Buscar
  • prcarne

CLIPPING DO SINDICARNE Nº 186 DE 05 DE AGOSTO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 186 |05 de agosto de 2022


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boi gordo: cotações não se alteram

Com escalas de abate ainda confortáveis, frigoríficos brasileiros mantêm pressão de baixa sobre a arroba


A quinta-feira, 4 de agosto, registrou um fraco volume de negociações envolvendo animais terminados na maioria absoluta das praças pecuárias cobertas pelas consultorias do setor pecuário. Na avaliação da IHS Markit, apesar da estabilidade nos preços da arroba, o mercado brasileiro do boi gordo segue sob forte especulação baixista, reflexo da menor necessidade de compras de gado gordo no curtíssimo prazo. “Com as escalas de abate ainda alongadas, em sua maioria para o final de agosto, grande parte dos frigoríficos estão fora das compras, o que resultou em estabilidade nas cotações da arroba nesta quinta-feira”, relatou a Scot Consultoria. O boi gordo abatido no estado de São Paulo e direcionado ao mercado interno (sem prêmio-exportação) continua valendo R$ 304/@, enquanto a vaca e a novilha gordas estão cotadas em R$ 280/@ e R$ 297/@, respectivamente, informa a Scot. Bovinos abatidos mais jovens (até 30 meses de idade), voltados ao mercado da China, também permanecem com preços estáveis, ao redor de R$ 315/@ nas praças paulistas. No entanto, observa a IHS, até que esse ambiente de “apagão de boiadas gordas” comece a surgir com mais nitidez no mercado, projeta-se uma queda de braço vigorosa entre frigoríficos e pecuaristas, “porém sem muitos espaços para consolidar recuos nos preços ainda mais expressivos que os atuais”. “Um comportamento de estabilidade (nos preços da arroba) deve ser registrado ao longo das próximas semanas de agosto”, apostam os analistas. No mercado atacadista, as expectativas permanecem positivas em relação ao avanço sazonal do consumo interno de carne bovina, que tende a crescer nos próximos dias favorecido pela entrada dos salários e também pelos programas de ajuda financeira (benefícios sociais) aos brasileiros promovidos pelo governo federal. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 300/@ (à vista) vaca a R$ 275/@ (à vista); SP- Noroeste: boi a R$ 315/@ (prazo) vaca a R$ 285/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 287/@ (prazo) vaca a R$ 270/@ (prazo); MS-Três Lagoas: boi a R$ 290/@ (prazo) vaca a R$ 265/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 287/@ (prazo) vaca a R$ 272/@ (prazo); MT-B. Garças: boi a R$ 290/@ (prazo) vaca a R$ 270/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 290/@ (à vista) vaca a R$ 270/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 285/@ (à vista) vaca a R$ 270/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 290/@ (prazo) vaca R$ 275/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 324/@ (à vista) vaca a R$ 272/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 280/@ (prazo) vaca a R$ 282/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 284/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 280/@ (prazo) vaca a R$ 265/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 280/@ (à vista) vaca a R$ 263/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 270/@ (à vista) vaca a R$ 255/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 275/@ (à vista) vaca a R$ 260/@ (à vista)

PORTAL DBO


Receita das exportações de carne bovina cresceu 22% em julho

Mas, segundo a Abrafrigo, o ritmo do avanço no ano já começou a diminuir


As exportações de carne bovina (in natura e processada) do país alcançaram 203,7 mil toneladas no mês passado, informou a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O volume é 6,3% maior que o registrado em julho de 2021 (191,7 mil toneladas). A receita cresceu 21,8% na comparação, para US$ 1,2 bilhão. Segundo a Abrafrigo, esse foi o segundo mês consecutivo em que o ritmo de crescimento dos embarques da proteína arrefeceu. De janeiro a julho, o volume aumentou 20%, para 1,3 milhão de toneladas, puxado principalmente pelo forte incremento de fevereiro, que foi de 46%. A receita das vendas, por sua vez, subiu 46,65% nos primeiros sete meses deste ano, para US$ 7,471 bilhões. O mercado chinês não só continua sendo o principal destino da carne bovina brasileira como reforçou sua participação nos embarques. Em 2022, até agora, pouco mais da metade das exportações foi para a China (665 mil toneladas). A receita, por sua vez, chegou a US$ 4,64 bilhões. Os Estados Unidos também são destaque este ano, com compras de 115,9 mil toneladas, quase 120% mais que no mesmo período de 2021. A receita avançou 61,9%, para US$ 638 milhões. Com isso, os americanos, que detinham uma fatia de 5% das exportações brasileiras, ficaram com 9% no total. O Egito aparece na terceira posição, com 78,6 mil toneladas em volume (+144%) e US$ 301,2 milhões (+152%) em receita.

VALOR ECONÔMICO


SUÍNOS


Suínos; preços com poucas variações

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 124,00/136,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 9,40/R$ 9,70 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (3), houve queda somente no Paraná, na ordem de 0,16%, chegando em R$ 6,07/kg. Foi registrado alta de 0,14% em Minas Gerais, atingindo R$ 6,97/kg, e em São Paulo, alcançando R$ 6,98/kg. Ficaram estáveis os preços no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, valendo, respectivamente, R$ 6,27/kg e R$ 6,24/kg. Na quinta-feira (4), quando são realizadas as principais bolsas de comercialização de suínos no mercado independente, o que se viu foram preços seguindo na estabilidade ou tendo altas, ainda que não muito intensas porque há um enxugamento na oferta de animais e também diminuição do peso, o que têm contribuído para manter os preços sustentados.

Cepea/Esalq


Exportação da carne suína é 8,9% menor

As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 606,5 mil toneladas nos primeiros sete meses de 2022, informa a ABPA. O volume é 8,9% menor ao registrado no mesmo período de 2021, quando foram embarcadas 665,4 mil toneladas


A receita acumulada entre janeiro e julho deste ano chegou a US$ 1,337 bilhão, número 16,2% menor que o efetuado no mesmo período de 2021, quando foram obtidos US$ 1,596 bilhão. Considerando apenas o mês de julho, as vendas do setor chegaram a 96,3 mil toneladas, volume 6,2% menor que as 102,7 mil toneladas exportadas em julho de 2021. O saldo em dólares dos embarques do mês totalizou US$ 222,4 milhões, número 9,7% menor que o resultado de julho do ano passado, com US$ 246,4 milhões. Principal destino das exportações brasileiras de carne suína, a China importou em julho deste ano 38,4 mil toneladas (-24,4%). Em segundo lugar, as Filipinas importaram no período 8,2 mil toneladas (+238,2%). Outros destaques foram a Tailândia, com 5 mil toneladas (+2149,7%) e Uruguai, com 4,1 mil toneladas (+7,8%). “Há um novo patamar nas vendas de carne suína para a China, em torno de 40 mil toneladas, o que deve se manter nos próximos meses e acima dos volumes praticados no primeiro semestre deste ano. Ao mesmo tempo, vemos que outros mercados ganharam protagonismo em 2022, como Filipinas, EUA, Tailândia e Japão. Para estes países, temos destinado produtos de valor agregado mais elevado, o que manteve as exportações acima de 90 mil toneladas mensais desde março, dando um indicativo de tendência até o fim de 2022”, analisa Luís Rua, diretor de mercados.

ABPA


Suinocultura independente: primeira semana de agosto com preços estáveis ou em alta

Menor oferta de animais e suínos mais leves é motivação para a sustentação dos valores


No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 28/07/2022 a 03/08/2022), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve estabilidade, fechando a semana em R$ 6,32/kg. "Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente alta, podendo ser cotado a R$ 6,59/kg", informa o reporte. Em São Paulo, o preço ficou estável pela sexta semana consecutiva, valendo R$ 7,47/kg, com acordo entre frigoríficos produtores, de acordo com informações da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). No mercado mineiro, o preço subiu de R$ 7,00/kg vivo para R$ 7,70/kg vivo com acordo entre suinocultores e frigoríficos, conforme dados da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Após cinco semanas consecutivas com preço estável em R$ 6,74/kg, Santa Catarina teve leve alta nesta quinta, chegando em R$ 6,76/kg vivo, de acordo com informações do presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos, Losivanio de Lorenzi.

AGROLINK


Suínos/Cepea: exportação aumenta em volume, mas cai no preço

As vendas externas dos produtos suinícolas in natura tiveram um forte incremento de junho para julho. No entanto, o preço pago pela tonelada da carne brasileira no mercado internacional recuou


Conforme dados da Secex compilados e analisados pelo Cepea, em julho, foram embarcadas 87,9 mil toneladas de carne suína in natura, aumento de 5,2% frente a junho, porém, queda de 5,3% na comparação com julho/21. Já, o valor pago pela carne suína nacional no mercado externo teve baixa de 2% frente ao mês anterior, ainda segundo a Secex, passando de US$ 2.429,42 em junho para US$ 2.380,90 no último mês. Para o segundo semestre, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) prevê um aumento nas importações chinesas de carne suína, devido à formação de estoques para eventos festivos naquele país. Além disso, a abertura de novos mercados, como Canadá e Tailândia, e as reduções tarifárias da Coréia do Sul e do Vietnã também podem favorecer a carne suína brasileira no cenário internacional.

Cepea


FRANGOS


Exportações de carne de frango crescem 6% em 2022, aponta ABPA

As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 2,828 milhões de toneladas nos sete primeiros meses de 2022, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)


O número supera em 6% o total embarcado pelo país no mesmo período de 2021, com 2,668 milhões de toneladas. O resultado em dólares das exportações do ano alcançou US$ 5,620 bilhões, número 33,3% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, com US$ 4,216 bilhões. Em julho, as vendas internacionais de carne de frango totalizaram 405,3 mil toneladas, volume 4,5% menor que o total exportado no sétimo mês de 2021, com 424,4 mil toneladas. Em receita, houve aumento de 20,7%, com US$ 892 milhões neste ano, contra US$ 739,2 milhões em 2021. Os Emirados Árabes Unidos assumiram, novamente, a liderança nas exportações de carne de frango do Brasil, com 37,8 mil toneladas exportadas em julho, número 11% superior ao alcançado no mesmo período de 2021. A China, no segundo posto, importou 37,5 mil toneladas (-40,5%). Em terceiro lugar, a Arábia Saudita importou 37,2 mil toneladas (+52,7%). Outros destaques do mês foram Filipinas, com 21,8 mil toneladas (+16,1%), Coreia do Sul, com 18,8 mil toneladas (+79,4%) e Singapura, com 15,4 mil toneladas (+93,2%). “O resultado confirma as expectativas da ABPA de manutenção das exportações em patamares acima de 400 mil toneladas mensais até o final do ano, mostrando a forte demanda global pelo produto brasileiro.” destacou o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

ABPA


Frango no atacado em São Paulo sobe 0,26%

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 6,10/kg, enquanto o frango no atacado subiu 0,26%, chegando em R$ 7,70/kg


NA COTAÇÃO do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina não houve mudança de preço, custando R$ 4,25/kg, nem no Paraná, valendo R$ 5,53/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira, a ave congelada e a resfriada não mudaram de preço, custando, respectivamente, R$ 7,98/kg e R$ 8,01/kg.

Cepea/Esalq


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Varejo paranaense acumula elevação de 3,3% até maio

Setores mais prejudicados pela pandemia crescem, enquanto os que mais venderam durante a crise sanitária voltam ao movimento habitual


O varejo paranaense acumula elevação nas vendas de 3,3% de janeiro a maio. Os dados são da Pesquisa Conjuntural da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR) e traz os números relativos a maio de 2022. Mantendo a tendência apresentada no mês de abril, o comércio do Paraná continua avançando nas vendas, especialmente nos três setores que mais sofreram com a pandemia: calçados (43,95%), vestuário e tecidos (29,14%) e livrarias e papelarias (25,76%), devido ao retorno da circulação de pessoas, a volta às aulas e dos trabalhos presenciais e, principalmente, por causa do Dia das Mães, segunda data que mais movimenta o comércio, só perdendo para o Natal. Por outro lado, os segmentos que tiveram uma verdadeira explosão nas vendas durante o auge da pandemia, tiveram queda no faturamento no acumulado de 2022 em comparação com o mesmo período de 2021, o que demonstra que retornaram ao volume habitual de vendas: material de construção (-6,01%); lojas de departamentos (-0,74%) e farmácias (-0,55%). Na variação mensal, maio teve crescimento de 6,94% em relação a abril, influenciado também pelo Dia das Mães. O maior volume de vendas foi registrado pelas lojas de vestuário e tecidos (27,96%) e calçados (25,66%), que comercializam os produtos mais procurados pelos filhos ao presentear nesta data. O único setor a apresentar queda foi supermercados (-6,3%), reflexo da inflação sobre os alimentos e perda do poder aquisitivo, que faz com que o consumo diminua e também pelas vendas do mês de abril terem sido melhores neste setor por causa da Páscoa. Já na comparação com maio de 2021, em que as vendas de determinados setores ainda sofriam com o isolamento social e pela diminuição na circulação de pessoas, o varejo paranaense cresceu 3,1%. Com o abrandamento da crise sanitária, determinados padrões de consumo foram retomados e outros modificados, e os setores que cresceram ou mantiveram constância nas vendas em 2021, neste ano, apresentaram queda, o que não significa necessariamente prejuízo. Além disso, verifica-se o impacto da inflação e alta nas taxas de juros. Os setores que apresentaram crescimento em maio de 2022 na comparação com maio de 2021 foram combustíveis (23,7%), livrarias e papelarias (22,92%), calçados (19,77%) e autopeças (16,27%). Os ramos com maiores reduções foram: material de construção (-15,79%), móveis, decoração e utilidades domésticas (-7,81%) e lojas de departamentos (-3,78%). Na análise regional, Curitiba e Região Metropolitana tiveram a maior alta no acumulado até maio, com aumento de 5,42%. Na sequência estão Maringá (5,39%), Ponta Grossa (4,64%), Sudoeste (3,36%) e Região Oeste (0,97%). Somente Londrina apresentou queda nas vendas de 0,14%. Entretanto, foi o comércio de Londrina o que mais se destacou na variação mensal, com alta de 8,26%. Ainda na comparação de maio com abril, as demais regiões do estado também tiveram crescimento: Curitiba e RM (7,88%), Sudoeste (5,81%), Oeste (5,23%), Maringá (2,07%) e Ponta Grossa (2,02%). Na comparação com maio de 2021, somente Londrina apresentou resultado negativo, com redução nas vendas de 9,1%. As demais regiões tiveram com alta: Curitiba e RM (10,08%), Maringá (6,09%), Sudoeste (4,55%), Ponta Grossa (2,58%) e Oeste (1,82%).

FOLHA DE LONDRINA


Nova safra de milho movimenta pátio de triagem do Porto de Paranaguá

Conforme avança a colheita do milho no campo, o movimento no terminal se intensifica, são aproximadamente 1.500 caminhões por dia


Conforme avança a colheita de milho no campo, principalmente do Paraná – onde já passa de 57% da área – a chegada do produto no Porto de Paranaguá vai se intensificando. Em julho deste ano, aproximadamente 45 mil caminhões passaram pelo pátio de triagem do Porto de Paranaguá. Em 2021, 33.994 caminhões passaram pela triagem em julho. Os picos de caminhões entrando no pátio diariamente, nesta semana, tem alcançado a média de 1,5 mil caminhões/dia. Em dia de maior movimento, neste mês, chegou a dois mil caminhões, em 24 horas. O milho em grão foi o destaque do mês. Foram 246 mil toneladas contra 30 mil toneladas em julho de 2021. “A expectativa é que a gente continue com um movimento forte, nós temos ainda as outras cargas transitando aqui com muita força, fertilizante ainda chegando com força, nós temos essa safra do milho, farelo que tem uma cadência regular aqui. Então a nossa expectativa é que a gente feche o trimestre quando comparado ao mesmo período do ano passado em mesmo nível de movimentação ou uma variação pequena para cima ou para baixo”. diz Luiz Fernando Garcia, diretor presidente da Portos do Paraná. De janeiro a julho deste ano, o volume de milho superou o total atingido de movimentação no mesmo período do ano passado chegando a marca 2,147 milhões toneladas. Para se ter uma ideia, neste mesmo período, em 2021, eram 622 mil toneladas recebidas nos Portos do Paraná. Os Portos do Paraná fecharam julho com quase 5 milhões e meio de toneladas movimentadas, no melhor mês de 2022 até o momento. Nos primeiros sete meses do ano, foram mais de 34 milhões de toneladas movimentadas. A perspectiva é de salto na capacidade portuária a partir do projeto do “Moegão”, que vai receber um investimento de R$ 500 milhões para absorver a produção transportada via trem. Com isso, a expectativa é de ampliar a capacidade de descarga de 550 para 900 vagões por dia, concluindo a melhoria do terceiro modal envolvido nas operações dos Portos do Paraná.

CANAL RURAL


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar à vista fecha em queda de 1,05%, a R$5,2228

O dólar começou a quinta-feira em alta, mas rapidamente passou a perder fôlego até virar e fechar em queda de mais de 1%, a mais forte em uma semana, seguindo o dia fraco para a divisa norte-americana no exterior na véspera da divulgação de importantes dados de emprego nos EUA


O dólar à vista caiu 1,05%, a 5,2228 reais na venda, maior desvalorização desde 28 de julho (-1,66%) e quebrando uma série de quatro pregões de alta na qual acumulou ganho de 2,25%. Ao longo do dia, a cotação variou de 5,2968 reais (+0,35%) a 5,1993 reais (-1,49%). No exterior, o índice do dólar frente a uma cesta de moedas fortes acelerou a queda para 0,7% no fim da tarde, para perto das mínimas da sessão.

REUTERS


Ibovespa fecha em alta de 2% com aposta no fim do aumento de juros no país

O Ibovespa fechou em alta pelo terceiro pregão seguido na quinta-feira, superando os 106 mil pontos pela primeira vez em quase dois meses na máxima do dia, com agentes financeiros apostando que o Banco Central pode ter encerrado ou finalizará em breve o ciclo de alta de juros no Brasil


A temporada de balanços continuou no radar, incluindo os números de Embraer, Totvs e Ultrapar. Após o fechamento, estão previstos os resultados de Bradesco e Lojas Renner, entre outros. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,99%, a 105.844,47 pontos, de acordo com dados preliminares. Na máxima, chegou a 106.161,56 pontos, maior patamar intradia desde 10 de junho. O volume financeiro somava 27,5 bilhões de reais. O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou na véspera a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, a 13,75% ao ano, maior patamar desde janeiro de 2017, mas dentro do esperado. E disse que "avaliará a necessidade de um ajuste residual, de menor magnitude, em sua próxima reunião".

REUTERS


Poupança tem saque líquido de R$12,663 bi em julho, recorde para o mês

A caderneta de poupança registrou novo saque líquido recorde para o mês em julho, de 12,663 bilhões de reais, em meio a um aperto monetário agressivo que reduz a competitividade da aplicação frente a outros investimentos, mostraram dados do Banco Central na quinta-feira


No ano, a poupança já perdeu 63,152 bilhões de reais, maior valor nominal para o período da série do BC, com início em janeiro de 1995. Os saques superaram em 11,611 bilhões de reais os depósitos no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) em julho. Já na poupança rural, as saídas líquidas foram de 1,052 bilhão de reais. Depois de ingressos recordes em 2020, com o pagamento do auxílio emergencial a famílias de baixa renda na pandemia e o nível baixo da taxa básica de juros, o fluxo de recursos na poupança apresentou uma reversão de sentido em 2021, tendência que ganhou força este ano. Sem repasses sociais emergenciais e diante de um cenário econômico adverso para as famílias e das altas sucessivas de juros pelo BC para segurar a inflação, a poupança vem acumulando retiradas significativas. Os saques registrados até agora no ano já superam em muito os 35,5 bilhões de reais resgatados em todo o ano de 2021. Com os juros básicos da economia acima de 8,5% ao ano (a Selic está agora em 13,75%), os depósitos na poupança voltaram a ter rendimento fixo de 0,5%, ou 6,17% ao ano nominal, acrescido da taxa referencial (TR), que é próxima de zero. Isso deixa a remuneração mais baixa do que outros investimentos de renda fixa e inferior à inflação, que acumula alta de mais de 11% em 12 meses.

REUTERS


Indicador Antecedente de Emprego do Brasil interrompe recuperação em julho, diz FGV

O Indicador Antecedente de Emprego do Brasil teve ligeira queda em julho, interrompendo três meses consecutivos de alta, de acordo com dados divulgados na quinta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV)


O IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, cedeu 0,8 ponto no mês passado, a 81,1 pontos, mas seguiu perto de um pico em sete meses atingido em junho. "... o IAEmp parece dar sinais de desaceleração do mercado de trabalho...O resultado ainda não parece ser uma reversão da tendência positiva dos últimos meses, mas sugere perda de força dessa retomada (do índice) ao longo do ano", disse em nota Rodolpho Tobler, economista da FGV Ibre. "Medidas de estímulo à economia feitas pelo governo podem sustentar esse cenário mais favorável no curto prazo, mas no médio prazo o enfraquecimento da atividade econômica tende a segurar o ritmo de recuperação do mercado de trabalho", acrescentou. Os componentes do IAEmp mostram que o indicador de Situação Atual dos Negócios da Indústria teve o maior impacto negativo no índice geral, de 0,5 ponto. O indicador de Emprego Previsto de Serviços, por sua vez, tirou 0,3 ponto da leitura de julho do IAEmp. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que a taxa de desemprego do Brasil ficou em 9,3% nos três meses até junho, menor patamar para o período desde 2015.

REUTERS


POWERED BY

EDITORA ECOCIDADE LTDA

041 3289 7122

imprensa@sindicarne.com.br



0 visualização0 comentário