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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 224 DE 29 DE SETEMBRO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 224 |29 de setembro de 2022



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Arroba do boi gordo com movimento para baixo

As cotações da arroba ficaram estáveis em grande parte do País na quarta-feira, 28, mas houve quedas em importantes praças do Mato Grosso e do Pará, informou a IHS Markit


“O fraco interesse comprador entre as indústrias frigoríficas persiste, mesmo em unidades de abate com escalas mais curtas”, disse a IHS Markit. A estratégia dos frigoríficos, diz a consultoria, é aguardar pela eventual recuperação na demanda interna da carne bovina antes de intensificar os movimentos de compra. Além disso, informa a IHS, as indústrias que trabalham com plantas habilitadas para exportação também adotaram maior cautela no ritmo de aquisição de animais depois da circulação de rumores de que os compradores chineses estariam reduzindo o apetite pela carne bovina importada. Do lado de dentro das porteiras, o excesso de chuva em alguns Estados brasileiros vem prejudicando o manejo dos animais nos confinamentos, o que, em alguns casos, pode forçar a retirada antecipada dos lotes. Na quarta-feira, porém, a IHS Markit detectou variação negativa nos preços do boi gordo em importantes praças do Mato Grosso e também em regiões do Pará. No mercado matogrossense as indústrias locais dispõem de escalas de abate para uma semana e passaram a limitar novas compras de animais de olho no comportamento da demanda chinesa. No Pará, grande parte das unidades frigorificas locais dispõe de escalas superiores a uma semana, o que reduz a necessidade de compra de boiada gorda. No interior paulista, apesar da estabilidade nos preços, indústrias continuam fora das compras de gado gordo e já testam negócios a R$ 290/@, diz a IHS. De maneira semelhante, nas praças de Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul, a morosidade de negócios estagnou os preços da arroba, embora haja pressão baixista por parte dos compradores. Na B3, os contratos futuros do boi gordo também foram pressionados pelo fraco volume de negócios no mercado físico. “O momento é de muita cautela entre ambas as pontas do mercado”, ressaltou a IHS. No mercado atacadista, os preços dos principais cortes bovinos não sofreram variações na quarta-feira, resistindo aos efeitos negativos de uma segunda quinzena de mês, quando tradicionalmente o consumo é mais fraco. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 290/@ (à vista) vaca a R$ 265@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 295/@ (prazo) vaca a R$ 275/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 275/@ (prazo) vaca a R$ 260/@ (prazo); MS-Três Lagoas: boi a R$ 272/@ (prazo) vaca a R$ 255/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 260/@ (prazo) vaca a R$ 250/@ (prazo); MT-B. Garças: boi a R$ 257/@ (prazo) vaca a R$ 247/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 255/@ (à vista) vaca a R$ 245/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 255/@ (à vista) vaca a R$ 245/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 270/@ (prazo) vaca R$ 250/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 300/@ (à vista) vaca a R$ 267/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 257/@ (prazo) vaca a R$ 247/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 270/@ (prazo) vaca a R$ 265/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 260/@ (prazo) vaca a R$ 250/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 265/@ (à vista) vaca a R$ 255/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 255/@ (à vista) vaca a R$ 235/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 265/@ (à vista) vaca a R$ 250/@ (à vista).

PORTAL DBO


SUÍNOS


Suínos: preço do animal vivo cede e Paraná fecha com R$ 6,17/kg

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 120,00/R$ 125,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 9,00/kg/R$ 9,40/kg


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (27), o preço ficou inalterado apenas no Rio Grande do Sul, valendo R$ 6,37/kg. Houve queda de 1,09% em Minas Gerais, chegando em R$ 6,36/kg, baixa de 0,79% em Santa Catarina, atingindo R$ 6,25/kg, retração de 0,64% no Paraná, alcançando R$ 6,17/kg, e de 0,59% em São Paulo, fechando em R$ 6,69/kg.

CEPEA/ESALQ


FRANGOS


Queda para o frango no atacado paulista, chegando a R$ 7,30/kg

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,60/kg, enquanto o frango no atacado cedeu 0,95%, valendo R$ 7,30/kg


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina não houve mudança de preço, custando R$ 4,23/kg, assim como no Paraná, custando R$ 5,47/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (27), tanto a ave congelada quanto a resfriada baixaram 0,12%, cotadas, respectivamente, R$ 8,16/kg e R$ 8,10/kg.

CEPEA/ESALQ


EMPRESAS


BNDES revê regras de crédito a frigoríficos

De acordo com o banco, o regulamento socioambiental está em etapa de consulta a interlocutores


O BNDES está revisando uma lista interna de requisitos socioambientais voltada a frigoríficos e pode retirar a exigência de monitoramento de fornecedores indiretos de gado em determinadas operações de crédito. O banco avalia exigir, no lugar, outras iniciativas, como critérios de emissão de carbono, e cogita seguir sem cobrar das empresas do segmento o bloqueio de fornecedores com áreas sobrepostas a áreas desmatadas ilegalmente, a terras indígenas e a unidades de conservação - mesmo que sem condenação na Justiça -, como defendem alguns procuradores e ambientalistas. As ideias em gestação no BNDES foram levadas à apreciação do Ministério Público Federal (MPF) em caráter consultivo, já que o órgão não tem obrigação de validar regras internas do banco de fomento. Os procuradores ouvidos concordaram com alguma flexibilização do monitoramento dos fornecedores indiretos, mas defenderam outras regras para aumentar o rigor das operações, segundo informações da ata de uma reunião entre representantes do banco e do MPF neste mês. As regras do BNDES para o segmento de carne bovina foram estabelecidas em uma resolução de 2009, concomitante à criação do programa Carne Legal pelo MPF. Na ocasião, o banco estabeleceu 2016 como prazo para os frigoríficos interessados em operações diretas de financiamento rastrearem toda a cadeia de fornecimento, do nascimento dos animais ao abate. Até hoje, nenhum frigorífico atendeu essa meta. Nos últimos dois anos, as três maiores companhias do ramo (JBS, Marfrig e Minerva) avançaram nos planos para rastrear suas cadeias, com tecnologias próprias. Para ambientalistas, rastrear os pecuaristas que não vendem diretamente gado aos frigoríficos é crucial no combate ao desmatamento. Estudo da The Nature Conservancy (TNC) e da consultoria Bain & Company feito em 2020 em Mato Grosso mostrou que 33% do gado vendido aos frigoríficos no Estado em 2016 estava “contaminado” por desmate (27% de fornecedores indiretos), como informou o Valor. O BNDES argumenta, porém, que a resolução de 2009 fez com que seus empréstimos ao segmento, que continuou crescendo, tivessem uma redução aguda. Os empréstimos do banco a empresas de abates de bovinos e bubalinos somaram R$ 839 milhões em 2008 e, em 2010, superaram R$ 1 bilhão. Mas, de 2011 em diante, os valores caíram para menos de R$ 300 milhões, chegando a apenas R$ 15 milhões em 2021. Neste ano, o banco começou a revisar a resolução e avalia desobrigar os frigoríficos de rastrear os fornecedores indiretos caso os projetos tenham propósitos ambientais. Seria o caso de captação de recursos para investir no reflorestamento de fazendas de fornecedores, no rastreamento do gado ou, ainda, em projetos de “proteínas alternativas”, biogás ou bem-estar animal. Para os pequenos e médios abatedouros, o BNDES cogitou até impor uma “regra mais genérica”, sob o argumento de que, como a demanda desses agentes é alta, não seria possível fazer uma “análise artesanal”, segundo a ata da reunião. Em contrapartida, o banco passaria a exigir documentos que comprovem a regularização fundiária no caso dos fornecedores diretos na Amazônia - o que não se exige atualmente. A instituição também poderia cobrar dos frigoríficos localizados no bioma Amazônia a realização de auditoria de fornecedores, conforme protocolo do MPF. Hoje, apenas as empresas que assinaram TAC com o órgão fazem essa auditoria. A consulta ao MPF começou em junho, logo depois que o procurador-geral Augusto Aras nomeou o subprocurador Juliano Baiocchi para coordenar a 4ª Câmara de Coordenação e Revisão (de meio ambiente), que organizou os debates no MPF.

VALOR ECONÔMICO


MEIO AMBIENTE


Imagem do agro é positiva no Brasil, mas há ressalvas

É o que mostra pesquisa idealizada pelo Movimento Todos a Uma Só Voz


O agro está entre os setores mais admirados pelos brasileiros, mas a população mais “madura” é crítica em relação aos impactos ambientais de suas cadeias produtivas. É o que mostrou pesquisa idealizada pelo Movimento Todos a Uma Só Voz, lançado no início de 2021 com apoio da Esalq/USP e de dezenas associação ligadas ao setor. Participaram da pesquisa, realizada com apoio da BrazilPanels, 4.215 pessoas de todo o país. Dos entrevistados, 68% declararam admirar o agro, percentual semelhante ao da área de atacado/varejo e menor apenas que os dos setores de alimentos e bebidas (71%) e tecnologia (70%). Na sequência vêm saúde (67%), saneamento (66%) e energia (64%). Em contrapartida, 7% das pessoas afirmaram não admirar o agro, ante 4% nos casos de alimentos e bebidas e também de tecnologia. Apresentados na quarta-feira na Fundação Dom Cabral (FDCO, os resultados da pesquisa mostraram, ainda, que 43% dos entrevistados revelaram ter grande envolvimento com o agro, e que o alimento é a imagem mais associada ao setor para 78%. Mas, se a maioria admira o agro, em grande medida pelos “muitos benefícios” que o setor traz para a economia do país, a questão ambiental é um ponto de atenção. Para 38% dos entrevistados entre 30 e 59 anos, o agro é um dos principais responsáveis pelos problemas ambientais do país, o dobro que o total da amostra (19%). Para 31% das pessoas desse grupo, o setor também utiliza os recursos hídricos brasileiros de maneira insatisfatória. JBS, Ambev, Friboi (da JBS), Sadia (da BRF), Bunge e Embrapa, nessa ordem, foram as marcas do agro mais lembradas pelos entrevistados.

VALOR ECONÔMICO


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Inflação da indústria tem queda recorde e fica em -3,11% em agosto

Os preços no setor industrial em agosto de 2022 ficaram em -3,11% em relação a julho, na maior variação negativa desde o início da série histórica em 2014. Na passagem de junho para julho, a variação havia sido de 1,13%. No índice que registra os últimos 12 meses, a taxa foi de 12,16%. Em julho, havia sido de 17,94%. No acumulado do ano, o indicador atingiu 7,91%.


O destaque foi a indústria do Refino de petróleo e biocombustíveis, a segunda maior variação, -6,99%, e a maior influência (-0,95 p.p.) na variação de -3,11% da indústria geral. Outras atividades em destaque foram alimentos, com -0,88 p.p. de influência, indústrias extrativas (-0,79 p.p.) e metalurgia (-0,25 p.p.). Os dados são do Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado na quarta-feira (28/09) pelo IBGE. “O acumulado do ano do refino até agosto foi de 26,49%; analisando-se os últimos 12 meses, a alta é de 45,98%. São as maiores variações nesses indicadores. Agora em agosto, houve uma queda (a primeira observada em 2022) de -6,99%, numa inversão do que vinha ocorrendo.”, destaca Alexandre Brandão, gerente do IPP. Variação - O IPP mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, isto é, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação. Dessas, 16 apresentaram queda. Os quatro setores com maiores variações, em termos absolutos, foram: indústrias extrativas (-14,18%); refino de petróleo e biocombustíveis (-6,99%); metalurgia (-3,91%); e alimentos (-3,74%). “O menor resultado antes dos -3,11% de agosto, havia sido em novembro de 2018, -1,62%. Nos últimos 37 meses, período que engloba o da pandemia, só houve dois resultados negativos: o atual e o de dezembro de 2021, -0,08%. O que em grande parte explica a redução, por um lado, é a apreciação real frente ao dólar em agosto, que impacta negativamente tanto os preços das importações quanto os das exportações”, explica Brandão. Outro efeito é a redução dos preços do óleo bruto de petróleo e do minério de ferro no mercado externo. O gerente o IPP ressalta que esses produtos têm um efeito em cascata em boa parte da indústria. “A queda do óleo bruto de petróleo terá efeito direto no refino e em outros produtos químicos; além dos efeitos indiretos em outras cadeias com a queda nos preços dos combustíveis. Já o minério de ferro, quando os preços caem, afeta os setores de metalurgia, particularmente siderurgia, que, por sua vez, alcançará setores como os de produção de veículos e eletrodomésticos”, completa Brandão. Mas há outras questões mais específicas de mercado como no setor de alimentos, que concentra a maior parte da indústria brasileira. Por exemplo, após meses de alta no segmento de laticínios, houve em agosto um arrefecimento. “Os quatro produtos de alimentos que mais variam foram os produtos derivados do leite, que tiveram variação negativa como queijos e “leite esterilizado / UHT / Longa Vida”, cujos preços foram pressionados por uma menor demanda. Além da redução da demanda, houve importação desses produtos. Além disso, em outros segmentos, houve, por exemplo, uma maior oferta de carne de frango, fazendo o preço cair”, ressalta o gerente do IPP. A queda dos preços industriais não sofre o efeito da redução do ICMS porque os preços informados ao IPP são livres de impostos. O IPP acompanha a mudança média dos preços de venda recebidos pelos produtores domésticos de bens e serviços, e sua evolução ao longo do tempo, sinalizando as tendências inflacionárias de curto prazo no país. Trata-se de um indicador essencial para o acompanhamento macroeconômico e um valioso instrumento analítico para tomadores de decisão, públicos ou privados.

OCEPAR


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar fecha em queda com alento externo

O dólar finalmente registrou baixa mais firme na quarta-feira, após ficar estável na sessão anterior depois de dois dias de super-ralis, mas o movimento foi visto mais como um ajuste patrocinado por um dia de respiro nas praças externas, num cenário geral ainda desconfortável


O dólar à vista caiu 0,52%, a 5,3492 reais na venda. Na véspera, a moeda ficou praticamente estável, depois de dois dias seguidos (sexta e segunda) com altas superiores a 2%. No período, disparou 5,15%. A recuperação do real veio a reboque da distensão externa. Ativos duramente golpeados nos últimos dias, como o euro, a libra, moedas emergentes e ações globais, tinham franca alta, conforme os rendimentos dos títulos caíam após o banco central do Reino Unido agir para conter a liquidação no mercado de dívida do país --no centro do mais recente chacoalhão global. Enquanto o ambiente externo segue bastante instável, o mercado se volta cada vez mais para as eleições brasileiras do próximo domingo, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegando à reta final ganhando fôlego ante o atual mandatário Jair Bolsonaro (PL) e com chance de vitória já no primeiro turno. Profissionais do Barclays chamaram atenção recentemente para o que dizem parecer ser um prêmio de risco quase zero na ponta curta da curva de juros e uma modesta sobrevalorização do real no patamar em torno de 5,15 por dólar. Segundo eles, contudo, as discussões sobre o Orçamento de 2023 provavelmente aumentarão a volatilidade dos ativos domésticos no quarto trimestre deste ano, "independentemente do vencedor" das eleições. "O desempenho mais fraco (dos mercados brasileiros) pode se estender até o primeiro semestre de 2023 se Lula vencer, à medida que ocorrer uma reformulação mais profunda da estrutura fiscal. No entanto, o 'carry' alto (retorno atrelado a contratos de câmbio) e os rendimentos elevados (na renda fixa) limitam a pressão de baixa sobre o câmbio e contratos de renda fixa locais." Dados do Tesouro divulgados na quarta mostraram que os investidores estrangeiros reduziram em 11,3 bilhões de reais a participação na dívida interna em agosto, caindo de 9,0% do total para 8,8% em agosto --nível mais baixo desde dezembro de 2009. Segundo o Tesouro, o cenário de alta nos juros em economias avançadas prejudica a entrada de recursos no país, mas, por outro lado, o ciclo de aperto monetário próximo ao fim no Brasil favorece investimentos estrangeiros.

REUTERS


Ibovespa tem leve alta com exterior positivo e eleições no radar

No fim do dia, o índice registrou alta de 0,07%, aos 108.451 pontos


Mesmo com o impulso positivo dos mercados internacionais após a intervenção do BoE derrubar as taxas de juros, o Ibovespa conseguiu emplacar apenas uma alta modesta. Apesar de encerrar sequência de três quedas seguidas, a proximidade das eleições manteve o mercado pouco líquido e suscetível a reações setoriais. No fim do dia, o referencial registrou alta de 0,07%, aos 108.451 pontos. O volume financeiro negociado na sessão foi de R$ 20,31 bilhões no Ibovespa e R$ 24,87 bilhões na B3. No exterior, S&P 500 avançou 1,97%, aos 3.719 pontos, Dow Jones ganhou 1,88%, aos 29.683 pontos e Nasdaq saltou 2,05%, aos 11.051 pontos. As bolsas globais registraram performance positiva após o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) interferir no mercado de títulos públicos do Reino Unido. O movimento acalmou investidores, aliviando o estresse de ativos de risco nos últimos dias causado por temores de recessão global e aperto monetário nos países desenvolvidos. Analistas apontam, apesar disso, que os mercados internacionais devem continuar pressionando os negócios negativamente. “Está cada vez mais claro que as performances positivas do S&P 500 não indicam mudança de tendência, e sim sessões de alívio em um mercado negativo. O cenário segue cheio de desafios em termos de controle de inflação e os ativos devem continuar sentindo isso”, diz Alexandre Cancherini, sócio e gestor de renda variável da Frontier Capital. O executivo acrescenta que a visão para o mercado local segue mais construtiva quando se analisam dados de atividade e emprego para além da finalização do ciclo de aperto monetário. Nota, entretanto, que a proximidade das eleições suspende parte do ímpeto comprador do mercado, conforme agentes buscam clareza do cenário.

VALOR ECONÔMICO


Estoque de crédito no Brasil sobe 1,6% em agosto, diz BC

O estoque total de crédito no Brasil subiu 1,6% em agosto sobre julho, a 5,067 trilhões de reais, correspondente a 54,3% do Produto Interno Bruto (PIB), divulgou o Banco Central nesta quarta-feira


No mês, a inadimplência no segmento de recursos livres ficou em 3,9%, ante 3,8% em julho. O spread bancário no mesmo segmento subiu a 28,3 pontos percentuais, sobre 27,5 pontos no mês anterior. O fluxo cambial ainda está positivo em 17,29 bilhões de dólares.

REUTERS


Fluxo cambial no Brasil fica negativo em US$2,27 bi na semana passada, diz BC

O Brasil perdeu 2,274 bilhões de dólares em termos líquidos pelo câmbio contratado na semana passada, com saídas tanto na conta financeira quanto nas operações comerciais, mostraram dados do Banco Central na quarta-feira


O fluxo cambial financeiro ficou negativo em 812 milhões de dólares nos cinco dias findos em 23 de setembro, abaixo do superávit de 951 milhões da semana anterior. Do lado comercial, houve saída líquida de 1,462 bilhão de dólares na semana passada, contra rombo de 313 milhões na semana finda em 16 de setembro. No acumulado do mês, há déficit de 3,895 bilhões de dólares no fluxo cambial, informou o Banco Central. No acumulado de 2022, o fluxo cambial ainda está positivo em 17,29 bilhões de dólares.

REUTERS


Dívida pública federal cai 0,4% em agosto e custo dos títulos cai

A dívida pública federal do Brasil caiu 0,40% em agosto sobre julho, a 5,781 trilhões de reais, informou o Tesouro Nacional na quarta-feira, em mês com redução no custo e alongamento no prazo dos títulos do governo


No período, a dívida pública mobiliária interna teve recuo de 0,42%, a 5,536 trilhões de reais. De acordo com o Tesouro, a redução do estoque da dívida foi explicada por um resgate líquido de 56,6 bilhões de reais e uma apropriação positiva de juros no valor de 33,6 bilhões de reais. Segundo o órgão, agosto foi marcado pela melhora do mercado externo, com dados econômicos mostrando inflação mais contida nos Estados Unidos, o que impulsionou o apetite por ativos de países emergentes. O custo médio do estoque da dívida pública federal acumulado em 12 meses caiu, passando de 10,76% ao ano em julho para 10,63% no mês passado. Na dívida interna, o custo do estoque recuou de 11,00% ao ano para 10,89%. O custo médio das novas emissões da dívida interna também caiu, indo de 12,09% para 11,88% ao ano. No período, também houve um alongamento do prazo médio de vencimento dos títulos brasileiros para 3,96 anos, ante 3,90 anos registrados em julho. Em relação ao colchão de liquidez para pagamento da dívida pública, houve uma redução de 2,69% em agosto, a 1,146 trilhão. O montante ainda é suficiente para quitar 10,24 meses de vencimentos de títulos, valor considerado confortável --em julho, estava em 9,49 meses. Para o mês de setembro, o Tesouro vê cenário com persistência inflacionária global, "o que fez com que bancos centrais realizassem apertos monetários adicionais, elevando a probabilidade de recessão global". "O ajuste nas taxas de juros de países centrais gerou movimento de aversão ao risco, o que penalizou economias emergentes", disse em nota. No período, o CDS (credit default swap) do Brasil, que mede o risco relacionado ao país, subiu 11,25%, a 292 pontos base. Por outro lado, o Tesouro informou que a curva de juros futuros do país perdeu nível e inclinação "refletindo a sinalização de encerramento do ciclo de aperto monetário no Brasil".

REUTERS


Índice de Confiança da Indústria recua 0,8 ponto em setembro, diz FGV

Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria caiu


O Índice de Confiança da Indústria (ICI), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas (FGV/IBRE), recuou 0,8 ponto em setembro e alcançou 99,5 pontos, mas nas médias móveis trimestrais a queda ficou em 0,6 ponto. O indicador mostrou ainda, que, em setembro, 11 dos 19 segmentos industriais monitorados pela sondagem registraram retração. Segundo os números divulgados hoje (28), no Rio de Janeiro, pelo IBRE, o Índice Situação Atual (ISA) caiu 1,9 ponto, passando para 100,9 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE) variou 0,1 ponto, chegando a 98 pontos e se manteve relativamente estável. Nas avaliações que integram o ISA, a percepção dos empresários em relação à situação atual dos negócios recuou 4,1 pontos para 97,6 pontos, o que representou uma piora e foi o que mais influenciou negativamente o resultado no mês. É o menor nível desde março, quando ficou em 91,9 pontos. Os pesquisadores consideram que o resultado “parece estar atrelado também a uma percepção de queda na demanda”. O indicador que mede nível de demanda apresentou queda de 1,7 ponto para 101,5 pontos. No entanto, o indicador que mede o nível dos estoques variou 0,3 ponto, se manteve estável e permaneceu com resultado favorável abaixo de 100 pontos. Pelo terceiro mês consecutivo a produção nos próximos três meses mantém trajetória negativa entre as expectativas. Em setembro, houve recuo de um ponto para 91,1 pontos. Esse é o menor patamar desde março. Naquele mês ficou em 90,3 pontos. Apesar disso, para os próximos seis meses, o indicador que mede a tendência dos negócios mostra recuperação pelo segundo mês, dessa vez de 1,7 ponto, passando a 98,5 pontos e se aproximando dos patamares observados no último trimestre de 2021. Houve queda também no Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria, que, em setembro, caiu 1,4 ponto, retornando ao patamar observado em maio de 2022, quando ficou em 80,8%. Para o economista Stéfano Pacini, da FGV/IBRE, o recuo, em setembro, da confiança da indústria foi influenciado por uma percepção dos empresários de queda na demanda por produtos industriais de todas as categorias de uso, exceto nos produtos de consumo de bens não duráveis. “Tal resultado afeta negativamente a avaliação sobre a situação atual dos negócios, apesar de uma descompressão nos custos com a redução dos preços do petróleo e da energia”, explicou. Já nas perspectivas, o economista apontou para os próximos meses um pessimismo quanto ao aumento da produção, possivelmente relacionado com a continuidade da desaceleração da atividade econômica e dificuldades no abastecimento de alguns insumos. “O cenário melhora um pouco no horizonte de seis meses, mas é preciso ter cautela, considerando que a política monetária mais restritiva deve conter os investimentos nos próximos meses”, finalizou.

AGÊNCIA BRASIL


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