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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 180 DE 28 DE JULHO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 180 |28 de julho de 2022


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Estabilidade nos preços do boi gordo nas praças pecuárias brasileiras

Para a IHS Markit, ao longo da semana, os últimos dias úteis de julho seguem caracterizados pela baixa liquidez nas operações de compra e venda de animais terminados em todas as principais regiões pecuárias do País


Segundo os analistas da IHS, as escalas dos frigoríficos brasileiros seguem razoavelmente avançadas, enquanto a oferta de boiadas gordas continua escassa nas principais praças do País. Nas praças do interior de São Paulo, a pressão é de baixa nos preços da arroba e preços abaixo da referência têm sido testados, mas poucos negócios foram concretizados nesta quarta-feira (27/7), informa a Scot Consultoria. O valor de referência do boi gordo paulista segue estável em R$ 310/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 280/@ e R$ 300/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). Pelo “boi-China”, paga-se R$ 320/@ em São Paulo, segundo a Scot. Pelo levantamento da IHS Markit, as escalas de abate dos frigoríficos brasileiros encontram-se preenchidas, com disponibilidade de lotes até a primeira sexta-feira de agosto. Nas últimas semanas, as escalas de abate foram compostas, em sua maior parte, por animais provindos de confinamento (referente ao primeiro giro de engorda). Porém, dizem os analistas da IHS, “essa oferta (de animais de cocho) é controlada e restrita, e deve registrar sinais de exaustão a partir da segunda quinzena de agosto”. No mercado atacadista, os preços da carne bovina permanecem estáveis, refletindo um certo equilíbrio entre oferta e demanda. “Diante do consumo doméstico que não ganha tração, bem como os estoques excedentes de cortes destinados ao mercado doméstico (sobretudo do dianteiro), os preços da carne bovina registraram ajustes negativos”, relata a consultoria. Cotações: PR- Maringá: boi a R$ 300/@ (à vista) vaca a R$ 275/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 315/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 290/@ (prazo) vaca a R$ 273/@ (prazo); MS-Três Lagoas: boi a R$ 292/@ (prazo) vaca a R$ 273/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 290/@ (prazo) vaca a R$ 275/@ (prazo); MT-B. Garças: boi a R$ 290/@ (prazo) vaca a R$ 273/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 290/@ (à vista) vaca a R$ 270/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 285/@ (à vista) vaca a R$ 270/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 295/@ (prazo) vaca R$ 280/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 324/@ (à vista) vaca a R$ 272/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 280/@ (prazo) vaca a R$ 282/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 290/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 280/@ (prazo) vaca a R$ 265/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 280/@ (à vista) vaca a R$ 263/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 270/@ (à vista) vaca a R$ 255/@ (à vista) MA-Açailândia: boi a R$ 280/@ (à vista) vaca a R$ 260/@ (à vista).

PORTAL DBO


SUÍNOS


Suíno vivo seguiu com queda na quarta-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 123,00/R$ 131,00, enquanto a carcaça especial teve queda de até 1,04%, chegando em R$ 9,20/R$ 9,50/kg


Na cotação caso do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (26), o preço ficou estável no Rio Grande do Sul, valendo R$ 6,27/kg, e houve leve alta em Santa Catarina, custando R$ 6,42/kg. Houve queda de 2,59% em Minas Gerais, atingindo R$ 6,76/kg, baixa de 2,23% em São Paulo, com preço de R$ 7,02, e de 0,96% no Paraná, fechando em R$ 6,22/kg.

Cepea/Esalq


Mesmo com a queda no preço das rações para suínos pelo terceiro mês seguido, margens apertadas ainda preocupam

Redução do plantel após drásticas perdas de preço no primeiro trimestre e início do segundo começam a mostrar os efeitos no terceiro trimestre


Segundo relatório do Rabobank a respeito da suinocultura mundial referente ao terceiro trimestre de 2022, mesmo com algum recuo no custo da nutrição dos suínos no Brasil, o produtor segue preocupado com as margens apertadas. A queda drástica nas margens do suinocultor no primeiro trimestre do ano e em parte do segundo trimestre motivaram um enxugamento do plantel, com abate de matrizes, consequentemente aumentando a oferta de carne suína. No restante do segundo trimestre a produção recuou, com a diminuição no ritmo de abate e também do peso dos animais enviados para os frigoríficos. Para o banco, estas medidas tomadas pelos suinocultores como forma de contenção do impacto dos custos de produção já começam a mostrar efeito no menos número de leitões, devido ao descarte de matrizes, e na continuidade da redução dos pesos dos animais vivos, o que fez os preços destes terem algum aumento neste terceiro trimestre. Mesmo assim, os preços seguem 8% inferiores em comparação ao mesmo período do ano passado, mas o banco ainda estima para este trimestre mais realinhamentos positivos, devido à estação mais fria do ano e melhor ritmo de exportação. De forma geral, a expectativa é que a produção de carne suína este ano caia 1% em relação a 2021. As exportações de carne suína para a China, principal parceiro comercial do Brasil, caíram 38% em junho, de acordo com dados do banco. No entanto, o gigante asiático segue como o maior comprador do produto brasileiro, responsável por importar 37% da carne suína produzida no Brasil. Mesmo com o recuo da China nas compras, o banco coloca o ritmo de exportações de carne suína brasileira com alta de 282% nos embarques para as Filipinas no mesmo período, e alta de 45% nas exportações para Cingapura, segundo e terceiro lugares, respectivamente, nos rankings de exportações da carne suína brasileira. Para o segundo semestre de 2022, os analistas do banco se mostram mais otimistas, uma vez que os preços da proteína na China estão aumentando e há limitação de oferta do produto em algumas regiões. Soma-se a isso a desvalorização do real frente ao dólar, tornando a carne suína brasileira mais competitiva. Algumas oportunidades de exportação para a China ainda devem aparecer ao longo desta segunda metade do ano, mas não devem reverter as perspectivas de diminuição do gigante asiático nas compras externas.

Rabobank


FRANGOS


Ganhos leves para o frango

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 6,10/kg, enquanto o frango no atacado teve leve alta de 0,13%, chegando em R$ 7,58/kg


Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina não houve mudança de preço, custando R$ 4,25/kg, assim como no Paraná, valendo R$ 5,50/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (26), ambas tiveram aumento de 0,13%, custando R$ 8,00/kg cada.

Cepea/Esalq


Produção brasileira de pintos de corte segue com resultado negativo em relação a 2021

Em maio passado, pelo sexto mês consecutivo, a produção brasileira de pintos de corte registrou resultado negativo em relação ao mesmo mês do ano passado


Nos 12 meses decorridos entre junho de 2021 e maio de 2022 em apenas duas ocasiões (agosto e novembro de 2021), o volume produzido superou (mas por margem mínima) o que foi produzido um ano antes. Em maio, conforme a APINCO, foram produzidos 557,8 milhões de pintos de corte, resultado 0,88% inferior ao de maio de 2021. Considerada a média diária, a queda em relação ao mês anterior foi de 4,76%. Com o último resultado, o total acumulado nos cinco primeiros meses de 2022, pouco superior a 2,755 bilhões de cabeças, representa redução anual de 3,24%. Já o acumulado nos últimos 12 meses, perto de 6,840 bilhões de pintos de corte, se encontra 1,69% abaixo do produzido em idêntico período anterior.

AVESITE


CARNES


Indústria de frango e suíno prevê maior demanda por carnes e menor preço do milho

Ricardo Santin, Presidente da ABPA, acredita em recuperação das exportações de carne


A indústria processadora de carnes de frangos e suínos vive um cenário de demanda em alta e deve sentir menos a pressão dos custos de produção nos próximos meses, a partir da entrada do milho de segunda safra no mercado. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, indicando otimismo para o desempenho do setor no segundo semestre. De acordo com o executivo, o Brasil tem sido chamado para atender à demanda internacional, agravada pela guerra entre Rússia e Ucrânia. Não apenas na exportação de grãos, mas também de carnes. Santin ressalta ainda que a cadeia produtiva de frango e suíno tem conseguido manter a sanidade na produção, o que também é uma vantagem competitiva do país. “Há resquícios da peste suína no mundo, gripe aviária também e o retorno do inverno no Hemisfério Norte não está muito longe, o que facilita a disseminação dessas doenças, infelizmente, para os países que as têm”, analisa o presidente da ABPA. Nesta quinta-feira (28/7), a Associação atualiza suas projeções para este ano de produção e exportações na suinocultura e avicultura. A entidade apresenta também os primeiros resultados de um estudo sobre competitividade do setor, a ser lançado no Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura (Siavs), entre os dias 9 e 11 de agosto.

GLOBO RURAL


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Witmarsum: 70 anos de fé, força e determinação

Nos dias 30 e 31 de julho, a Colônia Witmarsum (a 60km de Curitiba), será palco de uma grande festa para celebrar os 70 anos de fundação da Colônia e da Cooperativa Agroindustrial Witmarsum. Os dois dias de evento acontecerão no Centro Cultural Social e Recreativo Witmarsum Park, com programação a partir das 10 horas da manhã.


Ainda que a colônia tenha comemorado seu septuagésimo aniversário no ano passado, por conta da pandemia, a comunidade não conseguiu festejar a data como desejava, por isso, a festa promete ser mais do que um momento de agradecimento pela trajetória de sucesso. Será também uma oportunidade de celebrar, o que em 1951 era apenas o sonho de algumas famílias e hoje é a realização de toda uma comunidade, que tem orgulho de sua história. Com uma programação que inclui apresentações de grupos folclóricos, apresentações musicais, gastronomia típica local e desfile de tratores antigos, a celebração deve movimentar toda a região. Como forma de mostrar ao visitante a riqueza gastronômica local, restaurantes da região foram convidados a criar pratos inéditos para celebrar o aniversário utilizando os queijos produzidos pela cooperativa. Durante a festa serão lançados os queijos tipo Gouda e Emental Extra de longa maturação, além disso o evento será vitrine para o mais novo produto da Cooperativa, fruto da parceria com a Cooperante, Suco de uva integral Witmarsum, feito 100% de uvas bordou sem adição de conservantes e corantes. Hoje, a Cooperativa comercializa mensalmente 150 mil litros de leite envasado, e outros 400 mil litros que se transformam em cerca de 30 toneladas de queijo, divididos em 11 tipos diferentes e com receitas de origem europeia, tais como Brie, Camembert, Emmental e Raclette.

OCEPAR


Copacol: safrinha de milho deve ser a segunda maior da história da cooperativa

A expectativa da colheita do milho segunda safra 2021/22 é de 12 milhões de sacas na área de abrangência da Copacol. Esta deve ser a segunda maior safra da história da cooperativa, que atua no Oeste e Sudoeste do Paraná. Os bons índices também estão na rentabilidade do produtor e na qualidade do grão.


De acordo com o engenheiro agrônomo João Maurício Trentini Roy, nas últimas semanas houve uma intensificação na colheita. “Atingimos 45% da colheita na área de abrangência da Copacol. A previsão é que até agosto todo o milho já tenha sido retirado das lavouras”, diz.

Devido as boas condições climáticas, após sucessivas perdas por seca, desta vez os resultados tendem a ser expressivos. “Esta pode ser a segunda maior safra da Copacol, atrás somente de 2019 quando tivemos uma safra recorde”, diz João. Além disso, o produtor também está animado devido a boa rentabilidade que a safra promete. “O cooperado conseguiu comprar os insumos no início do ano, antes da alta nos preços. Então ele pagou um custo menor, o que faz com que a rentabilidade dele seja maior”, afirma. Outro ponto que tem deixado o cooperado feliz com esta safra é a qualidade do grão que está sendo colhido, apesar dos desafios enfrentados pelos produtores durante o ciclo da cultura. De acordo com o Deral (Departamento de Economia Rural), a estimativa para o milho segunda safra 2021/22 é de pouco mais de 36,2 milhões de toneladas no Estado: uma safra recorde. A área plantada é de quase 10,9 milhões de hectares. "É importante observar que, apesar dos problemas enfrentados pelo agricultor, sobretudo os climáticos, a persistência e a vontade de semear a terra venceram e novamente vislumbramos recordes em alguns produtos", comenta o chefe do Deral, Marcelo Garrido. Já no Brasil, a colheita total da segunda safra está estimada em 115,6 milhões de toneladas, volume 32,8% superior ao ciclo passado, de acordo com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).

Imprensa Copacol


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar cai a R$ 5,25, menor nível em um mês, com mercado atento aos sinais do Fed

Desmonte de posições no mercado de câmbio veio na esteira da fala de Powell


O movimento de queda do dólar ante o real teve continuidade no pregão de hoje e se mostrou ainda mais forte durante a segunda etapa dos negócios, quando a moeda americana foi às mínimas do dia. O dólar, assim, encerrou os negócios à vista em queda de 1,85%, cotado a R$ 5,2502, no menor nível desde 30 de junho. O desmonte de posições no mercado de câmbio se deu na esteira de declarações do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, que, embora tenha deixado os próximos passos dependentes de dados, abriu a possibilidade de uma desaceleração no ritmo de aperto da política, o que deu apoio amplo aos ativos de risco ao redor do globo. O dólar já soma três pregões consecutivos de queda relevante e a recuperação nos preços das commodities dá algum apoio ao real. “A alta de 0,75 ponto do Fed não foi uma grande surpresa e a comunicação de Powell ajudou a derrubar tanto o dólar no mundo quando os juros das Treasuries. Isso impulsionou o real”, observa um profissional de câmbio de um banco local. Ele destaca, em especial, a forte descompressão de prêmio observada no desempenho do real nos últimos dias, dado que a moeda oscilou quase R$ 0,25 desde o início da semana. “O mercado estava precificando muitos riscos e o dólar estava em níveis exagerados lá fora. Um alívio maior [com o Fed] poderia fazer o dólar cair ainda mais”, aponta. Sócio e gestor da P8 Investimentos, antiga Pacifico, Eduardo Carvalho observa que a volatilidade no mercado de câmbio está mais alta, mas acompanha a volatilidade observada em ativos globais que são relevantes para a economia brasileira, como as commodities e os juros americanos. Ele nota que, nos últimos dias, os preços das commodities agrícolas e energéticas apresentaram queda na ponta e que os rendimentos dos títulos americanos também recuaram um pouco, na medida em que alguns dados de crescimento nos EUA foram mais fracos. “O mercado acredita que, de agora em diante, o Fed pode reduzir o ritmo de aperto e a volatilidade mais alta se deve a essa incerteza com a economia global e sobre quanto mais os juros terão de subir para provocar desaceleração do crescimento e redução da inflação. Isso se reflete no câmbio por aqui”, afirma Carvalho.

VALOR ECONÔMICO


Ibovespa pega carona na alta de NY após Fed e volta aos 101 mil pontos

Leitura de possível abrandamento do ciclo de aperto monetário nos EUA mais adiante deu fôlego aos mercados acionários


O Ibovespa acompanhou a sessão fortemente positiva dos ativos de risco na quarta-feira, sustentada por uma temporada de balanços melhor que a expectativa do mercado até aqui e conforme o Federal Reserve (Fed, o BC americano) deu sinais de um possível abrandamento do ciclo de aperto monetário em suas próximas reuniões. Com isso, o referencial local voltou ao patamar que havia perdido no fechamento do pregão de 15 de junho. Ao final do dia, o índice avançou 1,67%, aos 101.437 pontos. O volume financeiro negociado na sessão foi de R$ 15,03 bilhões no Ibovespa e R$ 18,69 bilhões na B3. No exterior, S&P 500 ganhou 2,62%, aos 4.023 pontos, Dow Jones avançou 1,37%, aos 32.197 pontos e Nasdaq disparou 4,06%, aos 12.032 pontos. A sessão já havia começado positiva, enquanto investidores analisavam as temporadas de balanços dos EUA e local. Ficou ainda mais altista após a decisão de política monetária do Fed e os comentários do presidente da autarquia, Jerome Powell. Ele disse que a autoridade pode desacelerar o ritmo de alta já na sua próxima reunião, em setembro. Isso contribuiu para um alívio nos Treasuries e na curva de juros local, impulsionando o mercado acionário. No Ibovespa, as maiores altas foram justamente de papéis mais ligados à economia local e sensíveis às taxas de juros, combinando alívio em relação ao Fed e balanços positivos.

VALOR ECONÔMICO


Dívida pública sobe 2,5% em junho e tem custo maior em cenário de alta nos riscos

A dívida pública federal do Brasil subiu 2,51% em junho sobre maio, a 5,846 trilhões de reais, informou o Tesouro Nacional na quarta-feira, em período marcado por ampliação de riscos globais e elevação do custo dos títulos do governo


No período, a dívida pública mobiliária interna subiu 119,4 bilhões de reais, a 5,595 trilhões de reais. De acordo com o Tesouro, a curva de juros futuros ganhou nível em junho, diante do cenário externo mais negativo e do debate sobre medidas com impacto fiscal. O órgão acrescentou que o mês foi marcado pelo aumento da aversão ao risco, devido à expectativa de continuidade no aperto monetário nos Estados Unidos e pressões inflacionárias globais. No mês, o CDS (credit default swap) do Brasil, que mede o risco relacionado ao país, subiu 31,1%, segundo o Tesouro, a 294 pontos base. Em junho, também houve um encurtamento do prazo médio de vencimento dos títulos brasileiros para 3,88 anos, ante 3,95 anos registrados em maio. No cenário de aumento da aversão a riscos no mercado, o custo médio do estoque da dívida pública federal aumentou, passando de 9,86% ao ano em maio para 10,90% no mês passado. Na dívida interna, o custo do estoque subiu de 10,58% ao ano em maio para 10,98% em junho. O custo médio das novas emissões da dívida interna também cresceu, indo de 11,7% ao ano em maio para 12,0% ao ano em junho.

REUTERS


Confiança da indústria do Brasil recua em julho com piora de perspectivas, diz FGV

A confiança da indústria no Brasil caiu pela primeira vez em quatro meses em julho, diante de perspectivas políticas e macroeconômicas desfavoráveis, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na quarta-feira


Os dados da FGV mostraram que seu Índice de Confiança da Indústria (ICI) caiu 1,7 ponto, para 99,5 pontos, na comparação com o mês anterior, interrompendo sequência de três altas consecutivas. O Índice de Situação Atual (ISA), que mede o sentimento dos empresários sobre o momento presente do setor industrial, caiu 0,9 ponto, para 101,4 pontos, segundo a FGV. Já o Índice de Expectativas (IE), indicador da percepção sobre os próximos meses, teve queda mais acentuada, de 2,6 pontos, para 97,6 ponto. "As expectativas menos favoráveis parecem decorrer da perspectiva de manutenção de níveis elevados de inflação e de juros até o final do ano, além do aumento da incerteza política durante o período eleitoral", explicou em nota o economista da FGV IBRE Stéfano Pacini. No entanto, ele ainda citou manutenção de relativa satisfação com a situação corrente dos negócios, em meio a avaliações favoráveis de empresários sobre a demanda externa e a movimento de regularização de estoques.

REUTERS


Juro bancário médio sobe para 38,1% ao ano em abril, maior valor em três anos

Informações estão defasadas devido à greve dos servidores do BC; expectativa é que os dados de maio e junho mês sejam publicados em agosto


A taxa média de juros cobrados pelos bancos no crédito livre passou de 37,4% ao ano em março para 38,1% ao ano em abril, informou na quarta-feira, 27, o Banco Central. É a maior taxa desde abril de 2019, quando somou 38,3% ao ano, ou seja, em três anos. Em março, o juro médio estava em 37,4% ao ano. No crédito livre não estão incluídas as operações de financiamentos habitacional, rural e do BNDES. Segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, a expectativa é que os dados do quinto e do sexto mês sejam publicados em agosto. Para as pessoas físicas, a taxa média de juros no crédito livre passou de 49,5% para 50,3% ao ano de março para abril, enquanto para as pessoas jurídicas foi de 21,6% para 22,4%. Em fevereiro, as taxas eram de 48,1% e 21,5%. O encarecimento do crédito vem na esteira do aumento da taxa básica de juros, a Selic, pelo Banco Central, como forma de controlar a inflação. A taxa Selic passou de 2% ao ano, em janeiro de 2021, para 13,25% ao ano, em junho deste ano, o maior patamar em mais de cinco anos. Entre as principais linhas de crédito livre para a pessoa física, destaque para o cheque especial, cuja taxa passou de 127,8% ao ano para 132,7% ao ano de março para abril. No crédito pessoal, a taxa passou de 23,6% para 24,1% ao ano. Em fevereiro, eram de 132,6% e 22,9%, nessa ordem. Desde 2018, os bancos estão oferecendo um parcelamento para dívidas no cheque especial. A opção vale para débitos superiores a R$ 200. Em janeiro de 2020, o BC passou a aplicar uma limitação dos juros do cheque especial, em 8% ao mês (151,82% ao ano). Além da limitação do juro, os dados atuais refletem uma revisão realizada na série histórica do BC. Já nas operações com cartão de crédito rotativo, os juros bancários cobrados das pessoas físicas subiram de 359,1% ao ano, em março, para 364% ao ano, em abril de 2021. Essa é a maior taxa desde agosto de 2017 (428% ao ano). Os dados divulgados na quarta pelo Banco Central mostraram ainda que, para aquisição de veículos, os juros continuaram em 27,2% ao ano de março para abril, de 26,5% em fevereiro. A taxa média de juros no crédito total, que inclui operações livres e direcionadas (com recursos da poupança e do BNDES), foi de 26,7% ao ano em março para 27,7% ao ano em abril. No quarto mês de 2021, estava em 20,4%. Já o Indicador de Custo de Crédito (ICC) subiu 0,4 ponto porcentual, para 19,9% em abril ante 19,5% ao ano em março. Em fevereiro, era de 19,4%. O porcentual reflete o volume de juros pagos, em reais, por consumidores e empresas no mês, considerando todo o estoque de operações, dividido pelo próprio estoque. Na prática, o indicador reflete a taxa de juros média efetivamente paga pelo brasileiro nas operações de crédito contratadas no passado e ainda em andamento.

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