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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 23 DE 06 DE DEZEMBRO DE 2021


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 1 | nº 23| 06 de dezembro de 2021



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Calmaria no mercado brasileiro do boi gordo; preços da arroba seguem firmes

O boi, vaca e novilha prontos para abater seguem valendo R$ 320/@, R$ 299/@ e R$ 309/@, respectivamente (preços brutos e a prazo), segundo a Scot Consultoria


Diante da menor procura, os preços do boi gordo se acomodaram em praticamente todas as praças pecuárias do País. “As escalas de abate da maior parte dos frigoríficos de São Paulo estão completas para a próxima semana”, relata a Scot Consultoria. No interior paulista, as referências de preços ficaram estáveis na sexta-feira (3/12), na comparação com o dia anterior. O boi, vaca e novilha prontos para abater estão cotados em R$ 320/@, R$ 299/@ e R$ 309/@, respectivamente (preços brutos e a prazo), segundo o levantamento da Scot. Na avaliação da IHS, de certa forma, a escassez de oferta de animais terminados neutraliza qualquer movimento de baixa nas cotações. No entanto, a saída das indústrias frigoríficas das compras de gado gordo resultou em paralisação do forte movimento de alta das cotações, que levou a arroba a atingir o pico de próximo de R$ 330/@ no mercado paulista. Essa ausência de compradores reflete a posição de cautela em relação ao comportamento das vendas de carne bovina no atacado. Segundo os analistas da IHS Markit, o escoamento da carne na ponta final da cadeia tem evoluído de forma cadenciada, mas as recentes quedas nos preços das principais proteínas concorrentes (frango e suíno) despertou certa preocupação no setor produtivo. No mercado atacadista, após os ajustes negativos no dia anterior, o cenário foi de estabilidade nos preços dos principais cortes bovinos na sexta-feira. A oferta de mercadoria se encontra bem ajustada à demanda vigente, efeito de um abate bem regulado por parte das indústrias frigoríficas, observa a IHS. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 296/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 317/@ (prazo) vaca R$ 302/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 305/@ (à vista) vaca a R$ 296/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 312/@ (prazo) vaca a R$ 293/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 327/@ (à vista) vaca a R$ 306/@ (à vista); TO-Araguaína: boi a R$ 298/@ (prazo) vaca a R$ 288/@ (prazo).

PORTAL DBO


Exportações totais de carne bovina caíram 47% em novembro

As exportações totais de carne bovina (envolvendo o produto in natura e processados) movimentaram 105.200 toneladas em novembro, proporcionando uma receita de US$ 501 milhões disse no sábado a Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), a partir de dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério da Economia, compilados pela entidade


Isso significou uma diminuição na movimentação de 92.651 toneladas em relação a novembro de 2020, com suas vendas de 197.852 toneladas (queda de 47%). Na receita houve queda de 41% (ela foi de US$ 844,87 milhões em 2020). Com a ausência da China, o maior importador do produto, as exportações totais no acumulado de janeiro a novembro já estão 7,15% menores que as do mesmo período de 2020. No ano passado, até novembro, o total movimentado atingia 1.848.067 toneladas e a receita US$ 7,744 bilhões. Neste ano, em novembro, o total acumulado alcançou a 1.716.000 toneladas e a receita US$ 8,5 bilhões, com aumento de 10% graças a elevação dos preços do produto no mercado internacional. Em 2021, os preços médios de exportação no acumulado até novembro alcançaram US$4.959 por tonelada, aumento de 18,35% em relação aos preços do mesmo período de 2020 (US$4.190).


Entre os 20 maiores compradores do produto brasileiro, no acumulado do ano, a China se mantém em primeiro lugar, com 928.815 toneladas importadas pelo continente e pela cidade estado de Hong Kong, 54% do total movimentado pelo país (em 2020 foram de 1.071.516 toneladas, 58% do total). Em segunda posição vem os Estados Unidos que movimentou até aqui 117.805 toneladas, contra 54.384 toneladas no ano passado (aumento de 116,6%). O Chile, que ampliou suas aquisições em 21,3%, passando de 81.682 toneladas no ano passado para 99.148 toneladas em 2021, ocupou a terceira posição. Na quarta colocação, com 55.399 toneladas importadas está o Egito que reduziu suas compras em 54,9% em relação a 2020, quando movimentou 122.753 toneladas. Os Emirados Árabes ocuparam o quinto lugar, com crescimento de 16,7% na movimentação que passou de 38.137 toneladas no ano passado para 44.510 toneladas neste ano. As Filipinas assumiram a sexta posição aumentando suas aquisições em 16,5%, passando de 36.690 toneladas em 2020 para 40.590 toneladas em 2021; No total, 95 países aumentaram suas compras e outros 75 reduziram suas aquisições.

ABRAFRIGO


Paraná: Exportação de carne bovina tem queda de 26% até novembro

As exportações paranaenses de carne bovina processada e in natura apresentaram queda de 26% no volume e de 16% na receita até novembro, informou a Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), do Ministério da Economia


Até novembro, o estado movimentou 19.198 toneladas, com receita de US$ 80,5 milhões, contra 26.020 toneladas e US$ 102 milhões no mesmo período do ano passado. O estado está na décima posição entre os exportadores do produto, movimentação que é liderada por São Paulo com 366.789 toneladas, seguida do Mato Grosso, com 336.178 toneladas. Um dos maiores problemas que o Paraná enfrenta para aumentar sua participação nas exportações é a falta de animais para abate, segundo o Sindicarne-PR.

Sindicarne-PR


Rio Grande do Sul fará a 1ª exportação de bovinos vivos do ano até final do mês

Lote de 11 mil bezerros está lacrado em quarentena em solo gaúcho, devendo ser embarcado com destino ao Egito entre os dias 20 e 25 de dezembro


Depois de registrar um recorde histórico na exportação de bovinos vivos em 2018, com uma carga de 44,3 mil toneladas, e em 2020, responder por 28% de todos os bovinos vivos exportados do País, o Rio Grande do Sul prepara seu primeiro – e provavelmente único – lote de animais a ser vendido internacionalmente este ano. O destino será o Egito. Segundo informações do escritório regional de Pelotas, da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), foram registrados dois pedidos de quarentena de animais em confinamento em dois Estabelecimentos de Pré-Embarque (EPEs), localizados nos municípios de Rio Grande e Cristal. Um pedido foi para uma reserva de área para 10 mil bovinos e outro, para 11 mil; no entanto, apenas este de 11 mil bezerros deverá ser exportado este ano. “O embarque de 11 mil bovinos para o Egito está confirmado, o outro apenas abriu as compras, mas não sabemos ainda em que data vai se confirmar, se este ano ou a partir de janeiro de 2022”, explica do médico veterinário, Valmor Lansini, fiscal estadual agropecuário. O lote de animais para o Egito já teve toda a sua documentação enviada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), incluindo o pedido de quarentena por 21 dias. A estimativa é que a carga siga para o destino entre os dias 20 e 25 de dezembro. A guinada dos preços da arroba do boi influenciou os preços dos bovinos de reposição e dos terneiros (bezerros) no Estado e acabou desestimulando os compradores de gado vivo este ano, segundo Girlei Sengik Fonseca, sócio da Sentilena Agro Industrial, de Cerrito (RS). No acumulado de janeiro a outubro deste ano, as cargas de bovinos vivos somaram 22,4 mil toneladas, 77,7% a menos que no mesmo período do ano passado, com 100,4 mil toneladas, segundo os dados do AgroStat, plataforma de estatísticas do comércio internacional de commodities agrícolas do Mapa.

PORTAL DBO


SUÍNOS


Suínos: sexta-feira com queda de preços

Segundo o Cepea/Esalq, mesmo com aquecimento nas vendas na segunda quinzena de novembro, e com a consequente reação nos preços do setor suinícola, os valores médios do animal vivo e da carne ficaram abaixo dos registrados em outubro/21 e inferiores aos de novembro/20


Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF caiu, pelo menos, 2,14%, valendo R$ 137,00/R$ 145,00, enquanto a carcaça especial baixou 1,00%/0,96%, custando R$ 9,90/R$ 10,30 o quilo. Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (2), houve queda de preço de 0,26% em São Paulo, chegando a R$ 7,68/kg, e de 0,15% em Santa Catarina, atingindo R$ 6,74/kg. Ficaram estáveis Minas Gerais, valendo R$ 7,47/kg, R$ 6,53/kg no Paraná, e R$ 6,36/kg no Rio Grande do Sul.

Cepea/Esalq


Alemanha relata outro caso de peste suína africana em animal selvagem

Um caso de peste suína africana (ASF) foi encontrado em um javali no estado de Mecklenburg-Vorpommern, no leste da Alemanha, disse na quinta-feira o Ministério da Agricultura do vizinho estado de Brandenburg.

REUTERS


FRANGOS


Frango: preços estáveis ou em queda na sexta

Segundo o Cepea/Esalq, agentes reduziram os valores de comercialização, no intuito de elevar a liquidez e evitar o aumento de estoques, especialmente neste período de proximidade das festas de final de ano, quando a procura por aves natalinas e carne suína cresce


Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja cedeu 1,92%, chegando a R$ 5,10/kg, enquanto o frango no atacado caiu 1,55%, valendo R$ 6,35/kg. Na cotação do animal vivo, os valores não mudaram em Santa Catarina, valendo R$ 3,70/kg e no Paraná, custando R$ 5,77/kg. São Paulo ficou sem referência de preço na sexta-feira. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (2), a ave congelada ficou estável em R$ 6,77/kg, enquanto a resfriada sofreu baixa de 1,02%, fechando em R$ 6,78/kg.

Cepea/Esalq


Frango/Cepea: Em mercado lento, preços recuam em novembro

As cotações da carne de frango e do animal vivo recuaram no mês passado, devido à lentidão nas vendas da proteína nos mercados interno e externo, conforme indicam pesquisadores do Cepea


Quanto ao frango inteiro, agentes reduziram os valores de comercialização, no intuito de elevar a liquidez e evitar o aumento de estoques, especialmente neste período de proximidade das festas de final de ano, quando a procura por aves natalinas e carne suína cresce. Para o frango vivo, de acordo com colaboradores do Cepea, a baixa liquidez da carne acabou limitando a procura por novos lotes de animais.

Cepea


Bulgária relata surto de gripe aviária em fazenda industrial

Autoridades veterinárias búlgaras abaterão mais de 80.000 frangos no vilarejo de Tsalapitsa, no Sul, depois que um surto de gripe aviária foi confirmado em uma fazenda industrial lá, disse à agência de segurança alimentar na sexta-feira.

REUTERS


Estado alemão da Turíngia relata primeiro caso de gripe aviária neste inverno em granjas

O estado alemão da Turíngia disse na sexta-feira que detectou o primeiro caso de gripe aviária neste inverno em uma granja avícola


A fazenda, no distrito de Altenburger Land, foi imediatamente fechada, disse o Ministério do Trabalho do Estado em um comunicado, acrescentando: "As aves que ainda estiverem vivas serão mortas".

REUTERS


CARNES


Carnes de frango e suína devem ganhar espaço no Natal

Vendas de kits natalinos devem crescer até 3% neste ano, estima ABPA


A transferência de demanda da carne bovina para proteínas mais baratas, que tem ocorrido neste ano — como reflexo, também, do aumento dos preços dos alimentos — deve prosseguir no consumo associado às festas de fim de ano. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que as vendas de kits natalinos deverão crescer até 3% neste ano em relação a 2020. O aumento da inflação e o alto desemprego no país pressionam o poder de compra da população, o que deve reforçar a procura por carnes de frango e suína. Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado, diz que o frango deve ser o principal beneficiado pela alta da carne bovina, uma vez que é a proteína com o preço mais acessível. No caso da carne suína, o último bimestre é, historicamente, o período de maior consumo dessa proteína. Leia também: Suinocultura vive debandada no Reino Unido após Brexit · “As celebrações serão de aves e suínos, e não de churrasco [de carne bovina] e bacalhau”, afirma o Vice-Presidente de Mercado Brasil da BRF, Sidney Manzaro. A companhia projeta que o número de reuniões familiares deverá crescer em comparação com o ano passado, já que 70% da população brasileira completou o ciclo vacinal contra a covid-19. Rafael Palmer, Diretor de Marketing da Seara, acredita que as comemorações se estenderão ao longo de todo o mês. “Nossa expectativa é superar o crescimento que tivemos no Natal de 2020, de 8% em volume e 23% em faturamento”, diz ele. Já a Cooperativa Aurora projeta vendas 5% maiores do que em 2020, segundo o Diretor-Presidente de Mercados, Leomar Somensi. Para o Presidente da ABPA, Ricardo Santin, a retomada do trabalho presencial também impulsionará o consumo nesse período, já que em bares e restaurantes é mais comum haver “sobras” no aproveitamento dos cortes. O pagamento do 13 salário, a possível aprovação do Auxílio Brasil, programa que substituiu o Bolsa Família, e a restrição de viagens internacionais devido à variante ômicron do coronavírus também são elementos importantes para o aumento do consumo no mercado interno. De olho nas famílias que não consomem aves inteiras ou mesmo que não podem pagar pelos tradicionais superfrangos natalinos, as empresas expandiram seus portfólios de pratos prontos. “Estamos preparados para essas ocasiões de consumo”, afirma Sidney Manzaro, da BRF. Já Leomar Somensi, da Aurora, diz que a crise econômica fez com que o consumidor valorizasse os produtos de qualidade para não “errar e ter que desembolsar outra vez”. O mercado brasileiro atingiu um novo patamar de preços e custos, que deve se manter, avalia Santin. Para o presidente da ABPA, o cenário para o primeiro semestre de 2022 é de cotações dos grãos estáveis ou até um pouco abaixo — mas não muito — durante a colheita de uma safra que provavelmente será farta. Iglesias concorda que a perspectiva é de oferta suficiente, mas reforça que o “mercado climático” ainda exige atenção.

VALOR ECONÔMICO


Comissão aprova criação de fundo para indenizar pecuarista que tiver animal sacrificado

O Fundo Nacional de Defesa Sanitária Animal contará com recursos orçamentários e doações


A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4583/20, que institui um fundo destinado a indenizar pecuaristas que tiverem animais de sua criação sacrificados por questões sanitárias. O Fundo Nacional de Defesa Sanitária Animal (Fundesa) será gerido por representantes do Poder Executivo e contará, entre as suas fontes de recursos, com dotações orçamentárias da União e doações. Pela proposta, o fundo também apoiará ações emergenciais de defesa sanitária animal. O valor das indenizações e as ações emergenciais passíveis de apoio do fundo serão definidos em regulamento. O recebimento da indenização estará condicionado ao cumprimento de normas e práticas sanitárias. A proposta aprovada é do deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) e recebeu parecer favorável do relator, deputado Paulo Bengtson (PTB-PA).

Bengtson disse que a criação do fundo contribui para reduzir a incerteza decorrente da existência ou não de recursos orçamentários para a indenização de pecuaristas, em caso de necessidade de abate sanitário de animais de criação. “Tal indeterminação tem, por vezes, desestimulado os pecuaristas a informar às autoridades sanitárias a ocorrência de focos de doenças que determinam o abate dos animais, podendo ocasionar o agravamento de problemas sanitários e sérios danos ao País”, disse. O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado agora pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Agência Câmara de Notícias


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Boletim agrometeorológico do IDR-Paraná de novembro mostra clima mais seco na maior parte do Estado

Um clima mais seco, interrompido no mês de outubro, retornou ao Paraná em novembro. Em alguns locais da região Noroeste e Campos Gerais, por exemplo, a precipitação total registrada em novembro ficou abaixo de 50 mm


Em praticamente todo o Estado as precipitações ficaram abaixo da média histórica, principalmente no oeste paranaense. Em Guaíra, por exemplo, a média histórica é de 196,6 mm e choveu somente 32,6 mm, ficando 164 mm abaixo do esperado para o mês de novembro. Na média de todas as regiões, no mês de novembro chove 152 mm no Paraná (média histórica) e em novembro deste ano choveu apenas 69 mm. As chuvas registradas neste mês não foram suficientes para repor a água no solo em grande parte do Estado. As altas temperaturas, que provocam elevadas taxas de evaporação do solo, intensificaram o déficit hídrico, atingindo -70 mm no final do mês em algumas regiões. Somente o Litoral e o Norte Pioneiro encerraram novembro com disponibilidade hídrica positiva no solo. Em decorrência da pouca precipitação, em novembro as temperaturas foram elevadas, com valores acima das médias históricas em todo o Estado. Observa-se que a média das temperaturas máximas no Paraná foi 1,5 oC acima do esperado. Em Cândido Abreu, por exemplo, a média histórica das temperaturas máximas de novembro é de 29,2 oC e em novembro de 2021 registrou 32,7 oC, permanecendo 3,5 oC acima do esperado para o mês. Quanto ao efeito do clima nas culturas agrícolas, apesar não terem ocorrido precipitações em quantidades satisfatórias no Paraná, a boa distribuição das chuvas ao longo do mês favoreceu a agricultura, principalmente em solos bem manejados.

IDR-PARANÁ


Evento comemora os 50 anos da ocepar e os 60 anos do BRDE

A sexta-feira (03/12) foi dia de celebração para o cooperativismo paranaense, que tradicionalmente comemora as conquistas do ano durante o Encontro Estadual de Cooperativistas – evento que, nesta edição, também marcou os 50 anos de história do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar) e os 60 anos do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).


“A Ocepar e o BRDE sempre atuaram em perfeita sintonia, tanto nas grandes realizações, quanto nos momentos de maior dificuldade. No final da década de 1990, por exemplo, o BRDE passou por algumas incertezas e havia um movimento para o fechamento do banco. Foi então que as entidades do setor produtivo, em especial as cooperativas e a Ocepar, se mobilizaram em sua defesa, pela importância que sempre teve como fomentador do desenvolvimento econômico e social das pessoas e empresas da região sul do Brasil”, relatou o Presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, Ricken. “Foi uma conquista muito importante para todo o Paraná. Essa força das bases fez com que o banco se reestruturasse e voltasse a atuar na concessão e repasses de crédito para o setor produtivo dos estados do Paraná, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul”, acrescentou. Na sequência, Ricken apresentou um balanço preliminar dos resultados obtidos pelo cooperativismo paranaense em 2021. “Apesar das adversidades, as 217 cooperativas do Paraná encerram 2021 com crescimento econômico, geração de empregos e aumento no percentual de participação no setor agropecuário paranaense”, afirmou. Segundo o presidente do Sistema Ocepar, com base nas operações consolidadas até o mês de novembro, as cooperativas paranaenses devem alcançar em torno de R$ 150 bilhões de faturamento neste ano, o que representa um aumento de mais de 30% sobre o montante de 2020, que foi de R$ 115,7 bilhões. Ricken lembrou que o setor segue determinado no propósito de atingir R$ 200 bilhões de movimentação econômica ao ano, previsto no Plano Paraná Cooperativo 200 (PRC200), o planejamento estratégico do cooperativismo paranaense. Ele destacou também que, neste ano, mais 220 mil pessoas aderiram às cooperativas paranaenses. “Assim, o número de associados ao cooperativismo de todos os ramos: agropecuário, crédito, saúde, transporte, infraestrutura, consumo e serviços especializados, atingiu em nosso Estado o total de 2,7 milhões, um aumento de quase 9% em relação ao passado”, frisou. De acordo com o dirigente, o setor também investiu o equivalente a R$ 4,6 bilhões, que geraram mais 6.897 novos empregos em 2021 e, dessa forma, as cooperativas do Paraná deverá fechar o ano somando o total de 124,8 mil empregos diretos, um aumento de 5,9% se comparado aos números do ano passado. Já as exportações do setor devem registrar crescimento de 28,4%, com o valor de US$ 6,7 bilhões, frente aos US$ 5,2 bilhões do ano passado. Em impostos recolhidos, o cooperativismo paranaense deve chegar a R$ 3,9 bilhões, 12,4% a mais que em 2020. Outro dado importante para o setor, que investe muito na formação do público cooperativista: foram realizados, com apoio do Sescoop/PR, mais de 8.500 eventos de capacitação profissional e promoção social para aproximadamente 190 mil pessoas neste ano. O dirigente falou ainda sobre as expectativas em relação ao País, ao Estado e ao avanço de melhorias, especialmente em infraestrutura. “Temos grande expectativa em relação à situação futura do País e do nosso Estado, principalmente quanto à sanidade agropecuária, com o reconhecimento pela Organização Internacional de Epizotias (OIE), de área livre de aftosa sem vacinação e da peste suína clássica. Também a possibilidade de melhoria da infraestrutura de transporte, em especial como o novo modelo de concessões de rodovias. Nosso desejo é que sejam implementadas reformas consistentes que equacionem as deficiências estruturais existentes, principalmente em relação à demanda por investimentos em infraestrutura, tais como: rodovias, ferrovias, energia, dentre outras, origem dos custos elevados custos da logística que têm penalizado a nossa competitividade”, frisou Ricken.

IMPRENSA OCEPAR


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar à vista fecha em alta de 0,34%, a R$5,6785

O dólar fechou em alta na sexta-feira, perto de 5,68 reais e na máxima desde abril, alavancado por um movimento global de busca por segurança que dominou os mercados nesta sessão e minou várias classes de ativos de risco, como ações e moedas emergentes


Temores sobre efeitos potenciais da variante Ômicron do coronavírus sobre a economia global, dados abaixo do esperado do mercado de trabalho norte-americano e um tom persistentemente duro de membros do banco central dos EUA acerca da inflação alta compuseram um quadro que forçou nova liquidação de ativos de risco no mundo ao fim de uma das mais voláteis semanas dos últimos meses. Nesse contexto, o dólar, considerado porto seguro, valorizou-se. Aqui, a moeda negociada no mercado à vista fechou em alta de 0,34%, a 5,6785 reais, maior valor desde 13 de abril passado (5,7175 reais). Na semana, a cotação ganhou 1,47%. Em três dias de dezembro o dólar acumula ganho de 0,74%. No ano, o salto é de 9,38%.

REUTERS


Ibovespa resiste a tombo em NY em leve alta

O Ibovespa teve pequena alta na sexta-feira, resistindo à queda forte das bolsas norte-americanas, depois que uma retração surpreendente na produção industrial do Brasil em outubro aliviou perspectivas de altas mais intensas nos juros


O índice também foi beneficiado pela manutenção do clima positivo depois da aprovação da PEC dos Precatórios no Senado, na véspera, quando marcou maior alta desde maio de 2020. Em ações em queda, ficaram Marfrig e JBS, após o Bradesco BBI rebaixar a recomendação para as ações de ambas. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa subiu 0,34%, a 104.823,35 pontos. O volume financeiro foi 30,6 bilhões de reais. Na semana, o índice teve alta de 2,5%, devolvendo dois períodos de baixa. Se confirmado, será o maior avanço semanal desde a primeira semana de junho.

REUTERS


Mercado crava aposta em alta de mais 1,5 p.p. do juro nesta semana

O mercado financeiro voltou a cortar estimativas para o crescimento da economia neste ano e no próximo, além de aumentar previsões para a inflação, enquanto passou a ver uma taxa de câmbio mais depreciada e manteve expectativa de alta de 1,50 ponto percentual da Selic nesta semana, mostrou a pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira


Pelos números da Focus, baseados em compilação de previsões de cerca de 100 respondentes na sondagem do BC, a taxa básica de juros fechará 2021 em 9,25%, mesma previsão da semana anterior e ante taxa atual de 7,75% ao ano. A Selic ainda finalizaria 2022 em 11,25%, também mesmo prognóstico da semana anterior. O Bacen aumentará a taxa básica de juros em 1,50 ponto percentual nesta semana, em face de persistentes preocupações fiscais, e provavelmente também reconhecerá a ameaça representada pela cepa Ômicron da Covid-19, mostrou uma pesquisa da Reuters na semana passada. A inflação, motivo pelo qual o BC tem liderado um dos apertos monetários mais agressivos do mundo, deve ficar ainda mais elevada neste ano e no próximo, conforme a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira. O prognóstico para o IPCA de 2021 passou de 10,15% para 10,18%, e o para 2022 foi de 5,00% a 5,02%. A inflação em 12 meses, porém, agora é prevista em 5,36%, de 5,48% na semana anterior --segunda semana consecutiva de queda na estimativa. Mas chama atenção o aumento da perspectiva para o IPCA de 2023 (de 3,42% para 3,50%), distanciando-se ainda mais da meta para esse ano (3,25%). O PIB deverá crescer 4,71% em 2021, abaixo dos 4,78% previstos na semana anterior. Em 2022, a economia avançará 0,51%, de 0,58% da previsão anterior. O dólar terminará este ano em 5,56 reais (5,50 reais na estimativa da semana anterior). Ao fim de 2022 a moeda norte-americana ficará em 5,55 reais, de 5,50 reais do cenário anterior. É a primeira alta nas estimativas após quatro semanas de estabilidade.

Reuters


Indústria do Brasil tem queda inesperada em outubro e chega a 5 meses de perdas na produção

A produção industrial brasileira iniciou o quarto trimestre ainda em dificuldades, com queda inesperada em outubro e pelo quinto mês seguido, na esteira dos danos causados pela pandemia de Covid-19


Em outubro, a produção da indústria brasileira registrou recuo de 0,6% na comparação com setembro, acumulando em cinco meses 3,7% de perdas. Os dados divulgados na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram ainda que, em relação a outubro de 2020, houve queda de 7,8%. Ambos os resultados foram bem piores do que as expectativas em pesquisa da Reuters com economistas, de alta de 0,6% na variação mensal e de perda de 5,0% na base anual. A indústria nacional enfrenta um cenário de inflação e desemprego altos no país, ainda em meio a problemas na cadeia de oferta global, falta de matéria-prima e encarecimento dos custos de produção. "Com cinco meses de queda, o setor fica 4,1% abaixo do nível pré-pandmia, de fevereiro do ano passado. E o setor está 20,2% abaixo do pico de maio de 2011. Mês a mês a indústria perde intensidade e força", explicou o Gerente da pesquisa, André Macedo. Macedo destacou que o resultado de outubro mantém características que vêm sendo observadas ao longo do ano de predominância de taxas negativas e diretamente afetada pelos efeitos da pandemia da Covid-19. "2021 é marcado por perfil disseminado de quedas. Há claramente uma perda de força do setor", completou ele. Em outubro, três das quatro grandes categorias econômicas e 19 dos 26 ramos pesquisados apresentaram perdas na produção. As maiores influências negativas entre as atividades vieram de indústrias extrativas (-8,6%) --devido a quedas do minério de ferro e do petróleo-- e produtos alimentícios (-4,2%) --por conta do açúcar, com a antecipação da safra da cana-de-açúcar na região Centro-Sul do país. Entre as grandes categorias econômicas, a queda mais acentuada foi registrada por bens de consumo duráveis, de 1,9%. A fabricação de bens de consumo semi e não-duráveis recuou 1,2%, e a bens intermediários caiu 0,9%. Somente a produção de bens de capital apresentou ganhos em outubro, de 2,0% em relação a setembro

REUTERS


XP piora estimativas para economia e vê PIB parado em 2022

A XP reduziu suas estimativas para o crescimento econômico do Brasil tanto em 2021 quanto em 2022, passando a ver variação nula no ano que vem diante de um cenário de restrições de oferta e aumento da inflação no país


Em relatório divulgado na sexta-feira, a XP passou a ver expansão do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano de 4,5%, 0,5 ponto percentual abaixo da estimativa anterior. E para 2022 a perspectiva passou a ser de variação zero, contra alta de 0,8% prevista antes. "Nossas projeções (para 2022) já incorporam os efeitos (defasados) contracionistas do aperto da política monetária, a elevação das incertezas sobre o quadro fiscal e o ambiente político, além de um ritmo mais moderado de crescimento da economia global", explicou a XP. De acordo com a equipe de economistas que assina o relatório, o desempenho do PIB no ano que vem só não será ainda mais fraco porque há perspectivas favoráveis para a produção agropecuária, normalização gradual no fornecimento de insumos e expansão da população empregada. Por outro lado, os investimentos totais devem registrar contração em 2022, refletindo a elevação das taxas de juros --diante de uma inflação elevada, o BC tem aumentado a Selic, que está em 7,75% ao ano e sob perspectiva de novo acréscimo de 1,5 ponto percentual na reunião da semana que vem. A revisão das perspectivas vem após o IBGE divulgar na véspera que o PIB do terceiro trimestre registrou contração de 0,1% no terceiro trimestre, levando a economia a uma recessão técnica. A XP ainda estima crescimento de 0,3% do PIB no quarto trimestre de 2021 em relação aos três meses anteriores, devido à expansão do nível de emprego, à retomada do setor de serviços e à leve melhoria da produção industrial. "Os gargalos nas cadeias de suprimentos e a elevação acentuada dos custos continuam a prejudicar o setor industrial, que encara níveis reduzidos de estoques e muitas incertezas acerca da normalização no fornecimento de insumos", destacou o relatório. "Por sua vez, a inflação persistentemente alta e disseminada tem limitado o poder de compras das famílias e, dessa forma, explica parte relevante da contração do comércio varejista no trimestre passado", completou. A XP calcula que o IPCA vai terminar 2021 em 10,2% e 2022 em 5,2%, com ambas as taxas acima do teto do intervalo de tolerância para a meta de inflação.

REUTERS


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