essa operação relacionada ao reuso e descarte de materiais, resíduos e produtos em geral tem muita importância para o meio ambiente e a sociedade. Para discutir os novos decretos na esfera federal, as atualizações estaduais e seu impacto para as empresas, o Sistema Federação das Indústrias do Paraná promove hoje, das 8h30 às 18 horas, no campus da Indústria, em Curitiba, o 5º Seminário Paranaense de Logística Reversa. O evento é uma parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest), Instituto Água e Terra (IAT), IlOG, Instituto Paranaense de Reciclagem (InPAR) e apoio do Sindicado das Indústrias de Papel e Celulose do Paraná (Sinpacel). Este ano, as novidades se concentram nos novos decretos federais. Já no Paraná, este foi o primeiro ano da implementação das novas diretrizes implementadas em junho do ano passado em que foram estabelecidas novas regras para a operacionalização e fiscalização do Plano Estadual de Resíduos Sólidos (PERS). Em resumo, as empresas devem comprovar ações de logística reversa para a obtenção de licença de operação e suas renovações. Na programação está prevista a participação de especialistas, representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Sedest, do InPAR, ILOG e de profissionais com expressiva experiência em logística reversa. A primeira palestra prevê justamente o panorama da logística reversa no âmbito nacional, com participação do advogado Fabricio Soler. No período da tarde, Rafael Andreguetto, Diretor de Políticas Ambientais da Sedest, apresenta as atualizações do tema no Paraná. O evento prossegue com apresentação das iniciativas paranaenses de logística reversa de embalagens.

FIEP


Paraná abriu mais de 400 mil vagas formais de emprego em quatro anos

Com resultados positivos mês a mês ao longo dos últimos quatro anos, o Paraná gerou 400.609 vagas de emprego com carteira assinada entre janeiro de 2019 e outubro de 2022. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Previdência, e foram levantados pelo Departamento do Trabalho da Secretaria de Estado da Justiça, Família e Trabalho.


Pelo volume acumulado neste ano, que chegou a 147.955 novos postos de trabalho formais entre janeiro e outubro o Paraná segue a tendência de geração de empregos do ano passado. Com os ajustes do Caged, o Estado fechou 2021 com 175.121 novas vagas. Em 2019, ainda na metodologia antiga do Caged, e em 2020, a partir da atualização, os números também foram positivos. Em 2019 foram criadas 48.306 vagas de trabalho no Estado, quase 10 mil a mais do que em 2018 (38.131). No período mais restritivo da pandemia de Covid-19, o Paraná também manteve o saldo positivo na geração de empregos. Em 2020, foram abertas 29.227 novas vagas, também com o ajuste. O destaque é para o setor de serviços, que respondeu por seis em cada dez postos abertos no período. Levantamento feito pelo Departamento do Trabalho, com base nos dados do Caged, mostram que estabelecimentos como salões de beleza, restaurantes e academias, entre outros, contrataram 88.276 pessoas entre janeiro e outubro. O maior saldo foi em fevereiro, com 20.673 novos postos de trabalho, puxando o resultado daquele mês, o melhor do ano no Paraná. No recorte mês a mês, o setor abriu 13.002 vagas em janeiro, 20.673 em fevereiro, 4.265 em março, 4.691 em abril, 5.847 em maio, 10.370 em junho, 10.861 em julho, 8.301 em agosto, 5.566 em setembro e 4.736 em outubro. Segunda maior empregadora, a indústria também manteve resultados positivos nos primeiros dez meses do ano. Foram 27.709 novos postos de trabalhos formais nos últimos 10 meses. O maior número de contratações ocorreu em janeiro, com saldo positivo de 6.128 postos com carteira assinada. Em fevereiro foram 3.186, em março 345, em abril 2.170, em maio 3.702, em junho 2.242, em julho 2.979, em agosto 2.974, em setembro 2.349, fechando outubro com saldo de 1.634 vagas. Na sequência vem o comércio, que abriu 19.456 vagas neste ano. O setor teve saldo positivo em todos os meses, com exceção de janeiro, que reflete as contratações temporárias para o Natal. O saldo negativo do primeiro mês do ano foi de -3.415 postos de trabalho. Os meses seguintes, porém, foram de recuperação, com a abertura 2.527 vagas em fevereiro, 329 em março, 2.349 em abril, 2.761 em maio, 2.411 em junho, 1.916 em julho, 3.636 em agosto, 3.850 em setembro e 3.092 em outubro. A construção civil abriu 9.272 vagas de emprego ao longo do ano, com saldo positivo em todos meses, com exceção de abril (-171) e junho (-290). No mais, foram 2.876 postos em janeiro, 1.476 em fevereiro, 52 em março, 1.918 em maio, 966 em julho, 758 em agosto, 1.074 em setembro e 613 em outubro. Influenciada pela sazonalidade da produção, a agropecuária foi o setor com a maior variação no período. Teve saldo positivo nos meses de janeiro (984), fevereiro (1.423), março (399), abril (652), setembro (90) e outubro (450). Nos outros meses, os saldos foram negativos: maio (-187), junho (-283), julho (-145) e agosto (-141).

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar recua 0,25% ante real

A moeda norte-americana à vista caiu 0,25%, a 5,2712 reais na venda


Investidores disseram que as perdas do dólar foram desencadeadas por ajustes de posição na esteira do salto da véspera, quando a divisa norte-americana havia subido mais de 1%. Fabrizio Velloni, economista-chefe da Frente Corretora de câmbio, disse que os momentos de forte queda do dólar frente ao real também refletiram o bom desempenho dos mercados chineses, cujos ativos têm reagido bem a esperanças de relaxamento de restrições de combate à Covid-19. No entanto, ponderou o especialista, incertezas sobre qual será o ritmo de altas de juros do Federal Reserve limitaram as perdas da moeda norte-americana, assim como os desdobramentos envolvendo a PEC da Transição. Investidores ficam de olho agora na reunião de dois dias do Comitê de Política Monetária do BC, que se encerrará na quarta-feira. Embora haja consenso no mercado de que a taxa Selic será mantida nos atuais 13,75%, "o resultado (do Copom) deve trazer mais pistas dos desdobramentos do aperto monetário em meio a incertezas na economia brasileira", comentou Leandro De Checchi, analista da Clear Corretora. Diante da perspectiva de amplos gastos pelo governo eleito, a curva de juros brasileira chegou a precificar novos aumentos da Selic em 2023, enquanto a mais recente pesquisa semanal Focus do Banco Central sugere um afrouxamento monetário menos intenso ao longo do ano que vem.

Reuters


Ibovespa fecha em alta após votação da PEC

O Ibovespa fechou em alta na terça-feira marcada pela aprovação da PEC da Transição em comissão do Senado por um valor menor do que a proposta original, mas ainda alimentando receios sobre os potenciais reflexos nas contas públicas do país


Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,72%, a 110.188,57 pontos. O volume financeiro da sessão somou 24 bilhões de reais, novamente abaixo da média do ano. Na visão do sócio-diretor da Pronto! Investimentos, Marcelo Castro, a bolsa experimentou um ajuste, com alguma melhora de ações que tiveram quedas fortes nas últimas semanas, mas tal performance ainda está distante de ser chamada de recuperação. Em Brasília, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou a PEC da Transição, prevendo uma expansão do teto de gastos em 145 bilhões de reais para garantir o pagamento unitário do Bolsa Família no valor de 600 reais. A aprovação ocorreu após declaração do relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), senador Alexandre Silveira (PSD-MG), de que concordava com a redução da expansão do teto em 30 bilhões de reais em relação ao número anterior de 175 bilhões. A PEC agora segue ao plenário do Senado, onde deverá passar por dois turnos de votação antes de ser enviada à Câmara dos Deputados. A expectativa é que as votações no plenário do Senado ocorram na quarta-feira. Em Nova York, o S&P 500 recuou, em dia de forte queda das ações da Meta e outras ações de tecnologia e preocupações com a chance de um ciclo de alta de juros mais prolongado nos EUA e o efeito na economia.

Reuters


Poupança tem saque líquido em novembro e retiradas acumulam R$109,5 bi no ano

A caderneta de poupança registrou saque líquido de 7,419 bilhões de reais em novembro, mostraram dados do Banco Central na terça-feira, levando o volume de retiradas líquidas no acumulado do ano a 109,496 bilhões de reais, recorde da série iniciada em 1995


O resultado de novembro representou o segundo maior saque para o mês da série, perdendo apenas para novembro de 2021, quando houve retirada de 12,377 bilhões de reais. Do total do mês, os saques superaram os depósitos no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) no valor de 4,355 bilhões de reais. Já na poupança rural, as saídas líquidas foram de 3,064 bilhões de reais. O rombo na poupança foi registrado mesmo diante dos pagamentos pelo governo federal de benefícios sociais turbinados neste ano eleitoral. Repasses como o adicional do Auxílio Brasil, o complemento do Auxílio Gás e benefícios a caminhoneiros e taxistas foram iniciados em agosto. O movimento de retiradas ocorre em meio a um cenário de juros elevados que reduz a competitividade da poupança frente a outros investimentos.

Reuters


CNI prevê crescimento do PIB brasileiro de 1,6% em 2023

O PIB da indústria subirá 0,8% no próximo ano


A Confederação Nacional da Indústria (CNI) prevê expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,6% em 2023, sobre crescimento de 3,1% previsto para 2022. A redução do ritmo de crescimento da economia deve ser provocada, principalmente, pelas altas taxas de juros, mas também pela inflação elevada e menor crescimento mundial. Os dados fazem parte do documento Economia Brasileira 2022-2023, divulgado na terça-feira, 6 de dezembro. Na indústria, a previsão é de alta de 0,8% do PIB em 2023, um desempenho menor do que a expansão de 1,8% prevista para este ano. A indústria de transformação vai crescer 0,3%, com expectativa de desempenhos setoriais diferentes: os produtores de bens mais sensíveis à renda com desempenho mais favorável do que as indústrias com produtos mais sensíveis ao crédito, que terão mais dificuldades em função dos juros elevados. Para criar as bases de um crescimento sustentável, o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, avalia que a prioridade para 2023 precisa ser a reforma tributária sobre o consumo. A PEC 110, que tramita no Congresso, contempla as principais demandas do setor produtivo, como eliminação da cumulatividade e imediata recuperação dos créditos tributários devidos e não-pagos, além de corrigir distorções do sistema tributário atual, que levam à perda de competitividade da indústria e de eficiência da economia. O gerente-executivo de Economia da CNI, Mário Sérgio Telles, avalia que o crescimento de 1,6% esperado para 2023 será resultado de três fatores positivos: resultado do crescimento do setor de serviços de 2022 ainda influenciará 2023; continuidade da expansão do número de pessoas com trabalho e da massa salarial real; e aumento das despesas do setor público. A evolução do PIB da indústria em 2022 foi impulsionada pela indústria da construção. Esse segmento, foi beneficiado pelas taxas de juros vigentes em 2020 e 2021, que deixaram muitos projetos em andamento para 2022, e da ampliação do programa Casa Verde e Amarela. A CNI projeta que a indústria da construção encerrará 2022 com crescimento de 7%. O setor de Serviços avançou de forma consistente ao longo de 2022, devido a maior circulação de pessoas, da recuperação do poder de compra da população e do processo de digitalização dos serviços. E foi o principal responsável pelo crescimento econômico em 2022. Todas as categorias de serviços superaram o patamar em que se encontravam antes da pandemia, exceto os serviços prestados às famílias. Para este ano, a CNI projeta que o PIB de serviços cresça 3,9%. Aumento da arrecadação em 2022, influenciado pelo crescimento da atividade econômica, pela recuperação do mercado de trabalho e pelas arrecadações atípicas relacionadas à exploração de recursos naturais e privatizações favoreceram o quadro fiscal da economia brasileira. Nesse cenário, o governo federal deve encerrar 2022 com superávit primário de R$ 75,1 bilhões (0,9% do PIB projetado pela CNI), o primeiro superávit desde 2013. Na projeção da CNI, dado o quadro fiscal de 2023, a expectativa é que o Banco Central do Brasil manterá a Selic em 13,75% a.a. até meados de setembro de 2023, quando deve iniciar o ciclo de cortes da Selic – tendo em vista a provável convergência das expectativas de inflação em 2024 e 2025 para suas respectivas metas –, de modo que a Selic encerre 2023 em 11,75% ao ano. Estima-se que a inflação seja de 5,7% em 2022, acima da meta de inflação de 3,5% para o ano, e de 2023 em 5,4%, também acima da meta de inflação de 3,25% para o ano.

CNI


POWERED BY

EDITORA ECOCIDADE LTDA

041 3289 7122


2 visualizações0 comentário

Comments


bottom of page