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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 194 DE 17 DE AGOSTO DE 2022



Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 194 |17 de agosto de 2022



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boi gordo: arroba segue com tendência de baixa nas praças pecuárias brasileiras

Os frigoríficos mantêm pressão sobre as cotações, enquanto pecuaristas aguardam por "dias melhores" para vender os seus lotes neste período de entressafra


Na terça-feira, 16 de agosto, o mercado físico do boi gordo seguiu com a mesma toada observada nos últimos dias, ou seja, os frigoríficos continuam cadenciando as suas compras de lotes de animais terminados, ainda favorecidos pelas escalas de abate bastante confortáveis, enquanto os pecuaristas se esforçam para não entregar os seus lotes a preços inferiores aos patamares atuais. Pela apuração da IHS Markit, o mercado brasileiro do boi gordo registrou uma leve melhoria de liquidez na terça-feira, reflexo da pressão exercida pelos frigoríficos, combinada com o quadro de seca registrado nas principais regiões pecuárias, o que impossibilita, em muitos casos, a estratégia de manutenção dos lotes gordos nas fazendas. “O espaço para o movimento de baixa nos preços da arroba reflete a menor possibilidade de retenção de animais nas propriedades, tanto nas regiões onde há confinamento e/ou semiconfinamento, como nas praças onde ainda há registro de lotes de boiada terminados em pasto”, ressalta a IHS. Na região Centro-Sul do País, os elevados valores pagos nas diárias dos boiteis prejudicam a estratégia de manter por mais tempo os animais nos confinamentos, relata a IHS. Nas regiões Norte e Nordeste do País, as ofertas oriundas de confinamentos são pontuais e o mercado ainda se baliza pela disponibilidade de animais terminados à pasto, informa a IHS. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 290/@ (à vista) vaca a R$ 265@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 30o/@ (prazo) vaca a R$ 285/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 280/@ (prazo) vaca a R$ 260/@ (prazo); MS-Três Lagoas: boi a R$ 280/@ (prazo) vaca a R$ 260/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 280/@ (prazo) vaca a R$ 265/@ (prazo); MT-B. Garças: boi a R$ 275/@ (prazo) vaca a R$ 265/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 280/@ (à vista) vaca a R$ 265/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 275/@ (à vista) vaca a R$ 260/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 290/@ (prazo) vaca R$ 275/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 321/@ (à vista) vaca a R$ 297/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 270/@ (prazo) vaca a R$ 262/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 284/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 280/@ (prazo) vaca a R$ 265/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 280/@ (à vista) vaca a R$ 263/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 265/@ (à vista) vaca a R$ 250/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 265/@ (à vista) vaca a R$ 260/@ (à vista).

PORTAL DBO


SUÍNOS


Arroba e carcaça suína sobem mais de 2% no mercado paulista

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF aumentou 2,92%/2,11%, chegando em R$ 141,00/R$ 145,00, enquanto a carcaça especial subiu 2,94%/2,83%, valendo R$ 10,50/R$ 10,90 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (15), houve alta de 2,47% no Paraná, alcançando R$ 6,64/kg, aumento de 1,87% em Santa Catarina, chegando em R$ 6,53/kg, avanço de 1,16% em Minas Gerais, atingindo R$ 7,88/kg, crescimento de 0,94% no Rio Grande do Sul, custando R$ 6,46/kg, e de 0,82% em São Paulo, fechando em R$ 7,37/kg.

Cepea/Esalq


Custo suíno: Estados sulinos apontam elevação no custo de criação em julho

O custo alcançou R$7,67, equivalendo a aumento de 11,5% sobre o mesmo período do ano passado


Os dados divulgados pela Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS) da Embrapa Suínos e Aves em relação ao custo de produção de suínos vivos no decorrer de julho mostraram evolução nos três estados sulinos. No Rio Grande do Sul o custo atingiu R$7,60, apresentando leve aumento de 0,3% no mês, enquanto o aumento atingiu de 11,1% em doze meses. Nos primeiros sete meses do ano, o custo alcançou R$7,67, equivalendo a aumento de 11,5% sobre o mesmo período do ano passado. No Paraná o custo subiu para R$7,11, significando incremento de 1% sobre junho último – voltando ao mesmo patamar de maio – enquanto apresentou incremento de quase 5,7% em doze meses. No acumulado do ano, o custo médio atingiu R$7,30, apontando aumento de 6,3% sobre o mesmo período de 2021. Em Santa Catarina o custo ascendeu para R$7,38, equivalendo a incrementos de 0,5% no mês e de 8,2% em doze meses. No acumulado de janeiro a julho o valor médio atingiu R$7,51, significando incremento de 8,1% sobre o mesmo período do ano passado. Considerando apenas o milho, largamente utilizado na ração animal, é possível que o custo apresente pequeno retrocesso em agosto, considerando que, no momento, o preço médio apresenta queda de meio por cento.

SUISITE


FRANGOS


Frango no atacado cai 1,04% em São Paulo

O mercado do frango ficou com a maioria das cotações estáveis na terça-feira (16), com exceção da ave no atacado paulista, que teve queda


De acordo com o analista de mercado do Cepea, Luiz Gustavo Tutui, o mercado segue confuso neste início de mês, com demanda não correspondendo à sazonalidade do período e oferta ligeiramente maior. Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 6,10/kg, enquanto o frango no atacado cedeu 1,04%, custando R$ 7,60/kg. Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina não houve mudança de preço, custando R$ 4,25/kg, nem no Paraná, valendo R$ 5,48/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (15), tanto a ave congelada quanto a resfriada ficaram estáveis, custando, respectivamente, R$ 8,11/kg e R$ 8,13/kg.

Cepea/Esalq


Liberada no RS a venda de carne de aves e derivados a granel em açougues e fiambrerias

As novas regras foram publicadas em portaria da Secretaria da Saúde na segunda-feira (15/8), e alteram o regulamento técnico para as boas práticas na manipulação e comercialização de alimentos, publicado em novembro de 2021, e passam a permitir a abertura das embalagens dos produtos, que serão comercializados conforme a demanda do consumidor


Antes era vedada a abertura das embalagens, com a exigência de que os produtos fossem vendidos apenas nas quantidades determinadas pela indústria. Se, por exemplo, a embalagem contivesse um quilo de peito de frango, não era permitida a abertura caso o consumidor quisesse uma quantidade menor. A mudança atende a reivindicações do setor de avicultura, sendo sensível com a necessidade de desenvolvimento econômico do Estado, sem deixar de considerar a necessidade de mitigar os riscos sanitários. “A portaria anterior, na sua magnitude, estava correta, mas era preciso uma adequação”, disse o presidente da Associação Gaúcha de Avicultura, José Eduardo dos Santos, que participou de uma reunião com a secretária da Saúde, Arita Bergmann, na sexta-feira (12/8). “A pessoa que mora sozinha geralmente precisa de um volume menor do produto, e a mudança atende essa necessidade.”

Pela nova regra, as unidades não vendidas devem ser mantidas na embalagem original, separadas dos demais produtos no balcão expositor por barreira física. Também é determinado que, caso o prazo de validade após a abertura da embalagem seja inferior, deverá ser respeitado. A regra também vale para os produtos a granel.

GOVERNO DO RS


EMPRESAS

Capal: cooperativa registra alta de 37% no faturamento e apresenta resultados do 10 semestre aos associados

A Capal Cooperativa Agroindustrial, sediada no município de Arapoti (PR) realizou, na primeira quinzena deste mês, reuniões para prestação de contas do exercício referente ao primeiro semestre de 2022. No balanço apresentado, o faturamento bruto da cooperativa teve aumento de 37% em comparação ao mesmo período do ano anterior, alcançando R$ 2,19 bilhões


A receita líquida também teve resultado superior, com total de R$ 87,1 milhões, 13% a mais ante aos R$ 76,8 milhões do consolidado no primeiro semestre do ano passado. O crescimento foi fortalecido pela produção de grãos, que totalizou no período quantidade superior a 615 mil toneladas de recepção bruta oriundas de uma área assistida que ultrapassa 163 mil hectares, além da produção de leite, que totalizou mais de 64 milhões de litros comercializados no primeiro semestre do ano. Também foram compartilhados os investimentos realizados pela cooperativa, que ultrapassam R$ 109 milhões em obras, em andamento em diversas unidades. Na matriz de Arapoti, estão sendo construídos novos silos para armazenamento de grãos e matéria-prima para ração, além de montagem final de novo secador de grãos. Outras unidades com obras concluídas ou em andamento incluem Wenceslau Braz (PR) (Unidade Operacional e Unidade de Beneficiamento de Sementes), Curiúva (PR) e Santana do Itararé (PR). Fundada em 1960, a Capal conta atualmente com mais de 3,4 mil associados, distribuídos em 21 unidades de negócios, nos estados do Paraná e São Paulo. A cadeia agrícola responde por cerca de 65% das operações da cooperativa, produzindo mais de 862 mil toneladas de grãos por ano, com destaque para soja, trigo, milho e café. A área agrícola assistida ultrapassa os 161 mil hectares. O volume de leite negociado mensalmente é de 12 milhões de litros, proveniente de 320 produtores. Além disso, a cooperativa comercializa 31 mil toneladas de suínos vivos ao ano.

Imprensa Capal


INTERNACIONAL


China não tem base para proibir carne bovina australiana, diz primeiro-ministro da Austrália

A China não tem base para usar a febre aftosa como motivo para suspender as importações de carne bovina da Austrália, disse o primeiro-ministro Anthony Albanese na terça-feira em resposta a relatos de que Pequim restringiu o comércio


A Austrália permanece livre da doença e as autoridades de biossegurança estão agindo “com muita força” para lidar com os riscos elevados de que um surto possa ocorrer, disse Albanese em entrevista à emissora nacional ABC. Quaisquer infecções confirmadas arriscariam bloquear a indústria multibilionária de carnes da Austrália em mais de 150 mercados no exterior. Uma publicação chinesa da indústria de carne bovina informou no domingo que o desembaraço alfandegário de produtos agrícolas da Austrália e da Nova Zelândia havia sido suspenso e que empresas relevantes haviam sido notificadas, sem dizer de onde obtiveram as informações. A publicação, World Meat Imports Report, disse na segunda-feira que o desembaraço alfandegário para produtos agrícolas australianos, incluindo carne e laticínios, voltou ao normal. O relatório inicial, que não foi verificado, alimentou temores de que a China estivesse aumentando as restrições às importações da Austrália. A segunda maior economia do mundo já tinha como alvo matadouros individuais Down Under, citando temores sobre infecções por Covid-19 em frigoríficos, bem como a descoberta de medicamentos proibidos em produtos de carne bovina e rotulagem incorreta nos produtos. As autoridades negaram que as proibições comerciais estivessem ligadas à deterioração dos laços diplomáticos na época. Na terça-feira, o primeiro-ministro também pediu à China que retire as restrições comerciais existentes sobre commodities australianas, incluindo vinho, carvão e cevada. Essas foram impostas como resultado de uma divergência política entre Pequim e Canberra que se agravou no governo anterior, que criticou seu maior parceiro comercial e pediu uma investigação sobre as origens do coronavírus. Albanese disse repetidamente que o restabelecimento das relações gélidas entre os dois parceiros comerciais dependeria de a China acabar com as medidas punitivas sobre as exportações - um pedido que permaneceu em grande parte sem resposta. Cerca de um quinto da carne bovina australiana em volume vai para a China, que dependia da Austrália para cerca de 7% de suas importações em 2021.

BLOOMBERG


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


MILHO/DERAL: COLHEITA DA 2ª SAFRA NO PARANÁ ATINGE 79% DA ÁREA

A colheita do milho de inverno ou segunda safra no Paraná alcançava ontem (15) 79% da área plantada no Estado, informou há pouco o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Há uma semana, 69% da área estava colhida

As condições das lavouras de milho pioraram levemente na última semana. Atualmente, 64% das plantações estão em boas condições, ante 66% uma semana atrás. O porcentual da área em condição média passou de 26% para 28% e em ruim continuou em 8%. Das lavouras ainda não colhidas, 98% estão em maturação e 2% em frutificação. Quanto ao trigo, as condições das lavouras se mantiveram. A parcela em condições boas segue em 87%, em condição média 11% e, em situação ruim, 2%. O Deral informou ainda que 35% das lavouras estão na fase de desenvolvimento vegetativo, 31% em floração, 28% em frutificação e 6% em maturação.

BROADCAST AGRO


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar tem firme alta com exterior instável

O dólar registrou sólida valorização na terça-feira, com o real entre as moedas mais golpeadas em uma sessão negativa para divisas correlacionadas às matérias-primas, cujos preços voltaram a cair por temores de recessão global


O dólar à vista subiu 0,94%, a 5,1405 reais, depois de na máxima saltar 1,24%, para 5,1555 reais, maior nível desde a sexta-feira passada. A instabilidade nos mercados externos estimulou a demanda pela proteção da moeda norte-americana. Um índice de commodities emendou a terceira baixa consecutiva e acumula um tombo de 12,7% desde os picos em vários anos alcançadas em junho, pressionando adicionalmente os termos de troca do Brasil, uma das variáveis na conta da taxa de câmbio de equilíbrio. O minério de ferro, um dos principais componentes da pauta de exportação do Brasil, voltou a cair na Ásia. Por aqui, analistas não deixaram de citar o início oficial da campanha eleitoral, período historicamente associado a um aumento da volatilidade no mercado financeiro. O foco dos investidores é entender quais as propostas dos dois candidatos que lideram pesquisas de intenção de voto --Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL)-- para a política fiscal. Por ora, o entendimento é que ambos dão indicações de mais afrouxamento no controle de gastos. "O mercado melhorou desde os preços de julho, depois das sinalizações do Fed, mas nessa frente (fiscal) o cenário não melhorou, pelo contrário", disse Luciano Rostagno, estrategista-chefe do banco Mizuho, em referência a indicações de Bolsonaro e Lula sobre aumento permanente de gastos em 2023. "Esse debate fiscal vai continuar no foco do mercado pelos próximos anos", completou. A demanda por opções de compra de dólar em relação à procura por opções de venda da moeda voltou a subir justamente num momento em que o dólar entrou em rota de baixa, indicando pouca convicção dos agentes financeiros na manutenção dos patamares em torno de 5,10 reais em que a divisa norte-americana chegou a operar recentemente. Rostagno, do banco Mizuho, revisou para 5,10 reais a projeção para o dólar ao fim de 2022, ante 5,20 reais anteriormente, citando um cenário de juros menos pressionados nos EUA.

REUTERS


Ibovespa fecha em alta com apoio de Vale

A BRF ON subiu 6,53%, a 17,62 reais, oferecendo um apoio, em dia positivo para ações de empresas de alimentos que têm parte da receita em dólar. JBS ON fechou em alta de 4,89%, MARFRIG ON avançou 4,78% e MINERVA ON encerrou com ganho de 1,91%


O Ibovespa fechou em alta na terça-feira, ajudado por Vale, com agentes financeiros analisando a última tranche de balanços de empresas brasileiras referentes ao segundo trimestre. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,43%, a 113.512,38 pontos, renovando máxima de fechamento em quase quatro meses. O volume financeiro somou 24,6 bilhões de reais, ante média no mês de 27,9 bilhões de reais e no ano de 28,9 bilhões de reais. De acordo com Régis Chinchila, analista da Terra Investimentos, investidores estão atualizando suas projeções após a safra de balanços, mas também se preparando para a campanha eleitoral que começou oficialmente na terça-feira. Discussões sobre os programas de governo dos principais candidatos, particularmente no que se refere às políticas fiscais, assim como a composição de suas equipes econômicas, devem ocupar as atenções no mercado financeiro nos próximos meses. Chinchila também relacionou o movimento "travado" do Ibovespa à expectativa para a ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve na quarta-feira, dado que segue aberta a discussão sobre o ritmo da alta de juros nos Estados Unidos. Em Wall Street, o Dow Jones avançou 0,71%, o que avalizou o fechamento positivo na bolsa paulista, enquanto o S&P 500 subiu apenas 0,19% e o Nasdaq Composite cedeu 0,19%. Para Leandro De Checchi, analista da Clear Corretora, a indecisão do Ibovespa no pregão da terça-feira deixa sinais de exaustão do movimento de alta iniciado no início de julho, "o que pode trazer alguma realização nos próximos pregões".

REUTERS


Governo vai reduzir projeção para balança comercial em 2022

O Ministério da Economia revisará mais uma vez para baixo sua projeção para o desempenho da balança comercial neste ano, diante de reflexos da guerra na Ucrânia, que estão provocando forte alta dos valores importados pelo país, de acordo com uma fonte da equipe econômica

Embora também esteja sendo impulsionado por preços mais altos, o ritmo das exportações está crescendo em velocidade inferior. Mesmo assim, as vendas do Brasil devem encerrar o ano em patamar recorde, disse a autoridade à Reuters. Segundo o relato, a estimativa para a balança no fechamento de 2022 ficará abaixo dos 81,5 bilhões de dólares previstos em julho pela pasta, mas ainda é possível que o resultado do ano supere o superávit recorde de 61,4 bilhões de dólares registrado no ano passado. “A exportação está crescendo como a gente previa. Exportamos 280 bilhões de dólares ano passado, este ano achamos que chega em 350 bilhões de dólares, está acontecendo exatamente como na projeção. O que está descolando é a importação”, disse essa autoridade, que falou sob condição de anonimato porque as previsões não são públicas. As importações brasileiras têm sido especialmente impactadas pelo aumento expressivo nos preços de fertilizantes e combustíveis em meio ao conflito no leste europeu. No acumulado de janeiro a julho, as importações de adubos e fertilizantes cresceram 175,3% na comparação com o mesmo período de 2021, enquanto foi observada uma alta de 98,5% nas compras de óleos brutos de petróleo e de 106,9% de gás natural, segundo dados do Ministério da Economia. Em maio, a pasta chegou a projetar um saldo positivo de 111,6 bilhões de dólares para a balança brasileira no ano, mas a estimativa foi revista para 81,5 bilhões de dólares em julho, já com previsão de alta nas importações desses insumos, com o salto nas cotações internacionais. A nova projeção oficial da pasta será divulgada apenas no início de outubro.

REUTERS


Brasil tem a terceira maior taxa de juros no mundo, diz pesquisa

O Brasil mantém a sua posição de terceiro país com a maior taxa de juros no mundo, segundo ranking global de juros nominais da Infinity Asset em parceria com o MoneYou. No ranking de juros reais, o Brasil ocupa a 1ª posição


Em primeiro lugar está a Argentina, como uma taxa de 60%, seguida da Turquia, que aplica taxa de 14%. O Brasil está na frente de Hungria, Chile e Colômbia. No ranking de juros reais (as taxas de juros atuais descontadas a inflação projetada para os próximos 12 meses), o Brasil ocupa a 1ª posição, ganhando o pódio desde a penúltima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). México, Hungria, Colômbia e Indonésia seguem respectivamente na lista. Em agosto, o Banco Central elevou Selic pela 12ª vez seguida para 13,75%, o maior patamar desde o fim de 2016. A análise considera uma combinação de inflação projetada para os próximos 12 meses, via coleta do relatório Focus do Banco Central de 4,81%, e a taxa de juros DI a mercado dos próximos 12 meses no vencimento mais líquido (agosto de 2023). Em qualquer cenário, seja de alta de juros de 25, 50 ou 75 pontos-base, o Brasil mantém a colocação em primeiro lugar. Mesmo com a queda do preço de commodities, há um aumento expressivo no número de bancos centrais que sinalizam preocupação com a inflação, aponta o documento. “Os programas de aperto quantitativo continuam lentos e o movimento global de políticas de aperto monetário continuou a ganhar força”, contextualizam Infinity Asset e MoneYou. Entre os 167 países analisados pelo levantamento, 45,51% mantiveram os juros, 50,90% elevaram e 3,59% cortaram. Os 10 países com as maiores taxas de juros nominais: 1. Argentina: 60,00% 2. Turquia: 14,00% Publicidade 3. Brasil: 13,75% 4. Hungria: 10,75% 5. Chile: 9,75% 6. Colômbia: 9,00% 7. Rússia: 8,00% 8. México: 7,75% 9. República Checa: 7,00% 10. Polônia: 6,50%

O ESTADO DE SÃO PAULO


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